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dcpv – o mundo é um pisello. e o plural deles fica ali nos jardins.

o piemonte é aqui
22/12/2010

O mundo é um pisello. E o plural deles fica fica ali nos Jardins.

Alguém já se sentiu como se estivesse no filme Feitiço do Tempo (Groundog Day)?

Pra quem não lembra, é aquele em que o maluco do Bill Murray acorda todo dia no mesmo dia. E ele tem a oportunidade de ir melhorando em cada um dos dias até o transformá-lo, o dia,  no mais ideal de todos.E a si mesmo, claro!
Pois foi este tipo de sensação que tivemos ao juntarmos novamente o grupo que viajou ao Piemonte aqui no restaurante do nosso guia, o Juscelino do Piselli (grupo? Lourdes, Eymard, Dé e eu!).
Se bem que no nosso caso, já começamos praticamente no final do filme, ou seja, o dia já estava na fase ideal! rs

E incrível como mais uma vez (e parodiando o nosso guru) tudo foi maravilhoso. (ouça a música I got you babe by Sony &Cher)
Antes disso, na noite anterior, a Lourdes e o sócio já tinham dado uma passada na sede pra saber como tudo funciona. Fizemos a reunião de demonstrativo do balancete de todo o Conglomerado Longueluz e acertamos os detalhes pro lançamento das nossas ações na Bolsa, viu Kika e Madá!  

Como comemoração dos bons resultados, aproveitamos pra estender este meeting até a famosa praia, onde está localizado o Piselli.
Alguns participantes não puderam comparecer por motivos de força maior (a Mônica e o Duto), mas mesmo assim tivemos que nos “sacrificar”.

Chegamos lá e o Juscelino estava a postos e na  mesa número 4. Nos saudamos e atacamos o couvert sempre caprichado do Piselli: pães quentinhos, uma focaccia de primeira, a pasta de ervilhas (uma marca registrada) e a manteiga fresquinha.
E como falamos sobre o nosso tour mágico pelo Piemonte (ouça I got you babe.)
O Juscelino foi até a cozinha montar o nosso menu degustação (inclusive, com a boa memória de sempre se lembrou que a Dé não é uma grande fã das carnes vermelhas) e voltou logo pra retomarmos o nossso papo.

Enquanto isso, começava o paralelo desfilar de grandes vinhos. Um branco Roero Arneis 2007 Vietti (nosso companheiro de algum jantar piemontês) foi aberto e serviu de acompanhamento pra entrada, um tartar de granchio com uovo de aringa e insalatina que estava sublime (ouça I got you babe ).

Conversamos muito e sobre tudo. Viagens, comidas, negócios, amizades; só não falamos sobre a exposição de fotos que o Duto (gratíssimo) brilhantemente tirou lá no Norte da Itália.
Acho que teremos que marcar mais uma destas reuniões, né sócio? Continuamos o nosso tour com aspargos grelhados com fondutta de queijo Fontina que estavam de delirar de tão bons. A Dé que é uma admiradora incondicional deste legume, delirou mais ainda.

Harmonizamos com um Dolcetto d’Alba 2006 Roche dei Manzoni. Se combinou? Nada a declarar!

Mais conversas e mais uma especialidade piemontesa. Um ravioli recheado de gema caipira ( e que gema!), aspargos e queijo taleggio servido com crema de tartufo. Este só faltou a Cher, aquela, entrar no Piselli entoando o I got you babe.

Pra melhorar (se é que seria possível) um tinto Barbaresco Rabajá 2003 Giuseppe Cortese.  

Estávamos chegando ao final (calma que é da parte salgada) e a trufa della trufa surgiu: um carré de cordeiro assado na lenha e servido com o seu molho acompanhado dum risotto (al dentíssimo) de queijo Castelmagno. Como diria alguém conhecido, estava ma-ra-vi-lho-so.

É claro também que o Juscelino trocou o carré da Dé por um belíssimo bacalhau fresco. Não ficou atrás do cordeiro!

A esta hora, estávamos todos virando os olhos. Mas mesmo assim, não sofremos quando o Juscelino disse que a sobremesa estava vindo.
Um tiramisu di panetone (isto é que é festejar o Natal) delicioso e estiloso …

… com um Moscato d”Asti Moncalvina Coppo (este eu também trouxe) de colocar atrás da orelha de tão perfumado.

Presto! Relutamos um pouco, mas como foi o Juscelino que ofereceu e seria uma grande desfeita, aceitamos (eu e o Eymard) uma dose de grappa do Gaja.
Finito! Foi um jantar digno do Piemonte. Melhor, digno da nossa viagem ao Piemonte.

