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dcpv – projeto L – cucurbitáceas.

extra
08/01/11

Projeto L – Cucurbitáceas

Calma, pessoal. Isto aqui não está se transformando num laboratório.
Esta é a terceira edição do projeto L (veja as outras duas, a 1ª e a 2ª) onde ou eu ou o Luís Pontes (do excelente blog Outras Comidas) indicam alternadamente um menu pra que ambos o reproduza em sua casa e depois publique sobre as respectivas impressões.

Desta vez, o pesquisador fui eu. E me lembro que alguém em algum período (deu pra perceber que eu não me lembro quem. Me ajudem! rs  Atualizando: Já fui ajudado – A Cristina me disse que foi ela.) tinha me informado que fizeram um concurso gastronômico cujo tema era a ábobora lá em MG e, inclusive, me enviou um link com as receitas vencedoras. Eu arquivei e guardei. Daí a pensar num menu só com abóboras foi um pequeno passo.

E porque as cucurbitáceas? Porque este é o nome científico (grato Neide do mais do que excelente Come-se, que escreveu toda a parte técnica sobre o vegetal alaranjado) não só da família das abóboras como também do chuchu, melancia, melão e pepino.

E aproveitei pra escolher a  moranga como tema pois ela é um tanto quanto desprezada por aqui apesar do prestígio que tem na Europa (será que é bem mais caro por aí, Luís?). Estou falando como alimento e não como decoração de mais uma tradição eminetemente brazuca, o Halloween! 🙂

Portanto vamos a terceira edição do projeto L com a Cucurbita Maxima Duchesne como ingrediente principal.

Travessuras ou gostosuras?

Nota da redação: se alguém percebeu, esta data, 08/01 é um sábado. Portanto, este L foi um petit comite. Só a Dé, eu e a D Anina. E feito na praia, com uma pequena chuva muito boa pro crescimeto das cucurbitae.

Entrada – Carpaccio de Moranga com Camarões ao Perfume de Laranja e Confit de Pomodorini.

“A abóbora moranga é boa para enriquecer a dieta com carotenóide, precursor da vitamina A, essencial para a manutenção da visão noturna, além de promover a saúde da pele, dos ossos,dente e sangue”. Ou seja, morcegos só devem comer abóboras ! rs

Para fazer este carpaccio você precisa assar uma moranga inteira (eu assei um pedaço) e com casca no forno alto e pré-aquecido por 30 minutos.

Assim que assar, lamine em fatias bem finas.

Salteie alho e camarões VG (seguindo o conselho da Dé e da minha mãe, comprei dos pequenininhos) com azeite de ervas.

Reduza o suco de 10 laranjas até encorpar.

Para o confit de tomatinhos, coloque-os numa panela com azeite (até que eles estejam cobertos), junte louro, zimbro, tomilho e cozinhe-os em fogo muito baixo, …

… controlando a temperatura pra que eles não fritem, por ~ uma hora (se precisar, retire a panela do fogo algumas vezes).

Monte sobrepondo os camarões ao carpaccio de moranga com o molho das laranjas reduzidas por cima.

Guarneça com o confit dos tomates-cereja.

Absolutamente perfeito e saboroso. E aproveitei pra exercer a criatividade.

Tomamos um rosé, o francês Cotes du Rhône E. Guigal que foi… rosé.

Principal – Nhoque de abóbora ao molho de linguiça caipira flambada na cachaça.

“Abóbora é ruim para ser consumida em excesso, pois o caroteno se deposita em especial na pele, dando a pessoa uma aparência amarelada, que, embora não tenha efeito tóxico, causa má impressão”. Xiiii, será que foi por isso que nos chamaram de Débola e Edualdo! rs

Pra fazer o nhoque, basta fatiar 300 grs de abóbora moranga e levar ao forno regada com azeite e sal junto com 300 g de batata. Ambas cobertas por papel alumínio.

Retire as cascas e passe no espremedor, adicione 1 ovo, 1 colher de sopa de manteiga e farinha de trigo o suficiente pra enrolar.

Enquanto isso, faça o molho refogando 1 dente de alho picado e colocando 500 g de linguiça de porco esmigalhada (usei uma picante) e deixe fritar.

Logo depois, coloque 50 ml de cachaça e flambe.

Acrescente 300 g de tomate pelatti, manjericão a gosto e deixe apurar.

