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dia dodici – italia – toscana – um giro pela terra do pio II, pienza.

02/08/2016

Dia dodici – Itália – ToscanaUm giro pela terra do pio II, Pienza..

Dia de troca de hotel é dia perdido, certo?

Nem sempre.

Acordamos cedo pois tínhamos que ir pra Montalcino.

Melhor, iríamos para o Castello Banfi.

A expectativa era grande, apesar de já conhecermos o hotel quando de nossa outra viagem pra Toscana.

Foi um trajeto de 1,5 hora …

… em rodovias muito boas, …

… apesar de algumas obras …

… e perto do meio dia, chegamos.

Castello Banfi continua impactante.

Ah, jogamos com a possibilidade dos dois quartos estarem liberados, mas somente o nosso estava livre.

Era um quarto bastante grande e extremamente confortável.

Então, colocamos em ação o plano B.

É sempre bom ter um, né?

Resolvemos passear um pouco e revisitar Pienza.

Pra variar, o caminho é uma belezura …

.. e você cansa de ver paisagens que são tipicamente toscanas.

Manja aquelas fotos de calendário?

Chegamos lá …

… vendo uma coisa inédita nesta viagem: chuva!

Caiu pouco, …

… mas o suficiente pra nos abrigarmos no primeiro restaurante aberto que vimos.

Era o Ristorante Il Rossellino.

Tudo bem que eles até relutaram pra nós atender, mas finalmente conseguimos. 🙂

E tudo foi muito bom.

Pedimos 3 entradas: uma de vários tipos de pecorino (Pienza é a terra deles), …

… outra de frios …

… e mais uma com uma tremenda salada de erva doce, o famoso finocchio.

Pra harmonizar e na terra deles, um Super Toscano do Biondi Santi.

Como principais, a Lourdes escolheu um gnocchi com molho de pecorino, …

… a Dé, um trofie com pesto, …

… o Eymard, um talharim com ragu, …

… e eu, um vero hambúrguer de Chianina.

Todos os pratos muito bons e que nos fizeram entender que dificilmente você erra na comida por aqui.

Aproveitamos o pós almoço (e o sol) pra dar uma volta por Pienza.

Esta cidade tem esse nome porque foi a cidade natal de um dos maiores papas do Renascimento, Pio II.

Ele tentou transformá-la numa espécie de centro de artes.

Mas conseguiu fazer com que fosse uma das poucas cidadezinhas planas …

… encantadoras …

… e fotogênicas da Toscana.

Esta vale o fotoblog:

Retornamos de lá e tínhamos uma reserva pra jantar no restaurante gastronômico do Banfi.

E ele tem o nível que se espera.

Optamos por não fazer o menu degustação e não nos arrependemos.

Cada casal pediu, como entrada, uma ótima mozzarella empanada.

Como principais, a Lourdes e a Dé pediram o mesmo prato, um rombo (o peixe!) com uma boa variação de frutos do mar.

Pra continuar no mesmo tema, eu e o Eymard fomos num misto de frutos do mar fritos que estavam demais.

Pra acompanhar tudo a altura, um Chardonnay Banfi 2015.

Olha, foi uma refeição daquelas inesquecíveis.

Assim como todo o cenário que o Banfi te proporciona.

Se de dia já é mágico, imagine a noite!

Arrivederci!

.

 

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dcpv – dia undici – itália – toscana – cidades-paradoxo.

31/07/2016

Dia undici – ItáliaToscana – Cidades-paradoxo.

Hoje foi dia de reflexão.

Porque o paradoxo existiu desde o começo da manhã.

Visitaríamos uma cidade menor, outra maior (pelo menos fisicamente).

E ao mesmo tempo, ambas bonitas.

Acordamos um pouco mais tarde (chegamos às 2 da matina do show) e planejamos ir até uma cidadezinha que fica perto do hotel, mas que não conhecemos.

É Certaldo (a terra da cebola).

E é o lugar com aquela descrição manjada “típica, medieval e encravada na colina”.

