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dcpp – pão, pão. queijo, queijo. embutido, embutido. vinho, vinho. macaron, macaron.

05 a 06/10/12

Pão, pão. Queijo, queijo. Embutido, embutido. Vinho, vinho. Macaron, macaron.

Este final de semana na praia prometia. Começamos na sexta a noite indo ao cinema ver “Os Intocáveis“.

O filme é espetacular e você sai dele totalmente alimentado espiritualmente (se ainda não foi, vá. É imperdível).
É claro que no nosso caso, aproveitamos a oportunidade pra conhecer a Le Pain Quotidien que abriu no Shopping Cidade Jardim e nos alimentarmos fisicamente.

Pra quem conhece estas padocas/restôs de Paris, não vai se decepcionar. O ambiente é muito similar e as comidas também.

Experimentamos de tudo um pouco: uma sopa de tomate (a do dia e deliciosa), uma salada de mussarela de búfala com verdes, …

… uma tartine, um excelente sanduba de pão de forma, queijo gruyére e presunto acompanhado de mostardas, pepinos, azeitonas e melão, …

… além de tomarmos duas taças de vinho.

Já no sábado pela manhã, acordamos cedo e fomos ao restaurante Friccò pra realizar um sonho da Dé: …

… fazer um curso de panificação.

Melhor ainda, aprenderíamos a fazer pães italianos.
Chegamos no horário (9:00hs) e toda a turma (18 pessoas) estava lá. Portanto, estávamos prontos pra iniciar a nossa aventura panificadora.

O Sauro Scarabotta (chef e dono do Friccò) e o mestre em padaria, o Márcio Kimura iniciaram contando a história do pão, além de ressaltarem a necessidade de se usar ótimos ingredientes na sua execução (pode incluir aí, a farinha italiana).

Daí pra frente foi um encantamento total (o único pecado foi eu ter esquecido a câmera e assim, a Dé teve que usar o meu celular pra tirar fotos. Uma pena, mas dá pra ter uma noção de tudo). Afinal de contas, quem não gosta de um bom pão?
O Márcio nos falou também sobre a importância de cada uma das fases: da mistura dos ingredientes, …

… da (literal) sova, …

… do descanso inicial (e onde acontece a fermentaçào primária), da divisão e da modelagem, …

…da real fermentaçào, …

… do cozimento, …

… e da degustação.

Que foi feita no formato correto: todos sentados nas mesas (no nosso caso com os novos e bem-humorados amigos Clau e Gil) e saboreando embutidos (também feitos no Friccò), queijos e algumas outras especialidades italianas, entre elas, o vinho tinto.

Executamos o processo completo numa receita de pão de semolina que levamos pra casa e assamos, uma no sábado e a outra no domingo. Ambas resultaram perfeitas.

E no curso, aprendemos a fazer, além do pão de semolina, ciabatta e focaccia.

Estas últimas duas serão reproduzidas no nosso laboratório caseiro e eu prometo informar qual foi o resultado.

Ah! A Rita (esposa do Sauro) também informou que brevemente (no máximo num mês) haverá uma nova aula, o módulo dois, contendo receitas feitas com fermento natural, entre elas a do legítimo pão italiano. Ou seja, será imperdível!

Pra terminar o dia (amanhã é eleição e precisamos cumprir o dever cívico na grande FV), fomos jantar na casa da dona, ops, Mila e do seu, ops, Ennio, os pais do Flávio Federico.

Altos papos, altas gozações (o Ennio estava mais do que inspirado), a presença de amigos e o prato que encantou a todos:

… uma bela bacalhoada com os seus devidos acompanhamentos.

Como sobremesas, especialidades do Flávio (inclua aí o Suspiro Limeño) …

… e os absolutamente saborosos macarons feitos em homenagem ao Halloween. Eles serão vendidos do dia 26/10 a 04/11.

Vá até a Flávio Federico Dolci (al dos Arapanés, 540) e os experimente (além de tudo o que tem por lá).
Você não vai se arrepender!

Até a próxima.

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dcpv – Arturito, o grande Artur.

28/05/11
eita praia boa

Arturito, o grande Artur.

Cozinha genuína de inspiração clássica européia feita com produtos fresquísssimos, de estação e nobre procedência“.

Se você procurar no Santo Google alguma informação sobre o ótimo restaurante Arturito (rua Artur de Azevedo, 542 – Pinheiros – tel 30634951), esta frase acima será a primeira referência já que ela aparece no topo da apresentação do excelente site do local.

