Posts Tagged 'lu betenson'

dcpv – jantando num oasis na praia.

23/03/2013

Jantando num Oasis na praia.

E pensar que tudo começou com um pretenso almoço no restaurante Dona Onça! Marcamos e remarcamos n vezes esta refeição com os queridos amigos Nati e Fred (dê uma olhada no novo Sundaycooks. Ele está lindão).

DSC03031

Por vários motivos (viagem, trabalho, preguiça, etc) ela não aconteceu. Até que apareceu uma oportunidade e aparente e finalmente conheceríamos juntos o lugar.

DSC03119

Foi aí que surgiu o convite da Lu Betenson (by Rosmarino  e outros temperos) e do Mike pra fazermos um jantar na nova casa paulistana deles. Pronto! Lá se foi o almoço no Dona Onça para uma próxima oportunidade.

DSC03012

E pra melhorar mais ainda, a Lourdes e o Eymard estariam na praia justamente neste final de semana. O grupo estava fechado.

DSC03125

Faltava decidir quem iria fazer o que? Resolvemos que a Lu faria a entrada, o Mike, a carne, o cordeiro assado no forno a lenha, eu o risoto e o Fred, as sobremesas. O Eymard se encarregaria dos vinhos e o restante seria nos divertirmos e passarmos uma noite agradável.

DSC03087

Tudo acertado; chegou o grande dia. Fomos todos de taxi (olha a Lei Seca) e já chegamos tomando uns Spritz diferentões (receita da Lu), já que eram formados por somente Aperol e Prosecco Bisol. Muito bons!

DSC03008

Enquanto todos iniciavam os preparativos pra executar as suas receitas, a Lu já dava andamento a entrada e o Fred iniciava todo o processo de elaboração da sua tripla sobremesa.

DSC03062

A Lu, segundo as próprias palavras, fez um “atum tataki com molho oriental”…. inventei agora haha…. o do livro é “molho picante”, mas eu ponho menos pimenta e mais suco de limão e não fica picante. Minha versão”.

DSC03013

Estava muito bom e foi servido com o ótimo vinho branco chileno, o Diamandes Viogner 2010.

DSC03037

Já o Mike cuidava do seu pernil de cordeiro assado no forno à lenha, marinado em vinho branco, azeite, suco de limão, alho, alecrim e sal.

DSC03112

Era tempo de eu começar a fazer o risoto. Originalmente ele contém ricota defumada apimentada e agrião, mas por incompatibilidade da turma com este último, substituí por rúcula fresca.

DSC03134

Os passos são o de sempre pra se fazer um risoto (utilizando um bom caldo de legumes feito em casa) e basta finalizar com a ricota, a rúcula, manteiga e queijo parmesão ralado.

DSC03138

Com a junção do cordeiro fatiado e macio, formou-se um excelente prato.

DSC03154

O sommelier Eymard acertou mais uma vez ao escolher o vinho tinto italiano Tre Done pra acompanhar.

DSC03156

Não preciso nem dizer que a conversa rolou solta e que o ambiente era mais do que propício pra que isso acontecesse (as fotos estão um pouco escuras, mas a Dé consegiu salvá-las).

DSC03096DSC03098

Faltavam as sobremesas.

DSC03080

O nosso patissier, o Fred, estava preocupado. Afinal de contas, tudo tinha dado mais do que certo até agora.
Imagine a nossa surpresa ao ver um prato com um mini-degustação de 3 doces?

DSC03161

A primeira um simples e saboroso bolo de iogurte e baunilha com uma calda de limão cravo (http://sundaycooks.com/2012/06/04/receita-de-bolo-de-iogurte-com-baunilha-e-calda-de-limao/ );…

DSC03169

… a segunda, um fino brigadeiro de colher de chocolate belga e flor de sal (http://sundaycooks.com/2010/10/31/receitas-sangria-e-brigadeiro-de-colher/); …

DSC03167

… e a ultima, que é um segredo de família, uma Torta Paulista Revisitada, composta, segundo a Nati, de leite condensado cozido, calda de chocolate, creme de leite, bolacha de chocolate e um toque especial: muito carinho 😉

DSC03073

Olha, foi realmente uma noite memorável.

