Posts Tagged 'Italia'

dcpv – é molise e basilicata?

número 422
23/06/2015

É Molise e Basilicata?

Você já ouviu falar destas regiões italianas?

Pois elas ficam ao Sul da Itália e são lugares que “parecem ter parado no tempo. Nos vilarejos de pescadores a beira-mar ou nas aldeias cravadas nas montanhas, os moradores de Molise e Basilicata jogam conversa fora ou simplesmente apoiam-se nas janelas para apreciar a vida que segue seu curso lento e tranquilo”.

Tudo isso (e mais as receitas desta noite) foram tirados do livro Coleção Folha Cozinhas da Itália.

Não tem como não se apaixonar e ao mesmo tempo, sonhar em como seria conhecer este ritmo de vida tão intenso! 🙂

Vamos lá.

Entrada – Cappelle di funghi al forno.

Estes cogumelos ao forno são bem charmosos.

Para fazê-los, basta limpar bem 12 cogumelos grandes (Portobello ou Shitake), destacando os cabinhos.

Pique estes cabinhos e misture-os com 2 colheres de sopa de salsinha picada, 2 dentes de alho socados, 1 colher de sopa de farinha de rosca, 2 colheres de sopa de parmesão ralado e sal e pimenta a gosto.

Recheie o chapéu dos cogumelos com esta mistura e reserve.

Corte 6 batatas descascadas em fatias finas e espalhe-as no fundo de um refratário untado com azeite.

Regue as fatias de batata com um fio de azeite e disponha os cogumelos recheados sobre elas.

Distribua pedacinhos de manteiga sobre cada cogumelo e leve ao forno preaquecido a 180°C por 30 minutos ou até dourarem.

Resultou num prato com os cogumelos muito saborosos e as batatas bem crocantes.

Pra melhorar, tomamos um vinho branco, o Pinot Grigio Vitis Castellargo 2013, que foi “pulo do gato, larguíssimo, ponta grossa, grandino”.

Principal – Polenta al ragú di salsiccia.

Esta foi covardia, já que a Dé é uma polentóloga militante.

O ragu, o molho desta polenta é imperdível.

Pra fazê-lo, basta ferver 2 linguiças suínas num pouco de água, escorra e pique-as, retirando a pele.

Aqueça duas colheres de sopa de azeite e refogue 1 talo de salsão picadinho, 1 cenoura ralada e 1 cebola picadinha até dourarem.

Junte a linguiça e regue com 4 colheres de sopa de vinho tinto. Depois que o álcool evaporar, acrescente 2 latas de tomate pelado.

Cozinhe por 20 minutos, regando com água sempre que o molho secar (eu usei um bom caldo de legumes).

Enquanto isso, faça a polenta de acordo com a embalagem.

Sirva regada com o molho bem quente.

Estava tão boa que todos comemos (Dé inclusa) pelo menos duas vezes!! 🙂

Ainda mais harmonizando com o vinho tinto italiano, o Barbera D’Asti Castelvero 2012 que foi “paixão, veríssimo, vulu, paisano”, segundo nós mesmos.

Sobremesa – Torta al limone.

Este bolo (cuidado que torta em italiano significa bolo) de limão é muito peculiar.

Para fazê-lo, bata 4 claras em neve bem firme. Depois, bata as 4 gemas com 100g de açúcar manualmente até ficar bem espumoso. Acrescente 150g de farinha de trigo, 150g de fécula de batata, 150g de manteiga derretida, baunilha a gosto e 1 colher de sopa de fermento em pó.

Incorpore raspas e suco de 1 limão siciliano e adicione um copo de licor de cereja, 1 pitada de sal e as claras em neve. Despeje a massa numa forma de aro removível com 20cm de diâmetro untada com manteiga e enfarinhada.

Asse em forno preaquecido a 180°C por 30 minutos, até que fique ligeiramente dourado.

Olha, não sei se foi a fécula ou não, mas o bolo ficou muito bom e diferente.

