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dcpv – da cachaça pro vinho – 19º interblogs – soupe rouge/sopa vermelha no dcpv

número 227
18/08/09

dcpv – 19º interblogs – Soupe Rouge/Sopa Vermelha no DCPV

Quebec é uma das 10 províncias do Canadá e a maior, além de ser a segunda mais populosa. A maior cidade de Quebec é Montreal.

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Que é justamente onde vivem a Fabrícia, o Mohamed e a Elissa. Pra quem não sabe, a Fabrícia é a chef do blog-irmão Sopa Vermelha e é a nossa convidada deste interblogs ( quer saber o que é ?) Québécoise onde mostraremos receitas desta belíssima região da costa Leste do Canadá.

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É a segunda vez que ela participa. Na primeira, em 15/09/08, a influência do Mohamed foi total pois fizemos um grandioso menu tunisiano (é claro que ele é da Tunísia !!)

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E pra selar o princípio básico dos interblogs que é tornar este mundo virtual um pouco mais real, já nos encontramos com eles tanto no Canadá

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… quanto aqui, na grande Ferraz de Vasconcelos. Voltando ao tema, porque Québécoise?

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Ora, porque além de tudo, a província de Quebec é a sede da cidade de Quebec (lindíssima) que é a sua capital.
E a província tem características completamente diferentes do restante do Canadá: cerca de 60% da população é constituída de franceses e o francês é o único idioma oficial da província. A população é na sua maioria católica e até a arquitetura é francesa.

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Por falar francês, a Fabrícia passou todo o nosso contato me ensinando a língua gaulesa: soirée, pâté, poutine, chinois, boeuf, tarte, l’érable. Até poema ela me passou:

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Mon pays ce n’est pas en pays, c’est l’hiver…
Mon chemin ce n’est pas un chemin, ces’t la neige…

Gilles Vigneault

E tem mais. A Dé aproveitou pra decorar a mesa nas cores de Quebec, pois estávamos lançando o movimento Ferraz Livre, pensando em libertar-nos do jugo do restante da Zona Leste! rs

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Portanto, vamos ao nosso 19º interblogs (e consequente 19º capítulo do nosso futuro livro), a Soirée Québécoise!
Allez!

Apéritif – Caipirinhá de Maple Syrup

Simplesmente, uma pinga com mel canadense. Ou seja, Absolut LA Special (o Déo é que trouxe. Tem açaí e outras cositas ) e maple  syrup, já que estamos falando de Primeiro Mundo!

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E uma caipiroska (by Mingão) de morcoti com ameixa. Espetáculo.

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Entrée – Poutine

Já vou adiantando que as receitas são enormes (parece que a onda da Odete está pegando! rs). Caso as queira na íntegra, é só pedir pra mim ou pra Fabrícia!
Voltemos à Poutine, um dos pratos mais tradicionais da província de Quebec. E Poutine é simplesmente batata frita …

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… molho grave (caldo de carne, suco de limão siciliano, mostarda Dijon, açúcar mascavo, amido de milho, sal e pimenta) e queijo de Minas em cubos. Este queijo foi uma adaptação da Fabrícia, já que até onde eu saiba, não existem tantos mineiros assim no Canadá.

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Levados ao forno e nesta ordem, montados em pequenos refratários.

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Uma grande surpresa pois a junção do molho com a batata frita acabou transformando tudo numa pseudo-torta! Puxa, este comentário pareceu uma tese de doutorado!

Premier Plat- Pâté Chinois 

Estou aqui me matando de dúvida. Não sei se escolho o pâté ou a Tourtière?” Foi isso o que a Fabrícia escreveu. E eu acabei optando pelos dois, pois ambos mereciam ser devidamente degustados pelos quebequenses ferrazenses.

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Na verdade, o Pâté Chinois é uma versão de purê de batatas com carne moída. Alguns dizem que ele é chamado de Chinois por causa dos trabalhadores asiáticos da ferrovia pancanadiense no final do século XIX. Outros, devido aos canadenses terem ido trabalhar na China no mesmo período.
Monte num pirex (marinex, qualquer ex segundo a Fabrícia) carne moída refogada …

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… queijo de Minas cortado, creme de milho…

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… e purê de batatas. Polvilhe páprika por cima.

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Uma delícia, pois o creme de milho dá liga a carne moída e ao queijo e a torta fica firme com a carne por baixo e bastante temperada.

Deuxiéme plat – Tourtière du Lac Saint Jean

Esta Tourtière é típica da região do Lac Saint Jean, uma das mais bonitas de lá. Segundo a Fabrícia é um prato tradicional de Natal ou Ano Novo e é uma mistura de barreado com uma sopona sólida!
Carnes de porco, frango e boi misturadas a batata e cebola e colocadas numa panela forrada com a massa.

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Depois coloque caldo de frango e direto pro forno. Muito forno …. 7 horas de forno!!
E o resultado é este:

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Uma torta grossa com um recheio extremamente macio e saboroso. Todo mundo adorou!

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E as duas tortas (se é que podemos chamá-las assim!) juntas formam um prato pra justificadamente fazer com que a província de Quebec queira se separar do restante do Canadá.

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Pra acompanhar todos estes pratos, um Vin Blanc Sauvignon Blanc De los Man 2004 que foi “defumado, rouge de los blancs, man duro, tinto gay” segundo os conaisseurs, nós mesmos.

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Plat de résistence – Boeuf à la Bière

“Quando provei pela primeira vez o boeuf à la bière da região Basses-Laurentides (20 minutos de Montreal) fiquei encantada. Tudo cozido no forno com cenouras…  chega a desmanchar na boca”.
Fabrícia acertou em cheio mais uma vez. Na escolha do prato e na descrição.

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Essa carne realmente desmancha na boca. É um tremendo picadão com carne de boi em cubos, cebolas, alho, açúcar mascavo, cerveja branca, caldo de carne, cenoura, salsinha, tomilho, louro, mostarda e azeite.
E ela indicava “acompanhar com purê de tupinambor“. Tupinambor? Não tinha a mínima ideia do que seria exatamente e justamente por este fato, substituí por inhame. Ficou muito bom e bonito!

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Volto a dizer: a carne desmancha na boca. Mesmo!

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Tomamos um Vin Rouge, o Malbec Cumbres Andinas 2005 Chile, que foi “ cc, chileno-canadense, memória curta, frutas encorpadas”.

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Dessert – Tarte à l’érable

Sirop d’érable. Ou melhor, maple syrup.

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Como a própria Fabrícia disse “muitas sobremesas poderiam fechar com chave de ouro essa noite gorda. Mas acredito que a clássica Tarte à l’érable não poderia ficar de fora”.
Portanto, com vocês a Torta de Maple Syrup!
Uma bela massa de torta, assada separadamente e coberta por um gostoso recheio de maple. Vai à geladeira e pronto!

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Esqueci de comprar o sorvete de creme pra seguir o que a Fabrícia indicou, mas usei groselhas, um mel de lavanda e e algumas sementes gastronômicas da própria, comprados lá mesmo, na província. Ficou bom, bom!

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Ainda mais acompanhado de um digestiff, a Pomme de Glace Original 2006 que eles mesmos, a Fabrícia e o Mohamed, nos trouxeram no final do ano passado.

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Eis a opinião dos mosqueteiros:

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Québécoise a la Ferrazeinsè !! (Edu)
Vive le Quebec culinaire! (Mingão)
Parfait! Merveilleuse. (Déo)

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Grato a Fabrícia, ao Mohamed e a filhinha deles, a Elissa (que ainda está na barriga da mamãe) pela brilhante participação e pela chance que nos deram de conhecer a bela província do Quebec através da sua culinária. E terminamos este 19º interblogs com o nosso presente virtual, as já tradicionais flores …

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… e desejando (ainda que um pouco atrasado), um feliz aniversário pra Fabrícia e muita saúde aos nossos bi-confrades franco-canadenses/tunisianos/brasileiros e papais.

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Au revoir!

PS – Mês que vem (setembro) teremos a cozinha chino (sim senhores, chinesa!) por aqui. Quem indica é a Lud, mestra em chinês e owner do excelente blog The Inner Life of Food.

Zài jiàn.

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dcpv – da cachaça pro vinho – 18º interblogs – páprika na feijoada do dcpv

aos baratóms
número 223
23/07/09

dcpv – 18º interblogs –Páprika na Feijoada do dcpv

Szia ! (Olá)
Você conhece a Hungria, neguinho?

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Sabe alguma coisa sobre Halászlé, Gulyás, Libamá, Kobaz, Strudel, Borscht, Shanks, Galuska, Linzentorte, Odete e George?

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Ôpa, Odete e George você conhece!

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George é o esposo húngaro da brasileira Odete, a barát (amiga) do blog Páprika na Feijoada e convidados especiais deste nosso 18º interblogs (quer saber o que é e como funciona?), onde apresentarão um menu húngaro completo.

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Como a própria Odete escreveu num dos primeiros e-mails que trocamos “contei pro George sobre o convite e ele ficou super feliz -teve um rompante de nacionalismo- e já começou a ter um monte de idéias. Você sabe que é muito engraçado porque apesar da Hungria ser um país bem pequeno (93 Km2 e população de 11 milhões), impressionam as diferenças culturais e gastronômicas de uma região pra outra, com uma culinária bastante diferenciada“.

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Isto foi há quase um ano. O menu hibernou e voltamos a conversar no início de junho. A Odete disse “o tempo passa voando, né? E que bom que o evento vai ser ainda durante o inverno de vocês aí no Brasil (eles moram em San Jose, Califórnia), afinal a cozinha húngara é mais apropriada ao frio. Estou a disposição e vou te mandar uma ideia do menu. E, claro, tem os pitacos do George. Afinal, húngaro original por aqui é ele, hehe!”.

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Pronto! A Odete e o George me enviaram as receitas e confesso que fiquei surpreso com a quantidade de detalhes que elas continham. Tanto que vamos firmar um compromisso: caso você se interesse e queira a versão completa (se eu fosse colocar todas aqui, bateria o recorde do post mais longo da história do dcpv), entre em contato comigo ou com a Odete através dos comentários dos nossos blogs e você receberá a versão integral e em húngaro! rsrs
E tem mais, a Dé caprichou na produção pra que a nossa mesa representasse uma verdadeira cozinha Magyar.

