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dcpv – giorno diciotto – itália – toscana – repetido, mas bom demais (ainda mais com a Madá e o Álvaro).

17/10/17

Giorno diciotto – ItáliaToscana – Repetido, mas bom demais (ainda mais com a Madá e o Álvaro). 

Aproveitamos que o Mingão foi buscar a Helena e o Lucas em Firenze, …

… e como estávamos somente com a Madá e o Álvaro, …

… para repetir alguns programas toscanos legais.

Iniciamos o dia voltando ao Antico Frantoio Doglia pra mostrar pra eles como é o ciclo de formação do azeite.

E com uma trilha sonora …

… de responsa. Hey, ho, let’s go!🤟🤟

Chegamos lá e a Ughetta, a guia, já nos esperava.

Iniciou mostrando como era feito o azeite antigamente, …

… com moagem na pedra, …

… utilização de filtros …

… e outros quetais.

Hoje o processo é quase todo mecanizado e asséptico …

… resultando num produto menos romântico, mas muito melhor.

O passeio todo nos trouxe informações curiosas e muito interessantes.

Finalizamos com uma degustação de uma taça de vinho …

… e um prato contendo uma bruschetta com azeite, legumes crus e minicapreses.

Tudo muito fresco e toscano, especialmente o azeite que tinha sido feito no dia anterior.

Voltamos pra casa e resolvemos ir até o centro de Impruneta.

Lá estava acontecendo a festa milenar do padroeiro da cidade, San Lucca.

E isto deixou a cidade bastante movimentada.

Passeamos pelas ruas,…

… chegamos à praça onde um montão de barracas expunham os seus produtos.

Sabe que era muito interessante?

Chegamos a ir até a parte de comidas, onde visualizamos uma grelha com muitos frangos e costelas. Pareciam deliciosos!

Como tínhamos planos pro almoço, deixamos pra vir a noite com o grupo do Mingão e, talvez, com a Márcia e o Deo, que chegariam também.

Seguimos direto pra vinícola Antinori nel Chianti Classico.

A verdade é a seguinte: quantas vezes formos lá, tantas vezes ficaremos entusiasmados.

A obra toda é espetaculosa (foram gastos 130 milhões de euros) …

… e te deixa de boca aberta.

Não foi diferente com a Madá e o Álvaro.

Subimos direto para o teto, …

… sim, este lugar com parreiras é o teto do edifício, …

… onde fica o restaurante, pra conseguir um lugar na parte externa.

Demos sorte, pois não tínhamos feito reserva, …

… e nos sentamos numa mesa com vista pras parreiras.

Pedimos um tremendo vinho tinto, o Bramasole 2014 do próprio Antinori, …

… e escolhemos pratos muito interessantes.

A Dé foi de bacalhau …

… eu, de hambúrguer de Chianina, …

… a Madá, de ravioli …

… e o Álvaro, de tagliata.

Tudo muito bom, tão bom que resolvemos pedir duas sobremesas.

Sorvete de creme com farofa de amêndoas e …

… cheesecake de pêssego.

Foi um grand finale de um dia muito especial com estes amigos tão queridos.

Voltamos pra casa, tomamos um bom Champagne e eles voltaram pra Paris (coitados! 😁) …

… enquanto, nós (coitados 😀), ficamos na Toscana…

… tentando captar os melhores ângulos …

… deste lugarzinho modesto! 😉

A noite, aproveitamos pra comemorar o aniversário do Fon, o genro da Regina e do Mingão …

… e comendo pizza no restô I Tre Pini.

Desta vez, todos chegaram no horário (Márcia e Deo já estavam integrados ao grupo) …

… e pedimos muitas margheritas, …

… especiais de prosciutto e mozzarella de búfala …

… e um Chianti DOCG muito bom.

Enfim, foi a comemoração perfeita …

… no lugar perfeito …

… e melhor, na Toscana.

A perfeita!

Valeu, Madá e Álvaro. One, two, three, four …

Arrivederci.