Eis a opinião dos, nesta hora, bem molises:
Molise e Basilicata? Onde ficam? Mas a comida é muito boa! (Edu)
Troppo grandíssimo o jantar! (Mingao)
Cosa che qui? Uno espetacolo! (Deo)

Realmente a Itália é uma caixinha de surpresas.
“Molise, desconhecida até mesmo por alguns italianos, é uma das menores regiões da Itália, tendo sido desmembrada de Abruzzo apenas em 1963”.

“Outro destino ainda fora dos principais roteiros turísticos é a montanhosa e pacata Basilicata, cuja capital é Potenza. Na região, que tem em media apenas 58 habitantes por quilometro quadrado, é bastante comum percorrer horas de estrada sem encontrar uma única pessoa”.

É, nós precisamos ir pra lá!.

Arrivederci.

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dcpv – calábria calabresa.

número 421
16/06/2015

Calábria calabresa.

A minha mãe, a D Anina, é calabresa legítima. E é claro que fico tentado a reproduzir todas as receitas do livro Coleção Folha Cozinhas da Itália que versa sobre esta região italiana.

Ainda farei isso.

“No extremo sul da península Itálica, a Calábria é banhada pelos mares Tirreno e Jônico. As invasões no passado levaram a população a refugiar-se nas montanhas, dando origem a uma culinária simples, de sabor peculiar, ressaltado pela pimenta vermelha”.

Vamos lá, então, apimentar a sua e as nossas vidas.

Entrada – Zuppa di Fave.

Esta sopa de favas veio a calhar, já que a temperatura caiu bastante.

Inicie, refogando uma cebola grande picada no azeite até começar a dourar …

… e junte 2 tomates maduros picados (substituí por uma lata de tomates pelados), 50 g de carne de sol cortada em cubos …

… e uma lata de favas.

Refogue mais um pouco, cubra com água, ajuste o sal e tempere com pimenta a gosto.

Cozinhe, mexendo de vez em quando, até a carne ficar bem macia e o caldo, espesso.

Enquanto isso, toste fatias de pão italiano no forno.

Distribua as fatias em pratos e despeje a sopa bem quente.

Certamente, quem inventou a comfort food, estava justamente pensando neste prato.

Pra acompanhar, tomamos um vinho tinto, o Malbec Triuno 2012 que foi “refresco, no dos outros, trinta e um, MICTMR“.

Principal – Bracholas de Carne de Porco.

Estas Braciole di Maiale são muito boas.

Na verdade, são quase que um bife a rolé, só que de carne de porco. Comprei alguns bifinhos de lombo no sex shop.

Temperei-os com sal e pimenta a gosto e espalhei, sobre cada um , uma porção de pecorino, salsinha e alho.

Enrolei e fechei com barbante culinário.

Derreti um pouco de manteiga numa frigideira e dourei, em fogo alto, as bracholas de todos os lados.

Reguei com vinho branco e deixei cozinhar em fogo médio, com a panela tampada, por 15 minutos.

Servi as bracholas regadas com o caldo de cozimento e um risoto básico pra acompanhar.

Ficou uma verdadeira delícia.

Harmonizamos esta maravilha com um vinho branco, o Sauvignon Blanc/Chardonnay Mapu 2013 que foi “chi-chi-chi, le-le-le, puma, viva chile“.

Sobremesa – Biscoitos de anis.

Esses ciccitielli são muito curiosos (não preciso nem dizer que foi a Dé quem os fez, né?).

Pra fazer a massa, misture numa vasilha 3 ovos, 2 gemas, 75g de açúcar, 75g de manteiga, 1 cálice de licor de anis (by D Anina, off course) e 1 pitada de de sal.

Vá adicionando 500g de farinha de trigo e 1 colher de sopa de fermento em pó aos poucos, enquanto trabalha a massa, até ficar lisa e compacta. Deixe em repouso por uma hora.