DSC03016

Só nos restou ir embora já com muitas saudades e aguardar com ansiedade a realização dum próximo jantar.

DSC03170

Afinal de contas, não é todo dia que se come num autêntico oasis paulistano.

DSC03021

Bye.

.

Anúncios

dcpv – restaurante chef Vivi. nós vimos.

21/09/2012

Restaurante Chef Vivi. Nós vimos.

Quando li pela primeira vez o nome do restaurante, o Chef Vivi, achei um pouco estranho. Foi numa das excelentes crônicas (eu nunca chamo de críticas) do grande Luiz Américo Camargo, no badalado caderno de gastronomia do Estadão, o Paladar.

Afinal de contas, soa um pouco como uma daquelas pensões antigas (eu, por exemplo, morei um tempinho na Irene, quando estudava em São Carlos). Mas os elogios do Luiz Américo tanto à comida, como ao estilo, deixaram na memória uma boa referência.
Comprei a Veja Gastronomia na semana passada (só assim mesmo pra levar a publicação pra casa) e dentre todos os premiados, estava lá a Viviane Gonçalves como chef revelação.

Junte-se tudo isso com um encontro marcado com os ótimos Lu Betenson e Mike e pronto; tínhamos motivo pra conhecer a casa. E neste caso, chamar de casa o restaurante é mais do que justificado.

Começa, e isto é maravilhoso neste deserto paulistano, que eles aceitam reservas e em qualquer horário. Ufa, poder reservar um restaurante as 21:00hs duma sexta sem qualquer limitação é um feito e tanto.
Chegamos 10 minutos adiantados (thanks, trânsito) e a Lu e o Mike já estavam nos esperando do lado de fora do restaurante.

O Chef Vivi fica na Vila Madalena (Rua dos Girassóis, 833) e obviamente, numa antiga residência pequena e repaginada. É um salão não muito grande e muito, mas muito, aconchegante.
Fomos levados à nossa mesa e surpreendidos pela qualidade de todos os detalhes.

As cadeiras são muito confortáveis, as louças e copos muito apropriados e o menu é um caso a parte.

Ele não é fixo, pois a filosofia da chef é a de utilizar os melhores ingredientes existentes no mercado. Neste dia, 21/09/12, nos foi oferecido como couvert, uma seleção de pães orgânicos com uma manteiga de mix de ervas, 4 opções de entrada (consommé de cogumelos, polvo, pupunha e abóbora) e 4 opções de principais (cherne, camarões, pato e linguini), além duma degustação de mini-sobremesas.

Dá pra perceber que a idéia é muito boa.
Conversamos bastante, enquanto experimentávamos os excelentes pães e a Lu, nossa sommeliere, escolhia um vinho branco neozelandês, o Sauvignon Blanc Isabel 2010 Marlborough SA. Excelente!

As entradas chegaram. A Lu foi de Abóbora ao forno, eringui salteado, mousse de queijo de cabra e brotos orgânicos. Ela achou uma “combinação de diferentes texturas e sabores que ficou muito harmoniosa e gostosa: abóbora macia por dentro e crocante por fora, cogumelos saborosos, folhas verdes dando frescor ao prato e a mousse de queijo de cabra o toque perfeito para dar personalidade ao conjunto  “.

A Dé escolheu a Pupunha em fitas, sálvia na manteiga, tomate marcado e figo ao forno. Imagine só; pupunha, figo e tomate num prato só? Não foi a toa o que ela disse sobre o prato: do jeitinho que eu gosto. Marcante, fresco, doce e muito bem temperado.

O Mike e eu (que surpresa!) optamos pelo Polvo grelhado, purê de batata, berinjela tostada e azeite trufado. O Mike achou que “a entrada com o polvo estava saborosa, bem apresentada e do tamanho certo pra abrir o apetite” e eu, absolutamente perfeito. Polvo no ponto, purê cremoso e rústico, além do tempero que a berinjela e o azeite deram a tudo.

Matamos as saudades e os principais chegaram.
A nossa sommeliére resolveu a equação quase insolúvel (harmonizar com camarão, cherne, pato e cordeiro). Eureka, ela disse. Solta um Pinot Noir, também neozelandês, o Sileni Hawke’s Bay 2011. Bota excelente nisso.