Veja os outros dias desta epopéia:
giorno uno – itália – toscana, amore mio ou o inicio duma bela jornada!
giorno due – itália – toscana – um simples domingo.
giorno tre – itália – toscana – antinori, o visionário.
giorno quattro – itália – florença – lindíssima, como sempre!
giorno cinque – itália – san gimignano, a verdadeira manhattan toscana e porque não dizer, uma über model
 giorno sei – itália – toscana – siena e monteriggioni, a maior e menor, são belíssimas.
giorno sette – itália – toscana – eu prefiro as curvas das estradas de chianti.
Itália – Toscana – Giorno otto – Em Impruneta, como os imprunetanos!
Itália – Toscana – Giorno nove – Certaldo, uma cidade pra se conhecer em camadas.
giorno diece – Itália – Toscana – Comida pantragruélica com o maior açougueiro do mundo!
giorno undici – Itália – Toscana – Retornando à Florença, que continua mais bela do que nunca!
giorno dodici – itália – prada na toscana? e lucignano, você conhece?
giorno tredici – Itália – Toscana – My name is … (by Suzanne Vega)
giorno quattordici – Itália – Toscana – San Gimignano e Monteriggioni, a vingança!
giorno Quindici – Toscana – Impruneta – Nunca foi tão bom ficar em casa.
giorno Sedici – Itália – Toscana – Fiesole, vicino a Firenze.
giorno Diciassette – Italia – Toscana – Em busca das trufas brancas toscanas.

.

 

 

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dcpv – giorno quattordici – Itália – Toscana – San Gimignano e Monteriggioni, a vingança!

13/10/2017

Giorno quattordici – ItáliaToscana –  San Gimignano e Monteriggioni, a vingança!

Mais um dia puxado.

Depois da esbórnia de ontem à noite, …

… e mesmo com todo mundo com sono, …

… teríamos que cumprir com o programado (que chato, né?). 🙂

Iniciamos num vizinho nosso, o Antico Frantoio Doglia.

Para quem não sabe, frantoio é um lugar onde azeitonas são transformadas em azeite. E nós fomos justamente descobrir como isso é feito.

Uma pena que desta vez, as azeitonas ainda não tinham sido colhidas.

Mas a nossa guia, a Ugheta, nos explicou tudo claramente (em italiano) …

… e pudemos perceber como o sistema hoje em dia, …

… é completamente mecanizado…

… e isso aumenta em muito …

… a qualidade do produto final.

Ainda tivemos uma pequena degustação de azeite em três formatos de comida: numa salada Caprese, em fagioli bianco e numa bruschetta simples.

Estava perfeito, ainda mais acompanhado dum bom Chianti rosso.

Resumindo, este passeio é super recomendável.

Por ser perto, passamos na vinícola Antinori nel Chianti Classico.

É um lugar pra se ir tantas vezes quantas forem possíveis.

Mesmo que não se faça um tour (altamente recomendável) …

… só a arquitetura já vale a visita.

Fuçamos em tudo o que era possível …

… e visível …

… e ainda consegui com que passassem o filme da história dos Antinori só para o nosso grupo.

Taí outro lugar que certamente retornaremos com os outros hóspedes.

Em seguida, rumamos para a belíssima San Gimignano.

Tudo bem que ela é muito turística …

… mas, ali, cada vista é uma obra prima.

Ainda mais com esta luz toscana.

Andamos bastante …

… curtimos muito …

… almoçamos num lugar bacana, a Locanda de Sto Agostinho, …

… onde comemos vários especialidades locais …

… tais como capreses, …

… pici, …

… lasanha de alho poró …

… gnocchi com trufas negras …

…e tomamos alguns Vernaccias.

Aproveitamos pra recarregar nossas energias tomando um sorvete campeão do mundo, o Dondoli.

Pronto, o dia perfeito estava terminando.

Mas resolvemos dar um up, passando na pequena jóia Monterriggioni.

E mais uma vez ela não nos decepcionou.

Esta minúscula e encantadora cidade …

… é sedutora …

… e o seu por do sol …

… é matador.

Pra terminar a noite, …

… pedimos uma tábua de frios e queijos …

… e tomamos mais um bianco Vernaccia DOCG.

Pronto, estávamos no estágio perfeito …

… em que só faltava emitir um ooooooooommmmm …

… e agradecer por este dia Toscano maravilhoso com a família.

Arrivederci.

 

 

 

dcpv – giorno nove – roma – itália – você conhece viterbo? civita? como se faz um bom azeite?

15/11/2011

Giorno Nove – Roma – Itália – Você conhece Viterbo? Civita? Como se faz um bom azeite?

Acordamos mais uma vez com um tremendo sol. Estava um frio danado, mas o sol atenuava tudo.

Partimos cedo pra fazer um bate-volta bem diferente.