Estenda a massa (este trabalho foi o Deo que fez) até atingir 1 cm de espessura e recorte os biscoitos em formatos variados.

Frite-os (aí foi o Mingão o encarregado) submersos em óleo quente até dourarem e escorra-os.

Já para a calda, ferva 150g de mel com 1/2 copo de água por 10 minutos. Retire do fogo e mergulhe os ciccitielli, misturando delicadamente.

Olha, eles não são Cheetos, mas é impossível comer um só!

Eis a opinião dos linguicinhas:
A mamãe sabe tudo! (Edu)
Piangere, piangere, cche maravilha! (Mingão)
Cosa cche qui?? (Deo)

“Limitada pela geografia e sem a fartura de outras regiões, a Calábria tirou proveito de seus ingredientes e criou sabores peculiares”.

Minha mãe, a legítima calabresa D Anina, sempre nos mostrou estas características.

Já que ela cozinha muito. Viva a Calábria!

Arrivederci.

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dcpv – de veneza à toscana, não há nada igual.

número 420
09/06/2015

De Veneza à Toscana, não há nada igual.

Eu sempre quiz fazer uma viagem que incluísse, no mesmo roteiro, tanto a Toscana, quanto Veneza.

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Nós quase fizemos isso quando fomos pra cidade aquática e logo após, para Florença.

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Tecnicamente Florença fica na Toscana, mas apesar de belíssima, ela é uma cidade grande e não nos remete ao bucolismo daquela região.

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Aproveitei este insight e bolei um menu com uma mistura de receitas destes lugares.

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E, vocês verão, ficou muito típico e bacana.

Entrada – Linguiça Ensopada com Feijão Branco

Esta Salsicce all Ucclelletto vem diretamente da Toscana.

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Taí uma receita pra comer até com um lanchinho a noite.

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Fure 8 linguiças de porco (eu preferi cortá-las) e refogue-as no azeite com dois dentes de alho socados e algumas folhas de sálvia.

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Assim que as linguiças estiverem douradas, junte 500 g de tomate maduro picado, tempere com sal e pimenta a gosto e cozinhe por mais 10 minutos.

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Adicione 300g de feijão branco cozido (pode ser em lata), espere aquecer bem e sirva.

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Ficou realmente simples e delicioso.

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Ainda tivemos um upgrade ao optar pelo vinho tinto francês Villa Chavin Merlot Reserve que foi “facioli, cassoulento, bolaños, fazzulo

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Principal – Massa fresca com molho de anchovas.

Bigoli in salsa d’acciughe. Esta seria a receita escolhida do Vêneto.

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A Dé fez o macarrão mais uma vez.

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E eu optei pelo cabelo de anjo em vez do bigoli.

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O molho é muito simples (e supersaboroso). Aqueça um fio de azeite e refogue 3 cebolas grandes cortadas em fatias finas até ficarem transparentes.

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Aumente o fogo, acrescente 150g de anchovas com o azeite da sua conserva e mexa até o pescado se desfazer.

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Abaixe o fogo novamente, confira se o molho está homogêneo, tempere com pimenta e retire do fogo.

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Cozinhe a massa em água abundante até ficar al dente, escorra e coloque-a na panela do molho.

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Aqueça por mais 2 minutos, sacudindo a panela para que o molho se espalhe pelo macarrão, salpique salsinha picada e sirva.

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Olha, é mais uma daquelas receitas pra se guardar no fundo do coração.

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Resultou ainda melhor com a experiência que fizemos ao tomar um champagne Moet Chandon Frizz que por ser demisec foi “leviana, gelosa, icecube, felomenal” (este champagne é aquele que foi feito pra ser tomado com pedras de gelo).

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Sobremesa – Pudim de arroz ao leite

Eu vivo arrumando trabalho pra Dé. Afinal de contas, este Budino di riso al latte da região do Vêneto é até que um pouco complicado de se fazer (especialmente em se tratando de uma receita italiana).