Tempere com pimenta calabresa e junte 200 g de cogumelos.

Finalize com 200 ml de creme de leite fresco.

Já pro nhoque, é so enrolar, cortar e cozinhar.

Junte ao molho, salpique com queijo de Minas curado ralado e sirva.

Mais um prato muito saboroso e encorpado. E isto porque o nhoque ficou um pouco pesado (eu não tinha um amassador e acabei usando o garfo).

Assim, vale ser chamado de “amarelão”.

 Sobremesa – Doce de Abóbora com coco e sorvete de mascarpone.

“100 g de abóbora moranga cozida contém 20 calorias, 1,7 g de fibras, 0,091 mg de cobre, 0,571 mg de ferro, 18,3 mg de fósforo”. Uau!

O doce é o tipicão. 300 g de abóbora em cubos, 1/2 xícara de água, 4 colheres de sopa de açúcar, 2 cravos da índia, 1 pau de canela são misturados e levados ao fogo numa panela tampada, mexendo de vez em quando até começar a desmanchar.

Retire do fogo, junte 4 colheres de coco ralado fresco e sirva frio.

Já  pro sorvete é só colocar 100 ml de leite, 1/2 noz moscada ralada numa panela e levar ao fogo. Assim que começar a ferver, abaixe o fogo e deixe um pouco mais, cuidando pra não transbordar.

Numa tigela, bata bem 2 ovos, 1 colher de chá de maizena e 100 g de açúcar até ficar cremoso. Junte o leite quente e sem para de mexer, deixe cozinhar mais um pouco. Retire do fogo, tampe e deixe esfriar.

Misture 400g de mascarpone com 150 ml de creme de leite. Adicione à mistura de leite e ovos e coloque na Ferrari.
Vou falar a verdade. Não levei a Ferrari pra São Paulo e o que me restou foi comprar um sorvete de cocada com canela no sex shop. Dei uma “daqueles” pescadores.

Coisa que a Dé não fez ao montar a mesa pra tal experimento. Ficou uma belezura!

Bom, é isso! Todos os participantes (nós) adoraram o menu que resultou muito saboroso e bastante curioso, já que como a própria Neide disse, quase ninguém gosta muito de comer abóbora no seu dia-a-dia.

Estamos na expectativa pra ver como foi que o Luís Pontes e a turma dele degustaram este menu.
Espero que a abóbora dele não tenha se transformado em carrruagem, o que seria desastroso neste tipo de evento.

Até a 4º edição do projeto L .

Amplexos.

.

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dcpv – isto é que é um projeto: o L.

 número 275
23/11/10

Isto é que é um projeto: o L

Detalhamento das Ações de Marketing – Tema Estratégico: 2º Encontro do Projeto L

Objetivo Estratégico: Fazer contatos com gente da melhor qualidade (no caso, o Luís Pontes, proprietário do blog Outras Comidas).    

                                                                        

Ação Estratégica:  Transformar os nossos blogs em lugares de experimento de boa gastronomia e de amizade.     

         

Ação de marketing: Vender os dois blogs por U$1000000 cada um. 🙂 Atenção: só aceitamos propostas conjuntas e em espécie (claúsula drag along).

Tema:      EtiL2 

Ementa: Autoria do Luís Pontes

Chouriço português flambé em cachaça 

  Garnizé estufado em Porto 

                    

Peras bêbedas em pudim etilizado, com borrachão para enxugar (DCPV) 

                                                                 

Código da Ação: 2º  do L     

       

Descrição:  O projeto L é um upgrade do finado Projeto Y. Nele, dois malucos gastronômicos, eu e o Luís, vamos propor ad infinitum e alternadamente, menus com os mais variados temas e as mais variadas interpretações pra que os dois os façam em suas casas (o Luís é português) e depois postem sobre as suas verdadeiras impressões.     

Período :  23/11/10          

Horário:    das 20:00 hs as 24:00 hs

Turmas: uma só com 4 pessoas (a Dé, eu, o Mingão e o Déo).

Tipo de ação:  comer, beber, conversar e dar risadas. 

Local:  cozinha do DCPV, na grande Ferraz de Vasconcelos.

Atividades:   Pesquisar, comprar (no sex shop), cortar, cozinhar, marinar, assar, decorar, comer e beber.

Material: Todo o existente no local, inclusive pratos e coisinhas da D. Débora.