Tudo bem que chegar ao topo, onde fica Certaldo Alto não é fácil.

Mas depois de idas e vindas, com um visual de tirar o fôlego, chegamos e não nos arrependemos.

O impacto visual é imenso.

Tudo parece como uma Disney real …

… e, inclusive aproveitamos pra tomar alguns Aperol Spritz para dar um amainada no calor, que estava no limite do suportável.

Dali, zarpamos pruma cidade considerada grande, mas não menos bonita.

Esta se chama Volterra.

Ela é muito antiga …

… e totalmente medieval.

Como toda cidade da Toscana, você não pode circular de automóvel pelo seu centro histórico (fique de olho na placa com um círculo vermelho indicando zona de tráfego controlado).

Mas encontramos um estacionamento e chegamos a tempo de cumprir a nossa reserva para o almoço, que seria no restaurante Il Sacco Fiorentino.

Escolhemos almoçar no terraço, ….

… já que o sol continuava a pino.

Pedimos um ótimo vinho branco do Antinori …

… e resolvemos dividir duas saladas: uma de atum …

… e outra de muzzarellini com milho. Ambas perfeitas.

Como principais, a Lourdes pediu gnochette, …

… a Dé um tortellini …

… e eu e o Eymard, dividimos um pici ao calcio e pepe …

… e cinghiale, o famoso javali.

Estavam ótimos.

Como sobremesa, pedimos o biscoito representante desta região, o cantuccini acompanhado de vin santo.

Aproveitamos após o almoço, pra dar umas voltas por esta bonita cidade (que redundância) …

… e comprar algumas coisinhas, …

… além de ter o prazer de passear ..

…. e conversar sem ter um plano muito bem definido.

Flanar também é muito bom na Toscana!

Retornamos ao hotel e tínhamos uma reserva pra jantar no restaurante Bel Soggiorno.

Pra sorte nossa e por mais paradoxal que seja, ele fica na, talvez, mais bela cidade toscana (ufa, é difícil escolher).

San Gimignano é realmente bonita, …

… está sempre movimentada …

… e tem uma aura “particolare”.

Além do mais, a chamada Manhatan toscana, tem em suas torres representantes lídimas do seu charme.

Como estávamos sem muita fome, pedimos um burrata pra dividir pra nós quatro.

Enquanto isso escolhemos um vinho branco vernaccia, típico da cidade, pra beber.

Como principais, a Lourdes continuou testando os risotos e desta vez foi um de funghi com açafrão.

A Dé pediu um bacalhau muito bom e estiloso.

O Eymard arriscou num galeto que estava bastante crocante e saboroso.

Eu acabei não me dando muito bem, pois o meu maialino (um porquinho) estava bastante gorduroso e com um sabor meio estranho.

Nos despedimos de “Sangimi” com um bom champanhe …

… e uma previsivel pannacota.

O restante foi caminharmos mais uma vez pela cidade …

… e perceber que, realmente, ela é imperdível pra quem está visitando esta região italiana (especialmente a sorveteria do Sr Dondoli).

Arrivederci.

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dcpv – dia diece – itália – toscana – e não é que chegou o dia do Bocelli?

30/07/2016

Dia diece – Itália – ToscanaE não  é que chegou o dia do Bocelli?

Era hoje o dia de ver o show do Andrea Bocelli.

Tudo começou da seguinte maneira: o Eymard viu que teria o show dele no dia 30 de julho, conseguiu os ingressos através da Teresa Perez e me mandou um e-mail perguntando se queríamos ir?

Olhamos, eu e a Dé, um para o outro e topamos na hora.

Pronto, estava criado o motivo da viagem.

Daí pra frente foi esticar um pouco antes pra França, …

… aprofundar a estadia na Toscana …

… e o show estava devidamente encaixado no nosso tour.

Portanto, acordamos cedo e fomos aproveitar a manhã toscana.

Pegamos o carro e chegamos em Colle di Val d’Elsa.