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A surpresa também foi grande com a riqueza das receitas e com a quantidade de informações sobre a Hungria.
Por aqui só falávamos de Goulash, Ferenc Puskas (cracaço de futebol, quase um Ronaldo de lá!!), Budapeste, Tokaji, Magyar e olhe lá!
Continue lendo e você saberá bem mais sobre a cultura húngara.

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A Hungria se tornou a nação dos Magyars que foram nômades que se estabeleceram nas planícies de terras férteis na Europa central, área conhecida então por Carpathian Basin.
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Então, vamos lá ao grande menu Húngaro do Páprika na Feijoada da Odete e do consultor Magyar, o George, o Geo!
Egészségünkre! (o equivalente a um brinde coletivo)

Egy (1) – Italok ( Bebida)

Pra aquecer, as já famosas caipirinhas. O Mingão fez uma de kiwi.

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E outra de limão cravo e kinkã. Magiares !!

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Kettö (2) – Elöétel (Entrada)

Gombás rétes (Mushroon strudel)

Rolos de massa phyllo com um recheio de cogumelos.
Esta era uma especialidade da D. Maria Ször, a mãe do George. E é muito bom!
Faça um refogado de cogumelos porcini hidratados (guarde o líquido) e Paris, finamente picados (não moídos) num salteado de echalotas.

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Junte o líquido reservado do porcini, um pouco de vinho branco, sal, pimenta e cozinhe até evaporar. Adicione salsinha, deixe esfriar e faça rolinhos com duas folhas de massa phyllo em forma de triângulo. Leve ao forno até dourar. Corte pela metade.

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Agora entendemos porque a D. Maria gostava de fazer este prato em ocasiões especiais. É muito especial mesmo, ainda mais com um fio de azeite de trufas.

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Unanimidade nacional, a páprika, chegou à Hungria em 1526, através dos turcos quando estes ocuparam o país. Além da páprika, eles também introduziram a massa phyllo e os vegetais recheados.
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A outra entrada seria Cékla Kocsonya (Terrine de beterraba e raiz forte).

Esta receita é praticamente uma novela húngara. Pra ter uma idéia, eu ( euzinho) demorei umas 3 horas pra fazê-la e na noite anterior. Ainda bem que foi ao lado da Dé, já que ela também estava no batente, executando a sobremesa. Pra confirmar, nos alimentamos com este belíssimo sanduba, que eu fiz e é uma das minhas especialidades.

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Ela, a terrine,  é uma versão atualizada e modernosa de um prato típico da Hungria que mistura gelatina e carne. Vou fazer um fotolog (na verdade, uma fotonovela) dele.

1º capítulo – Creme de raiz forte (sour cream, raiz forte)

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2º capítulo – Caldo (caldo de carne, louro, alho esmagado, pimenta vermelha seca, cravo, suco de limão)

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3º capítulo – Caldo de carne com pepino em conserva picado e presunto defumado em tiras

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4º  capítulo – Sopa de beterraba 

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Todas estas camadas são colocadas, uma sobre as outras, num intervalo de tempo suficiente pra que a gelatina sem sabor (que está em todos os capítulos) consiga agir e se solidificar.

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E enfim, a nossa Borscht Horseradish Terrine (o capítulo final da novela) está pronta.
E é tão saborosa quanto trabalhosa e fotogênica.

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Odete e George, esta é mais uma entrada pra figurar no livro das Mais Mais do dcpv!

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Tomamos um vinho branco, o Chateau Los Boldos Chardonnay 2007 Chile que foi ” refrescante, papricoso, jovial, simplinho” e um excelente coadjuvante (pelos comentários dos confrades estava mais pra aquoso).

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Antes, os ingredientes mais comuns usados na cozinha húngara eram: dill, horseradish (raiz forte), manjerona, alecrim, sálvia, cogumelos selvagens e caraway seed (família do anis). Foram acrescentados ao longo do tempo,  banha de porco, cebola, alho, sour cream, queijo cottage, nozes e sementes de papoula.
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Három (3) – Fö fogás ( principal)

Fizemos um Tejfölös marhapör költ. É claro que você sabe o que é, né?

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Este prato foi indicado especialmente pela Odete, pois “é um corte italiano de carne (o ossobuco) e ganha um sabor tão húngaro por causa do Lecsó (o sofrito de cebola, alho, tomates, páprika e pimentas)”.

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Também é uma receita grande e é quase um cozimento à baixa temperatura, pois o ossobuco (o Shanks) cozinha por 3 horas e lentamente.

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O molho é especial! Chega a parecer um roti húngaro com a sua densidade e o sabor muito marcantes.

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Muito bom e o blog poderia facilmente se chamar Páprika no Ossobuco.

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Como acompanhamento, um Kapor Galuska, um Spaztle com dill.

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Uma massa simples (farinha, endro, ovos e água) que é forçada através de uma peneira a cair na água salgada fervente.
A nossa especialista em massas, a Dé, se encarregou de fazer este prato.

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Fica pronto rapidamente e harmoniza perfeitamente com o ossobuco e o molho (ah! o molho).

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Sensacional!

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Tomamos um tinto português, o Loios Alentejano 2007 Portugal que foi “pessegoso, puskoso, groselhesco, rosso”.
Desculpe a nossa falha por não termos vinhos húngaros, mas eles estavam muito caros em todas as importadoras que eu pesquisei (apelo: precisamos arranjar um patrocinador urgentemente. Aceitamos oferta em garrafas. rs)

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Os pratos mais tradicionais da Hungria são: Halászlé (sopa de peixe de água fresca), Gulyás (o famoso Goulash), Libamá (fígado de ganso. A Hungria é um dos maiores produtores do mundo), Kobasz (linguiça típica com páprika).
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Négy (4) – Desszert (esta não precisa traduzir!)

Zárdabarack Torta, ou seja, uma Apricot Almond Linzertorte ou melhor ainda, uma Torta de Damasco com Amêndoas que tem origem na Áustria e que o Geo é maluco por ela (além de ser pela Odete também, é claro!).

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Esta receita também é extensa ( que novidade)  e a Dé a fez inteirinha. Vamos a mais um fotolog:

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Tomamos e harmonizamos com o Sherry Barbadillo Fino (o mesmo que entrou no recheio de damasco) e ficou bom demais.
Só faltou entrar um banda húngara e tocar o hino nacional pra encerrar a nossa noite com chave de ouro.

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As bebidas mais famosas na Hungria são: unicum (licor de ervas), pálinka (destilado de frutas), vinhos (o famoso de sobremesa, Tokaji). E era bastante comum as famílias terem as suas vinherias; o sr István, pai do George também teve a sua.
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Bom, gratíssimo à Odete e ao George pela simpatia, pelo acréscimo de cultura que nos proporcionaram e pela possibilidade de nos fazer experimentar uma comida tão diferente, com cara de pesadona, mas ao mesmo tempo tão leve e saborosa.

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Segue o nosso presente virtual,  as nossas já famosas flores e que representam toda a nossa satisfação pelo banquete húngaro.

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Eis a opinião dos Magyares Ferrazenses:

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Ferenc Puskás aprovaria o menu! Ronaldo também! Köszönön szépen, Odete e Geo. (Edu)
Kocsis, Hidegutti, Magyar dream! Espetacular.
(Mingão)
Nem só de goulash vive a cozinha húngara ! (Déo)

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Odete, fica o nosso último apelo ao George,  já que você citou num e-mail: By the way, George torce  pelo São Paulo – influenciado por mim, é claro – mas anda ultimamente com tendências corinthianas por conta do Ronaldo… e de tabela agrada o sogro e a cunhada!
Portanto, George, junte-se a nós já que você é um confrade (Odete, ainda dá tempo) e seja um Fiel corinthiano. Abriremos a primeira filial da Gaviões na Hungria!

Viszlát. (Tchau)

PS – O próximo interblogs (o 19º) será com a Fabrícia do blog mais ao norte do mundo, o Sopa Vermelha (desta vez, o tunisiano e confrade Mohamed vai só ver) que nos apresentará um menu Quebecoise. Aguarde.

Au Revoir !

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dcpv – da cachaça pro vinho – 17° interblogs – canela moída (ameixinha) no dcpv

número 218
17/06/09

dcpv – 17° interblogs Canela moída (Ameixinha) no dcpv

Que grande prestígio ser convidada para participar no interblogs. A minha sugestão de menu será relacionada com a região onde nasci e onde vivo: o Minho, no norte de Portugal“.

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Pois é! Uma das blogueiras/foodies mais atuantes e mais populares, a Marta, a Ameixa Seca, a Ameixinha do blog Canela Moída é a participante deste 17° interblogs (quer saber o que é e como funciona ?).

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Ela, como boa portuguesa que é, uma verdadeira famalicense, escolheu um menu totalmente “minhoso” (será isso mesmo?).

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Não faltarão ingredientes/receitas tradicionais como azeitonas, bacalhau em forma de bolinhos e do jeito Zé do Pipo, caldo verde, polvo e doces conventuais.

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E como a Ameixa é efetiva e participante!
Se fizermos uma pesquisa, o Instituto dcpv verificará que ela comenta em quase todos os nossos posts. E melhor, comentários pertinentes e normalmente com um tremendo bom humor.

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Resumindo, a Ameixa é uma visita indispensável no dcpv. É praticamente uma sócia e nós todos gostaríamos muito que ela estivesse por aqui jantando conosco.
A Dé, inclusive, aproveitou pra montar a mesa para 5 pessoas, pois após esta convivência internética, achamos que a Ameixa deveria e mereceria estar presente!

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Bom, vamos lá!
Vamos enfrentar a comida Minhota da Ameixinha que preenche o 17° capítulo do Livro dos interblogs.
Quem sabe, não façamos uma das festas de lançamento justamente em Portugal e no Minho?

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Aperitivos

Nada mais Minhoto do que azeitonas verdes marinadas em alho e ervas aromáticas.

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E nada mais agradável do que uma bela caipiroska de lima da Pérsia com manjericão roxo.

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A noite promete!

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Tira GostoBolinhos de Bacalhau

Como a própria Ameixa escreveu “o bolinho de bacalhau para muitos é o prato principal com um arroz de feijão, mas para mim e tantos outros, é uma entrada acompanhada de um bom vinho”.

