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dcpv – dia doce e médio – espanha – madrid – botin, o restaurante mais velho do mundo. e ao lado, o mercado de san miguel.

02 e 03/07/11

Dia doce e médio – Espanha – Madrid – Botin, o restaurante mais velho do mundo. E ao lado, o mercado de San Miguel.

Até que enfim o calor deu uma trégua.
Na intensidade, claro. Tivemos uma queda de 10ºC. O que seria muito, se não estivesse 38ºC.

Aproveitamos o domingão (como era o primeiro do mês, a maioria do comércio abriu) e fomos às compras.

Visitamos a loja oficial do Real Madrid, nos esbaldamos de comprar sapatos na Casa Camper (imaginem, em plena rebajas. Prometi nunca mais comprar um par de sapatos no Brasil), …

… passamos pelo excelente Mercado de San Miguel. …


… que é muito mais um espaço gastronômico de alto nível …

… do que propriamente um mercado.

Prometemos voltar amanhã pra ao menos, almoçar.
Voltamos pro hotel pra levar as muambas e percebemos agentes ianques infiltrados.

Antecipei a reserva que tinha pra noite e fomos almoçar no restaurante mais velho do mundo, o Botin.

Segundo eles e atestado pelo Guiness, o estabelecimento existe desde 1725.

E parece mesmo que não só alguns clientes, como vários garçons estão por lá desde o início da empreitada.

O lugar é muito bonito e tem um ambiente espetacular. Me diz aonde você conseguiria ver esta cenografia?

E este verdadeiro museu de leitões assados no forno à lenha?

Pedimos dois copos de vinho “blanco”  …

… e a Dé, o seu enésimo Gaspacho

… que foi servido no formato old fashion, ou seja com legumes e pão cortados em cubos.

Eu inovei e pedi uma Tortilla de Gambas. Macia e com os camarões fresquíssimos.

Como principais, dividimos uma Minestra de verduras salteadas com jamon ibérico …

… e um linguado a la plancha.

Foi aí que chegou um casal carioca supersimpático e iniciamos a nossa conversa brazuca. Foi um tal de dicas pra lá, indicações pra cá e quando percebemos, já estávamos de volta ao hotel.

Ah! Conhecemos o verdadeiro sex shop madrilenho no caminho.

Tomamos um bom banho, pegamos um taxi e fomos conhecer os Jardins daqui, a região da Calle Serrano com a Juan Maria y Gasset.

O entorno todo não decepciona, apesar do motorista de ter nos desanimado o tempo todo, dizendo que deveríamos ter ido a Fuencarral, que, segundo ele, é muito mais barato …).
Grandes marcas, …

…. muitas lojas fechadas (era domingo e ainda bem. 🙂 ) …

…  e acabamos indo ao El Corte Inglés, que pra quem se lembra, é um espécie de Mappin upgradeado de  lá.
Por sinal, a loja é excelente, pois além de apresentar muitas alternativas de compras, tem um espaço gourmet de deixar qualquer um de queixo caído.

É claro que compramos algumas coisinhas e aproveitamos pra sentar no balcão do bar pra dar uma “picada” (que é o mesmo que fazer um “nhãnhã”).
Pedimos duas copaças dum champaghe Laurent Perrier rosé (espetacularmente gelado) …

… uma tapita de burratta com tomate e aceto ...

…  e uma de aliche e creme de queijo.

Tudo per-fec-to! Voltamos ao hotel (era tarde, por volta de 21:00 hs) e por incrível que pareça, conseguimos assistir ao jogo (horrível) de estréia do Brasil na Copa América (é, precisávamos descansar um pouquinho).
Recarregamos as pilhas e saímos (sim, era quase meia-noite) pra conhecer uma vinoteca bem próxima ao hotel, a Barbechera, um lugar que simpatizamos quando passamos na frente há dias atrás.

A idéia era continuar tapeando, pedindo “duas copas” dum vinho branco Chardonnay Absum 2008 e mais …

… uma tostada de alho porró e queijo

…  e croquetas de bacalhau (guia 4quetas: 8. Estava pouco temperada ou nós estávamos no limite? rs).

O lugar é muito charmoso …

… e o detalhe bacana são os barris como mesa …

…  que tem moedas entre a sua base e o tampo de vidro (copiamos a idéia na nossa adega).
É claro que deixamos os nossos “reales” por lá.

Fomos dormir e acordamos pro último dia com uma idéia um tanto estranha, mas legal.

Descobrimos que não tínhamos ido em alguns lugares e que eles eram bem longe um do outro (prepare-se pra andar muito por aqui. Tudo parece ser muito perto, mas os quarteirões são imensos).

