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dcpv – dia deux – paris – frank gehry e cidade luz, tudo a ver.

16/03/2016

Dia deux – ParisFrank Gehry e Cidade Luz, tudo a ver.

Está frio em Paris, mas tá gostoso.

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Acordamos um pouco mais tarde, resolvemos tomar café num destes bares bacanas…

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… e explorar museus que ainda não conhecemos na vizinhança.

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O primeiro foi o do Picasso, …

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… que além de ter a sua belíssima edificação totalmente reformada …

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… ainda apresenta uma coleção espetacular do mestre espanhol.

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Tão espetacular e diversificada que você fica com uma dúvida incrível: …

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… como este gênio tinha tempo pra tantos afazeres …

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…  e com resultados tão espetaculares?

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Afinal de contas, além de suas pinturas, …

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… suas esculturas são um deleite …

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… e aqui você fica sabendo das várias fases do trabalho dele, desde o planejamento até a execução final.

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Logo ali pertinho, fica o museu Carnavalet …

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… que além de ter a entrada franqueada, …

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… nos mostra toda a história de Paris.

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Taí um outro passeio imperdível.

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Como era hora do almoço, optamos por conhecer um restaurante tailandês, o Au Petit Thai, que também fica ao lado do apê.

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É uma comida mais do que correta e caiu como uma luva, pra nós que somos fãs dos temperos tailandeses.

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Experimentamos todos uma sopa de frango com leite de coco, …

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… outra sopa de frango com gengibre, …

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… carne de porco com molho de caramelo e frango com gengibre.

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Tudo bem spice e thai ao extremo.

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Como sobremesa, optamos por conhecer uma loja especializada em eclairs, a L’Eclair de Génie, que é excepcional.

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Taí um exemplo de franquia que seria bem sucedida na nossa praia.

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Demos uma passadinha rápida no apê e rumamos, via metrô, para o Bois de Bologne, …

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… um parque excepcional e que dificilmente as pessoas visitam quando estão em Paris.

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Quer dizer, visitavam, pois agora lá está o museu da Fundação Louis Vuitton.

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O prédio desta fundação é o verdadeiro espetáculo.

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Ele foi projetado pelo renomado arquiteto Frank Gehry e como toda obra dele (vide Guggenheim de Bilbao), sua atenção é voltada pelas suas curvas.

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O exterior dele é fabuloso …

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… e o interior não fica atrás.

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É claro que você deve dar um desconto por haver exposições de arte moderna, mas esta com artistas chineses até que é bem interessante.

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Segue um fotoblog com detalhes arquitetônicos do prédio e também da exposição.

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A vista do topo do prédio é plural.

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De um lado você tem o skyline de La Defense ..

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… e do outro, uma visão charmosa da Torre Eiffel.

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Pra terminar a visita com chave de ouro, tomamos umas flutes de champagne …

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… no impressionante bar do instituto.

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Enfim, quando estiver na cidade Luz, dê uma passada na Fundação.

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Retornamos num microônibus que faz o trajeto até a Champs Elysees, com direito à vista do Arco do Triunfo.

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Isto é Paris.

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Pegamos o metrô em pleno rush e só deu tempo de tomar um banho e jantar. E em grande estilo no bistrô A Mere.

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É lá que o chef brasileiro Maurício faz uma comida bem diferente da francesa tradicional.

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O lugar é diferentão e bastante despojado, com um menu que privilegia os produtos frescos e a criatividade da sua cozinha.

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Após conversarmos com o Maurício, decidimos por fazer uma pequena degustação com 2 entradas, um principal e uma sobremesa para todos da mesa. E eu vi o inimaginável, senhores!

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Ou seja, Renata e Débora comendo escargots, ….

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… ovos moles com frutos do mar, …

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… frango (até aí, tudo bem) com boudin (dê uma clicada aqui pra saber o que é isso?) …

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… um torrone de chocolate com, pasmém, couve frita!

