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dcpv – família, ê. família, a. família.

13 a 14/09/2014

Família, ê. Família, a. Família.

Se fosse definir a mim mesma com três palavras, certamente seriam família, amigos e Minas. Por isso estava tão feliz no sábado. Reuni família e amigos em torno da comida mineira.
Na família eles eram conhecidos como os amigos de São Paulo e Brasília. Ou os amigos do blog de gastronomia. Difícil, nesse caso, era explicar como cheguei a um blog de gastronomia. Eles conheciam minha família pelos casos que contava em nossos encontros ou nos textos que postava no blog.

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Este é o início de um depoimento que a Adriana, a Drix, deu no facebook pra explicar o que ela sentia quanto ao mais novo encontro desta nossa eclética turma.
E desta vez seria num final de semana em BH, iniciando num ótimo almoço mineiro e familiar.

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Chegamos todos juntos (a Dé, eu, a Regina e o Mingão de SP e a Lourdes e o Eymard de Brasília. Infelizmente, nem a Sueli e o Jorge e nem o Deo puderam comparecer).
Nos aboletamos nos nossos bons quartos no hotel Promenade Toscanini e fomos direto pro almoço.

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Chegamos e naturalmente nos enturmamos com a família da Drix.
E vimos os que pareciam personagens, tamanha a quantidade de informações e causos que tínhamos deles, irem aparecendo na nossa frente.

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O que falar da D. Cecília, a simpaticíssima mãe da Drix?
E da famosa tia Querida, que em alguns casos é justamente chamada de Tia Deliciosa?
E a Tia Celinha, uma figuraça daquelas carimbadas e que só carregam bom humor pra onde vão?

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Foi um verdadeiro desfilar de grandes pessoas e que fizeram com que tudo fosse mais do que especial, inesquecível.
É claro que a comida foi um dos elos de todo o encantamento.

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As moelas (ou seriam moelás?) que quase nenhum dos nossos previamente gostavam (com exceção deste que vos escreve), mas que todos comeram muito.
Até a Dé arriscou um pouquinho de pão com o encorpado molho que as acompanhava.

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E o saboroso pão de queijo? As linguicinhas?

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As mandiocas fritinhas, crocantes por fora e macias no seu interior?
Tudo estava absolutamente sensacional!

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Ainda mais acompanhados por uma boa invenção do nosso sommelier brasiliense que indicou um espumante rosé Luis Pato que sorvemos com muito prazer.

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A esta altura, todos éramos somente ouvidos para as histórias que a D. Cecília e a Tia Celinha contavam alternadamente e que nos davam tanto prazer, quanto a quantidade de risadas que dávamos.

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Parecia brincadeira, mas elas eram ainda melhores do que tudo aquilo que a Drix nos descrevia.
Em algum momento, teríamos que almoçar. E que almoço!

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Feijão tropeiro, lombinho, …

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Mais um montão de reminiscências deliciosas (assim como a comida) e estávamos prontos pra encarar a mesa de doces. Queijo da Serra da Canastra, doces de leite e de goiaba. Hummmmmm!

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Olha, foi difícil nos tirar de lá. Mesmo porque a esta hora já éramos da família, éramos os “mesmos” que vão sempre a estes encontros que realmente podemos chamar de familiares.

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O que sobrou no restante deste dia, quase noite?

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Irmos a Taberna Baltazar tomar litros e mais litros de água, além de comer bolinhos de bacalhau e uma batata frita.

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No domingo pela manhã, tomamos café com a presença ilustre do Riq e do Nick (VnV) e com exatamente um dos ídolos das matriarcas da família da Drix, o Giovanne do vôlei (vou pedir pra Drix contar a história do mundial da Argentina. Esta também é muito boa).

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Logo depois, demos uma inevitável passada no sex shop mineiro, o Verdemar

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… e fomos conhecer o Mercado Central de BH.

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Aproveitamos pra experimentar (e não aprovar, com exceção do Mingão) o prato típico dos bares de lá: fígado acebolado com jiló.

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Dali, rumamos pro almoço, que foi no restaurante A Favorita. Ainda estávamos com a festa de sábado nos nossos cérebros (e estômagos) e resolvemos experimentar somente o couvert e pratos principais.

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Risotto de cogumelos frescos, azeite trufado e queijo pecorino, …

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… Lombo de bacalhau com cebolada, tomates e azeite picual, …

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… Spaghetti com frutos do mar, …

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… Linguado ao molho cremoso de ostras com alho poró  …

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… e Ravioli com mozzarella de búfala, tomate e manjericão.

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Estes foram os pratos corretos que pedimos, além dum vinho branco argentino, o Torrontés Colomés.

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Pra adocicar tudo, duas sobremesas e sete colheres. Um canudo de mascarpone com sorvete de baunilha e calda de frutas vermelhas…

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… e uma Mousse de chocolate com tudo de chocolate.

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Daí pra frente, só a correria de chegar em tempo no aeroporto e embarcar de volta pros nossos lugares de origem.

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Sábado, em volta da mesa mineira, estávamos todos: família e amigos. “Os mesmos” dessa vida, acrescidos “dos mesmos” de vidas passadas, como disse Débora. Não comi moela, mandioca frita ou o feijão tropeiro. Mas alimentei minh’alma de alegria.

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É Drix, nós nos alimentamos de todas as formas.

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E espero que não demoremos tanto tempo pra ter estas recargas de felicidade.

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Inté o próximo ISB.

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isbsb – minha visão (by eymard)

final de semana em BSB
missão final

ISBSB – Minha visão (by Eymard)

Desde o primeiro encontro, aquele que foi koyaanisqatsi, eu sabia que tínhamos química. Pessoas tão diferentes, unidas pelo que mesmo? Por um caleidoscópio de identidades e diferenças.

Eu não ia escrever esse post. As três versões do encontro já registravam, ao meu sentir, tudo o que se poderia falar do ISBDF. Relutei.

Continuo achando a mesma coisa. Não tenho nada a acrescentar. Então, por que escrevo?

Pelo que tenho aprendido com esse grupo. Em especial com o anfitrião do blog. Manter uma rotina semanal de encontro, mesmo quando falta inspiração, não é para qualquer um. E ele faz. Assim como faz acontecer o IB e o ISB.

Neste, a oferta generosa das visões dissonantes (ou não) do mesmo encontro. Superando minha dificuldade de “inspiração”, calço as sandálias da humildade para simplesmente escrever. E vamos nós!