Resolvemos fazer o tour drop on/drop off do Go Madrid.

E paramos no Santiago Bernabéu, o estádio do  Real Madrid, que ao que parece só será pior que o do Timão em Itaquera, na grande FV.

O tour é bom demais (se eu fosse dirigente do Corinthians, organizaria um destes pelas obras do Itaquerão, com direito a assentar tijolo e tudo o mais. Dava pra contratar um montão de craques só com esta grana).

Você inicia subindo todas as escadas (rolantes,por sinal) e quando está lá em cima tem esta visão do campo:

Pra mim, esta é a verdadeira bombonera.

Depois você desce tudo o que subiu e entra no mundo madrilesco. Mais uns passinhos e está no meio do estádio.

E mais alguns, em pleno campo. É isto mesmo, no gramado, …

… com direito a dar instruções (como se fôssemos o Mourinho), a sentar no banco de reservas …

… e a, inclusive, dar uma entrevista coletiva (ainda bem que era a Dé que estava fazendo as perguntas).

Sem contar a visita aos vestiários …

… a aula de história do futebol …

… e a enorme sala de troféus.

O Real foi considerado o melhor time do século passado, mas nós não vimos lá nenhuma das taças que o Timão tá cansado de ganhar: a do campeonato paulista! 🙂

Tivemos, inclusive, uma premonição: vejam só, eu e a Dé carregando a Taça dos Campeões ganha pelo Corinthians (e olha que nem adivinhávamos o resultado do último Brasileirão!)

É claro que o tour terminou numa lojona.

Depois disso tudo (separe pelo menos umas duas horas pra este passeio), voltamos ao Ônibus turístico e a idéia era irmos ao Museu Reina Sofia pra vermos o Guernica.

Só que ficamos tanto tempo na cobertura descoberta do ônibus e tomamos tanto sol na cabeça que, quando passamos pela Plaza Mayor, não tivemos como não descer e dar uma “picada” prometida no Mercado de San Miguel.

Ô lugar bacana, por Diós! Chegamos tomando sangrias, …

… e comendo pintchos de azeitona com queijo e de pepinos com pimentão. Sabe aqueles espetinhos das festas de antigamente?

Absolutamente deliciosos. Demos mais uma volta e mais uma vez, tapeamos.

Com um rolinho de massa recheado de carne moída, outro lomo com abacaxi e um  de tomate, mussarela de búfala e pesto.

Resolvemos fazer umas comprinhas bacanas (salames, queijos, pães, frutas, etc) pra continuar no clima quando estivermos em Ferratxi di Vascontxelo, amanhã a noite.

Ah! Encerramos a viagem com chave ouro, quando eu decidimos experimentar duas big-ostras número 1 e as acompanhamos com duas copazzas de espumante.

Pra quem gosta das bivalves, foram as melhores que eu comi na minha vida (a Dé  passou a dela).

Bom, foi isso. Achamos a Espanha muito interessante.

Desde a Rioja, onde o mundo de Bacco está mais do que presente, mas ao mesmo tempo com a arquitetura das bodegas transformando simples campos de videiras em verdadeiras obras de arte, …

… passando pelo País Basco com suas características ímpares; sua culinária; seu nacionalismo; seus valores tão enraizados …

…  e finalizando com Madrid, a aparentemente moderna Madrid que convive com globalizações, mas ao mesmo tempo é provinciana o suficiente pra que todos tirem a sagrada siesta, almocem tarde e simplesmente, comam muito mais como um meio de socialização do que uma necessidade.

Enfim, como diria o governo espanhol e a família Luz (a Re mesmo não indo, aprovou esta indicação) vá a Espanha.

Hasta lá próxima (que deverá ser em Barcelona).

Acompanhe os outros dias da nossa viagem:

Dia Uno – Espanha – La Rioja – Marques de Riscal, o hotel.
Dia Dos – Espanha – La Rioja – Museu do Vinho e cidadezinhas bacanas
Dia Tres – Espanha – La Rioja – Bodegas maravilhosas e arquitetura não menos
Dia Cuatro – Espanha e França – La Rioja e Bordeaux – Final de semana em Martillac
Jour Cinc – France – Bordeaux – Passeando e entrando no mundo dos Premieres Grands Crus
Dia Sei – França e Espanha – País Basco – Você sabe o que é euskera? Pintxo você sabe, né?
Dia Siete – Espanha – País Basco – Guggem..heim?
Adendo do dia siete – Espanha – País Basco – Restaurante Mugaritz
Dia Ocho – Espanha – País Basco – San Sebastian do Rio de Janeiro?
Almoço do dia ocho – Espanha – País Basco – Mais um top 50. Martín Berasategui
Dia nueve – Espanha – Nós fomos as touradas de Madrid
Dia diez – Espanha – Madrid – Tour de tapas. Comestíveis, claro!
Almoço do dia diez – Espanha – Madrid – DiverXo. EXcelente e não é da XuXa.
Dia once – Espanha – Madrid – Segway e a parada gay. Simples rima?