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Tudo acompanhado dum ótimo vinho branco da casa, o Saint Aubin 2012.

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Olha, foi no mínimo, muito divertido.

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O restante foi muita conversa, muitas risadas e a promessa de que esta experiência terá que ser repetida.

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Au revoir!

Veja o primeiro dia desta viagem:
Dia un – Paris, a cidade dos Luz.

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dcpv – dia un – paris, a cidade dos luz.

15/03/2016

Dia unParis, a cidade dos Luz.

Este viagem prometia. Tudo bem que a executiva da Air France é muito esquisitona (as poltronas parecem casulos!).

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Mas, ainda bem, tem champagne Drappier!

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Graças a um cancelamento do nosso voo noturno original, chegaríamos 3 horas mais cedo na capital francesa.

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E isto é sempre um bônus.

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Pegamos o nosso transfer e chegamos novamente ao apê que ficamos no Marais na nossa outra viagem (daqui pra frente, vou chamar de nosso).

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Ele fica no primeiro andar dum prédio na esquina das rue des Rosiers e Pavée (alugamos através do Haven in Paris).

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Certamente, se você foi ao Marais, já passou por ele.

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E melhor de tudo, ele continua absolutamente igual.

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Chegamos por volta do meio dia e aproveitamos pra ir almoçar no Le Loir dans la théière, um lugarzinho charmoso e ao lado do apê.

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Comemos frugalmente.

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A Dé foi de omelete com molho de gorgonzola e salada, …

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… a Re, de frango com bacon e purê de batata-doce …

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… e eu, penne com molho de parmesão e raspas de laranja.

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Tudo acompanhando de taças de vinho branco e…

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… muito prazer da nossa parte de rever tudo o que nos maravilha nesta grandiosa cidade, inclusive, a sobremesa, uma ótima torta de limão.

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Sabe aquela sensação de deja vu, na melhor acepção da palavra?

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Pois foi isto mesmo.

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Incrível como Paris é inesgotável!

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Ainda passamos em outro vizinho famoso, a loja de óculos do Alain Mikli …

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… e resolvemos que iríamos aos grandes magazines.

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Primeiramente, curtimos tudo nas Galeries Lafayette com inclusive, direito a passada no centro gastronômico …

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… e depois, aproveitamos a Printemps que é logo ao lado, ali na Ópera.

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Andamos bastante e resolvemos conhecer também o novo Shopping Des Halles.

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É só um shopping a mais, mas, por sorte, encontramos o tênis de corrida que a Re tanto sonhava.

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Ainda tivemos tempo de ver um magnífico e a altura de Paris, por do sol …

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… e, para acompanhar, tomamos flutes de Ruinart pra comemorar num destes barzinhos charmosos.

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O programa noturno seria cozinhar no nosso apê.

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Passamos no mercado e compramos tudo pra fazer um super risotto.

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Inclusive, um vinho branco Pouilly-Fumé de fechar o mercado.

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O restante foi fazer um ótimo caldo com salsão, cebola e cenoura (a Dé que fez) …

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…. refogar o arroz , comprado na Lafayette, junto com cebolas roxas e salsão parisienses …

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… aproveitando pra tomar todo o vinho …

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… e abrir um Bordeaux que o dono do apê nos presenteou.

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Resultado?

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Esta maravilha em forma de comida que foi degustada pela família toda e que nos deixou extasiados com a qualidade de tudo o que se vê por aqui.

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Sobremesa? Macarons do Pierre Hermé, off course!

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Ainda bem que estávamos perto das nossas caminhas e ainda pudemos observar, em plenas 22:30, como um lugar fervilhante, como o Marais, fica bonito, intrigante e vazio a noite.

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É, isto é Paris.

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Au revoir.

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dcpv – dia dis – paris – um dia só é pouco!

18/10/14

Dia dis – Paris – Um dia só é pouco!

Acordamos cedo em Champillon.

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Tínhamos duas opções: uma seria ficar por aqui e partir pra Paris somente próximo a hora do almoço (e justamente no checkin do hotel).