Como escolher um menu que agradasse desde o paladar da Adriana (que só come filé bem passado à milanesa com arroz branco ou batatas), passando pela Sueli (cujas receitas devem ser milimetricamente seguidas) e a incerteza da presença do casal botucatuense?

Bem, bastaram elogios de Sueli e Adriana para um IB (NR – O da Bruna do Gourmandisme), misturado ao sabor das gougères e da sobremesa recentemente aprendidas na Borgonha, com a simplicidade, se tudo for por água abaixo, das omeletes em duas versões: a rica e a pobre, segundo nossa mestra Sueli, e o menu está fechado!

Problemas de execução. Lourdes rodou todo o Distrito Federal atrás das clementinas. E nada. Por aqui as clementinas são difíceis de encontrar. Ao fim, bendito seja o Pão de Açúcar, conseguimos.

Resolvemos, no final de semana que antecedeu o encontro, reproduzir o menu em casa para saber como ele seria executado com os ingredientes conseguidos em terras candangas.

Compramos todos os ingredientes e, mãos à massa: gougères, entrada, risoto e sobremesa. Só pulamos as omeletes, afinal, os dois chefs não haviam antecipado seus segredos. Os vinhos foram experimentados para ver o que ia melhor. Um branco não muito encorpado (um chardonnay, por exemplo, estaria fora) e um tinto potente (afinal, o bacon pede um tinto mais estruturado).

As gougères ficaram boas. Mas observamos que deveríamos ter colocado um pouco mais de queijo e deixado um pouco mais no forno.

A entrada, perfeita! As clementinas do Pão de Açúcar funcionaram muito bem e o contraste do “melaço” da rapadura com o salgado do queijo parmesão funcionou perfeitamente para o nosso paladar.

O Risoto agradou a todos. Bem molhadinho. Contraste da leveza da abóbora com o “graxo” do bacon.

A sobremesa tivemos que fazer e repetir. Isso porque Lourdes achou que a massa não estava na textura certa e que poderíamos ter problemas de execução no dia do ISB. Por fim, deliciosa.

Toda a preparação rendeu altos papos na cozinha e idéias. Que tal um avental personalizado? E um “pano de prato” com o nome de cada participante? Isso. Idéia na cabeça, mãos à obra.

Lourdes queria um quadro negro. Não foi possível. Daí a idéia dos bloquinhos de anotação. Funcionaram bem e, de última hora, lembramos dos elásticos coloridos, afinal, os sócios são bem fashion!!!

Testado o menu. Inventados uns mimos, restava escolher onde faríamos o primeiro encontro da sexta. Poderia ser em casa, pensamos. Apenas uma boa música, umas coisas para beliscar e bom vinho. Bom vinho? Vamos apresentar a Grand Cru de Brasilia para eles? Afinal é um lugar que vamos sempre e que somos muito bem atendidos pelo Adão e todo o pessoal que trabalha lá.

A escolha parece ter agradado (até a Sueli!). O pessoal da Grand Cru caprichou e deixou reservado para nós o salão com os “grand cru”! Uma bela sala com mesa de madeira pesada e ambiente entre o rústico e o sofisticado. Iluminação agradável, flores vermelhas ao centro, manjericão, manjerona e outras ervas displicentemente colocadas nas laterais.

Se a sexta será intimista, o sábado é “O” dia especial. Portanto, para a noite, apenas um lugar bonito. Beira lago. SOHO. Ali, na beira do lago, dá pra pensar, ao menos por instantes, que estamos à beira mar. E funcionou assim mesmo.

Domingo? Eu tinha pensado em algo que só tem aqui em Brasília. Que tal a Quituart, no Lago Norte? Um lugar muito simples onde famílias locais se juntaram em cooperativa para, aos finais de semana, apresentar cada uma um tipo de comida. Quando viemos para Brasilia, com filho pequeno, era um lugar que freqüentávamos e nos sentíamos em casa. Ambiente puramente familiar, ideal para quem, como nós, tínhamos família 900 quilômetros daqui. Tem muitos anos que não vamos lá. Sueli, no entanto, disse que o local se não tinha fechado, estava muito decadente, segundo informações de amigos. Não teríamos tempo de ir até lá antes para conferir, portanto…melhor ir no certeiro Oliver. Agrada gregos (Adriana) e troianos (Sueli) – (ou seria o inverso? Não importa!). Agradou mesmo.

Bem, no meio da comilança, claro que o grupo também se alimenta de cultura. Não programamos muito. Deixamos acontecer. Sabia que tínhamos que ir na Catedral, afinal, das duas outras vezes que Edu/Dé estiveram por aqui ela estava em obras. Então, o tour começaria por ali.

Dali tínhamos algumas opções a seguir e decidimos arriscar o Itamaraty. A escolha não poderia ter sido melhor. O tour é guiado por alunos do Instituto Rio Branco. Aproximação perfeita com o sonho de um Brasil moderno na inspiração de Niemeyer e dos artistas que caprichosamente doaram suas obras para o acervo do Palácio. Passeio que deveria ser obrigatório. Um orgulho ter artistas da qualidade dos nossos que não só concebem e realizam a arte, mas inspiram vocação modernista para um futuro melhor (da janela vê-se a paisagem da praça dos Três Poderes e, em linha reta, o Palácio da Justiça. Tudo muito simbólico. Cada coisa com sua referência. Nada está lá por ou pelo acaso. Ali me deu uma sensação de que reclamamos demais e agimos de menos.)

Agora que acabei de escrever percebo que esse ISB, para além do encontro sempre prazeroso e de poder receber os amigos em casa, com simplicidade e dedicação, me trouxe grande lição.

A maior delas, somente agora eu me dei conta: nada está ali por acaso. Reclamamos demais, agimos de menos. A paisagem da janela revela que mudar e agir depende só de nós. Não precisamos de grande inspiração. Apenas o gosto de fazer bem feito. De estar com amigos. De preparar a casa e o encontro e de saborear, a cada novo relato, “O que foi feito deverá”!

Falo assim sem saudade,
Falo assim por saber
Se muito vale o já feito,
Mais vale o que será
Mais vale o que será
E o que foi feito é preciso
Conhecer para melhor prosseguir (Milton Nascimento)

Acompanhe o meu relato sobre os 3 dias da viagem a Brasília:
Primeiro dia – ISBSB – Lá vamos nós pra Brasília.
Segundo dia – Um almoço ecumênico e miscelânico.
Terceiro dia –
A torre Eiffel de Brasília.
Veja também a visão da Drix: Experiências de aprendizagem pessoal e coletiva… ou, como ser um bom professor! …
… e da Sueli OVB: ISBSB – “Onde quer que haja mulheres e homens, há sempre o que fazer, há sempre o que ensinar, há sempre o que aprender.” Paulo Freire

Até o próximo ISBSB.