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Inicie hidratando 100g de uvas-passas em água morna, deixando escorrer e secar.

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Em fogo baixo, aqueça 1 litro de leite e acrescente 1 fava de baunilha. Antes do leite ferver, adicione 150 g de arroz para risoto e sem parar de mexer, cozinhe por 15 minutos.

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Acrescente uma pitada de sal e 70g de açucar e deixe cozinhar por mais 10 minutos. Incorpore as passas, 100g de amêndoas em lâminas e raspas de um limão siciliano.

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Mantenha em repouso por 5  minutos e distribua em forminhas untadas com manteiga.

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Leve ao forno praquecido a 200°C por 3 minutos, desenforme e sirva quente ou frio. O resultado ficou muito bom e o doce lembra bastante um panetone feito de arroz.

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Eis a opinião dos mais do que italianinhos:
Que comida! Cche comida! (Edu)
Beatifull moment!!! Espetáculo. (Mingão)
Cosa che qui! Espetáquila! (Deo)

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“Destino quase obrigatório dos turistas que desembarcam na Itália, o Vêneto exibe uma culinária tão sedutora quanto os canais e as famosas gôndolas da sua capital, Veneza”.

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“Não são apenas as paisagens românticas difundidas no cinema que atraem turistas para a Toscana. A região também embriaga os sentidos pelos aromas e sabores de sua cozinha”.

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Me diz se eu fiz certo ou não de juntar estas duas belezuras?

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Arrivederci.

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dcpv – ó friuli-venezia giulia.

número 419
02/06/2015

Ó Friuli-Venezia Giulia.

Lá vamos nós novamente experimentar as gostosuras de uma das regiões da Itália. Desta vez, escolhi a Friuli-Venezia Giulia, mais conhecida como Trieste (fica bem no nordeste da Bota).

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“Limitados a leste pelo mar Adriático, as praias e portos do Friuli-Venezia Giulia contrastam com o interior repleto de colinas e cidades antigas”.

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Esta é a apresentação da região no livro dedicado a ela na Coleção Folha Cozinhas da Italia. E deixa margem a uma boa imagem, né não?

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Vamos lá, então, apreciar (mais uma vez) a belíssima culinária italiana.

Entrada – Figos assados com presunto cru.

Estes fichi al forno con prosciutto crudo são muito bons (sem contar que a Dé adora figos). Para fazê-los, corte 12 figos maduros, mas firmes, no sentido longitudinal.

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Coloque as metades numa assadeira untada com azeite, com a parte cortada para cima. Regue com um fio de azeite e tempere com sal a gosto.

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Leve os figos ao forno preaquecido a 180°C por cerca de 20 minutos ou até ficarem dourados.

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Sirva-os regados com mel e com fatias de presunto cru fatiado (de preferência San Daniele, que é da região).

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Acompanhamos com um bom vinho tinto, o Pinot Noir Baron Kinsmore 2013, que foi “canalizador, rosin, edmara, marin“.

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Principal – Risoto com camarão.

Este risoto é muito bom e tem uma boa particularidade.

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Os camarões são feitos separadamente e adicionados à receita quando faltarem 5 minutos pro arroz ficar pronto.

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Empane 800g de camarões limpos levemente em farinha de trigo.

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Aqueça 3 colheres de sopa de azeite e refogue os camarões rapidamente. Retire e reserve.

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Na mesma panela, refogue 1 cebola picada até começar a dourar e acrescente 1 xícara de molho de tomate e 1/2 xícara de caldo de peixe (que você usará pra fazer o risoto).

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Ajuste o sal e a pimenta, deixe reduzir por cerca de 20 minutos, acrescente os camarões e o suco de meio limão à panela, misture bem e retire do fogo. Reserve.

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Enquanto isso, vá fazendo o risoto no formato usual.

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Faltando os tais 5 minutos pro arroz ficar al dente, junte o molho de camarões e continue mexendo até atingir aquele ponto.

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Finalize o risoto incorporando manteiga e salpicando salsinha.

