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dcpv – dia twaalf – amsterdã – finalmente conhecemos os jardins (maravilhosos) de keukenhof.

27/03/2016

Dia twaalf – AmsterdãFinalmente conhecemos os jardins (maravilhosos) de Keukenhof.

O dia amanheceu com muito sol (a previsão acertou).

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E ainda bem, pois hoje seria o dia de conhecermos Keukenhof.

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Pra quem não sabe, os jardins de Keukenhof são famosos …

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… e quase uma Disney das flores.

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Na verdade, eles não ficam em Amsterdã e sim, em Lisse.

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Portanto, é necessário transporte pra ir pra lá.

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Optamos por comprar tanto o ticket antecipado (pela Internet), como o combo com transporte incluído. E aí surgiu um pequeno problema.

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Ninguém explica exatamente como você, estando hospedado no centro de Amsterdã, consegue chegar até o ponto inicial do ônibus que é justamente no aeroporto de Schipol. Nós resolvemos da seguinte maneira: pegamos um trem da central Station até o aeroporto e de lá, o transfer pro parque.

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A fila era imensa (primeiro final de semana de funcionamento e feriado de Páscoa), mas a quantidade de ônibus era grande e embarcamos rapidamente.

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Chegamos e uma multidão estava lá.

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Mas tudo foi muito tranquilo, já que o espaço é muito grande.

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É claro que nos embasbacamos com tudo o que vimos.

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A organização, …

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…  a limpeza, …

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… o charme, …

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… os jardins …

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… de tudo o que é formato …

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… com os mais variados tipos de flores, …

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… enfim, um primor.

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Mas a surpresa maior foi quando entramos numa estufa imensa e vimos as famosas tulipas.

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Elas são o tema do parque …

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… e não ficam nada a devera tudo o que você imagina.

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São tão lindas e …

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… tão diferentes …

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… que seria impossível não fazer um fotoblog destas estrelas florais:

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Depois desta maravilhosa visão,…

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… ainda fomos dar uma olhada em exposições especiais de orquídeas,…

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… de arranjos florais …

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… e até um legítimo moinho nós conhecemos.

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Só sobrou tempo pra comermos algumas coisas por aqui mesmo (o lugar tem muitos restaurantes) …

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… tais como sopas pra Re e pra Dé, …

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… um bom steak pra mim…

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… e continuarmos a nossa visita.

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Dizem que está não é exatamente a melhor época pra se visitar Keukenhof, …

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… (o ideal seria na segunda quinzena de abril …

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…. quando a floração está na sua plenitude) …

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… mas, mesmo assim, gostamos muito.

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A volta também foi tranquila …

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… e fizemos o caminho inverso, pegando o trem do aeroporto para a Central Station.

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Só sobrou tempo pra fazermos umas últimas comprinhas …

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… comer mais umas perfeitas batatas fritas …

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… e terminar o nosso tour europeu …

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… numa legítima casa de champanhes.

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Bubbles & Wines é um bar a vin e fica muito perto do hotel.

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O lugar é bem bacana é muito tradicional.

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Chegamos lá e a Re e a Dé pediram um voo de champagne, ou seja, 3 taças de diferentes produtores (entre eles o Louis Roederer).

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Eu aproveitei uma promoção (como sou econômico!) e experimentei um taste neozelandês, composto de dois vinhos brancos e dois tintos.

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Pra acompanhar, comemos parmesão com mel trufado, …

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… um prato de charcuteria …

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… e tâmaras com parmesão e bacon.

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Tudo absolutamente delicioso e num ambiente que te faz ficar a vontade.

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Bom, foi isso pessoal.

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Este giro europeu por lugares tão bacanas como Paris,…

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… Berlim …

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… e Amsterdã, …

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… nos deixou, mais uma vez, encucados quanto a dificuldade que temos em viver bem por aqui, em comparação com eles.

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É uma pena, mas espero que um dia consigamos chegar lá.

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Até a próxima!

Veja os outros dias desta viagem:

 

dcpv – dia elf – amsterdã – Van Gogh e cerveja, tudo a ver.

26/03/2016

Dia elf – Amsterdã- Van Gogh e cerveja, tudo a ver.