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dcpv – isbsb – “onde quer que haja mulheres e homens, há sempre o que fazer, há sempre o que ensinar, há sempre o que aprender.” Paulo Freire (by Sueli OVB)

final de semana em Brasília
22 a 24/06/2012

ISBSB “Onde quer que haja mulheres e homens, há sempre o que fazer, há sempre o que ensinar, há sempre o que aprender.”  Paulo Freire (by Sueli OVB)

E assim funciona essa turma enxerida dos ISB, que, curiosíssimos, chegamos muito mais para aprender e aprender-se que para ensinar, num convívio onde intuição, compreensão e parceria falam mais alto que conhecimento e experiência .

Como das outras vezes, antes do dia D, muita troca de e-mails, confabulações, arranjos e decisões, que nem sempre são cumpridas à risca. Ainda bem! Ficou combinado que os elaboradores e protagonistas do novo menu seriam Eymard, Adriana e Jorge, o resto da turma daria suporte.

SERIAM, perceberam o tempo do verbo? Seriam, se todas as condicionais se mantivessem, mas o Jorge logo pulou fora. Ele prefere ser conduzido a comandar.

Eymard e Adriana nem chegaram a estabelecer um acordo e quem resolveu mesmo o menu foi o Edu, com total aprovação do Eymard. Os dois haviam acabado de chegar da Borgonha, onde fizeram uma aula gastronômica, e acharam que alguns dos pratos, pela simplicidade de elaboração, poderiam ser reproduzidos no nosso almoço.

Mas se esqueceram  que Adriana é “menina mimada” e ainda não apurou o paladar. Dizem os especialistas que um novo alimento, para ser aceito por uma criança, deve ser oferecido no mínimo sete vezes. Considerando que só estávamos no nosso 5º encontro, ainda não havíamos repetido pratos e que a Adriana está longe de ser criança, fazê-la aceitar certas extravagâncias seria caso perdido.

Resultado: Não fosse a “aula” de como fazer omelete “rico” e “pobre”, as gougères (que são praticamente um pão de queijo metido a besta)  e a torta de maçã (que estava acompanhada de sorvete), ela teria saído a ver navios. Mas na verdade eu acho que a Adriana se alimenta é da bagunça e das diferenças.

No meio de uma grande reforma, provas de final de semestre e viagens havia um ISB, e felizmente ele aconteceu em Brasília, do contrário não sei se eu daria conta. E com minha cabeça “Zero” para tomar providências, o casal Loguércio assumiu, de maneira irretocável, o papel de anfitriões, as reservas de restaurantes e o roteiro turístico.

Mingão e Regina furaram mais uma vez. Déo, a gente nem comenta mais e depois de uma sequência de atrasos de voos e complicações na reserva do hotel da Adriana, a sexta-feira terminou deliciosamente no restaurante da  Grand Cru, lugar agradável, salão privado para os ISBs, comida correta e bem apresentada, atendimento cordial e profissionalíssimo, vinhos de qualidade. Tudo perfeito.

O sábado estava lindo e começamos nosso tour pela estonteante Catedral Metropolitana de Brasília, onde a arquitetura de Niemeyer e os vitrais de Marianne Peretti nos enlevam. Encanto geral para iniciantes, iniciados e viciados. Impossível ser indiferente!

Do outro lado da rua, uma visita externa ao Museu da República, mais recente obra de Niemeyer na capital, onde uma manifestação tornava o ambiente meio caótico.

Um pouco mais à frente, seguindo pela Esplanada dos Ministérios, o Palácio do Itamaraty, obra grandiosa, que não deixa dúvida quanto à genialidade e talento do arquiteto Oscar Niemeyer, do engenheiro estrutural Joaquim Cardoso, do paisagista Burle Marx e tantos outros artistas ali representados, com destaque para Bruno Giorgi, que assina o “Meteoro”, escultura que, apesar de seu peso e tamanho, parece flutuar sobre o espelho d’água à frente da fachada de magníficos arcos, o que lhe rendeu primeiramente o nome de Palácio dos Arcos.
Para felicidade geral, a visita guiada estava liberada e aguardamos ansiosos pelo espetáculo.

Lá de cima, através dos arcos do maior hall sem colunas do mundo, 2.800m² de área, tem-se uma visão privilegiada do Congresso Nacional, do Palácio da Justiça e da Esplanada dos Ministérios, além de sua beleza interna, com jardins abertos de Burle Marx e inúmeras esculturas.

No decorrer da estimulante visita, lembranças de décadas atrás foram aflorando em mim. Difícil saber quem mais se encantou com tanta modernidade, criatividade e suntuosidade discreta,  se a menina do primário, deslumbrada com aquela beleza inusitada ou a mulher adulta, um pouco viajada e entrosada com as artes. De qualquer forma, Brasília e seus monumentos sempre me deslumbraram.

Depois, seguiu-se uma rápida e pouco proveitosa visita ao foyer do Teatro Nacional; já se fazia tarde e tínhamos um almoço a executar.

A linda mesa posta que nos esperava na casa do Eymard e da Lourdes, e os mimos graciosamente dispostos sobre um móvel, completavam o ciclo de belezas do dia.

Mimos para cá, mimos para lá, brinde borbulhante, todos paramentados de cozinheiros, e a hora já ia longe!

Muvuca é pouco para definir o que virou a cozinha dos Loguércio. Mas sob a batuta do mestre Edu e colaboração de todos, chegamos brilhantemente ao final.

As gougères ficaram uma beleza; a salada gelada de cogumelos com suco de clementines, queijo e rapadura, surpreendente; o risoto de abóbora, uma maravilha; a torta de maçãs quentinha, contrastando com o geladinho do sorvete e as mignardises servidas com o café um exagero de bom.

Terminamos o almoço junto com a tarde. Calibradíssimos – menos a Adriana, claro, coca-cola e água não dão barato – e ainda tínhamos um jantar pela frente.

Não fosse pela companhia, o visual incrível do lugar e as instalações do restaurante, eu diría que o jantar no SOHO  foi sofrível. Só isso!