E olha que ela, a frase, é absolutamente verdadeira. Alguns dizem que o restaurante é bastante escuro (e até aparenta ser). Outros que é muito caro (se levar em conta somente o preço, sim). Ou ainda que o som é muito alto (não achamos).

Há um ano tínhamos feito uma aula na Spicy da Gabriel com a simpática Paola Carosella (ela fez um farroto!!), chef/proprietária e como adoramos, ficamos nos cobrando uma nova visita à sua casa. A última vez que fomos lá (em nov/08 e no meu aniversário) achamos a comida muito boa e reclamamos um pouco, sim, da escuridão e do som alto.

E o Joaquim (sócio e amigo da LBV) era um fã inconteste do cordeiro de lá.

Corta pro presente. O sabadão pedia uma boa refeição. Um friozinho com um pouco de sol justificavam.

Liguei cedo e a primeira boa surpresa aconteceu. Eles fazem reservas e pra qualquer horário.
Chegamos lá as 13:30 em ponto e  fomos alojados na nossa mesa. E com mais uma boa surpresa: o teto retrátil estava ligeiramente aberto e conseguíamos ver uma nesga do céu. Ponto pra iluminação (ainda acho que a noite, o Arturito deve ser muito escuro. Certamente voltaremos no período noturno).
E por incrível que pareça, quem estava por lá, comendo o seu cordeiro? Pois é, o Joaquim! Foi o maior prazer rencontrá-lo, ainda mais levando-se em conta que ela mora no Piauí.

O menu é um daqueles que te dá muitas dúvidas. Você fica tentado a experimentar um montão de coisas.

Optamos por dividir uma entrada, o queijo quente. Queijo minas de cabra, peperoncini, orégano fresco, cambuci, tomates perfeitamente assados no forno a lenha e lindamente decorados com brotos e mel. Perfeito.

Além da entrada, aproveitamos pra curtir o couvert (pães macios e cascudos, uma folha crocante assada e salgada acompanhada de manteiga e azeite de limão) …

… e uma meia garrafa (ê, convalescença!) dum Chardonnay Tabali 2008 (carambolesco e pluvial, segundo os arturíticos, nós mesmos). Enquanto o restaurante enchia, escolhemos os nossos pratos.

A Dé foi de maltagliati ao limone, uma massa companhada dum molho feito com limão siciliano, pimenta do reino, queijo parmesão, manjericão e azeite que tem um gosto bem cítrico. O prato apresenta um tremendo upgrade ao ser finalizado com migas de pão.

Eu fui devidamente provocado pelo menu. Olhe se não? A descrição do primeiro prato era Polvo na Chapa com batata aos murros e aioli.

Polvo? Batata? E ainda estava escrito: consulte o garçom sobre o ponto do nosso polvo. Eu não precisei nem consultar os outros pratos e muito menos o nosso atendente.
O belo e tenro Octopussy pousou no meu prato.

Saibam que esta batata ao murro estava tão boa que eu pedi a receita pra Paola. E não é que ela mandou!! Mais uma daquelas que entraram no menu daqui de casa e nunca mais sairão.

Tudo pronto pra pedirmos pelo menos uma sobremesa já que teríamos uma outra futebolística, a final da Copa dos Campeões com o Barcelona dando um baile no Manchester (escapamos duma boa ao perder a Libertadores! 🙂 )

Pedimos profiteroles recheados com sorvete de mascarpone, caramelo de laranja e chocolate Amma. Mais uma dentro da Paola Carosella, já que a massa estava uma delícia e o sorvete, um espetáculo .

Finalizamos a nossa lauta refeição e fomos felizes pra casa. A Dé inclusive disse que “precisamos passar por aqui todas as vezes que formos ao sex shop. Afinal de contas, fica no caminho do apê! rs.

Concordo. Como concordo com o que a Paola escreveu no site: Entendo a minha cozinha como um ofício e não como uma arte. O que me move, o que me leva a cozinhar é a vontade de alimentar, nutrir, não busco surpreender e sim satisfazer. Minha história (quem lembra do fantástico Julia Cocina com suas frases escritas nas paredes brancas, levante a mão!), o meu presente, a música, a minha alegria, a minha vontade de transmitir o que sinto e o que eu gosto são o meu motor na hora de cozinhar. Respeito o elogio ao produto, por uma cozinha honesta, genuína e de raiz. Mais nada, tudo isso”.

Estávamos devidamente alimentados, nutridos, satisfeitos e maravilhados. Mais nada, tudo isso.

Até.

