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dcpv – dia tre – piemonte – olha que nome legal de cidade: la morra

24/11/14

Dia Tre – PiemonteOlha que nome legal de cidade: La Morra.

Era mais um dia incrível de frio e nublado.

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Mais íncrível ainda como tudo combina com o Piemonte.

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Tomamos o nosso ótimo café da manhã no hotel

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… e rumamos pra conhecer Cherasco.

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Que, por sinal, não é uma cidade muito turística (só estávamos nós quatro por lá), mas que é muito interessante.

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Passeamos por todo o centro histórico, …

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… conhecemos igrejas bem bacanas …

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… e, curioso, descobrimos que o lugar é conhecido por produzir escargots.

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Continuamos o tour pra tentar ver como é La Morra.

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Ela é uma cidadezinha piemontesa pequena e charmosa e além de tudo, um centro gastronômico de excelência.

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O problema é que vimos uma loja tão bacana, a Galo Wine Gallery, a GWG, …

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… com uma vendedora tão especializada e criativa, que não tivemos o que fazer a não ser comprar um montão de coisas.

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Como tínhamos uma reserva feita no melhor restaurante do Piemonte, o Bovio, zarpamos pra lá.

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E tudo continua mágico.

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O cheiro de trufa branca, …

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… a paisagem, …

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… a comida. Uau!

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Todos pedimos entrada e principal. Alguns pratos foram coincidentes:

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O risotto carnaroli mantecatto con cuore di Fondutta foi a entrada da Dé …

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… e principal da Lourdes.

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O Tagliolini al trenta Rossi con tartufo bianco di Alba foi a minha entrada …

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.. e o principal do Eymard.

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A entrada da Lourdes foi Uovo in pasta alla Bergese con tartufo bianco di Alba.

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O Eymard pediu como entrada La batuta di fassone piemontese.

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A Dé foi de ovo estralado com trufas brancas como principal …

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… e eu, tagliata di vitela con scaglie di parmigiano e, é claro, tartufo bianco.

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Tudo absolutamente perfeito e admirável.

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Os vinhos foram um bianco Gavi di Gavi …

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… e um Barolo do Vietti.

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Como sobremesa, um semifredo al Torrone con cioccolato caldo.

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Pronto!

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Estávamos tão saciados (na melhor concepção) que o único jeito seria continuar o nosso passeio por esta região tão particular.

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E resolvemos passar pelo centro de La Morra.

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A cidade é bem pequena, …

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… mas as paisagens de todo o vale do Langhe compensam a subida …

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… da rua principal.

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Retornamos ao tour com a intenção de conhecer a cidade de Barbaresco, homônima do vinho tão conhecido.

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Eis mais um lugar bacana, que é dominado pelo mito Angelo Gaja.

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Ainda tivemos tempo de degustar alguns vinhos locais, …

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… numa enoteca que fica dentro de uma igreja antiga.

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Mais típico e diferente, impossível.

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Retornamos ao hotel e durante a happy hour, …

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… feita com um bianchetto Roeiro Arneis e resolvemos jantar num restaurante na cidade vizinha.

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O concierge nos indicou o Stazione.

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Ele fica em Santo Stefano Belbo. E apesar da dificuldade de encontrá-lo a noite, tudo acabou sendo divertido e agradável.

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Começa que os preços são muito mais baratos que os restaurantes estrelados que frequentamos até agora.

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É incrível como a qualidade dos ingredientes continua a mesma.

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Como não estávamos com muita fome, optamos por dividir alguns pratos.

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Por exemplo, o vitelo tonato da entrada serviu pra mim e pro Eymard.

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A Dé escolheu pimentóes vermelhos assados e recheados com atum e anchova.

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A Lourdes foi de souflé de cardi com Fondutta.

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Como principais, a Dé e a Lourdes dividiram um talharim com trufas brancas.

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E as trufas foram servidas no formato mais honesto que vimos até hoje: pesadas e cobradas conforme o peso.

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Eu e o Eymard escolhemos gnocchi. O dele com molho ao sugo …

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… e o meu com molho branco de parmesão, papoula e Fondutta.

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Tudo absolutamente perfeito mesmo.

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Acompanhamos tudo com dois ótimos vinhos: um Barolo Gaja e um Barbaresco Pio Cesare.

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Pulamos a sobremesa e recebemos (pra variar) uns piccolos muito bons.