Antes de  mais nada, vou apresentar o nosso guia (e uma indicação do Eymard): o Alessandro Barnaba, que nos mostrou as alternativas pro tour de dia inteiro que pretendíamos fazer com ele.

Acabei escolhendo conhecer Viterbo, a cidade dos Papas; Civita di Bagnoregio, a cidade que está desaparecendo (e que é lindíssima) e de quebra, veríamos como é feito o legítimo azeite italiano.

Bom, vamos fazer o mais fácil e começarmos do começo. A primeira parada foi em Viterbo.

Após 1:30 hs e com o carro do Alessandro, chegamos a cidade conhecida pela sua arquitetura medieval e por ter sido o lar de alguns papas durante uma pequena cisão na Igreja.

Ela é toda cercada por muralhas.

Adentramos e passamos pela igreja de Santa Rosa in Viterbo, padroeira duma das maiores festas da região. A Daniella, uma guia local também nos acompanhou …

… e nos contou que todo 3/setembro, cem pessoas (conhecidos como facchini) regidas por um “maestro” transportam a imagem da Santa pelo centro da cidade. É a famosa La Macchina di Santa Rosa.

Isto seria corriqueiro, a não ser por um pequeno detalhe: a imagem dela está no topo duma torre de uns 30 metros de altura, pesando 5 toneladas e é deslocada por todos estes homens, na mais pura demonstração de força, equilíbrio e fé.

É claro que neste período a cidade se transforma numa grande festa e aparecem pessoas de tudo o que é lugar.

Continuamos passeando pelo bonito centro medieval …

… e chegamos ao local onde se realizou o primeiro Conclave Papal.

É claro que o lugar não é uma Capela Sistina, mas mesmo assim, é muito curioso saber que a palavra deriva de “com chave”, ou seja, passaram a chave na porta da sala e os votantes só sairiam de lá após a escolha do papa ter sido deliberada.

Restou observarmos o  belíssimo visual da região e …

… da área contígua ao salão.

Demos também uma entrada no Duomo e vimos o túmulo do único papa enterrado lá.

Andamos mais um pouquinho e …

… fizemos um legítimo pitstop no restaurande do grande Gianluca, um italiano adorador de Floripa!

Ele nos ofereceu, além dum ótimo papo, …

… um bom vinho branco da região, …

… queijos das mais variados formatos , …

… e bruschettas com um incrível …

 … azeite de primeira prensa.

Aproveitamos pra comprar algun vinhos do próprio Gianluca, queijos e salames …

 do 3DC Gradi (Tredici Gradi), uma loja /restaurante  …

… que deixamos na nossa wish list, porque certamente voltaremos. 

Sem contar que tudo lá tem procedência e origem, além da chancela do Slow Food.

Nos despedimos da Daniella e rumamos pruma cidadezinha (100 hab?) vizinha, chamada Civita di Bagnoregio (pra quem se lembra, foi uma das locações da novela Esperança).

E por que conhecer?

Porque esta cidadezinha corre o risco de desaparecer. Ela é feita totalmente de material arenítico que se desintegra de acordo com ação do vento.

E também porque ela fica no topo duma montanha e o seu único meio de comunicação com o mundo exterior é uma longa ponte onde só passam pessoas.

A subida é bastante cansativa …

… mas quando se chega lá em cima, a recompensa chega.

Seja através da vista que se tem, …

… seja através de toda a ambientação que te transporta pra Idade Média.

O silêncio é sepulcral e você fica pensando a toda hora se “é verdade que está aqui!”.

Taí um ótimo bate-volta romano.

Ainda fomos brindados com uma luz tão incrível no por do sol que não tive como escapar de um pequeno foto-blog:

Continuamos passeando pelas belas paisagens da região …

…com predominantes plantações de azeitonas e uvas.

E aí tivemos um tremendo bonus no tour.

O Alessandro nos levou à casa dos pais dele …

… e após, a um frantoio …

… que é o lugar onde se faz azeite.

É isto mesmo! Iríamos acompanhar como se faz um azeite e passo-a-passo.

Chegamos ao frantoio após percorremos estradas maravilhosas e com um tremendo poente.

Ficamos surpresos ao ver um barracão pequeno.

A mãe e o pai do Alessandro, a D Mirella e o Sr Alberto (o da esquerda), nos acompanharam e fizeram o meio de campo da visita.

Iniciamos tudo vendo caixas e caixas de azeitonas colhidas fresquinhas.

