Posts Tagged 'Italia'

dcpv – de veneza à toscana, não há nada igual.

número 420
09/06/2015

De Veneza à Toscana, não há nada igual.

Eu sempre quiz fazer uma viagem que incluísse, no mesmo roteiro, tanto a Toscana, quanto Veneza.

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Nós quase fizemos isso quando fomos pra cidade aquática e logo após, para Florença.

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Tecnicamente Florença fica na Toscana, mas apesar de belíssima, ela é uma cidade grande e não nos remete ao bucolismo daquela região.

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Aproveitei este insight e bolei um menu com uma mistura de receitas destes lugares.

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E, vocês verão, ficou muito típico e bacana.

Entrada – Linguiça Ensopada com Feijão Branco

Esta Salsicce all Ucclelletto vem diretamente da Toscana.

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Taí uma receita pra comer até com um lanchinho a noite.

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Fure 8 linguiças de porco (eu preferi cortá-las) e refogue-as no azeite com dois dentes de alho socados e algumas folhas de sálvia.

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Assim que as linguiças estiverem douradas, junte 500 g de tomate maduro picado, tempere com sal e pimenta a gosto e cozinhe por mais 10 minutos.

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Adicione 300g de feijão branco cozido (pode ser em lata), espere aquecer bem e sirva.

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Ficou realmente simples e delicioso.

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Ainda tivemos um upgrade ao optar pelo vinho tinto francês Villa Chavin Merlot Reserve que foi “facioli, cassoulento, bolaños, fazzulo

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Principal – Massa fresca com molho de anchovas.

Bigoli in salsa d’acciughe. Esta seria a receita escolhida do Vêneto.

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A Dé fez o macarrão mais uma vez.

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E eu optei pelo cabelo de anjo em vez do bigoli.

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O molho é muito simples (e supersaboroso). Aqueça um fio de azeite e refogue 3 cebolas grandes cortadas em fatias finas até ficarem transparentes.

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Aumente o fogo, acrescente 150g de anchovas com o azeite da sua conserva e mexa até o pescado se desfazer.

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Abaixe o fogo novamente, confira se o molho está homogêneo, tempere com pimenta e retire do fogo.

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Cozinhe a massa em água abundante até ficar al dente, escorra e coloque-a na panela do molho.

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Aqueça por mais 2 minutos, sacudindo a panela para que o molho se espalhe pelo macarrão, salpique salsinha picada e sirva.

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Olha, é mais uma daquelas receitas pra se guardar no fundo do coração.

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Resultou ainda melhor com a experiência que fizemos ao tomar um champagne Moet Chandon Frizz que por ser demisec foi “leviana, gelosa, icecube, felomenal” (este champagne é aquele que foi feito pra ser tomado com pedras de gelo).

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Sobremesa – Pudim de arroz ao leite

Eu vivo arrumando trabalho pra Dé. Afinal de contas, este Budino di riso al latte da região do Vêneto é até que um pouco complicado de se fazer (especialmente em se tratando de uma receita italiana).

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Inicie hidratando 100g de uvas-passas em água morna, deixando escorrer e secar.

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Em fogo baixo, aqueça 1 litro de leite e acrescente 1 fava de baunilha. Antes do leite ferver, adicione 150 g de arroz para risoto e sem parar de mexer, cozinhe por 15 minutos.

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Acrescente uma pitada de sal e 70g de açucar e deixe cozinhar por mais 10 minutos. Incorpore as passas, 100g de amêndoas em lâminas e raspas de um limão siciliano.

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Mantenha em repouso por 5  minutos e distribua em forminhas untadas com manteiga.

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Leve ao forno praquecido a 200°C por 3 minutos, desenforme e sirva quente ou frio. O resultado ficou muito bom e o doce lembra bastante um panetone feito de arroz.

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Eis a opinião dos mais do que italianinhos:
Que comida! Cche comida! (Edu)
Beatifull moment!!! Espetáculo. (Mingão)
Cosa che qui! Espetáquila! (Deo)

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“Destino quase obrigatório dos turistas que desembarcam na Itália, o Vêneto exibe uma culinária tão sedutora quanto os canais e as famosas gôndolas da sua capital, Veneza”.