PS – É claro que o final de semana não seria completo se não déssemos uma passada na nova Flavio Federico (Al dos Arapanés, 540 – Moema – SP ).

Afinal de contas, tínhamos que comprar a nova cachaça aromatizada com baunilha, …

… o novo e legítimo molho barbecue (que molho!), …

… e os novos canoli. Além dos tradicionais ossi di morti, dos obrigatórios macarons, do…, da …

É de ficar doido. O negócio é marcarmos urgentemente um encontro da turma do dcpv por lá e obrigarmos o grande mestre a fazer uma degustação dirigida pra todos.
Seria FFantástico!

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dcpv – miami – 7th day – only valentine’s day. and shopping, of course.

13/02/11

Only Valentine`s Day. And shopping, of course.

Mais um “diaço”!

Sol o tempo todo dando uma tremenda vontade de tirar um day off e ficar na praia ou na bela piscina do hotel.

Ou seja, não fazendo absolutamente nada.

Mas as coisas não funcionaram deste jeito. Vamos aos fatos:

1 – Tínhamos que começar a fazer compras. Portanto, entramos de dia e saímos de noite no Dolphin Mall, um outlet menos portentoso do que o Sawgrass Mills, mas com uma cara mais simpática de shopping.

Se bem que garimpamos muito pra achar algumas coisas por lá. Tinha muita tralha e especialmente roupas antigonas.
Somos nós que somos chatos, ou estes lugares tem muita porcaria junto?

2 – Devido a um pequeno acidente úmido, ficamos sem a nossa querida máquina fotográfica, a Sony DSC- HX1 durante praticamente o dia todo. Daí também a inclusão do dia comprístico no tour, já que não teríamos muitas fotos.

3 – O trânsito de Miami está de deixar paulistano se sentir em casa. Como os deslocamentos são grandes, se perde muito tempo indo de algum lugar (shopping) pra outro (shopping).

Mas ainda tínhamos a comemoração do dia dos Namorados (estamos acostumando com o fato de sempre termos duas destas datas por ano. Bom pra namorar, né não?). E reservei através do bendito OT, o restaurante francês do Daniel Bouloud, o DB Bistro Moderne Miami que fica em dowtown no hotel JW Marriott Marquis. O lugar é muito bonito.

Chegamos e fomos alojados no bar pra consumirmos um pouquinho (aqui dificilmente eles te levam diretamente pra mesa). Tomamos duas taças dum champanhe rosé pra comemorar.

O salão propriamente dito fica ao lado do bar, mas curiosamente separado por um grande corredor.

E é escuro. Muito escuro. Tão escuro que precisamos usar a luminosidade das velas pra conseguirmos ler o menu (e pra tirar fotos também).
Mais uma vez, uma grande atração foi o público presente. Incrível como a latinidade de Miami  se apresenta nestas situações.

O couvert praticamente não existiu. Dois croissants deliciosos (crocantes e com um queijo fundido como recheio) e um agradinho do chefe, um amuse de salmão e pepino.

Devido a celebração da data, o menu era preço fixo (U$90 por pessoa), com direito a escolher uma entrada, um prato principal e  uma sobremesa. E olha que esta escolha foi difícil já que a variedade de pratos interessantes era bem grande.
Iniciamos com uma salada Green pra Dé, uma boa mistura de verdes fresquíssimos e bolas de queijo de cabra com crosta de pistache …

… e uma salada de lagosta pra mim. Esta lagosta tinha um gosto doce bem peculiar.

Pedimos taças de vinhos americanos. Uma de branco pra Dé e outra de tinto pra mim. Tudo isto porque desta vez quem pediu indivíduos do mar foi a Dé. Um tremendo turbot que estava muito bom.

Assim como o meu Taste of Lamb. Ou seja, cordeiro de tudo o que é jeito.  Costeleta, lingüiça, braseado, cozido, em forma de bolinho. Só faltou o bichinho berrar ao nosso lado. Mais uma delícia com todas as carnes se desmanchando na boca.

Sobremesas incluídas, fomos pro sacrifício. A De pediu um Dulce de Leche que na verdade era uma saborosa espuma de chocolate com mais um montão de coisas do próprio e um reles palitinho com o Dulce.

Eu fui de limão, um bolinho leve com pêra em calda e um sorvete de limão. Apenas razoável, mas gostosinho.

Pronto, mais algumas conversas sobre tudo e o nosso dia dos Namorados estava terminando.
Foi bom, não foi?

See U.