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O restante foi fazer o caminho sinuoso de volta pro hotel e dormir o sonho dos justos.

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Caramba, foi realmente um dia estrepitoso, como diria a ótima vendedora italiana da loja de vinhos de La Morra, a Érika.

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Taí, estrepitoso é uma boa palavra pra definir este maravilhoso dia da nossa viagem.

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Arrivederci.

Veja os outros dias desta viagem:
dia uno – Chegando e reconhecendo o Piemonte
Dia due – Barolo, a cidade.

 

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dcpv – piemonte – dia due – barolo, a cidade.

23/11/14

PiemonteDia dueBarolo, a cidade.

Acordamos cedo (levando em consideração que estávamos com 3 horas de diferença de fuso).

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A vista do quarto era animadora.

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Na verdade, todo o entorno do Relais San Maurizio é encantador.

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Fomos tomar o nosso lauto café da manhã, …

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… verificando as belezas que o local proporciona …

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… bem como, as obras de arte que fazem parte de todo o acervo…

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… e que se encontram expostas por lá.

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Logo após o café, iniciamos as nossas investigações sobre as cidades vizinhas.

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Todo o intuito deste tour seria complementar o que fizemos da outra vez, já que a base tinha sido gastronômica.

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Para tanto, escolhemos inicialmente dar uma passada pelo centro de Serralunga D’Alba.

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É um lugar bastante pequeno e com um castelo que é impressionante.

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Além da visão de todo o vale do Langhe que impressiona mais ainda.

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Não conseguimos fazer a visita (somente guiada) mas mesmo assim, curtimos muito o lugar.

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Depois de lá e como estávamos perto da hora do almoço, resolvemos nos dirigir pra Alba (a terra das trufas brancas) pois tínhamos uma reserva pra almoçar no restaurante Dulcis Vitis, do buona praça Bruno Cingolani (amigão do Juscelino Piselli Pereira).

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Não precisa nem dizer que ao chegarmos, o chef estava na casa pra receber todos os seus clientes.

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Que fique bem claro, esta é uma característica de toda a Itália.

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Nem precisamos pensar muito pra todos escolhermos a mesma opção: o piccolo menu degustazione al tartufo bianco com 4 pratos.

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Iniciamos chamando um Barbaresco, o Piero Busso 2007, que era uma maravilha.

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E o primeiro prato chegou.

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Uma piccola entrada com uma ricotta aerada e muita trufa branca.

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Pra quem nunca viu, uma trufa é deste jeito …

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… e por dentro tem esta formatação, …

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… além de ter um gosto bem parecido com um muito bem upgradeado gás de cozinha.

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Logo após comemos uns ravióli de ricota com burro di montagne, bagna calda …

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… e muuuuuuuuuita trufa branca.

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Pra continuar a esbórnia, tomamos um Barolo melhor que o Barbaresco, o Renato Corino 2003.

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E o prato “della resistence”, o ovo frito foi servido com …

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… muuuuuuuuuuuuuuita trufa branca.

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Terminamos tudo com um ótimo vinho de sobremesa, o Deltetto Bric du Liun,…

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…  que acompanhou o queijo de cabra com azeite e muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuita trufa.

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Resultado? Foi um almoço muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito bom e trufado.

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Logo após este arroubo gastronômico, só nos restou rumar pra verdadeira Meca do vinho piemontês, Barolo e conhecer o porquê de tamanha magia.

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A cidade é pequena, mas muito bonita.

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E além de todo o visual, ela tem um museu do vinho, o WiMu que vale a visita.

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Ele é todo modernoso e bastante interativo.

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Segue o fotoblog do lugar:

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Ao final da visita, você ainda tem à disposição uma lojinha com máquinas enomatics que te permitem, com o pagamento de um valor determinado, experimentar um monte de amostras dos vinhos mais representativos da região.

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Aproveitamos e bastante.

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Ainda passamos numas vinotecas…

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… e testamos (e compramos) vários vinhos e trapizombas enófilas.

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Retornamos pro hotel (o frio deu uma amainada) e …

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… resolvemos fazer um jantar bem mais leve, no próprio bistrô do hotel.

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Foi quase que uma descompressão, mesmo porque era uma noite de domingo e a dificuldade de encontrar algum lugar aberto era imensa.