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Não podemos desobedecer a Ameixa!
Portanto, comecemos com o tinto Alabastro Reserva 2004 Alentejo que foi “picante, quentão, suflair, airoso” segundo os gajos, nós mesmos.

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Já o bolinho de bacalhau é feito da seguinte maneira, segundo a Ameixinha :
Cozem-se 200 g de batatas com a casca, descascam-se e reduzem-se a purê.
Cozem-se 250 g de bacalhau demolhado, escorre-se, limpa-se de peles e espinhas e esfrega-se muito bem num pano limpo e grosso, até ficar completamente desfeito e sem fios. ( o bacalhau, não o pano. hehehe)
Numa tigela, junta-se o purê de batata, o bacalhau, 1/2 cebola e 1 colher de salsa picadas finamente, 1 cálice de vinho do Porto e tempera-se com sal, pimenta e noz moscada.
Incorpora-se os ovos, que são 4, um a um, ligando intimamente ( uiiii!) a massa até esta apresentar uma consistência ideal ( nem muito líquida, nem muito grossa).
A quantidade dos ovos depende do tamanho deles e da qualidade da batata.
Moldam-se os pastéis com a ajuda de duas colheres de sopa e fritam-se em óleo abundante e quente”
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Deu pra perceber que as receitas além de bem explicadas são extremamente divertidas, como a própria Ameixa.
E estes bolinhos são tão bons que o nosso  próximo projeto será a abertura do Boteco dcpvMinho.

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Sopinha – Caldo-verde à Minhota

Esta veio sobre encomenda. Ainda mais com o frio que está fazendo aqui no país tropical!
E justo caldo verde, que a Dé tanto adora! Ameixa, você acertou no alvo !

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Uma tremenda “sopaça” feita de batatas, cebola e alho cozidos, amassados e esmagados rusticamente. Adicionei couve cortada finíssimamente e coloquei uma rodela de chouriço (na verdade, um fuet catalão!) no fundo de cada prato.

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Pra acompanhar e ao mesmo tempo, permitir uma bela “molhada”, fatias de broa de milho!

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Momento-testemunho: eu não gosto de caldo verde (na verdade, sou traumatizado pois a minha mãe fazia e me “obrigava” a comer! rs), mas este é um verdadeiro manjar. Excelente!

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Aproveitamos e continuamos com o Alabastro.

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Principal – Bacalhau a Zé do Pipo e Arroz de Polvo

Como prato principal escolhi o incontornável bacalhau e um prato de polvo, o arroz malandrinho” disse a Ameixa.
Olha aí, bacalhau e a Zé do Pipo (já que os Zés do Pipo, os da barriga de quem come e bebe bem, são representantes famosos da região).

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Comprei postas respeitáveis de um bom bacalhau na feira do Pacaembu e fiz o que a Ameixa e a receita mandam: demolhei o tal, cortei em postas e levei a cozer (acho que estou ficando afetado!) com leite.

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Piquei cebolas e murchei no azeite com louro, sal, pimenta e um pouco do leite que cozeu o bacalhau. Coloquei as postas numa forma, deitei (olha!) as cebolas sobres elas e cobri com maionese. Contornei com purê de batata e levei pra gratinar.

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Este é um clássico. Um Benfica x Porto. Um Palmeiras x Corinthians. Um Corinthians x Barcelona na final do mundial de 2010 (ainda mais depois dos 2 x 0 contra o Inter).
Ôpa, vamos voltar pro interblogs.

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Acompanhamos com um belo arroz malandrinho que se origina do polvo, aquele bicho que às vezes cisma de ficar borrachento. Não foi neste caso, pois usei um polvo que já estava pronto desde a última utilização e então, fiz uma refogado com azeite e cebola picada e juntei o octopussy devidamente esquartejado.

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Coloquei tomates cortados em cubos, temperei com sal e deixei cozer por 10 minutos, conforme a mestra Ameixa indicou. Reguei com vinho branco e somei salsa e um dente de alho. O último passo foi acrescentar o arroz que pra facilitar, já estava pronto também. Só coloquei um pouco de vinho branco, o suficiente pra ele ficar molhadinho, ou seja, malandrinho.
Saboroso, cremoso (lembra um daqueles belos risotos bem líquidos) e um parceiro perfeito pro Bacalhau.
Assim, viraremos verdadeiros Zés do Pipo.

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Pra acompanhar esta farra Minhota, nada melhor do que outro tinto português, o Meia Encosta Dão 2003 que disse em bom e velho sotaque luso:“bão, grapposo, simidão eu bebo, serigrafesco”.

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E pra ilustrar um pouco, se perguntarmos pra alguns “experts” se o copo de um vinho é tinto ou branco, eles pensarão um tempo pra responder e confirmarão que não são tão “experts” assim (viu, Renatão!!).
Mas se fizerem a mesma pergunta prum português, ele responderá: cheio!
Esta foi a
Ameixa que contou. rs E é muito boa!

Sobremesa – Pudim à Abade de Priscos

Esta sobremesa tem história. O Abade de Priscos, Manoel Joaquim Machado Rebelo, pároco da freguesia de Priscos por 47 anos, foi um dos maiores cozinheiros portugueses do séc XIX e preparou grandes e suntuosos banquetes pra homenagear reis, príncipes, prelados, ministros, núncios apostólicos e figuras eminentes da aristrocracia, da política, das artes, das letras e inclusive, de Ferraz de Vasconcelos assim como nós, do dcpv.

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Este pudim é feito com ovos, açúcar, toucinho, vinho do Porto, casca de limão e um pau de canela.

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É cozido em banho-maria em forma canelada (usei uma de silicone mesmo) barrada de caramelo como indicou a Abadesa do Minho, a Ameixa.

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Este pudim é muito, mas muito bom mesmo. A impressão de que o toucinho deixaria algum rastro é totalmente dissipada quando o experimentamos. Parece um pudim de leite condensado sem aquele açúcar todo.

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É leve, saboroso e simplesmente diferente (não precisa nem dizer que os fominhas comeram mais de uma vez).

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Como a proximidade nos indicava, um belo vinho do Porto encerraria com chave de ouro este banquete

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Aproveitamos a oportunidade pra agradecer a simpatia, o alto astral (caso raro de se encontrar) e a frequencia com que temos contato com a Ameixa, além, é claro, desta participação tão regional.
Na verdade, nos sentimos como se estivéssemos em plena Vila Nova de Famalicão, conversando e nos divertindo num grande e fraterno bate-papo.
Seguem as nossas já populares flores virtuais:

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Eis a opinião dos Minhotos desde pequenininhos sobre este sarau gastronômico:

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Comida Minhota + Canela Moída = Grandes Momentos . (Edu)
É uma comida portuguesa e maravilhosa com certeza!! (Mingão)
Soberbo jantar ! (Déo)

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Valeu Ameixa !

PS – E já estamos no aguardo do próximo Inter Blogs, o Húngaro em julho.
É, a Odete do blog Páprika na Feijoada e o húngaro Georges, o esposo dela mandarão receitas magiares pra nós manjarmos ( ê, Zeca Baleiro!).

Até !

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dcpv – da cachaça pro vinho – 16º interblogs – a escolinha do prof michel

número 215
14/05/09

dcpv – 16º interblogs – A escolinha do prof Michel

Esta história é muito boa.
Conheci o Michel Khodair através do seu homônimo blog, o Khodair. Sempre com informações antenadas e “tiradas” de primeira.

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Edu, Déo, Prof Michel e Mingão: estudando! 

Daí foi um pulo pra convidá-lo a participar dos interblogs (quer saber o que é?). Resposta pronta e afirmativa:” Puxa! Que honra. É claro que topo.”
O tempo passou (rápido, como sempre) e no intervalo, o prof Michel abriu o CEG (Centro Educacional de Gastronomia), uma bela escola na Av dos Eucaliptos, 618, Moema, Ibirapuera (depois deste jabá, esperamos uma nova aula com o mesmo preço! rsrs).
Aproveitei e nos inscrevi, eu e a Dé, pra fazer um curso de uma tarde sobre Wok. Inscrição aceita, perguntei como pagar o tal curso.

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A Dé caprichou na produção da sala de aula!

Prof Michel me respondeu: “No momento estamos com muita procura por cursos longos. Retiramos quase todos os cursos curtos”.
Eu retruquei: “Quer dizer que você não está dando bola pros pequenos clientes!” rsrs

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No que ele desafiou: “Pra não deixar o amigo a ver navios, irei na sua casa e darei uma aulinha básica sobre Wok e de tabela nos esbaldamos com comidinhas “wokianas”. E eu não descarto a minoria. Eu trato com carinho e atenção redobrada, tão redobrada que vou até a minoria ensinar em vez da minoria vir até mim !” rsrs

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Resultado disso tudo: o dia chegou e o Prof Michel se aboletou pra Ferraz de Vasconcelos pra ministrar a tal aula sobre Wok (e gastronomia) pros seus alunos aplicados, nós mesmos.

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Acompanhe, portanto, a 1º Aula Básica de Culinária ao Vivo e em Cores do dcpv, a Escolinha do Prof Michel. Começamos com caipiroskas e saquerinhas.
Caipiroskas de Mandarina com  Absoluts Vanilia e Mango.

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E Saquerinhas de Blueberry.

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Competentes e aquecedoras e com os motores aquecidos, começamos efetivamente a aula.

Prof Michel nos saudou com as seguintes entradas:
I – Camarões de tamanho impressionante com legumes e pão tostado (servidos num copo bacana) **

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É claro que já tinha feito o mis-en-place, pois o Michel veio do Ibirapuera até a nossa grande megalópolis em pleno horário de rush e chegou após as 20:00hs. Os legumes da salada já estavam cortadinhos: pepino japonês, tomates e salsão.

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O molho também já estava pronto. Azeite, gergelim (branco e preto), sal, pimenta do reino e shoyu.

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Os camarões impressionantes foram “wokados” e “shoyados”.

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Tudo isto num copo bacana .

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Didático, não? E deliciosos!

