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dcpv – ékti iméra – grécia – santorini/mykonos – a melhor “estrada” entre estes dois paraísos gregos.

24/10/2020 (vivido em 30/09/2019)

Ékti iméra – Grécia – Santorini/Mykonos – A melhor “estrada” entre estes dois paraísos gregos.

Chegou a hora daquela pergunta famosa.

Dia de troca de hotel é dia perdido?

Quando se está na Grécia, não.

Hoje iríamos sair de uma beleza, Santorini e …

… chegar em outra, Mykonos.

E de ferry.

Como todo mundo falava sobre bagunça e dificuldade para transfer no Porto …

… resolvemos pagar a taxa de entrega do auto alugado numa outra ilha e ficar com ele.

Ou seja, de alguma forma, …

… iríamos sair com o carro numa ilha e …

… chegar na outra com o mesmo possante.

Quase que um milagre! 🙂

Acordamos no horário, …

… demos mais uma boa paquerada na Caldeira …

… com o belíssimo sol nascendo e …

… fomos tomar café, …

… aquele ótimo café da manhã …

… numa mesa estrategicamente escolhida …

… pra nos proporcionar …

… uma verdadeira visão do paraíso.

Ainda deu tempo de dar mais …

… uma passeada pelo calçadão chic …

… e granítico de Oia (fala-se Ia) além de ver mais um casório, fato corriqueiro nas nossas viagens.

Pensei que conseguiríamos curtir novamente as igrejas com as abóbodas azuis …

… com tranquilidade, mas ledo engano.

As excursões de cruzeiro e as hordas de asiáticos …

… já estavam por lá e as filas pra tirar fotos eram imensas.

Voltamos pro hotel, porque além do calor estar demais …

… ainda tínhamos que dirigir até o porto.

E tivemos até que um stressesinho, pois o trânsito estava bem ruim, …

… sem contar a quantidade de “tartarugas” gregas que estavam dirigindo.

Sorte que conseguimos trocar os tickets do ferry através do concierge e por isto, mesmo chegando em cima da hora da partida, embarcamos.

Incrível a quantidade de pessoas que usam o ferry como transporte.

Chegamos, estacionamos …

… e subimos pra nossa confortável …

… área vip, onde além de desfrutar de poltronas super confortáveis, …

… ainda tínhamos a visão de várias ilhas paradisíacas.

O ferry fez uma parada em Naxos e …

… seguimos viagem pra Mykonos.

Como o porto é bem perto do nosso hotel, …

… chegamos até que cedo na ilha.

E continuamos nos hospedando em alto nível (merci Marcello Brito).

Bill&Coo Suites é um hotel muito agradável, …

… muito bem localizado, …

… próximo de Mykonos Town.

O nosso quarto é muito confortável, …

… gregaço e …

… com uma vista absurda do mar.

Demos uma semidescansada, …

… muito mais pra curtir o hotel e …

… almoçar frugalmente.

Uma salada grega, …

… spaghetti al vongole e …

…  dois Aperois depois, …

… fomos explorar Mykonos Town, também conhecida como Chora.

Não preciso nem dizer que é muito bonita …

… e dramática, né?

Nunca aquela máxima de se perder numa cidade …

… foi tão verdadeira.

São tantos cantos bacanas …

… com ângulos inusitados …

… que tivemos a certeza que retornaremos e …

… inúmeras vezes.

Tudo bem que ir a pé do hotel até lá …

… é uma tarefa inglória, …

… já que você tem que andar por uma estrada sem nenhum tipo de calçada.

Mas a vista do mar é arrebatadora e …

… procuramos fazer o nosso circuito …

… conhecendo o charmoso …

… centro de Mykonos Town.

Tudo bem também que as lojas não são muito animadoras, …

… seja na qualidade …

… ou seja nos preços, …

… mas a beleza de tudo é inegável.

Inicialmente passamos na padaria Gioras, uma daquelas old school …

… onde compramos uma ótima Baklava.

Logo depois, visitamos a Rarity Gallery …

… que realmente é uma raridade de tão bonita.

Pra elevar mais ainda o astral, …

… nada melhor do que uma #Happiness.

E fizemos uma vistoria na Litte  Venice …

… (há um certo exagero nesta descrição)…

… obrigatória, …

… bem como nos Windmills of Kato …

… os famosos moinhos que …

… estão em todas as fotos …

… de turismo sobre Mykonos.

O resto foi retornar pro hotel, …

… curtindo o visual, …

… abrindo um belo prosecco e …

… aguardar a maior atração do dia, …

… aquele tramonto …

… mais do que especial.

E ele aconteceu.

O sol apareceu, …

… deu o ar da graça e …

… enfim, se exibiu.

Pra nós, …

… que somos voyeurs solares , …

… foi um verdadeiro manjar dos deuses.

Que por do sol, senhores!

Ficamos um tempão, observando tudo e …

… agradecendo por este momento tão especial nas nossas vidas.

Pra coroar o dia, …

… jantamos no restô do próprio hotel, …

… o Gastronomy Lab.

Pedimos frugalmente; a Dé foi de John Dorian …

… e eu, de Red Mullet.

Peixes muito bem feitos e harmonizados com um bianchetto Cervara by Antinori (grandes recordações toscanas) …

… que conseguiu terminar este dia com a mais absoluta chave de ouro.

Uau, que dia!

Que viagem!

Opa.

Veja os outros dias desta admirável viagem:
Proti iméra – Grécia/Suíça – Vitznau – Que cachoeira e que hotel!
Defteri iméra – Grécia – Suíça – Lucerna e Lauterbrunnen, a dupla Lu-La perfeita.
Tríti iméra – Suíça/Grécia – Vitznau/Santorini – Do primeiro para o terceiro e maravilhoso mundo grego.
Tetarti iméra – Grécia – Santorini – Oia, Oia, Oia e acabamos “fondo”.
Pémpti iméra – Grécia – Santorini – Red Beach, Santo Wines e o legítimo poente em Oia.