O dia prometia muita chuva.

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E realmente começou chovendo.

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Tomamos o café da manhã no mesmo lugar de ontem (gostamos bastante) …

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… e resolvemos fazer um tour pelo nosso hotel.

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O prédio é histórico, tem mais de 500 anos …

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… e salas muito bacanas …

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… como a de casamentos …

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… além do salão principal onde a rainha Beatrix se casou em 1966.

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Ah, o restaurante principal tambem é bem bacana …

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… e tem uma obra de arte muito legal em sua parede.

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Depois desta aula de história, resolvemos bater pernas.

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A Re descobriu um Pet Shop nas cercanias …

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… e aproveitamos pra ir passear em lugares onde normalmente turistas não vão.

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Apesar do tempo ruim, foi muito interessante, não fosse a chuva que aparecia de vez em quando.

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Passamos no famoso Mercado de Flores …

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… e fomos para o Van Gogh Museum.

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Chegamos ao museu e uma multidão estava na fila para comprar ingresso.

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Como tínhamos comprado pela Internet, não precisamos participar daquela bagunça e entramos diretamente.

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O museu é lindo.

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E, certamente, foi um dos mais bacanas que fomos até hoje.

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Primeiro pela mais absoluta especialização, já que o tema Vincent Van Gogh é muito bem explorado.

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Segundo, pelo áudio guia que é imperdível e funciona no melhor português do Brasil.

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Se é que existe algum pecado, ele é a proibição de se tirar fotos.

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Sempre se dá um jeito, …

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… mas não consigo entender o porque desta proibição.

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Segue um mini fotoblog com as fotos proibidas 🙂 :

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Aproveitamos pra almoçar no restaurante dele mesmo.

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Também exploramos a lojinha que tem produtos bacanas e diferenciados.

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Quando saímos do tour, o sol estava a pino.

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É claro que todas as fotos tiradas nesta condição tornavam tudo mais bonito ainda.

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Como estávamos perto, …

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… e também tínhamos comprado o ingresso antecipadamente, fomos até o Heineken Experience.

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Assim como no Van Gogh, o ato de comprar os tickets antecipadamente é muito sábio, ante as enormes filas de cada um dos locais.

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Sem contar, que os ingressos para o museu da Heineken não tem data determinada e assim você pode ir no dia que quiser.

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Portanto, cortamos a fila oficialmente e iniciamos o tour.

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Ele é muito legal e se destaca por ser realmente uma experiência única.

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Lá você fica sabendo sobre todo o ciclo de fabricação da cerveja, …

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… encara um filminho numa sala especial onde você se sente como se estivesse participando internamente de todo o processo,…

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… desde a escolha da matéria prima até o engarrafamento …

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… e ,finalmente, o ato da garrafa ser aberta numa balada.

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Você experimenta o mosto inicial, …

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… aprende a degustar a loira …

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… e ao final, toma 2 chopes de 250 ml cada.

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Sem contar das incontáveis experiências que você tem…

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… e que transformaram esta cerveja numa prestigiada marca.

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O divertimento é total …

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… e até direito a uma foto virtual com a taça da Champions League você tem.

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Enfim, é um passeio imperdível.

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Voltamos a pé para o hotel …

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… e finalmente conhecemos um coffee shop.

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Depois deste laboratório, comemos mais cones de batatas fritas (especialidade holandesa) …

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… e fomos dormir um soninho mais do que tranquilo.

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Goedenavond!

Veja os outros dias desta viagem:

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dcpv – dia negen – amsterdã – ô lugarzinho bacana (o red light também é).

24/03/2016

Dia negen – AmsterdãÔ lugarzinho bacana (o Red Light também é).

O dia amanheceu nublado, frio e úmido.

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Não precisa nem dizer que estávamos em Berlim.

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E hoje voaríamos para Amsterdã.

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Só deu tempo de tomar um ótimo café da manhã próximo do hotel, …

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… dar uma passeada no que, provavelmente deva ser o maior quarteirão do mundo …

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… com tempo de fazer uma visita técnica num supermercado próximo …

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… e estávamos prontos pra ir pro aeroporto.