E como sempre há uma boa dose de realidade, de rotina e de obstáculos em nossas vidas, embora esse tenha sido um obstáculo para lá de bom, eu e Jorge abrimos mão do tour de domingo para ficarmos um pouco com nosso filho e nora, que sequer puderam ficar hospedados em nossa casa, e nos encontramos, todos, para almoçar no Oliver, um lugar do qual gostamos muito e o primeiro restaurante onde levamos nossa norinha, quando ela veio nos conhecer. A paella deles é imbatível e o nosso prato predileto.

Os amigos foram embora mais cedo e ainda nos restou um fim de tarde para abrandar as saudades e massagear o coração com o filho e a nora.

Abri e vou fechar o texto com palavras de Paulo Freire: A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria”.

Por isso a gente continua se procurando, se encontrando, ensinando e aprendendo uns com os outros, sempre cercados por belezas e com muita alegria.

Até o próximo ISB! Que ele nos promova alegrias e ensinamentos, como todos os outros.

Acompanhe o meu relato sobre os 3 dias da viagem a Brasília:
Primeiro dia – ISBSB – Lá vamos nós pra Brasília.
Segundo dia  – Um almoço ecumênico e miscelânico.
Terceiro dia –
A torre Eiffel de Brasília.

E a visão da Drix : Experiências de aprendizagem pessoal e coletiva… ou, como ser um bom professor!

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dcpv – isbsb – a torre eiffel de brasília

24/06/2012

ISBSB – A Torre Eiffel de Brasília.

Continuando o último post e após toda aquela comilança, resolvemos jantar mais lightmente no SOHO, um restaurante com influências nipônicas, mas estranhamente com alguns pratos ocidentais no seu menu.

Seriam coisas de Brasília? Ou da tal influência fusion?

O lugar é muito bonito, bem na beira do lago e com um ambiente bastante amistoso.

Chegamos (a Lourdes e o Eymard foram nos pegar) e a Sueli e o Jorge já estavam lá (esta foi uma tônica neste nosso final de semana. Não vou falar nada, mas invariavelmente a culpa era do Eymard! rs).
É claro que não iríamos comer e muito menos, beber muito.

Pedimos salmão com cream cheese e cebolinha, devidamente maçaricado. Muito bom.

Acompanhamos com o único arroubo etílico, um espumante brazuca Cave Geisse brazuca.

Enquanto a Sueli, a Lourdes e a Dé pediam Yakissoba, …

… a Drix emendava um prato infantil, o frango com batatas e “aloz“, …

… o Jorge e eu fomos de polvo grelhado com batatas; …

… todos experimentavam os pratos. Chegaram os acompanhamentos: jilós (parecem quiabos, né?)

…. e berinjela grelhados, …

… e queijo de coalho de búfala com cubos de abacaxi e melaço .

Tudo muito correto, mas não muito entusiasmante (seria por causa da quantidade de comida do almoço? rs).

Como já era meia-noite (resolvemos dormir cedo), pedimos a conta e programamos o tour de domingo de manhã (veja a quantidade de pessoas que vieram nos visitar).

As 11:00hs (após a nossa habitual andada), os nossos anfitriões estavam na porta do hotel.

Fechamos a conta e rumamos os cinco (a Sueli e o Jorge forfaitaram) pra conhecer a Torre Digital, um projeto do Niemeyer (que novidade!), também conhecida como a Flor do Serrado.

Ela é vista de qualquer ponto da capital e parece bastante com uma tulipa (usando um pouco de imaginação, óbvio!).

Andamos quase meia hora de carro e, finalmente, chegamos ao local.

Ela impressiona bastante.

Pela arquitetura, …

… pela vista da cidade …

… e pela área no entorno.

Infelizmente, o elevador estava quebrado (a construção tem 180m de altura) e tivemos que nos contentar com a vista desde o solo.

De qualquer forma, é um passeio imperdível.

Voltamos pra cidade, porque tínhamos uma reserva pro almoço no Oliver, um restaurante que fica dentro do Clube de  Golfe de Brasília.

Chegamos no horário (mesmo porque, tínhamos o voo marcado pra dali a pouco) e notamos a simpatia do lugar.

O Eymard reservou uma sala separada e que fica praticamente dentro da adega.

Era dia da famosa paella.

Enquanto esperávamos a Sueli e o Jorge (a nora dela, a Karina e o filho, o Gustavo também viriam), fomos escolhendo as opções do menu. Pedimos umas bruschettas de tomate, …

… , um carpaccio de carne

… e optamos por um vinho branco português, o Alvarinho Deu La Deu (uma homenagem ao Jorge), já que todos comeriam frutos do mar.

Com o pessoal todo presente, os pratos chegaram.

A paella foi a opção da Karina, do Gustavo, da Sueli, do Jorge e da Lourdes.

A Drix e o Eymard experimentaram o Bacalhau a Zé do Pipo (lombo de bacalhau no azeite extravirgem, com purê de batata, brócolis com alho, cebolas e gratinado com queijo parmesão) …

… e eu e a Dé, resolvemos fazer uma mescla duma Caprese

… com o prato da Boa Lembrança, o interessante Bacalhau Thai (uma posta cozida sobre purê com molho de tomate e manjericão frito). Inclusive, esquecemos o prato no restaurante, mas a Lourdes se incumbiu de trazer pra nós aqui em SP. Gratíssimo!

Olha, tudo esteve muito bom e bem temperado. Ainda foram pedidas algumas sobremesas; uma pra Drix que eu não lembro o que era (parece uma simples bola de sorvete, né) …

… e duas iguais, uma pra Karina e outra pro Eymard, intitulada massa folhada com doce de leite, chantilly e raspas de limão.

O tempo estava se esgotando e tinhamos que ir pro aeroporto.

Nos despedimos do pessoal da Sueli, já marcando o próximo ISôB (ou seria ISBuai?) que obviamente será em Minas Gerais, onde degustaremos (e aprenderemos a fazer) a mais legítima comida típica mineirim e de botequim!

E depois que tudo isso passa, fica sempre a sensação de que, certamente, nascemos pra formar uma turma daquelas bem legais, onde, apesar e por causa das diferenças, todos se completam.

Viva o ISB!

Você quer saber como foi esse encontro?
Primeiro dia – ISBSB – Lá vamos nós pra Brasília.
Segundo dia  – Um almoço ecumênico e miscelânico.

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4º ISB – Grande Ferraz de Vasconcelos, que nos legou Dé e Edu.

número 310
09 a 11/12/2011

4º ISB – Grande Ferraz de Vasconcelos, que nos legou Dé e Edu! (by Sueli)

É tarde, é tarde, tão tarde até que arde!  Ai, ai meu Deus! Alô, Adeus! É tarde, é tarde, é tarde!