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Ficou uma verdadeira delícia (tanto que até a Dé comeu duas vezes).

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Aproveitamos pra tomar um bianchetto, o Pinot Grigio Argento 2013, que foi, segundo os legítimos oriundi, “cicatriz, grisalho, dario, macunaima“.

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Sobremesa – Pudim de Aveia

NR – Não tiramos nenhuma foto da sobremesa! Acho que foi culpa dos vinhos! 🙂 

Este Budino di Avena é muito característico.
Comece (foi a Dé que fez) hidratando duas colheres de sopa de uvas-passas em água morna por 15 minutos.
Numa panela grande, misture 1 litro de suco de maçã e 100g de aveia em flocos e cozinhe por 10 minutos, mexendo sem parar.
Retire do fogo e misture 2 colheres de sopa de mel, 3 maçãs Gala sem casca fatiadas, as passas já escorridas, 1 pitada de canela e 1 pitada de sal.
Despeje a mistura numa forma de 23cm de diâmetro untada com azeite e polvilhada com farinha de rosca.
Leve ao forno preaquecido (180°C) por cerca de 30 minutos ou até que esteja firme.
É quase um mingauzão de aveia e por isso mesmo, muito bom.

Eis a opinião dos, cada vez mais, italianos:
Top cinque. Espetáquila! (Edu)
Eu quero que você Top!!! Top!!! Top!!! (Mingão)
Hoje foi o avesso da Lua; seria “auL”? Bom demais! (Deo)

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“Quase sempre esquecida nos roteiros turísticos, essa região localizada no nordeste da Itália, já na fronteira com a Europa Central, foi por muito tempo alvo de povos invasores. Romanos, venezianos, austríacos e húngaros deixaram suas influencias na cultura, arquitetura e também na culinária regional”.

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Esqueceram de nos citar, os ferrazenses.

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Arrivederci.

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dcpv – é com você, lombardia.

número 417
12/05/2015

É com você, Lombardia.

“Os atrativos da região mais rica e desenvolvida da Itália vão muito além das famosas grifes e designers de Milão, admirados no mundo inteiro. A elegante e sofisticada Lombardia também dita a moda quando o assunto é gastronomia.”

É claro que dei mais uma apelada par minha Coleção Folha Cozinhas da Itália.

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E desta vez, optei pela Lombardia, já que é por lá, em Milão, que chegam todos os voos da TAM. O resultado? Mais uma vez, imperdível.

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Acompanhe todo este menu fantástico.

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Auguri.

Entrada – Polenta com Gorgonzola.

O gorgonzola é um queijo típico desta região. E dá um toque especial ao molho que acompanha a polenta.

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Para fazê-lo, basta derreter 120g dum bom gorgonzola (no caso, um italiano), junto com 120ml de leite …

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… e 120ml de creme de leite em fogo baixo. Adicione pimenta a gosto e reserve.

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Enquanto isso, ponha 1,5l de água para ferver (com sal a gosto).

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Adicione a farinha de polenta (uma caixinha) italiana aos poucos e vá mexendo em fogo brando até atingir o ponto desejado.

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Sirva a polenta coberta com o molho de gorgonzola bem quente.

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Ficou verdadeiramente delicioso e combinou muito com o friozinho reinante (não preciso nem dizer que a Dé adorou).

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Acompanhamos com um tinto libanês, o Oumsiyat Jaspe 2010, que foi “habib, polentoso, salim, apolentado“.

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Principal – Pizzoccheri

Este Pizzoccheri nada mais é do que uma massa rústica com batata e repolho. É o que podemos chamar dum representante legítimo da cozinha pobre desta região da Itália.

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Inicie fazendo a massa do macarrão no formato de sempre. A única grande diferença é que em vez de utilizar a máquina pra dar forma ao macarrão, você o corta com a faca, em tiras irregulares da espessura de um dedo.

