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dcpv – pão nosso de cada dia

número 370
26/11/2013

Pão Nosso de cada dia.

Quem passa por aqui, sabe do nosso apreço pelo suplemento Paladar do Estadão.

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E mais ainda pelas críticas de restaurantes, que poderíamos chamar tranquilamente de crônicas, que o Luiz Américo Camargo faz por lá.

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Pois foi através da edição de 21 a 27/12/2013 que fiquei sabendo da publicação do Luiz Américo, o Pão Nosso, Receitas caseiras com fermento natural (selo Panelinha, Cia das Letras).

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“A idéia inicial era apenas ensinar as pessoas a cultivar em casa o fermento natural, o levain. Mas aí ele resolveu dar também receitas de pães – integral, branco, de centeio, aveia e mel … E receitas para acompanhar o pão – manteiga, rillette, ragu … E para aproveitar as sobras de pão, a rabanada salgada”.

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Como esta receita, a da rabanada, estava disponível no suplemento (ainda não tinha comprado o livro), aproveitei o embalo e criei um menu com ela como entrada e outras receitas do livreto Coleção Gourmet Paladar – Italiana.

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Vamos lá, então, ao menu especial do/pro Luiz Américo Camargo.

Entrada – Rabanada salgada

Corte seis fatias de pão, que não podem ser muito finas (devem ter pelo menos 1 cm de espessura).

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Num prato fundo, bata 1 ovo, junte 1 xícara de chá de leite, tempere com sal, pimenta-do-reino e de noz-moscada e misture bem.

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Mergulhe o pão no prato de leite e ovo. Se o pão estiver muito duro, deixe uns instantes a mais para amolecer.

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Em seguida, passe as fatias para uma frigideira. Doure-as num pouco de manteiga, dos dois lados por pouco tempo.

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Transfira as fatias para um refratário. Cubra-as com queijo parmesão em lascas e leve ao forno pré-aquecido para derreter.

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Retire do forno e sirva ainda quente, com os frios da sua preferência.

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Ficou muito boa com o acompanhamento do vinho branco Sauvignon Blanc Erumir 2010 que foi “erudito, miomau, deodato, pimballesco“.

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Principal – Risoto de espinafre e limão e Filés picantes.

Este risoto é simples e surpreendente.

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É claro que é feito no formato usual (manteiga, cebola, vinho, caldo de legumes) …

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… e ao final, você junta espinafre picado e suco de limão siciliano.

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Sirva com raspas de limão.

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Já os filés são feitos da seguinte maneira: aqueça um pouco de óleo numa frigideira grande. Quando estiver bem quente, adicione bifes de filé mignon e frite por cerca de dois minutos de cada lado, se quiser mal passado ou 3 minutos, se preferir ao ponto.

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Retire os bifes, tempere com sal e pimenta e mantenha aquecidos. Adicione 2 colheres de sopa de aceto balsâmico, 75 ml de vinho tinto e 4 colheres de sopa de caldo de carne na frigideira e deixe ferver durante 30 segundos, raspando para extrair todos os resíduos do fundo da panela.

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Adicione 2 dentes de alho picados e 1 colher de chá de sementes de erva-doce e misture bem com 1 colher de sopa de purê de tomate e ½ colher de chá de pimenta calabresa seca. Deixe o molho ferver até reduzir a uma textura de xarope. Tempere com sal e pimenta.

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Coloque os bifes nos pratos, despeje o molho sobre eles e enfeite com salsinha picada.

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Eles, os bifes e o risoto formaram uma dupla perfeita.

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Aproveitamos e tomamos o vinho tinto Malbec Triuno 2011 que se apresentou “único, suicida, ténico, frutuoso“, segundo os padeiros de plantão.

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Sobremesa – Pudim de Panetone.

Melhor não comer demais no jantar, porque vai querer repetir esta deliciosa sobremesa”.

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É isto mesmo! Repetimos!

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Pra fazer o pudim, unte uma forma refratária. Passe geléia (escolha o sabor) em fatias de panetone e corte-as em triângulos. Disponha estes pedaços na travessa em camadas sobrepostas.