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Iniciamos tudo pensando em começar e terminar no bar. Comemos algumas coisinhas …

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… e tomamos um espumante rosé feito aqui mesmo (por sinal, bem meia-boca),

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Achamos que ainda dava pra comer alguma coisa leve no restaurante Guido a La Costigliole.

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Escolhemos um excelente barbaresco pra beber e as coisas começaram a sair um pouco do controle. :)

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Eu e o Eymard, escolhemos um excelente vitelo tonato como entrada.

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A Lourdes foi no prato mais tradicional do restaurante, o Agnolotti al Plin.

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A Dé não perdeu o foco e optou por um cardo (uma verdura particular daqui e com gosto de alcachofra) regada a trufas brancas.

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Eu e o Eymard, não satisfeitos (por incrível que pareça) ainda pedimos os principais.

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Ele foi de gnocchi com creme de abóbora …

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…  e eu, de risotto ao frutos do mar (no ponto e excelente).

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Pedimos os cafés (passamos convenientemente as sobremesas) e é claro que os piccolos os acompanharam.

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Pronto! Estava terminada a noite de um dia que podemos considerar perfeito.

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Espero, sinceramente, que amanhã também seja!

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Arrivederci.

Veja o primeiro dia desta viagem:
dia uno – Chegando e reconhecendo o Piemonte.

 

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dcpv – cicília, sicília.

Número 402
18/11/2014

Cicília, Sicília.

Lá vamos nós apelar novamente para um lugar cercado de água por todos os lados.

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E desta vez (na verdade, mais uma vez) o local é a badalada Sícilia.

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“Na maior ilha do Mediterrâneo, as influências dos invasores históricos aparecem nos costumes, na notável arquitetura e também em sabores locais, como do atum com crostra de pistache, da cassata italiana e dos deliciosos canolis de ricota. Conheça essas e outras incríveis receitas sicilianas apresentadas no Coleção Folha Cozinhas da Itália”.

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É, nos conhecemos outras. Mas não menos fantásticas.

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Vamos a elas!

Entradas – Camarões gratinados e Fritada de queijo de cabra e ricota.

Este Gamberetti marinatti tem o mesmo principio de um ceviche. Compre camarões frescos, limpos e pequenos.

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Numa vasilha, coloque os camarões e cubra-os com suco de 1 e ½ laranja e 3 limões sicilianos.

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Junte 2 dentes de alho amassados e deixe marinar por 25 minutos.

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Como achei o resultado um pouco estranho, coloquei esta mistura numa panela e cozinhei por alguns minutos (até o camarão mudar de cor).

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Salpiquei sal e salsinha.

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Apesar do desvio, o resultado foi bastante interessante.

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Já a Frittata di caprino e ricotta, parece mais um grande omelete.

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Com um garfo, bata 4 ovos e acrescente 1 colher de sopa de pecorino, sal, pimenta calabresa moída e colheres de sopa de leite.

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Numa frigideira, aqueça duas colheres de azeite, coloque 100g de queijo de cabra e 100g de ricota, todos cortados em cubinhos.

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Deixe dourar por, ao menos, 10 minutos.

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Assim que os queijos começarem a dissolver, acrescente o ovo batido. De vez em quando, com uma espátula, desprenda a borda para que não queime (acabou dando uma ligeira queimadinha! Rs)

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Quando a omelete estiver bem cozida, macia somente no centro, vire-a para dourar do outro lado. Transfira e sirva.

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O conjunto das duas entradas ficou muito bom.

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Tomamos um rose para acompanhar, o rosé D’Azur, que foi “sweet rosé, como a cote, fleur de lune, lbv”.

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Principal – Espaguete com ricota e pecorino.

Este spaghetti com ricotta e pecorino é uma daquelas receitas italianas simples e que facilmente se transformam num clássico na sua casa.

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Cozinhe 500g de espaguete grano duro em água fervente até que fique al dente. Junte200g de ricota fresca amassada com garfo, 50g de parmesão ralado, 50g de manteiga em temperatura ambiente e pimenta calabresa moída a gosto, num bowl.

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Para amolecer a mistura, acrescente uma concha da água de cozimento do macarrão.

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Espalhe este molho numa travessa e coloque sobre ele a massa escorrida e bem quente.

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Mexa, salpique com queijo pecorino ralado e sirva imediatamente.

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Como todo prato clássico, o resultado foi fantástico.