Adorei o magret de pato, que veio no ponto ideal e casou muito bem com as especiarias” . Isto foi o que a Lu achou do Magret de Pato ao forno, arroz vermelho salteado, redução de laranja com especiarias e brotos (neste momento, os sócios foram reverenciados).

Peixe e beterraba. Aspargos e abobrinha. É adorável!”. A Dé descreveu desta maneira o Filet de Cherne ao forno, beterraba ao forno, aspargos, abobrinha, cebola roxa e molho cítrico.

Já o Mike, usou um artifício legal que a própria chef sugeriu. Caso você queira carne vermelha, ela te dá a chance de optar por costeletas de cordeiro em alguns dos pratos principais. Ele achou o prato dele “também com apresentação impecável. O cordeiro estava perfeito e o purê de batatas, por mais trivial que fosse, casava muito bem com tudo”.

Eu estava como os surfistas, ou seja, em pleno mar. Comi Camarões salteados, creme de mandioquinha, minicenouras e mini alho poró orgânico. Tudo absolutamente perfeito com os mini legumes crocantes e saborosos, um purê cremoso e camarões al dente.

Era chegada a hora da sobremesa e da grande revelação. As sobremesas (uma pra cada casal) eram formadas por uma degustação de miniaturas de Creme brulée, pavê de amêndoas, mousse de chocolate belga, compota de frutas vermelhas com creme cítrico e quenelle de sorvete.

Tudo muito bom e aí a revelação surgiu. Ficamos um tempo tentando descobrir qual seria o sabor do sorvete? O Mike cravou graviola!
Não precisa nem dizer que o nosso gourmand acertou na cabeça.

Resumo de tudo: foi uma noite divertida (como sempre, quando estamos com a Lu e o Mike) com uma comida espetacular e um clima dos melhores no ar.

Portanto, venham conhecer a comida da chef Vivi, que já fez muito sucesso na China (é isto mesmo) e que pretende mostrar uma gastronomia com personalidade. Isto realmente aconteceu no nosso caso.
Além do mais, ela tem uma qualidade absolutamente necessária neste ramo: está no restaurante. Coisa, por incrível que pareça, difícil de acontecer aqui na Paulicéia

Até!

.

dcpv – receitas de família

09/09/2012

Receitas de família.

A nossa amiga, Lu Betenson (do excelente blog Rosmarino… e outros temperos!) se engajou num projeto muito bacana.

Ela além de colaborar com a Pró Família, ainda participou do livro Receitas de Família – Vol II , seja como revisora, seja como autora.  Achamos tudo tão bacana que resolvemos colaborar da melhor maneira possível: encomendamos alguns.(se você quiser adquirir e participar de tudo, fale com a Lu. Ela envia pra você.)

Então, a Dé pediu e em dois dias eles chegaram em casa. E a surpresa foi mais do que agradável, porque além das receitas serem muito interessantes, o livro tem um design muito agradável, além de vir acondicionado numa simpática sacolinha de pano.

Como o próprio nome da publicação indica, aproveitei que a Re veio passar o feriado na grande FV (junto com a Mari e com o Rafa) e escolhi algumas das receitas pra fazer um almoço em família em pleno domingão (convidamos também a minha mãe, a D Anina e os meus sogros, a D Vera e o Sr Antônio).

Antes disso, no sábado, fizemos um “churrascoso” especial.

Depois dele e a tarde, a nossa “pâtisseur”, a Dé iniciou os trabalhos fazendo o doce, um Bolo de Abóbora e Côco (pág 133), coincidentemente uma receita da Lu Betenson. 🙂

Fez o doce de coco (uma mistura de açúcar, abóbora e côco) que serviria de base pro bolo e pra calda. E juntou queijo parmesão, farinha de trigo, fermento em pó, ovos e leite.

N.R.– É claro que eu não vou dar as receitas com clareza por aqui, porque a intenção é justamente que você se interesse e peça o livro pra Lu!

Bolo pronto, aguardamos a manhã de domingo pra executarmos o restante.

