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dcpv – é molise e basilicata?

número 422
23/06/2015

É Molise e Basilicata?

Você já ouviu falar destas regiões italianas?

Pois elas ficam ao Sul da Itália e são lugares que “parecem ter parado no tempo. Nos vilarejos de pescadores a beira-mar ou nas aldeias cravadas nas montanhas, os moradores de Molise e Basilicata jogam conversa fora ou simplesmente apoiam-se nas janelas para apreciar a vida que segue seu curso lento e tranquilo”.

Tudo isso (e mais as receitas desta noite) foram tirados do livro Coleção Folha Cozinhas da Itália.

Não tem como não se apaixonar e ao mesmo tempo, sonhar em como seria conhecer este ritmo de vida tão intenso! 🙂

Vamos lá.

Entrada – Cappelle di funghi al forno.

Estes cogumelos ao forno são bem charmosos.

Para fazê-los, basta limpar bem 12 cogumelos grandes (Portobello ou Shitake), destacando os cabinhos.

Pique estes cabinhos e misture-os com 2 colheres de sopa de salsinha picada, 2 dentes de alho socados, 1 colher de sopa de farinha de rosca, 2 colheres de sopa de parmesão ralado e sal e pimenta a gosto.

Recheie o chapéu dos cogumelos com esta mistura e reserve.

Corte 6 batatas descascadas em fatias finas e espalhe-as no fundo de um refratário untado com azeite.

Regue as fatias de batata com um fio de azeite e disponha os cogumelos recheados sobre elas.

Distribua pedacinhos de manteiga sobre cada cogumelo e leve ao forno preaquecido a 180°C por 30 minutos ou até dourarem.

Resultou num prato com os cogumelos muito saborosos e as batatas bem crocantes.

Pra melhorar, tomamos um vinho branco, o Pinot Grigio Vitis Castellargo 2013, que foi “pulo do gato, larguíssimo, ponta grossa, grandino”.

Principal – Polenta al ragú di salsiccia.

Esta foi covardia, já que a Dé é uma polentóloga militante.

O ragu, o molho desta polenta é imperdível.

Pra fazê-lo, basta ferver 2 linguiças suínas num pouco de água, escorra e pique-as, retirando a pele.

Aqueça duas colheres de sopa de azeite e refogue 1 talo de salsão picadinho, 1 cenoura ralada e 1 cebola picadinha até dourarem.

Junte a linguiça e regue com 4 colheres de sopa de vinho tinto. Depois que o álcool evaporar, acrescente 2 latas de tomate pelado.

Cozinhe por 20 minutos, regando com água sempre que o molho secar (eu usei um bom caldo de legumes).

Enquanto isso, faça a polenta de acordo com a embalagem.

Sirva regada com o molho bem quente.

Estava tão boa que todos comemos (Dé inclusa) pelo menos duas vezes!! 🙂

Ainda mais harmonizando com o vinho tinto italiano, o Barbera D’Asti Castelvero 2012 que foi “paixão, veríssimo, vulu, paisano”, segundo nós mesmos.

Sobremesa – Torta al limone.

Este bolo (cuidado que torta em italiano significa bolo) de limão é muito peculiar.

Para fazê-lo, bata 4 claras em neve bem firme. Depois, bata as 4 gemas com 100g de açúcar manualmente até ficar bem espumoso. Acrescente 150g de farinha de trigo, 150g de fécula de batata, 150g de manteiga derretida, baunilha a gosto e 1 colher de sopa de fermento em pó.

Incorpore raspas e suco de 1 limão siciliano e adicione um copo de licor de cereja, 1 pitada de sal e as claras em neve. Despeje a massa numa forma de aro removível com 20cm de diâmetro untada com manteiga e enfarinhada.

Asse em forno preaquecido a 180°C por 30 minutos, até que fique ligeiramente dourado.

Olha, não sei se foi a fécula ou não, mas o bolo ficou muito bom e diferente.