A cidade, pra variar, é bem bacana …

… e fica no alto duma colina (que novidade!).

Passeamos bastante, …

… apesar do calor reinante , …

… e resolvemos seguir em frente …

… pra revermos uma das nossas queridinhas, …

…  a belíssima Monteriggioni.

Esta é verdadeiramente um exemplo de tudo o que uma cidadezinha toscana deve ser.

É pequena no tamanho certo, …

… é todinha murada …

… é super conservada, …

… ou seja, o lugar perfeito pra tomar um aperitivo, …

… como os Aperol Spritz que pedimos.

Sem contar que a Dé retornou (esta é a terceira vez) numa loja de bijuterias finas (a Lourdes a acompanhou), …

… lugar perfeito para comprinhas e pra dar uma descansada também.

Próxima parada?

Em Castellina in Chianti, mais precisamente no restaurante Albergaccio di Castelllina …

… lugar mais do que indicado pra fazermos uma ótima refeição.

E foi o que fizemos.

Iniciamos dividindo irmanamente flores de abobrinha fritas e recheadas …

… e um bacalhau cozido em alta temperatura.

Além de uma Ferrari brut. Afinal de contas, estávamos na terra delas.

Como principais, a Lourdes experimentou o melhor risotto da viagem (até agora) , …

… a Dé escolheu um Spaghetti veggie com bastante molho ….

… e eu e o Eymard fomos no mesmo prato, uma codorna que estava divina.

Bebemos um vinho branco do Friulli …

… e dividimos um par de sobremesas que também estava muito bom.

Enfim, o Albergaccio di Castelllina vale mais do que a pena e é um restô pra ser visitado quando você estiver nessa região da Bota.

Saímos rapidamente, pois tínhamos que dar uma descansada pra nos preparar pro show do Bocelli.

Chegamos no teatro do Silenzio, na regiao rural da cidade de Lajatico e tudo impressiona.

A estrutura montada é incrível …

… e só uma pessoa visionária (sem piadinhas) como o Bocelli poderia pensar em fazer um show para 10000 pessoas …

… num lugar em que tudo tem que ser criado do zero.

Neste ano (este é o 11º), o tema seria o circo.

É o que nós vimos foi um espetáculo incrível …

… com as melhores vozes, …

… uma orquestra extraordinária, …

… com atrações de circo de primeira linha …

… e até elefantes verdadeiros!!!

Ah, com o Bocelli cantando e nos emocionando o tempo todo!

Foram duas horas inesquecíveis e certamente faremos um esforço pra assistirmos numa outra oportunidade.

A nossa alma vai agradecer (e os nossos sapatos também).

Por incrivel que pareça, ainda deu tempo de comer umas coisinhas no hotel …

… bebemorar …

… e contar elefantinhos para dormir.

Arrivederci.

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dcpv – dia nove – itália – toscana – fazendo uma aula de culinária … toscana!

29/08/2016

Dia Nove – Itália – ToscanaFazendo uma aula de culinária … Toscana.

Sol. Muito sol.

Agora dá pra entender o que a Frances Mayes queria dizer com sob o sol na Toscana.

Acordamos, tomamos um bom café da manhã no hotel …

… e zarpamos pra Siena.

É quase uma hora dirigindo em estradas confortáveis e com um ótimo visual.

Aproveitaríamos pra fazer, os quatro, uma aula de culinária na Scuola di Cucina di Lella.

Como curiosidade, eu e a Dé já tínhamos feito uma destas há 8 anos e que foi relatada aqui.

Chegar lá até que foi tranquilo.

E a aula foi mais ainda.

A ideia toda é você ajudar a Lella a executar um menu completo e logo após, degustar o produto final no formato de almoço.

Éramos em 10 (de várias nações) no total e a comunicação rolou tranquila (em italiano, inglês e até um pouquinho de português).

Como entrada fizemos um flan de pecorino com molho de pêras.