Iniciei com as Abobrinhas para Aperitivo (pág 14 e receita da Marina Pera).

Elas são cortadas cruas e em rodelas …

… e juntadas a azeite, vinagre e outros temperos.

A opção de serví-las com torradas é perfeita.

Não sobrou nada, já que as comemos enquanto tomávamos uma cava espanhola geladíssima.

Seguimos fazendo uma Farofa Fria (pag 51 e receita da Carla Corrêa da Silva), uma mistura de cenouras raladas, pimentões vermelhos e verdes picados, …

… azeitonas, …

… ovos cozidos …

… e farinhas de mandioca e de milho.

É um prato inusitado e muito saboroso, já que é temperado com azeite, alho e umas outras coisinhas.

Aproveitei pra encaixar aquelas batatas-serrote que o Michel fez pra nós.

Elas são imperdíveis.

Como pratos principais, escolhi Costelinhas ao Mel (pág 46 e receita de Weimar Amorim), …

… costelinhas de porco marinadas com vinho tinto, água e mel …

… e assadas no forno até ficarem laqueadas …

… além dum Risoto de Carne Seca com Abóbora (pág 90 e receita de Gisela Oranges), …

… um cremoso arroz arbóreo, …

… com carne seca dessalgada  e abóbora derretida.

É claro que com o almoço tendo a característica familiar, só pudemos serví-lo naquele formato conhecido em todas as mesas, ou seja, em travessas.

O almoço estava tão familiar que até o Manolo, o peixinho da família, compareceu! 🙂

A Dé não perdeu a oportunidade e montou uma bela cenografia com características provençais.

Tomamos um tinto chileno, o Casilda Gran Reserva 2009 e provamos (e aprovamos) todas as comidas.

As receitas (são 200 no livro) se mostraram muito saborosas e o clima familiar imperou.

Era chegada a hora das sobremesas. Além do Bolo de abóbora e côco da Lu, …

… aproveitei o calor reinante e fiz um simples Creme de Papaia com Cassis, que não está no livro, mas certamente entraria em qualquer top 5 das sobremesas familiares, …

… (vide a seção de almoços em churrascarias).

Afinal, quem de nós não tem aquela comida que qualificamos “sabor de infância”? Sabor que nos traz memória e que nutre a nossa alma com saberes, ingredientes, gostos, modas, tradições, cores, aromas?”

Certamente, você também deve ter uma (ou várias)?

Aproveite então, esta oportunidade e faça o bem pra várias pessoas. As da Pró Família ao encomendar algumas publicações pra Lu e …

… a você, por ter a mão um livro que vai ajudá-lo a se lembrar daquelas comidinhas.

Bom sabor e bom saber!

PS – E já que o assunto é família, eis algumas fotos dos nossos adorados ipês …

… e que se não estão tão exuberantes (ê clima estranho, sô), nos fazem lembrar algumas partituras de canções familiares !

Até.

.

32º IB – saborizando o dcpv com rosmarino e outros temperos

número 266/a
18/09/10

32 º IB Saborizando o DCPV com Rosmarino e outros temperos.

Maio, 25, 2009

Oi, Luciana. Tudo bom?
Como funciona? …
Aí eu reproduzo aqui no DCPV, faço um post (e você fica famosa! rsrsrs) e também participa do livro que publicarei com um capítulo pra cada um dos participantes. Você aceita?

Foi nesta data e com estes termos que eu entrei em contato com a Lu Betenson.
Naquele tempo ela escrevia o Rosmarino e Prezzemolo junto com a Adriana Haddad.

“Tem que ser receitas inéditas? Você quer texto também? Quer que siga um tema? Eu já conheço o Inter Blogs,…” (LB)

Bom, dois encontros depois (a Dé, eu, a Lu e o Mike, o esposo dela tivemos um blind date no Le Marais bistrot e outro no sonho de restaurante que é o Chou), várias viagens dos casais e até uma separação amigável da Adriana com o surgimento do blog Rosmarino e outros temperos, nos encontramos aqui em plena praia e ao vivo, pra reproduzirmos conjuntamente o “Menu Fusion Fun Praias”.