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dcpv – dia once – espanha – madrid – segway e a parada gay. simples rima?

01/07/2011

Dia once – Espanha – Madrid – Segway e a parada Gay. Simples rima?

Mais um dia de pleno sol em Madrid.
E mais um cheio de novidades.

Tomamos o nosso café da manhã hoteleiro e fomos até a Plaza de España.

Atravessamos o centro velho de Madrid; deu pra perceber que realmente os madrilenhos e os turistas dormem tarde e acordam muito tarde.
Tudo estava muito vazio, fedido e muito, mas muito sujo. E a tarde descobrimos o porque.

Por enquanto, tínhamos um compromisso: fazer um tour e consequentemente aprender a pilotar um Segway.

Pra quem não sabe, estes bichinhos, são aquelas trapizombas de duas rodas que pra pilotar, você tem que usar o próprio corpo (vejam que até consegui um grande patrocínio da Vandelay Industries).

Se você inclina pra frente, ele acelera; se inclina pra trás, ele breca. Além de utilizar o manete da mão esquerda pra mudar a direção. Fácil, não?

Até que é, mas pra pegar o jeitão, demora um pouquinho. E a desculpa pra aprender era dar uma volta dumas 3 horas pela região do Palácio Real.

Encontramos com o nosso guia e mais 5 companheiros de tour e outra surpresa: os 3 irlandeses do passeio de tapas de ontem também estavam nesse (são estes da esquerda).

Fizemos uns testes em plena Plaza de España (a Dé se saiu muito bem, já que é muuito equilibrada) e fomos até o escritório dele, que era ali pertinho, pra pegarmos os “bípedes” de todos.

Pronto! Estávamos a postos pra iniciar propriamente o passeio. Andamos, ou melhor, rodamos um pouco .

A primeira parada foi no Palácio Real.

Não deu nem pra ver direito, pois estávamos concentrados demais em não fazer nenhuma bobagem no volante (??) dos Segway. Mas deu pra perceber que os reis não eram bobos ao escolher o ponto dos seus palácios.

Continuamos o tour em torno do rio Manzanares (quando teremos isto em SP?) …

… e conhecemos a Ermida de Santo Antonio de la Florida , o lugar onde Goya mostrou todo o seu talento (e também está enterrado).

Subimos muito (e aí, todos já detiam o domínio dos seus monstrinhos) até que aportamos no Parque del Oeste onde …

… está o Templo de Debod, …

… uma doação dos egípcios aos espanhóis. Fantástico e aprovado pela própria deusa.

Daí pra frente foi só descer e descer até chegarmos ao ponto inicial do tour, o escritório e morada dos Segway, próximo a Plaza  de Espagna.
Eis um tour mais do que recomendado. Pegamos um taxi, tomamos um banho no hotel e fomos almoçar.
Escolhi o Estado Puro, o bar de tapas do estrelado chef Paco Roncero.

Este bar fica no hotel NH do Paseio de Prado e o conceito é transformar tapas tradicionais em alguma coisa mais gastronômica.

É claro que o objetivo foi mais do que alcançado.

Primeiro que o lugar é arquitetonicamente perfeito.

A Dé adorou a idéia da replicação da tiara tipicamente espanhola no teto.

Segundo que o lugar é muito divertido.

As mesas são compartilhadas e sentamos ao lado de 4 espanhóis (que pra variar queriam adivinhar qual a língua alienígina que falávamos).
E terceiro que o menu é fantástilco.

Além da apresentação de tudo. Escolhemos batatas bravas (boa esta idéia de fazer um buraco nelas e colocar o molho apimentado e a maionese), …

… aspargos em tempurá e gaspacho pra Dé …

…  salada de mussarela e abacate com molho de hortelã, …

… uma croqueta de jamon (guia 4quetas: 10), …

… um joelho de cerdo (este foi só pra mim e estava uma delícia, no ponto) e …

… uma caña e uma coca light.

Tudo muito bom e deixou um gosto de quero mais. Até a conta é típica , pois vem numa latinha de sardinha.

