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dcpv – settimo giorno – itália – puglia – é lecce condensado!

13/06/2020 (passeado em 20/05/2019)

Settimo Giorno – Itália – PugliaÉ Lecce condensado!

Hoje seria dia de mudar de hotel.

E de cidade.

Sairíamos do aprazível …

… e belíssim Masseria Torre Maizza …

… que fica em Fasano (próximo de Polignano a Mare) …

… pra ir mais pro sul da Puglia …

… mais precisamente pra Lecce, …

… no Palazzo Bozzi Corso.

Antes de chegar lá, …

… tomamos o nosso ótimo café da manhã …

… já juntos com a Lourdes e o Eymard e …

… resolvemos dar uma passeada pelo caminho até Lecce.

Escolhemos ir pela praia (óbvio), …

… passamos por Torre Canne e …

… muitas outras torres praianas que funcionavam …

… como verdadeiros sistemas de alarme contra os invasores.

Tivemos, inclusive, …

… um encontro inesperado …

… com um montão de caprinos …

… que foi extremamente divertido.

Também no caminho, resolvemos dar uma espairecida …

… em Brindisi.

A cidade é bem grande e …

… muito divertida, …

… se bem que difícil de conseguir uma vaga para estacionar.

Por sorte, achamos um estacionamento perto do Porto; …

… isso foi o suficiente pra esticarmos por lá …

… e conhecer um pouco das suas atrações.

Dentre elas, o próprio Porto e …

… a área central …

…. assim como vimos uma colunas romana …

… onde fica exatamente o final da Via Apia. Incrível!

Como estávamos com fome e com sede, …

… optamos por conhecer um lugar bem bacana, …

… a Numero Primo, uma vinoteca de primeira.

Sentamos e pedimos um rosé, …

… uma tábua de frios, …

… mais um Primitivo …

… enfim, a alegria foi contagiante e inebriante (hic).

Note que o lugar é um cubo envidraçado …

… que fica bem no meio do calçadão.

Ou seja, o visual é demais!

Rumamos pra Lecce, …

… mas ainda demos mais uma parada pra conhecer a vinícola Tormaresca, …

… pertencente ao nosso ídolo, …

… o grande Piero Antinori.

Tudo muito bacana, …

… como esperado …

… e ainda compramos alguns vinhos pugliesi deste ícone.

Enfim, chegamos em Lecce.

E o stress aumentou.

Afinal de contas, o Palazzo Bozzi Corso fica bem na área central e …

… foi muito difícil encontrá-lo.

Tão difícil, que resolvemos parar no La Fiermontina …

… e ir até o nosso hotel, com a ajuda do motorista deles.

Ele é muito legal …

,.. e bem diferentão.

É um palácio antigo …

… com vários ambientes agradáveis e …

… o nosso quarto era grande.

E muito grande, imenso!

É charmoso e …

… muito bem decorado (a velha classe dos italianos).

Saímos rapidamente porque tínhamos um tour a pé pra conhecer a cidade.

Pontualmente às 19:00, a nossa guia, a Antonella, nos aguardava.

E começamos a conhecer a história de Lecce através da sua porta principal.

Ela nos contou (é muito didática) …

… tudo sobre a evolução da cidade, …

… bem como as suas raízes históricas.

Vimos vários palácios, …

… igrejas, …

… as verdadeiras ruínas romanas, …

… muitos cantos deliciosos, …

… bem como iguarias culinárias, …

… artefatos legítimos, …

… e o Duomo, …

… que é simplesmente espetacular.

Passeamos por tudo o que foi canto, …

… sempre acompanhados das infos excelentes da Antonella.

Terminamos, retornando à Porta Napoli.

E como estávamos com fome, optamos por conhecer uma verdadeira trattoria de comida pugliese (não marquei o nome, mas …).

Pedimos algumas coisas (não aconselho o bolinho com carne de cavalo. Argh) …

… tais como lasanha de berinjela, …

… costeleta de porco, …

… orecchiete, …

… linguiça …

… além de um vinho horroroso da casa.

Enfim, foi um jantar nota 5.