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dcpv – tag sieben – suíça – andermatt/vevey – o dia de babar em cima de lauterbrunnen. ou quase!

08/08/2020 (curtido em 01/08/2019)

Tag Sieben – Suiça – Andermatt/VeveyO dia de babar em cima de Lauterbrunnen. Ou quase!

Foi uma pena, …

… mas acordamos cedo, …

… tomamos o nosso lautíssimo café da manhã …

… no The Chedi, …

.. partimos pra conhecer cidadezinhas pequenas …

… e muito bem conceituadas turisticamente na Suíça.

Ah! Era justamente o feriado do …

… dia nacional suíço.

Ainda deu tempo de dar uma passada no Oberalp Pass …

… que fica muito próximo do The Chedi, …

… quase que na frente dele.

A primeira parada seria em Iseltwald.

Ela fica quase que no meio do caminho entre Andermatt e a Riviera de Montreux.

E, pra variar, é uma cidade muito bonitinha.

Situada à beira dum lago …

… com a cor da água bem esverdeada …

… que se acentuava mais ainda …

… com a luz do sol.

Ah, frisando que hoje é o dia Nacional da Suíça,…

… feriado nacional e …

… que a suíçada está toda na rua …

… aproveitando a vida e o sol.

Continuamos com a intenção de chegar em Lauterbrunnen.

Sabe aquela imagem com a cachoeira que cai …

… como um véu de noiva …

… bem no centro da cidade?

Pois é justamente lá.

Como tudo estava muito cheio …

… fomos direto pra Trümmelbach.

Ela é aquela cachoeira …

… que acontece dentro das rochas …

… e com uma força incrível.

Dá pra imaginar quanto tempo a água proveniente do degelo precisou …

… pra escavar um caminho no meio das rochas?

E além de tudo, o passeio é incrível.

Começa que você paga o ingresso (11€ pp) e …

… entra num ascensor que te leva 100m acima.

Aí você decide se quer subir mais um pouco e …

… visitar todos os 10 pontos de observação …

… ou desce, pra ver os seis primeiros.

Decidimos subir, fazer o circuito completo e não nos arrependemos.

É muito impressionante.

Tudo é muito úmido, …

… frio e …

… fantástico.

A natureza te coloca no teu devido lugar …

… só restando admirar.

Foi o que fizemos, …

… além de tirar muitas fotos legais.

Ainda tentamos mais uma vez dar uma parada em Lauterbrunnen, …

… mas o máximo que conseguimos foi entrar no estacionamento, …

… chegar perto da Staubbach, a cachoeira e …

… zarpar pra mais uma aventura.

O nome dela seria Lake Blausee.

De passagem e …

…  por um engano do Wase (gracias) …

… acabamos passando em Interlaken

… vendo um pouco da festa do dia da Suíça e de quanto a população participa tão ativamente.

Quanto ao Blausee, não nos decepcionamos.

Quer dizer, sim.

Tudo estava tão lotado …

… que desistimos rapidamente e …

… rumamos pro hotel Le Mirador, que fica na Riviera de Montreux.

Chegamos lá e logo de cara, gostamos muito.

Tudo bem que ele não é tão suntuoso como o The Dolder e o The Chedi.

Mas a sua vista para o lago de Genebra, …

… ou para os íntimos, Lac Léman, …

… é simplesmente matadora.

E o nosso quarto não ficou atrás.

Bem confortável com uma varanda pra lá de gostosa, …

… nos proporcionando uma experiência diferente de toda a viagem: …

… usaremos bastante o transporte público.

Todo hóspede de qualquer hotel ganha um cartão que dá direito a usar gratuitamente o transporte e também alguns descontos em museus.

Foi o que fizemos.

Saímos pra reconhecer o terreno.

Por conta da Fête des Vignerons, um evento que acontece a cada 20 anos, …

… toda a cidade de Vevey estava lotada.

Imagine uma tremenda área sendo montada só para o espetáculo …

… com zilhares de barraquinhas com vinhos, comidas e muita diversão?

Pois era o que estava acontecendo.

Por sorte percebi a importância desta festa e comprei ingressos para assistir ao espetáculo (amanhã a noite) …

… que reproduz o ciclo do vinho.

São mais de 5000 atores participando; é realmente grandioso.

Como tínhamos pouco tempo, demos só uma olhada, …

… pegamos o ônibus e o bondinho, …

… que tem a estação ao lado do hotel …

.. e prometemos voltar amanhã, pra curtir não tão somente o show, …

… como todo o entorno.

Marcamos pra jantar no restaurante Le Pátio, do próprio hotel.

É claro que o menu era em homenagem ao dia da Suíça.

Bem frugal, mas super bem feito.

Muitas receitas com produtos típicos.

Um buffet com entradas; como principais, um peixe pra Dé …

… e carne pra mim …

… mais a escolha de algumas sobremesas.

Como plus, uma queima de fogos de artifício …

… em toda a região do largo pra comemorar o niver da Suíça.

Happy Birthday to you!

Veja os outros dias desta estupenda viagem:
Tag ein – Suíça/Liechtenstein – Zurich/Vaduz – Museu de árvore? Adega do Príncipe?
Tag zwei – Liechtenstein/Alemanha/Suíça – Visitando 3 países num dia só e de carro.
Tag drei – Suíça – Zurich/Basel – City tour guiado e museu Vitra Design combinam? Sim e muito.
Tag vier – Suíca – Zurich – Furka Passs and my name is Luz, Eduluz e com licença pra jantarmos com a Pink.
Tag fünf – Suíça – Zurich – Lucerna e Pink: duas superstars.
Tag sechs – Suíça – Zurich/Andermatt – Bondinhos de todos os tipos: circulares, telefericos, regulares e até conversíveis.

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dcpv – settimo giorno – itália – puglia – é lecce condensado!

13/06/2020 (passeado em 20/05/2019)

Settimo Giorno – Itália – PugliaÉ Lecce condensado!

Hoje seria dia de mudar de hotel.

E de cidade.