Pessoal: Dé (decoração e fotos), eu (cozinhando, comendo, escrevendo e editando), Flora e Cleide ( no mise en place), Déo e Mingão (fritando e comendo). 

 

Inscrição:  Por enquanto fechadas já que os títulos remidos do DCPV estão esgotados e os atuais proprietários não os vendem em hipótese alguma.

Receitas:  

Entrada  –  Chouriço português flambé em Cachaça 

Ingredientes (por pessoa) : 
3 rodelas de chouriço português, preferencialmente DOP Alentejo
1 colher de sopa de cachaça (48º) + 1 colher de sopa de álcool alimentar (90º) ou 2 colheres de sopa de cachaça de 60º
3 aros de cebola crocante
1 tira de polenta de milho amarelo, frita como palito de batata grosso

Preparação: Disponha as rodelas de chouriço ao alto, num pequeno recipiente de cerâmica, côncavo, previamente bem aquecido no forno.
Coloque este pequeno recipiente no prato de servir e guarneça com  a cebola crocante e o palito de polenta frita. Ao apresentar, regar o chouriço com a cachaça e acender.

Prato –  Garnizé estufado em Porto 

Ingredientes (por pessoa) : 
1 garnizé de 300g ou, na falta, 1 frangaínho do mesmo peso
3 échalottes
10/12 bagos de uva fresca
10/12 castanhas
1 dl de vinho do porto, branco-seco + 1dl de vinho do Porto, Tawny
1 colher de sopa de manteiga clarificada
sal marinho e pimenta da Jamaica em grão
salsa.

Preparação:
Deixe de véspera os garnizés mergulhados numa salmoura feita com 1 litro de água, 2 colheres de sopa de sal marinho (não iodado), 1 colher de sobremesa de pimenta (do reino) em grão e sumo e casca de 6 limas.
Escorra e seque as aves. Doure-as em manteiga clarificada por todos os lados, em lume forte. Junte então as échalottes finamente cortadas, a pimenta da Jamaica, o sal e os vinhos do Porto e leve a lume forte por cerca de 20m, destapado, de modo a reduzir o volume de liquido a metade.
Retire as aves do vinho e coloque-as numa assadeira, encha a cavidade com as uvas e disponha as castanhas, que devem estar já peladas, à volta.
Leve a 175ºC por cerca de 20 minutos ou até as castanhas estarem bem assadas. Durante esse tempo reduza o Porto onde cozeu as aves até este ter uma consistência xaroposa. Verifique e retifique os temperos do molho.
Sirva uma ave por pessoa com as castanhas e a redução vínica, polvilhada com salsa picada.

Sobremesa Peras bêbedas em pudim etilizado, com borrachão para enxugar (DCPV)

Ingredientes: 
Para as Peras bêbedas peras pequenas, vinho tinto, açúcar, canela em pau, cravinho.
Para o Pudim etilizado 1 lata de leite condensado, 1 “lata” de ovos, 1 “lata” de Porto tawny (ou cachaça, ou rum, ou whisky, ou…), açúcar para caramelizar a forma.
Para o Borrachão – 1 medida de azeite virgem, 1 medida de óleo, 1 medida de vinho branco, 1 medida de aguardente branca (cachaça), 2 medidas de açúcar, 1 pitada de canela em pó, ovo batido, farinha com fermento químico, q.b.

Preparação:

Descasque as peras sem as partir e coza-as em vinho tinto adoçado com açúcar e temperado com canela e um toque de cravinho. Deixe arrefecer os frutos imersos na calda de modo a ficarem tingidos em profundidade.
Misture duas medidas de calda com uma medida de Porto ruby e reduza até obter uma consistência francamente xaroposa. Reserve.
Vaze uma lata de leite condensado para uma tigela e use a lata vazia para medir os ovos e o álcool escolhido. Misture bem e coza em forno a 150º C em banho-maria, em formas individuais caramelizadas.
Para os borrachões use uma medida pequena. Misture todos os ingredientes e por fim a farinha até obter uma massa que se possa tender.
Estenda com a espessura de um lápis, corte em palitos com uma carretilha e coza até estarem louros em tabuleiro untado, pincelados com ovo.

Montagem – Monte de forma combinada pêra(s) e pudim e ligue com a redução de vinho e Porto. Acompanha com um palito de borrachão.   