“Quis colocar neste menu que tem como inspiração as melhores praias do mundo, algumas das receitas mais queridas que faço em casa e que agradam todo mundo!” (LB)

Lu, é isso!
Praia (como a que estamos) e ainda mais com as comidinhas que agradam a todos é a nossa … praia.

Ao 32º IB (quer saber como funciona?) com as ilustres presenças da Lu, do Mike, da Marcie (do excelente blog sobre as novidades de NY, abrindoobico) , do grande Ciro Pellicano, da Regina e do Mingão além da Re, da Dé (que desta vez, gostou da produção) e de euzinho, claro!

Vamos lá!

Bebidinhas – Praia lembra caipirinhas, né não? 
Desta vez foram feitas de caju com Absolut Vanilia, de lima da pérsia com  Absolut Vanilia e de morcoti com canela .

E como alguns não tomavam (ou não podiam  tomar) caipirinha, abrimos uns espumantes italianos.

Aperitivo – Guacamole com Tortilhas (México e Caribe)

Tanto faz se em Cancun ou St Marteen, se na Riviera Maia ou em St Barth, todo mundo adora guacamole.
Amasse 4 avocados. Adicione 1 cebola bem picada, 1 dente de alho amassado e 2 tomates sem pele e sementes bem picados.

Tempere com suco de limão, 2 colheres de sopa de azeite e 1 colher de chá de sal.
Finalize com coentro e pimenta dedo-de-moça sem sementes e bem-picada. Sirva com Doritos.

Ficou bem bom e se serve como base, o próprio Mike elogiou!

Sei que guacamole é manjado, mas como gosto muito deste prato, passei anos testando o mix ideal de ingredientes até chegar nesta receita. Valeu a pena, pois não tem um que não elogia quando experimenta. É o aperitivo ‘de resistência’ aqui em casa. O segredo dele é usar avocados, de consistência um pouco mais firme do que o abacate normal, e não amassá-los demais, para manter a textura. Nada pior que guacamole com textura líquida ou muito cremosa. O ideal é ‘granuloso’ mesmo! Outra coisa importante é picar tudo na hora, misturar e servir imediatamente, pois outro segredo de um bom guacamole é o seu frescor. (LB)

Entrada 1 Quiabos fritos recheados (Brasil)

Esta certamente faria um tremendo sucesso nas prais de MG. Ou de Goiás! rsrs
Faça um ragu com carne moída de vaca e de porco; tomates, cenoura, salsão e cebolas bem picadas; sal, canela e pimenta a gosto.  .

Corte cirugicamente (grato Regina e Mingão) os quiabos de um lado só, retire as sementes e rechei-os com o ragu.

Empane com uma mistura de farinha, ovo e água …

… e frite.

Fritei na hora e ficou muito bom (e também fiz uma sujeira danada na cozinha! rs)

Mas como boa aquariana que sou, gosto de uma novidade, então resolvi incluir uma receita totalmente nova no menu Fusion Fun Praias, representando o Brasil! No início havia escolhido o cuscuz paulista, depois pensei em acarajés, mas achei o cuscuz muito ‘carne de vaca’, e o acarajé definitivamente não faz parte da minha cozinha de todo dia. Então resolvi homenagear um chef de cozinha aqui de Ribeirão Preto, onde moro, que é o André Ferreira. O André tem um serviço de catering e buffett na cidade e faz coisas deliciosas, como um cuscuz marroquino com legumes, de comer de joelhos. Optei por estes quiabos recheados com ragu de carne, ingredientes queridos aqui em casa, embora a receita seja nova. Quiabo é bem brasileiro não é? E, como tudo feito pelo André, delicioso! (LB)

Entrada 2 – Horiatiki Salada (Grécia)

Mykonos? Santorini? Oia?
Tanto faz. Estamos todos na Grécia e comendo uma salada grega de pepino com hortelã.
Corte pepinos em cubos (com casca). Salgue e deixe escorrer.

Faça um molho com l copo de iogurte natural, 1 colher de sopa de maionese, suco de l limão, 1 colher de chá de sal e 2 colheres de sopa de hortelã picada.