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Pra melhorar, tomamos um vinho branco, o Sauvignon Blanc Antares 2012, que foi “quase quase, chardonnay blanc, incidente, pretender”.

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Sobremesa – Torta de framboesa e ricota.

Eis mais uma obra prima da nossa pastisseur, a D Vera.

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E por incrível que pareça, o tema ricota continuou em vigor.

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Esta torta, que mais parece um cheesecake, utiliza massa phyllo. E ficou excelente.

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Eis a opinião dos verdadeiros italianos:
Tudo muito bom, mas a pasta … (Edu)
Que macarrone, que comida, que sobremesa. (Mingão)
Delicia !!! (Deo)

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Pronto!
Parece brincadeira, mas apelar pra receitas italianas é certeza de sucesso e grande prazer.

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Esta Bota é realmente inesgotável.

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Arrivederci.

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dcpv – dia uno – chegando e reconhecendo o piemonte.

22/11/14

Dia uno – Chegando e reconhecendo o Piemonte.

Primeiro dia de viagem é dia perdido. Certo?

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Neste caso, até que errado.

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Nos encontramos (a Lourdes e o Eymard viajaram conosco) no novo terminal 3 do aeroporto de Guarulhos.

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Tudo certo e até a nova sala VIP da TAM funciona. :)

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Quando fomos fazer o embarque, tivemos a primeira grande e boa surpresa.

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Tivemos todos os quatro (apesar de termos comprado passagens independentemente) um upgrade de primeira.

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Ou seja, foi um voo tranquilo e bastante reconfortante.

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Chegamos em Milão no horário (13:00hs) e só não contávamos com a uma hora de espera na fila da imigração.

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Pegamos os carros previamente alugados na Hertz e zarpamos pro coração do Piemonte, mais precisamente em San Stefano Belbo.

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Ficaríamos hospedados no Relais San Maurizio.

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São quase duas horas de direção em auto-estradas perfeitas, …

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… com uma vegetação muito bonita …

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… mais uma parada para abastecimento (dos estômagos) num AutoGrill …

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… e tivemos a oportunidade de ver um dos mais bonitos pores do sol de nossas vidas.

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De repente e do nada, apareceu uma faixa no céu …

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… e nela se encaixou um sol vermelho.

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Absolutamente perfeito!

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Ah! Não podemos nos esquecer que escurece muito cedo nesta época do ano, perto das 17:30 hs. E foi justamente nesta hora que chegamos ao hotel.

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Apesar de estar tudo escuro, deu pra perceber a qualidade das dependências. Afinal de contas, ele é um antigo monastério e acima de tudo, charmosíssimo.

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Os quartos são, no nosso caso, bastante espaçosos e com uma decoração muito típica.

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Antes de mais nada, uma happy hour foi devidamente feita por nós e melhor, com um Champagne Ruinart de boas vindas.

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Como já é praxe nas nossas últimas viagens, reservamos o restaurante do hotel, o Guido da Costigliole (uma estrela no Michelin) pra iniciarmos as nossas aventuras gastronômicas piemontesas.

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E não nos arrependemos.

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A cenografia é espetacular, já que ele fica no porão do mosteiro que foi fundado por monges franciscanos em 1619.

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É claro que a primeira impressão é a que fica. E neste caso, o cheiro inebriante das trufas é inevitável.

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Optamos por comer pratos com elas.

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Os piccolos de praxe nos foram enviados.

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Enquanto isso, escolhemos todos comer tagliatelle com muitas raladas de trufas brancas …

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… e os homens, ainda experimentaram ovos preparados em dois estilos (ambos com as gemas caudalosas) e com muitas mais raladas de trufas.

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Em comum, os pratos completamente limpos ao final.

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Tomamos um Barbera D’Asti muito bom …

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…  e experimentamos um tiramisu, não tiramisu que foi apenas competente como sobremesa.

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Mais piccolos, desta vez doces, nos foram servidos junto com o café …

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… e a nossa primeira noite no Piemonte terminaria como esperamos que seja todo o nosso tour: comida muito boa e com pedigree.

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Arrivederci que amanhã tem mais trufas.

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dcpv – sonífera sardenha

número 401
11/11/2014

Sonífera Sardenha.