É tão nota 5, que optamos por conhecer a vinoteca Mamma Elvira.

Lá tomamos um verdadeiro Primitivo, …

… degustamos uma vero tábua de frios e …

… retornamos pro hotel, …

,.. pra pedir arrego pra tudo e dormir.

É, o dia foi cheio e ótimo!

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta maravilhosa viagem:
Primo giorno – Itália – Puglia – Um sonho.
Secondo giorno – Itália – Puglia – Fasano – Você sabe como se faz burrata? Já foi na Grotte di Castelana?
Terzo giorno – Itália – Puglia -Piacere, io sono polignano a mare!
Quarto giorno – Itália – Puglia – Locorotondo e Cisternino, que nomes bonitos de bonitas cidades.
Quinto giorno – Itália – Puglia – Ostun, o branco total radiante!
Sesto giorno – Itália – Puglia – Trullando por Alberobello e grottando pela Palazzese.

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dcpv – sesto giorno – itália – puglia – trullando por alberobello e grottando pela palazzese.

10/06/2020 (passeando em 19/05/2019)

Sesto Giorno – Itália – Puglia – Trullando por Alberobello e grottando pela Palazzese.

Hoje seria o nosso último dia inteiro pela, digamos, parte mais conhecida da Puglia.

E também seria o momento em que conheceríamos uma das cidades mais esperadas desta viagem.

Alberobello com os seus trulli, …

… formavam o nosso imaginário da Puglia.

Antes de mais nada, tomamos o nosso ótimo café da manhã no hotel e …

… rumamos pra cidade das casinhas com telhados em formato de cone.

O tempo parecia não ajudar muito, …

… mas insistimos, pois tínhamos marcado uma visita guiada.

Chegamos no horário e …

… o nosso guia, o Nicolas, estava nos esperando.

Ele é italiano e fala muito bem a nossa língua pátria.

E com isso, conseguiu nos explicar mais claramente toda a história de Alberobello

… que é muita interessante e …

…  talvez, tenha a paisagem mais exótica da Puglia.

Afinal de contas, não é qualquer uma que tem predominantemente casas pequenas, pintadas de branco …

… e com telhados cônicos.

Sim, a maioria das casas tem telhados iguais …

… que dão uma personalidade incrível pra tudo.

Iniciamos o tour com o Nicola (que é gente fina) …

… passeando pela parte menos turística da cidade.

Andamos bastante, …

… vimos muitos trulli (que é o plural de trullo) e …

… ficamos sabendo sobre a formação de Alberobello.

Inclusive, o que dizem sobre o porque de não terem usado argamassa na construção destas casinhas …

… é a mais pura verdade.

A intenção seria que, quando houvesse alguma fiscalização, …

… os moradores tivessem tempo pra desmontar os trulli …

… e assim, não terem que pagar impostos.

Esses italianos! Hahaha

Entramos num dos dois maiores, …

… pra verificar como era disposição interna.

Como curiosidade e …

… até pra dar maior veracidade à visita, …

… estava acontecendo uma corrida de bike no centro da cidade.

Demos uma parada estratégica num belvedere …

… pra ter a visão do conjunto todo da obra.

É impressionante.

,

Passamos para o outro lado da cidade, …

… onde tem lojas e …

… tudo fica mais bonito ainda.

Caminhar entre estas estruturas …

… te passa um encantamento …

… único.

Está na cara que Alberobello é perfeita …

… turisticamente …

… e tem absolutamente tudo o que se espera dum blockbuster pugliese.

Foram 3 horas prazerosas de conversa e imagens e …

… nos despedimos temporariamente do Nicola (faremos um outro passeio com ele em Matera).

Como coincidência, o restô que reservamos fica bem na frente do estacionamento.

Il Poeta Contadino é um daqueles lugares tradicionais ao extremo.

E a comida segue a mesma linha.

O que é muito interessante quando se quer mergulhar no clima da cidade.

Pedimos um flan de bacalhau como entrada.

A Dé escolheu um prato super tradicional, o orecchiette com cime de rape …

… e eu, uma sopa leve de frutos do mar, que curiosamente é um Prato da Boa lembrança (que já está na Nova Toscana).