Junte azeitonas pretas, tomatinhos-cereja, queijo de cabra esfarelado e sirva.
Ficou muito boa. Na verdade, um pouquinho salgada e depois a Lu descobriu que não tinha iogurte na receita dela.
Como dizem que as grandes invenções acontecem deste jeito, considero esta um sucesso. 🙂

Servimos tanto o quiabo como esta salada juntos como entrada.

E bebemos um vinho rosé Guigal Cotes du Rhone 2006 que foi “fresco, neutro, beirando o licoroso, corinthians, vitoria, ki-suco, coca-cola, iarlei, blefe, granadine fajuta” segundo os farofeiros-chics, nós mesmos.

A salada grega também é muito querida aqui em casa. É deliciosa na sua simplicidade de ingredientes de qualidade e pouquíssimos temperos. Desenvolvi esta receita depois de experimentar a legítima horiatiki em um restaurante grego em Nova York, o Molyvos. O segredo dela é usar mesmo ingredientes de boa qualidade: tomates-cereja bem vermelhinhos e doces, nada ácidos; um bom queijo feta, azeitonas pretas kalamata gregas e um bom azeite extra-virgem.

Principal – Camarão ao molho picante (Seychelles e Maurício)

Seychelles? Maldivas? Maurício? (a Emília e o Arnaldo conhecem tudo de lá!).
Todos são lugares lindos e caros.
E cá pra nós, gostoso+caro=camarão!

Derreta 1 colher de sopa de manteiga e frite 2 cebolas bem picadas até ficarem transparentes.

Junte 4 tomates sem pele e sem sementes bem picados, 1 colher de café de garam masala, 1 colher de café de curry, 1/4 colher de café de pimenta chilli vermelha em pó e 2 colheres de café de sal.

            

Misture e deixe cozinhar até encorpar.

                      

Esprema 1/2 limão e deixe cozinhar em fogo médio por exatos 15 minutos (precisão britânica. Como em Barbados!)
Apague o fogo, junte 150 ml de creme de leite e salpique uma colher de sopa de coentro fresco picado.

Sirva imediatamente com arroz basmati simples (cozido em água fervente).

E foi o que fizemos.
A montagem foi rápida …

              

… e o prato ficou com uma cara muito boa..

Um vinho branco Verdicchio dei Castello di Jesu 2008 Umani Ronchi nos acompanhou. Ele foi “sabor da Provence, distinto, verde não frisante, inesquecível (mesmo porque não tomei!), clássico, quando eu tomar eu te conto, freno queimado, personalidade, quiabo de capri, spetacollo”, segundo os viciados em picolés Rochinha, nós mesmos.

A receita do camarão picante foi criada depois de uma fase de amor puro e verdadeiro com a comida indiana. Comprei um livro chamado “Curries made simple”, que explica muito didaticamente sobre temperos e receitas indianas, e a partir daí forrei a despensa com os temperos indianos básicos e comecei as experimentações. Esta foi especialmente feliz. Também daquelas muito elogiadas por quem passou por aqui. É muito tempero junto, mas juro que dá tudo certo!

 Sobremesa 1 – Pudim de abóbora com coco (Indonésia e Polinésia)

Taí um petisquinho bom pra se degustar em Moorea, Bora-Bora ou Bali.

Bata no liquidificador 300 g de abóbora cabotchã cozida no vapor com 1 copo de leite. (grato, Cristina). As medidas são refrentes a um copo de requeijão).

Misture na batedeira 1 colher de sopa de manteiga com 1 copo de açúcar até ficar branquinho. Acrescente a abóbora batida, 1/2 colher de café de canela em pó e 1 pitada de cravo moído.
Desligue a batedeira e adicione delicadamente 3 claras batidas em neve. Coloque a mistura numa forma de pudim untada com manteiga . Asse em banho-maria a 180º  por ~1 hora.

Enquanto isso, faça um creme de coco batendo 1 xícara de chá de creme de leite fresco, 1 xícara de chá de leite de coco e 1/3 de xícara de chá de açúcar (este foi a Dé que fez). 
Desenforme o pudim, enfeite com creme de coco por cima e sirva.

Todos gostaram muito deste doce!