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Ao mesmo tempo, leve 200g de batatas em rodelas de 1 cm de espessura ao fogo alto numa panela grande com bastante água.

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Quando a água da batata ferver, junte 1 colher de sopa de sal e 1/4 dum repolho branco cortado em tiras de 0,5 cm. Cozinhe por cerca de 15 minutos.

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Junte a massa ao cozido de batatas e repolho, misturando com um garfo e cozinhe até ficar al dente. Escorra.

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Para fazer o molho, derreta 100g de manteiga e refogue alho e sálvia a gosto.

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Finalize juntando a massa, as batatas e o repolho ao molho.

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Dê um toque final com tiras de fatias de queijo prato e parmesão ralado.

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Olha, também ficou uma verdadeira delícia.

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Tomamos um vinho tinto chileno, o Carmenere Gratia 2013, que foi “baunilhado, … a Deus, obrigado, cavaloso“.

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Sobremesa – Creme de Mascarpone  

Este é tão fácil de fazer, quanto é bom. Bata 3 gemas com 3 colheres de sopa de açúcar até ficar claro e fofo.

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Acrescente 200g de queijo mascarpone e misture delicadamente.

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Adicione 4 colheres de sopa de rum e incorpore 2 claras em neve, mexendo suavemente.

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Sirva gelado, polvilhado com cacau.

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Não precisa nem dizer que todo mundo achou esta sobremesa bem pequena.

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Eis a opinião do oriundi:
Como diria SS: é com você, Lombardia! Un spetacollo! (Edu)
Hours concours. (Mingão)
Devo de dizer que após tantos anos, as vezes a gente se surpreende! Na simplicidade a mágica aparece fulgurante, admirável! Tão 10 que após todos esses anos tem certamente um peso considerável! (Deo) 

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Esta coleção Folha Cozinhas da Itália é brincadeira.

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Nela se encontram receitas das mais variadas regiões da Itália e todas, eu disse todas, tem que ser reproduzidas porque são demais.

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Cá pra nós, a Itália é demais.

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Arrivederci.

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dcpv – estivemos na osteria francescana, o melhor restaurante do mundo

Nota da redação – Este post foi publicado no final de 2008.
E é o relato de um almoço inesquecível que fizemos na Osteria Francescana, o restaurante que acabou de ser eleito como o nº 1 do mundo.
Tudo bem que já faz um tempinho, mas já dá pra perceber que o Massimo Bottura chegaria lá.
Deliciem-se!

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31/10/08

Massimo Bottura, Osteria Francescana, Modena, Itália

Já faz um tempinho (05/01/08 ) que eu e a Dé fomos a um jantar especial no espaço DOM.
O Alex Atala convidou o Massimo Bottura pra mostrar o porque dele ser um dos expoentes da nova cozinha italiana.  Muito simpático, ele veio à nossa mesa e eu aproveitei pra dizer que iríamos conhecer a casa dele, a Osteria Francescana em Modena, no final de 2008 (isto tudo no meu parco italiano, prego!).

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Pois bem , o tempo passou e chegou a hora de irmos pra Emilia Romagna. Mandei um e-mail pra fazer a reserva e o próprio Massimo me respondeu, dizendo que estaria nos esperando.
Como sempre (eita, Primeiro Mundo!) deu tudo muito certo. No dia 31/10, precisamente as 13:30 hs, eu e a Dé desembarcamos do nosso carro alugado pra almoçar com o Massimo (sem trocadilho!).

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O restaurante é discreto, elegante e bastante pequeno. Estávamos pensando no que pedir quando o Massimo apareceu, se apresentou, conversou sobre o Alex e nos perguntou se não queríamos experimentar o tasting menu? E ainda salientou se gostaríamos à avant-garde ou seja, com todas as inovações !

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Resposta instantânea e simultânea: sim ! E lá fomos nós, nos aventurarmos (inclusive nos vinhos!) na cozinha estrelada da Osteria Francescana.