Tomamos mais um verdecca e …

… demos adeus pra esta cidade tão delicadamente bonita.

A chuva também estava prometendo apertar.

Aproveitamos pra, no caminho de volta, conhecer algumas cidades fora do circuito turístico.

A primeira parada foi em Noci.

Que é muito bonita também e …

… tem um jeitão meio aristocrático.

Claro que neste horário, …

… a hora do almoço e num domingo, …

… tudo estava fechado.

Ainda mais com chuva.

Resolvemos continuar e conhecer Putignano.

Esta nos pareceu bastante grande, pros padrões da Puglia  e …

… meio sem graça.

A chuva apertou.

Mais um pouquinho e passamos em Conversano.

Esta sim, uma cidade com personalidade e …

… até que movimentada.

Tudo bem que o enorme castelo dá um …

… certo charme a tudo.

E o centro histórico dela é muito bonito também.

Sem contar que é considerada o centro produtor de cerejas da região.

Com o mundo parecendo que iria desabar, …

… fomos pra Polignano a Mare, …

… a estrela da Puglia.

E como que por encanto, …

… o tempo melhorou, …

… o sol apareceu e …

… conseguimos dar um boa volta, …

… com direito a tomar Aperol Spritz …

… e curtir a vida adoidado.

Voltamos ao hotel, porque hoje seria o dia da Lourdes e do Eymard chegarem.

Enquanto isso, apareceu quase que do nada, …

… um tremendo tramonto, …

… um por do sol daqueles …

… inesquecíveis.

Absolutamente, lindo e …

… totalmente inebriante.

Pra culminar o dia espetacular e com a turma reunida, …

… fomos todos os quatro jantar no restaurante mais conhecido da Puglia, …

… a Grotta Palazzese.

E a chegada é triunfal.

Deixamos o carro no estacionamento, pegamos uma van e fomos até o centro de Polignano.

Descemos quatro lances de escadas e …

… tivemos uma visão espetacular.

A Gruta é imensa e …

… belíssima.

Imagine de um lado, o mar aberto …

… do outro, uma caverna com uma água muito esverdeada e …

… no centro, todas as mesas.

Ah, pode colocar aí, música ao vivo com um sax de qualidade.

A comida?

A comida foi boa, mas nada de excepcional, mesmo porque dificilmente alguma coisa conseguiria superar o conjunto da obra.

Pedimos um montão de coisas: …

… crudos …

… peixes, …

… pastas, …

… mais pastas,…

… risotos, …

… mais peixes, …

… vieiras, …

… sobremesas, …

… vinhos e mais vinhos.

Enfim, foi uma refeição ou melhor uma experiência quase lisérgica.

O preço? Foi caríssimo, mas certamente teria que ser pelo que foi entregue.

Conversamos bastante, rimos muito e projetamos o que será esta continuação do nosso tour pugliese.

Será “meraviglioso”!

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta maravilhosa viagem:
Primo giorno – Itália – Puglia – Um sonho.
Secondo giorno – Itália – Puglia – Fasano – Você sabe como se faz burrata? Já foi na Grotte di Castelana?
Terzo giorno – Itália – Puglia -Piacere, io sono polignano a mare!
Quarto giorno – Itália – Puglia – Locorotondo e Cisternino, que nomes bonitos de bonitas cidades.
Quinto giorno – Itália – Puglia – Ostun, o branco total radiante!

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dcpv – quinto giorno – itália – puglia – ostuni, o branco total radiante!

06/05/2020 (italianado em 18/05/2019)

Quinto Giorno – Itália – PugliaOstuni, o branco total radiante!

A Puglia é tida como o lugar onde as belas cidadezinhas são brancas e parecem um conto de fadas.

Bom, hoje seria o dia de conhecer mais a fundo a rainha delas, Ostuni.

Mas, antes disso fomos tomar aquele lautíssimo café da manhã no hotel …

… e partir pras nossas incursões puglísticas.

A primeira parada foi uma repetição.

Martina Franca parecia merecer ser vista sem chuva e …

… foi o que fizemos.