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A outra seria ir pra Paris logo cedo e apostar que o hotel nos colocaria no quarto na hora em que chegássemos.

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É claro que contávamos com o bônus de aproveitar um pouco mais da nossa cidade, a cidade Luz.

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Apostamos na segunda opção, tomamos o nosso café da manhã e zarpamos.

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A viagem foi tranqüila, …

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… bonita …

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… e com um tremendo sol.

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Chegamos ao hotel Le Burgundy, …

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,.. um must que fica na região da Ópera e…

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… fomos instalados de imediato.

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Assim como de imediato saímos pra devolver o nosso carro alugado na Gare St Lazare.

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Sabe que é bem legal dirigir por aqui e passar de carro por vários pontos turísticos(tudo bem, é um sábado!)?

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Mas foi muito difícil encontrar o local do retorno.

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Na verdade, num golpe de sorte, a Dé viu uma plaquinha pequena na parte de trás da estação de trem e entramos num estacionamento.

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4 andares pra baixo e nos vimos deixando o carro, subindo pro escritório da Europcar e jogando a chave do carro num buraco da porta! rs

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Voltamos andando pro hotel e praticando o que é melhor de se fazer por aqui.

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Como é habitual, saímos pra dar uma volta pelo Marais e reencontrar os lugares que mais gostamos.

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E vimos todos.

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Comemos numa boulangerie, …

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… andamos por tudo o que foi lugar …

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… desde a Rue de Rosiers …

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… passando pelo apê que alugamos …

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… até finalizar na praça mais bonita de Paris, a des Vosgues.

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Quase terminamos pois o Grand finale mesmo foi quando comemos a famosa Millefeuille do Lenotre.

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Foram alguns minutos de puro prazer e você tem que ter um bom senso de equilíbrio pra degustar uma delas.

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Retornamos caminhando, a tempo de passar na Aux Desirs de Manon e encomendar duas baguetes para importação (diretamente para FV).

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Pronto! Estávamos voltando para o hotel, quando lembramos que faltava comprar algumas coisinhas. Portanto, fomos dar uma passeada até a região da Ópera.

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Agora sim, poderíamos pensar no jantar que seria no nosso queridinho, o L’Atelier Robuchon.

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Chegamos em Saint Germain no horário, mas não contávamos com o atraso da liberação dos nossos lugares no balcão. Uma hora mais tarde conseguimos sentar.

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E o show continua o mesmo.

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O profissionalismo dos garçons, …

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… a exuberância da decoração …

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… e a beleza da comida.

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Cada um de nós pediu 2 pratos. A Dé escolheu l’albergine …

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… e black cod.

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Eu fui de camarões enrolados no cabelo de anjo …

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… e vieiras com trufas.

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Todos absolutamente impecáveis e muito saborosos.

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Pra culminar tudo, tomamos um vinho corporativo, o Saint Veran que realmente mostrou a sua potência.

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Não poderíamos deixar de pedir a sobremesa. E aí veio um Le Mont Blanc com sorvete de baunilha e marrom glacê (mais uma homenagem, sócios!).

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Pulamos o café, nas mesmo assim ganhamos os docinhos.

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Enfim, foi um jantar irrepreensível (mesmo com o atraso deles). O L’Atelier Robuchon continua um lugar imperdível.

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Voltamos de taxi pro hotel, mas mesmo assim tivemos esta bela vista noturna da Pirâmide do Louvre. É, Paris é sempre Paris.

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Au revoir, que amanhã cedo pegamos o nosso vôo de volta pra nossa terrinha.

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Aí que saudade duma feijoada (brincadeirinha! rs).

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Até a próxima.

Veja os outros dias desta viagem:
Dia one – A caminho da Irlanda.
Dia two – Dublin – Bebedeira à vista: Guinness e Jameson.
Dia three – Passeio gastronômico em Dublin.
Dia four – Dublin – City tour free. É legal?
Dia set – Champagne – Dia de Veuve Cliquot. Ou melhor, de viuvinha
Dia ouit – Champagne – Visitando mais um ícone, a Ruinart.
Dia neuf – E viva Dom Perignom.

