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dcpv – toscana e copa: tudo (ou nada) a ver!

número 392
15/07/2014

Toscana e Copa: tudo (ou nada) a ver!

Finda a saudosa Copa do Mundo (parabéns Alemanha) e já sofrendo de depressão pós bons jogos de futebol, fica sempre uma dúvida sobre o que fazer numa fria terça a noite?

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Comida alemã? Nananinaná. Teria que ser alguma coisa bem prazerosa.

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Aí caímos numa categoria que não tem erro: cozinha italiana. E pra ter menos erro ainda, culinária da Toscana.

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Vamos lá, então aos prazeres das terças.

Entrada – Acquacotta.

Numa tradução meio livre, poderíamos chamar esta receita de água cozida. Na verdade, esta Sopa de Vegetais à Toscana é muito interessante.

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Para fazê-la, basta lavar e cortar um pé de chicória em tiras.

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Pique dois dentes de alho e corte 300g de tomates italianos grosseiramente.

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Ferva 1,5 litros de água e junte a chicória, o tomate, o alho e tempere com sal e pimenta a gosto. Cozinhe em fogo médio com a panela destampada por um pouco menos de 2 horas.

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Minutos antes de retirar do fogo, acrescente 4 ovos batidos.

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Enquanto isso, doure fatias de pão italiano no forno e disponha-as em cumbucas.

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Despeje o caldo por cima e sirva com parmesão ralado.

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Isto é o que podemos chamar de uma água cozida deliciosa.

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Ainda mais acompanhada dum tinto , o Bonarda Las Perdices que foi “rota 66, torelo, james dean, consciente”.

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Principal – Risotto al Chianti.

É claro que se falando em cozinha italiana e especialmente a toscana, teríamos que fatalmente cair num risotto. E este é bem característico.

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Pra fazê-lo, refogue levemente em fogo médio, 4 gomos de lingüiça sem a pele e 2 cebolas-roxas médias picadas.

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Quando o refogado estiver dourado e macio, acrescente 400g de arroz arbório.

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Toste o arroz por 2 minutos, acrescente 1 taça de vinho Chianti e deixe evaporar. Vá acrescentando caldo de carne fervente aos poucos, sem parar de mexer, até os grãos ficarem al dente.

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Pra dar um gosto especial, acrescentei sementes de erva-doce e erva-doce in natura cortada com o descascador de vegetais. Olha, ficou muito bom mesmo.

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Harmonizamos com um vinho tinto L’Apparita Castelo di Ama Itália 2008 que achamos “herbáceo, poveríssimo, causesco, arlequim”.

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Sobremesa – Schiacciata alla Fiorentina.

Este bolo à moda Florentina é tradicional e especial.
Dilua 15g de fermento biológico fresco em ½ copo de água morna e misture à 250g de farinha de trigo, mexendo até ficar homogêneo. Cubra a vasilha com um pano de prato e deixe fermentar por cerca de 1 hora.

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Acrescente 1 ovo, 150g de açúcar, suco e raspas de 1 laranja, 3 gotas de essência de baunilha, 4 colheres de sopa de azeite e sove energicamente por alguns minutos.

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Disponha numa assadeira retangular (30×35 cm) untada e enfarinhada (a massa deve ficar com dois cm de altura) e deixe em repouso por mais 1 hora.

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Asse em forno preaquecido a 180°C por uns 20 minutos, até que a superfície fique dourada.

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Espere esfriar e polvilhe açúcar de confeiteiro (dei uma enfrescalhada e coloquei o Giglio, o símbolo de Florença.)

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Eis a opinião dos italianinhos:
Perfeita = noite de hoje. (Edu)
Voltamos a perfeição. (Mingão)
Estupenda simples luxuriosa noite !!! (Deo)

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Pronto! Pra variar, gostamos demais destes exemplos da chamada culinária povera (pobre???) desta região italiana.

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Eles, os italianos, podem não ser mais tão bons no futebol, mas em questão de culinária, eles são os maiores.

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Ai que saudades da Toscana.

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Arrivederci.

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dcpv – come usare l’aceto balsamico in cucina.

número 365
17/09/2013

Come usare l’aceto Balsamico in Cucina.