Sairíamos do aprazível …

… e belíssim Masseria Torre Maizza …

… que fica em Fasano (próximo de Polignano a Mare) …

… pra ir mais pro sul da Puglia …

… mais precisamente pra Lecce, …

… no Palazzo Bozzi Corso.

Antes de chegar lá, …

… tomamos o nosso ótimo café da manhã …

… já juntos com a Lourdes e o Eymard e …

… resolvemos dar uma passeada pelo caminho até Lecce.

Escolhemos ir pela praia (óbvio), …

… passamos por Torre Canne e …

… muitas outras torres praianas que funcionavam …

… como verdadeiros sistemas de alarme contra os invasores.

Tivemos, inclusive, …

… um encontro inesperado …

… com um montão de caprinos …

… que foi extremamente divertido.

Também no caminho, resolvemos dar uma espairecida …

… em Brindisi.

A cidade é bem grande e …

… muito divertida, …

… se bem que difícil de conseguir uma vaga para estacionar.

Por sorte, achamos um estacionamento perto do Porto; …

… isso foi o suficiente pra esticarmos por lá …

… e conhecer um pouco das suas atrações.

Dentre elas, o próprio Porto e …

… a área central …

…. assim como vimos uma colunas romana …

… onde fica exatamente o final da Via Apia. Incrível!

Como estávamos com fome e com sede, …

… optamos por conhecer um lugar bem bacana, …

… a Numero Primo, uma vinoteca de primeira.

Sentamos e pedimos um rosé, …

… uma tábua de frios, …

… mais um Primitivo …

… enfim, a alegria foi contagiante e inebriante (hic).

Note que o lugar é um cubo envidraçado …

… que fica bem no meio do calçadão.

Ou seja, o visual é demais!

Rumamos pra Lecce, …

… mas ainda demos mais uma parada pra conhecer a vinícola Tormaresca, …

… pertencente ao nosso ídolo, …

… o grande Piero Antinori.

Tudo muito bacana, …

… como esperado …

… e ainda compramos alguns vinhos pugliesi deste ícone.

Enfim, chegamos em Lecce.

E o stress aumentou.

Afinal de contas, o Palazzo Bozzi Corso fica bem na área central e …

… foi muito difícil encontrá-lo.

Tão difícil, que resolvemos parar no La Fiermontina …

… e ir até o nosso hotel, com a ajuda do motorista deles.

Ele é muito legal …

,.. e bem diferentão.

É um palácio antigo …

… com vários ambientes agradáveis e …

… o nosso quarto era grande.

E muito grande, imenso!

É charmoso e …

… muito bem decorado (a velha classe dos italianos).

Saímos rapidamente porque tínhamos um tour a pé pra conhecer a cidade.

Pontualmente às 19:00, a nossa guia, a Antonella, nos aguardava.

E começamos a conhecer a história de Lecce através da sua porta principal.

Ela nos contou (é muito didática) …

… tudo sobre a evolução da cidade, …

… bem como as suas raízes históricas.

Vimos vários palácios, …

… igrejas, …

… as verdadeiras ruínas romanas, …

… muitos cantos deliciosos, …

… bem como iguarias culinárias, …

… artefatos legítimos, …

… e o Duomo, …

… que é simplesmente espetacular.

Passeamos por tudo o que foi canto, …

… sempre acompanhados das infos excelentes da Antonella.

Terminamos, retornando à Porta Napoli.

E como estávamos com fome, optamos por conhecer uma verdadeira trattoria de comida pugliese (não marquei o nome, mas …).

Pedimos algumas coisas (não aconselho o bolinho com carne de cavalo. Argh) …

… tais como lasanha de berinjela, …

… costeleta de porco, …

… orecchiete, …

… linguiça …

… além de um vinho horroroso da casa.

Enfim, foi um jantar nota 5.

É tão nota 5, que optamos por conhecer a vinoteca Mamma Elvira.

Lá tomamos um verdadeiro Primitivo, …

… degustamos uma vero tábua de frios e …

… retornamos pro hotel, …

,.. pra pedir arrego pra tudo e dormir.

É, o dia foi cheio e ótimo!

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta maravilhosa viagem:
Primo giorno – Itália – Puglia – Um sonho.
Secondo giorno – Itália – Puglia – Fasano – Você sabe como se faz burrata? Já foi na Grotte di Castelana?
Terzo giorno – Itália – Puglia -Piacere, io sono polignano a mare!
Quarto giorno – Itália – Puglia – Locorotondo e Cisternino, que nomes bonitos de bonitas cidades.
Quinto giorno – Itália – Puglia – Ostun, o branco total radiante!
Sesto giorno – Itália – Puglia – Trullando por Alberobello e grottando pela Palazzese.

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dcpv – da cachaça pro vinho -14º interblogs – ideias a la carte no dcpv

número 211
01/04/09

dcpv – 14º interblogs – Ideias a la Carte no dcpv

Dizem que mineiro é unido até na gastronomia! (se ninguém disse, podem atribuir esta frase à mim).
Imagine num interblogs, então? (quer saber o que é ?)

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Quando anunciei que ia fazer um com a Márcia, a simpática dona do “trem”, ôpa, do blog Idéias a la Carte, a mineira Adriana (a nossa comentarista/escritora) já se adiantou e mandou uns presentinhos pra aumentar o brilho do acontecimento. Guardanapos e trilha sonora!

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E é ao som dela que apresentamos a Idéia que a Márcia teve pra fazer a Carte, o nosso menu.
Começamos a conversar (by e-mails) em setembro/09. Coisas sobre restaurantes paulistas, viagens ao Sul da Itália enfim, conversas das mais agradáveis.

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E paralelamente, ela começou a delinear o menu que faríamos por aqui. Como ela mesmo disse: “Uai, afinal mineiro madruga pra pegar o trem, né?”.
Vamos esclarecer uma coisa! A Márcia é paulista, mas foi morar em Rifaina há um tempão e adquiriu alguns (bons) hábitos mineiros.