Tudo bem que o tempo não contribuiu muito novamente, …

… mas ainda bem que retornamos.

A cidade é muito bacana e …

… tem muitos formatos interessantes.

Desde casinhas brancas, …

… passando por bairros muito antigos e …

… vários palácios lindíssimos.

Esta variedade toda se deve ao fato …

… de que a cidade prosperou sem ter nobres “beneméritos” específicos …

… que explorassem a população.

Ao contrário, o Franca do seu nome vem justamente …

… do fato dela não cobrar impostos durante um bom tempo …

… e assim, atrair muitas pessoas que queriam investir …

… e não queriam pagar altas taxas.

Qualquer semelhança com a nossa situação brazuca não é mera coincidência.

A seguir, dirigi por mais uma mezza horeta …

… e chegamos a Ceglie Messapica.

Taí outra cidade muito interessante.

Ela tem um centro histórico muito bacana, …

… movimentado e …

… com cara de cidade pugliese da “chema”.

A quantidade de restaurantes é muito grande e …

… é um passeio divertido.

Como tínhamos horário marcado para o almoço, …

… zarpamos pra atração do dia, Ostuni.

Antes de chegar na cidade, passamos na via panorâmica e…

… tivemos a primeira visão da cidade branca.

E sabe por que Ostuni é denominada deste jeito?

Porque há muito tempo, com a peste atacando todo mundo, …

… alguém teve a ideia de pintar a cidade toda com cal.

Daí pra frente, a tradição vingou (imagine o constraste com estas máquinas?) e …

… anualmente, todos pintam as suas casas de branco.

É uma verdadeira atração turística.

Chegamos, …

… demos uma breve passeada …

… e fomos pra Osteria del Tempo Perso.

O lugar é praticamente uma caverna e …

… muito bonito.

E a comida não fica atrás.

Fomos acomodados e …

… pedimos, como entrada, flores de abobrinhas fritas recheadas com ricota e ervas.

Uma delícia.

Como principais, a Dé, pediu um peixe cozido e …

… eu, um spaghetti com vôngole e flores de abobrinha.

Tomamos um Verdecca Talo da casa e …

… tudo estava tão bom, que não recusamos as sobremesas.

A Dé escolheu sorvete de amêndoas e …

… eu, um sorbet de creme e pistache.

Olha, foi simplesmente perfeito.

Pagamos a conta, …

… demos mais uma voltinha e …

… fomos encontrar a Maria, a nossa guia italiana, …

.. que faria um tour conosco …

… explicando como foi que aconteceu o desenvolvimento desta belíssima cidade branca.

Foram duas horas de muita informação, …

… onde percorremos muitos cantos inexplorados pela maioria dos turistas.

Esta realmente merece o mini fotoblog:

Nos despedimos da Maria tomando ótimos sorvetes ostunianos.

Ainda continuamos dando uma passeada e aproveitamos pra comprar azeites.

Estava na hora de voltar pro hotel.

Aproveitamos pra ver as torres que os ostunianos construíram na praia …

… coma intenção de transformá-las num sistema de alarme …

… contra invasões.

Conhecemos a de Santa Sabine, …

… o farol de Torre Canne e …

… pronto, mais um dia daqueles estava terminando.

Pausa pra mais um dramático anoitecer.

Demos uma volta pelos jardins e registramos o máximo possível.

Incrível!

Resolvemos jantar no próprio hotel.

E a comida até que esteve boa.

Tomamos um biancheto do Gaja e …

… optamos por comer frugalmente.

Pedimos um peixe feito na crosta de sal. …

… vagens crocantes, …

… além de batata doce cozida.

Foi tudo tão perfeito, …

… que escolhemos um Tiramisu muito bom como sobremesa.

Depois de um dia cheio, …

… só nos restou ir pra cama e …

… contar oliveiras antigas (que é o que mais vemos por aqui).

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta maravilhosa viagem:
Primo giorno – Itália – Puglia – Um sonho.
Secondo giorno – Itália – Puglia – Fasano – Você sabe como se faz burrata? Já foi na Grotte di Castelana?
Terzo giorno – Itália – Puglia -Piacere, io sono polignano a mare!
Quarto giorno – Itália – Puglia – Locorotondo e Cisternino, que nomes bonitos de bonitas cidades.