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“Não são apenas as paisagens românticas difundidas no cinema que atraem turistas para a Toscana. A região também embriaga os sentidos pelos aromas e sabores de sua cozinha”.

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Me diz se eu fiz certo ou não de juntar estas duas belezuras?

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Arrivederci.

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dcpv – ó friuli-venezia giulia.

número 419
02/06/2015

Ó Friuli-Venezia Giulia.

Lá vamos nós novamente experimentar as gostosuras de uma das regiões da Itália. Desta vez, escolhi a Friuli-Venezia Giulia, mais conhecida como Trieste (fica bem no nordeste da Bota).

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“Limitados a leste pelo mar Adriático, as praias e portos do Friuli-Venezia Giulia contrastam com o interior repleto de colinas e cidades antigas”.

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Esta é a apresentação da região no livro dedicado a ela na Coleção Folha Cozinhas da Italia. E deixa margem a uma boa imagem, né não?

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Vamos lá, então, apreciar (mais uma vez) a belíssima culinária italiana.

Entrada – Figos assados com presunto cru.

Estes fichi al forno con prosciutto crudo são muito bons (sem contar que a Dé adora figos). Para fazê-los, corte 12 figos maduros, mas firmes, no sentido longitudinal.

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Coloque as metades numa assadeira untada com azeite, com a parte cortada para cima. Regue com um fio de azeite e tempere com sal a gosto.

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Leve os figos ao forno preaquecido a 180°C por cerca de 20 minutos ou até ficarem dourados.

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Sirva-os regados com mel e com fatias de presunto cru fatiado (de preferência San Daniele, que é da região).

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Acompanhamos com um bom vinho tinto, o Pinot Noir Baron Kinsmore 2013, que foi “canalizador, rosin, edmara, marin“.

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Principal – Risoto com camarão.

Este risoto é muito bom e tem uma boa particularidade.

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Os camarões são feitos separadamente e adicionados à receita quando faltarem 5 minutos pro arroz ficar pronto.

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Empane 800g de camarões limpos levemente em farinha de trigo.

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Aqueça 3 colheres de sopa de azeite e refogue os camarões rapidamente. Retire e reserve.

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Na mesma panela, refogue 1 cebola picada até começar a dourar e acrescente 1 xícara de molho de tomate e 1/2 xícara de caldo de peixe (que você usará pra fazer o risoto).

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Ajuste o sal e a pimenta, deixe reduzir por cerca de 20 minutos, acrescente os camarões e o suco de meio limão à panela, misture bem e retire do fogo. Reserve.

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Enquanto isso, vá fazendo o risoto no formato usual.

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Faltando os tais 5 minutos pro arroz ficar al dente, junte o molho de camarões e continue mexendo até atingir aquele ponto.

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Finalize o risoto incorporando manteiga e salpicando salsinha.

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Ficou uma verdadeira delícia (tanto que até a Dé comeu duas vezes).

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Aproveitamos pra tomar um bianchetto, o Pinot Grigio Argento 2013, que foi, segundo os legítimos oriundi, “cicatriz, grisalho, dario, macunaima“.

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Sobremesa – Pudim de Aveia

NR – Não tiramos nenhuma foto da sobremesa! Acho que foi culpa dos vinhos! 🙂 

Este Budino di Avena é muito característico.
Comece (foi a Dé que fez) hidratando duas colheres de sopa de uvas-passas em água morna por 15 minutos.
Numa panela grande, misture 1 litro de suco de maçã e 100g de aveia em flocos e cozinhe por 10 minutos, mexendo sem parar.
Retire do fogo e misture 2 colheres de sopa de mel, 3 maçãs Gala sem casca fatiadas, as passas já escorridas, 1 pitada de canela e 1 pitada de sal.
Despeje a mistura numa forma de 23cm de diâmetro untada com azeite e polvilhada com farinha de rosca.
Leve ao forno preaquecido (180°C) por cerca de 30 minutos ou até que esteja firme.
É quase um mingauzão de aveia e por isso mesmo, muito bom.