II – Cubos de frango ao curry, abacaxi no pão de uvas e queijo suiço gratinado**

Refogamos cebola em brunoise (ah! esses professores!). Juntamos peito de frango e abacaxi em cubos. Adicionamos creme de leite fresco e curry. Ajustamos o sal.

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Cortamos o pão de uvas do Olivier Anquier (aqui, em vez dos alunos presentearem o professor, aconteceu o contrário. O Michel nos trouxe o pão, além de muitos outros presentinhos).

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Arrumamos o frango por cima do pão, ralamos o queijo Ementhal e levamos ao forno pra gratinar.

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Pronto, um espetáculo e tiramos nota 10 com louvor (também com esse professor!).

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Era hora do intervalo. Conversamos um pouco, jogamos (ou melhor, assistimos) futebol e voltamos pra aula.

Prof Michel nos ensinaria a fazer o prato principal: Linguado com Coco, Gengibre e Caril **
Começou salteando cebolinha verde e gengibre ralado numa Wok. Adicionou a pasta de caril vermelha, o leite de coco, o caldo de peixes, as folhas de kaffir e o talo de capim limão. Finalizou com nam pla e shoyu. Estava pronto o molho.

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Salteou o linguado em cubos, os camarões e as lulas em anéis num pouco de azeite.

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Finalmente, misturou o molho ao salteado de frutos do mar.

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Estávamos prontos pra prova final no CEG. Só faltava mostrar o resultado, o prato montado.
Como acompanhamento, um arroz jasmim com leite de coco e um caril de batatas e pimentão (onde o professor mais uma vez mostrou os seus conhecimentos ao nos ensinar o que é uma batata Pont Neuf?).

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Cheiroso, saboroso e só ouvíamos “hummms” na sala-de-aula.
E não é que a diversão estava chegando ao fim, mas antes uma adoçada (mais ainda)  na nossa vida.

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Prof Michel trouxe as tortinhas de casa e comprou o chocolate belga .

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E nós não precisamos fazer nada nas Tortinhas de Patê Sucrèe com Chocolate Europeu, Bananas Derretidas, Calda de Caramelo e Macadâmias**.
Só comer!

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Cumprimos a missão; comemos bastant!.

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Ué? Este blog não se chama da cachaça pro vinho? Cadê os próprios?
Calma, o professor não proibiu bebidas alcoólicas. Pelo contrário, ele nos acompanhou, inclusive, nas opiniões um tanto quanto inusuais.

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1 – Vinho branco DA’divas Lidio Carraro Brasil 2008 = perfumado, michelado, impressionante, khodairesco.

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2 – Vinho branco Jacobs Creek Chardonnay Austrália 2008 = perfeito, apimentado, nicolekkidmanesco, competente, honesto.

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Olha, certamente foi a melhor (e mais praseirosa) aula que tivemos até hoje (como disse o grande Mingão).

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Fica aqui o nosso eterno agradecimento ao Prof Michel (ele foi eleito por unanimidade o professor honorário do dcpv) por esta participação ao vivo, pois além da quantidade de ensinamentos que ele nos proporcionou, ele demonstrou ser um tremendo boa-praça!
Esperamos que a partir de agora, ele pense seriamente em abrir uma filial do CEG aqui em Ferraz!

Leia a opinião do professor Michel sobre a classe: ” Irresistivelmente marcante. Adorei porque vocês adoraram”!

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E leia a opinião dos alunos:

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Grande menu! Viva o Michel! Quando é a próxima? (Edu)
Adoramos porque você cozinhou. (Mingão)
Perfeito congraçamento e adequação; interação deliciosa! Noite perfeita! (Déo)

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É isto mesmo! Como disse o Déo, noite perfeita e parodiando o início do nosso contato,“a honra foi nossa”!
Não é qualquer um que toma o anisete da D. Anina!

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Até o próximo inetrblogs que será em junho onde teremos a comida do Minho, indicada pela intrépida e popularíssima Ameixinha do blog Canela Moída.
Como diria o grande Sílvio Santos, aguardemmmmmmmmm!

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PS – Todas as receitas com ** são do Prof Michel. Ou seja, todas as que foram feitas (e devidamente comidas) nesta noite .

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dcpv – da cachaça pro vinho – 15º interblogs – a cozinha technicolor no dcpv

número 213
14/04/09

dcpv – 15º Inter Blogs A Cozinha Technicolor no dcpv

Este filme é bom demais: tem suspense (acho que não vou ter tempo pra mandar o menu); tem humor (puxa, dei muita risada com o teu e-mail) ; tem história  de amor (pela comida, tanto por parte do dcpv quanto do Technicolor Kitchen) e tem um belo final feliz!

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Afinal de contas, me diz se não é um tremendo “happy end”, um menu enviado pela paulistana Patrícia Scarpin do excelente blog  Technicolor Kitchen e executado (literalmente) pelo dcpv através do nosso 15º interblogs (quer saber o que é ?)

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O enredo todo prometia.
Em meados de 2008, eu convidei e a Patrícia aceitou. Trocamos alguns e-mails e deixamos o script na gaveta. Retomamos a conversa há umas 3 semanas e aí surgiu o suspense sobre se daria tempo ou não?

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Dei uma pequena mão e isto facilitou a escolha da Patrícia. O cenário poderia ser a Itália já que a maioria das receitas tem uma “pegada” mediterrânea: focaccias, polentas, frangos, tomates assados, panna cottas.
Espere encontrar todos este “atores” neste magnífico filme de arte, digno de ser projetado numa sala do Reserva Cultural de Ferraz de Vasconcelos.

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Portanto, fique com o filme “Uma cozinha colorida” dirigido pela Patrícia Scarpin (uma produção Technicolor Kitchen) e estrelado por Dé, Edu, Mingão e Déo.

Thrailer – Batida de Acerola

A própria, Absolut Peach, acúcar e gelo. E só! Precisava mais?

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Prólogo – Focaccia

Uma bela Focaccia pra comer antes de começar a projeção.

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Um lindo  discão coalhado de orégano fresco, crocante e cheirando bem demais. É quase um thrailer daqueles filmes que você diz: este, eu  vou assistir!

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Faz pares perfeitos com azeite, com o tomate assado (abaixo) e com o molho do frango (mais abaixo ainda!).

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Primeira parte – Tomate Assado e Torta de Queijo de Cabra

Tomates verdes fritos?
Não,  tomates vermelhos assados. Esta é a temática do script. O tal tomate que não é nenhum canastrão, foi assado, logo após ser  colocado em água fervente e escalpelado, opa, com a retirada da sua pele.

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Alho, azeite, folhas de manjericão e um molho de aceto balsâmico e azeite completaram o elenco.  Só faltava a edição.
Uma mistura de alcaparra e azeitona por cima e você não vai querer assistir a outra coisa.

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Cabra marcado pra Morrer?

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Sim e no nosso Estômago!

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Uma bela torta de massa folhada com uma cobertura de queijo de cabra cremoso, alho amassado, orégano, alho, sal e finalizada com rodelas de tomate .

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Fotogênica, a danada! Merecia um Oscar de fotografia e também não é pra menos. Com essa diretora, a Dé, até eu!

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Pronto, entrada completa!

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Para os efeitos especiais, foi chamada a DreamWorks que escalou o melhor branco do seu elenco,o Viognier Alamos 2007 Argentina que foi “alegre, azeitona colorida, outonal, cheiroso”.

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Segunda Parte – Polenta e Frango Assado

Frango com Polenta não é o nome de nenhum filme (pelo menos que eu saiba). Mas certamente faz parte do imaginário de qualquer gastronômo! (imaginário… cinema… huummm)

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E esta Polenta foi um coadjuvante de primeira (se não ganhar a estatueta, merece ao menos um Emmy).

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Grelhada, crocante e cremosa é uma grande atriz e participou ativamente de toda a ação. (Pausa pro merchã: com a utilização do grill George Foreman!)

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Quanto ao frango certamente vencerá tanto o Oscar quanto os seus similares de menor valor (quiçá um Kikito).

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Peito de frango cortado em fatias e empanados numa mistura de farinha e ovos e noutra de farinha de rosca, parmesão, salsinha e assado no forno!

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Pra fazer a junção dos personagens, um molho de manjericão, azeite, limão, alho e pimenta dedo-de-moça (esta, uma indicação do marido da Patrícia e produtor do filme, o João. Ele sabe das coisas!).

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Tremendo prato com destaque pra liga que o molho deu ao resultado final. E possibilitou a foto de um plano-sequência maravilhoso.

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Como um bom elenco de suporte, o vinho tinto Pinotage Avondale 2006 South Africa, que foi eclético e teve uma fala de destaque: “Sou frumello, avon chama, vanilla highway e charles edwards”.

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Epílogo – Panna Cotta de Saquê

Praticamente um cult. Uma história nipo/italiana onde o mocinho japonês (o Saquê) combina perfeitamente com a heroína, a “bella ragazza” Panna Cotta.

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Mais uma boa ideia da roteirista Patrícia! Mesmo porque uma bela maçã em calda também participou da ação.

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É daqueles filmes pra assistir (ou comer) com a cara-metade! (vi/comi com a Dé; o Mingão com o Déo!).
E esta valeu um prêmio mesmo, pois ganhou o concurso da Clarice !

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Plástica, bonita, saborosa; a Panna Cotta de Saquê se comportou como um legítimo integrante dum sushi-western.

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Como a trilha sonora é alegre e jovial, um belo anisete se incumbiu desta parte. Deu o tom outonal a todo o filme/menu.

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Eis a opinião dos críticos sobre a pré-estréia:

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Comida multi-colorida. Cozinha de cinema. Bravo! (Edu)
Quantidade e qualidade perfeitas, meu caro Déo! (Mingão)
Meu caro Mingão,deixa de ser bocão! E que baita filmão! (Déo)

Como créditos finais, os nossos sinceros agradecimentos à diretora Patrícia Scarpin que soube ser criativa ao extremo. Está certo que teve  uma verba muito curta e pouco tempo, mas usou toda a sua criatividade a favor do divertimento dos seus fãs (nós mesmos).

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Como é de praxe, aqui vai o nosso prêmio virtual pra ela: uma bela estatueta, o Oscar da Gastronomia (discurso… discurso...) e é claro, as flores!