Eis a opinião dos, nesta hora, bem molises:
Molise e Basilicata? Onde ficam? Mas a comida é muito boa! (Edu)
Troppo grandíssimo o jantar! (Mingao)
Cosa che qui? Uno espetacolo! (Deo)

Realmente a Itália é uma caixinha de surpresas.
“Molise, desconhecida até mesmo por alguns italianos, é uma das menores regiões da Itália, tendo sido desmembrada de Abruzzo apenas em 1963”.

“Outro destino ainda fora dos principais roteiros turísticos é a montanhosa e pacata Basilicata, cuja capital é Potenza. Na região, que tem em media apenas 58 habitantes por quilometro quadrado, é bastante comum percorrer horas de estrada sem encontrar uma única pessoa”.

É, nós precisamos ir pra lá!.

Arrivederci.

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dcpv – é com você, lombardia.

número 417
12/05/2015

É com você, Lombardia.

“Os atrativos da região mais rica e desenvolvida da Itália vão muito além das famosas grifes e designers de Milão, admirados no mundo inteiro. A elegante e sofisticada Lombardia também dita a moda quando o assunto é gastronomia.”

É claro que dei mais uma apelada par minha Coleção Folha Cozinhas da Itália.

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E desta vez, optei pela Lombardia, já que é por lá, em Milão, que chegam todos os voos da TAM. O resultado? Mais uma vez, imperdível.

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Acompanhe todo este menu fantástico.

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Auguri.

Entrada – Polenta com Gorgonzola.

O gorgonzola é um queijo típico desta região. E dá um toque especial ao molho que acompanha a polenta.

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Para fazê-lo, basta derreter 120g dum bom gorgonzola (no caso, um italiano), junto com 120ml de leite …

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… e 120ml de creme de leite em fogo baixo. Adicione pimenta a gosto e reserve.

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Enquanto isso, ponha 1,5l de água para ferver (com sal a gosto).

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Adicione a farinha de polenta (uma caixinha) italiana aos poucos e vá mexendo em fogo brando até atingir o ponto desejado.

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Sirva a polenta coberta com o molho de gorgonzola bem quente.

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Ficou verdadeiramente delicioso e combinou muito com o friozinho reinante (não preciso nem dizer que a Dé adorou).

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Acompanhamos com um tinto libanês, o Oumsiyat Jaspe 2010, que foi “habib, polentoso, salim, apolentado“.

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Principal – Pizzoccheri

Este Pizzoccheri nada mais é do que uma massa rústica com batata e repolho. É o que podemos chamar dum representante legítimo da cozinha pobre desta região da Itália.

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Inicie fazendo a massa do macarrão no formato de sempre. A única grande diferença é que em vez de utilizar a máquina pra dar forma ao macarrão, você o corta com a faca, em tiras irregulares da espessura de um dedo.

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Ao mesmo tempo, leve 200g de batatas em rodelas de 1 cm de espessura ao fogo alto numa panela grande com bastante água.

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Quando a água da batata ferver, junte 1 colher de sopa de sal e 1/4 dum repolho branco cortado em tiras de 0,5 cm. Cozinhe por cerca de 15 minutos.

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Junte a massa ao cozido de batatas e repolho, misturando com um garfo e cozinhe até ficar al dente. Escorra.

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Para fazer o molho, derreta 100g de manteiga e refogue alho e sálvia a gosto.

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Finalize juntando a massa, as batatas e o repolho ao molho.

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Dê um toque final com tiras de fatias de queijo prato e parmesão ralado.

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Olha, também ficou uma verdadeira delícia.

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Tomamos um vinho tinto chileno, o Carmenere Gratia 2013, que foi “baunilhado, … a Deus, obrigado, cavaloso“.

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Sobremesa – Creme de Mascarpone  

Este é tão fácil de fazer, quanto é bom. Bata 3 gemas com 3 colheres de sopa de açúcar até ficar claro e fofo.

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Acrescente 200g de queijo mascarpone e misture delicadamente.