Estava eu limpando as minhas gavetas com algumas lembranças e/ou tralhas resultantes de viagens quando topei com um livreto de receitas. E era justamente o que acompanhava uma daquelas garrafinhas fantásticas de Aceto Balsâmico.

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O título é “Come usare l’aceto Balsamico in cucina”. Ou seja, ele contém receitas em que, normalmente, se usa o aceto legítimo (de preferência um bem antigo, daqueles bem grossos e densos) no acabamento dos pratos.

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O mais interessante é que o livrinho é multi-línguas (italiano, inglês, francês, alemão e espanhol).

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É claro que não tinha nada em português e a idéia principal seria, em caso de dúvida, comparar o ingrediente nas mais diversas línguas.

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Vamos lá, então, ao menu de receitas com aceto balsâmico.

Entrada – Tortinha de espinafre com creme de parmigiano reggiano e aceto balsâmico de Modena.

Este Tortino terá a sua receita descrita (parcialmente) em italiano:

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Preparazione – Frulliamo gli 400g di spinaci, 1 uovo, 150 g de parmigiano, 20 g de burro e 20 g de farina ad ottenere um composto omogeneo e senza grumi .

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A parte, preparamos forminhas, untando o seu interior com manteiga e farinha.

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Coloque o preparado de espinafres nas formas e leve ao forno a 180°C por cerca de vinte minutos.

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Enquanto isso, prepare o “Crema di parmigiano”.

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E com 300g de creme de leite fresco, 150 g de parmesão e 200 ml de leite, além do roux pra dar uma engrossada no creme.

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Sirva com o creme no prato, a tortina por cima e algumas gotas de aceto balsâmico de Modena.

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Ficou uma delícia.

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A Dé e o Mingão continuaram a sina deles ao provarem mais um vinho (eu continuo de molho), o Passe Cout Grains Bordeaux 2011 que foi “delicado, zeríssimo, transgênero”.

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Principal – Risoto com Calabaza y Vinagre Balsâmico.

Bom, não precisa nem dizer que esta estava escrita em espanhol, né?

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Este é um risotto normal.

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A única grande diferença é que é feito um creme de abóboras com as mesmas assadas no forno e liquidificadas.

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Este creme entra na receita logo após a junção do vinho branco no arroz.

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E aí se faz o risoto no padrão corriqueiro (por uns 18 minutos) até que o arroz esteja al dente.

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Finalize com algumas gotas de aceto balsâmico e lascas de parmesão.

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Sobremesa – Pudim de Morangos com Aceto.

Eis mais uma pra se usar um trechinho em italiano (que bela língua).

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Preparazione – Cuocere 60g di fragole com 2 cucchiai di zucchero, passarle al setaccio (o frullare), inglobare 4 rossi d’uovo, gli amaretti sminuzatti, uma grattugiata discorza di limone, um goccio di sassolino (o altro liquore all’anice).

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Cozinhar em banho-maria, após colocar em forminhas, durante alguns minutos.

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Adorne com algumas gotas de Aceto Balsâmico. Mais uma delícia, já que a combinação morango com aceto é sempre bem-vinda.

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Eis a opinião dos acetistas militantes:
Comida acetonada. Ou seria balsamicada? Perfeita, a noite e tudo o que a acompanhou. (Edu)
De cabo a rabo! Sensacional. (Mingão)

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Olha, mais uma vez as minhas reminiscências serviram pra execução dum grande menu.

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Apesar do aceto não figurar efetivamente em nenhuma das receitas, o toque especial que ele deu a cada uma delas foi soberbo.

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Faça você também na sua casa e não se arrependerá.

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Arrivederci.

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dcpv – castiglion del ferracci di vasconcelli

número 358
23/07/2013

Castiglion del Ferracci di Vasconcelli.

Como sempre, as viagens continuam influenciando os menus aqui no dcpv.

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E no caso deste último e marcante tour pela Toscana, as experiências tiveram peso.

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Aproveitei que o Mingão estava doidinho pra fazer a sopa de abóbora dele e deixei a entrada por sua conta.

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O restante foi tirado duma aula de culinária que fizemos no belíssimo hotel Il Falconiere, localizado próximo a Cortona, a terra da Frances Mayes.