 

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dcpv – onzième et dernier jour – último dia (desta viagem) em paris

05/05/2012

Onzième et dernier jourÚltimo dia (desta viagem) em Paris.

Último dia da viagem. E normalmente, um tempo que não é muito bem aproveitado. Mas, não neste caso.

Nos divertimos muito e como o voo seria somente as 22:20hs, tava na cara que curtiríamos mais um pouco.

Acordamos cedo e fomos tomar café da manhã no Le Grand Café Capucines.

Foi uma refeição correta e sem grandes novidades. Ou seja, era tudo o que nós precisávamos.

Logo depois, rumamos (ops, andamos) pro Musée Les Arts Décoratifs.

Veríamos a exposição Louis Vuitton – Marc Jacobs.

É claro que a junção destes dois gênios resultaria maravilhosa. E foi o que nos foi mostrado.

O primeiro contato é com tudo o que Louis (e a família) Vuitton fizeram pra transformar o seu produto num ícone.
E aí somos informados de todo o processo de criação da malas mais famosas do mundo.

Já a segunda parte, a mais moderna, acontece quando Marc Jacobs assume a direção criativa do grupo, dando uma maior visibilidade e consistência a marca.

É incrível ver a parceria que foi formada entre uma empresa altamente tradicional (a LV) e um cara com um talento tão imenso.

As fotos eram proibidas, mas consegui tirar algumas, tamanha a necessidade delas pra explicar esta exposição.
Enfim, é imperdível.

Como era domingo (e de eleições. Pobre Sarkozy!), optamos por continuar no circuito cultural e ir também à exposição do Tim Burton na La Cinémathèque Française, que fica no Parc de Bercy.

Pegamos um taxi e quando chegamos lá, vimos uma fila imensa.

Resultado? Fomos conhecer o parque (que é bem mais ou menos) …

…e a ponte bem bacana que passa sobre o Sena.

É claro que as vistas sempre valem a pena.

Como a fome estava batendo, resolvemos almoçar no Marais.

Mais especificamente no Café les Philosophes, um lugar que já conhecíamos e que gostamos muito.

O bairro, pra variar, estava muito cheio. Não se esqueça que a única zona comercial em toda Paris que fica aberta aos domingos é o Marais.

De qualquer forma, encontramos uma mesa e fomos fazendo os pedidos de imediato.

E como todo mundo optou por carne (com exceção da Dé, que foi de frango, óbvio), escolhemos um vinho tinto de categoria, o Chateau Lascombes Margaux 2007.

E os pratos?

A Dé foi de salada thai, uma big salada com um montão de coisas.

A Lourdes, rainha dos agneaux, foi do próprio com batatas e tomates assados.

O Eymard não resistiu a especialidade da casa, um belo patinho. Na verdade, uma coxa confitada da ave.

Eu, dum bifão ao ponto com batatas fritas de verdade.

Tudo delicioso e pra fechar o nosso tour com chave de ouro.

Continuamos passeando pelo Marais,…

…compramos tomates que mais parecem abóboras …

… e é claro que passamos no Lenôtre

… pra iniciar o projeto de importação de millefeuilles e de eclairs de chocolate, além de comer mais algumas daquelas. Isto foi uma promessa que fizemos pra Re.

Adianto que o plano deu certo e que o resultado foi o seguinte: tomates e eclairs permaneceram muito bons após a viagem transcontinental.

Já as millefeuilles perderam bastante do seu frescor, mas mesmo assim, ainda resultaram bastantes atraentes.

Nos despedimos de Paris, com vários bordões, muitas risadas e a certeza de que nascemos pra viajar juntos, né sócios?

Até a próxima (e que seja breve)!