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Adicione 4 colheres de sopa de rum e incorpore 2 claras em neve, mexendo suavemente.

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Sirva gelado, polvilhado com cacau.

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Não precisa nem dizer que todo mundo achou esta sobremesa bem pequena.

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Eis a opinião do oriundi:
Como diria SS: é com você, Lombardia! Un spetacollo! (Edu)
Hours concours. (Mingão)
Devo de dizer que após tantos anos, as vezes a gente se surpreende! Na simplicidade a mágica aparece fulgurante, admirável! Tão 10 que após todos esses anos tem certamente um peso considerável! (Deo) 

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Esta coleção Folha Cozinhas da Itália é brincadeira.

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Nela se encontram receitas das mais variadas regiões da Itália e todas, eu disse todas, tem que ser reproduzidas porque são demais.

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Cá pra nós, a Itália é demais.

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Arrivederci.

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dcpv – esta rita é lobo!

Número 411
10/02/2015

Esta Rita é Lobo!

“Cozinhar não precisa ser complicado. Mais ainda, pode ser uma delícia não só para os outros, mas para você. Foi-se o tempo em que receber os amigos em casa significava passar o dia todo no fogão, tentando executar uma sucessão de pratos elaborados a tempo de tomar pelo menos uma ducha.

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Em Cozinha de Estar: receitas práticas para receber, Rita Lobo revela todos os segredos da arte de receber bem, deixar os convidados à vontade e surpreendê-los com pratos que vão parecer ter dado muito mais trabalho do que realmente deram – e você vai se divertir nesse meio-tempo, claro.”

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Vamos então as receitas do Cozinha de Estar (eita livrinho bonito e bom!).

Entrada – Sopa thai de leite de coco e frango.

“A grande vantagem de servir pratos com sabores mais exóticos é que eles oferecem menos margem para comparação”.

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Modo de preparo:

1 – Leve ao fogo alto, 1 litro de caldo de galinha (feito em casa). Quando ferver, adicione 2 saquinhos de chá de erva-cidreira, desligue o fogo e tampe a panela.

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2 – Corte 400g de filé de peito de frango em cubos pequenos e tempere com pouco sal.

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3 – Fatie 1 xícara de chá de cogumelos de Paris em três partes. Rale (1 colher de sopa) de gengibre. Abra 2 pimentas dedos de moça na metade, retire as sementes e corte em fatias finas.

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4 – Retire os saquinhos de chá da panela, acrescente 1l de leite de coco e o gengibre e ligue o fogo alto. Assim que ferver, abaixe o fogo para médio, junte os cubinhos de frango, os cogumelos, a pimenta e deixe cozinhar por 5 minutos.

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5 – Acrescente 2 colheres de sopa de nampla. Coloque ½ xícara de chá de suco de limão, 2 talos de cebolinha cortados finamente e 10 folhas de coentro rasgadas com as mãos. Sirva bem quente.

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Olha, ficou espetacular. Untuosa, bem temperada e levemente apimentada; um mimo!

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Acompanhamos com uma cava, a Segura Viudas que foi “prazer, …seguuuuura…, velve, widow“.

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Principal – Risoto de abóbora assada.

“Na minha casa sempre tem abóbora japonesa. É divina, pouco calórica e ultraversátil. Ela se transforma em infinitas preparações”.

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Esta receita é bem simples.

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Um simples risoto feito da maneira tradicional …

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… misturado a abóbora assada.

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Que é feita da seguinte forma:
1 – Compre 500g de abóbora japonesa em cubos de 2 cm (aprox). Preaqueça o forno a 180°C .

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2 – Lave e seque 10 folhas de sálvia e descasque 4 dentes de alho.

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3 – Numa assadeira, disponha os cubos de abóbora, as folhas de sálvia e os dentes de alho.

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4 – Regue com azeite, tempere com sal e pimenta-do-reino e misture bem para envolver todos os ingredientes. Leve ao forno para assar por cerca de 50 minutos. Prontíssimo!