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O Tegel fica na ex-Alemanha Oriental e é quase um Congonhas, com todos os defeitos que este tem.

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Fizemos um voo tranquilo pela KLM …

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… e chegamos no horário determinado.

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Escolhemos ficar no Sofitel Legend Amsterdam The Grand, que fica num palácio super antigo e com muita história.

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Tanta que ate um tour eles fazem pra explicar todo o processo de transformação que passou. Os quartos não são grandes, …

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… mas a vista deles é impressionante.

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E aí ficamos pensando naquela máxima: dia de viagem é dia perdido, certo?

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Errado, quando estamos com uma guia como a Re.

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Do nada ela perguntou se não queríamos fazer o tour do Red Light District (quer saber o que é?)?

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Como aceitamos, ela só teve o trabalho de reservar pela Internet e pronto.

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Saímos rapidamente do hotel, atravessamos uma verdadeira esquadrilha da fumaça representado pelos coffee shops (você sabe pra que servem, né?), …

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… compramos um daqueles famosos (e gostosos) cones de batatas fritas …

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… e as 19:00 hs estávamos na Dam pro inicio do tour.

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Ele realmente é muito interessante.

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Através de informações da guia (e de traduções da Re) …

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… você fica sabendo do porquê desta famosa zona de meretrício ter se instalado nesta região da cidade, além de mais um montão de curiosidades.

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A origem das vitrines onde as prostitutas ficam também é muito intrigante,…

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… bem como saber o quanto este ramo movimenta na economia da cidade.

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Fico somente devendo foto dias “meninas” mesmo porque, neste caso, elas são terminantemente proibidas.

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De qualquer forma, quando estiver por aqui, faça este passeio. Ele é bem barato (14€ por pessoa) e vale cada centavo.

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Pra continuar no clima, resolvemos jantar num restaurante thai que fica no próprio Red Light.

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Bird é bem típico e certificado pelo governo da Tailândia.

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Pedimos, de entrada, rolinhos primavera, …

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… e carne de porco caramelada com alho, além de frango com leite de coco e legumes, este, exemplarmente bem apimentado.

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Harmonizamos todo este tempero com um bom sauvignon blanc francês.

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Voltamos caminhando felizes, embriagados pelo cheiro da “danada” que emana de quase todos os lugares …

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… e pensando como a vida é bela.

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Tot ziens.

Veja os outros dias desta viagem:

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39º Inter Blogs – entre panelas holandesas no dcpv

número 390
26/04/2011

39º Inter BlogsEntre Panelas holandesas no dcpv.

A maioria das pessoas que participam dos IB (quer saber o que é? ) dizem que é quase como ter um bebê. Afinal de contas, normalmente entro em contato com pelo menos um ano de antecedência (poderiam ser facilmente 9 meses).

A partir daí, todos ficam pensando (ou esquecem! rs) em como será o menu até que o Dr Edu, eu mesmo, entra em contato avisando: chegou o dia!

E aí alguns me mostram o que pensaram; outros falam “nooooossssa! Já!” , mas no geral, todos nos divertimos bastante.

Neste caso específico, o da Carla Duclos do excelente blog Entre Panelas, a geração foi praticamente de gêmeos já que além do menu (a Carla é super-organizada e me mandou as receitas testadas por ela mesmo num formato bacana e muito explicativas); ela e o Daniel, o esposo, coincidentemente encomendaram a filha deles, a BabyDuc.

E não é que ela nasceu praticamente agora, na semana passada?. Ah! se quiser acompanhar como foi toda a geração da BabyDuc, conheça o Ducs Amsterdam, o blog do Daniel, que é muito interessante e tem dicas quentíssimas sobre o país da Laranja Mecânica.

Bom, só nos resta dar os parabéns pra eles (nós sabemos bem o quão bom é ter uma “filha-mulher”) e aproveitar esta oportunidade de degustar comidas holandesas (eles moram lá na Holanda) de primeiríssima qualidade.

Vamos lá e repare que este menu tem uma profusão de receitas começadas com H (em Dutch).
Em tempo: tudo o que estiver em escrito em vermelho é obra minha. O restante é obra da
Carla.
Vooruit?