“Famosa pelas praias da Costa Esmeralda, frequentadas por milionários e celebridades, a ilha da Sardenha mantém uma cozinha familiar, cuja base pastoril divide a cena com ingredientes do mar. Ali brilham o malloreddus allo zafferano, um nhoque feito com açafrão, a lagosta à catalã e o risoto com frutos do mar. Estes são alguns dos pratos destacados na seleção de receitas deste volume da Coleção Folha Cozinhas da Itália”.

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Pode parecer apelação, mas não é. :)
Acontece que é prazeroso demais cozinhar e comer qualquer coisa que venha da Itália.

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E quando tudo é curioso demais, como no caso da Sardenha, só nos resta escolher algumas receitas e aproveitar o momento.

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Vamos lá, então, experimentar estas preciosidades!

Entrada – Carpaccio de robalo com pimenta-rosa.

Este carpaccio de spigola al pepe rosa é muito curioso.

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Corte a posta de robalo (by sex shop) em filés bem fininhos.

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Alinhe estes filés numa travessa e regue-os com a mistura de suco de 1 limão siciliano e de 2 laranjas-pera.

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Espalhe ¼ de copo de azeite sobre eles, cubra com filme plástico e deixe em repouso na geladeira por, no mínimo, 1 hora.

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Antes de servir, escorra metade do liquido da marinada. Grelhe 8 fatias de pão italiano e distribua-as nos pratos de servir.

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Ao lado delas, acomode os filés do peixe. Tempere-os com sal e pimenta rosa.

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Regue com mais azeite, decore com as raspas de limão e laranja misturadas e sirva.

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Este é o que poderíamos chamar de prato típico duma ilha paradisíaca!

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Complementamos com um espumante de classe, o Juvé y Camps, que foi “perfumado, cava nº5, desbunde, nice“.

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Principal – Risoto com frutos do mar.

Estes risotto alla pescatora é bastante interessante.

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Em vez de comprar frutos do mar separadamente, preferi utilizar aquelas misturas para paella. E como tinha algumas cascas de camarão, o caldo de peixe também estava resolvido.

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Aí é só pegar uma panela, colocar azeite e refogar 2 dentes de alho picados e 1 talo de salsão fatiado.

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Em seguida, acrescente 320g de arroz arbóreo.

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Regue com ½ cálice de vinho branco seco, espere evaporar e vá adicionando o caldo aquecido. Cozinhe por cerca de 15 minutos (sempre adicionando caldo a medida que seque) e agregue os frutos do mar.

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Tempere com sal, pimenta a gosto e junte salsinha picada.

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Incorpore manteiga quando o arroz estiver al dente, desligue o fogo e deixe descansar um pouco.

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Sirva esta maravilha e corra para o mergulho.

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Pra ficar melhor, harmonizamos com um vinho branco, o Chenin Chardonnay Roca 2013, que foi “panna, tear, cotta, nicest“.

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Sobremesa – Suspiros sardos.

Estes suspirus são “tipici”!! E fáceis de fazer.
Bata duas claras em neve bem firme e junte 200g de açúcar e essência de baunilha.

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Sem bater, adicione delicadamente 200g de farinha de amêndoa, até os ingredientes ficarem incorporados. Disponha colheradas da mistura numa assadeira polvilhada com farinha, de forma distanciada, para evitar que grudem posteriormente.

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Leve ao forno preaquecido a 150°C por cerca de 15 minutos ou até que os suspiros estejam levemente dourados. São pra se comer aos montões!

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Eis a opinião dos sardos:
Viva a Itália. E a cozinha italiana! (Edu)
Maravilha Peru-Itália. (Mingão)
A nice food! I’m so glad !!! (Deo)

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Esta Coleção Folha Cozinhas da Itália é demais!

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Certamente já fiz menus com todos os livretos de todas as regiões da Itália.

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Também, a Itália é que é demais, né?

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Arrivederci!

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dcpv – abruzzo, uma região aprazível.

número 395
12/08/2014

Abruzzo, uma região aprazível.

“O pulmão da Itália, como é chamada a região que compreende o maior número de reservas naturais do país, conserva traços de uma área que ficou isolada no mapa ao longo de séculos, protegida pelos imponentes e gélidos montes Apeninos”.

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Esta é a descrição da região italiana de Abruzzo que consta da Coleção Folha Cozinhas da Itália.

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E é bem convincente quanto ao fato de aguçar o interesse em se fazer um menu só com receitas de lá.

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Vamos lá, então, experimentar as delicias abruzzianas (e colocar mais um lugar da Itália na wish list).