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Folheando o menu, a Dé descobriu um prato que se chamava 5 versões do Parmegiano Reggiano. O chef não só achou interessante a escolha como nos disse que ele seria o último da nossa degustação!
Começamos com um tempurá de peixe (anchovinhas) com sorvete de roti! Um escândalo de bom !

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Logo após, um peixe levemente defumado, mas o mais interessante foi que, quando os garçons retiraram a tampa do prato, um fumaça altamente defumada invadiu as nossas narinas e deixou uma sensação muito estranha e interessante. Até o vinho pareceu ser defumado !

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Pra limpar o palato defumado, uns belos grissinis.

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A seguir, um creme de bacalhau com pele de peixe frita (parece um torresmo), espinafre com óleo essencial (?) e pomodorini temperado. Bem bonito, né ?

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O próximo prato é interessantíssimo. Um brodo suave de peixe com cubos concentrados de moluscos, crustáceos e peixe. Quando você os morde, eles explodem na boca liberando uma intensa concentração de sabores. O de moluscos é especial. Ainda acompanhava um salgadinho que a Dé chamou de Ibis de camarão. Pra quem não lembra (ou nunca viu!), Ibis era a marca daqueles salgadinhos baratinhos que mais pareciam isopor!
E a harmonização com o vinho foi espetacular, pois quando tomado junto com a comida, o vinho absorveu o sabor dos cubos. Se ao contrário, um pedaço de pão fosse comido, o vinho voltava ao seu buquê natural. Tudo sensacional !

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Um risottino foi servido, pois não somos de ferro. Este foi feito com água de ostras, nero de sépia e caviar. Risottaço !

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Logo depois (ufa!), um robalo envolvido em pancetta com espuma de salsinha e purê de tupinambor (não tenho a mínima idéia do que é !).

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Pra limpar o palato, um colherzinha dum creme de alho poró com trufas.

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E, finalmente, a piece de la resistence. Parmegiano Reggiano apresentado em 5 formatos: um creme feito com um de 20 meses, uma pasta com um de 24 meses, um chantilly feito com um de 36 meses, uma espuma com um de 48 meses e a crosta, utilizando um parmegiano de 50 meses de maturação!!

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Olha! É maravilhoso e você come como se estivesse degustando aquela comida que a mamma fez especialmente pra você! Ave, Massimo!
Ressalte-se que todos os pratos eram acompanhados por vinhos que harmonizavam perfeitamente. E surpresa, a minha teoria sobre comida boa teve uma evolução: normalmente, eu digo que comida boa não engorda. Agora, aproveitei pra complementar dizendo que comida boa neutraliza o vinho já que bebemos bastante e saímos completamente sãos de lá, a ponto de dirigir tranquilamente de Modena a Bologna !

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Como sobremesa (e acompanhando o café), pequenos docinhos: gelatina de maracujá, pistache e wasabi; cheesecake; carolina explosiva; brownie de chocolate e ganache de chocolate.

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Neste solene momento, gostaríamos que todos que estivessem nos lendo, levantassem e batessem palmas. Por que este almoço foi digno deste gesto!
Vou até fazer o trocadilho de que o Massimo foi ele mesmo e pra finalizar, nos despedimos e tiramos a tradicional foto pra eternizarmos este delicioso momento.

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E quando achamos que tudo tinha acabado, o Massimo gentilmente nos ofertou um dos seus livros (Aceto Balsamico ) com a devida dedicatória.

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Foi ou não foi o máximo!

Ciao !

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dcpv – mais uma da itália: ligúria.

número 410
03/02/2015

Mais uma da Itália: Ligúria.

“O relevo acidentado, onde faltam planícies para o cultivo de diferentes ingredientes e para a criação de rebanhos, não impediu a Ligúria de desenvolver uma culinária saborosa e com muita personalidade.

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Nos pequenos vilarejos costeiros e na capital, Gênova, onde viveu Cristovão Colombo e onde está o mais importante porto comercial da Itália até os dias de hoje, a inspiração gastronômica vem do mar”.