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Vamos lá, então, às receitas toscano/botucatuenses.

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Entrada – Sopa de Abóbora do Mingão.

Já que o chef Domingos queria cozinhar, então ele ficará com a palavra, ou melhor, a receita:

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Ingredientes : 1 litro e meio de caldo de frango, 1 kilo de abóbora japonesa, 3 maçãs vermelhas descascadas, 2 colheres de gengibre ralado, 1 cebola grande picada, 1 colher de manteiga.

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Modo de fazer: dourar a cebola na manteiga, acrescentar a maçã, a abóbora e refogar por 10 minutos sempre mexendo.
Juntar o caldo de frango deixar ferver e abaixar o fogo, cozinhando por 25 minutos.

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Retirar do fogo, bater com o mixer e acrescentar o gengibre. Temperar.
Ficou uma delícia!

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Tomamos um vinho tinto, o Cabernet Sauvignon Familia Bianchi 2011 que abrilhantou este aveludado néctar. Nós o achamos “surpreendente, exquisito, titular, soberbo”.

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Primo – Pici.

Este pici é um macarrão típico da Toscana.

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E extremamente curioso, já que a sua massa é feita somente com água e farinha.

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Misturados na proporção 1:1, amassados e descansados por 20 minutos. Aí é só abrir e enrolar.

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Sim, mais uma tipicidade dele é ser enrolado com a mão como se fossem espaguetes, só que um pouco mais “gordinhos”.

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E o acompanhamento ideal é um molho de tomates bem encorpado e com a utilização de bastantes ervas.

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Ficou realmente delicioso.

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Ainda mais com um vinho branco também encorpado (?!?!), o Chardonnay Jacobs Creek 2012 que foi “de casa, da casa, companheirão, idem”.

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Secondo – Linguado enrolado em abobrinha.

A receita original foi feita com um turbot, que devido a falta, foi substituído (e a altura) por um belo linguado.

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O processo de execução é o seguinte: pique um dente de alho e ervas diversas, …

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… junte com pão velho italiano batido e …

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… deposite sobre fatias de peixe que foram temperadas com sal e pimenta. Coloque este peixe sobre fatias bem finas de abobrinha, …

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… enrole e feche com um galho de alecrim (só usei alguns).

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Aí é só dar uma selada numa frigideira com um pouco de azeite, colocar um pouco de vinho branco e levar ao forno médio por 15 minutos.

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Sirva com um molho feito com uma base de tomates e algum tipo de frutos do mar (usei camarões e vôngoles).

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Olha, ficou muito bom mesmo!

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Sobremesa – Sorvete de creme.

Devo confessar que por estar atrasado, apelei. Peguei um pote de sorvete Quibuono (mais conhecido como Kibon) e servi simplesmente com uma farinha de amaretto e de cantuccini.

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Taí uma sobremesa simples e gostosa.

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Eis a opinião dos ítalos-caipiras:
Perfeito. De cabo a rabo! (Edu)
The best!!! Top one. (Mingão)
De rabo a cabo! Nunca dantes corneado! (Deo)

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Bom, é isto aí! Certamente você não sairá duma aula de culinária na Toscana sem a perspectiva de reproduzi-la em quase que sua totalidade.

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São tantos sabores e tantos truques que aliados a simplicidade, te fazem querer dividir estas informações com todo mundo.

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Ainda mais que ainda tivemos, nesta mesma noite, a preciosa colaboração do prof Domenica, além do anizete da D Anina!! :)

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Arrivederci.

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dcpv – não seja puglia.

número 357
16/07/2013

Não seja Puglia.

Lá vamos nós novamente apelar (positivamente) pra Coleção Folha Cozinhas da Itália.

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E desta vez a região escolhida foi a Puglia (acredito que o Sauro do restaurante Friccò vai gostar também).

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“A paisagem de casinhas caiadas de branco aninhadas nas encostas à beira-mar é marca registrada da Puglia. Do cardápio pugliese, aprenda os segredos para preparar os taralli, rosquinhas de casca crocante, o frugal Orecchiette com abobrinha e o espaguete com mexilhões.”

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Me fala se com esta descrição você não se interessaria também em fazer todas as receitas possíveis desta aprazível região?

