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05/01/2012

Dia quatre – Barcelona – Espanha – Pra turistas, um bus turistic. Pra nós, o Moo.

Este dia também parecia diferente do que a previsão previra (sic)! rs
É que segundo os experts, o sol brilharia desde a manhã.

Mas não foi o que aconteceu. O sol surgiu timidamente e foi como ele se comportou o dia inteiro.

Se bem que ele harmonizou com o feriadão que se apresentara, já que o dia dos Reis Magos é respeitadíssimo por aqui.

E nestes dias, procuro usar o famoso drop on/drop off ou seja, aquele manjado ônibus turístico de dois andares que dá um panorama da cidade.

E você, como é que se vira quando encara um feriadaço em plena viagem?

Bom, nós aproveitamos pra visitar os lugares mais longínquos da cidade.

Saímos um pouco mais tarde, por volta das 11:00 hs (sabe como é; feriado! rs).
E mesmo assim e apesar da cidade estar totalmente vazia, muitos turistas tiveram a mesma idéia que nós.

Pegamos o ônibus na plaza Catalunya e a primeita parada seria a maravilhosa Sagrada Familia, talvez a obra-prima do onipresente Gaudí.

Seria, porque todos tiveram a mesma idéia e a obra de arte estava intransitável.

É claro que optamos por ir pra próxima gaudiniana, El Park Güel.

Incrivel como Gaudí consegue fazer obras que atraem as pessoas.

Tudo neste parque tem um imã.

O portão da entrada, …

… a famosa salamandra colorida, …

… a escada …

… o salão cheio de pilares, …

… com os desenhos característicos com caquinhos no teto, …

… nós com eles, os caquinhos, …

… além das belas pedras que parecem ondas …

…. e dos bancos sinuosos montados num platô com uma vista fantástica da cidade.

Ah! Não nos esqueçamos das chaminés estilizadas que formam a sua marca registrada.

Eu e a Re até brincamos que ele, Gaudi,  deveria ser uma criança que a mãe criticava a falta de originalidade, dizendo sempre assim: meu filho, pare de desenhar sempre as mesmas chaminés e quebrar as minhas cerâmicas. Que tal fazer desenho de casinha como todo mundo? rs

Continuamos o tour, fazendo uma baldeação pra linha vermelha (estávamos na azul) e aproveitamos pra conhecer o shopping, o Arenas de Barcelona, onde antes era a Plaza de Toros (os catalães sabiamente proibiram as touradas).

E este shopping é incrível. Utilizaram o mesmo visual externo da antiga Plaza, …

… mas fizeram uma cobertura que mais parece um disco-voador, …

… além de deixarem a parte interior como se fosse realmente uma nave espacial.

Uma obra e tanto do arquiteto Richard Rogers e, inclusive, com bons restaurantes.

Aproveitamos o embalo pra tapear no Tapa Tapa de lá.

Pedimos cañas e uma água Vichy Catalan que mais se parece um sal de frutas Eno, …

batatas bravas, …

calamares a Romana, …

croquetas de 3 queijos  (Guia MicheLuz=9,5) …

… e fuet.

Ou seja, comida espanhola e barcelonesa da “chema”.

Continuamos o tour,  pois pretendíamos rever a região do Estádio Olímpico e refazer umas fotos da nossa viagem anterior, que continham uma premonição.

Pra quem não sabe, Sant Jordi é o mesmo que São Jorge.

E portanto, esta foto refeita no Palau Sant Jordi significa que já antevíamos há 7 anos que o estádio do Timão seria o do abertura da Copa 2014. 🙂

O frio estava apertando e resolvemos seguir caminho. A intenção seria pegar a linha verde do ônibus pra chegar ao Parc Diagonal Mar, praticamente novo e moderníssimo.

Mal imaginávamos que após passar pelo Maremagnun, pela estátua do Colombo, …

… teríamos a notícia de que esta linha só funcionava no verão.