Bebidas – 

Vinho tinto Cabernet Sauvignon/Touriga Nacional Terras d’Alter 2008 Portugal – provinho, lapidar, lunalter, #?*” bom.

Vinho tinto  Trincadeira Aldeia dos Pegões 2006 Portugal – caramelado, locupletado, pegador, #?*”bom. 

Divulgação:    DCPV e  Outras Comidas .

Meios de Apoio – Nossos leitores.

Descrição de tudo :Foi um verdadeiro espetáculo este menu. O Luís não exagerou na quantidade dos pratos e teve uma bossa diferente ao propor a entrada como se fosse um pratão botecal.

Afinal de contas, palitos de polenta (italiana), cebola empanada (com tempurá) e um pedaço de chouriço português (na verdade, usei um salamão espanhol) embebido em cachaça e depois devidamente incendiado foi uma grande sacada. A Dé ameaçou parar por aqui de tanto que ela gostou.

Além de que a idéia toda do menu foi genial: ele foi entitulado DCPV porque, obviamente, as receitas foram da cachaça pro vinho! rs

Já o frangaínho (adorei esta palavra!), estava tão macio que quase derreteu no momento em que o parti ao meio. Dei também uma pequena inventada no acompanhamento pois não tinha castanhas suficientes. Mas as amêndoas ficaram bem crocantes e deram conta do recado.

Já a sobremesa foi um caso a parte, um verdadeiro DCPV. Ou melhor, um verdadeiro Do Pudim de Cachaça pra Pera comVinho.
Incluindo o tal borrachão que mais parece um grissini de biscoito maria!

Opinião dos contratantes –

Do vinho pra cachaça. Perfeito! Luxurioso! (Edu)
Luis “bestial” Pontes. (Mingão)
Por mares … ah … perfeito Luís/Du. (Déo).

Até o próximo e terceiro encontro do  projeto L. A proposta do menu é por minha conta. 

Amplexos, Luís.

.                   

Luís Pontes, Alex Atala e Edu Luz – 1º encontro do projeto L

09/10/10
Botucatu

Luís Pontes, Alex Atala e Edu Luz – 1º Encontro do Projeto L

Com a palavra, o Luís Pontes (parceiro do finado Projeto Y):

A expressão “Palavras para quê? É um artista português!” , oriunda de um anúncio, dos primeiros da televisão em Portugal, ficou no nosso léxico para dizer de um modo irónico do desempenho arrojado ou apenas desenrascado de alguém que faz o que se esperava não ser possível.
Assim me sinto eu a corresponder ao convite do meu sócio paulistano no Projeto L ao escrever esta introdução a um menu que ele vai fazer mas ainda não fez, logo totalmente desconhecido, primeira refeição de um projeto que ainda não começou, ou seja, cá vou eu a trabalhar no arame e sem rede, pois é claro! O verdadeiro “artista português”!
O Projeto L é um projecto de duas pontas, como a letra, que tem em cada uma os éles de Luz (o Eduardo!) aí em S. Paulo e o Luís Pontes (eu), aqui em Lisboa.
Vamos jantar juntos por muitas vezes, unidos por “pontes” virtuais, e vamos dar-vos conta dessas refeições e libações, aqui no DCPV e lá no Outras Comidas, como fizemos no Projecto Y (aqui ainda tinha o “c”porque o Acordo Ortográfico não estava aprovado), projeto a que caiu uma perninha mas não faz mal: cá por mim é com duas pernas que se corre melhor!

Até já!

Como vocês podem perceber nós não somos agentes secretos! Nós simplesmente gostamos de nos comunicar e de dividir experiências gastronômicas. E não vai ser um mero oceano, o Atlântico, que conseguirá minimizar toda essa afinidade.

Que por sinal, começou através dos IB (o Luís foi o nosso e um dos pioneiros através do blog Comidas Caseiras) e que continuou através de correspondências e do projeto Y (onde eu, ele e a Marizé nos revezávamos pra escolher menus e publicarmos todos e ao mesmo tempo, posts sobre a execução e impressões destes mesmos menus em cada uma das nossas casas).

O tempo passou (o último Y foi há uns dois anos) e sem a Marizé que não tinha o tempo necessário pra continuar participando, resolvemos dar um tempo.