Eis a opinião dos, cada vez mais, italianos:
Top cinque. Espetáquila! (Edu)
Eu quero que você Top!!! Top!!! Top!!! (Mingão)
Hoje foi o avesso da Lua; seria “auL”? Bom demais! (Deo)

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“Quase sempre esquecida nos roteiros turísticos, essa região localizada no nordeste da Itália, já na fronteira com a Europa Central, foi por muito tempo alvo de povos invasores. Romanos, venezianos, austríacos e húngaros deixaram suas influencias na cultura, arquitetura e também na culinária regional”.

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Esqueceram de nos citar, os ferrazenses.

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Arrivederci.

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dcpv – é com você, lombardia.

número 417
12/05/2015

É com você, Lombardia.

“Os atrativos da região mais rica e desenvolvida da Itália vão muito além das famosas grifes e designers de Milão, admirados no mundo inteiro. A elegante e sofisticada Lombardia também dita a moda quando o assunto é gastronomia.”

É claro que dei mais uma apelada par minha Coleção Folha Cozinhas da Itália.

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E desta vez, optei pela Lombardia, já que é por lá, em Milão, que chegam todos os voos da TAM. O resultado? Mais uma vez, imperdível.

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Acompanhe todo este menu fantástico.

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Auguri.

Entrada – Polenta com Gorgonzola.

O gorgonzola é um queijo típico desta região. E dá um toque especial ao molho que acompanha a polenta.

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Para fazê-lo, basta derreter 120g dum bom gorgonzola (no caso, um italiano), junto com 120ml de leite …

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… e 120ml de creme de leite em fogo baixo. Adicione pimenta a gosto e reserve.

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Enquanto isso, ponha 1,5l de água para ferver (com sal a gosto).

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Adicione a farinha de polenta (uma caixinha) italiana aos poucos e vá mexendo em fogo brando até atingir o ponto desejado.

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Sirva a polenta coberta com o molho de gorgonzola bem quente.

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Ficou verdadeiramente delicioso e combinou muito com o friozinho reinante (não preciso nem dizer que a Dé adorou).

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Acompanhamos com um tinto libanês, o Oumsiyat Jaspe 2010, que foi “habib, polentoso, salim, apolentado“.

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Principal – Pizzoccheri

Este Pizzoccheri nada mais é do que uma massa rústica com batata e repolho. É o que podemos chamar dum representante legítimo da cozinha pobre desta região da Itália.

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Inicie fazendo a massa do macarrão no formato de sempre. A única grande diferença é que em vez de utilizar a máquina pra dar forma ao macarrão, você o corta com a faca, em tiras irregulares da espessura de um dedo.

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Ao mesmo tempo, leve 200g de batatas em rodelas de 1 cm de espessura ao fogo alto numa panela grande com bastante água.

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Quando a água da batata ferver, junte 1 colher de sopa de sal e 1/4 dum repolho branco cortado em tiras de 0,5 cm. Cozinhe por cerca de 15 minutos.

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Junte a massa ao cozido de batatas e repolho, misturando com um garfo e cozinhe até ficar al dente. Escorra.

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Para fazer o molho, derreta 100g de manteiga e refogue alho e sálvia a gosto.

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Finalize juntando a massa, as batatas e o repolho ao molho.

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Dê um toque final com tiras de fatias de queijo prato e parmesão ralado.

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Olha, também ficou uma verdadeira delícia.

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Tomamos um vinho tinto chileno, o Carmenere Gratia 2013, que foi “baunilhado, … a Deus, obrigado, cavaloso“.

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Sobremesa – Creme de Mascarpone  

Este é tão fácil de fazer, quanto é bom. Bata 3 gemas com 3 colheres de sopa de açúcar até ficar claro e fofo.

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Acrescente 200g de queijo mascarpone e misture delicadamente.

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Adicione 4 colheres de sopa de rum e incorpore 2 claras em neve, mexendo suavemente.

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Sirva gelado, polvilhado com cacau.

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Não precisa nem dizer que todo mundo achou esta sobremesa bem pequena.

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Eis a opinião do oriundi:
Como diria SS: é com você, Lombardia! Un spetacollo! (Edu)
Hours concours. (Mingão)
Devo de dizer que após tantos anos, as vezes a gente se surpreende! Na simplicidade a mágica aparece fulgurante, admirável! Tão 10 que após todos esses anos tem certamente um peso considerável! (Deo) 

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Esta coleção Folha Cozinhas da Itália é brincadeira.