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Inclusive, nos encontramos (eu, a Dé e ela) num almoço no AK Delicatessen onde, além de prosearmos bastante, ainda recebemos alguns presentinhos (doces em compotas e em massa).

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Este interblogs está parecendo a véspera de Natal com a quantidade de presentinhos!
Voltando a ideia inicial, um menu tipicamente mineiro tem que ter … pão de queijo. E lombo. E tutu de feijão. E couve com toucinho. E cachacinha!

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Pois foi o que a Márcia nos proporcionou.
Com vocês, o Menu Mineiro da paulista/mineira Márcia!
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Trilha Sonora – Todo azul do mar (Ronaldo bastos/Flávio Venturini) com Flávio Venturini
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Bebidinhas – Cachaças

“Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante”.

Simplesmente, cachacinhas mineiras com lima e manga. (É, Bernardo e pessoal da Confraria de Cachaça Copo Furado. Estamos aderindo!)

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Olha! Já estamos pegando o nosso cigarrinho de palha e dando uma bela pitada.
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Trilha Sonora – Cantar  (Godofredo Guedes) com Paulinho Pedra Azul
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Belisquete – Pão de Queijo

Sobre os amigos – “A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábito. Fico com aqueles que de louco e santo tem um pouco”.

Esta receita vai para o mundo! Nada melhor do que um belo pão de queijo pra representar a comida mineira, a “cozinha dos polvilhos, mandiocas, milhos, feijões, polvilhos, etc”.

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A Márcia faz deste jeito:
2 xícaras de polvilho azedo
2 xícaras de polvilho doce
1 xícara de leite
1 xícara de óleo
100 g de queijo meia cura ralado
sal
1 colher de café de fermento em pó
4 ovos
Misture os polvilhos, coloque o leite e o óleo para ferver, escalde o polvilho. Acrescente os ovos, o queijo, o fermento e o sal e misture tudo até que a massa ficar homogênea.
Faça bolinhas com uma colher e coloque na assadeira em fogo médio por uns 25 minutos“.
Ô trem bão! Degustamos mais algumas cachacinhas e já estávamos chegando nos 3 B (Beraba, Berlândia e Belzonte).

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Ah! Acompanhamos os pãezinhos com manteigas saborizadas de ervas, de parmesão (uma delícia) e de curry com papoulas.

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Trilha Sonora – Fruta  Boa ( Milton Nascimento e Fernando Brandt) com Nana Caymmi
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Entrada – Curau de milho verde com queijo fresco e parmesão

Sobre os amigos – “Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim”.

Nesta, a Márcia caprichou! Uma entrada simples, curiosa e deliciosa. São 10 espigas de milho raladas em ralo grosso e passadas em peneira de trama larga.

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Ao mesmo tempo, leve ao fogo 2 xícaras de leite com uma colher de sopa de manteiga, 1/2 colher de sopa de açúcar, sal e pimenta do reino. Deixe ferver e junte o caldo de milho, mexendo bastante até ficar no ponto de mingau. Como a própria Márcia escreveu:” Cuidado, espirra!”. E eu posso afirmar que é verdade! rsrs

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Uma delícia, reconfortante (a nossa sopóloga,a Dé, aprovou com louvor) e especial praqueles dias em que precisamos de carinho!

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Acompanhamos com um levíssimo “trem” branco, um Sauvignon Blanc Indomita 2007 que disse “condimentado, ô trem bão, alteroso, pinhãoresco”.

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Trilha Sonora – Nós dois (Celso Adolfo) com Tadeu Franco
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Principal – Lombo de Porco ao Leite e Conhaque

Sobre os amigos – “Tenho amigos pra saber quem sou. Pois os vendo loucos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.”

É claro que não poderia faltar um belo “lombim” de porco. Ainda mais coadjuvado por arroz branco, couve manteiga finamente picada e refogada com fatias de toucinho e ….

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… tutu de feijão.

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Comida mais do que mineira! Comida confortável, comfort food, sô!
Um belo lombinho (by Sex Shop) que foi temperado com sal, pimenta, alho e dourado numa panela junto com tomilho e alecrim frescos.

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Arrume uma cebola fatiada no fundo de um refratário, coloque o lombo por cima  e cubra até a metade com leite quente.
Deixe no forno por 2 horas aproximadamente, vire e deixe mais meia hora. Retire o lombo e leve o molho pruma panela larga, deixando reduzir até o volume de dois copos.

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Fatie o lombo na travessa de servir e sirva!

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Eita “trem bão” este lombinho!

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Harmonizamos perfeitamente com outro “trem”, desta vez tinto, o Terras de Penalva Dão 2005 Portugal que lembrou o tempo da Inconfidência e foi “rústico, ô trem bão sô, trem de ferro, ardoroso”.

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Trilha sonora – Quem sabe isso quer dizer amor (Marcio e Lô Borges) com Milton Nascimento.
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Sobremesa – Doces em compota com queijo de Minas.

Sobre os amigos – “Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto”.

Veja só a praticidade da Márcia. Uma sobremesa em que a única receita é abrir o vidro! É isto mesmo!

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Doces em vidro que ela mesmo nos mandou e que foram devidamente escoltados por um belo queijo de Minas.

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Ô vidão!

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Aproveitando a sessão doçura, citemos o grande Guimarães Rosa: “Sem esquecer os doces, à frente os de calda que não convém deixem de ser orgulho próprio e um dos pequenos substratos do bem-querer à pátria e do não desentender da nação”. Esta “receita” também foi a Márcia que mandou!

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Eis a opinião dos “mineirim desdi pequeninim”:

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Ó, Minas Gerais! Ó, Minas Gerais! Ô subúrbio bom ! (Edu)
Quem te conhece, não esquece jamais! Ô comida boa de Minas Gerais! (Mingão)
Excelente! Até  parece uma boa comidinha caseira mineira! (Déo)

Brigadim, Márcia, pela brilhante participação aqui nos interblogs e por ter nos lembrado de como a nossa querida cozinha mineira é tão deliciosa e reconfortante.
E já que você nos presenteou com este belo menu, vamos retribuir com as nossas  famosas (ô pretensioso!) flores virtuais.