Só faltou uma coisa: um pocket show do UB40 & Chrissy Hinde (bem melhor que o original) tocando aquela música que vocês já sabem qual é …

Ciao.

PS – O Juscelino co-escreveu o guia Itália, pra comer e beber bem (a venda nas melhores livrarias), que é pocket e cabe no bolso, com grandes dicas de restaurantes em toda a Itália. É obrigatório em qualquer viagem à Bota! O nosso já está guardado e devidamente autografado.

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piemonte – quinto giorno – gaia now for the rain is falling

02/11/10

Piemonte – Quinto  Giorno – Gaia now for the rain is falling

Quem ama os vinhos, ama os Gaja.

Que é um dos melhores produtores (quiçá o melhor) de toda a Itália.

Barbarescos, Barolos, Nebbiolos, Brunellos; todas esta jóias são produzidas por lá. E foi uma grande emoção quando vimos que um dos passeios do tour seria justamente à esta vinícola.

Mas o dia começou com um passeio corriqueiro e constante em todas as nossas viagens.

Fomos ao mercatto de Alba. Tudo bem que a versão completa dele acontece aos sábados, mas este parcial/diário já foi o suficiente pra mostrar como são os ingredientes por aqui.

 Segue um “piccolo” fotoblog  sobre este pedacinho do paraíso:

  

   

    

Também compramos algumas galochas. Mas estas são pro próximo post.

Encontramos com o chef Bruno Cingollani do restaurante Dulcis Vitis (o conhecemos num jantar sobre trufas aqui no Piselli) e fomos tomar um café com a “figura”.

De lá rumamos pra Gaja. Ela fica na pequena cidade de Barbaresco e todo o tour é um encantamento só.

Antes de mais nada, deixe-me resolver uma questão. Quando se escreve Gaja, deve-se ler Gaia (assim como a música do Gil, só que o g no lugar do k).

O tour começou com uma explicação histórica e apaixonada sobre o porque da vinícola ser uma excelência e como ela se transformou nesta potência mundial.

A nossa guia, a Sonia é uma grande entusiasta pela marca. Nós percebemos claramente a emoção que ela sentia ao nos contar cada detalhe da solidificação do mito Gaja. Na verdade, deu pra ver o lacrimejar dos seus olhos (ah, estes italianos tão passionais).

Ao final, degustamos 3 jóias: o Gaja & Rey Langhe DOC, …

… o Barbaresco 2004 DOCG …

… e o Sperrs 1999 Langhe Nebbiolo DOC.

A mulherada ficou tão emocianada que até fez pose de time de futebol.

E tem mais uma coisa: o próprio Sr Angelo Gaja, uma lenda da vitivinicultura mundial, veio nos dar um “saluto” pessoalmente. Como diria o grande poeta, ninguém chega nesta posição por acaso.

Saímos de lá por volta das 13:30 hs (ninguém queria ir embora!) e fomos almoçar no restaurante La Ciau del Tornavento do chef Maurilio Garola.

O lugar é extremamente bonito e acolhedor além de ter uma vista de tirar o fôlego. É claro que esta informação foi mais um exercício de imaginação do que qualquer outra coisa.

Sentamos numa mesa pra sete (o Duto e a Mônica, nossos parceirões,  se juntaram ao nosso grupo) e a diversão começou.

Couvert, grissini (cotação do Guia 4 Lâmpadas : 88 w),..

focaccia de cebola, …

 …uma saladinha de (acredito) pato, …

… uns picolos saborosíssimos, …

…, lulas, tanto o corpitcho ….

… quanto os tentáculos numa embalagem sensacional, …

… uma carne cruda (estávamos com saudades) com muitas trufas,…

… uns agnolotti tartufados de chorar de tão bom (e que vieram no lugar de uns gnochões ruins demais e devolvidos por toda a mesa, Juscelino incluso), …

…  e um leitãozinho divino.

Simplesmente divino.

É claro que arriscamos nuns pedaços de queijos DOP bem acompnahados por um mel trufado.

Finalmente, a sobremesa que era bonita, mas não tão gostosa (se bem que eu acho que a esta hora já tínhamos comido demais! rs)

Senhores, foram mais de 5 horas de puro divertimento, pois além de todos aqueles vinhos degustados, trufas aos borbotões; …

…  o bom-humor da nossa mesa era uma característica que não passou desapercebida por  ninguém.