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Nela se encontram receitas das mais variadas regiões da Itália e todas, eu disse todas, tem que ser reproduzidas porque são demais.

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Cá pra nós, a Itália é demais.

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Arrivederci.

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dcpv – estivemos na osteria francescana, o melhor restaurante do mundo

Nota da redação – Este post foi publicado no final de 2008.
E é o relato de um almoço inesquecível que fizemos na Osteria Francescana, o restaurante que acabou de ser eleito como o nº 1 do mundo.
Tudo bem que já faz um tempinho, mas já dá pra perceber que o Massimo Bottura chegaria lá.
Deliciem-se!

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31/10/08

Massimo Bottura, Osteria Francescana, Modena, Itália

Já faz um tempinho (05/01/08 ) que eu e a Dé fomos a um jantar especial no espaço DOM.
O Alex Atala convidou o Massimo Bottura pra mostrar o porque dele ser um dos expoentes da nova cozinha italiana.  Muito simpático, ele veio à nossa mesa e eu aproveitei pra dizer que iríamos conhecer a casa dele, a Osteria Francescana em Modena, no final de 2008 (isto tudo no meu parco italiano, prego!).

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Pois bem , o tempo passou e chegou a hora de irmos pra Emilia Romagna. Mandei um e-mail pra fazer a reserva e o próprio Massimo me respondeu, dizendo que estaria nos esperando.
Como sempre (eita, Primeiro Mundo!) deu tudo muito certo. No dia 31/10, precisamente as 13:30 hs, eu e a Dé desembarcamos do nosso carro alugado pra almoçar com o Massimo (sem trocadilho!).

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O restaurante é discreto, elegante e bastante pequeno. Estávamos pensando no que pedir quando o Massimo apareceu, se apresentou, conversou sobre o Alex e nos perguntou se não queríamos experimentar o tasting menu? E ainda salientou se gostaríamos à avant-garde ou seja, com todas as inovações !

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Resposta instantânea e simultânea: sim ! E lá fomos nós, nos aventurarmos (inclusive nos vinhos!) na cozinha estrelada da Osteria Francescana.

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Folheando o menu, a Dé descobriu um prato que se chamava 5 versões do Parmegiano Reggiano. O chef não só achou interessante a escolha como nos disse que ele seria o último da nossa degustação!
Começamos com um tempurá de peixe (anchovinhas) com sorvete de roti! Um escândalo de bom !

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Logo após, um peixe levemente defumado, mas o mais interessante foi que, quando os garçons retiraram a tampa do prato, um fumaça altamente defumada invadiu as nossas narinas e deixou uma sensação muito estranha e interessante. Até o vinho pareceu ser defumado !

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Pra limpar o palato defumado, uns belos grissinis.

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A seguir, um creme de bacalhau com pele de peixe frita (parece um torresmo), espinafre com óleo essencial (?) e pomodorini temperado. Bem bonito, né ?

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O próximo prato é interessantíssimo. Um brodo suave de peixe com cubos concentrados de moluscos, crustáceos e peixe. Quando você os morde, eles explodem na boca liberando uma intensa concentração de sabores. O de moluscos é especial. Ainda acompanhava um salgadinho que a Dé chamou de Ibis de camarão. Pra quem não lembra (ou nunca viu!), Ibis era a marca daqueles salgadinhos baratinhos que mais pareciam isopor!
E a harmonização com o vinho foi espetacular, pois quando tomado junto com a comida, o vinho absorveu o sabor dos cubos. Se ao contrário, um pedaço de pão fosse comido, o vinho voltava ao seu buquê natural. Tudo sensacional !

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Um risottino foi servido, pois não somos de ferro. Este foi feito com água de ostras, nero de sépia e caviar. Risottaço !

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Logo depois (ufa!), um robalo envolvido em pancetta com espuma de salsinha e purê de tupinambor (não tenho a mínima idéia do que é !).

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Pra limpar o palato, um colherzinha dum creme de alho poró com trufas.

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E, finalmente, a piece de la resistence. Parmegiano Reggiano apresentado em 5 formatos: um creme feito com um de 20 meses, uma pasta com um de 24 meses, um chantilly feito com um de 36 meses, uma espuma com um de 48 meses e a crosta, utilizando um parmegiano de 50 meses de maturação!!