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Terminamos com mais um belo pensamento do seu João:
“Nosso não será o petróleo tanto assim. Nossos, bem nossos, são o doce de leite e o desfiado de carne-seca. Meu -e perdoem-me – é aquele prato mineiro verdadeiramente principal. Guisado de frango com quiabos e abóbora d’água (ad libitum o jiló) e angu, prato em aquarela, deslizando viscoso como a vida mesma, mas pingante de pimenta”.

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Gratíssimo, Márcia. E grato Guimarães Rosa, o seu João!
Até o próximo interblogs, um suspense criado pela Patrícia Scarpin do belo blog Technicolor Kitchen.

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Tchau e como diria Milton nascimento, “amigo, é coisa pra se guardar ….”

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dcpv – da cachaça pro vinho – y5: o dia da liberdade

domingão
15/03/09

 dcpv – Y5 – O dia da Liberdade

E chegamos à 5ºedição do Projeto Y. Desta vez, quem indicou o menu ou melhor, o “cardápio” foi o LPontes do blog Outras Comidas.
Esta é a segunda vez que ele indica, além da 2º em outubro (as outras pontas do Y ou seja,a Marizé fez a 3º em dezembro e eu, a 1º em julho  e a 4º em fevereiro).

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O Luís radicalizou e assumiu o seguinte princípio: neste menu a liberdade não terá de ser conquistada, ela é assumida desde logo como tempero essencial deste cardápio temático e de simples orientação, o ponto de união, o denominador comum dos três braços do Y, agora adulto e plenamente livre”.
Resumindo: oba! Vou poder improvisar e adaptar as indicações (sim, as “receitas” tem somente indicações de como executá-las) de acordo com o gosto dos comensais, ou seja, eu e a Dé!

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Vamos então ao 5º Projeto Y, denominado Quem vai ao mar, avia-se em terra!“.

Começamos os trabalhos com um belo Portônica (gelo, vinho do porto branco e água tônica). É viciante!

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Y1 – Amuse Bouche: Carpaccio de Vitela Marinado
Amuse Bouche executado:  Carpaccio de Salmão Pancettado

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O LPontes queria oferecer originalmente um amuse que deveria ser comido numa bocada só. Uma fatia finíssima de vitela servida sobre gelo moído apimentado, com aioli anchovado e passado rapidamente num molho de ostra quente.

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Minha adaptação: como a Dé não gosta de carne, inverti o sentido mar/terra e fiz um carpaccio de haddock (o mar) com a mesma cama de gelo apimentado e utilizei um aioli pancettado (a terra) repetindo o molho de ostra.

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Ficou um espetáculo e pena não ter feito muito mais.

Y2 – Entrada – Sopa de Inhame, Mascarpone e Camarão.
Entrada executada – A mesma

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Indicação aceita na sua totalidade. Camarão representando o mar, inhame a terra e o mascarpone, bem, mascarpone é mascarpone.

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Sopa cremosa, deliciosa, sedosa e gostosa de comer.

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Ainda mais acompanhada pelo nosso querido Clarete Tremendus Rioja que é Y desde pequenininho!

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Y3 – Prato de Peixe – Atum ao Foie Gras de Pato
Prato executado – Linguado com Manteiga Trufada

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A idéia do Luís era misturar a untuosidade do foie com a aspereza da fibra do atum fresco. Neste caso, a nossa incompatibilidade era total, pois nem foie gras e muito menos o atum figuram entre os ingredientes preferidos da família Luz. Inclusive, a Dé considera o atum como a “carne” dos peixes!
Acabei optando pela untuosidade da manteiga trufada acompanhado pelo queridinho da Dé (além de mim, é claro), o linguado.

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Insuperável todo o conjunto. É a simplicidade em pessoa com um resultado maximizado (ê, trufas !).

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Portanto, desta vez, usei uma das máximas do LPontes: “é um cardápio estranho em que as “receitas” são idéias para gente que sabe cozinhar, imaginar e fruir, ingredientes-base, intenção gustativa final e quanto ao resto … arte, criação, liberdade!”

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Segui o mestre!

Y4 – Prato de carne – Magret Tonnato
Prato executado – Peito de Frango Tonnato

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O Luís indicou peito de pato regado com um molho de posta de atum em conserva e vinagre balsâmico.

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Adaptado ao nosso gosto pessoal, utilizei peito de frango com a sua pele (virou um torresminho!) e continuei com a ideia do molho utilizando uma bela lata italiana de atum (o tonnato) e um vinagre balsâmico série prata !

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Ou seja, um frango trajado de smoking e se encerrando na ideia da mistura ar/mar (se é que frango e pato realmente voam).

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Acompanhei com um pesto simples de manjericão e tomates secos confitados. Excelente!

Y5 – Sobremesa – Ovos Celestes Montado em Agar de 3 Portos
Sobremesa executada – a mesma

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Esta foi seguida à risca, mesmo porque é um doce. Esquenta-se 125g de açúcar em 120ºC, deixe esfriar e junte 12 gemas. Volte ao fogo até fazer com que a massa desprenda do fundo. Depois de esfriar, adicione metade do peso da massa em amêndoas e nozes picadas muito finas, mas não farinhadas e algum fruto seco a gosto (eu coloquei mini-figos iranianos).

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Daí é só moldar no formato que lhe convier, espetar em um palito, passar em gema de ovo e queimar rapidamente com maçarico.

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Pra melhorar o conjunto, formatei gelatinas de vinhos do Porto (Ruby e Branco). Gostamos dos dois formatos. Deste …

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… e deste.

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Como o próprio Luís escreveu: “Um novo desafio, um novo patamar, vai ser este Y5”.
E foi mesmo. Pensando bem, tem sempre um novo ângulo pra ver as coisas muito bonitas !

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Que venha o 6º Y com a  indicação da Marizé!

Até o próximo!