Nota da Redação – O que já era espetacular, ficou melhor ainda. Nâo é que o Flávio conseguiu se reiventar e montar no mesmo lugar onde era a Sódoces (Alameda dos Arapanés, 540 – Ibirapuera – tel 50515277 ) uma loja totalmente nova, com produtos diferenciados além dos mesmos campeões anteriores e levando a grife do grande chefe. É isto mesmo, a Flávio Federico abre hoje, sábado. Vá visitar e nos diga o que achou.

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dcpv – projeto cozinha bossa nova = raphael (marcel)+ flávio (sódoces)

07/12/10
reunião do conselho de segurança da ONU

Projeto Cozinha Bossa Nova = Raphael (Marcel) + Flávio (Sódoces) 

Esta foi  a quinta edição do projeto Cozinha Bossa Nova do grande chef Raphael Despirite.
A idéia básica de tudo é fazer um menu degustação a 4 mãos (as duas do Raphael e mais duas do chef convidado) pelo menos uma vez por mês lá no Marcel e com as inspirações das mais variadas.

Este que nós fomos foi o que podemos chamar de uma jam session.
Ora, misturar bossa nova com rock&roll (o confeiteiro-mor Flávio Federico da  Sódoces foi o convidado); juntar comidas das mais variadas origens (frutos do mar, foie gras, chilli, queijos, grumixama); vinhos das mais ecléticas regiões (Espanha, França, Hungria) indicam uma verdadeira miscelânea, uma autêntica jam. Adicione ainda as pessoas sensacionais que estavam conosco.

Deixa eu contar tudo com um pouco mais de detalhes.
Pegamos a Ângela (a esposa do Flávio) na casa deles e fomos pro Marcel. A nossa mesa seria uma reedição do jantar peruano na La Mar: presentes o excelente papo André Razuk (o mago dos dólmãs. Ainda vou ter um! E quem sabe, um toque também! rs), nós 3 (a Ângela, a Dé e eu), o Ennio Federico (pai do Flávio e um dos ícones da enologia  mundial) e  a surpresa, a Mila, a simpática esposa do Ennio e consequente mãe do Flávio.

Apresentações feitas, fomos nos sentar. O salão estava cheio. E de personalidades do mundo gastronômico. Fábio (La Mar), Thalita Barros, Bel Coelho (dui), Benny Novak (Tappo), Paula Labaki (nosso IB de setembro) e mais um montão de gente interessante e interessados na boa comida (parece que até o Alhos esteve por lá).
Iniciamos os trabalhos com o famoso couvert do Raphael. O que é aquele patê?

Logo em seguida tomamos um vinho branco adocicado do cult Kracher trazido especialmente pelo Ennio pra acompanhar o foie gras, sorbet de chocolate de origem, laranja confitada e flor de sal de vinho do Porto.

Todos apreciaram muito não só o prato como a harmonização. Além da laranja confitada que era de fechar o comércio! (esta é nova!  🙂 )

Conversa daqui, conversa de lá e chegou o segundo prato: polvo confitado e couscous paulista. Um prato equilibrado com o polvo (uma especialidade tanto do Raphael como do Flavio) bem al dente e coadjuvado pelo couscous que a menos que eu esteja enganado, era marroquino!

Vinhos?  O Ennio não nos decepcionou e trouxe um Verdejo Cimbron Espanha. Perfeito!

Mais um pouquinho de troca de informações além dos já famosos elogios ao chef Alencar (Santo Colomba)  e aportou na mesa um bacalhau ao forno, trevos e mandioca, uma homenagem especial do Raphael pra Ângela. Perceba a expressão de apreço dela…

Mais um prato perfeito com a textura do bacalhau mais parecendo com um algodão bem fofinho.

Abrimos dois vinhos, um branco que o Ennio trouxe (não anotei qual era) e um tinto que o André tirou da sua adega, o Clos Tamisot Gevrey Chambertin 2002 Bourgogne. Ambos serviram pro prato, mas preferimos o tinto por ser muito mais leve que o branco bastante amadeirado.

A seguir um chili com carne que a primeira vista poderia ser simples, mas estava muito bem preparado e temperado. Ainda mais como acompanhamento duma bela folha apimentada de capuchinha. Já experimentaram?

E aproveitamos pra degustar um vinho tinto húngaro que eu ganhei da Odete quando do IB dela, o Balatonboglári 2008 St Donatus Estate . É um vinho meio doce que teria tudo pra combinar com o prato (segundo o nosso personal sommelier).