Como o Juscelino já tinha frisado, não deixamos passar em branco a possibilidade de visitar a adega do restaurante. Veja como ele é um verdadeiro brincalhão! 🙂

Agora, será que podemos chamar somente de adega aquele verdadeiro monumento? São mais de 50000 (sim, cinquenta!) garrafas com o tudo o que uma pessoa possa imaginar sobre a “propriedade” de vinhos. Fizemos uma conta por cima e chegamos facilmente a milhões de Euros!!

Lá encontramos Chateau d`Yquem, Margaux, Petrus, …

… coleções  horizontais e verticais de Vega Sicilía,…

       

…  Gajas de todos os anos e tamanhos, …

                 

… Barbarescos , Brunellos, Barolos ou seja, o que você pensar ou imaginar; está tudo ali.

Só não vimos nenhum vinho brazuca, mas o Maurilio disse que pretende reparar este erro brevemente. rs

Saímos de lá pro hotel com tempo de tomarmos um banho e nos prepararmos pro jantar. E no caminho de volta tivemos uma breve revolução com as generais Dé e Lourdes inquirindo ao Juscelino qual seria o menu noturno. Quando ele respondeu que eram algumas coisas como fígado e lingua, até nós, eu e o Eymard, simples soldados concordamos com o alto comando. 🙂

 

Fica claro que o melhor conselho pra quem quer vir passear por aqui é estar predisposto a incluir no seu roteiro passar pelo menos umas 8 horas por dia na mesa (no mínimo umas 4 pra cada uma das refeições). Por volta das 20:30, estávamos os 4 e mais o nosso guru Juscelino, no saguão e prontos pra mais uma jornatta gastronômica.

Que neste caso teve a adição da arquitetura. Afinal de contas, não é todo dia que se janta num verdadeiro castelo perfeitamente preservado, o Verduno.

A proprietária veio nos receber (por sinal, ela era extremamente sorumbática) e nos levou à nossa mesa.

Todo o ambiente é misterioso e antigo, muito antigo.

Graças ao bom Deus ( e as meninas) chegamos a um consenso e fizemos uma refeição equilibrada (pros padrões piemonteses): um “piccolo”de pimentão,…

… uma sopinha de zucca com trufas negras, …

… uma faraona (a famosa “tô fraco”) com uvas e …

… um bonet, a nossa já conhecida sobremesa piemontesa.

Mais três vinhos pro nosso caderninho …

… e quando saímos percebemos o clima enigmático da cidadezinha de Verduno.

Ainda tivemos tempo de passar em Serralunga d’Alba e participarmos da beleza e do encantamento de tudo.

Do castelo, do povoado e do céu estrelado que vimos pela primeira vez na nossa estada.

Amanhã finalmente iremos caçar trufas.
E o sol promete fazer com que tenhamos a nossa visão ampliada pra encontrarmos o adorado tubérculo.

Às trufas.

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piemonte – terzo giorno – você sabe o que é uma cornucópia?

31/10/10

Piemonte  Terzo Giorno –  Você sabe o que é uma cornucópia?

Dia de entrar de cabeça no mundo piemontês. Faríamos o caminho Turim/Serralunga d`Alba.

Antes de qualquer coisa, tomamos um lauto café da manhã no próprio hotel  e que estava incluído na diária, uma grande pechincha internética.

Afinal de contas ele é todo modernoso com quartos espaçosos e vários ambientes com largas dimensões. Todo o complexo Lingotto, inclusive o shopping, foi montado onde antigamente era uma fábrica de automóveis.

Antes de seguirmos viagem, demos uma passada no Museu Nacional do Cinema de Turim.

Ele fica numa outra atração turística da cidade, a Mole Antonelliana que é uma pretensa e imensa mesquita que tem uma torre de 85 metros.

Com este formato arquitetônico, dá pra imaginar qual é a sensação quando você entra no elevador e …

… vai subindo até o topo e pelo centro da cúpula.

                                     

Uma pena que o tempo não colaborou muito, mas mesmo assim foi muito interessante.

E melhor ainda a visita propriamente dita a todo acervo do  museu.

Ele é super interativo e instrutivo.  Conseguimos ver como o cinema se desenvolveu desde os tempos antigos e ao mesmo tempo tivemos lições de física.

São 5 andares com cartazes, cenários e o ápice, o happy end acontece quando você, depois de estafado por ter andado muito, deita numa cadeira anatômica e fica vendo cenas marcantes dos grandes filmes.

Ah! As projeções  de fotos gigantes dos proporcionais astros na cúpula também são de arrepiar.

Enfim, é uma visita imperdível.