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dcpv – da cachaça pro vinho – adeus ano velho, feliz …

vamos lá!
01/01/09

 dcpv – Adeus Ano Velho, Feliz …

Pular 7 ondas. Usar roupa branca. Limpar toda a casa. Guardar uma folha de louro na carteira (ôpa, tá esquentando!). Comer lentilhas/uvas/romãs (melhorou ! É só comer).

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Estas são as simpatias de Ano Novo mais conhecidas por nós, brasileiros. Aqui em casa, além de todas estas, ainda temos o nosso sagrado almoço do primeiro dia do ano. É um ritual já sacramentado onde os nossos (meus e da Dé) progenitores (bonita palavra, né?) vem comer aqui além de toda a prole do Mingão. 

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E a cada ano, a cobrança é maior já que todo mundo fala a mesma coisa: Nooosssa ! Vocês cozinham o ano inteiro e uma coisa melhor do que a outra. Vamos ver o que vocês vão fazer de bom, hoje!
Então, lá fomos nós ao sex shop comprar os ingredientes necessários pra não decepcionar o pessoal.

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Em todas outras vezes, fiz alguma coisa étnica ou com algum elo de ligação. Desta vez, o motivo seria o prazer de comer bem. Sendo assim, juntei algumas coisas que ainda não fiz com outras já feitas (e extremamente aprovadas) e outras que queria fazer como experiência. Ou seja, uma suruba!
Resultado:

Caipiroskas de limão galego e morango pra aquecer os motores .

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E alguns Portônicas, que foi uma dica da Nina (mistura de Porto Branco com água tônica, rodelas de limão siciliano e muito gelo). Refrescante!

Entradas

Salada de Funcho (Claude Troisgros -pag 29)

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Ameixas Recheadas ( by Projeto Y Pink/Marizé)

Tâmaras Recheadas ( by Sopa Vermelha)

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Suflê de Queijos

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Principais

Pernil  de Cordeiro com Molho de Hortelã e Batata Doce (C.Troisgros )

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Arroz Basmati com ervas 

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Pasta feita em casa com Molhos ao Sugo/Burro e Sálvia

Sobremesa (feita pela Dé)

Fondant ao Ciocollato (L’Andana)

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Um menu bastante eclético e com resultados admiráveis. E nada melhor ( inda mais num blog! do que mesclar um legítimo fotolog com as simpatias que os povos do mundo tem nesta data tão marcante.

Vamos lá ao menu em comemoração ao dia 01/01, o Dia da Confraternização Universal ou o Dia Internacional da Paz.

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Aústria – os austríacos costumam jogar chumbo derretido num copo com água na passagem do ano. As figuras que surgem quando o chumbo esfria são guardadas como amuleto. (Cuidado com a quantidade de chumbo que você vai jogar!)
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Salada de  Funcho

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Dinamarca – além de subirem nas cadeiras e descerem com o pé direito, os dinamarqueses costumam colocar um pote de arroz bem doce nos estábulos. Os gnomos não os incomodarão (gnomos?).
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Tâmaras e ameixas recheadas

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Cingapura – as pessoas trocam tangerinas (símbolo da prosperidade) ou pacotes vermelhos de dinheiro. Os presentes são sempre em número par, pra atrair a sorte (eu acho que iria gostar de trocar tangerinas por pacotes de dinheiro). 
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Suflê de Queijos

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Escócia –  a superstição mais estranha lá é sobre a primeira visita do ano. Se for um homem moreno é um bom presságio. Se for um sujeito ruivo é considerado mau agouro. Mas azar mesmo terá aquele que abrir as portas pra uma mulher (isto é o que eu chamo de discriminação!).
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Pernil de cordeiro com arroz basmati e molho de hortelã

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Nota: a Renata deu a dica de misturar o molho de hortelã no arroz e ficou excelente.

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Rússia – é costume no país, durante as 12 badaladas que marcam a virada do ano, queimar um papel com um desejo escrito, colocar as cinzas no copo de champanhe e beber (tomar cuidado com a quantidade de desejos e consequente tamanho do papel).
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Pastas com molho de Pomodorini ao Sugo / Burro com Sálvia

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Nota : a Dé misturou os dois molhos  (os pomodorini com a sálvia) na massa e o resultado foi sublime.

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Malásia – os muçulmanos não varrem a casa pois para eles isso significaria tirar algo de dentro dela. O fato atrairá má sorte ao longo do novo ano. (e a casa ficará bastante suja!).
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Fondant ao ciocollato com sorvete de creme

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Turquia – 3 pedras de sal grosso são colocadas em um saco com turquesas. O amuleto é disposto sobre a porta de entrada e atua pra que maus fluidos não impregnem a casa (o problema seriam os ladrões atrás das turquesas!).
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Vinhos : Clarete e Tinto Casa Silva. Além da nossa tradicional “Viuvinha”!

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Dizem que comer uma colher de lentilhas é o suficiente pra se ter dinheiro o ano todo. Coisa de italianos.
Os portugueses comem a quantidade de uvas correspondentes ao seu número de sorte (o meu é 839) pra garantir prosperidade e fartura de alimentos.
Vestir amarelo, a cor do ouro, traz bastante dinheiro. Já o branco da paz, foi trazido pelos africanos.

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E jamais, eu disse, jamais consuma na ceia de Ano Novo, carnes de animais que andem ou cisquem pra trás (frango, peru, caranguejo). Dizem que se fizer isso, a regressão será grande!
Acreditar, eu não acredito muito, mas nenhum franguinho, peruzinho ou muito menos a tão querida galinha do mangue passou pela nossa mesa! Eu, heim!!

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E você? Conhece alguma outra “mandinga”?

Feliz Ano Novo, Frohes Neus Jahr, Godt Nytar, Happy New Year, Bonne Année, Felice Anno Nuovo, 3 Hobum Pokon, Feliz Año Nuevo pra todos!