Este prato nos surpreendeu por, aparentemente, não ser uma coisa tão toscana, mas esta mistura do salgado do flan …

… com a doçura do molho de pêras, deixou tudo muito saboroso e italiano.

Para o segundo prato, cada um de nós preparou a própria massa, …

… que foi um pici, …

… uma pasta feita com farinha e água …

… e que foi moldada a mão. Uma verdadeira aula de culinária.

Como molho para acompanhar, um ragu de carne de porco moída …

… feito com uma base de legumes cortados finamente, vinho branco, caldo de carne e bastante tempo de fogão.

Já para o principal, aprendemos a fazer um Cinta Senese, uma carne que foi grelhada bastante …

… e que depois foi cortada finamente como se fosse um rosbife, …

… acompanhada de echalotas refogadas.

Finalizando, a sobremesa era Ricciarelli, um biscoito típico à base de amêndoas e essência de laranja.

Resumindo, depois de todos fazerem tudo, …

… a Lella e os seus ajudantes Lívia e Francisco …

… seviram todas as receitas numa sequência muito boa …

… de pratos tipicamente toscanos …

… e representantes legítimos da sua culinaria tão simples e peculiar.

Satisfeitos e felizes, saímos de lá …

… pra dar uma passada no centro nevrálgico de Siena, a Piazza del Campo.

O calor era saárico, as subidas fenomenais e de repente, esta beleza arquitetônica se descortina para nós.

Não teve como não aproveitarmos a oportunidade e tomar um champagne bem gelado pra agradecer tudo o que vida nos proporcionou.

Voltamos para o estacionamento da cidade e para o hotel.

Fizemos uma pequena mudança nos planos e optamos por tomar um banho, pra dar uma refrescada (a temperatura passou de 35ºC hoje) e partir pra jantar em San Gimignano.

Pedimos uma dica pra pessoal do hotel e ela nos indicou o San Martino 26.

Que fica na rua San Martino, 26! Daaaaaaaammmmm!

O lugar é bem bacana e chega a beirar a um kitsch chic.

A Dé e a Lourdes dividiram uma “la caprese” como entrada, que tinha como particularidade o sorvete de queijo pecorino.

O Eymard foi de “il bacalà, mantecato, in tempurá e lo strudel”.

Eu, escolhi “carpaccio di manzo, di maiale, di anatra affumicata” que mais parecia um jogo da velha saboroso!

Tomamos um Sauvignon Blanc “spetchialle” (como diria o Eymard) …

… e partimos para os principais.

A Dé e a Lourdes novamente dividiram um prato, o “il riso violane nano, peperone giallo, semi di sésamo e burrata”.

O Eymard escolheu “la pasta fresca al ragu crudo, sofrito di yogurt e crema di latte”.

Eu, louco que sou, fui de “gli spaghetti alle vongole, arancia e latte di mandorle”. Tudo muito bom, com exceção do risotto que, pra variar, estava levemente passado! rs.

Harmonizamos com um ótimo Chardonnay do Friulli.

Enfim, foi uma comida excelente e que nos deixou muito felizes.

Quer dizer, nem tanto. Ainda aproveitamos pra passear …

…. nesta magnífica cidade e além de curtir o visual, …

… tomarmos um sorvetinho do Dondoli, um verdadeiro campeão dos gelatos.

É, San Gimignano é mesmo uma cidadezinha especial …

… e muito fotogênica.

Que venga lo Bocelli!

Arrivederci.

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dcpv – dia huit/otto – paris/florença – taí uma rota bacana.

28/07/2016

Dia huit/otto – Paris/Florença Taí um rota bacana.

Dia de troca de hotel em viagem é perdido, certo?

Com troca de país é pior ainda, certo?

É mesmo. 🙂 Hoje não fizemos muita coisa.

Saímos cedo do hotel em Paris, fomos pro CDG …

… esperamos um bom tempo na sala VIP …

… e fizemos um ótimo voo pra Florença.

Foram 1,5 hs de puro prazer com direito a ver os Alpes e as plantações dos ótimos ingredientes que consumimos.