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Olha! É maravilhoso e você come como se estivesse degustando aquela comida que a mamma fez especialmente pra você! Ave, Massimo!
Ressalte-se que todos os pratos eram acompanhados por vinhos que harmonizavam perfeitamente. E surpresa, a minha teoria sobre comida boa teve uma evolução: normalmente, eu digo que comida boa não engorda. Agora, aproveitei pra complementar dizendo que comida boa neutraliza o vinho já que bebemos bastante e saímos completamente sãos de lá, a ponto de dirigir tranquilamente de Modena a Bologna !

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Como sobremesa (e acompanhando o café), pequenos docinhos: gelatina de maracujá, pistache e wasabi; cheesecake; carolina explosiva; brownie de chocolate e ganache de chocolate.

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Neste solene momento, gostaríamos que todos que estivessem nos lendo, levantassem e batessem palmas. Por que este almoço foi digno deste gesto!
Vou até fazer o trocadilho de que o Massimo foi ele mesmo e pra finalizar, nos despedimos e tiramos a tradicional foto pra eternizarmos este delicioso momento.

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E quando achamos que tudo tinha acabado, o Massimo gentilmente nos ofertou um dos seus livros (Aceto Balsamico ) com a devida dedicatória.

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Foi ou não foi o máximo!

Ciao !

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dcpv – mais uma da itália: ligúria.

número 410
03/02/2015

Mais uma da Itália: Ligúria.

“O relevo acidentado, onde faltam planícies para o cultivo de diferentes ingredientes e para a criação de rebanhos, não impediu a Ligúria de desenvolver uma culinária saborosa e com muita personalidade.

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Nos pequenos vilarejos costeiros e na capital, Gênova, onde viveu Cristovão Colombo e onde está o mais importante porto comercial da Itália até os dias de hoje, a inspiração gastronômica vem do mar”.

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Pronto, cá estamos nós preparados pra experimentar a culinária desta peculiar região italiana.

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Ou seja, mais um livrinho da coleção Folha Cozinhas da Itália será devidamente dissecado.

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Vamos lá, então!

Entrada – Salada da Riviera Lígure.

A Ligúria também é o lugar onde ficam as famosas e lindas Cinque Terre.

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E dá pra imaginar como não seria bacana comer uma salada desta em plena Portofino!

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Pra fazê-la, basta misturar azeite, sal, vinagre (tudo a gosto) com ½ xícara de folhas de manjericão cortadas e 1 dente de alho picado e …

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… temperar separadamente folhas de alface roxa, alface-romana e radicchio …

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… 4 tomates italianos picados, …

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… 1 pimentão vermelho em tirinhas …

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… e 1 pepino japonês com casca em rodelas.

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Numa travessa (ou no próprio prato) monte a salada em camadas: primeiro o pão italiano, …

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… depois as folhas …

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… e por último, os demais ingredientes.

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Regue com vinagre e azeite.

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Decore com a bottarga (um embutido feito com ovas de tainha) e sirva.

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É, a Ligúria deve ser uma beleza mesmo.

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Tomamos um vinho branco, o Sauvignon Blanc Single State 2013, que foi “casados, United, solteirim, tico tico no fubá“.

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Principal – Trenette ao Pesto Genovês.

Este Trenette com Il pesto alla genovese é o que podemos chamar de tipicíssimo.

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Inicie fazendo o legítimo pesto genovês. Lave, seque bem as folhas de um maço de manjericão e coloque num pilão.

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Junte ½ xícara de pinoli tostados, 1 dente de alho e um pouco de sal e comece a socar.

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Acrescente aos poucos, 1 colher de sopa de queijo parmesão e 1 de pecorino. Quando obtiver uma pasta verde, comece a acrescentar uma xícara de azeite gradualmente, mexendo sempre, até ficar cremoso.

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Enquanto isso, coloque duas batatas grandes e cortadas em cubos pra cozinhar numa panela grande com água abundante com sal.

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Depois de alguns minutos, acrescente 60g de vagens cortadas em pedaços de 4 cm.

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Pouco antes dos legumes atingirem o ponto de cozimento, acrescente a massa, o trenette.