E esse refrão nos acompanhou e nos atormentou até o final da noite de sábado…

Sim, sim, sim! Estávamos, TODOS, de alguma forma, atrasados. A começar por nós e Adriana, que devíamos ter chegado sexta-feira, mas só pudemos ir no sábado, depois de participarmos de festas em família. Mesmo Eymard, vítima do trânsito de Sampa, se atrasou para o jantar e só chegou para a sobremesa.  Só os Luz não perderam nada, nem se atrasaram.

É tarde! É tarde…

Sim, era tarde, (ou era muito cedo?) quando fomos dormir, depois de muita comida e bebida. Eu estava me sentindo o próprio Coelho Maluco: depois de acordar, milagrosamente, apenas 15 minutos do programado no celular, que não despertou, e pegar um voo que atrasou quase uma hora. Mas chegar a São Paulo com esse atraso, numa manhã de chuva, saindo de um Rio de Janeiro/Santos Dumont também com previsão de temporal, foi ganhar na loteria. Afinal de contas, depois de tanto planejamento, e-mails trocados, planos milimetricamente traçados e cronômetro ligado, seria uma grande frustração perder o começo da festa!

Adriana, que estava de molho no aeroporto nos esperando há uma hora – logo ela, a que mais temia chegar atrasada – saltou da cadeira quando nos viu. Mal nos cumprimentamos e zarpamos, por entre carrinhos e um mar de pernas nervosas, para pegar um taxi, que nos pareceu estar milhas de distância.

Os planos, a essa altura, já haviam sido parcialmente alterados e não sairíamos da casa do Edu e sim do hotel. A chuva em São Paulo estava fraquinha e colaborou, apesar do susto que o taxista nos deu, curtindo com a minha ansiedade e dizendo que levaríamos uns quarenta minutos para chegar ao hotel, onde Eymard e Lourdes nos aguardavam. Conseguimos fazer check-in antecipado e tiramos mais uma carga das costas.

Logo, adentrávamos à van vermelho sangue, onde só faltaram as sirenes… Embora o barulho, do lado de dentro, fosse grande. Quase na hora prevista, quase todos a bordo, partimos. Confabulações ao celular para pegar o Deo no meio do caminho. Surge um imprevisto: lugar de resgate modificado. Enquanto o esperávamos, degustamos o primeiro borbulhante rosé, geladinho, acompanhado de bem arranjados petiscos. A Dé pensou em tudo! Até na van, a apresentação era primorosa.

É tarde! É tarde…

Sim, era tarde, passava das 12:00 hs, quando o Deo chegou. Mais uma garrafinha aberta, mais um brinde – e é bom frisar que esse foi o nosso único encontro oficial no qual TODOS estiveram presentes e todo o tempo – e fomos para os braços da alegria, guiados por um atento, quase mudo, mas simpático motorista.

De repente a Dé fala: Não conheço esse caminho. Nunca andei por aqui. Que caminho é esse? E o motorista retruca: Segui o GPS. E Jorge logo emenda: Tinha uma placa indicando Ferraz de Vasconcelos. Sim, todos viram a placa, mas o melhor e mais rápido caminho não era aquele, segundo os habituées do pedaço.  Ah, os GPS! Ah, a algazarra que estava naquela van! Então, seja o que Deus quiser! E foi. E como foi!  A euforia reinava naquela van, com faixa etária dos 25 (essa era apenas uma, a Re, a filha dos Luz) aos 64, que mais parecia um ônibus de colegiais indo para o primeiro acampamento. Nem o congestionamento, os lugares desconhecidos e sinistros, o avançado da hora atrapalhavam a alegria e a cantoria.

É tarde! É tarde…

Sim, era tarde, mas estávamos ali, na deliciosa e acolhedora casa dos Luz, onde as simpáticas e prestativas Flora e Cleide nos aguardavam e dariam suporte.

Todos para a cozinha. Edu, que com seu script na mão, começa a direção. Cada um se engalana no meio de um arsenal de aventais. Caçarolas no fogão. Começa a orquestração: Jorge dourando bacon; Eymard abrindo finamente bifes de mignon para o Stracetti; eu recheando ovos cozidos; Lourdes abrindo tomatinhos cereja; Mingão e Deo nos aperitivos; Dé e Regina na arrumação da mesa; Rê nos deixou, pois tinha um compromisso. Primeiro ato terminado. Cadê a Adriana??????????

Jorge assume outra frigideira de bacon, o cheiro que isso exala ao ser frito é inebriante; Eymard sela os Stracetti, os agrega ao molho que Jorge preparou com o bacon e os tomatinhos cereja; eu corto e monto massa filo em forminhas para fazer a base de uma entradinha; Mingão e Deo capricham nas caipiroscas de tudo quanto é sabor. Muito bom! Adriana observa, acha que sairá incólume do borralho. Dé e Regina terminam a arrumação da linda mesa. Segundo ato terminado e partimos para a auto-foto oficial, antes que as figuras ficassem irreconhecíveis. Hora do grand finale, onde TODOS participariam da elaboração da base do prato principal, que seria uma massa fresca.

É tarde! É tarde…

Sim, já se fazia bem tarde e ainda tivemos que esperar a chegada dos ovos que faltavam. Mas quem é que estava com pressa, naquela divertida aula, onde cada um de nós quebrou um ovo e colocou, literalmente, a mão na massa? Foi um tal de estende e puxa, e dobra, e corta, e apara e polvilha de dar inveja em qualquer italiano.

Dessa a Adriana não escapou, e gostou tanto que até ganhou de presente uma máquina, para executar, sozinha (?), a iguaria. Quem sabe dessa vez o fogão dela será inaugurado?

Diante do encantamento do Jorge, os Luz também nos presentearam com uma máquina de macarrão. Puro carinho! Só quero ver! Se isso der certo, comerei macarrão todos os dias. Minha vingança será maligna…

Massa pronta, linda, toda cortadinha sobre a bancada e Edu começa a montagem das entradas: Ovos recheados, Sorvete de parmesão em forminha de filo, Salada caprese. Todos à mesa. Brinde, fotos e a degustação começa…Hum! Bonito e gostoso.