Daí, foi aguentar a complicação do pessoal que alugamos os nossos carros (ê, Europcar!)  e em poucos momentos, estarmos curtindo os ares toscanos.

Sabe que nunca tínhamos percebido o quão perto a Toscana é de Paris? O caminho do aeroporto de Florença até o o hotel Villasanpaolo também foi tranquilo.

E só tivemos tempo de ver o nosso bom quarto , …

… com direito à vista pra San Gimignano, a Manhatan toscana …

…  e fomos bebericar e comeriscar no restaurante do hotel.

Iniciamos tudo tomando um legítimo Champagne, acompanhado de bruschettas (italianas, off course!).

Continuamos com um espumante da casa, um Franciacorta …

… aproveitamos o por do sol …

… e a belíssima iluminação, …

…  pra ficarmos por lá mesmo e jantar.

Ainda mais com este céu!

Pedimos às seguintes coisas: como entradas e para dividirmos, excelentes flores de abobrinhas recheadas com ricota.

Como principais, a Lourdes,um Risotto, que infelizmente não estava al dente, …

… a Dé uma massa, que infelizmente também não estava al dente , …

… e eu e o Eymard, dividimos uma Bisteca Fiorentina que estava no ponto (e muito mal focada! 🙂 ).

Tomamos um vinho tinto da região, indicado pelo Antônio, o nosso atendente e sommelier, que casou muito bem com a Bisteca.

No mais foi conversarmos mais um pouco, fazermos nossos planos toscanos e dormir o nosso justíssimo sono.

Que venha o Bocelli!

Arrivederci!

Acompanhe os outros dias desta viagem:
dia un – Vale do Loire – Não há, ó gente, ó não, Loire como este, do sertão … francês.
dia deux – Vale do Loire – Chateau de Villandry, este lugar é um espetáculo!
 jour troix – França – Vale do Loire – A mulherada fazendo a diferença em Chenonceau.
dia catre – França – Vale do Loire/Paris – Esta rota é um espetáculo.
Dia cinq – Paris – O dia de turistas serem turistas.
dia six – Vinhoteando pela cidade luz.

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dcpv – mais uma noite de molise e basilicata.

número 424
07/07/2015

Mais uma noite de Molise e Basilicata.

Continuo na Coleção Folha Cozinhas da Itália.

E de repente me veio uma ideia, que na verdade é um plágio, mas não deixa de ser uma ideia. 🙂
Sabe aquele filme Julie & Julia? Pois bem, resolvi fazer a mesma coisa com a edição da coleção sobre as regiões italianas de Molise e Basilicata (estes nomes são bem potentes, né não?).

Então, farei todas as receitas do livro. São 4 antepastos, 4 primos, 4 secondos e (adivinhem?) 4 sobremesas.

Deste total de 16, já fiz 10 (incluindo estas de hoje).

Aguardem, portanto, que vem muito mais Molise e Basilicata por aí.

Entrada – Peperonata e Insalata di cipolle caramellate e rucola.

Estes antepastos são “tipici”.

Para fazer estes pimentões refogados (a Dé adora), basta limpar e cortar 800g de pimentões (vermelhos, amarelos e verdes) em tiras.

Fatie 200g de cebolas e 2 dentes de alho e refogue-os no azeite, juntamente com 2 folhas de louro.

Assim que a cebola estiver transparente e o alho, dourado, acrescente os pimentões, tempere com sal e pimenta a gosto e cozinhe em fogo alto por 10 minutos, até que os pimentões fiquem macios. Agregue 1/2 litro de molho de tomate e cozinhe em fogo moderado até o molho reduzir e encorpar.

Já pra salada, o grande segredo são as cebolas. Descasque e corte em gomos finos 4 cebolas roxas.

Aqueça 3 colheres de sopa de azeite, adicione as cebolas e pulverize com 2 colheres de sopa de açúcar.