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dcpv – da cachaça pro vinho – 12º interblogs – pipoka do three fat ladies

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dcpv – 12° interblogs – Pipoka do Three Fat Ladies

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O encontro dos sabores doce e picante no mesmo prato é algo tão antigo pros tailandeses, mas hoje em dia, se apresenta ao Ocidente como o expoente da criação culinária.
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Há um tempaço (mais exatamente 06/05/08), eu convidei a simpaticíssima Isabel, a Pipoka do blog Three Fat Ladies (onde a Farófia e Mrs Pickles são as outras “two ladies”) pra participar dos  Inter Blogs (Quer saber o que é ?) e representando uma facção culinária adorada por todos nós: a tailandesa!

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Neste intervalo de tempo, trocamos vários e-mails até chegarmos a configuração final que apresentaremos (e degustaremos!) nesta noite.

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No início, a preocupação da Isabel era : “Embora não havendo restrições (eu já havia avisado que comíamos até pedras!) quero saber se gostam de comida picante ou média?”.

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Respondi que costumamos comer com um extintor de incêndio ao lado da mesa”!
A conversa evoluiu e no início de dezembro, ela sugeriu 2 entradas, 2 pratos principais e 1 sobremesa. Todas thai da gema!

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A Isabel ainda teve a preocupação de  experimentar todas as receitas antes de nos mandar, algumas com direito a degustação entre blogueiras conhecidas e tudo o mais.
Eis que chega o grande dia. O dia de nos deliciarmos com uma legítima comida thai, indicada por uma portuguesa e aqui no dcpv em plena Ferraz de Vasconcelos. É ou não é uma assembléia geral da ONU?

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E também o dia (ou melhor, a noite) de nos apropriarmos daquilo que é o maior intento dos interblogs e coincidentemente da cozinha thai: a comunhão dos sabores, a paz no espírito, a vontade de conversar  …

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Cada refeição thai convida-nos à experiências fascinantes e inesquecíveis. Uma reunião de influências da culinária indiana e chinesa, por vezes temperada pela cozinha ocidental, mas fundamentada nos sólidos princípios culinários de um povo que cultua a natureza.
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O cardápio do coquetel de apresentação deste 12º capítulo do nosso livro, constou de ….. pipoca!

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Arroz pipoca (arroz selvagem frito) com pasta de trufas (não somos o Cinemark Cidade Jardim,mas ainda chegamos lá!)

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Pipoca com sal de limão e sal de pimenta e limão.

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Caipiroskas de grapefruit/Absolut Mango e …..

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…. tangerina e (o retorno, vinda pelas mãos do Déo) da nossa queridinha, a Absolut Vanilia.

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Estávamos prontos pra começar a nossa aventura gastronômica pela Tailândia.

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A cozinha tailandesa divide-se em quatro pilares essenciais: o arroz, massas em fio, as frutas e legumes e as especiarias, molhos e ervas aromáticas.
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A Isabel/Pipoka nos indicou como uma das entradas, uma Sopa Picante de Camarão e Erva Príncipe.
Caldo de peixe, caules de erva-cidreira (a tal da príncipe), folhas de lima kaffir, cogumelos Paris, camarões, nam pla, suco de limão e açúcar são os ingredientes deste néctar. E pimenta dedo-de-moça, é claro, pois a comida é thai, finalizada com coentros frescos!

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Do jeito que  a coisa anda por aqui, terei que abrir ( com o aval da Dé) um restaurante só de sopas (pelo menos, as belas fotos do cardápio do restaurante estão garantidas)! Esta é es-pe-ta-cu-lar!

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A outra entrada, Bolinhos de Milho com Molho Agridoce. A massa dos bolinhos é feita de ovo, milho, madras indiano, farinha de arroz, farinha de trigo, sal e shoyu. É só fazer os bolinhos com 2 colheres de sopa e fritá-los em óleo quente.

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Servi com um molhaço (thai, thai, thai…) formado por vinagre de arroz, açúcar, pepino, cebola picada, castanhas de caju e pimenta dedo-de-moça.

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Sopa + Bolinho + Molho + um belo vinho branco português, o Catarina Terras do Sado 2007  (“frutado, popcorneado, sado-hedonista,  escada “) = a uma das mais gostosas entradas que já comemos por aqui!

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A cozinha thai vive uma intensa relação de amor com as especiarias, os molhos … e as ervas aromáticas. Uma das suas principais estrelas é a pimenta dedo-de-moça.
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Vamos pros principais: Porco Frito com Berinjelas
Aquecer 2 colheres de sopa de óleo na wok e fritar 4 dentes de alho picados finamente até ficarem dourados.
Juntar as 4 pimentas dedo-de-moça cortadas em tiras (conforme a Pipokaretirei as sementes a 2 e deixei as sementes das outras 2 para ficar picante“). Adicionar 500 g de carne de porco moída e deixar cozinhar até perder o aspecto cru.

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Juntar 225 g de berinjelas cortadas em 4 no sentido longitudinal e em finas fatias. Mexer e juntar 3  colheres de sopa de nam pla (molho de peixe), 1,5 colheres de açúcar e deixar cozinhar.

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Colocar folhas de manjericão thai (aquele com gosto de anis e que eu tenho aqui em casa) e servir.

Caril Vermelho de Frango com Lichias

Quase o mesmo princípio do porco. Aquecer óleo na wok . Juntar alho picado,  gengibre ralado e deixar dourar.

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Somar pasta de caril vermelho (foi com esta descrição que eu comprei no sex shop) e fritar até liberar o aroma. Adicionar cubos de frango e cozinhar. Acrescentar leite de coco, folhas de lima kaffir, nam pla e açúcar. Colocar lichias frescas e finalizar com suco de limão e coentro.

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Uma explosão de sabores (viva o nam pla!) acompanhados por arroz jasmim feito com leite de coco. Thai ao extremo!

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Olha, todo mundo (incluindo a Dé e a Re) limpou o prato!
E o Clarete  Tremendus Rioja (não é branco, nem rosé: é clarete) mostrou que é um vinho que acompanha tudo mesmo. Disse em bom e sonoro tailandês, sou “caramelo, todos batendo palmas …, Erasmo Carlos, delichioso”.