Note que nesta região, quase todo mundo tem oliveiras no seu quintal e faz o seu próprio azeite. Basta colher as azeitonas e reservar um horário no frantoio pra que ele seja processado.

Pra começar, as azeitonas são jogadas numa espécie de caçamba, …

 … e são transportadas e lavadas mecanicamente numa esteira.

Aí acontece a limpeza e separação das folhas e o próximo passo é serem esmagadas (sim, com caroço e tudo).

Forma-se uma pasta que é colocada em círculos sobrepostos(como se fossem filtros), …

… empilhados numa máquina …

… para serem espremidos com força sucessivamente maior até que todo líquido existente nas pastas deixe de existir.

O óleo que sobra (joga-se a água fora) é bastante escuro, …

… mas ele passa por filtros e vai clareando até chegar a esta cor verde maravilhosa.

Justamente neste espaço nos foi perguntado se queríamos experimentar algumas bruschettas?
Eu olhei pra Dé e começamos a dar risadas.

Esta situação seria praticamente um sonho de consumo da Dé, já que ela é uma adoradora incondicional dos azeites.

Quando falamos sim, do nada surgiram pão, vinho e daí a pouquíssimo tempo estávamos comendo a bruschetta com o azeite mais fresco que jamais comeremos, pois o azeite foi retirado da saída do filtro!

Um verdadeiro espetáculo.

Conversamos bastante com todos e ainda tivemos a oportunidade de ver uma outra sala onde o processo para obtenção é totalmente mecanizado.

Segundo os pais do Alessandro, o “olio” obtido através do processo anterior é mais autêntico e se obtém um produto com mais personalidade (o que não quer dizer que este é pior, ainda mais com esta matéria-prima!).

Pronto! A curiosidade estava saciada e a nossa fome também, se bem que eu acho que repetiríamos esta experiência por tantas vezes quantas fossem possíveis.

Voltamos ao hotel com a rapidez necessária, já que tínhamos um dos poucos jantares romanos ditos gastro-chiques.

E era na Glass Hostaria.

Um lugar que realmente nos fez viajar na viagem. Ele é praticamente um estranho na fauna romana.

Vejamos porque:

Ele é modernoso (apesar de ficar no Trastevere); tem uma comida contemporânea (apesar de estar em Roma) e você consegue conversar/avistar a sua chef (que pra variar veio conversar conosco e perguntou sobre o Alex Atala).

Chegamos no horário (desta vez estávamos mais pra ingleses que pra brasileiros) e fomos alojados numa excelente mesa.

Dali tínhamos excelentes vistas do restaurante.

Analisamos o menu e resolvemos jogar o barco nas pedras. Comeríamos trufas brancas. Mas, antes vieram uns amuses.

Escolhemos o vinho (mais um botezinho nas rochas), um branco do Gaja, o Rossij-Bass 2010 de grandes lembranças, né sócios? Como sempre, excepcional.

E uma entrada com Cured white fish, sichuan pepper, edamame, green apple and horseradish granita (não precisa nem dizer que nos confundiram com americanos. Será que eu comi tanto? rs) um tanto quanto maluca pra cidade. O garçom nos disse que tinha acabado, mas ante a nossa cara de desilusão, a chef Cristina Bowerman se apiedou e nos mandou o prato.

Como principais, os tais pratos trufados e brancamente: um risotto with 60’months aged Parmesian Cheese, butter from Isigny, whit truffle que estava demais, segundo a Dé.

Eu pedi Seafood Rossini (uma homenagem a nossa cunhada), na verdade, vieiras que misturavam foie gras com trufas. Um must.

A Dé queria passar a sobremesa, mas eu não permiti. Então escolhemos uma saborosa Sopa de Café com Leite Condensado.

Resumo da batalha de gladiadores: o Glass te faz viajar pra fora de Roma, mas não sei se é exatamente isto o que se quer quando se está por lá.

A comida é muito boa, o atendimento é excelente, o ambiente é estiloso, mas cadê o meu Carbonara, o teu Matriciana, a nossa Bruschetta, o nosso azeite?

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.
Giorno cinque – Roma – Itália – Mamma mia na terra dela mesma.
Giorno Sei – Roma – Itália – Ben (o) Hur(so) amico.
Giorno Sette – Roma – Itália – Campo de Fiori, frutas, legumes e verduras, além de queijos e massas.
Giorno Otto – Roma – Italia – Io sono un po’ ubriaca.

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