Entrada – Croquete Holandês e Cole Slaw
Criei uma receita nova baseada em duas que encontrei online e na experiência de ter testado a receita. Baseada no resultado que tive, adaptei mais um pouco para que fique mais próximo do croquete holandês.

Ingredientes
Para a carne: 500 gramas de carne (acém), 2 cebolas pequenas ou 1 grande, 1 dente de alho, tomilho seco, 1 folha de louro.
Para a massa: 150 gr de manteiga, 300 g de farinha de trigo, 1.5 litros de caldo de carne.
Modo de preparo:
Cozinhar a carne e fazer o caldo:
A carne pode ser cozida na panela de pressão (30 minutos na pressão) ou normal (cerca de 2 horas). Você irá precisar de 1,5 litros do caldo onde a carne for cozida.
Coloque na panela a carne (não refogue), a cebola, o alho, o tomilho seco (usei o acessório para chá) e o louro. Quando a carne estiver cozida, retire-a do caldo, pique em pedacinhos bem pequenos (aproximadamente 3 por 3 milímetros) e reserve. Coe o caldo e reserve-o.

Preparar a massa:
Derreta a manteiga. Adicione a farinha de trigo e frite por alguns minutos.

Adicione o caldo de carne reservado aos poucos e cozinhe por mais alguns minutos. Fica um creme espesso. Junte a carne picada e misture. Deixe esfriar.

Modele e frite os croquetes
Após completamente frio modele os croquetes em formato de pequenos troncos com 10 cm de comprimento e 3 cm de diâmetro.

Para empanar, prepare 3 pratos: 1 com farinha de trigo, 1 com ovo batido e 1 com farinha de rosca. Passe o croquete pela farinha de trigo, pelo ovo e então pela farinha de rosca.
Frite os croquetes por imersão em óleo. Eu gosto de colocá-los sobre papel toalha ao retirar da panela.

Sirva o croquete acompanhado de um pouco de mostarda de boa qualidade e do cole slaw. Que é uma salada feita com repolho picado, cenoura ralada, uva passa, ovo cozido, cebolinha verde e …

… com um molho a base de vinagre branco, açúcar, maionese, sal e pimenta.

Fala a verdade! É um verdadeiro e chic botecão holandês.

E neste clima, é claro que não poderia faltar a famosa cerveja holandesa, a La Trappe Blond (Betty??) Holland . Achamos “maltada, lantejoulista, luxuosa“.

Curiosidade sobre a gastronomia holandesa – O croquete holandês é algo que não poderia faltar num menu holandês. Os holandeses são loucos por ele. Nos restaurantes das empresas por exemplo, o croquete é uma opção sempre presente, todos os dias. Eles adoram.
Uma pesquisa com holandeses que moravam fora da Holanda perguntou qual a comida de casa que eles mais sentiam falta e o ganhador foi o croquete. Em holandês, croquete é kroket.

Ele é comumente acompanhado de mostarda e pode ser comido puro ou no pão. Para compor o menu, sugeri acompanhá-lo com uma salada, mesmo que essa não seja a maneira típica de serví-lo, achei que cairia melhor como parte de um jantar. O cole slaw é uma salada muito popular nos Estados Unidos, mas também consumida aqui. Uma coisa que eles consomem muito por aqui são saladas com coisas picadas e temperadas. É um estilo de salada comum e achei que faria sentido um tipo desses compor o menu, embora o cole slaw não seja uma salada tradicional holandesa. Além disso, o nome em inglês vem do holandês, da palavra “ koolsla”, onde koll significa couve e sla, salada. Repolho em holandês é chamado de witte kool, que em português seria couve branca. Daí o kool em koolsla.

Prato Principal – Hutspot & Hachee

Hachee
Ingredientes: 900 g de alcatra, 3 cebolas picadas, 3 colheres de sopa de farinha de trigo, 5 xícaras (aproximadamente) de caldo caseiro de carne, 2 colheres de sopa de melado, 2 maçãs descascadas e picadas, tomates sem pele picados, 1 ramo de alecrim fresco, 2 folhas de louro, tomilho fresco a gosto, 4 cravos, 10 grãos de pimenta do reino preta, manteiga, sal e pimenta do reino a gosto.