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Assim que a massa estiver al dente, escorra, reservando 1 colher de sopa da água de cozimento e acomode tudo numa travessa.

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Dilua o pesto com a água reservada e incorpore à massa.

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Ficou realmente delicioso.

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Ainda mais acompanhado do tinto Pinotage False Bay 2012 que achamos “true, baia, tenuta, 171”.

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Sobremesa – Bolo genovês.

Esta sacripantina é fácil de fazer (pelo menos eu acho, já que foi a Dé quem fez! rs).

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Bata 3 gemas com 180g de açúcar até obter uma mistura clara.

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Junte 160g de farinha, 1 colher de sopa de água de laranjeira, 1 xícara de rum, 160g de manteiga derretida em banho-maria e 3 claras batidas em neve. Misture delicadamente até incorporar os ingredientes.

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Despeje a massa numa forma redonda (26cm de diâmetro) untada com manteiga e enfarinhada.

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Leve pra assar em forno preaquecido a 200°C por cerca de 40 minutos até que superfície esteja dourada.

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Polvilhe com açúcar de confeiteiro.

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Olha, ficou diferente e muito bom!

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Eis a opinião dos ligurianos (ou seria ligurienses?):
Comida diferente. Italiana e diferente! (Edu)
Que pesto, que pesto! (Mingão)
Belíssimo pesto e patati! (Deo)

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Terra de Colombo? Do pesto? Do vinho branco?

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Não importa. O que importa é que toda esta comida é feita com ingredientes bons e resulta numa culinária marcante.

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Quer tirar a prova? Faça o Trenette com pesto.

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Arrivederci.

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dcpv – desta campanha nós gostamos

número 409
27/01/2015

Desta Campanha nós gostamos.

“Uma Itália quente, festiva, colorida e agraciada pela natureza. O interior de vales e montanhas contrasta com a linda Costa Amalfitana e com a ilha de Capri.

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Em Nápoles, capital da Campanha com vista para o Vesúvio, nasceram dois dos principais símbolos da cozinha italiana: a pizza e o espaguete à Puttanesca”.

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É assim a apresentação do livro da coleção Cozinhas da Itália referente a região da Campanha.

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Mais uma vez (já nem sei contar quantas) apelei pra estas receitas simples e saborosas da gastronomia italiana.

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Vamos então, ver o que que a Itália tem.

Entrada – Insalata Caprese e Mozzarella in carrozza.

Bom, a Caprese eu nem preciso explicar, tamanha a facilidade que a encontramos nas cantinas italianas de SP.

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Segue o minifotoblog:

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Já a Muçarela (é estranho escrever com cedilha) “na carruagem” é quase que um minisanduba. E é delicioso.

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Pra fazê-los, basta cortar fatias de pão de forma em discos de 8 cm.

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Cubra metade deles com muçarela de búfala ralada e salpique sal.

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Feche com os discos restantes e empane com farinha e ovos batidos.

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Frite em óleo bem quente, dourando os dois lados. Sirva quente.

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No nosso caso, o azeite da Caprese deixou a Mozzarella mais gostosa ainda.

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Acompanhamos estas entradas com um vinho espanhol, o Garnacha Punto y Coma 2009 que foi “basta, punto final, manquinho, como y punto“.

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Principal – Spaghetti alla Puttanesca.

Esta receita também é manjada por aqui, mas não menos saborosa.

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Pra prepará-la, refogue um dente de alho picado e uma pimenta dedo-de-moça também picada em azeite.

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Junte 100g de filés de anchova e desfaça-os com um garfo.

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Adicione duas latas de tomate italiano (de preferência San Marzano), 100g de azeitonas pretas, 100g de alcaparras.

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Misture bem e deixe apurar, em fogo baixo, por cerca de 20 minutos.

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Enquanto isso, cozinhe a massa conforme as especificações.

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Sirva com o molho devidamente agregado.

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Olha, ficou espetacular.

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Harmonizamos, por incrível que pareça, com um vinho da Georgia (ideia do Mingão), o Saperavi Teliani Valley 2011 que não se sobrepôs ao espaguete e foi “sopa de letrinhas, pereira, gomide, sandresco”.

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Sobremesa – Tarallucci di liquore.