E como temos, eu e o Luís (o blog titular dele é o Outras Comidas)comichão por fazer alguma coisa parecida, retornamos ao tal projeto denominado-o de L ( Y= 3 pernas; L = 2, capisce?)

Como uma homenagem a este retorno, escolhi um menu que o próprio Alex Atala tinha indicado pessoalmente através das receitas do excelente livro dele, o Escoffianas Brasileiras. Este menu faria parte do projeto (mais um) DCPV x Chef, mas a ocasião merecia.
Pra dar um upgradezinho, escolhi a data e aproveitei pra fazer tudo em Botucatu e na casa do Mingão. Foi bastante interessante cozinhar sem os meus apetrechos e tendo que improvisar um pouco (os sex shops de lá não gorjeiam como os daqui!rs). Se bem que pra compensar, o vizinho dele tinha uma pitangueira que era invejável.

Portanto, vamos ao 1º menu do 1° encontro do que espero, tenhamos muitos, do projeto L.

Entrada – Palmito fresco e vieras de coral

As receitas do Atala são bem interessantes. Ele indica quase tudo com precisão britânica.
Pra fazer esta, compre vieiras com coral e reserve estes (sim, coral é aquela parte vermelha da vieira. E sim também: Botucatu não tinha vieira com coral!)

Corte a vieira ao meio no sentido longitudinal e reserve.

Compre palmito pupunha fatiado em rodelas (sim, Botucatu não tinha palmito pupunha fresco! rs) e foie gras (sim, eu levei um pedacinho daqui de casa, pois Botucatu não…) cortado em fatias de 2 mm. Molde este em retângulos de 1x2cm.

Faça um molho com os corais reservados (usei ovas de salmão), suco de limão e shoyo. Bata em velocidade alta no liquidificador por 5 minutos. Passe por uma peneira e reserve.

Faça também um azeite de ervas, misturando azeite de oliva extra-virgem com 30 g de salsinha, 10 g de sálvia, 10 g de tomilho fresco, 5 g de orégano e 15 g de alecrim, tudo muito bem picado.

Branqueie 120 g de anéis de lula em água fervente por 10 segundos (é isto mesmo, segundos!). Esfrie-os em água com gelo, retire da água e reserve.
Hidrate alga marinha hikigi (sim, esta tem em Botucatu!).

Pique 5 g de salsa lisa e 5 g de ciboulette. Reserve.
Tempere a lula com sal, pimenta, azeite de ervas, a ciboulette e a salsa.
Faça um emulsão com 200 ml de azeite e 25 ml de shoyo.

Finalmente (ufa!), faça um azeite com manjericão e óleo de canola (na quantidade que lhe convier!). Neste caso o Alex usa o Thermomix, mas nem em Botucatu e muito menos em Ferraz eu encontrei este acessório (Dééé!! rs)!
Improvisei batendo tudo no liquidificador.

Chegamos à finalização (ufa, again!).
Em cima dum disco de palmito (é claro que usei o de pupunha, só que em conserva) disponha metade duma vieira e cubra-a com meia colher de café de raiz-forte (usei a mais fraquinha pois tinha uma bisnaga que eu utilizo pra acabamento de pratos).

Repita o processo por 2 vezes e finalize com um disco de palmito.
Coloque uma delicada porção de lulas, o foie gras e uma folha de estragão.

Monte, fazendo um risco com o molho do coral. Pra mim este ato foi impossível pois o molho ficou saboroso com a utilização do caviar de ovas de salmão, mas sem a consistência necessária. Portanto, coloquei-o por baixo da montagem.
Juntei um pouco do azeite de manjericão e finalizei com uma ciboulettes.

Dá trabalho, mas resulta num prato com característica asiática e extremamente saboroso. Além de luxurioso!
E é claro que teríamos que tomar um belo espumante brasileiro, o Casa Perini Moscatel pra comemorarmos a 1º edição do Projeto L. A harmonização do doce do espumante com a pegada dos molhos foi perfeita.
Luís, espero que tenha gostado, pois por aqui, até a D. Lourdes, a sogra do Mingão e mãe da Regina, comeu tudinho!!

Principal – Galinha d’Angola lutte.

Lutte = luta. E esta eu não vi pois a nossa galinha já chegou mortinha e congelada (sim, tinha em Botucatu). Pelo que eu fiquei sabendo, este já não foi o caso do Luís que teve que correr atrás duma penosa e cometer um verdadeiro galinhocídio!