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Também encontramos na culinária thai, raízes como gengibre, ervas como o coentro e a erva-cidreira, frutos como o tamarindo, o poderosa aroma da lima kaffir, molhos como o nam pla.
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A epopeia estava terminando, mas a sobremesa estava a caminho. Um Arroz Preto com Molho de Coco.
Arroz glutinoso cozido somente na água e …

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… que adicionamos uma calda de açúcar e leite de coco.

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Ainda inventei um pouquinho e servi um pouco de sorvete de baunilha com sementes de lavanda. Delícia.

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Acompanhado por doses de Malibu pra fazermos a digestão! Hahaha

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Tudo bem! Eu sei que é caribenho, mas se nascesse na Tailândia ninguém perceberia.

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Cerca de 90% da população tailandesa é budista. E daí vem a predominância vegetariana protagonizada pela ampla e sugestiva produção de frutas, verduras e legumes.
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Só nos resta agradecer (e muito) a Isabel pela indicação, pois se gostamos de tudo, gostamos mais ainda da cozinha thai. E este menu foi meticulosamente pensado pra nos teletransportar para Ko Phi Phi.
Os lutadores de boxe tailandês, nós mesmos, tiveram a seguinte impressão desta “esbórnia tailandesa”:

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Um espetáculo thai de sabores, cores, odores e pipocas. Parabéns, Pipoka! (Edu)
De dentro pra fora! Uma explosão maravilhosa! (Mingão)
Deliciosa! Protumberante !(rs) (Déo)

Segue o nosso presente virtual pra Pipoka , as nossas famosas flores …

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…. e desta vez, com o espírito elevado pelos 5 sentidos que utilizamos (e muito) neste jantar.
Juntar boas “abobrinhas”, comida thai e interblogs.
Esta seria a missão desta noite e ela foi mais do que cumprida, Pipoka!

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Até o próximo (o 13º) que será em 11/fev, com a Mariana do Caos na Cozinha!

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Fonte – Livro Cozinha da Tailândia – PubliFolha
As receitas serão publicadas integralmente pela Pipoka no Three Fat Ladies a partir de fevereiro.

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dcpv – da cachaça pro vinho – projeto y – tachos de ensayo, outras comydas e dcpv

bestial
28/09/08

dcpv – Projeto Y Tachos de Ensayo, Outras Comydas e dcpv

Bom, chegamos ao segundo encontro do Projeto Y que nasceu da ideia de fazer com que pessoas em diferentes lugares tentassem reproduzir o mesmo menu e depois, postassem as suas impressões (inclusive fotográficas) sobre tudo o que aconteceu.

A 1º versão foi em 08/07/08 e além do dcpv, participaram os blogs Tachos de Ensaio da Marizé e o Outras Comidas do LPontes. Neste dia, quem indicou um menu com influências asiáticas fui eu!

Neste 2°, os blogs foram os mesmos e o bigboss foi o LPontes. Ele nos mandou (e inclusive publicou as receitas previamente no Comidas Caseiras) um menu cheio de maneirismos e modernismos, mas calcado em receitas tradicionais. Todo mundo sabe que eu sou maluco por comida deste tipo e, portanto, gostei bastante do estilo “cientista maluco” que o Luís deu a todo o processo. E ainda mais num projeto denominado Y. Acabou ficando tudo muito parecido com ficção científica mesmo!

Vou aproveitar, já que as receitas são conhecidas e dar, pela primeira vez, uma roupagem de fotolog ao menu.
Ah! Uma outra novidade: estou fazendo estas receitas no domingo e com a companhia do meu sus-chef, o Mingão, que estava por aqui (com família e tudo) por causa do aniversário da Renata.

Vamos lá! Y’s Project – 2nd Version

Bebidinhas

Caipikê (indicação do LPontes): sumos de melão (o meu acabou e usei limão), lima e sakê. Tudo sobre gelo moído e uma folhinha de hortelã. refrescante e muito bom pra cozinhar.

Mangolut (minha sugestão): suco de manga, lima e Absolut Mango. Muito boa pra mesma tarefa; cozinhar !

Entrada

Melão com presunto ou carpaccio de presunto sobre redução balsâmica de melão com requeijão e wasabi.

 

Entrada

Ervilha com ovos e toucinho ou raviolis de petit pois com escalfado de ovo de codorna e menta.

 

 

Principal

Rancho à Portuguesa ou estufado de carnes com grão de bico e tomate em caneloni de pasta all’uovo fresca

 

 

Principal

Arroz de Caranguejo ou risotto do mar ao Porto com Açafrão em carpaccio de Terrincho

   

 

Sobremesa

Trouxas ou nougat de lemon curd em massa phyllo

Vinhos

Entradas

Tinto Aliança Foral Douro Colheita 2006

pegador, parceirão, tranca e solta, jovem gajo

Principais

Rosé Angelus Bairrada 2006

delicado, Rycharlyson ou melhor Ricky,  juvenil, leve

Sobremesa

Vintage Port Sandeman 99

espetáculo

Impressões dos participantes:

Edu
Geral – trabalhoso, mas perfeito
Melhor prato – risotto
Não gostou – gostei menos do bacon
Harmonização – LPontesana

Débora
Geral – Excelente
Melhor prato – Caneloni
Não gostou – presunto
Harmonização – envolvente

Mingão
Geral – Pontes pro paraíso
Melhor prato – Risotto
Não gostou – nada
Harmonização – paradisíaca

Regina
Geral – Estupendo (de boca cheia)
Melhor prato – Caneloni
Não gostou – nada
Harmonização – perfeita

Resumo da Ópera: muito bom o trabalho, a pesquisa e a criatividade do Luís. Como ele mesmo disse “os raviolis são uma referência ao Adriá, o risotto é inspirado em Jamie Oliver e no chefe Guerreri, do Mezzaluna em Lisboa e… Rancho é rancho, só que com a massa por fora. Bom apetite !

E tivemos um muito bom apetite, Luís . Até o próximo projeto Y com a indicação da Marizé!

Bye !

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