Voltamos de novo ao hotel (vá por nós, com esse calor é absolutamente necessário) e resolvemos ir a Calle Serrano.
Só que aproveitamos pra dar uma passada pelo Museo del Prado.

Umas duas horas depois e estávamos abastecidos de Rubens, El Greco, Goya e o indefectível Velasquez. Foi um banho de cultura, além do visita necessária na excelente loja.

Saímos e como tínhamos que passar pelo Parque del Retiro, subimos.
Ah! Podem contabilizar mais um casamento na nossa conta!

Só que não contávamos com o pessoal se preparando pra desfilar na Parada Gay.

E foi muito divertido. (Não é a cara do Francisco Cuoco?)

Ficamos mais de uma hora rodando e …

… vendo como eles (e todo o mundo) se divertem com estes eventos.

É cada figura! E cada bunda! 🙂

Incrível como temos a capacidade de sempre estar nos lugares onde acontecem estas efemérides fora do comum.

E mais ainda como a diversão é garantida.

Voltamos ao hotel sensivelmente bem humorados, …

… mas tão cansados …

… que não nos restou outra alternativa …

… a não ser conhecer o famoso bar dele, o Glass que tem boas vistas da cidade …

… e onde tínhamos direito a duas flutes de champanhe.

Além da necessidade de comermos sandubinhas de mussarela de búfala, tomate e basílico e de tomate quase desidratado e fuet.

Muito bons, guardadas as devidas proporções.

Com belas vistas do lindo skyline de Madrid, com suas cúpulas estranhas e …

… e uma carruagem que roda prum relógio, fomos dormir, tres andares “abajo”.

Esta é a Madrid que adoramos.

Hasta.

Acompanhe os outros dias da nossa viagem:

Dia Uno – Espanha – La Rioja – Marques de Riscal, o hotel.
Dia Dos – Espanha – La Rioja – Museu do Vinho e cidadezinhas bacanas
Dia Tres – Espanha – La Rioja – Bodegas maravilhosas e arquitetura não menos
Dia Cuatro – Espanha e França – La Rioja e Bordeaux – Final de semana em Martillac
Jour Cinc – France – Bordeaux – Passeando e entrando no mundo dos Premieres Grands Crus
Dia Sei – França e Espanha – País Basco – Você sabe o que é euskera? Pintxo você sabe, né?
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Adendo do dia siete – Espanha – País Basco – Restaurante Mugaritz
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Almoço do dia ocho – Espanha – País Basco – Mais um top 50. Martín Berasategui
Dia nueve – Espanha – Nós fomos as touradas de Madrid
Dia diez – Espanha – Madrid – Tour de tapas. Comestíveis, claro!
Almoço do dia diez – Espanha – Madrid – DiverXo. EXcelente e não é da XuXa.

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dcpv – almoço do dia diez – espanha – madrid – restaurante diverXo. eXcelente e não é da XuXa!

30/06/2011

Almoço do dia diez – Espanha – Madrid – Restaurante DiverXo. EXcelente e não é da XuXa!

Devido a excelência de tudo, fui obrigado a destacar esta refeição do relato do nosso décimo dia na Espanha.
O chef David Muñoz é tido como um enfant terrible (ou seria melhor chamá-lo de crianza diabólica?) da culinária espanhola.
E o restaurante dele, o DiverXo, é muito interessante já que tem um jeitão fusion que combina ótimos ingredientes com uma base asiática.

Tudo começa pelo sistema de reservas. São feitas somente pela internet e segundo alguns, necessita-se de pelo menos um mês pra conseguí-las.
Eu estava dentro deste prazo quando fiz a nossa e mesmo sabendo duma característica esquisita do lugar (pro nosso padrão): é terminantemente proibido tirar fotografias de qualquer prato.
E é justamente por isso que este post quase não tem fotos. O máximo que conseguimos foi tirar alguma coisinha (escondido) com o celular e ao final, quando estávamos indo embora, além de algumas captadas no Google. Penso que esta filosofia é errada, mas como o restaurante está cada vez  mais cheio, não sei, não …
Também comecei a escrever a descrição dos pratos num papelzinho, mas um dos atendentes me disse pra não me preocupar que eles enviariam as tais por email. Resultado? Após um mês, o menu chegou.
Ainda bem que fiz algumas as anotações sobre as nossas impressões. Portanto, diferente do que eu acredito que tenha que ser um blog (muito mais visual do que literal), desta vez vocês terão que se contentar com as letras.