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Gratíssimo Patrícia, pela participação e fica a certeza de que a platéia se divertiu a valer.
Vou aproveitar a audiência deste blockbuster e fazer o teaser do próximo Inter Blogs, o 16º: “Uma magnífica aula de wok do Prof Michel Khodair. Ao vivo e em cores/sabores, direto da grande Ferraz de Vasconcelos. Não perca!”

The End !

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dcpv – da cachaça pro vinho -14º interblogs – ideias a la carte no dcpv

número 211
01/04/09

dcpv – 14º interblogs – Ideias a la Carte no dcpv

Dizem que mineiro é unido até na gastronomia! (se ninguém disse, podem atribuir esta frase à mim).
Imagine num interblogs, então? (quer saber o que é ?)

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Quando anunciei que ia fazer um com a Márcia, a simpática dona do “trem”, ôpa, do blog Idéias a la Carte, a mineira Adriana (a nossa comentarista/escritora) já se adiantou e mandou uns presentinhos pra aumentar o brilho do acontecimento. Guardanapos e trilha sonora!

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E é ao som dela que apresentamos a Idéia que a Márcia teve pra fazer a Carte, o nosso menu.
Começamos a conversar (by e-mails) em setembro/09. Coisas sobre restaurantes paulistas, viagens ao Sul da Itália enfim, conversas das mais agradáveis.

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E paralelamente, ela começou a delinear o menu que faríamos por aqui. Como ela mesmo disse: “Uai, afinal mineiro madruga pra pegar o trem, né?”.
Vamos esclarecer uma coisa! A Márcia é paulista, mas foi morar em Rifaina há um tempão e adquiriu alguns (bons) hábitos mineiros.

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Inclusive, nos encontramos (eu, a Dé e ela) num almoço no AK Delicatessen onde, além de prosearmos bastante, ainda recebemos alguns presentinhos (doces em compotas e em massa).

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Este interblogs está parecendo a véspera de Natal com a quantidade de presentinhos!
Voltando a ideia inicial, um menu tipicamente mineiro tem que ter … pão de queijo. E lombo. E tutu de feijão. E couve com toucinho. E cachacinha!

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Pois foi o que a Márcia nos proporcionou.
Com vocês, o Menu Mineiro da paulista/mineira Márcia!
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Trilha Sonora – Todo azul do mar (Ronaldo bastos/Flávio Venturini) com Flávio Venturini
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Bebidinhas – Cachaças

“Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante”.

Simplesmente, cachacinhas mineiras com lima e manga. (É, Bernardo e pessoal da Confraria de Cachaça Copo Furado. Estamos aderindo!)

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Olha! Já estamos pegando o nosso cigarrinho de palha e dando uma bela pitada.
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Trilha Sonora – Cantar  (Godofredo Guedes) com Paulinho Pedra Azul
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Belisquete – Pão de Queijo

Sobre os amigos – “A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábito. Fico com aqueles que de louco e santo tem um pouco”.

Esta receita vai para o mundo! Nada melhor do que um belo pão de queijo pra representar a comida mineira, a “cozinha dos polvilhos, mandiocas, milhos, feijões, polvilhos, etc”.

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A Márcia faz deste jeito:
2 xícaras de polvilho azedo
2 xícaras de polvilho doce
1 xícara de leite
1 xícara de óleo
100 g de queijo meia cura ralado
sal
1 colher de café de fermento em pó
4 ovos
Misture os polvilhos, coloque o leite e o óleo para ferver, escalde o polvilho. Acrescente os ovos, o queijo, o fermento e o sal e misture tudo até que a massa ficar homogênea.
Faça bolinhas com uma colher e coloque na assadeira em fogo médio por uns 25 minutos“.
Ô trem bão! Degustamos mais algumas cachacinhas e já estávamos chegando nos 3 B (Beraba, Berlândia e Belzonte).

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Ah! Acompanhamos os pãezinhos com manteigas saborizadas de ervas, de parmesão (uma delícia) e de curry com papoulas.

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Trilha Sonora – Fruta  Boa ( Milton Nascimento e Fernando Brandt) com Nana Caymmi
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Entrada – Curau de milho verde com queijo fresco e parmesão

Sobre os amigos – “Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim”.

Nesta, a Márcia caprichou! Uma entrada simples, curiosa e deliciosa. São 10 espigas de milho raladas em ralo grosso e passadas em peneira de trama larga.

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Ao mesmo tempo, leve ao fogo 2 xícaras de leite com uma colher de sopa de manteiga, 1/2 colher de sopa de açúcar, sal e pimenta do reino. Deixe ferver e junte o caldo de milho, mexendo bastante até ficar no ponto de mingau. Como a própria Márcia escreveu:” Cuidado, espirra!”. E eu posso afirmar que é verdade! rsrs

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Uma delícia, reconfortante (a nossa sopóloga,a Dé, aprovou com louvor) e especial praqueles dias em que precisamos de carinho!

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Acompanhamos com um levíssimo “trem” branco, um Sauvignon Blanc Indomita 2007 que disse “condimentado, ô trem bão, alteroso, pinhãoresco”.

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Trilha Sonora – Nós dois (Celso Adolfo) com Tadeu Franco
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Principal – Lombo de Porco ao Leite e Conhaque

Sobre os amigos – “Tenho amigos pra saber quem sou. Pois os vendo loucos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.”

É claro que não poderia faltar um belo “lombim” de porco. Ainda mais coadjuvado por arroz branco, couve manteiga finamente picada e refogada com fatias de toucinho e ….

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… tutu de feijão.

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Comida mais do que mineira! Comida confortável, comfort food, sô!
Um belo lombinho (by Sex Shop) que foi temperado com sal, pimenta, alho e dourado numa panela junto com tomilho e alecrim frescos.

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Arrume uma cebola fatiada no fundo de um refratário, coloque o lombo por cima  e cubra até a metade com leite quente.
Deixe no forno por 2 horas aproximadamente, vire e deixe mais meia hora. Retire o lombo e leve o molho pruma panela larga, deixando reduzir até o volume de dois copos.

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Fatie o lombo na travessa de servir e sirva!

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Eita “trem bão” este lombinho!

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Harmonizamos perfeitamente com outro “trem”, desta vez tinto, o Terras de Penalva Dão 2005 Portugal que lembrou o tempo da Inconfidência e foi “rústico, ô trem bão sô, trem de ferro, ardoroso”.

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Trilha sonora – Quem sabe isso quer dizer amor (Marcio e Lô Borges) com Milton Nascimento.
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Sobremesa – Doces em compota com queijo de Minas.

Sobre os amigos – “Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto”.

Veja só a praticidade da Márcia. Uma sobremesa em que a única receita é abrir o vidro! É isto mesmo!

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Doces em vidro que ela mesmo nos mandou e que foram devidamente escoltados por um belo queijo de Minas.

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Ô vidão!

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Aproveitando a sessão doçura, citemos o grande Guimarães Rosa: “Sem esquecer os doces, à frente os de calda que não convém deixem de ser orgulho próprio e um dos pequenos substratos do bem-querer à pátria e do não desentender da nação”. Esta “receita” também foi a Márcia que mandou!

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Eis a opinião dos “mineirim desdi pequeninim”:

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Ó, Minas Gerais! Ó, Minas Gerais! Ô subúrbio bom ! (Edu)
Quem te conhece, não esquece jamais! Ô comida boa de Minas Gerais! (Mingão)
Excelente! Até  parece uma boa comidinha caseira mineira! (Déo)

Brigadim, Márcia, pela brilhante participação aqui nos interblogs e por ter nos lembrado de como a nossa querida cozinha mineira é tão deliciosa e reconfortante.
E já que você nos presenteou com este belo menu, vamos retribuir com as nossas  famosas (ô pretensioso!) flores virtuais.

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Terminamos com mais um belo pensamento do seu João:
“Nosso não será o petróleo tanto assim. Nossos, bem nossos, são o doce de leite e o desfiado de carne-seca. Meu -e perdoem-me – é aquele prato mineiro verdadeiramente principal. Guisado de frango com quiabos e abóbora d’água (ad libitum o jiló) e angu, prato em aquarela, deslizando viscoso como a vida mesma, mas pingante de pimenta”.

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Gratíssimo, Márcia. E grato Guimarães Rosa, o seu João!
Até o próximo interblogs, um suspense criado pela Patrícia Scarpin do belo blog Technicolor Kitchen.

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Tchau e como diria Milton nascimento, “amigo, é coisa pra se guardar ….”

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dcpv – da cachaça pro vinho – 13º interblogs – caos na cozinha do dcpv

número 207
04/03/09

dcpv –13º interblogs – Caos na Cozinha do dcpv

Caos = confusão de todos os elementos antes de se formar o mundo, grande desordem, balbúrdia.
Cozinha = compartimento de uma casa onde se preparam os alimentos, arte de cozinhar ou preparar alimentos, preparo de comida.

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Caos na Cozinha é um blog nem um pouco confuso, mas sim de primeira com textos e fotos excelentes e comandado pela simpática portuguesa Mariana. Como é um dos nosso blogs favoritos, foi convidado a participar deste nosso 13º interblogs ( Quer saber o que é ?) e 13º capítulo do livro que será editado sobre os mesmos.

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Começamos a conversar em 05/05/08 quando eu perguntei se ela queria nos enviar um menu com as receitas de sua predileção e que seria executado em fev/09. A Mariana respondeu:
Oi, Eduardo. Claro que eu aceito, é uma honra enorme ser convidada! Pensar assim tão longe me confunde um bocadinho, mas não há problema! Afinal, com quase um ano terá de ser de arromba!”
Após várias trocas de e-mails (mais de 12 páginas!), mudanças de eixo (marianesco, fusion, herbs, spices) e datas (fevereiro pra março), ela chegou a um veredito final.

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Ervas&Nozes. Tudo com muito estilo e com a maior quantidade de receitas jamais feitas por aqui: coquetel, amuse bouche, entrada, primo, secondo e dolci. Ou seja, um verdadeiro “spetacollo” e quase veggie não fosse o magnífico porquinho do secondo.