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Coloque 250ml de leite e 250ml de creme de leite numa panela e deixe ferver em fogo baixo.

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Enquanto isso, bata 2 ovos, 1 gema e 50g de açúcar mascavo numa tigela até ficar cremoso e aerado. Adicione lentamente o leite quente e despeje cuidadosamente sobre o panetone. Polvilhe um pouco de açúcar.

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Asse o pudim em banho-maria num forno preaquecido a 180°C durante 25 minutos, ou até que o creme fique firme.

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Aí é só comer!

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Eis o que os fãs do Luiz Américo Camargo acharam de tudo:

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De cabo a rabo, um espetáculo! O cabo e o rabo foram demais. (Edu)
Que comida!! Uno spetaculo! (Mingão)
Sensacional! (nunca usei este adjetivo). (Deo)

Pronto! Tá na cara que só pela amostra da rabanada, o livro Pão Nosso é imperdível.

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Prometo comprá-lo (em tempo, a Dé me deu o livro de presente e ele é sensacional), quem sabe conseguir um autógrafo para a posteridade e fazer uma outra noite por aqui só com receitas dele

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Promessa é dívida.

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Até.

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dcpv – visita a uma cozinha doméstica e profissional, ou como se divertir muito numa verdadeira aula gastronômica.

30/06/2012

Visita a uma cozinha doméstica e profissional, ou como se divertir muito numa verdadeira aula gastronômica.

Quando o Luiz Américo Camargo me ligou e falou sobre a possibilidade de participarmos (a Dé e eu) duma visita a cozinha do seu Maurizio Remmert, fiquei entusiasmado.

Afinal de contas não é todo dia que se tem contato com técnicas tão sofisticadas, curiosas e ainda mais, com o aval da melhor publicação sobre gastronomia do Brasil, o Paladar.

É claro que topamos e ficamos no aguardo da chegada da data. Seria no sábado, 30/06 e obviamente, na cozinha do apartamento do seu Maurizio.

Pois as 13:20 (horário marcado), estávamos lá. Fomos recepcionados pelo Luiz Américo, que nos levou onde o seu Maurizio nos aguardava.

Ele nos contou, com toda a sua boapracice, como construiu este verdadeiro sonho de consumo de qualquer gourmand.

E também nos mostrou a sua Ferrari. Este bólido não é propriamente um automóvel, mas uma maravilhosa máquina de cortar frios Berkel, que além de fatiar perfeitamente, é um elemento decorativo fantástico (muito mais impressionante do que uma KitchenAid vermelha! rs)

Demos uma boa olhada em tudo enquanto o Luiz Américo explicava pra todos o princípio desta visita, que faz parte do 6º Paladar – Cozinha do Brasil e iniciamos propriamente esta verdadeira aula de cultura gastronômica.

Começamos experimentando deliciosas verduras desidratadas (todas cortadas finamente e colocadas num desidratador por aprox 10 hs)…

… além da salumeria milimetricamente cortada na Ferrari.

Ah! Comemos o nosso cardápio (sim, ele era comestível e tinha, digamos, um gosto de hóstia).

Tomamos um champagne, o Larmandier-Bernier, que caiu muito bem com o calor reinante.

A próxima amostra seria uma pizza. Mas como? Pizza?

Isto mesmo. Uma pizza com uma massa muito leve e grossa, além duma cobertura com tomates muito frescos e uma mozzarella bastante saborosa.

Ah! O professor nos ensinou a fazer uma água de fumaça, que acrescentada à massa, daria o sabor de lenha dum pseudo forno movido a ela (note que a pizza foi assada num forno combinado e a massa, feita num Thermomix, o famoso Bimby)

Louve-se que o seu Maurizio provou ser um verdadeiro mestre. Não economizou em nos mostrar todos os segredos, …

… e, inclusive, preparou na nossa frente, o Creme de Cherne que seria servido em seguida.

Caldo e carne do peixe são triturados num Thermomix (acho que agora eu vou aprender a usar o meu), junto com batata, azeite, tomate concassé, alho e finalizado com uma porção generosa de coentro.