Entrada – Pallotte e Funghi trifolatti.

Pallotte. Taí um nome dificil de adivinhar o que significa. Na verdade, são bolinhos de queijo ao sugo.

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E são feitos da seguinte maneira: amasse 500g de ricota (preferencialmente de leite de cabra) com um garfo e misture com 200g de queijo pecorino ralado, 100g de farinha de rosca e 1 ovo (no meu caso, tudo by sex shop).

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Modele os bolinhos e empane-os em ovos batidos e farinha de rosca (necessariamente nesta ordem).

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Reserve na geladeira em recipiente fechado, por ao menos 30 minutos. Frite-os submersos em óleo quente até ficarem dourados.

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Enquanto isso, faça um molho ao sugo refogando dois dentes de alho socados em 3 colheres de azeite e uma lata de tomates pelados.

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Sirva os bolinhos e por cima, o molho quente.

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Já no caso dos funghi fica mais fácil de saber o que são.

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No caso, simples cogumelos erynghi refogados.

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E numa base com manteiga, azeite, 1 dente de alho e salsinha picada. Tempere com sal a gosto e cozinhe em fogo baixo por cerca de 5 minutos, até o cogumelo ficar al dente.

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Sirva tudo muito quente e você certamente se divertirá, assim como nós.

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Pra melhorar um pouco, tomamos o vinho branco Sol Torres 2012 que foi “insolarado, ençolarado, deuce, fenix“.

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Principal – Gnocchi di zafferano com verdure.

“Perfeitamente adaptado ao clima dos montes Apeninos, o açafrão confere cor, sabor e aroma à massa e ao molho desta clássica receita”.

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Bom, os gnocchi são feitos da maneira comum com somente um diferencial, o açafrão.

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Portanto, misture 700g de batatas cozidas e passadas pelo espremedor, 200g de farinha de trigo, 2 colheres de sopa de azeite, 1 envelope de açafrão em pó diluído numa solher de sopa de água quente, 1 ovo e sal a gosto e trabalhe rapidamente até formar uma bola.

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Enrole porções de massa numa superfície enfarinhada, formando rolinhos de cerca de um dedo de espessura e corte-os em pedaços de 2 cm. Reserve.

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Para o molho, fatie uma abobrinha e 1 cebola em rodelas bem finas. Corte 1 pimentão vermelho e 1 verde à julienne (mais conhecido como fatias finas).

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Refogue a cebola no azeite, junte os pimentões e a abobrinha e, assim que murcharem levemente, acrescente dois envelopes de açafrão em pó diluídos numa concha de caldo de vegetais. Cozinhe por 25 minutos.

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Enquanto isso, cozinhe os gnocchi.

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Regue-os com o molho ainda quente e sirva em seguida.

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Delícia pura.

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Pra acompanhar, tomamos um vinho tinto Alturis 2012 que foi “pátria-mãe, alpes suiços, pico da Bandeira, habemos vinus“.

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Sobremesa – Panna cotta com salsa all’albicocca.

Panna cotta é super fácil de reconhecer. Já a albicocca vou deixar um pouco pra frente.

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E pra fazer a tal, junte ½ litro de leite com 500g de creme de leite fresco e 50g de açúcar e leve ao fogo até dissolver os cristais, sem deixar ferver. Agregue algumas gotas de baunilha. Hidrate 1 folha de gelatina em ¼ de xícara de água, adicione ao creme e mexa até dissolver. Distribua a mistura em forminhas e leve à geladeira por ao menos 3 horas.

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Enquanto isso, hidrate 200g de damascos secos (sim, as albicoccas!!) em água morna por 20 minutos. Leve 2 e ½ xícaras de água e 1 e ½ xícara de açúcar ao fogo, mexendo até o açúcar derreter.

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Junte o damasco e cozinhe por 20 minutos ou até que a calda engrosse. Deixe esfriar e reserve na geladeira.

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Desenforme a panna cotta e regue-a com a calda na hora de servir. Delícia, ainda mais com as albicoccas.

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Eis a opinião dos abruzzeiros:
Tudo absolutamente per-fec-to! (Edu)
Superação. (Mingão)
Caiamba! Espetáquila! (Deo)

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“Das bucólicas montanhas, onde pequenas cidades parecem ter parado no tempo e também do mar Adriático que banha a sua costa, os abruzeses extraem inspiração e bons ingredientes para uma cozinha simples, ao mesmo tempo enriquecida pelo sabor e cor pronunciados do açafrão ou pela farta variedade de trufas encontradas nos arredores de L’Aquila”.