Enquanto isso, lá nos bastidores, Flora e Cleide cozinhavam a massa e aqueciam os molhos. Entradinhas devoradas e “as meninas” permanecem à mesa papeando.  Edu foi finalizar e montar o prato principal, que os “meninos” ajudaram a servir. Voltaram com fumegantes, aromáticos e caprichados pratos da “nossa” massa, guarnecida por molho de abobrinha, molho vermelho com almôndegas – este o Edu já havia feito – e os Stracetti com molho de bacon, tomates-cereja e rúcula. Facílimo de fazer, como disse o Edu, como os moçoilos comprovaram e as moçoilas aprovaram. Tudo delicioso e com aquele sabor de trabalho e amizade compartilhados. Comida feita com amor e alegria, que alimenta a alma, muito antes de alimentar o corpo. E com direito a trilha sonora especialíssima.

Na sobremesa, chega à mesa uma linda e morninha Crostatta de ricota e pêra com chocolate fundido e nessa hora a Rê volta a se juntar a nós. (Foi isso mesmo Edu? Porque você trocou um dos molhos do macarrão e não sei se resolveu trocar também a sobremesa. Tinha sorvete? Acho que estava de cara muito cheia e não estou conseguindo me lembrar). Expresso, acompanhado pelos deliciosos doces de frutas cristalizadas trazidos diretamente das Minas Gerais, licores digestivos e muita preguiça… Ainda bem que não tínhamos que arrumar a cozinha!

É tarde! É tarde…

Sim, era tarde quando terminamos o banquete. Mais tarde ainda para Regina e Mingão, que retornariam para São Paulo e partiriam para Botucatu, onde um baile de formatura os esperava.

Uma volta de reconhecimento e apreciação pela agradabilíssima casa dos Luz e batemos em retirada, sob olhares admirados diante das gigantes helicônias , lamentavelmente já sem flor, que adornam a entrada e mal foram vistas na correria da chegada.

Sob os olhares atentos da Dé e o comando do Deo, pegamos o caminho de volta, passando pelo centro de FV e com GPS desligado. Seguro morreu de velho. Será? Em vão tomar o caminho certo. Em vão a pressa da Regina e a necessidade de chegar a tempo de se arrumar e fazer outra viagem, de mais duas horas, no sentido oposto de onde estávamos, pois pegamos um engarrafamento fenomenal depois de fazer um desvio fugindo de outro. Não tinha santo, era relaxar e esperar! O que parecia quase impossível foi aos poucos se resolvendo e, em meio a tensão, apreensão e muita alegria, ficamos livres daquele pesadelo. Retomamos o caminho, deixamos o Deo onde o pegamos e seguimos para São Paulo. Estávamos sofrendo pela Regina. Ninguém queria estar na pele dela. Como disse o Eymard: uma aflição silenciosa...  Bravo, Regina!

É tarde! É tarde…

Quase 21:00 hs quando chegamos ao hotel.  Combinamos sair para comer uma pizza. 22:00 hs e estávamos na porta da lindíssima, enorme e lotada Maremonti. Fila de espera de uma hora. Uma hora? Eu logo arrepiei. Detesto ficar em pé, no sereno, esperando ser atendida. Isso é tortura, não é divertimento! Olho ao redor. Inúmeros restaurantes e, do outro lado da rua, um em especial me atrai. Dalva e Dito, do meu queridinho Alex Atala, que eu ainda não conhecia. Sugiro irmos para lá e Edu e Eymard vão ver a possibilidade. Voltam com a afirmativa e, feliz da vida, atravesso a rua, ao lado de uma Adriana sonolenta e quase fora do ar. Esperamos um pouquinho para sermos acomodados, mas estávamos sentados em confortável sofá, dentro do restaurante, que é bem interessante e tem uma decoração muito agradável, com a cozinha aberta para o salão, típico dos grandes chefes que não têm medo de mostrar como se trabalha.

O menu é eclético, bastante democrático e de comidas simples e palatáveis. Adriana quase não acreditou quando viu bife à milanesa com salada de batatas entre as opções. Era tudo o que ela mais queria!  É tudo o que ela mais adora! E ainda por cima assinado por Alex Atala. Tivemos um belíssimo jantar, com pratos que agradaram a todos e ainda fomos brindados com a presença e simpatia do Alex em nossa mesa, com direito a foto na cozinha e tudo. Regina nos ligou da festa, quase meia noite; haviam chegado bem e já estavam dançando. Ufa!

Felizes da vida, rumamos para o hotel, com os planos para o domingo traçados: Visita ao sex shop e almoço no KAÁ. Para os desavisados, o Sex shop é a Casa Santa Luzia.

Depois do café da manhã, durante o check-out, um telefonema para a Adriana quase encerra por ali sua festança. “Tia Querida” havia passado mal e estava na emergência de um hospital, com problemas para conseguir internação. Pesquisa nos horários de voos, argumentações e ela resolve ficar.  Afinal, Tia Querida havia tido apenas um mal estar, estava assistida e não seria a Adriana que mudaria o rumo das coisas.

Fizemos nossa excursão pelo fantástico Santa Luzia, compramos a farinha especial 00, para o Jorge confeccionar nossa massa e algumas outras delícias.  Despedimo-nos dos Loguercio, que tinham um compromisso em Campinas, fomos pegar a Rê para o almoço e partimos para o abraço. É, o KAÁ é assim como um grande abraço acolhedor, apesar de sua imensidão e foi uma grata surpresa para todos nós. O restaurante, além de lindo, tem uma comida simplesmente espetacular. O menu é vastíssimo e tentador. Cada um dos seis pratos que chegou à mesa nos fez suspirar, sem contar o couvert e as sobremesas, todas elas dos deuses.

Agora o refrão já não cabia mais. Pelo contrário, nos restava tempo, e a calma foi a nossa companheira de partida. O Coelho Maluco estava calminho e tranquilo. Voltamos ao apartamento para recuperar a bagagem e fomos conduzidos pelos nossos gentis anfitriões ao aeroporto. Terminava mais um dos nossos agradáveis e recompensadores encontros, com o desejo enorme que o próximo se concretize logo e seja tão completo e bom como o de Ferraz de Vasconcelos, que ficará tatuado na nossa memória sentimental.

Difícil explicar essa sinergia entre pessoas tão distintas, que quando estão juntas voltam a ser crianças e curtem, ingenuamente, o que a vida tem de melhor, numa relação desinteressada e autêntica.

Agradecer a acolhida e a generosidade de vocês, Dé e Edu, será sempre muito pouco. Vocês são incríveis! Embarcar em mais essa aventura louca, que muitos não compreendem, rumo ao totalmente desconhecido e inusitado, tem sido uma ótima viagem.

Precisamos realizar um ISB totalmente bolado, elaborado e conduzido pelo Jorge, Adriana e Eymard. Isso será o máximo!