Estes biscoitinhos foram feitos pela Dé.

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Misture 2 ovos com 2 colheres de sobremesa de açúcar e 1 cálice de licor de laranja (Grand Manier) e acrescente essência de baunilha e canela a gosto.

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Vá juntando cerca de 300g de farinha de trigo aos poucos, enquanto amassa, até ficar consistente, como uma massa de pão.

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Divida esta massa em 30 porções, modele os rolinhos e una as pontas pra formar anéis.

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Frite-os submersos em abundante óleo quente e deixe-os escorrer em papel absorvente.

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Ficaram um pouco sem graça e o jeito foi colocar açúcar e canela, além de principalmente serví-los com uma boa dose do anisete da D Anina, minha mamãe.

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Eis o que os adoradores de Campanha (não política!!) acharam:
Que bela campanha. Viva a Itália! (Edu)
A melhor campanha do ano, Clio Awards (Mingão)
Ora dirias comer delícias! Foi isso! (Deo)

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Me diz se um lugar que prima por ter anchova, avelã, castanha, cogumelo, espaguete, figo, flor di latte, limão, muçarela de búfala, nhoque, presunto, tomate, ricota, vôngole como ingredientes representativos não tem tudo pra formar menus inesquecíveis?

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Pois foi o que a região italiana de Campanha nos deixou.

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E melhor, ficou também a extrema vontade de conhecer esta região toda e provar estas delícias in loco. Huuuuuuuuummmmm!

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Arrivederci.

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dcpv – um dia especial e ferrarista em milão.

29/11/14

Um dia especial e ferrarista em Milão.

Tudo começou, pra variar, através do dcpv.

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O Kleber Ricardo, um engenheiro (olha o corporativismo) brasileiro que mora em Milão com a esposa, a também brasileira, Vanessa, deu uma comentada informando que gostaria de entrar em contato com a Maria.

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Incrível como através deste post, muita gente confundiu a Maria como sendo uma guia brasileira na cidade.

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Depois que eu esclareci que na verdade ela é somente uma amiga, o Ricardo apresentou a empresa dele, a Scuderia Moro Milano.

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E veja só que coincidência!

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Eles montaram uma empresa e fazem tours pra você dar uma volta de Ferrari (o automóvel é deles).

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Daí até marcarmos um passeio no sábado que estaríamos em Milão foi um pulo.

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Portanto, dia 29/11/14 às 10:30 estávamos lá, no local indicado e a espera de ouvir os roncos que só o motor de uma Ferrari sabe proporcionar.

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Pra começar, o lugar marcado é bem bacana. Fica num café distante do centro de Milão (quase meia hora) o Caffé Le Delizie, mas convenientemente próximo duma autopista.

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A empatia entre todos foi imediata. É claro que ficamos sabendo toda história deles (que é bem bacana) e logo depois iniciei o que seria propriamente o test drive.

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O Ricardo começa explicando os princípios básicos pra se dirigir um bólido deste, uma Ferrari F430 …

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… e logo depois você se vê comandando esta máquina.

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Olha, é uma sensaçào única.

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E a melhor de todas é quando você está na autoestrada, dá uma tremenda arrancada e sente os cavalinhos rompantes.

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Taí uma outra Disney feita especialmente para adultos.

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O passeio é mais do que recomendado e não exite em mandar um email pra eles pra perguntar o que quiser e terminar marcando o tal tour.

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Você não se arrependerá.

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Mesmo porque, você está em Milão!

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PS – Fiz questão de pagar o tour, portanto, esta é uma opinião totalmente isenta. O passeio realmente vale a pena.

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Este foi o gran finale da nossa aventura piemontesa. Espero que todos tenham gostado, porque nós estamos marcando a próxima. 🙂
Arrivederci.

Veja os outros dias desta viagem:
dia uno – Chegando e reconhecendo o Piemonte
Dia due – Barolo, a cidade.
dia tre – Piemonte – Olha que nome legal de cidade: La Morra.
Dia cuatro – Uma trinca quase perfeita: Coppo, Piazza Duomo e Vietti.
dia cinque – Vendo as borbulhas de Asti e sexshopeando no Eataly.
Dia sei – Fomos pra Ne-i-ve.

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