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Pronto, cá estamos nós preparados pra experimentar a culinária desta peculiar região italiana.

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Ou seja, mais um livrinho da coleção Folha Cozinhas da Itália será devidamente dissecado.

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Vamos lá, então!

Entrada – Salada da Riviera Lígure.

A Ligúria também é o lugar onde ficam as famosas e lindas Cinque Terre.

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E dá pra imaginar como não seria bacana comer uma salada desta em plena Portofino!

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Pra fazê-la, basta misturar azeite, sal, vinagre (tudo a gosto) com ½ xícara de folhas de manjericão cortadas e 1 dente de alho picado e …

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… temperar separadamente folhas de alface roxa, alface-romana e radicchio …

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… 4 tomates italianos picados, …

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… 1 pimentão vermelho em tirinhas …

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… e 1 pepino japonês com casca em rodelas.

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Numa travessa (ou no próprio prato) monte a salada em camadas: primeiro o pão italiano, …

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… depois as folhas …

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… e por último, os demais ingredientes.

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Regue com vinagre e azeite.

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Decore com a bottarga (um embutido feito com ovas de tainha) e sirva.

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É, a Ligúria deve ser uma beleza mesmo.

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Tomamos um vinho branco, o Sauvignon Blanc Single State 2013, que foi “casados, United, solteirim, tico tico no fubá“.

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Principal – Trenette ao Pesto Genovês.

Este Trenette com Il pesto alla genovese é o que podemos chamar de tipicíssimo.

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Inicie fazendo o legítimo pesto genovês. Lave, seque bem as folhas de um maço de manjericão e coloque num pilão.

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Junte ½ xícara de pinoli tostados, 1 dente de alho e um pouco de sal e comece a socar.

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Acrescente aos poucos, 1 colher de sopa de queijo parmesão e 1 de pecorino. Quando obtiver uma pasta verde, comece a acrescentar uma xícara de azeite gradualmente, mexendo sempre, até ficar cremoso.

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Enquanto isso, coloque duas batatas grandes e cortadas em cubos pra cozinhar numa panela grande com água abundante com sal.

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Depois de alguns minutos, acrescente 60g de vagens cortadas em pedaços de 4 cm.

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Pouco antes dos legumes atingirem o ponto de cozimento, acrescente a massa, o trenette.

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Assim que a massa estiver al dente, escorra, reservando 1 colher de sopa da água de cozimento e acomode tudo numa travessa.

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Dilua o pesto com a água reservada e incorpore à massa.

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Ficou realmente delicioso.

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Ainda mais acompanhado do tinto Pinotage False Bay 2012 que achamos “true, baia, tenuta, 171”.

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Sobremesa – Bolo genovês.

Esta sacripantina é fácil de fazer (pelo menos eu acho, já que foi a Dé quem fez! rs).

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Bata 3 gemas com 180g de açúcar até obter uma mistura clara.

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Junte 160g de farinha, 1 colher de sopa de água de laranjeira, 1 xícara de rum, 160g de manteiga derretida em banho-maria e 3 claras batidas em neve. Misture delicadamente até incorporar os ingredientes.

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Despeje a massa numa forma redonda (26cm de diâmetro) untada com manteiga e enfarinhada.

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Leve pra assar em forno preaquecido a 200°C por cerca de 40 minutos até que superfície esteja dourada.

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Polvilhe com açúcar de confeiteiro.

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Olha, ficou diferente e muito bom!

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Eis a opinião dos ligurianos (ou seria ligurienses?):
Comida diferente. Italiana e diferente! (Edu)
Que pesto, que pesto! (Mingão)
Belíssimo pesto e patati! (Deo)

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Terra de Colombo? Do pesto? Do vinho branco?

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Não importa. O que importa é que toda esta comida é feita com ingredientes bons e resulta numa culinária marcante.

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Quer tirar a prova? Faça o Trenette com pesto.

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Arrivederci.

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