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Então, vamos ao 13º (ainda bem que não somos supersticiosos!) interblogs com o Caos na Cozinha no dcpv.
(Aviso, as receitas completas poderão ser obtidas com a Mariana)

Coquetel – LIMÃO&ZIMBRO – Indian Summer (do famoso restaurante Slanted Door em SF)

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Uma mistura bombástica de gin, sumo de grapefruit, licor de zimbro (não achei nem no sex shop, mas resolvi o problema macerando o zimbro com açúcar) e limão.

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Tudo isto na proporção que lhe convier. Diferentaço! 1 x 0 pra Mariana.

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Amuse Bouche – COENTRO&PINOLIS  (J. OLiver, ele mesmo)

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É quase um falafel. Uma mistura de favas sem pele, coentro fresco, piri-piri em pó, cominho em pó, pimenta dedo-de-moça e raspa de limão processados e, pra terminar, adicione um pouco de farinha de trigo.

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Aí, modela-se pequenas bolas, achatando-as com o formato de moeda.

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Frite-as e coloque um pouco dum molho de iogurte, suco de limão e coentro por cima. Finalize com pinolis tostados.

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Olha, é muito bom e com um sabor marcante das especiarias e do coentro. Mariana acertou em cheio: 2 x 0.

Entrada – HORTELÃ&PISTACHES (by Mariana)

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Esta receita é praticamente uma salada de abobrinhas. Elas são fatiadas em rodelas não muito grossas e grelhadas no Super George Foreman! A montagem consiste de: cama de rúcula + abobrinhas grelhadas + pistaches + hortelã chifonada + vinagrete (3 partes de azeite, 1 de suco de limão, hortelã chifonada)+ flor de sal.

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Super-refrescante e combinando com o calor reinante na grande Ferraz de Vasconcelos. Mais um golaço da Mariana: 3 x 0.

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E um bom rosé,  o Merlot Fausto Pizzato Brasil, acompanhou este caos todo. “Tropical, vereda, espetacular, faustoso, niveresco” foi o mínimo que poderíamos dizer dele!

Primo – NOZES&SALVIA (by Mariana)

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A Dé já tinha feito o tagliatelle em casa no domingo. Prum caos organizado como esse, nada como uma bela pasta feita em casa!

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O “molho” que acompanha a pasta é formado de cebola cortada “alourada” no azeite com cubos de maçã ácida até ambas caramelizarem e dourarem.

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Junte nozes à pasta e um pouquinho da água da cozedura!
Ah! Se usar sálvia fresca (como eu), dê uma  chifonada nelas e adicione junto com a maçã. Esta pasta é tão sensacional quanto simples. Forma sabores tão marcantes que até a nossa especialista, a minha mãe, a D Anina que estava nos visitando, aprovou  e comeu tudinho!

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E as fotos da Dé estavam tão boas (ela também adorou a pasta) que fui obrigado a escolher mais do que uma. Ficaram lindas!

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Este foi um gol, de bicicleta: Mariana 4 x 0.

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Acompanhamos com um tinto leve, um Malbec Cumbres Andinos 2005 que nos deu a sensação de ser “baunilhesco, castanho, sensacional, papa, niveresco II”.

Secondo – ALECRIM&CASTANHA PORTUGUESA (Fine Cooking + Mariana)

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Uma paleta de porco de 2 Kg é salgada e cozida lentamente (150ºC  a cerca de 4,5 hs). A própria Mariana escreveu: 2 kg de carne parecem um exagero para 4 pessoas, mas convém que seja uma peça grande. As sobras são uma delícia e pode usá-las em inúmeros pratos. Antes de guardar no frigorífico o que sobrou, desfie tudo e guarde já desfiado“. Sobras? Guardar? Eu, heim! Não sobrou nada!

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Após este cozimento, faz-se um molho com a gordura do tabuleiro, cebolas em rodelas grossas, dentes de alho descascados, cenouras cortadas em palitos, castanhas portuguesas, vinho branco, água e ramos de alecrim que também foi colocado na metade do cozimento da peça.

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Pronto! É só servir o porco com os legumes e o molho que se formou. Substancioso e delicioso com a carne simplesmente desmanchando na boca. Isto sim é um cozimento lento e gradual em baixa temperatura.
É, mais um gol e de cobertura, Mariana 5 x 0.

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Sobremesa – MANJERICÃO&CASTANHA DE CAJU (Dorie Greesnpan + Martha Stewart (diretamente de Alcatraz) + Mariana)

Uma tortona deliciosa!
Frutas são misturadas: manga madura, banana, romã, cardamomo, limão e açúcar.

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Uma massa é feita de farinha, açúcar, fermento, sal, manteiga, leite integral, castanhas de caju. Esta massa é transformada em bolas.

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Leve ao forno numa forma untada com a mistura de frutas e a massa por cima.

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Pra servir, acrescente um creme de manjericão (creme de leite, manjericão, açúcar e mascarpone).
E esta sobremesa se transformou num bolo de aniversário pro meu irmão, o Déo, o Papa, que aproveitou esta noite de gala pra comemorar os seus ?? anos (vocês acreditam que o cara esconde a idade?! rsrs).

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Mais um tremendo acerto da Mariana que estabeleceu uma goleada histórica, aqui no dcpv: 6 x 0 !!

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E já que a mãe do aniversariante, a D Anina (que é a minha também!), estava por aqui aproveitamos pra tomar mais uma “nesguinha” do Anisete especial que só ela sabe fazer!

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Vamos à opinião dos caóticos confrades:

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Caos? Um perfeito equilíbrio entre todos os pratos. Perfeito! (Edu)
O jantar foi maravilhoso! E o  “Papa” também é demais! (Mingão)
Je suis “enchanteux”! Tudo delicioso! Até mammy veio!! (Déo)

Só nos resta agradecer a participação especial da Mariana que nos proporcionou tanto prazer neste menu “quase bicho-grilo (se bem que eu acho que o porco era “paz e amor”!).
E mandar eletronicamente, o nosso já famoso presente virtual …

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… que só poderiam ser “matos” comestíveis.
Gratíssimo e vamos aproveitar pra parabenizar a Mariana que está fazendo aniversário hoje (10/03).
Parabéns pra vocês (Mariana e Déo), nesta data querida ….

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Até o próximo interblogs que será neste mês mesmo com a Márcia do blog Idéias a la Carte. Um menu mineirim, sô!
Mariana, como você “estava em pulgas”, vou dizer: foi de arromba! Até a Lua ajudou!

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dcpv – da cachaça pro vinho – 12º interblogs – pipoka do three fat ladies

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dcpv – 12° interblogs – Pipoka do Three Fat Ladies

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O encontro dos sabores doce e picante no mesmo prato é algo tão antigo pros tailandeses, mas hoje em dia, se apresenta ao Ocidente como o expoente da criação culinária.
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Há um tempaço (mais exatamente 06/05/08), eu convidei a simpaticíssima Isabel, a Pipoka do blog Three Fat Ladies (onde a Farófia e Mrs Pickles são as outras “two ladies”) pra participar dos  Inter Blogs (Quer saber o que é ?) e representando uma facção culinária adorada por todos nós: a tailandesa!

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Neste intervalo de tempo, trocamos vários e-mails até chegarmos a configuração final que apresentaremos (e degustaremos!) nesta noite.

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No início, a preocupação da Isabel era : “Embora não havendo restrições (eu já havia avisado que comíamos até pedras!) quero saber se gostam de comida picante ou média?”.

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Respondi que costumamos comer com um extintor de incêndio ao lado da mesa”!
A conversa evoluiu e no início de dezembro, ela sugeriu 2 entradas, 2 pratos principais e 1 sobremesa. Todas thai da gema!

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A Isabel ainda teve a preocupação de  experimentar todas as receitas antes de nos mandar, algumas com direito a degustação entre blogueiras conhecidas e tudo o mais.
Eis que chega o grande dia. O dia de nos deliciarmos com uma legítima comida thai, indicada por uma portuguesa e aqui no dcpv em plena Ferraz de Vasconcelos. É ou não é uma assembléia geral da ONU?

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E também o dia (ou melhor, a noite) de nos apropriarmos daquilo que é o maior intento dos interblogs e coincidentemente da cozinha thai: a comunhão dos sabores, a paz no espírito, a vontade de conversar  …

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Cada refeição thai convida-nos à experiências fascinantes e inesquecíveis. Uma reunião de influências da culinária indiana e chinesa, por vezes temperada pela cozinha ocidental, mas fundamentada nos sólidos princípios culinários de um povo que cultua a natureza.
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O cardápio do coquetel de apresentação deste 12º capítulo do nosso livro, constou de ….. pipoca!

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Arroz pipoca (arroz selvagem frito) com pasta de trufas (não somos o Cinemark Cidade Jardim,mas ainda chegamos lá!)

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Pipoca com sal de limão e sal de pimenta e limão.

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Caipiroskas de grapefruit/Absolut Mango e …..

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…. tangerina e (o retorno, vinda pelas mãos do Déo) da nossa queridinha, a Absolut Vanilia.

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Estávamos prontos pra começar a nossa aventura gastronômica pela Tailândia.

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A cozinha tailandesa divide-se em quatro pilares essenciais: o arroz, massas em fio, as frutas e legumes e as especiarias, molhos e ervas aromáticas.
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A Isabel/Pipoka nos indicou como uma das entradas, uma Sopa Picante de Camarão e Erva Príncipe.
Caldo de peixe, caules de erva-cidreira (a tal da príncipe), folhas de lima kaffir, cogumelos Paris, camarões, nam pla, suco de limão e açúcar são os ingredientes deste néctar. E pimenta dedo-de-moça, é claro, pois a comida é thai, finalizada com coentros frescos!

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Do jeito que  a coisa anda por aqui, terei que abrir ( com o aval da Dé) um restaurante só de sopas (pelo menos, as belas fotos do cardápio do restaurante estão garantidas)! Esta é es-pe-ta-cu-lar!

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A outra entrada, Bolinhos de Milho com Molho Agridoce. A massa dos bolinhos é feita de ovo, milho, madras indiano, farinha de arroz, farinha de trigo, sal e shoyu. É só fazer os bolinhos com 2 colheres de sopa e fritá-los em óleo quente.

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Servi com um molhaço (thai, thai, thai…) formado por vinagre de arroz, açúcar, pepino, cebola picada, castanhas de caju e pimenta dedo-de-moça.