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Vamos lá, então, descobrir os segredos da Puglia.

Entradas – Bruschetta de linguiça e Crostini ao vôngole.

Crostini alle Vongole. Este é o nome desta receita em italiano. Ou seja, praticamente o mesmo que em português.

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Para fazer, basta aquecer 2 colheres de azeite e dourar 2 dentes de alho picados.

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Adicione 1 colher de sopa de gengibre ralado e 3 tomates maduros sem sementes picados …

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… junte os vôngoles e regue com 1 cálice de vinho branco seco.

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Cozinhe até o liquido reduzir e tempere com sal, pimenta, salsinha e manjericão a gosto. Reserve.
Toste as fatias de pão italiano pinceladas com azeite e sirva-as com o refogado de vôngole.

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E a Bruschetta con salsiccia?

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Faz-se da seguinte maneira: numa frigideira, derreta manteiga junto com o azeite e refogue 1/2 cebola picada até ficar transparente.
Junte linguiça moída e frite rapidamente.

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Acrescente 1 talo de salsão picado, regue com 1/2 cálice de vinho branco e espere o álcool evaporar. Cozinhe por mais 5 minutos, retire do fogo e deixe amornar.

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Cubra as fatias de pão italiano tostadas com esta mistura.

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Ficaram muito boas e saborosas.

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E acompanhadas com o vinho branco Torrontés Finca La Linda 2012 tornaram-se realmente inesquecíveis. O achamos “beautiful, carca, bonitinho, gostei”.

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Principais – Orecchiete com abobrinha e Polpettone ao forno.

Orecchiette com zucchine. É isto em italiano e é feito da seguinte forma: aqueça 3 colheres de sopa de azeite e doure 1 dente de alho picado.

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Junte 500g de abobrinha italiana fatiada em rodelas e cozinhe por 15 minutos. Tempere com sal e pimenta e cozinhe por mais 5 minutos em fogo baixo.

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Dissolva um envelope de açafrão em pó em 120 ml de creme de leite fresco e adicione à abobrinha.

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Mantenha no fogo por mais 10 minutos, até o molho ficar encorpado. Cozinhe a massa, as orelhinhas, conforme as instruções do pacote e misture-a ao molho.

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Ficou muito bom.

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Quanto ao Polpetone al forno, optei por fazer um ligeiro fotoblog (se quiser a receita, me avise que eu envio por email):

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Dá pra imaginar o sabor dos dois juntos no mesmo prato, né? É pura comfort food na acepção das palavras (que o digam o Deo e Mingão que comeram exatas duas vezes).

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Pra melhorar, se é que isso seria possível, tomamos um vinho tinto toscano, o Valdichianna Casa Vasari 2010 que foi “judô, vaza, soriano, adequadíssimo”.

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Sobremesa – Peras ao Vinho Tinto.

Esta, a Dé já tinha feito algumas vezes. Quer dizer, ela achava que tinha feito, já que tem características diferentes. Estas pere al vino rosso, são descascadas com cuidado e com a manutenção dos cabinhos.

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Coloque-as numa panela funda e larga e cubra-as com 1 litro de vinho do Porto.

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Junte ½ colher de chá de canela em pó, 2 e ½ colheres de sopa de açúcar, 2 colheres de sopa de manteiga e as tirinhas da casca de uma laranja.

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Leve ao fogo baixo por cerca de 20 minutos ou até ficarem al dente.

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Retire as peras e leve a calda de volta ao fogo até reduzir a 1/3 do volume inicial.

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Coe a calda e regue as peras antes de servir, com o acompanhamento duma bola de sorvete de creme.

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Simplesmente delicioso.

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Eis a opinião dos puglientos:
Eu não sou um puglia, mas gostei muito de tudo. (Edu)
Eu sou puglia desde pequenininho. (Mingão)
Io puglia, tu puglias,nóis puglia. (Deo)

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“A terra do sol quente, mar azul-celeste e casinhas brancas à beira mar é também o celeiro da Itália. É dos vastos campos de trigo e verdejantes olivais que sai grande parte da produção de farinha e azeite do país. O solo fértil e a simplicidade dos puglieses se manifestam numa cozinha autenticamente caseira, baseada em ingredientes da horta, como alcachofras e abobrinhas”.