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dcpv – quarto giorno – itália – puglia – locorotondo e cisternino. que nomes bonitos de bonitas cidades.

03/06/2020 (ensolarado em 17/05/2019)

Quarto Giorno – Itália – PugliaLocorotondo e Cisternino. Que nomes bonitos de bonitas cidades!

Acordamos até que cedo, …

… tomamos o nosso ótimo café da manhã …

… e rumamos pra Locorotondo.

Tínhamos reservado um tour pra conhecer a cidade …

… e saber sobre a sua história.

Locorotondo significa o que parece.

É um lugar redondo, …

… ou seja, uma cidade circular, …

… toda branca …

… com ruazinhas irregulares e …

… muito bonitas.

Chegamos no horário, após nos deleitarmos com o trajeto cheio de trulli (aguarde os próximos capítulos) e …

… a nossa guia, a simpática e comedida Carmela, estava nos esperando.

Ultimamente tenho incluído o máximo possível de passeios guiados nas nossas viagens.

É um jeito de apoiar esta profissão tão bacana e …

… também de aumentar a nossa cultura.

E aprendemos muito.

Não preciso nem dizer que a cidade é uma gracinha (como diria Hebe).

Tem muitos cantinhos …

… fotogênicos e …

… aprazíveis.

Além de tudo isso, a Carmela acrescentou muito a esta beleza, …

… ao discorrer sobre como foi a evolução de Locorotondo desde a sua fundação, …

… que aconteceu próximo de 800DC.

Ficamos sabendo de todos as tramoias que ocorreram e …

… visitamos algumas igrejas, …

… locais onde acontecia tudo naquela época.

Pra sorte nossa, estava acontecendo uma feira livre e …

… das grandes, neste dia.

A mistura do tour com o mercado …

… tornou tudo mais legal ainda.

Demos uma volta por fora da cidade …

… pra ver a arquitetura das casinhas …

… e ter uma tremenda visão …

… de todo o Vale d’Itria.

Incrível, descobrimos que uma das famílias mais importantes da época, …

… era a dos Morelli, …

… justamente o sobrenome da minha mãe.

Vou pesquisar a nossa árvore genealógica e verificar se não temos direito a alguma herança por aqui? Hahaha

Podem me pagar em azeite e vinho que eu topo! Rsrs

Nos despedimos da Carmela e …

… aproveitamos pra passear pela feira.

Incrível a quantidade de bons ingredientes que vimos por aqui.

Segue o obrigatório maxifotoblog:

Como estávamos adiantados pro almoço, …

… optamos em dar uma passada no I Giardini di Pomona, …

… que é uma espécie de Jardim Botânico, mas daqueles bem roots.

Roots porque tudo o que você vê por lá …

… é um montão de árvores plantadas e convivendo …

…. harmoniosamente uma com a outra e todas com a mãe maior, a Natureza.

Retornamos pra Locorotondo porque era hora do almoço.

Escolhemos o restaurante U Curdunn, que é um dos melhores de toda a Puglia.

Demos uma pequena mancada, porque optamos por menus degustação e a comida acabou demorando um pouco.

Mas mesmo assim, foi muito bom.

A Dé pediu um menu vegetariano …

… e eu, um convencional.

Chegaram inicialmente vários tipos de entradinhas …

… saborosas e …

… o primo prato chegou: Spaghettoni Senatori Capelli …

… pra nós dois.

Eu continuei com um coelho muito bem feito, mas que, confesso, …

… foi um pouco a mais.

É claro que todos os ingredientes (veja o “orgogliosamente” do rótulo) …

… tinham a melhor procedência e …

… tomamos taças de vinho tinto e branco.

Continuamos o nosso tour.

A missão seria conhecer Cisternino, …

… outra daquelas cidades bacanas e brancas.

Tudo bem que tudo estava fechado (só reabrem as 5:00), …

…. mas ter uma cidade só pra você ajuda muito.

E foi o que fizemos.

Andamos de um lado pro outro …

… e gostamos muito do que vimos.