Ficou ruim? Não. Ficou bom? Também não. Valeu pela curiosidade, pois segundo o Ennio, talvez (ele disse, talvez) um Gewustraminer harmonizaria com a pimenta do chili.
A esta hora já estávamos começando a nos sentir no Piemonte (pela qualidade e pela quantidade!).
Comemos uns queijinhos (marajó e cremoso da fazenda tamanduá), …

… uma salada de frutas à nossa moda que além de bonita e fotogênica estava uma delícia com uma compota de jacas de abrir o comércio, …

… com direito a explicação pessoal do pai da criança (aos pais da “criança”); …

… um excelente verrine de cambuci

… e  a estrela da noite : o heavy metal chocolate de origem lajedo de ouro com grumixama.

Uma caveira anunciava esta sobremesa.

E a o sabor do chocolate com a tal grumixama encantou a todos. Na verdade a alguns já que o próprio Flávio disse que teve gente que não comeu a caveirinha! rs

Aproveitamos pra entornar todo o restante dos vinhos, conversarmos bastante, marcarmos novos encontros em novos projetos e nos despedirmos.

Não sem antes apreciarmos uns macarons de caipirinha, brigadeiros de cupuaçu e cantuccini de chocolate e laranja (esta, uma receita particular da Mila que o Flávio emprestou!).

E uma certeza absoluta: juntar caras de bem com a vida e sabendo o que fazem num projeto destes é covardia.
O único conselho que eu posso dar é entrem no mailing e aguardem as informações sobre as novas edições do projeto Cozinha Bossa Nova.

Ali é certeza que o barquinho vai e a comida boa vem!
Até o próximo!

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dcpv – experiência peruana na La Mar

22/11/10
cucurrucucu, ceviche!

Experiência Peruana na La Mar

Uma caravana de chefes brasileiros foi ao Peru recentemente por ocasião da Mistura, uma feira que visa divulgar a gastronomia peruana, uma das mais inusitadas do atual cenário mundial.

Não precisa nem dizer que tem a mão do Gaston Acurio nesta história já que ele é o bigboss por lá..
É claro que esta visita além de atualizar tecnicamente todas estas feras da cozinha também geraria uma bela confraria e um provável encontro bacana.
Daí surgiu o “Experiência Peruana“, um jantar onde cada um deles mostraria um prato com a sua visão e interpretação da culinária inca e com um cunho assistencial em favor da AACD .

Ficamos sabendo de tudo através do amigão Flavio Federico (da excelente Sódoces) e deixamos anotado na agenda.
Dia 22/11 (uma segunda!) as 20:30 hs, na Cebicheria La Mar.

E lá fomos nós em plena segundona, fazer o trajeto grande Ferraz de Vasconcelos/Capital. Adivinhe se não choveu muito e colaboramos com o maior congestionamento do ano em SP?
Após 4 hs no trânsito, finalmente chegamos (a Re, a Dé e eu) . Ou seja, estávamos atrasados 1,5 horas e por sorte, a tempo de aproveitar tudo, já que todo mundo sentiu o trânsito pesado.

Apresentações feitas, estávamos numa mesa com a amigona Ângela (esposa do Flávio), com o André Razuk (uma cara extremamente agradável e um grande papo além de ser o responsável por fazer os dólmãs de todos os grandes chefes de SP. Acho que vou comprar um dele! rs) e, por incrível que pareça e especialmente pra mim, o Sr (prometo que é a última vez que chamo de Sr) Ennio Federico, o pai do Flávio e um dos meus ídolos jornalísticos/enolíticos.

Ainda lembro dos aúreos tempos do JT onde eu lia artigos muito bem escritos pelo Ennio  e regularmente versando sobre vinhos e gastronomia. E isto há mais de 30 anos. O homem sempre foi um precursor das grandes ondas e amante das coisas boas da vida.
Refeito do prazer de jantar com pessoas tão agradáveis, começou efetivamente o tour peruano.

Iniciamos com um prato do Tsuyoshi Murakami (Kinoshita), um Sunomono de Ceviche com perfume de wasabi fresco, yuzu e shisso.

Foi uma instigante mistura do tradicional ceviche com traços da culinária japonesa. Esperado, vindo do Murakami e muito saboroso como a maioria dos bons ceviches.

Logo após um ceviche de vieiras com tamarilo e esfera de aji amarelo e ouriço, um prato da Bel Coelho (dui).

Bonito, gostoso, moderno (vide a esfera) e com a utilização da vieira, uma covardia. Espetacular.