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Xiiii, já sei porque que que a Dé também adorou tudo.

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Arrivederci.

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dcpv – toscana di vasconcelli

número 352
11/06/2013

Toscana de Vasconcelli.

Viajar pra Toscana tem muitas vantagens.

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E uma delas é justamente a quantidade de ingredientes e de idéias que retornam junto com você.

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Esta região italiana é tão bacana e com características tão particulares que dificilmente você voltará do jeito que você foi.

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Ainda mais depois das duas aulas de culinária que fizemos (uma em Cortona …

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… e outra em Montalcino).

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Pois foi me baseando justamente nestes ensinamentos que surgiu o menu deste noite.

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Vamos lá, então, ver o que que a Toscana tem!

Entrada – Sopa de Piselli.

Esta foi fácil. As piselli, as ervilhas, estavam no saquinho que trouxemos direto de Cortona.

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E com um ingrediente deste quilate, bastou seguir a receita que constava no próprio pacote pra se obter um prato saboroso e reconfortante. É claro que foi super-fácil fazer tudo.

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Fritei uma cebola cortada finamente em duas colheres de azeite …

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… e coloquei o pacote de ervilhas junto com 1,5 litros dum genuíno caldo de legumes.

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Aí foi só esperar meia hora até que tudo estivesse bem cozido, temperar e servir.

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Pra dar um incrementada, acompanhamos com um ótimo prato de salumi e formagio.

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Pra não perder a oportunidade, tomamos uns Spritz Aperol …

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… e a consequente flute da Cava Freixenet. Os achamos “little king, frescati, dr Osires, Florindo”.

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Principal – Spaghetti ao Sugo.

Também aprendemos a fazer o vero molho ao sugo. E o mais interessante é que ele é muito mais simples do que se pode imaginar.

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Na verdade, o que importa realmente é a qualidade e a variedade dos tomates. É claro que estamos longe de ser a Itália, mas com criatividade se consegue um bom resultado.

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Neste caso, usei tomates maduros, uma lata de tomate pelado e alguns tomates-cereja que trouxemos de Milão.

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Pra transformá-los num excelente molho, basta cortá-los em pedaços grandes (lembrem-se de deixar pele e semente), temperá-los com sal, pimenta e azeite …

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…e colocá-los numa frigideira quente.

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Refogue-os por uns 10 minutos, tempere e enquanto isso, cozinhe o spaghetti conforme as instruções do pacote.

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Junte a massa ao molho e sirva.

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Como sempre, simples e delicioso.

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E como não poderíamos cometer uma heresia, tomamos o excelente vinho italiano Casa Vasari Valdichiana 2010 , que foi “celebration, cássio, mariesco, mariesco”, segundo os tifosi, nós mesmos.

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Sobremesa – Cantuccini com Vin Santo.

Já que a tônica seria a Toscana, nada mais representativo do que comer o biscoito típico de lá, o cantuccini.

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E no formato mais do que conhecido, ou seja, molhando-o no Vin Santo.

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Se tiver oportunidade, experimente porque é muito gostoso.

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Eis o que os oriundi acharam de tudo:
15 minutos pra fazer, duas horas para degustar! (Edu)
Na chácara de Dios, não deixou pedra sobre pedra. (Mingão)
Achei um espetáquila. (Deo)

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É claro que a aura de tudo imperou.

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Afinal de contas, a viagem ainda está bastante recente e as emoções afloram abundantemente.

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Mas degustar a Toscana através de suas comidas, dos seus hábitos, dos seus maneirismos é um verdadeiro prazer.

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Incrível como comidas simples e feitas com a utilização de bons ingredientes, resultam em prazer total.

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É, como diz a Dé, a Itália é incomparável.

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E encantadora.

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Arrivederci.

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dcpv – undecimo giorno toscano – milão, despedida caseira.

09/06/2013

Undecimo giorno toscanoMilâo, despedida caseira.

Acordamos cedo, tomamos mais um café no Armani Caffè e fomos pra região do Duomo bater pernas.

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Como era no caminho, aproveitamos pra conhecer a Casa Necchi Campiglio.

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Ela é uma casa-museu milanesa e tem como característica manter toda a sua estrutura física original.