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Foi justamente na mistura dos dois (abóbora e risoto) que o sabor se pronunciou (não se esqueça que a abóbora é juntada somente após terminar de fazer o risoto).

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Tomamos, pra ser diferentes, um vinho tinto libanês, o Oumsiyat Jaspe 2010 que achamos “ napoleônico, jaspiônico, labibs, simonesco“.

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Sobremesa – Pudim de claras.

“Que maneira delicada de terminar uma refeição.”

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Vou simplificar a receita, mesmo porque ela é bem simples: faça uma calda com ¾ de xícara de açúcar e ¼ de xícara de água, transfira para uma forma de pudim e bata 10 claras na batedeira (até o ponto de neve firme), acrescente 2 xícaras de chá de açúcar aos poucos. No final, junte as raspas de l limão e 1 colher de sopa de suco do mesmo limão. Leve ao forno (150°C) e asse em banho-maria.

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Ficou deliciosa e realmente finalizamos a refeição duma forma bem delicada.

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Eis a opinião dos chapeuzinhos vermelhos:
Cozinha prática e deliciosa. (Edu)
Cozinha pré-carnavalesca. (Mingão)
Meiga e prazerosa! (Deo)

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“Ninguém deve ser escravo da cozinha, mas, num mundo de fast food, delivery e comida congelada, cada vez mais as pessoas estão redescobrindo o prazer de cozinhar e de receber as pessoas em casa, sem compromisso.

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E é isso que Rita Lobo recupera nesta nova edição de Cozinha de estar; receitas práticas para receber.”

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É isto mesmo! Acredito que todo mundo ficou bem à vontade!

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Bye.

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dcpv – pão nosso de cada dia

número 370
26/11/2013

Pão Nosso de cada dia.

Quem passa por aqui, sabe do nosso apreço pelo suplemento Paladar do Estadão.

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E mais ainda pelas críticas de restaurantes, que poderíamos chamar tranquilamente de crônicas, que o Luiz Américo Camargo faz por lá.

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Pois foi através da edição de 21 a 27/12/2013 que fiquei sabendo da publicação do Luiz Américo, o Pão Nosso, Receitas caseiras com fermento natural (selo Panelinha, Cia das Letras).

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“A idéia inicial era apenas ensinar as pessoas a cultivar em casa o fermento natural, o levain. Mas aí ele resolveu dar também receitas de pães – integral, branco, de centeio, aveia e mel … E receitas para acompanhar o pão – manteiga, rillette, ragu … E para aproveitar as sobras de pão, a rabanada salgada”.

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Como esta receita, a da rabanada, estava disponível no suplemento (ainda não tinha comprado o livro), aproveitei o embalo e criei um menu com ela como entrada e outras receitas do livreto Coleção Gourmet Paladar – Italiana.

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Vamos lá, então, ao menu especial do/pro Luiz Américo Camargo.

Entrada – Rabanada salgada

Corte seis fatias de pão, que não podem ser muito finas (devem ter pelo menos 1 cm de espessura).

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Num prato fundo, bata 1 ovo, junte 1 xícara de chá de leite, tempere com sal, pimenta-do-reino e de noz-moscada e misture bem.

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Mergulhe o pão no prato de leite e ovo. Se o pão estiver muito duro, deixe uns instantes a mais para amolecer.

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Em seguida, passe as fatias para uma frigideira. Doure-as num pouco de manteiga, dos dois lados por pouco tempo.

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Transfira as fatias para um refratário. Cubra-as com queijo parmesão em lascas e leve ao forno pré-aquecido para derreter.

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Retire do forno e sirva ainda quente, com os frios da sua preferência.

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Ficou muito boa com o acompanhamento do vinho branco Sauvignon Blanc Erumir 2010 que foi “erudito, miomau, deodato, pimballesco“.

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Principal – Risoto de espinafre e limão e Filés picantes.

Este risoto é simples e surpreendente.