Próximo prato: peixe (e a Re, surpreendentemente comendo tudo!). Um mil folhas de palmito pupunha com tiradito de pargo, mousse de haddock e vinagrete de limão siciliano feito pelo Thomas Troisgros (66 bistrô). É claro que o indefectível caviar de tapioca estava por lá.

Estes 3 primeiros pratos foram harmonizados com um vinho branco alemão, o Fritz Haag Riesling Trocken que foi bem com tudo (inclusive com a ilustre concordãncia do Ennio).

A conversa estava cada vez melhor (imagine saber do Ennio o que são extamente os puttonyos dos Tokaji?) e chegou o atum com coentro, pimentões e cebola do roxa do Raphael Despirite (Marcel).

Talvez tenha sido, por incrível que pareça, o prato mais peruano da noite. Suave e com um leite de tigre de se tomar com colher.

Intervalo! E nada melhor do que alguma coisinha pra limpar as papilas gustativas. Uma raspadinha de uvaia com pisco, feita pelo Flávio Federico. Foi o suficiente pra recarregarmos todas as baterias.

E lá veio um nhoque de batata e maiz morado em molho de panca-tomate e huacatay feito pelo anfitrião, o Fábio Barbosa (La Mar).  Prato bonito, mas um pouco, digamos, pesado pro meu gosto. A Re e a Dé adoraram.

Estes três pratos foram harmonizados com um tinto Leyda Pinot Noir Reserva que por unanimidade foi considerado fraquinho e um tanto quanto sem graça.

Frango? Também teve e um galeto marinado em cascas de limão, aji e coentro em grãos, acompanhado de bolinhos grelhados de batata e milho; da Renata Braune (Chef Rouge).

Foi o prato menos gostoso da noite (de novo pro meu gosto, já que não sou muito franguístico). Se fosse servido sozinho numa refeição, acho que faria sucesso, mas com este padrão de comparação …

Ufa! Chegou a vez do Henrique Fogaça (Sal). Costela de porco assada com pisco em baixa temperatura ao chutney de manga e aji com broto de salsão.

Costelinha gordinha e desmanchando na boca, chutney com um sabor agridoce perfeito e o conjunto da obra mereceu aplausos.
Adivinhem se a Dé não jogou a dela pra mim? E adivinhem se eu não comi?

O final da parte salgada seria do Rodrigo Oliveira (Mocotó). E com uma especialidade dele, uma carne de panela à moda de Cuzco com purê de fava amarela e pimenta de bico. O André disse: é o melhor da noite e eu estava quase concordando quando o Ennio frisou: não tá um pouquinho salgada? E estava mesmo (ah! estes especialistas).

O Santa Rita Medalla Real Cabernet Sauvignon era bem melhor que o vinho anterior. Harmonizou bem com os pratos mais pesados.

As sobremesas (é isto mesmo, no plural) também estavam por vir. Flávião estava montando tudo como num balé.

A primeira foi pastel de choclo com compota de chirimoya, araticum, rapadura e algarrobina. Tudo excelente e com um belíssimo destaque pra bala de rapadura que é pra comprar no Sódoces e guardar no cofre. rs

Mais uma, a última, uma torta de lúcuma com coco e figos ao porto. Perfeita com o creme de lúcuma bem particular e os figos caramelizados e muito gostosos.
A Dé que é uma figóloga ululante aprovou.  Harmonizou perfeitamente com o Muscat dês Beaumes Delas Freres.

E chegamos ao final do banquete limeño.
É claro que comendo os insuperáveis macarons, desta vez de Pisco Sour e brigadeiros de Butiá que o Flávio confeccionou.

Conversamos mais um pouquinho, o Ennio e o André prometeram nos convidar prum pratinho de frutos do mar que o chef Alencar (Santo Colomba) fará sobre medida pra ocasião além da degustação que faremos com alguns vinhos especiais e centenários da adega do Ennio! rs

O resto é desejar vida longa a este projeto e que, ao menos, eles se reunam algumas vezes pra prepararem mais jantares deste nível.

Pelo que observamos, todo mundo se divertiu muito. Inclusive, os chefs.

Adiós!

PS –

1 – Se você não conhece muitos dos ingredientes citados nos pratos acima, está no hora de dar um bela Googlada e entrar no mundo da culinária peruana.
2 – Se você chegou até aqui e está se perguntando onde está o post do sócio sobre o 2º ISB, saiba que não foi publicado por problemas técnicos. Não sei, não, mas eu acho que cabeças irão rolar no alto comando do DCPV. 🙂

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