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Imagine a surpresa de ver tudo como foi criado por volta dos anos 30 e ainda ter a sensação de que se está vivendo naquela época?

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Pois é o que se sente ao fazer esta visita.

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Primeiro, por conhecer toda a infra da casa …

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… e saber que ela realmente está como foi criada.

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E depois, por conhecer o gênio criativo do arquiteto Piero Portaluppi.

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Ele foi contratado pelos donos pra deixar fluir a sua parte criativa …

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… e ela não decepciona.

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Vimos muitas coisas modernosas …

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…, incluindo armários embutidos que nada ficariam a dever em relação aos nossos de hoje em dia (lembrem-se, ele estava em 1930!).

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Saímos de lá extasiados e como era a hora do almoço, pensamos em continuar com a sensação.

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Pra que isso acontecesse, nada melhor do que ir comer novamente no Il Coriandolo.

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Sim, de novo nesta instituição e pedindo outra garrafa do bianchetto Rossj Bass do gênio Gaja.

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Chamamos uma Caprese com uma ótima mozzarella de búfala e começamos a adoração.

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A Dé inovou e escolheu um Gnochette com molho de pomodorini (ótimo) …

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… e eu não me acanhei e pedi mais um Spaghetti ao Vongole Veraci.

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O garçon (que era o mesmo de ontem a noite e lembrou-se de nós) ficou só ouvindo os “hum” e “oh” que nós pronunciávamos. Por incrível que pareça, o prato estava ainda melhor que das outras vezes.

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Esta é a Itália.

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Anda tivemos tempo de passar na área de alimentação da la Rinascente, comprar algumas coisas absolutamente necessárias (vinhos, molhos, arroz, feijões) …

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… e fazermos o último passeio (desta viagem) pela Galeria Vittorio Emanuele II,…

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… pela Piazza do Scala …

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…   e pela região próxima do hotel.

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O resto é pensar que (graças a Deus) estaremos de volta no ano que vem pra comemorar mais um níver da Dé.

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Não é a toa que ela está cada vez mais bonita e mais jovem.

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Viva a Itália.

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Arrivederci e até a próxima viagem.

Leia sobre os outros dias desta viagem:
Primo giorno toscano – De FV pra Toscana, ou melhor, Cortona.
Secondo giorno toscano – Voltando a Chianti e ao Castelo de Volpaia.
Terzo giorno toscano – Uma verdadeira puxada (curva) até Urbino.
Cuarto giorno – Sob o sol (e a chuva, e a tempestade e a cozinha) da Toscana.
Quinto giorno – Menu de cidades na Toscana.
Sesto giorno – Pitigliano, Bagno Vinoni, San Quirico, Buonconvento. Isto é Toscana?
Settimo giorno toscano – Happy birthday to you.
Ottavo giorno toscano – Castello di Ama, o piccolo Inhotim.
Nono giorno toscano-milanese: uma ponte imaginária.
Decimo giorno toscano – Milão – Scalando Da Vinci. E em 3D.

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dcpv – sob o sol da toscana.

número 353
28/05/2013

Sob o sol da Toscana.

Você já leu o livro Sob O Sol Da Toscana, escrito pela Frances Mayes?

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Se sim, duvido que não tenha se interessado em, no mínimo, passar um bom tempinho por lá.

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E no máximo, fazer como ela e o companheiro Ed: passar cada seis meses do ano no “dolce far niente” (no caso deles, nem tanto!).

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Pois eu reli. Até por causa de uma lição de casa que utilizaremos brevemente (em tempo, esta noite aconteceu antes da nossa viagem pra lá).

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Não preciso nem dizer (somos supeitos) que tudo é absolutamente encantador.

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As situações, o clima, as paisagens, o povo, as comidas …

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E foi justamente por causa destas (cujas receitas constam no livro) que resolvi fazer uma noite toscana.

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Vamos lá, então.

Antipasti – Pimentões vermelhos derretidos com vinagre balsâmico e bruscheta de ervilhas e chalotas.

Vou aproveitar a proximidade com a Frances (quem sabe não fazemos uma refeição em Bramasole?) e descrever as receitas como estão, literalmente, no livro.