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É claro que é feito no formato usual (manteiga, cebola, vinho, caldo de legumes) …

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… e ao final, você junta espinafre picado e suco de limão siciliano.

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Sirva com raspas de limão.

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Já os filés são feitos da seguinte maneira: aqueça um pouco de óleo numa frigideira grande. Quando estiver bem quente, adicione bifes de filé mignon e frite por cerca de dois minutos de cada lado, se quiser mal passado ou 3 minutos, se preferir ao ponto.

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Retire os bifes, tempere com sal e pimenta e mantenha aquecidos. Adicione 2 colheres de sopa de aceto balsâmico, 75 ml de vinho tinto e 4 colheres de sopa de caldo de carne na frigideira e deixe ferver durante 30 segundos, raspando para extrair todos os resíduos do fundo da panela.

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Adicione 2 dentes de alho picados e 1 colher de chá de sementes de erva-doce e misture bem com 1 colher de sopa de purê de tomate e ½ colher de chá de pimenta calabresa seca. Deixe o molho ferver até reduzir a uma textura de xarope. Tempere com sal e pimenta.

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Coloque os bifes nos pratos, despeje o molho sobre eles e enfeite com salsinha picada.

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Eles, os bifes e o risoto formaram uma dupla perfeita.

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Aproveitamos e tomamos o vinho tinto Malbec Triuno 2011 que se apresentou “único, suicida, ténico, frutuoso“, segundo os padeiros de plantão.

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Sobremesa – Pudim de Panetone.

Melhor não comer demais no jantar, porque vai querer repetir esta deliciosa sobremesa”.

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É isto mesmo! Repetimos!

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Pra fazer o pudim, unte uma forma refratária. Passe geléia (escolha o sabor) em fatias de panetone e corte-as em triângulos. Disponha estes pedaços na travessa em camadas sobrepostas.

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Coloque 250ml de leite e 250ml de creme de leite numa panela e deixe ferver em fogo baixo.

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Enquanto isso, bata 2 ovos, 1 gema e 50g de açúcar mascavo numa tigela até ficar cremoso e aerado. Adicione lentamente o leite quente e despeje cuidadosamente sobre o panetone. Polvilhe um pouco de açúcar.

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Asse o pudim em banho-maria num forno preaquecido a 180°C durante 25 minutos, ou até que o creme fique firme.

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Aí é só comer!

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Eis o que os fãs do Luiz Américo Camargo acharam de tudo:

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De cabo a rabo, um espetáculo! O cabo e o rabo foram demais. (Edu)
Que comida!! Uno spetaculo! (Mingão)
Sensacional! (nunca usei este adjetivo). (Deo)

Pronto! Tá na cara que só pela amostra da rabanada, o livro Pão Nosso é imperdível.

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Prometo comprá-lo (em tempo, a Dé me deu o livro de presente e ele é sensacional), quem sabe conseguir um autógrafo para a posteridade e fazer uma outra noite por aqui só com receitas dele

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Promessa é dívida.

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Até.

dcpv – frida e diego. que casal!

número 356
25/06/2013

Frida e Diego – que casal!

Ganhei este livro, o Las Fiestas de Frida y Diego: Recuerdos y Recetas, da Patricia do excelente blog Memórias Gastronômicas quando da realização do nosso 40º Inter Blogs.

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Gostei tanto que o li inteiro (na medida em que o meu espanhol permitiu).

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E nele, além dos fatos do relacionamento explosivo deles, estão contidas ótimas receitas da mais genuína gastronomia mexicana.

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Daí a escolher um menu, foi um passito!

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Vamos lá, então, as receitas mexicanas de Frida e Diego.

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Arriba!

Bebidinha – Margarita

Manjada, mas gostosa.

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Entrada – Sopa de Ostiones.

É claro que eu tive que improvisar, já que não é mole encontrar Ostiones por aqui.

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E é mais claro ainda que eu reproduzirei todas as receitas no mais autêntico “mexicano”.