Que chegue logo o próximo ISB, o único que não ficou agendado ao fim do encontro, mas que, se depender da nossa vontade, acontecerá, seja aonde for!

 N.R – Bom, esta foi a visão da Sueli sobre este encontro dos Sem Blogs, o já famoso ISB. No próximo sábado (ou talvez no outro 🙂 ) teremos a visão da Drix. Como diria o seo Sílvio, aguardeeeeeeeeeeeeem!
E Feliz Ano Novo pra todos!

 .

dcpv – 3º isbh – conexão xaparis, a vingança final

15/03/11

3º ISBH – Conexão Xaparis, a vingança final.

Último dia em Belô (que me desculpem os mineiros, mas eu tinha que dizer isso).
Último dia dum encontro duma turma bacana, divertida, harmoniosa e muito, mas muito entrosada. Volto a dizer que parece mesmo que fomos muito íntimos em algum lugar do passado (uau, isto ainda vai dar um bom filme e do Woody).

Acordamos até que cedo depois daquela esbórnia butequística e fomos tomar café no hotel contando com a presença ilustre da nossa coordenadora turística, a Drix. Louve-se que ela se esforçou ao máximo pra que tudo acontecesse da melhor maneira possível.
E nós aproveitamos pra ficar “garradim” a ela, sô!

Esta manhã seria corrida, pois iríamos fazer um big citytour terminando com almoço de despedida com convidado ilustre e tudo o mais.

A van chegou no horário (eu tô falando que o trem era organizado) e zarpamos pro Belvedere.

Tudo pra ter uma vista imperdível de toda BH e …

… tirarmos mais uma foto oficial do nosso grupo.

E não é que um urubu que escolheu a cabeça da Regina, a mão da Lourdes e o meu braço pra fazer o “serviço” deixou tudo mais engraçado ainda? Dizem que dá sorte, né?

Passamos rapidamente pela famosa rua que quando sobe, desce; quando desce, sobe …

… e  pelo centro da cidade com direito a devaneio pela Praça da Liberdade, …

… a obervação de obras do grande (e redondinho) Niemeyer  e …

… rumamos pra região da Pampulha, onde além de vermos rapidamente o quão bacana é o entorno, …

… visitamos a Igreja São Francisco de Assis projetada pelo (oh, que novidade) Niemeyer.

Estávamos atrasados pro almoço no sensacional Restaurante Xapuri, …

…. um representante legítimo da genuína comida mineira.

É claro que fizemos questão de conhecer pessoalmenten a D. Nelsa, a grande dama da culinária mineirim e proprietária deste lugar tão aconchegante.

E no nosso caso especificamente, vimos pela primeira vez pessoalmente, a Lina do Conexão Paris, aquele blog maravilhoso que tanto ajuda a todos os que queiram saber tudo sobre a nossa cidade, a cidade-luz (as dicas e os guias dela foram preponderantes pro sucesso de todas as nossas viagens pra lá).

Com toda esta turma fantástica iniciamos o que seria um verdadeiro tour pela gastronomia mineira, aquela que você espera saborear quando está por lá.

Torresmos em profusão, …

… couves e ora-pro-nobis refogadas…

… carnes de porco que mais pareciam estar dançando can-can (alguma coisa a ver com Paris?), …

… pratos bonitos e saborosos. Era a representação do verdadeiro Espírito de Minas.

Era de verdade,  uma reencarnação dos banquetes coloniais e por incrível que pareça, o melhor ainda estava por vir: as sobremesas.

Todas oferecidas com grande variedade e num ambiente separado com direito a escolha individual. São doces e mais doces.

Cocadas, pés-de-moleque, brevidades, compotas de tudo o que é tipo, …

… enfim, um verdadeiro (doce) deleite.

Chegamos ao final da nossa maratona mineira. Despedidas, promessas e daí pra frente, seria ir direto pro aeroporto, embarcar e voar enquanto o Timão tomava na cabeça no campeonato paulista (oh! que novidade).

No mais é agradecer a Drix pela recepção fantástica e deixar em aberto aquilo tudo que ela, mineira orgulhosa que é, queria nos mostrar.
Por sinal, nos mostrou todos os graus da mineiridade.

Certamente ficamos encantados com tudo e aproveitaremos a próxima pra conhecermos intimamente os outros “trocentos” botecos que não vimos desta vez.

Quem sabe com o time completo, né Sueli e Jorge?

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dcpv – 3º isb em bh – as epopéias eymardianas.

13 a 15/03/11

3º ISB em BH – As epopéias eymardianas.

N.R. – E lá vamos nós com  mais um relato sobre o encontro da turma dos sem blogs, o famoso ISB. Neste caso, o  e teremos a versão bastante lírica do encontro com a ótica do sócio Eymard. Aproveitem e que “lo disfrute”.

Sou mineiro de nascimento. Mas as Gerais são muitas e só fui (re)conhecer Belo Horizonte, adulto. Estávamos em BH quando recebemos a confirmação da gravidez da Lourdes. À caminho, nosso filho mais velho. Seria isso um sinal?

O ISBcomeçou, para nós, um dia antes. Por compromisso profissional passaria parte da sexta feira em Belo Horizonte. União do útil ao agradável. Embarcamos na noite da quinta-feira. Chegada tranqüila. Vôo no horário. Hospedagem no hotel e … uma linda caixa no apto:  Lourdes, olha! O hotel nos deixou uma caixa de cortesia. Não era do hotel! Era a delicadeza de Adriana deixando mimos de boas vindas.

Vamos sair ou comer no próprio hotel? Vamos sair! Adriana escolheu o Baltazar. Escolha perfeita! Lugar bacana, um clássico aconchegante!  Bolinho de bacalhau de entrada e um delicioso arroz de bacalhau para os três. Na mesa ao lado um grupo de arquitetos e professores da PUC de Poços de Caldas. Lembro dos meus bons tempos de Poços de Caldas e de pessoas muito especiais que conhecemos lá. Mandamos um beijo para a Teresa Cristina e nem sabia que Teresa estava mesmo precisando do carinho desse beijo. São sinais? Não sei!

Sexta-feira. Vou para o meu compromisso profissional, enquanto Lourdes vai conhecer os museus ao redor da Praça da Liberdade. Frustração. São abertos ao público somente depois das 12 horas. O passeio pela praça, no entanto, valeu a manhã. Marcamos de nos encontrar, inclusive com Adriana, para almoçar no Parrilla del Patio no Shopping Pátio Savassi. Excelente o buffet e as carnes do local. Pratos generosos que degustamos com calma na gostosa companhia da Adrix. Como não poderia deixar de ser, fizemos um brinde aos presentes e ausentes.