Foi super divertido e como estávamos com tempo sobrando, …

… optamos por dar uma esticada até Grottaglie …

… que é tida como a cidade da cerâmica.

O lugar até que é bacana, mas não tem quase nada lá que te atraia, ..

… a não ser as cerâmicas mesmo.

Compramos algumas bem legais e …

… aproevitamos pra conhecer a Forneria Lenti (dica do grande Luiz Horta) pra nos abastecermos de vários doces e biscoitos …

… e retornamos pro hotel.

Com direito a um fim de tarde daqueles especiais e multi coloridos.

É claro que o tremendo tramonto viria logo depois.

Segue o fotoblog multicolorido (percebam a idade e o formato das oliveiras):

Foi o tempo de tomar um relaxante banho e …

… irmos jantar.

Confesso que não esperava muito coisa, já que iríamos no restaurante gourmet do Borgo Egnazia, o Due Camini.

Mesmo porque, gourmet não combina muito com a Puglia.

Chegamos lá e o local além de requintado, …

… é muito bonito.

Optamos por pedir a la  carte …

… e foi uma sábia decisão.

A quantidade de pré pratos é impressionante, assim como a qualidade deles.

Iniciamos oficialmente com uma entrada com pratos típicos de cada uma das regiões da Puglia.

Detalhe, o prato entalhado em madeira formava o mapa da Puglia; sensacional.

Também vieram pães e focaccias feitas na casa, …

… assim como o azeite especial da Maison.

Ah, pra começar os trabalhos fomos de taças de espumante Ferrari.

Como principais, a Dé pediu um peixe do dia com diferentes molhos.

Eu, um spaghetti Senatore Cappelli com cebola e atum.

Tomamos um dos nossos bianchettos preferidos.

As sobremesas foram um capítulo a parte. Eles te levam caixinhas com ingredientes, onde você escolhe três e o chefe cria um doce com eles.

A Dé optou por frutas cítricas, morango e azeite; eu escolhi cereja, leite e ervas aromáticas.

Eis o resultado da Dé …

… e o meu.

Criativo, né?

Quando pensávamos que este devaneio estava terminando, fomos convidados pra tomar café dentro da cozinha.

E que cozinha! Parecia um laboratório da NASA italiana (seria o Naso?) …

… e lá dentro tinha dois banquinhos com uma mesa posta …

… pra tomarmos um café e conhecermos os chefes e os ajudantes que fizeram tudo.

Olha, foi uma das melhores experiências gastronômicas que tivemos nos últimos tempos. Simplesmente imperdível!

Voltamos felizes pra nossa masseria

… e pensando como alguém teve a ousadia de dar um upgrade numa refeição pugliese?

Arrivederci, com lua cheia e tudo o mais.

Acompanhe os outros dias desta maravilhosa viagem:
Primo giorno – Itália – Puglia – Um sonho.
Secondo giorno – Itália – Puglia – Fasano – Você sabe como se faz burrata? Já foi na Grotte di Castelana?
Terzo giorno – Itália – Puglia -Piacere, io sono polignano a mare!

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dcpv – terzo giorno – itália – puglia – piacere, io sono polignano a mare!

30/05/2020 (curtido em 06/05/2019)

Terzo Giorno – Itália – PugliaPiacere, Io sono Polignano a Mare!

Por enquanto, a Puglia não nos decepcionou (tem até 2 sóis).

Ela parece mesmo com uma Toscana roots, só que muito mais exótica.

A mistura bombástica de cidades bacanas com praia e campo, …

…transforma a região pugliesi numa atração sem comparação.

Hoje iniciaremos a parte aquática propriamente dita.

E com gala.

Antes disso, repetimos o café da manhã da Masseria Torre Maizza.

Excelente é uma palavra boa pra definí-lo.

Saímos correndo porque o passeio aquático pré-reservado seria em San Vito, …

… uma cidadezinha litorânea bem pequena (dá uma olhada nestas oliveiras milenares) …

… e próxima da atração maior da região, Polignano a Mare.

Na verdade sairíamos, pois o tempo estava bem ruim e o barqueiro nos avisou que o passeio não seria legal com estas condições climáticas.