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Se acitronan la cebola (uma grande e ralada) y los ajos (dois dentes) né lá mantequilla (1/8 de barra),  añade la harina (3 colheres) y se frie unos segundos, se agregan los jitomates (3 médios pelados e picados), sal y pimienta y se deja sazonar 10 minutos o hasta que esté cozido; se añaden el água donde vienen os Ostiones (usei mariscos defumados) y el caldo de pollo (dois litros) y se deja hervir unos minutos, se agregan los Ostiones y el perejil (1/4 de copo) y se deja hervir un minuto mas.

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Se sirve bien caliente.

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E servimos quente, já que a pimenta era preponderante, como toda boa comida mexicana.

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Enfim, adoramos.

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Assim como o vinho branco argentino, o Graffigna Pinot Grigio 2012 que foi “hb, cento por cento, menas, rezistrado“.

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Principal – Guisado de filigrana o pollo frito em almendrado y Macarrones con espinacas.

Mais duas receitas bem bacanas e contendo leves adaptações de ingredientes que não encontrei nem no sex shop.

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Para fazer os Macarrones, “se lavan muy bien las espinacas (700g) y se les quitan los rabitos; se ponen a cocer con el agua que se les quedó pegada al lavarlas, sal y lo chile (coloque um pouco de pimenta). Se retiran de la lumbre, se dejan enfriar un poco y se muelen.

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Aparte, se derrite la mantequilla (3 colheres), se añade la harina ((3colheres) y se frie durante un minuto; se agregan lá leche (2 copos), la crema (1 copo) y sal y pimienta al gusto, meneando con un batidor de alambre para que no see formem grumos. Se deja espesar unos minutos y se incorporan las espinacas molidas.

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Se cuecen los macarrones (500g) en abundante agua salada hirviendo, hasta que estan al dente, se escurren muy bien y se acomodan en un refractario engrasado com mantequilla y en cuyo fondo se habrará vertido un poco de salsa de espinacas, se bañan con la salsa restante, se ponen los trocitos de mantequilla, se espoletando con el queso rallado y se meten en el horno precalentado a 175°C durante 20 minutos.

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Já pro Guisado, utilize “las piezas de pollo (coxas e peitos de frango) se salpimientan y se frien en la manteca caliente hasta que impiecen a formar, se sacan y se dejan escurrir sobre papel absorbente.

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Despos pasan por las galettas y luego por el huevo para capear y se frien ligeramente; se sacan y se escurren antes de metelas en el almendrado, donde deben reposar unos minutos antes de espolvorearse con canela y servirse.

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Almendrado – los calcahuates (os milhos) y las almendras (amêndoas) se muelen y se frien, se agregan la leche, el azucar y un poco de sal y se deja cocer la salsa hasta que esté espessa.

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Ficou uma maravilha.

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O contraste entre o doce da canela, o molho agridoce do frango e a crocância do macarrão foi preponderante.

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E o vinho tinto alentejano Mariana Herdade do Rocim 2010 não fez feio. Ele foi “Mari, duas buelas, como duela, adelita“.

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Sobremesa – Helado de Coco

Taí mais um sorvetinho.

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E me diz se você também não ficou com vontade de chamá-lo de sorvete de “cueco”? 🙂

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Para fazê-lo, basta “por sobre la lumbre todo (1 litro de leite, 1 1/4 copo de açúcar, 1 e 1/4 copos de coco fresco sem pele e ralado fino), menos o extracto de vainilla, y se deja cocer durante 30 minutos a fuego lento, se retira del fuego y se añade lá vainilla (uma cucharadita, mais conhecida como colherzinha), se deja entibiar, se licua y se refrigera; cuando está frio se mete en la heladera y se siguen las instruscciones del fabricante.

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Ficou “hermoso”.

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Eis a opinião dos chicharitos:
Hasta la vista, baby. Un espetaculo, si señor. (Edu)
Incrible Adelita (petaculo). (Mingão)
A mi me gusta mucho !!! (Deo)

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Todos sabemos que Frida Kahlo e Diego Rivera tiveram uma relação tórrida e em certos pontos, maníaca.