Vamos lá: logo que sentamos (chegamos no horário e a nossa mesa era excelente), percebemos a modernidade do espaço. Muito concreto, poucos detalhes, cadeiras contemporâneas e extremamente confortáveis além dum serviço muito aplicado. Foram muitos atendentes durante a refeição, sendo que todos detinham um conhecimento muito grande sobre o processo de execução de cada um dos pratos além de demonstrarem um grande entusiasmo a cada “hummmm” que proferíamos.
A primeira explicação é sobre os tipos de menu. São todos no formato degustação (a Dé já sabia) e basta vocês escolher entre o ExpresXo (com 7 pratos), o ExtenXo (com 9 pratos) e o DiverXo (com 11 pratos).
É claro que a Dé e eu iniciamos imediatamente uma negociação. Ela queria o ExpresXo e eu, o DiverXo. Note-se que a mesa inteira tem que obrigatoriamente pedir o mesmo menu. É, este David Muñoz é praticamente o Gaspacho’s Nazi!
A resolução foi tomada. Nem pra mim, nem pra você. Nove extenXos pratos viriam à nossa mesa.
Deixamos os vinhos (ao final tomamos 2 taças cada um do mesmo branco) por conta do sommelier e iniciamos mais uma viagem dentro da viagem.
O couvert não é nada trivial. São uns tipos de vagens cozidas (Edamame com ajada de ají amarillo) que são servidas num baldinho e que devem ser comidas da seguinte maneira: pega-se a vagem, passa-se num molho de aji amarelo, coloca-se na boca e aperta-se com os dentes pra que os grãos saim e se misturem ao molho. Muito bom e seria o nosso pãozinho durante todo o almoço. Como uma charmosa harmonização, serviram também um excelente chá de rosas.

Prontos pro segundo prato? Eram mexilhões com pérolas de salmão e um molho fantástico de lima kaffir (Mejillón tigre estilo fusión con escabeche de lima keffir, sofrito de tomate y chile y huevas de pez voador). A Dé não gostou muito do mexilhão por causa da textura. Mole demais, segundo ela. Eu comi os dois tranquilamente.
Detalhe: todos os apetrechos (louças, talheres, acessórios, etc) são fantásticos.

O terceiro prato foi um dim sum estilizado já que ele veio aberto e com lagostim, cogumelo e um caldo concentrado e perfumado de frango capão (Posticker shanghai de capón, susopa emulsionada, carabinero e shitake). Absolutamente perfeito.

Mais um dim sum como quarto prato. Só que desta vez foi servido num daqueles pães fofinhos chineses com recheio de cogumelos envoltos numa pele de leite (Bun. Mollete chino de trompetas a la crema, tomate kumato cherry y cecina de buey ahumada). No meu caso, o prato veio montado como um barco sendo que a vela era uma lâmina crocante de jamon. Delícia!
O quinto prato é uma marca registrada do David. Descrito no próprio site como Gambas mediterrâneas fritas ao revés, con soja, yusu e maionesa caliente são camarões cortados finamente (achamos que seriam vieiras) servidos com yusu (o limão japonês) e uma maionese caseira perfeita. Eu achei que a Dé não comeria, mas ela não me passou o dela, não! 🙂

O sexto foi servido em dois movimentos. No primeiro,veio uma vasilhinha com uma mistura de leitãzinho crocante com melão, que segundo nos explicaram, tinha algo a ver com um Pato de Pequim (Cochinillo cochifrito pekinés: canapé invertido pekinês y hamburguesa samm de secreto de cerdo ibérico). Atenção pessoal defensores dos animais: este pekinês não é o cachorro! rs
Logo em seguida, uma caixinha de isopor daquelas do MacDonalds. Dentro dela, uma folha de alface com um pedaço de leitãozinho no interior A intenção é que você enrole o seu rolinho e o mergulhe num molho à base de soja. Como diria aquele cara, uma “puta” idéia!

Vamos pro sétimo? Um peixe típico espanhol frito duma maneira caramelizada (técnica do Davi). Ele (Rape frita versión glaseado Express) fica com um interessante cheiro de carbonizado, com a pele muito caramelizada e com o interior muito macio. Servido sobre aspargos fresquíssimos (a Dé adorou) e com chips finíssimos de batata roxa. Senhores, como diria aquele locutor de futebol, é pra sair do estádio e pagar uma outra entrada!
O oitavo prato foi um bonito defumado com vieiras secas raladas e cabeças de camarãozinho crocantes e fritas ( (Ventresca tibia de bonito asada en brasas de sarmiento con salsa xo versión 2011). Eu juro que achei que a Dé não iria nem olhar pras cabeças dos crustáceozinhos, mas quando eu olhei pras dela, tinham desaparecido. Mais um prato genial.
Como pré-sobremesa foi servido uma lâmina retangular de gelatina muito fina (Papel de moras y yogurt ácido). O atendente nos explicou que era pra enrolar e mastigar. Parecia um chiclete Ping Pong de tutti frutti.
E como nono e último prato, uma sobremesa inesquecível. Um rolinho fino de noz, servido com um sorvete muito cremoso de chocolate e gelatina de violeta . Este eles nem mandaram na descrição do menu.
Pronto. A nossa viagem pelo mundo do David Muñoz tinha terminado.
Se bem que restou-nos uma esperança. Quando você chega ao restaurante, te perguntam se é a sua primeira vez por lá. Se responder sim (assim como nós), experimentará os pratos que formam o menu tradicional do Diverxo.