Passeando pelo Shopping, olha o que eu encontrei! Uma exposição de antigos modelos de bicicleta. Volta ao passado: minha primeira Tigrão!! Eu achava que ela era enorme…..e sabe que não é? Seria outro sinal?

Depois do almoço pegamos o carro no andar roxo, que descobrimos ser verde (coisas de Minas) e fomos até o apartamento da Adriana. Local agradável. A cara dela. Com todas as referências de ontem, de hoje e de sempre! Cada coisa tem lá o seu lugar! Livros, fotos, ímãs de geladeira; uma máquina de costura Singer … nada está ali por acaso. Nem ao abandono!
Exceto … o fogão! Lembrou-me o “Ford Corcel” sempre novíssimo de um tio. Nunca saia da garagem e estava sempre limpo e brilhando. Prometi revelar e aqui revelo. A prova definitiva da falta de uso do fogão: o fio que o liga à tomada estava solto e Adrix teve uma certa “dificuldade” para dizer onde era a tomada.

Voltamos ao hotel para nos preparar para outro encontro. Agora com Adriana Pessoa e Márcio. Conhecemos Adriana Pessoa por intermédio do Conexão Paris e desde então, trocamos inúmeros pitakos. Por sugestão dela fomos a Casa Bonomi. Um belo lugar, na Avenida Afonso Pena, miolo da Savassi. Foi reconhecimento à primeira vista. A intimidade virtual ali materializada num encontro de velhos amigos. Transbordamos assuntos e trocamos nossas mineirices com a maior naturalidade. Poderíamos ficar ali horas proseando prazerosamente. A certeza é de que ainda vamos nos ver mais vezes!

Adriana e Márcio fizeram questão de nos levar até o Verdemar. Oportunidade também para conhecerem, ainda que rapidamente, toda a turma. Aí sim, começaria oficialmente o ISBBH. Encontro rápido e (re)encontro de toda a turma, ops, menos de Sueli e Jorge que, a esta altura todos já sabem, não puderam ir por motivo de força maior.

O Verdemar é tudo o que dele já se falou e mais. Desde a primeira vez que lá estive com Adriana para avaliar as “locações”, percebi a singularidade do local.  Passamos, sem delongas, para as degustações: pães, bolos, queijos. Ah, os queijos … Compramos e me arrependi de trazer um só. E chegamos ao creme de milho. Humm, àquela altura pareceu-nos um néctar dos Deuses. O que aconteceu depois? Bem, o meu ficou estatelado no chão. Estava prestes a pagar quando uma senhora esbarrou no meu braço e jogou longe a vasilha!!! Os demais? Não há notícias de que tenham devorado a iguaria até o final do ISB. Moral da história: se você não for o dono do supermercado, acredite, não vá com fome!

Dois espumantes para brindar na casa da Adriana. Vecchio Sogno para o jantar. Inhotim no sábado, logo cedo. Todos os segredos destes encontros, já devidamente revelados.

Caminho para Inhotim. Na direção, simpático motorista nos revela segredos de Minas. Adriana não acredita em GPS e desenha um mapa para auxiliar nossa chegada na Portaria A da PUC. Na hora marcada está lá. Elegantemente de chapéu à nossa espera. Rumo a Inhotim. No caminho uma cena me lembra “Sob o sol da Toscana”. Uma senhora coloca flores numa “capelinha” de beira de estrada. Estaria ali todos os dias? Um vez por semana? Que lembranças ela carrega? A estrada continua e sucedem cenas e flash’s. Mexeriqueiras carregadinhas; crianças brincando no quintal de terra; pessoas sentadas nas portas das vendas; no quintal de uma casa vejo que preparam bandeirinhas para enfeitar uma festa que acontecerá. Vejo a cadeira vazia ao pé da árvore à espera de alguém para amarrar o cordão! Gente simples que cumpre sua rotina e leva a vida. A saboreia?

Inhotim contrasta com o que vi no caminho. Ali é um outro mundo. A cada visita a certeza de que tudo só depende de nós. E dos nós a desatar. Ainda teremos o caminho de volta, atravessando Brumadinho!

Descemos no Estabelecimento. Bolinho de arroz com jiló e pescoço de peru.  Simples e delicioso como nosso encontro até ali. Sentados debaixo da mangueira, nos refazendo da maratona, parecemos crianças à espera daquela festa que estava a ser preparada no caminho de Inhotim!

E ainda teríamos ronda de botecos. Terminamos a noite no Oratório. Ó Deus salve o Oratório….Ó Deus salve o Oratório….nosso fundo musical, que deveria ser Lô Borges ou o pessoal do Clube de Esquina, foi todo costurado pelas músicas chamadas “brega” dos anos 60 a 80. O que insiste em nos remeter para nossa infância e adolescência?

Domingo da Graça. Adriana já estava à nossa espera para o tour final. Para desvendar um pouco mais dos mistérios de Belo Horizonte. Do topo do parc guell belorizontino à simplicidade das linhas de Niemeyer na Pampulha. Pelos olhos e mãos de Adriana pudemos desfrutar o mais sublime da capital mineira.   

Finalmente o almoço no Xapuri. Lina já nos aguardava. Um delicioso reencontro com quem, por vias transversas, reunira essa turma. Um blog, um post e alguns comentários depois, éramos amigos de infância.

A comida do Xapurié um espetáculo à parte e creio, ainda a ser revelado em detalhes de verve e fotos pelo Edu. De minha parte falo apenas de impressões. A comida mineira é substanciosa. Simples e verdadeira: o lombinho; a costelinha; o arroz branco bem soltinho; a couve finamente refogada; a crocância do torresminho … dois violeiros e a música que tocava todos os dias no final da tarde, no rádio do quintal da minha casa, na infância: moda de viola. Chorada. Sofrida. Milionário e José Rico:

 “… Este é o exemplo da vida,
para quem não quer compreender:
Nós devemos ser o que somos,
ter aquilo que bem merecer…”

Hora da despedida. De Lina, de Belo Horizonte, de Adrianas. Adriana segue conosco para um até breve no aeroporto.  

Voltando ao começo. Aos sinais. Querem dizer alguma coisa? Talvez pura coincidência. Percebo, durante o vôo de volta, que Minas nunca saiu de dentro de mim. A carrego para todos os lados. E sei agora, que ela representa um vínculo profundo de vales, montanhas e contrastes. Traço simples,  generoso, humano … Como nossa amizade construída de reconhecimentos! 

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