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Açafrão? Trufas?

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Precisamos ir pra lá rapidamente! :)

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Arrivederci.

.

dcpv – toscana e copa: tudo (ou nada) a ver!

número 392
15/07/2014

Toscana e Copa: tudo (ou nada) a ver!

Finda a saudosa Copa do Mundo (parabéns Alemanha) e já sofrendo de depressão pós bons jogos de futebol, fica sempre uma dúvida sobre o que fazer numa fria terça a noite?

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Comida alemã? Nananinaná. Teria que ser alguma coisa bem prazerosa.

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Aí caímos numa categoria que não tem erro: cozinha italiana. E pra ter menos erro ainda, culinária da Toscana.

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Vamos lá, então aos prazeres das terças.

Entrada – Acquacotta.

Numa tradução meio livre, poderíamos chamar esta receita de água cozida. Na verdade, esta Sopa de Vegetais à Toscana é muito interessante.

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Para fazê-la, basta lavar e cortar um pé de chicória em tiras.

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Pique dois dentes de alho e corte 300g de tomates italianos grosseiramente.

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Ferva 1,5 litros de água e junte a chicória, o tomate, o alho e tempere com sal e pimenta a gosto. Cozinhe em fogo médio com a panela destampada por um pouco menos de 2 horas.

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Minutos antes de retirar do fogo, acrescente 4 ovos batidos.

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Enquanto isso, doure fatias de pão italiano no forno e disponha-as em cumbucas.

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Despeje o caldo por cima e sirva com parmesão ralado.

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Isto é o que podemos chamar de uma água cozida deliciosa.

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Ainda mais acompanhada dum tinto , o Bonarda Las Perdices que foi “rota 66, torelo, james dean, consciente”.

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Principal – Risotto al Chianti.

É claro que se falando em cozinha italiana e especialmente a toscana, teríamos que fatalmente cair num risotto. E este é bem característico.

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Pra fazê-lo, refogue levemente em fogo médio, 4 gomos de lingüiça sem a pele e 2 cebolas-roxas médias picadas.

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Quando o refogado estiver dourado e macio, acrescente 400g de arroz arbório.

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Toste o arroz por 2 minutos, acrescente 1 taça de vinho Chianti e deixe evaporar. Vá acrescentando caldo de carne fervente aos poucos, sem parar de mexer, até os grãos ficarem al dente.

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Pra dar um gosto especial, acrescentei sementes de erva-doce e erva-doce in natura cortada com o descascador de vegetais. Olha, ficou muito bom mesmo.

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Harmonizamos com um vinho tinto L’Apparita Castelo di Ama Itália 2008 que achamos “herbáceo, poveríssimo, causesco, arlequim”.

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Sobremesa – Schiacciata alla Fiorentina.

Este bolo à moda Florentina é tradicional e especial.
Dilua 15g de fermento biológico fresco em ½ copo de água morna e misture à 250g de farinha de trigo, mexendo até ficar homogêneo. Cubra a vasilha com um pano de prato e deixe fermentar por cerca de 1 hora.

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Acrescente 1 ovo, 150g de açúcar, suco e raspas de 1 laranja, 3 gotas de essência de baunilha, 4 colheres de sopa de azeite e sove energicamente por alguns minutos.

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Disponha numa assadeira retangular (30×35 cm) untada e enfarinhada (a massa deve ficar com dois cm de altura) e deixe em repouso por mais 1 hora.

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Asse em forno preaquecido a 180°C por uns 20 minutos, até que a superfície fique dourada.

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Espere esfriar e polvilhe açúcar de confeiteiro (dei uma enfrescalhada e coloquei o Giglio, o símbolo de Florença.)

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Eis a opinião dos italianinhos:
Perfeita = noite de hoje. (Edu)
Voltamos a perfeição. (Mingão)
Estupenda simples luxuriosa noite !!! (Deo)

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Pronto! Pra variar, gostamos demais destes exemplos da chamada culinária povera (pobre???) desta região italiana.

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Eles, os italianos, podem não ser mais tão bons no futebol, mas em questão de culinária, eles são os maiores.

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Ai que saudades da Toscana.

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Arrivederci.

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