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Sopa + Bolinho + Molho + um belo vinho branco português, o Catarina Terras do Sado 2007  (“frutado, popcorneado, sado-hedonista,  escada “) = a uma das mais gostosas entradas que já comemos por aqui!

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A cozinha thai vive uma intensa relação de amor com as especiarias, os molhos … e as ervas aromáticas. Uma das suas principais estrelas é a pimenta dedo-de-moça.
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Vamos pros principais: Porco Frito com Berinjelas
Aquecer 2 colheres de sopa de óleo na wok e fritar 4 dentes de alho picados finamente até ficarem dourados.
Juntar as 4 pimentas dedo-de-moça cortadas em tiras (conforme a Pipokaretirei as sementes a 2 e deixei as sementes das outras 2 para ficar picante“). Adicionar 500 g de carne de porco moída e deixar cozinhar até perder o aspecto cru.

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Juntar 225 g de berinjelas cortadas em 4 no sentido longitudinal e em finas fatias. Mexer e juntar 3  colheres de sopa de nam pla (molho de peixe), 1,5 colheres de açúcar e deixar cozinhar.

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Colocar folhas de manjericão thai (aquele com gosto de anis e que eu tenho aqui em casa) e servir.

Caril Vermelho de Frango com Lichias

Quase o mesmo princípio do porco. Aquecer óleo na wok . Juntar alho picado,  gengibre ralado e deixar dourar.

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Somar pasta de caril vermelho (foi com esta descrição que eu comprei no sex shop) e fritar até liberar o aroma. Adicionar cubos de frango e cozinhar. Acrescentar leite de coco, folhas de lima kaffir, nam pla e açúcar. Colocar lichias frescas e finalizar com suco de limão e coentro.

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Uma explosão de sabores (viva o nam pla!) acompanhados por arroz jasmim feito com leite de coco. Thai ao extremo!

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Olha, todo mundo (incluindo a Dé e a Re) limpou o prato!
E o Clarete  Tremendus Rioja (não é branco, nem rosé: é clarete) mostrou que é um vinho que acompanha tudo mesmo. Disse em bom e sonoro tailandês, sou “caramelo, todos batendo palmas …, Erasmo Carlos, delichioso”.

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Também encontramos na culinária thai, raízes como gengibre, ervas como o coentro e a erva-cidreira, frutos como o tamarindo, o poderosa aroma da lima kaffir, molhos como o nam pla.
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A epopeia estava terminando, mas a sobremesa estava a caminho. Um Arroz Preto com Molho de Coco.
Arroz glutinoso cozido somente na água e …

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… que adicionamos uma calda de açúcar e leite de coco.

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Ainda inventei um pouquinho e servi um pouco de sorvete de baunilha com sementes de lavanda. Delícia.

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Acompanhado por doses de Malibu pra fazermos a digestão! Hahaha

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Tudo bem! Eu sei que é caribenho, mas se nascesse na Tailândia ninguém perceberia.

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Cerca de 90% da população tailandesa é budista. E daí vem a predominância vegetariana protagonizada pela ampla e sugestiva produção de frutas, verduras e legumes.
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Só nos resta agradecer (e muito) a Isabel pela indicação, pois se gostamos de tudo, gostamos mais ainda da cozinha thai. E este menu foi meticulosamente pensado pra nos teletransportar para Ko Phi Phi.
Os lutadores de boxe tailandês, nós mesmos, tiveram a seguinte impressão desta “esbórnia tailandesa”:

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Um espetáculo thai de sabores, cores, odores e pipocas. Parabéns, Pipoka! (Edu)
De dentro pra fora! Uma explosão maravilhosa! (Mingão)
Deliciosa! Protumberante !(rs) (Déo)

Segue o nosso presente virtual pra Pipoka , as nossas famosas flores …

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…. e desta vez, com o espírito elevado pelos 5 sentidos que utilizamos (e muito) neste jantar.
Juntar boas “abobrinhas”, comida thai e interblogs.
Esta seria a missão desta noite e ela foi mais do que cumprida, Pipoka!

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Até o próximo (o 13º) que será em 11/fev, com a Mariana do Caos na Cozinha!

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Fonte – Livro Cozinha da Tailândia – PubliFolha
As receitas serão publicadas integralmente pela Pipoka no Three Fat Ladies a partir de fevereiro.

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dcpv – da cachaça pro vinho – 11º interblogs – ho! ho! ho! natalino? marizé /tachos de ensaio

número 200
20/12/08

dcpv –11º  interblogs  – Ho! Ho! Ho! Natalino? Marizé /Tachos de Ensaio

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Árvore de Natal – na versão mais aceita, a primeira árvore de Natal foi montada pelo padre Martinho Lutero (1483-1546) que decorou um pinheiro com velas acesas e papéis coloridos para mostrar as crianças como seria o céu na noite do nascimento de Jesus.
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Já acabou o ano!
E nada melhor pra celebrar o nosso 200º encontro do que realizar um belo interblogs (Veja o que é ?) Natalino.

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Este é o 11º e a mestra e companheira do Projeto Y, a portuguesa Marizé do blog Tachos de Ensaio participa, indicando um menu com características bem diferentes das que nós, brasileiros, estamos acostumados.

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Pato, bacalhau e polvo, ingredientes principais das receitas formaram o que poderíamos chamar de um interblogs aquático (pato nada, tá certo?).
A Marizé já é da diretoria do dcpv. Fizemos um Inter Blogs em 17/02/08 . Estávamos começando a colocar em prática a ideia de fazer com que bons blogueiros indicassem menus que fossem executados por aqui e que depois gerassem vários filhotes tais como posts especiais (com as nossas críticas) e capítulos de um livro especial.

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Há um tempinho, propus pra ela indicar um menu Natalino Português pra que tívessemos a oportunidade de “sentir” o clima do Natal. Ela  topou e disse que as receitas trariam a ideia dela sobre a culinária desta época do ano. Inclusive, citou algumas das tradições portuguesas num e-mail:
Na véspera, (24/12) a lareira está acesa, a mesa está posta com os doces tradicionais: rabanadas, filhós, bolo rei, papos de anjo, azevias e aí por diante depende do numero de pessoas e do orçamento das famílias ou da capacidade de confecção das matriarcas.
A família reúne-se para jantar o tradicional bacalhau cozido com couves, ou/e o polvo. Se se trata de uma família que pratica o catolicismo (para celebrar o Natal, devia ser né?), depois do jantar vai assistir-se à missa do galo, de volta para casa comem-se os doces acompanha-se com vinho do Porto. As crianças deixam o sapatinho junto da chaminé para no dia seguinte abrirem o presente deixado pelo menino Jesus. Ou então trocam-se os presentes depois da ceia.

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Deu pra perceber que no fundo, no fundo, a tal da globalização está acabando com tudo aquilo que existe de contraste entre as culturas. Paciência!
Vamos à ceia  Natalina da Marizé .

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Papai Noel ou São Nicolau – diz a lenda que Papai Noel foi inspirado em São Nicolau, um bispo que viveu na Turquia e que era muito generoso. Antes de se tornar santo ele ficou conhecido por carregar um saco com moedas de ouro que eram ofertadas na chaminé das casas. Além disso, São Nicolau também presenteava as crianças que não tinham com o que brincar.
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Bebidinhas

Cosmopolitan – 1 dose de vodka, suco de 1 limão, 50 ml de suco de cramberry, 1 dose de licor de laranja e gelo. Misture tudo numa coqueteleira, sirva num copo sem deixar cair o gelo e utilize roupas/sapatos da Carrie Bradshaw. Você está em New York!

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Blue Lagoon – 1 dose de vodka, 1 dose de curaçao blue, cubos de gelo e complete com soda limonada. Brooke Shields e você vão adorar!

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Presente – Simboliza o que os Reis Magos fizeram ao Menino Jesus quando o presentearam com ouro, incenso e mirra.
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Entradas

1 – Rolinhos Crocantes de Pato com Canela

Um cheiroso recheio de pato confitado (eu falei pra Marizé que iria confitar, mas me deu uma preguiça danada e comprei no sex shop), cebola, alho, maçã, azeite, canela e enrolado em folhas de massa phyllo.

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E devidamente acompanhado dum molho composto de cebola, vinho tinto, vinho do Porto, geleia de framboesa, mostarda Dijon e mel. Pontas  de aspargos e cubos de maçã  salteados cosjuvaram.

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Lindo, gostoso e natalino!

2 – Mil Folhas de Bacalhau

Poderíamos chamar de doce/salgado de bacalhau (daí o Mil Folhas). O esquema é o mesmo: azeite, alho, cebola, tomate seco e bacalhau formam o recheio.

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A massa folhada é cortada em rodelas e assada. Aí é só montar: massa + recheio + massa + recheio.

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Acrescente um pouco do molho do pato e um fio de azeite.
Eis as duas entradas juntas, mais uma saladinha de azedinhas e quirquiñas (da minha horta) e as maçãs:

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Todo mundo cantou: Noite Feliz! Noite Feliz! Ó Senhor …

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Mais felizes ficamos nós pois tomamos um vinho branco, o Fonte do Nico 2007 Portugal que foi “free, magnífico, sabadesco, espetacular, leve, livre e solto ” segundo os renas, nós mesmos!

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Vestimenta do Papai Noel – antes da roupa vermelha e da barba branca, Papai Noel vestiu roupas de várias cores. Esta imagem de hoje foi criada pelo cartunista Thomas Nast, em 1876. O vermelho virou a cor oficial apenas em 1931, devido a uma campanha publicitária da Coca-Cola (tinha que ser!).
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Principal

Polvo Assado no Forno

A Marizé caprichou neste prato! E ainda me deu a chance de perder um trauma antigo: polvo! Adoro o “octopussy”, mas não conseguia deixá-lo no ponto. Normalmente ficava uma tremenda “borracha”. Hoje, não !

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Comprei polvo congelado e semi-cozido em pedaços e temperei com sal, pimenta, páprica, alho e folhas de louro. Coloquei numa forma e juntei cebola em rodelas, tomate em cubos, vinho tinto e batatinhas.

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Reguei com azeite e levei ao forno (180ºC) por uns 50 minutos. Servi com brocolis salteados em azeite, alho, sal e pimenta.