Leia sobre os demais dias desta viagem:
Premier journée – Borgonha – França – Visitamos o hospício de Beaune.
Borgonha – França – Deuxième jour – Pisando no solo do Romanée-Conti.
Troisième jour – Beaune – França – Cozinhando na Borgonha
Quatrième jour – Borgonha – França – Duvido que você conheça (ou tenha ouvido falar) de Quarré-les-Tombes?
Cinquième jour – Borgonha – França – Com minha besta, abati a Abadia de Fontenay
Sixième jour- Borgonha – França – Chablis, conexão pra Paris.
Paris – França – Septième Jour – Flanando pela cidade luz (especialmente por Saint Germain)
Huitième jour – Paris – França – Dois concertos na cidade: o da filarmônica de Berlim e o do Robuchon.
Adendo do Huitième Jour – Paris – França – O oceano na place de Ternes (by Dodô)
Paris – França – Neuvième jour – Reencontrar o Marais não tem preço. Ainda mais junto com o pato 1109555.
Paris – França – Dixième jour – Vendo a capital francesa sobre duas rodas.

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dcpv – paris – frança – neuvième jour – reencontrar o marais não tem preço. ainda mais junto com o pato 1109555

04/04/2102

Neuvième jour -Paris – França – Reencontrar o Marais não tem preço. Ainda mais junto com o pato 1109555.

Dia de rereencontrar o Marais.

Acordamos cedo e fomos cumprir a nossa missão de tomar café da manhã em lugares diferentes.

Hoje foi no Café de la Paix.

É um lugar velhíssimo e muito charmoso, com aura de classudo.

Pedimos petit déjeuner simples e aproveitamos a paisagem.

Partimos pro tour propriamente dito, caminhando em direção ao Marais.

Descemos a Avenue de l’Opéra

… e entramos na Rue des Petits-Champs.

Flanando deste jeito você consegue ver coisas que pacote nenhum consegue te dar.

Por exemplo, entramos no Palais Royal pela Galerie de Montpensier.

É como voltar no tempo e se sentir há duzentos anos.

Sem contar a estupenda visão da promenade do Palais.

E a galeria Vivienne, então?

Uma beleza desta incrustrada numa passagem da Petits-Champs.

Continuamos e cruzamos a Place des Victoires onde ela se transforma em rue Etienne Marcel. Passamos pela rua gastronômica de Montorgueil …

… e subimos até a rue de Bretagne a fim de conhecer o  Le Marché des Enfants Rouges.

Este mercado é muito diferente.

Não espere encontrar lá grandes bancas de frutas/verduras/peixes/afins.

Existem algumas…

..mas o forte deste lugar é a diversidade da sua gastronomia.

Lá tem muita comida étnica com bastante especiaria.

Resolvemos tomar um champanhe e comer queijos e presunto pata-negra só pra sentir um pouco mais o lugar.

E, pra variar, o resultado foi muito bom.

Continuamos a nossa missão.

Pra isso, descemos a  rue Vieille du Temple e finalmente chegamos ao centro do Marais.

Entramos em várias lojas bacanas:…

… a Bookbinders Design (onde compramos ótimos artigos de papelaria), …

Muji (uma excelente loja japonesa de porcariadas), …

Dom  (mais uma excelente do setor tranqueiras chics) …

… e Alain Mikli (a Dé quebrou os óculos dela e precisou consertar).

Também aproveitamos pra comer alguma coisa no Le Loir dans la Théière, …

… nosso velho conhecido e vizinho do apê que alugamos em 2010 (na esquina da Pavée com a de Rosiers).

Fomos frugais e pedimos comidas ligeiras.

As mulheres foram de quiche: a Lourdes de beringela

… e a Dé, de cebola com queijo de cabra.

Nós, eu e o Eymard, pedimos omeletes de ervas frescas.

Tudo muito bom e bem harmonizado com um vinho branco ligeiro e frutado.

Pagamos a conta e voltamos ao Mikli. Os óculos da Dé já estavam e compramos algumas armações/óculos de sol, além de cobiçar as nossas baguetes preferidas.