Modo de preparo:
O ideal é preparar o Hachee num Dutch oven. Eu preparei numa Le Creuset.
Corte a carne em cubos de aproximadamente 2,5 cm e seque-os com papel toalha.

Tempere a carne com sal e pimenta do reino moída na hora. Aqueça a manteiga e doure os cubos de carne. Faça em partes sem encher muito a panela. Quando estiverem bem dourados, reserve.
Coloque a cebola na panela e refogue-a até estar ligeiramente dourada e translúcida. Volte os cubos de carne para a panela e misture com a cebola.

Adicione a farinha de trigo, mexa e deixe cozinhar por 1 minuto. Junte os tomates, misture e deixe incorporar por alguns minutos e adicione caldo de carne até cobrir a carne. Junte a maçã picada, o tomilho, o cravo, os grãos de pimenta, o louro e o alecrim. (o cravo, os grãos de pimenta e o louro serão removidos no final).

Adicione o melado. Coloque um pouco de sal a gosto. (deixe para acertar o sal no final)
Aguarde ferver. Então tampe a panela e cozinhe em fogo baixo por cerca de 2 a 3 horas. Vá acompanhando e mexendo de tempos em tempos. Após 3 horas, cheque a quantidade de caldo. Se o caldo estiver muito líquido (muito aquoso), deixe destampado apurando no fogo até engrossar. Acerte o tempero.

O Hachee está pronto para ser servido!

Curiosidades sobre a gastronomia holandesa – O Hachee é um cozido de carne holandês bem tradicional. Pode-se dizer que é a versão holandesa do boeuf borguignon. Segundo a Wikipedia, há descrição do Hachee em buffets medievais (não sei se isso é verdade). Infelizmente não sei muito mais sobre este prato. A primeira vez que experimentei foi num restaurante de comida holandesa em Amsterdam, o Moeders, e achei uma delícia.

Hutspot
Ingredientes – 370 g de batatas descascadas e cortadas em pedaços de mesmo tamanho, 370 g de cenoura picada em pedaços de aproximadamente 2,5 cm, 180 g de cebola picada em pedaços grandes, 1 colher de sopa de manteiga e mais manteiga para fazer o purê, caldo de legumes, curry a gosto, sal e pimenta do reino moída na hora a gosto.

Modo de preparo:
Leve as batatas para cozinhar numa panela com água fevendo e sal. Em outra panela, coloque a manteiga. Quando a manteiga estiver derretida, adicione as cebolas e refogue-as até estarem translúcidas.
Adicione o curry a gosto (cuidado para não deixar muito forte, a idéia é adicionar sabor, mas não ressaltar o curry) e cozinhe mais 1 minuto. Junte as cenouras e mexa envolvendo tudo. Coloque o caldo de legumes.

Tanto as batatas quanto as cenouras devem demorar uns 20 minutos cada uma para ficarem cozidas. Quando as batatas estiverem macias, escorra a água e reserve.
Quando as cenouras também estiverem macias, reserve um pouco do caldo onde elas foram cozidas (para ser usado, se necessário, quando estiver fazendo o purê) e escorra o resto.

Agora vamos fazer o hutspot:
Junte tudo numa tigela (as batatas e as cenouras com cebola). Adicione um naco de manteiga, um bom tanto de pimenta do reino moída na hora e amasse tudo junto fazendo um purê.

Se o purê estiver muito seco, use um pouco do líquido do cozimento. Acerte o sal. O purê não deve ser muito seco, mas tem que ter uma certa consistência. Não é pra se muito mole.

Hachee + Hutspot = Harmonioso e Holandês. Muito bom, Carla.

Como o Déo tinha dado mais uma mancada (olha o jubilamento!), aproveitamos pra continuar cervejando. Entornamos uma Trappistes Rochefort Belgica que foi “amendoada, campari light, amaretto dell’orso” segundo os tamanquistas juramentados.

Curiosidades sobre a gastronomia holandesa – A batata é o carboidrato base da alimentação holandesa. Ela está para a culinária holandesa como o arroz para a brasileira. É curioso que no site para compras online de um supermercado aqui na Holanda, na seção de vegetais e frutas há três categorias: batatas, vegetais e frutas. Tem uma categoria dedicada pra batata, só pra ter uma noção da presença dela por aqui.