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Também imaginamos que com esta equação explosiva (eles + México) só poderia se esperar este resultado.

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O que não imaginávamos era que a comida que eles gostavam de apreciar seria tão interessante.

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Grato, Patricia, por nos permitir conhecer os sabores da paixão mexicana.

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Adiós.

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dcpv – … de um povo heróico bra.do …

algum sábado de maio

… De um povo heróico bra.do …

Estava eu assistindo ao Todo Seu, o programa da titio Ronnie Von, quando vi alguns pratos interessantes apresentados por um chef convidado.
Fiquei curioso em saber daonde ele era, mas nada. Até que no final do programa, o titio informou que era o Pedro Vita, do restaurante bra.do.

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Fiquei com esta informação na cabeça e aproveitei que o sócio estaria por aqui pra conhecermos o lugar. Ele fica num sobrado na gastronômica rua Joaquim Antunes, em Pinheiros, mais precisamente no nº 381.

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E melhor, dá pra se fazer reservas que funcionam no site Restorando. Pois em pleno domingão, estávamos lá as 13:00 hs, para experimentar a comida do bra.do (xiiiiii).

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Sentamos numa mesa na área externa do simpático casarão e começamos a observar todo o interessante entorno.
O Eymard (pra variar) já estava lá e aproveitamos que ele estava experimentando o cleriquot e pedimos uma jarra.

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O menu é muito eclético e contém muitas opções.
Iniciamos escolhendo duas entradas pra dividirmos. Uma, a crostata de queijos com nozes

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… e a outra, um prosciutto

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… com pão com tomate.

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A conversa rolava solta enquanto os principais chegavam. Costelinhas com melaço pro Eymard, …

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Sopa de peixe indiana, a Korma pra Dé …

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…  e Polvo com batatas (pra variar) pra mim.

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Todos muito bons e com uma apresentação perfeita (o serviço é impecável e as louças são muito bacanas).

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Estando com o formigão Eymard, seria impossível pular as sobremesas. Ele escolheu Crumble de Maçã com sorvete de doce de leite e…

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… nós, prosaicas bolas de sorvete de doce de leite e de iogurte.

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Olha, o bra.do mostrou ser um local pra chamar de seu e onde é possível se fazer uma ótima refeição com preços justos.
E não será preciso ao menos cantar o Hino Nacional.

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Bye.

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Em tempo, o grande Evandro Barreto, o nosso querido Dodô, acabou de lançar o seu livro, o Na Mesa Cabe o Mundo, a primeira produção da nova editora do conglomerado Conexão Paris.
Nele estão contidas as mais belas crônicas sobre, essencialmente, gastronomia e bem-viver, seja em Paris, seja nos bares da vida.
Caso você queira comprar, entre aqui e aproveite. Você (literalmente) se deliciará!

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Fogão de lenha no dcpv.

26/02/2013
número 343

Fogão de lenha no dcpv

“Edu, o fogão de lenha, para nós, mineiros, representa um estado de espírito.
É a certeza de que, enquanto se cozinha o feijão, se ferve o leite e se assa o pão-de-queijo, o tempo pode parar e esperar a conversa dos amigos .
É assim que me sinto, desde que conheci a cozinha do dcpv que, generosamente, se abre para os amigos do mundo”.

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Não precisa nem dizer que esta dedicatória foi feita pela Drix.

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E num livro, o Fogão de Lenha, Quitandas e Quitutes de Minas Gerais, da Maria Stella Libanio Christo (editora Garamond) que ela, gentilmente, nos deu de presente.

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Pois não é que ele tinha ficado no apê da praia e justamente neste final de semana, resolvi folheá-lo novamente.

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Começa que ele é muito bem escrito, contendo fatos inusitados e até menus de refeições feitas nos idos de 1800. Mas o objetivo principal da autora foi catalogar o máximo possível de receitas daqueles cadernos que passam de mãe para filha.