A nossa saga ainda não tinha chegado ao fim.

Demos uma passada na Place des Vosges, certamente a praça mais charmosa de Paris (veja se não?).

Ainda mais com  árvores verdejantes …

… e este montão de gente aproveitando-a.

O tour estava quase terminando, mas faltava alguma coisa muito importante e que certa e obrigatoriamente deve encerrar um passeio por este aprazível bairro: …

… uma visita a Lenôtre.

Porque ir até lá e não comer ao menos uma Millefeuille é quase uma heresia.

Pedimos as nossas quatro, comemos ali na frente mesmo e em pé (que delícia!), …

…e voltamos a loja pra pedir mais pra viagem.

Decidimos voltar de taxi, mas desviamos pro Les Deux Magots pro que, inicialmente seria um café.

Conversa vai, conversa vem e eis que mais um champagne, um Pommery, cruza o nosso caminho.

O jeito foi tomá-lo, …

… ficar como os franceses (olhando o movimento) e voltar pro hotel, já que o pato numerado nos esperava, …

… além da mudança do nosso quarto que, certamente, melhoraria os nossos 2 últimos dias na cidade-luz.

E lá pelas 21:00 hs, rumamos pro La Tour d’Argent (frize-se o bom humor dos taxistas parisienses).
Chegamos lá, subimos até o salão e fomos alojados na nossa excelente mesa com vista direta pro Sena e pra Notre Dame.

Melhor, devido ao entardecer tardio, teríamos esta visão tanto da luz do dia, como do anoitecer.

Iríamos comer os 1109555, 1109556 e o 0000001. Esta eu explico depois.

O ambiente é o mais tradicional possível.

E requintado também. Inclusive, todos os homens são obrigados a usar paletó.

A aventura começa no pedido.

A carta de vinhos parece uma daqueles livros antigos de bibliotecas. Se você for ler tudo aquilo …

Sorte nossa que o sommelier interrompeu o divertimento do Eymard e sugeriu um vinho pra harmonizar com o caneton. Era um tinto Corton Louis Jadot 1979, que veio de acordo com a sua idade, ou seja, todo maltrapilho e mofado.

Ele foi aberto e quanto mais desconfiávamos da qualidade dele, mais ele se exibia. É um grande vinho, do alto dos seus 33 anos.

Olhamos muito bem tudo em volta. O salão estava lotado. De pessoas e de tradições.

Tínhamos ainda que fechar a equação do que pedir. Até um amuse nos foi oferecido.

A Dé resolveu o seu problema ao escolher peixe (ela não pediria pato de jeito nenhum). É claro que nós três escolheríamos pato. O problema seria qual?
Após uma breve confabulação, optamos pelo tradicional.

E aí o 1109555 chegou. Era um Caneton a la Tour D’Argent com pommes sautée.

Inicialmente ele é mostrado inteiro. Logo após, é cortado e juntado ao molho que é feito com a sua própria carcaça e seu sangue, já que ele é espremido com uma prensa.

Ah! Este número é o do certificado que eles te entregam ao final da refeição. É único e significa que mais de 1,1milhão de patos foram consumidos desde a inauguração do restaurante.

E como este pato serve duas pessoas, a Lourdes escolheu o meio pato a roti. Também veio numerado (ele é o 1109556).

Já a Dé fez cara de coitadinha ao comer o seu Lote com molho de crayfish. Não que o peixe estivesse ruim, mas ela também queria um certificado! rs
Quanto aos patos, estavam todos excelentes e harmonizando perfeitamente com o vinho.

Já o nosso, num primeito estágio, foi servido em forma de magret bem rosado (entenda-se sanguinolento e suculento).

Num segundo, uma coxinha bem crocante com uma salada e um molho de mostarda.

Excelentes.

Só nos restou pagar “la dolorossa”, ir embora, admirando todo o entorno do restaurante.