O jeito foi voltar à  Sagrada Família pra refazermos a visita …

… e verificar o quanto o projeto preferido do Gaudi evoluiu neste período, já que exteriormente, o progresso era visível (se bem que pelo rítmo, parece que a coisa toda não acaba antes de 2100).

Mais um pequeno engano, já que a visita a Sagrada Família terminou mais cedo (feriado!). Optamos por descer lá mesmo, …

… dar mais uma boa observada no monumento/igreja e voltar a pé.

Atravessamos meia Barcelona, …

… comemos churros e um tremendo “pastelón” da Xurreria Esteban (um pé-sujo fantástico), …

… tomamos um catalã cava Anna de Codorniu, …

… acompanhada com picadas de azeitonas e batatas fritas

… no famoso Cafe Zurich

… e após 11.100 passos medidos no iPod da Re, …

… chegarmos ao nosso hotel.

Pronto pra dar uma descansadinha e partir prum jantar no restaurante michelado do hotel Omm (dica do sócio). Interessante é o nome dele:  Moo.
E o cardápio do lugar não tem somente carne.

Pelo contrário, ele tem como chefs executivos os irmãos Roca, do famoso El Celler de Can Roca, o 3 estrelas do Michelin em Girona. Chegamos quase que brigando com o motorista de taxi que era a “gentileza” em pessoa.

O restaurante fica no térreo e é muito estiloso e chique. As louças são todas personalizadas (cada prato foi desenhado por um artista espanhol) e o menu é extremamente interessante.

São vários no formato degustação e alguns pratos a la carte. Fomos nestes, uma vez que já estávamos um tanto quanto “safisfeitos” gastronomicamente falando (vocês entendem, né?).
Uma outra grande sacada foi que todos os pratos tinham um vinho pra ser harmonizado e em taça.

Nunca mais ter que harmonizar uma garrafa pra todos os pratos da mesa; esta é uma tarefa sempre inglória e no caso do Moo, além do “varão” (euzinho) da mesa não ter que fazer isso; a “responsa” da harmonização passou totalmente pro sommelier.

Com este principio, escolhemos os nossos pratos. A Re foi de carne; eu e a Dé de peixe. Como amuse, nos serviram uma aguinha de cogumelos com um mousse de beterraba.

E como tapitas, batatas bravas, …

pãozinho de azeitonas, …

de trufas

… e lâminas de chardonnay.

Os principais chegaram logo após: um tenro ternero com batatas e bacon pra Re, …

… que foi harmonizado com um tinto da Rioja, o paisages IV 1998; espetacular.

Pra Dé, o salvador e saboroso linguado com 5 salsas

… com o acompanhamento dum vinho branco que cheirava a mel, o Carles Andreu.

Eu escolhi uma Lubina com molho de limão e cuscuz com espuma de salsinha; deliciosa.

Ainda mais acompanhada dum enigmático e alimonado vinho branco, o Benito Santos de Rias Baixas.

Tudo perfeito. Como sobremesas, a Re pediu Sinfonia de Chocolates, …

… a Dé um colher e eu, uma Ode a Havana, que tinha uma particularidade.

Foi servida com uma granita de menta e um charuto feito de chocolate e creme que tinha um gosto incrivel de … charuto de verdade. Só faltou a fumaça!

Olha, visitar o Moo foi simplesmente um prazer. Sem contar que uma tradição que estávamos loucos pra realizar neste dia dos Reis Magos, foi concretizada.

O Moo nos ofereceu uma rosca como mignardise. Diz a tradição que quem come a rosca dos Reis Magos (ops) tem muita felicidade no ano todo.
A Dé ficou exultante e tivemos total certeza que teremos o melhor ano de todos os tempos.

Se depender da qualidade desta refeição e desta viagem, o pedido será mais do que cumprido.

Hasta.

Veja os outros dias da viagem:
Dia un – Barcelona – Espanha – Mercat de la Boqueria e Xocolateria Fargas; prazer em revê-los. Em todos os sentidos.
Dia dues – Barcelona – Espanha – O Barça passou como um Segway por cima do Osasuña
Dia tres – Barcelona – Espanha – O dia em que comemos numa tinturaria.

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