Passamos no hotel, fizemos o checkout e rumamos pra Serralunga d’Alba.
É claro que antes disto teríamos uma escala pra almoço. A missão seria conhecer o restaurante Antica Corona Reale que fica em Cervere (uma dica de Mr Jacques Trefois).

E já que falamos em heroínas, vou aproveitar pra citar mais uma: a Maria do GPS.  Esta portuguesinha merece pois  cumpriu com o seu dever a vigam toda e não nos deixou na mão em momento algum da viagem. Tudo bem que a nossa parecia ter um melhor senso de direção do que a da Lourdes e do Eymard, mas …

Chegamos a Cervere , que é a terra do alho porró, no horário da reserva e percebemos que o restaurante é bom só pela constatada grande quantidade de carros no estacionamento.

Sentamos numa mesa lindíssima, num salão clássico e começou o que seria (desde já) uma refeição histórica.
A recepção foi calorosa e os grissini, espetaculares (cotação do MicheLuz: *****).

Afinal de contas, praticamos o slow food na seu local de origem: quatro horas (sim, senhores) degustando o que de melhor existe em ingredientes e no país da excelência deles.
Pra começar (e não sair da onda mundial), uns “piccolos” amuses (a Dé a Lourdes adoraram estes pequenos). Chegaram uma salada russa, um refogado de cogumelos ….

…. e umas bolinhas de salsiccia (lingüiça pros íntimos) que eram simplesmente a carne delas pra serem degustadas. Pareciam bolas de carne untadas e desapareciam na boca ao contato com a língua. Perfeitas!

Daí pra frente foi um desfilar de pratos onde a surpresa era cada vez maior já que um era melhor do que o outro.

Entradas (como bacalhau,…

… foie gras e carne de vitela crua (adivinhem quem pediu?) foram se sucedendo.

                    

Principais como um tortelli ao funghi, …

… tortellini com alho porro DOP (chic, não?), …

      

… capello da prette com molho de Nebbiolo e …

            

… capretto de Roccaverano, o famosíssimo cabrito-especialidade pedido pelo Eymard.

                 

Tomamos dois tremendos vinhos, um Barbera d`Alba Conterno 2008 …

…e um  Barbaresco Cascina Luisin 2004 que também era uma beleza (o que não é nenhuma novidade!).

Os doces? Antes, um sorbetezinho pra limpar o paladar (não riam, por favor).

Aí chegaram as clássicas sorvete de creme e uma torta de ciocollato com sorvete do mesmo.

Tudo absolutamente saboroso e muito piemontês. Além do que nos divertimos a valer com a criação de alguns bordões que ficaram famosos no decorrer da viagem.
Continuamos  o trajeto até a próxima parada. Mais meia hora de carro e chegamos a Serralunga d`Alba e ao hotel  Il Boscareto Resort & Spa.

Que por sinal é moderno, muito bonito e fica exatamente entre videiras da Batasiolo. Ou seja, além de quartos espaçosos e …

… um lobby estiloso, você abre a sua janela e tem esta visão. É ou não é “piu bello” ?

Aproveitamos pra dar uma corrida até a Comune di Alba (uns 20 km) e dar uma espiada na Feira do tartufo bianco.
Chegamos bem no finalzinho, mas a tempo de verificar todo o clima tartufístico que envolve a cidade.

Cada pecinha desta custa, em média,  a bagatela de 100 Euros.

É claro que quanto maior o nariz, melhor será o cheiro de tartufo.

Retornamos rapidamente pro hotel (nesta viagem, slow só a food!) pois teríamos o nosso jantar de apresentação do grupo.

Que por sinal era  formado por nós quatro e o nosso guia e guru, o Juscelino Pereira do restaurante Piselli, um expert quando o assunto é Piemonte.

Nos apresentamos (o Juscelino trouxe mais dois amigos brasileiros, a Mônica e o Duto e que se tornariam nossos amigos também. Vocês vão ouvir falar muito deles nesta viagem) e fomos degustar um pouco das especialidades piemontesas.

Por volta da meia-noite estávamos encerrando o primeiro dia no Piemonte e com a certeza de que a qualidade e a quantidade de comida ingerida nesta expedição não seria pouca ( e aí entra a minha máxima de que comida boa não engorda).

Ah! Uma outra certeza também: experimentamos a pior sobremesa de todo o tour (sabe aqueles bolos Sol e ainda por cima duros…)

Outra e a mais certa das certezas: a quantidade de risos e grandes papos que teríamos com os nossos novos grandes amigos.
Arrivederci.      

PS – Cornucópia – s.f. Corno da abundância, símbolo da produtividade da natureza. Acho que nós vamos conhecer a cornucópia piemontesa! 🙂

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