Pique e doure 2 cebolas, a parte branca de um alho poró, 2 cenouras, 3 talos de salsão, …

… 2 folhas de louro, 1 ramo de tomilho, 1 ramo de alecrim, 2 ramos de salsa lisa, 2 ramos de hortelã e 3 dentes de alho numa panela.

Recheie a galinha com parte deste legumes, amarre bem, tempere com sal e pimenta e doure com 10 ml de óleo de canola e 25 g de manteiga. (Por favor, nada de comentários sexuais!)

Retire a galinha. Coloque o restante dos legumes e doure-os profundamente.

Adicione 6 tomates bem maduros, 1 maçã verde picada e 200 ml de vinho branco. Retorne a galinha à panela.

Tampe e vede com o patê morte (200 ml de água, 500 g de farinha de trigo e 1 clara).

Leve ao forno por 45 min a 180ºC e depois abaixe o fogo para 160ºC por mais 15 minutos.
Retire a galinha, coe o caldo e reserve os legumes. Sirva em seguida.

E com uma farofa feita na frigideira com 50 g de bacon em cubos, 1 cebola média cortada em meia-lua, 10 g de manteiga e 2 ovos batidos rapidamente.

Acrescente farinha de mandioca amarela (não, não achei em Botucatu. Usei a branca mesmo) e salteie em fogo baixo até ficar crocante.

Putz! Neste caso o “tô fraco” deveria ser substituído pelo “tô forte, temperada e muito bem cozida”. Uau!

E aí, Luís? A tua também estava assim? Estava uma loucura?

Subvertemos a ordem e não tomamos o vinho que eu usei no molho. Pelo contrário, tomamos um tinto que simplesmente disse: Tô fuerte! Um espanhol Tempranillo Pata Negra 2007. (Não, não consegui o patrocínio do Osmarajá).

Sobremesa – Bolinho da dona Palmyra com sorvete de uísque, chocolate e curry.

Quem foi a D. Palmyra? Não tenho a mínima idéia. Mas sei que o bolo dela é uma delícia, se bem que ele parece mais um pudim do que um bolo.
Bata 450 g de açúcar com 6 gemas até ficarem esbranquiçadas.

Rale 250 g de castanhas-do-Pará. Junte as castanhas à mistura das gemas, em seguida adicione as 6 claras em neve e finalmente, 3 colheres de sopa de farinha de rosca.

Asse esta mistura numa forma de silicone no forno a 170ºC por 13 minutos.

Deixe esfriar e tire da forma (este foi a Dé quem fez).

Já o sorvete é feito(você já fez este, Verena) batendo 6 gemas com 100 de açúcar até esbranquiçar. Ferva 250 ml de creme de leite e 250 ml de leite.

Adicione às gemas mexendo sempre. Retire do fogo, passe por uma peneira, adicione 100 ml dum uísque de boa qualidade e leve à maquina de sorvete (não, eu não levei a Ferrari pra Botucatu! rs)

Finalmente, faça uma calda de chocolate. Aqueça 250 ml de água e dissolva 75g de açúcar.
Adicione 250 g de chocolate de boa qualidade picado e aos poucos e misture bem até que esteja completamente incorporado. Deixe reduzindo em fogo brando, sem ferver, até que reste a metade. Retire do fogo.

Quando estiver em temperatura ambiente, adicione 75 g de manteiga em pomada. Polvilhe uma camada fina de açúcar demerara sobre o bolo e queime levemente com o maçarico (não, não levei o maçarico pra Botucatu. Ficou assim mesmo!)

Cubra o fundo do prato com a calda de chocolate, coloque o bolo e uma quenelle de sorvete de uísque. Finalize com curry polvilhado.

Palmas pra D Palmyra.

E finito!

Este foi o primeiro almoço (que terminou no jantar) referente ao 1º encontro do Projeto L que também foi um DCPVxChef e que foi realizado em Botucatu.
Espero que o Luís Pontes, lá do outro lado do mundo, também tenha gostado e se deleitado com estas receitas tão saborosas/curiosas. E que esta união das “pontes” virtuais tenha sido bem “iluminada”.

Pensando bem, não foi tão por acaso que eu escolhi o ALex AtaLa.

Amplexos pra todos e até o próximo e 2º encontro onde o Luís indicará o menu completo.

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