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Este polvo ficou digno do nosso amigo Noel! Depois da entrega dos presentes, ele certamente faria uma “boquinha”!

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E beberia um pouquinho do vinho tinto, o Quinta do Carmo 2002 Alentejano, que acharia ” anti-Isaura, delicioso, airoso, stupendo, ameixoso, aquela besta do seu cumpadre“, como nós achamos!

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Panetone –  um rapaz se disfarçou de padeiro pra ficar perto do pai da sua amada, que tinha uma padaria, mas  não concordava com o namoro. No trabalho, o rapaz criou um pão doce estranho que fez muito sucesso pelo formato e pela forma de cúpula de igreja no topo. Como o pai da moça se chamava Toni, é claro que o genro o batizou de Pane di Toni.
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Sobremesa

Leite-Creme Merengado de Maçã.

A Dé foi a responsável por  fazer esta formosura! Maçãs verdes cortadas em quatro e carameladas com açúcar,  manteiga além de polvilhadas com canela.

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Um creme formado por leite, casca de limão, gemas, açúcar, amido de milho e leite.

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Montagem: ramequim + maçãs + creme + merengue (claras de ovo e açúcar) no forno até dourar. Doce, equilibrada e realçada pela belíssima apresentação (também, com esta patisseur!)

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Pra arrematar, um Vin de Glace 2006 L’Orpalier Canadá que os Santa Claus, nós mesmos, achamos “lichioso, maravilichioso, lichia, lychia, lhychia, lychya”
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Missa do Galo – é realizada no dia 24/12 à meia-noite, pois foi neste momento que um galo anunciou o nascimento do menino Jesus .
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Marizé, excelente escolha! Tudo perfeito e fugindo (pelo menos pra nós) dos manjados perus, pernis, chésteres (é assim?), farofas e quetais.
O 11º capítulo do nosso livro foi escrito da melhor maneira possível!
Gratíssimo pela sua participação e é claro que você já está incluída (há muito tempo) no nosso mailing VIP do dcpv. Vai abaixo o nosso presente virtual e natalino :

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Feliz Natal pra todos e seguem as mensagens de Natal dos membros honorários do dcpv:

Feliz Navidad ( Domingos e Regina)

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Bom seria um Natal (o espírito) o ano todo ! (Déo)
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Buono Natale  e com muita pasta !( D. Anina)

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Felicíssimo Natal pra todos! (Edu, Dé e Re

Até a próxima!

PS – Em janeiro teremos a comida Thai da Pipoka do Three Fat Ladies. Nossa papilas gustativas já estão ouriçadas!

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dcpv – da cachaça pro vinho – 10º interblogs – Moqueca com Pimenta no dcpv

número 194
08/10/08

dcpv – 10º  interblogs –  Moqueca com Pimenta no dcpv

Ei, Eduardo! Quero logo dizer que amei este convite!”

Foi assim que começou o e-mail da Aline no dia 23/04/08. E foi assim que surgia a ideia do “Moqueca’s Day”, o dia da boa e velha moqueca Capixaba ser representada nos Inter-Blogs (quer saber o que é ?).


Esta foto da Dé está parecendo uma pintura!

E cá pra nós, uma indicação óbvia da Aline do descontraído blog Moqueca com Pimenta já que a própria, a Moqueca (não, a pimenta) é o prato mais representativo da culinária do ES. É claro que a Aline teria que nos ensinar como fazer a legítima Moqueca, pois existem tratados se estendendo sobre  as dúvidas mais atrozes: com ou sem coentro? com ou sem urucum? panela de barro ou não? pimentão, então, nem pensar!


Usamos as cores da bandeira do ES : branco, azul e rosa

Como já dizia o grande filosófo contemporâneo (e capixaba ) Cacau Monjardim : “Moqueca é capixaba, o resto é peixada!”
Neste 10º interblogs, tentamos (e acho que conseguimos) desvendar este mistério e ajudamos a elucidar um mistério ainda maior : como é o Espírito Santo (o estado)? E especialmente a sua capital, Vitória?
A Aline colaborou bastante nos mandando várias informações sobre este estado tão pequeno (pros padrões brasileiros) e subutilizado turisticamente, mas não menos belo e com características que o fariam extremamente ‘turistável’ em qualquer lugar do mundo.
Vitória, a capital, é conhecida como a Ilha do Mel e uma das 10 cidades mais antigas do Brasil além de ter um centro histórico com muitas memórias e gostoso de se visitar. A Aline não cansa de falar (e participar) dos eventos que acontecem por lá!

Bom, vamos as indicações da Aline pra que consigamos nos sentir em plena Vitória, comendo os mais variados pratos típicos capixabas.
Vamos ao 10º capítulo do livro dos interblogs:

a – Bebidinhas capixabas

Pra iniciar os nossos trabalhos, tomamos um parafuso! Parafuso?
É, segundo a Aline, o parafuso é uma batida famosa lá em Vitória. Vodka (Absolut, é claro!), qualquer fruta ( sei kinkã) e um dedinho de leite condensado.

É logico que com a Absolut, este parafuso se transformou num inoxidável e por consequência, o resultado melhorou ainda mais!
Pra equilibrar as preferências com Moquecas, Pimentas e Copos Furados, uma legítima caipirinha de kinkã sem invenção: cachaça Mercedes, açúcar e gelo. Viva o simples!

 

Curiosidade sobre a Moqueca: esse tradicional prato da culinária capixaba reúne, numa tradição de mais de 400 anos, a cultura índia, negra e portuguesa!

b – Entradas
I – Mini torta Capixaba

Siri, camarão fresco, caranguejo, bacalhau. Um verdadeiro aquário!
Juntados a palmito, alho, cebola, tomate, azeitona, coentro (muito coentro e nós gostamos!), colorau, azeite, sal e pimenta. Uma verdadeira horta!

  

Aquário + horta ligados por ovos (claras batidas misturadas a gemas) formaram esse prato típico do ES e extremamente saboroso! Uma verdadeira casquinha de frutos do mar!

II – Sururu e ostra ao vinagrete

Sururu não é tumulto, não! Sururu, pra quem não sabe, é marisco. E esta entradinha é simples, mas é uma delicia. Ainda mais pra nós que somos fanáticos por frutos do Oceano Atlântico.

 

Uma junção de sururus e ostras (na verdade, vôngole) com um belo vinagrete capixaba.
E servido em colheres de finger foods (como a Aline aconselhou!).

É só colocar tudo na boca de uma vez e sentir a explosão dos sabores!

Não é a toa que Vitória é uma ilha. Cozinha praiana de primeiríssima!
E já que é praxe a harmonização com vinho branco, tomamos um Alabastro Alentejo 2007 Portugal que disse em bom capixabês: “ai que delícia, blend alcoólico, ai que gostoso, frescoso“.

Curiosidade sobre a Moqueca –  A contribuição dos índios foi a adição do urucum com a sua  cor e seu gosto peculiar. Os africanos acrescentaram a pimenta malagueta e o coentro (muito coentro). Já os portugueses temperaram o peixe previamente com limão, alho e cebola .

c – Principais
Moqueca Capixaba com Camarão e Pirão.

Ela, a verdadeira Moqueca Capixaba (aplausos, um monte de aplausos !) e acompanhada de camarão e pirão.

Cação (o peixe), camarão, coentro (muito coentro), cebolinha, cebola, alho, tomates (batidos e cortados), limão, colorau, azeite e sal. E escoltados pelo molho especial (foto acima) com um leve toque de limão.
Taí a receita da felicidade e tem que ser feita em panela de barro.

Pois a panela de barro “é sem dúvida uma das maiores expressões da cultura popular do ES. Desde a sua origem nas tribos indígenas até os dias de hoje, a técnica de sua confecção  pouco mudou!”
Depois desta aula, só comendo e muito pois ela é diferente mesmo das moquecas que existem por aí. Podem chamá-la de Moqueca com M maiúsculo, né Aline?
Peça a receita completa (qualquer uma delas) pra ela lá no Moqueca com Pimenta!

Ainda fizemos uma moqueca de banana da terra e um pirãozinho básico.
Olha! É de comer várias vezes e o cação chega a derreter na boca.!

Aqui não tem jeito. Um vinho tinto leve, um Vika Oak Syrah 2007 Argentina que foi “escada-verde, Morgan Freemann, Dedé Santana, bom coadjuvante” ou seja, pelos comentários, ganharia facilmente o Oscar de “best support actor!”

c – Sobremesa
Terrine aos 3 Chocolates

Todo mundo sabe que um dos ícones do ES é a fábrica de chocolates Garoto.

Atire a primeira caixa de bombons aquele que nunca comeu?

E a Aline já tinha escrito: “A sobremesa, com certeza, será de chocolate graças ao amor imenso que o capixaba tem pela Garoto!”
Daí surgiu a Terrine aos 3 Chocolates. Chocolates Garoto branco, ao leite e amargo picados e ligados com um creme formado por creme de leite batido, açúcar, leite, gemas e gelatina em pó sem sabor. Lindo!

E pra acompanhar um licorzinho digestivo (precisávamos muito!), um Malibu pra finalizar o jantar com o clima praiano de Vitória!

Veja (e leia) a opinião dos confrades capixabas e moquecados:

Moqueca com coentro! Torta caiçara com pimenta! É isso aí, Garoto! (Edu)
Delicioso e apetitoso jantar! (Déo)
Regional universal! Perfeito! Um anti Marataízes. (Mingão)

E já que a noite está bem capixaba, aqui vai o nosso presente virtual pra Aline:

… Orquídea na Panela de Barro (isto daria um belo nome de blog!).
Gostaria de agradecer a Aline pela atenção, entusiasmo, bom-humor, por nos fazer conhecer um pouco melhor as tradições deste belíssimo estado e, principalmente, da maravilhosa ilha de Vitória.

Como a própria Aline escreveu: “me junto aos conservadores que não aceitam a inclusão de alguns ingredientes na moqueca como caldos industrializados, leite de coco, pimentão e salsinha… a moqueca perde a essência!”

É isso mesmo, Aline! Nós sentimos a essência da autêntica moqueca capixaba e do Moqueca!
Bjundas, como diria a Aline.
E ainda bem que eu não usei a abreviação de abraço pra me despedir! Hahaha

.


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