Resolvemos transferir pra sábado …

… e fazer um percurso diferente, o famoso plano B.

De carro, óbvio! 😀

Saímos do hotel com uma chuva de pequena intensidade …

… e passamos por perto das ruínas romanas de Egnazia.

São legaizinhas, mas a paisagem de tudo é que encanta.

Fizemos um trecho bem slow e …

… claro que vimos lugares estonteantes.

Seguimos pelo litoral …

… até chegar perto de Monopoli e …

… retornamos ao roteiro original, …

… só que sem o passeio de barco.

Acabamos indo até San Vito.

É um lugar bem pequeno …

… e que tem como atrações, …

… a abadia do proprio San Vito e …

… a Torre Anticorsara.

Com um tempo livre, optamos pro conhecer melhor a …

… maravilhosa Polignano a Mare.

Tudo muito bonito e encantador.

Passamos mais uma vez pela Ponte Monachile, …

… fomos até a estátua do …

… cantor Domenico Modugno, …

… um ídolo por aqui.

Siom, é aquele do Volare, oô (mãozinhas pra cima)!

Descemos até a praia e …

… conseguimos tirar fotos dela …

… e de todo a turistada que se aboletava por lá.

Passamos também pelas ruínas gregas e …

… estávamos prontos pra retornar pra Ponte pra ter aquela visão especial da praia.

E olha que vimos cada um dos belvederes existentes no Centro Storico.

Todos eles apresentavam ângulos totalmente diferentes desta maravilhosa praia.

Demos uma boa passeada pelo centro …

… e nos perdemos a valer (presta atenção no Neruda no espelho da escada).

É assim que se conhece de verdade estes lugares.

Resolvemos voltar pro carro, …

… pois a chuva ameaçava cair.

Ainda tivemos tempo de ver um outro ângulo da cidade (esta é a do famoso restaurante Grotta Palazzese) …

… antes de irmos almoçar …

… no Da Tuccino.

Este restô é tido como um dos melhores quando se fala em frutos do mar.

E é.

Optamos por começar com um delicioso pulpito frito.

A Dé escolheu um gnocchete com sálvia e vôngole…

… e eu, um spaghetti ao vongole veraci.

O da Dé estava bom, mas o meu estava ótimo.

Deu vontade de chorar! Hahaha

Acompanhamos com um biancheto local e com taralli espetaculares.

O resto foi praticar o esporte que os italianos adoram: …

… comer e conversar.

Como o tempo estava meio estranho, optamos por retornar ao hotel …

… e na Itália como os italianos, …

… dar uma descansadinha após o almoço.

Não precisa nem dizer …

… que o tempo abriu completamente e …

… deu pra curtir mais um pouco todo o visual da Masseria.

Demos uma geral e voltamos pra conhecer Monopoli, …

… que é considerada a prima pobre de Polignano.

Ah, se toda prima pobre fosse assim!

Fizemos o mesmo caminho que de manhã.

Tentamos visitar uma atração lado B, o castelo Santo Stefano, que mostrou mesmo ser lado B.

Depois passamos nas praias Porto Rosso, Bianco, Nero e Verde.

E finalmente, chegamos em Monopoli.

Que é mesmo muito bonita.

Tem um centro histórico interessante e …

… vistas do mar de impressionar.

Não são tão dramáticas como as de Polignano a Mare, …

… mas tem muita personalidade.

Ainda mais com o tremendo tramonto que aconteceu.

São estes pores do sol que transmitem aquela sensação de que a viagem realmente está funcionando.

Aproveitamos também pra fazer aquilo que é primordial aqui na Itália.

Escolher um lugar legal pra comer sem compromisso.

E melhor, só porque fomos com a cara dele.

Sentamos, pedimos dois Aperol Spritz …

… e uma tábua de frios e queijos.

Pronto!

O resto foi conversar bastante, dar um monte de risadas, …

… curtir o anoitecer, …

… se embasbacar com o luar …

… e dormir o sono dos justos.

Arrivederci!