Uma verdadeira delícia, …

… ainda mais acrescida a harmonização do vinho branco italiano, o Mandrarossa Urra di Mare 2011 Sicilia.

Neste momento, o mestre nos levou pra conhecer a cozinha fisicamente.

E é incrível. Ele tem equipamentos de altíssima tecnologia (fornos combinados, …

… placas cerâmicas, grelhas, …

Pacojet, …

… e até geladeiras …

… e fogões! 🙂

Mas o mais bacana é que ele os utiliza pra obter uma comida saudável e ultrasaborosa.

Cá pra nós, ele tem o que podemos chamar de Disneylândia das cozinhas.

Sem contar que o quarto da famosa Raimunda, a auxiliar dele, foi transformado numa adega dos sonhos (foram vários os pedidos de casamento dos presentes. Ela recusou todos!).

Refeitos do nosso (positivo) choque, voltamos a nos sentar pra experimentar uma Pasta Freda com Pomodori e Cipolle.

Este foi mais um prato que o seu Maurizio (leia-se Mauritzio) fez questão de nos mostrar como se faz: no caso dele, as cebolas foram cozidas em baixa temperatura e juntadas a tomate concassé (eles foram salgados e amolecidos), azeitonas pretas, alcaparras, orégano fresco e massa italiana cozida e resfriada com água gelada (este detalhe é importante).

E após esta demonstração, partimos pra degustação propriamente dita.

Mais uma delícia italiana (puro corporativismo, nosso e dele).

Como principal (sim, ainda tínhamos um principal) um Salmão.

E num formato diferentão.

A parte mais nobre dele foi cozida a vácuo em baixa temperatura num termocirculador …

… e servida com uma quenelle de batata e rúcula, além dum caldo de cabeças de salmão defumadas (este a Dé simplesmente adorou).

Você consegue imaginar o quão saboroso resultou este prato? O salmão conservou todos os seus sabores e sumos e ainda por cima, foi finalizado com a chama dum maçarico.

Acompanhamos com um vinho branco especial, o italiano Fiorduva Costa d”Amalfi 2009.

A tarde estava terminando e nós continuávamos embasbacados com o entusiasmo do nosso anfitrião. Como não somos de ferro, esperávamos ansiosamente pelas sobremesas.

Com o auxílio do Pacojet, o seu Maurizio fez um sorbet de gengibre que deixou todo mundo maravilhado.

Esta máquina funciona como um daqueles processadores de mão, só que o resultado final é de uma cremosidade ímpar.

Pense em suco de uva branca, peras, gengibre e mel processados, congelados e transformados?

E pra dar um up, algumas gotas de Noilly Prat!

Como co-sobremesa, uma tartine de uva e goiaba.

Que são simples quadrados de massa folhada cobertos com duas fatias de goiaba vermelha, 2 bagas de uva branca cortadas ao meio levados ao forno até ficarem crocantes. Polvilhe açúcar orgânico e sirva.

O mais incrível é que o seu Maurizio ainda nos serviu um excelente vinho francês de sobremesa, um Sauternes.

Resumindo toda esta experiência e do alto das inúmeras aulas de culinária que fizemos até hoje, chegamos a conclusão que esta foi incomparável.

Primeiro, pelo entusiasmo que o seu Maurizio e sua equipe demonstraram. Foi simplesmente contagiante.

Segundo, pela oporgunidade de conhecer tantos equipamentos e melhor, a sua utilidade (a minha lista de presentes de aniversário certamente aumentou).

Terceiro, por experimentarmos uma comida saudável, saborosa e leve.

Finalmente, por conhecer pessoas tão bacanas (em especial, o Acácio e esposa) que tornaram esta tarde tão agradável.

Agradecemos, portanto, ao Luiz Américo Camargo (sem sombra de dúvida, o melhor crítico gastronômico do Brasil) e ao Paladar, um suplemento do Estadão que sou um fã contumaz.

Até a próxima (e espero que seja breve).

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