Se responder não (como nós na próxima vez), degustará pratos completamente diferentes dos tradicionais.
Portanto, aguardem-nos!
Hasta.

Acompanhe os outros dias da nossa viagem:

Dia Uno – Espanha – La Rioja – Marques de Riscal, o hotel.
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Adendo do dia siete – Espanha – País Basco – Restaurante Mugaritz
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Dia diez – Espanha – Madrid – Tour de tapas. Comestíveis, claro!

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dcpv – dia diez – espanha – madrid – tour de tapas. comestíveis, claro!

30/06/2011

Dia diez – Espanha – Madrid – Tour de tapas. Comestíveis,claro!

Acordamos até que cedo, tomamos o café da manhã e fomos ao museu. E este é muito fácil de se visitar. Ele fica no subsolo do hotel.

O proprietário da cadeia hoteleira Derby tem como hobby colecionar arte, especialmente egípcia. Neste caso,ele guarda uma parte do seu acervo tanto na decoração dos quartos, como neste museu.

Logo após, fomos passear pela região da Puerta del Sol.

A primeira parada foi na Casa de Diego, fundada em 1858 e especializada em fazer leques e paraguas. Não precisa nem dizer que compramos algumas coisinhas. E nem o que é um paraguas, né?

E como era o primeiro dia das rebajas, a famosa liquidação, tentamos dar uma passada no El Corte Inglés, o Mappin espanhol. Claro que não encontramos muita coisa legal (como na maioria destes eventos), além da muvuca ser imensa.

Preferimos continuar explorando a região e passando pelos cartões postais. A estátua do Urso e do Medronheiro era um deles. Não se asssuste, medronheiro é somente uma árvore típica que dá uns frutinhos vermelhos que servem pra fazer licores, aguardentes e conservas. E pelo visto, os ursos gostam bastante deles.

Voltamos ao hotel e nos preparamos pra almoçar no restaurante do chef David Munhoz, o DiverXo.

Ele faz uma cozinha fusion (quase peruviana) e tem uma característica que no nosso caso seria quase que impeditiva pra ir lá: não permite tirar fotos de qualquer prato. Eu particularmente acho uma política errônea, mas como o estabelecimento é dele e está sempre cheio, não sei não …
O sistema de reservas feito somente através da Internet também é muito interessante. Dizem que não se consegue lugar antes de um mês. Esta experiência foi tão bacana que será melhor descrevê-la separadamente (xiiii, teaser de novo?).

Depois deste excelente e surpreendente almoço, resolvemos fazer um passeio a pé pela região do Prado que constava do Guia Visual da Folha.

Descemos a rua do hotel (o Congresso fica bem na frente), …

… passamos pela Fonte de Neptuno, …

… pelo Museo del Prado (não entraríamos hoje) …

… e belíssima região, …

… “secamos” o hotel Ritz, …

… o Parque del Retiro (o Ibirapuera deles, guardadas as devidas proporções), …

… a Puerta de Alcalá e voltamos  pro hotel (não se esqueça que em Madrid os quarteirões são imensos) …

… pois tínhamos marcado um passeio turisticão ao extremo: um Tour de Tapas com duração de aproximadamente 4 horas.

O encontro com o nosso guia seria as 20:00 hs (portanto, com sol a pino) bem em frente a estátua do Urso e do Medronheiro que é uma  famosa referência na capital espanhola.

E o começo foi muito bom, pois estranhamente chegamos adiantados e o comandante, o Jorge, ligeiramente atrasado. As apresentações foram feitas (éramos 10: 3 irlandeses, 5 americanos e 2 ferrazenses).

A primeira parada foi numa sidreria, a El Escarpin.

É um lugar extremamente antigo com detalhes do século passado e muito interessante.