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Os pimentões são feitos assim: “Tire as sementes e corte em fatias quatro pimentões. Cozinhe em fogo baixo num pouco de azeite de oliva e ¼ de xícara de vinagre balsâmico até ficarem bem macios, por cerca de uma hora.

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Mexa de vez em quando. Os pimentões deveriam quase derreter. Tempere com sal e pimenta. Acrescente azeite e vinagre uma vez ou duas , se parecerem secos.”

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Já a bruschetta: “Pique quatro chalotas (usei cebolas). Debulhe ervilhas (usei congeladas) em quantidade suficiente pra encher uma xícara.

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Misture e refogue na manteiga até que as ervilhas estejam cozidas e as cebolas, murchas.

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Acrescente um pouco de hortelã picada, sal e pimenta. Bata rapidamente no processador de alimentos ou à mão e sirva colheradas em fatias de pão grelhadas regadas com azeite e esfregadas com um dente de alho”.

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Esta é uma entrada perfeita e que esperamos degustá-la ao vivo.

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Tão perfeita quanto a cava espanhola Freixenet que a acompanhou e que achamos “surpreendente, toscava, Demi Moore, the best”.

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Primi e secondo – Flan de alho e Frango com limão e manjericão.

O flan de alho é feito assim: “ Separe os dentes de uma grande cabeça de alho. Sem descascá-los, ponha os dentes em água fervente por cinco minutos. Esfrie e esprema os dentes de dentro das cascas. Amasse e esmague com um garfo e misture bem a duas xícaras de creme de leite.

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Leve o creme e o alho a uma fervura lenta numa panela. Acrescente um pouco de noz-moscada  ralada, sal e pimenta.

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Retire do fogo e acrescente 4 gemas de ovo, batendo bem. Derrame em forminhas individuais bem untadas. Asse em banho-maria a 175°C por 20 minutos ou até que estejam firmes. Deixe esfriar por uns 10 minutos até desenformar.”

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Já o frango é uma daquelas receitas simples e toscaníssimas: “ Numa tigela grande, misture ½ xícara de cebolas pequenas picadas e ½ xícara de folhas de manjericão. Acrescente o suco de 1 limão, sal e pimenta. Misture e esfregue os temperos em seis pedaços de frango, colocando-os num tabuleiro bem untado. Regue com um pouco de azeite de oliva. Asse, sem cobrir, a 175°C por cerca de 30 minutos. Guarneça com mais folhas de manjericão e fatias de limão”.

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Dá pra imaginar o sabor do frango junto com o flan?

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Tudo bem que o flan não enformou, mas mesmo assim ficou uma delícia.

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Tomamos um vinho tinto toscano, o Casa Vasari 2010 que foi “ipon, ari poter, os the púlice, nílon”.

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Dolci – Peras em creme de requeijão cremoso

“Descasque e corte em fatias seis peras médias e arrume numa forma untada. Salpique uma colher de chá de açúcar. Bata em creme, quatro colheres de sopa de manteiga e ½ xícara de açúcar até que fique fofo. Sempre batendo, adicione um ovo e 2/3 de xícara de requeijão cremoso. Por último, acrescente duas colheres de sopa de farinha de trigo e misture bem.  Espalhe sobre as frutas com uma colher. Leve ao forno a 175°C, sem assar demais , por cerca de 20 minutos”

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Esta torta tem que ser feita na sua casa. É só o que podemos falar!

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Eis o que os etruscos acharam deste menu:
La Bella Toscana. Nos aguarde! (Edu)
Frances Delicias Mayes. (Mingão)
Espetaquiloso! Top 10! (Deo)

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“Poderíamos nos sentar como velhos camponeses junto à lareira, tostando fatias de pão com azeite, tomando um Chianti jovem. Depois de salas repletas de pendentes renascentistas e estradinhas empoeiradas desde Umbertide, preparo pequenas enguias fritas com alho e sálvia. À sombra da figueira, onde dois gatos se enrodilharam, não sentimos calor. Já contei: a pomba arrulha 60 vezes por minuto. A muralha etrusca acima da casa é do século VIII a.C.. Podemos conversar. Temos todo o tempo do mundo.”

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É isso aí, Frances. Temos todo o tempo do mundo! Ainda mais, na Toscana!

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Arrivederci.

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