Tampe a panela e cozinhe em fogo moderado por 30 minutos, mexendo de vez em quando, até a cebola dourar uniformemente. Junte 4 colheres de sopa de caldo de legumes e 1 colher de sopa de vinagre balsâmico e continue o cozimento por mais alguns minutos, até que a cebola esteja bem macia.

Retire do fogo, tempere com sal e deixe amornar.

Enquanto isso, corte 2 fatias de pão italiano em cubinhos, regue-os com azeite e toste-os numa frigideira. Faça também um vinagrete com 5 colheres de sopa de azeite, 1 e 1/2 colheres de sopa de vinagre de vinho tinto e 1 colher de sopa de mostarda de Dijon.

Para montar, distribua folhas de rúcula nos pratos, os cubinhos de pão, o vinagrete, cebola caramelada e tomates secos.

Sirva polvilhando com queijo pecorino ralado a gosto. Esta entrada ficou um verdadeiro espetáculo.

Assim como o vinho que tomamos, o branco Muscadet Sevre et Maine, que foi “romântico, mole e basilio, ultraleve, mainero“.

Principal – Risotto ai funghi porcini.

Este risoto de cogumelos porcini é muito fácil de fazer (mais uma vez, menos é mais!).

E a única diferença prum risoto usual, é a necessidade de hidratar os cogumelos em água morna por 10 minutos. O restante é aquela ladainha de sempre. Refogue cebola (neste caso, ralada), acrescente o arroz arbóreo, vinho branco e logo após este evaporar,…

… junte os cogumelos hidratados, junto com a água do molho.

Pouco a pouco, vá adicionando conchas de caldo de carne fervente (faça este caldo em casa), até que o arroz fique al dente. No final do cozimento, acrescente manteiga e queijo pecorino ralado. Sirva bem quente e conforte-se com este prato.

Harmonizamos com um vinho tinto italiano, o rosso  Barbera D’Asti CastelVero 2001, que achamos “dejavu, jardim, sevilha, citadino“.

Sobremesa – Picelatti.

Estes pastéis de nozes e amêndoas são bem bons (pra variar, foi a nossa patisseur Dé quem os fez).

Para a massa, derreta 150g de manteiga em banho-maria. Numa vasilha, misture 750g de farinha de trigo com a manteiga, 5 ovos, 2 colheres de sopa de açucar e 2 colheres de vinho moscato doce até obter uma massa lisa. Abra a massa com rolo até atingir 0,5 cm de espessura e corte em discos de 8 cm de diâmetro.

Para o recheio, triture 3 colheres de sopa de nozes e 3 colheres de sopa de amêndoas e misture com 2 colheres de sopa de miolo de pão amanhecido esfarelado, 3 colheres de sopa de mel, 1 colher de sobremesa de raspas de laranja, 1 colher de café de canela em pó e 1/2 colher de chá de cravo em pó.

Distribua pequenas porções do recheio sobre os discos de massa e dobre-os em meia lua, apertando as bordas com um garfo pra fechar bem.

Disponha os pastéis numa assadeira forrada com papel-alumínio e leve ao forno preaquecido (180°C) por 20 minutos ou até dourarem.

Espere esfriar e sirva. Olha, ficou bom, mas não espetacular.

Eis o que os basílicos (e molisos) acharam:
A entrada estava demais. E melhor, a Dé adorou os pimentões. (Edu)
Espetáculo. Itália cosa cche qui! (Mingão)
Entrada perfeita. Miolo honesto! (Deo)

Bom, foi isso.

Estas 6 receitas que faltam ser feitas podem render mais 2 ótimos menus.

Aguardem, pois farei ambos.

Afinal de contas, quando formos pras regiões italianas de Molise e Basilicata, certamente estaremos inteirados da gastronomia local.

Arrivederci.

.

 

 

 

 

dcpv – ligúria et marche.

número 423
30/06/2015

Ligúria et Marche.

Deixa eu explicar melhor o título acima.

Na verdade, a Ligúria e o Marche são regiões distintas da Itália.