Experimentamos a tal sidra que, cá pra nós é bem ruinzinha. O truque pra deixá-la um pouco melhor, ou menos ruim, é tomá-la logo após ser servida desta maneira:

Ou seja, com a maior distância possível da garrafa ao copo. Segundo explicações, deste jeito criam-se bolhas e ela parece um espumante. Doce ilusão! 🙂
Pra ver se a coisa descia, comemos umas tapitas de chouriço, batatas bravas e pãozinho.

Até os irlandeses, páreo duro quando se fala em bebida, recusaram a segunda dose.

Continuamos, passeando pela elegante Plaza Mayor …

… por lugares bacanas no centro (o guia informava bastante sobre história e arquitetura) …

… e registramos o marco zero da Espanha, de onde são medidas todas as distâncias rodoviárias espanholas e que fica na Puerta del Sol.

O nosso próximo destino seria um bar especializado em sherry, ou melhor, jerez. Este é mais antigo que o anterior e freqüentado somente por madrilenhos antigos e da “chemma”.
O La Venencia estava cheio e com muita dificuldade, conseguimos uma mesa bem lá no fundo.

As fotos eram proibidas, mas como a chance dos proprietários nos processarem era muito pequena, a Dé usou alguns “no te compreendo” e tirou algumas.

Experimentamos dois tipos de jerez (que são bastante secos e viciantes): um fino e um amontillado.

Foram acompanhados de excelentes azeitonas verdes (elas são quase cruas e totalmente diferentes das que estamos acostumados a comer) …

… salames às pencas, pães e amendoinzinhos.

Tudo muito bom e o tour começava a ganhar corpo. Próxima parada, o Meson el Lacòn, um genuíno e verdadeiro bar de tapas.

A entrada é bem definida.

E a subida também.

Tomamos um excelente vinho tinto Roble Ribera del Duero Protos 2009.

E experimentamos um montão de tapitas. Croquetas de jamon (guia 4quetas = 10) e de setas, os famosos cogumelos (guia 4quetas : 9), morcillas saborosas, …

… pimentão recheado com bacalhau, …

… aspargos fresquíssimos (mais um que a Dé adorou) …

… e pasmem, tripas ou melhor dizendo, dobradinha e das boas.
Nesta eu suplantei os irlandeses e fiquei com uma cumbuquinha só pra mim. Os meus conceitos sobre dobradinha foram revistos. A próxima vez que estivermos em Madrid, como de novo! 🙂

O lugar é incrível. Também com um horário destes de funcionamento.

Próxima e última parada do Tour de Tapas; segundo o guia iríamos jantar.
A Dé fez menção de ir embora. Eu estava quase capitulando quando ouvi a palavra mágica: Pulpo!

E lá fomos nós todos pro restaurante Terra Mundi praticar aquilo que os espanhóis fazem tão bem que é comer e conversar (não necessariamente nesta ordem).

Começamos tomando um vinho branco Albarinho de Rias Brancas. O nosso guia que era um xenófobo militante disse que Portugal era o quintal da Espanha quando eu citei que esta uva era tipicamente portuguesa.

Ele fez o pedido. Legumes crocantes,…

… huevos revueltos, …

… e o tal Pulpo a Gallega que realmente era o melhor que eu já comi (e ninguém pode me acusar de não ter experimentado!).

Ainda tínhamos as sobremesas. Castanhas com um tipo de brigadeiro …

… e excelentes panquecas de queijo..

Uau! Só nos restou nos despedir da nossa turma (acreditem que os irlandeses ainda tinham nos convidado pra tomar umas caipirinhas!) e andar até o nosso hotel pra fazer a digestão.
Que com este visual, complementou magnificamente a noite. Nada mal, né não?

Hasta.

Acompanhem os dias anteriores da viagem:
Dia Uno – Espanha – La Rioja – Marques de Riscal, o hotel.
Dia Dos – Espanha – La Rioja – Museu do Vinho e cidadezinhas bacanas
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Adendo do dia siete – Espanha – País Basco – Restaurante Mugaritz
Dia Ocho – Espanha – País Basco – San Sebastian do Rio de Janeiro?
Almoço do dia ocho – Espanha – País Basco – Mais um top 50. Martín Berasategui
Dia nueve – Espanha – Nós fomos as touradas de Madrid

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dcpv – dia nueve – espanha – nós fomos as touradas de madrid …

30/06/2011

Dia nueve – Espanha – Nós fomos as touradas de Madrid ...

Olhando pelo ângulo automobilístico, este foi o dia mais punk da viagem. Afinal de contas, rodar quase 500 km não é fácil.

Tudo começou em Donostia.

Ou melhor no País Basco.