O pudim de abóbora foi outra receita adaptada por mim e testada muitas vezes, já que adoro a combinação da abóbora cabotchã com especiarias. Acho que esta ficou ideal, suave mas marcante. Todo mundo ama! E a apresentação dela é um toque de glamour a mais: assar o pudim nas pequenas abóboras, colocando por cima uma ‘noz’ do creme de coco, a deixa ainda mais gostosa. (LB)
Ôpa. Esta apresentação eu fiquei devendo!! rs

Sobremesa 2 – Aloha (Havaí)

Já que estamos na praia, vamos surfar. Ou melhor, pegar altos tubos nas praias de Waikiki e Waimea. De preferência, tubos de marshmallow.

Descasque e corte laranjas de um jeito que não fique nenhuma parte branca. Deu pra perceber que usamos morcotis.

Faça uma calda levando 1 e 1/2 xícaras de água ao fogo, 2 colheres de sopa de mel Karo e 3 xícaras de açúcar .

 Espere ferver até obter o ponto de calda de fio.

Bata 2 claras em neve. Com a batedeira ligada, acrescente aos poucos a calda ainda quente e em seguida, 1 colher de chá de essência de baunilha. O marshmallow está pronto.
Monte a sobremesa em taças e em camadas.

 Uma de morcoti, outra de marshmallow e a última de coco ralado fresco.

Esta é praiana mesmo.

Encerramos o expediente com um Late Harvets Santa Carolina.
Era hora de levantar da cadeira e bater palmas pois o por-do-sol estava lindo.

A sobremesa Aloha não poderia ficar de fora quando pensei no menu. Pelo nome, pelos ingredientes e pelo colorido dela. Esta sobremesa era um clássico de um restaurante antigo, mas delicioso em São Paulo, o Salad’s. Quem frequentava lembra da combinação de doce, azedo e crocante, inesquecível. Quem refez a receita original foi a Adriana Haddad, minha antiga sócia no blog, que inclusive incluiu esta sobremesa em uma das suas aulas de culinária em Araraquara. (LB)

Olha, a noite toda foi como se estivéssemos na orla. São receitas não muito complicadas e com um jeitão bem familiar.
E mesmo assim, todos nos sentimos como se estivéssemos passeando por estas belas praias ao redor do mundo.

Imaginem um RTW que começou no Brasil, passou pelo México, Hawaí, Polinésia, Grécia, Seychelles e terminou aqui no Brooklin?
Portanto, grato Lu pela participação e mais ainda por ter vindo aqui (junto com o Mike) dividir estas experiências conosco. E também a Marcie e ao Ciro por darem o ar da graça  e nos divertirem bastante com aquele bom papo que já conhecemos. 

Já que o princípio dos IB é tentar transformar as coisas virtuais em reais e prazerosas, creio que atingimos completamente o objetivo. 
Seguem as nossas flores reais,que estão se tranformando em ex-virtuais.

Eis a opinião dos surfistas de garfos:

Adorei, mas as sobremesas estavam especialmente gostosas. (Lu)
Comida alegre e divertida, com sabor. (Mike)
Surpreendente o quiabo. Uma delícia o camarão. Ótima a sobremesa. (Ciro)
Sobremesas incríveis; vinhos espetaculares; comida saborosíssima – mas o melhor mesmo foi a companhia. (Marcie)
Primeiro quiabo que comi na vida. Porque demorei tanto tempo? Adorável. (Regina)
Que Kiabon! (Mingão)
Jantar re-construído incrível. (Re)
A primeira vez você nunca esquece. (Dé)
Estou pensando numa frase pra definir esta noite!! (Edu)

Continuamos a nossa saga, a dos IB, no próximo mês com a realização do 33º , com a participação da estudante de gastronomia, Isabela Tibo do blog homônimo. O que virá?

Abs a todos.

.


É só inserir o seu email, clicar no botão "Seguir" e a cada novo post publicado aqui, você receberá uma mensagem com o link. É fácil, qualquer criança brinca, qualquer criança se diverte! :)

Junte-se a 658 outros seguidores

Posts recentes

Comentários

Blog Stats

  • 1.425.962 hits
outubro 2019
S T Q Q S S D
« set    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

Arquivos

Atualizações Twitter

Anúncios