Acompanhe os outros dias desta maravilhosa viagem:
Primo giorno – Itália – Puglia – Um sonho.
Secondo giorno – Itália – Puglia – Fasano – Você sabe como se faz burrata? Já foi na Grotte di Castelana?

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dcpv – secondo giorno – itália – puglia – fasano – você sabe como se faz burrata? já foi na grotte di castelana?

27/05/2020 (vivido em 15/05/2019)

Secondo Giorno – Itália – PugliaFasano – Você sabe como se faz burrata? Já foi na Grotte di Castelana?

Este seria efetivamente o primeiro dia genuinamente pugliese.

Acordamos ainda meio atordoados (fuso de 5 horas não é fácil) …

… e fomos tomar o café da manhã incluído na diária do …

… excelente Masseria Torre Maizza.

É claro que o café também é excelente.

Assim como todo o hotel.

Zarpamos pra Martina Franca, …

… onde faríamos um passeio na Masseria Cappella, …

… pra descobrir como são feitos alguns dos melhores queijos da Puglia.

Fechei este passeio com a Poliana, uma brasileira simpática que mora por lá.

Se quiser fazer uma reserva, fale com ela no Destino Puglia.

O caminho todo é muito bonito, …

… apesar do tempo estar bem broncolhão, ….

… se bem que pela manhã, estava muito ensolarado e aberto.

Eu sei que estamos há pouco tempo por aqui, mas o clima pugliese nos pareceu bem maluco.

Passamos por Locorotondo e chegamos na Masseria no horário.

Quer dizer, o Wase disse que chegamos, mas na verdade ele nos largou no meio do mato.

Corrigimos o erro e a Poliana estava nos esperando.

Masseria Cappella é muito bonita …

… e está totalmente preparada pra receber turistas (ela tem quartos também).

Fizemos o tour com mais um casal de russos, ou seja, nos entendemos bem. 🙂

O nosso guia italiano, o Ferdinando nos mostrou o início de tudo.

As vacas e …

… como é feita a ordenha.

É claro que elas são criadas soltas …

… e tem uma alimentação muito natural.

O resultado é que o leite tem uma tremenda qualidade e vai rapidamente para a área de preparação dos queijos …

… onde é usado fresquíssimo.

Passamos também pela produção de biscoitos e pães.

E depois, fomos para a área de produção dos queijos.

A partir daí, um dos proprietários, o Vincenzo, assumiu o tour …

… e nos mostrou todos os bastidores.

Ficamos sabendo como são feitos todos os tipos de mozzarella desde aquela de nozinho …

… até a que participa ativamente das Capreses que a Dé tanto adora, bem como a burrata …

… e a estrela dos queijos da Puglia, o Caciocavallo.

Ainda vimos o local onde os queijos ficam curando; é quase que um paraíso.

Demos mais uma passeada pelo local …

… e terminamos com aquilo que estávamos aguardando: a degustação.

Sentados no restô, experimentamos um prato com frios, queijos, …

… bruschettas de tomate e um bianchetto feito pelos avós do Vincenzo.

Ele nos explicou que tudo que estava naquela mesa, com exceção da água, foi produzido lá orgânica e artesanalmente.

Objetivo atingido, nos despedimos da Poliana (o tour é ótimo) …

… e resolvemos, apesar do frio (fazia 11°C) …

… passar em Martina Franca.

Primeiro, tentamos ir ao mercado settimanale, a famosa feira livre.

Ele tinha terminado. Hahaha.

Aí passamos no Caseificio Pioggia, …

… uma loja de queijos e embutidos muito bacana e moderna.

Compramos algumas coisinhas …

… e resolvemos voltar para o hotel pra pegar blusas, pois precisaríamos pro programa da tarde.

Que seria conhecer a Grotte di Castellana.

Fizemos isso e retornamos pra lá.

Como o tour completo seria às 16:00, …

… aproveitamos pra ver um filme em 3D sobre a evolução do universo.

Alguma coisa a ver com a Puglia? Nenhuma. 🙂

No horário, iniciamos a grande caminhada pela gruta.

Confesso que achava que seria legal, mas não tinha noção do quanto.

O lugar é simplesmente maravilhoso.