Ou melhor ainda em San Sebastian. Saímos de lá por volta das 12:00 hs.

Tarde eu sei, mas aproveitamos a manhã pra dar uma boa geral nas malas e de qualquer maneira, os senhores que manobravam  e/ou traziam o carro do estacionamento provavelmente inauguraram o clássico, charmoso e velhusco hotel tal foi a demora pra localizá-lo.

Tínhamos planos de passar em Orio (nada a ver com o biscoito) e em Getaria, duas pequenas cidades litorâneas.

Com o nosso atraso, deixamos esta visita pra quando San Sebastian for a capital européia da Cultura em 2016 (eles estão eufóricos com tal indicação) que deve acarretar num boom turístico ainda maior.

Então foi um tal de ver paisagens muito interessantes,…

… idiomas mais ainda …

… e, inclusive, conhecer a Ribera del Duero, uma região ótima de vinhos, mas nem tanto turísticamente.

E escolhi a cidadezinha de Peñafiel por estar quase que no meio do caminho e por ter muitas atrações bacanas, como uma tremenda fortaleza bem no topo do morro.

Além de tudo, poderíamos almoçar por lá e de quebra, comprarmos mais uns vinhos.

Chegamos por volta das 16:00 hs.

O calor estava infernal e aproveitamos pra subir até o castelo de carro mesmo. E ele , o castelo, é  muito grande e interessante.

Inclusive, é o local dum Museu do Vinho (passamos a visita, pois me informei que o Dinastia Vivanco de Briones, que visitamos, é bem melhor). Quanto ao almoço, nem pensar.

Os poucos estabelecimentos estavam fechados e o único em que conseguimos conversar, nos disse que a cozinha estava “cerrada”.

Resolvemos continuar a viagem e comer cerejas. Ainda bem que tínhamos comprado maravilhosas delas em SSeb e aproveitamos a viagem pra saboreá-las. Esta frutas tem uma ótima proximidade com a família.

Chegamos em Madrid por volta das 19:00 hs e pegamos um congestionamento.

O que só aumentou a vontade de devolver o carro alugado o mais rápido possível.

Antes o checkin no ótimo hotel Urban que é muito bem localizado, tem um estilo super-modernoso …

… e com quartos diferentões …

… além dum interessante museu egípcio no seu porão.

É um luxo.

Corremos pra encontrar a Europcar da estação Atocha (mais um pequeno sufoco pra achar o lugar correto, pois é quase que um beco) e estávamos prontos pra começar a curtir Madrid.

Que pareceu ser exatamente o que esperávamos de uma cidade grande (do jeitinho que gostamos).

Voltamos a pé e como estávamos nos devendo uma boa comida, passamos no Museo del Jamón pra dar uma boa beliscada e fugirmos um pouco do calor de 40°C.

O lugar é muito típico (são vários em Madrid) e só a quantidade de peças de presunto seria o suficiente pra justificar uma visita.

Pedimos uma porção de queijo de ovelha curado, …

… uma de salsichon …

… e outra de fumet (não se esqueça: passamos o dia inteiro a base de cerejas).

Uma coca light e um canecão de caña, uma cerveja geladíssima que veio a calhar completaram o pedido.

Com este calor e esta caña, dá pra entender o porque dos espanhóis consumirem loiras geladas aos barris.

Traçamos tudo e continuamos o passeio com o sol dando uma trégua (também, estávamos próximos das dez horas !).

Andamos de volta pro hotel e percebemos o quanto o madrileño gosta de sair e comer fora.

São incontáveis bares de tapas, restaurantes, cervejarias em todos os lugares, enfim, lugares pra conversar.

Taí, Madrid é o mesmo o nosso estilo de cidade. Luminosa.

Hasta.

Acompanhe os dias anteriores da viagem:
Dia Uno – Espanha – La Rioja – Marques de Riscal, o hotel.
Dia Dos – Espanha – La Rioja – Museu do Vinho e cidadezinhas bacanas
Dia Tres – Espanha – La Rioja – Bodegas maravilhosas e arquitetura não menos
Dia Cuatro – Espanha e França – La Rioja e Bordeaux – Final de semana em Martillac
Jour Cinc – France – Bordeaux – Passeando e entrando no mundo dos Premieres Grands Crus
Dia Sei – França e Espanha – País Basco – Você sabe o que é euskera? Pintxo você sabe, né?
Dia Siete – Espanha – País Basco – Guggem..heim?
Adendo do dia siete – Espanha – País Basco – Restaurante Mugaritz
Dia Ocho – Espanha – País Basco – San Sebastian do Rio de Janeiro?

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