Ambas ficam na parte de cima do cano da Bota, são litorâneas, mas em lados opostos.

De qualquer forma e como estava afim de comer frutos do mar, juntei receitas destas duas aprazíveis regiões (é claro que foram retiradas dos livros da Coleção Folha Cozinhas da Itália) pra formar o menu desta noite.

Vamos lá, então, as delícias praianas et italianas.

Entrada – Crostini ao vôngole.

Estes Crostini alle vongole são lídimos representantes da cozinha do Marche (cuja capital é Ancona).

Para fazê-los, basta aquecer 2 colheres de sopa de azeite e dourar dois dentes de alho picados. Adicione 1 colher de sopa de gengibre ralado, 3 tomates maduros sem pele e sem semente picados, 200g de vôngoles (também coloquei um pouco de mariscos e regue com 1 cálice de vinho branco e com 1/2 xícara de caldo de peixe.

Cozinhe até o líquido reduzir à metade e tempere com sal, pimenta, salsinha e manjericão a gosto. Reserve.

Toste fatias de pão pinceladas com azeite e sirva-as com o refogado de vôngole.

Ficou uma delícia.

Acompanhamos esta maravilha com um branco, o Sauvignon Blanc Santa Carolina 2014, que foi “bebê, bran-bran-bran-co-co-co, santo Jorge, cheirinho“.

Principal – Bacalhau à Genovesa

Esta é da Ligúria (cuja capital é Gênova). Este Stoccafisso (que belo nome, né?) accomodato é de uma simplicidade ímpar.

Inicie colocando 1/2 xícara de uvas-passas de molho em água morna durante 15 minutos. Aqueça 4 colheres de sopa de azeite e doure um dente de alho socado.

Adicione 700g de bacalhau dessalgado e cortado em postas, tempere com pimenta a gosto e junte 3 tomates maduros sem pele e sem sementes picados.

Tampe a panela e deixe cozinhar, regando com água de vez em quando, em quantidade suficiente pra não grudar e para formar um molho. Depois de 20 minutos, acrescente 2 batatas descascadas e picadas, as uvas passas e 1/2 xícara de pinoli.

Mantenha no fogo até que as batatas fiquem macias e o molho, encorpado. Resultou num prato confortável e muito, mas muito litorâneo.

Harmonizamos com um tinto, o alemão Dornfelder 2009, que foi “consoantes, branquinho, chucrutes, 7×1“.

Sobremesa – Bolachinhas de fubá.

Estes Beccute são do Marche. A Dé caprichou e estas bolachinhas ficaram muito interessantes.

Para prepará-las, triture 50g de nozes, 50g amêndoas e 50g de figos secos. Junte à mistura, 250g de fubá, 1 colher de sopa de azeite, 50g de uvas passas brancas hidratadas, 50g de pinoli, 1 e 1/2 colher de sopa de açúcar, uma pitada de sal e uma de pimenta do reino e trabalhe a massa, enquanto adiciona água morna aos poucos, até ficar fácil de manipular.

Modele bolinhas com pequenas porções de massa, achate-as e coloque-as numa assadeira untada com azeite .

Asse-as em forno preaquecido a 150°C por 25 minutos ou até dourarem.

Sirva fria. Ficaram gostosas as bolachinhas (é claro que foi a Dé que fez, estou insistindo) e pra situar vocês, é quase que um puxapuxa de milho.

Eis o que acharam os ítalo-surfistinhas:
Este Giro d’Itália está um verdadeiro spetacollo! (Edu)
Que viva a Itália. (Mingão)
Adesso devo dire che: 10 ou mangiatto bene!!! (Deo)

“Cidade em que viveu Cristovão Colombo, Gênova tem um quê de tempos idos, da época das grandes navegações”.

“Marche concentra belas montanhas, uma costa de tirar o fôlego voltada ao mar Adriático e uma cozinha autêntica.”

Olha, juntar a culinária destas duas regiões foi um verdadeiro achado.

Arrivederci.

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