Hoje em dia com as influências culturais de outros países, outros carboidratos foram introduzidos e são também consumidos pelos holandeses, como o arroz, massas, couscous marroquino e outros. Mas, pra se ter uma idéia, em alguns supermercados você encontra o arroz na seção de produtos “exóticos”, que são produtos típicos de outros países.
Sendo a batata a base, um prato muito típico e tradicional na Holanda é o Stampot, um purê que é feito amassando-se a batata junto com algum vegetal. Há várias versões de stampot, com couve, escarola, endívia, etc. O Hutspot sugerido neste menu é uma das versões do stampot, feita com cenoura e cebola. O stampot é consumido principalmente no outono e inverno e é comumente acompanhando por uma linguiça/salsicha holandesa defumada, chamada em holandês de rookworst. Mas pode ser também acompanhado de carne.

Sobremesa – Hangop
Ingredientes – 4 xícaras de iogurte natural integral, 1 xícara de creme de leite fresco, 5 colheres de sopa de açúcar, 1 fava grande de baunilha, frutas ou castanhas para servir com o Hangop (Minha sugestão está no final da receita).
Modo de preparo – Drene o iogurte, colocando um pano de prato limpo sobre um escorredor de massa ou peneira. Coloque esse escorredor sobre uma tigela funda. Despeje o iogurte sobre o pano e dobre o pano por cima cobrindo o iogurte.

Leve à geladeira e deixe sorando por pelo menos 4 horas. O ideal e deixar da noite pro dia. (usei o presente pollyshopiano da minha sogrinha, o Top Therm ).

Prepare o chantily, batendo o creme de leite fresco com o açúcar até o ponto de chantily.

Prepare o Hangop, colocando o iogurte que foi drenado numa tigela grande. Abra a fava de baunilha, tire as sementes, junte-as ao iogurte e misture bem (a fava não é utilizada).

Adicione o chantily e vá misturando e incorporando ao iogurte delicadamente.

Seu Hangop está pronto. Leve à geladeira até a hora de servir.

Curiosidade da culinária holandesa Minha sugestão para acompanhar o Hangop são frutas frescas, morango especialmente. Mas fica a gosto do freguês. Pode ser compota ou calda de frutas também, só recomendaria que não fosse muito doce se não o conjunto todo fica muito doce e se a compota for muito presente ela anulará o sabor do Hangop.

Eu conheço muito pouco sobre a história dessa sobremesa. Conforme o artigo onde encontrei a receita, o Hangop é uma receita holandesa muito antiga e tradicional. Morando na Holanda, sei que há versões industrializadas vendidas nos supermercados e sei que os holandeses comem o Hangop como sobremesa. É encontrado em menu de restaurantes e foi inclusive como provei a primeira vez.

É comum também os holandeses comerem apenas o iogurte de sobremesa e outra popular entre eles é o vla, um creme semelhante ao danete que há no Brasil.
Eles gostam muito desse tipo de sobremesa cremosa. Selecionei o Hangop, pois achei uma maneira interessante de incluir o iogurte no menu holandês, mas de uma maneira mais rica e preparando uma sobremesa clássica e antiga. Os laticínios daqui são deliciosos e os holandeses se orgulham disso. Uma das imagens comuns quando pensa-se em Holanda são as famosas vacas holandesas.
Achei que uma sobremesa láctea seria perfeita pra levar um pouco da cultura gastronômica holandesa para vocês.

Caramba, Carla. Esta foi uma verdadeira aula de gastronomia, cultura e adoramos tudo. Como não poderiam faltar, seguem as nossas famosas flores virtuais pra você …

… e pra BabyDuc também.

Eis a opiniãos dos mirindinhas:

Cruyff, Neeskens e Carla. A laranja mecânica desfilou a alta gastronomia na grande FV. (Edu)
Jantar digno da Casa de Orange!!! Nobilíssimo (Mingão)

Doei.

PS – E os IB continuam em maio com o menu apresentado pela Patricia e a Isabel do blog Memórias Gastronômicas. Aguardem que vem coisa boa por aí !

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