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E o resultado é uma leitura pra lá de agradável, como o próprio livro indica ser uma refeição típica mineira.
Vamos lá, então, experimentar estes quitutes e estas quitandas, sô.

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Como diria a Maria Stella, cheguem-se, a casa é sua!

Bebidinha – Caipirinha.

Como pensar numa comida tipicamente mineira, sem a legítima caipirinha, aquela de limão.

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Principal – Um almoço mineiro.

Não estranhe. Desta vez vou seguir os preceitos do livro e servir uma refeição mineiraça.

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Arroz, feijão, carne, angu, legumes e verdura. Estes são os componentes deste jantar. Todos servidos ao mesmo tempo e no mesmo prato.

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Arroz branquinho e o feijão bem temperado foram feitos pela Flora.

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Já a carne tem que ser de porco. Então escolhi um Lombo à Mineira.

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Pra fazer, basta deixar um lombo magro temperado (uns 2 kg) numa vinha d’alhos (alho, cominho, gotas de pimenta, pimenta do reino, louro, sal e vinagre) durante umas 3 horas.

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Coloque o lombo numa assadeira untada e leve ao forno brando.

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De vez em quando, borrife com água pra que asse bem. Quando estiver macio, deixe corar.

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Pra acompanhar este lombo, uma simples farofa de manteiga .

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Já pro angu, dei uma leve sofisticada (também sou filho de Deus, sô) e fiz uma polentinha básica.

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O legume escolhido foi a abóbora.

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Corte-a em pedaços, misture 1 colher de chá de tempero mineiro (alho, cebola, cebolinha, pimentão verde, sal e salsa) e esquente o óleo numa frigideira.

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Quando tiver bem quente, refogue e deixe cozinhar lentamente, pingando água.

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Finalizando, optei pela couve a mineira, …

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… cortada fininha e refogada numa frigideira junto com bacon derretido.

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É claro que o prato todo montado ficou uma belezura, uai e …

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… tivemos que nos contentar em experimentar mais um pouco quando ele terminou.

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Foi difícil acompanhar/harmonizar tudo com um vinho, mas o rosé Inurrieta Mediodia não decepcionou. O achamos “mineirim, sôzim, boazim, gostosim”.

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Sobremesa – Bolo Moça Chique.

Tá na cara que este bolo foi feito pra e pela Dé. Como sempre a receita é simples e uma delícia.

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Bata 1 xícara de chá de manteiga com 4 gemas e 2 xícaras de chá de açúcar.

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Em seguida junte 3 xícaras de chá de farinha, 1 colher de sobremesa de fermento em pó e 1 pires de coco ralado.
Adicione 4 claras batidas em neve.

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Coloque numa forma untada de manteiga e asse em “forno esperto”!

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Nós ficamos espertos e achamos o bolo muito bom mesmo.

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Valeu até tomar um anisetinho da D Anina pra comemorar.

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Eis o que os mineirins acharam de tudo:
Tremendo jantar, sô! Comidim mineirim das boa, uai! (Edu)
Ó Minas Gerais, ó Minas Gerais! Quanta comida maravilhosa você me traz! (Mingão)
Coisim boim dimais, sô! Nem trem é; expressim !! (Deo)

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E antes que você pergunte, os quitutes são as comidas de sal: o dourado lombo de porco com a  farofa , a lingüiça fumegante, o leitão pururuca, o tutu de feijão com rodelas de ovo, o torresmo torradinho, o frango caipira com quiabo e angu e outras delícias que só em Minas se encontram.

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As quitandas substituem o pão no café da manhã e no lanche da tarde. São elas o célebre  pão de queijo, as gorduchas roscas da rainha, o bolo de fubá, os sequilhos, os crocantes biscoitos de polvilho, entre ourtas especialidades das sinhás mineiras.

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Portanto, se tiver a oportunidade, compre o livro Fogão de Lenha. Você certamente terá tempo pra conversar com os seus amigos enquanto faz uma lauta refeição, né Drix?

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Inté.


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