E no caminho de volta pra superfície (literalmente) ainda vimos quase que um museu contando a história deste ícone da gastronomia.

Os famosos que degustaram a iguaria (calma que a nossa foto ainda não está lá!), …

… a prensa oiriginal que representa o formato como o pato é feito …

… e as suas tradições.

É uma experiência e tanto.

Finalmente, o maitre se apiedou da Dé e descolou um certificado pro peixe dela. Tudo bem que foi rasurado e escrito a caneta, mas é o raríssimo Lotte número 0000001! 🙂

Au revoir.

Leia sobre os outros dias desta viagem:
Premier journée – Borgonha – França – Visitamos o hospício de Beaune.
Borgonha – França – Deuxième jour – Pisando no solo do Romanée-Conti.
Troisième jour – Beaune – França – Cozinhando na Borgonha
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Cinquième jour – Borgonha – França – Com minha besta, abati a Abadia de Fontenay
Sixième jour- Borgonha – França – Chablis, conexão pra Paris.
Paris – França – Septième Jour – Flanando pela cidade luz (especialmente por Saint Germain)
Huitième jour – Paris – França – Dois concertos na cidade: o da filarmônica de Berlim e o do Robuchon.
Adendo do Huitième Jour – Paris – França – O oceano na place de Ternes (by Dodô)

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dcpv – provence – quatorzième et dernier jour – revendo os velhos amigos no marais

17/10/2010

Provence – Quatorzième et dernier jour – Revendo os velhos amigos no Marais.

Último dia da viagem.

E primeira manhã em Paris.

Vou dizer uma coisa: a cidade continua linda, mas a multidão que estava por lá  a transforma  num  perfeito caos.

É muita gente. É um mar de gente.
E ainda bem que tivemos a compensação da cidade estar totalmente florida.

Rumamos logo cedo pro nosso queridinho bairro, o Marais.

Um lugar bastante conhecido por nós.

Tivemos uma experiência inusitada: rever lugares que gostamos muito

E o mesmo prazer de conhecer melhor alguns que não tivemos tempo na última vez.

Ou seja, um prazer muito difícil de se repetir quando se está viajando: rever tudo com um outro timing, tanto de tempo (horas) como de tempo (clima).

Iniciamos a visita tomando café da manhã na praça que fica bem no início da badalada rua Bourg-Tibourg , a da Mariage Frères (é claro que compramos alguns chás).

Continuamos pela Rue des Rosiers e chegamos a Pavée (a esquina do apê). Revisitamos toda a vizinhança e nos dirigimos pra Place des Vosges.

Muito legal ver tudo verde e bastante colorido.

É claro que estando muito perto, demos uma esticada até o Lenôtre pra comermos a Millefeuille, eleito pela família o melhor doce da cidade luz.

Aproveitamos pra cumprir a promessa de fotografarmos o maravilhoso doce. Já que estávamos “trabalhando” e por ossos do ofício, degustamos as modelos da foto abaixo. De pé e em frente a loja, como mandam as regras.

E pra ajudar a firmar a imagem (como se precisasse!! rs), a Sueli me mandou a foto duma XXL que ela comeu ( e sozinha) nesta última viagem dela. Veja que espetáculo:

Seguimos voltando pelo Rue des Francs Bourgeois com direito a comprar sapatos na Camper (preço de liquidação), ver objetos loucos na Muji, na Dom e em muitos outros lugares bacanas.
Atravessamos o Sena e demos uma rápida passada na crawdeada Ile de St Louis só pra tomar sorvetes na Berthillon.

Voltamos pra estação St Paul e compramos duas baguetes (Je voudrais deux baguetes!, disse a Dé) literalmente pra viagem pois elas atravessariam o Atlântico.

Pegamos o  metrô e paramos na estação Tuileries pra dar uma olhada no jardim e cumprir uma promessa feita à minha querida sogra, a D Vera: levar um brinquedinho composto de passarinhos de madeira que compramos na última viagem e que quando entregamos pra ela, só tinha a caixa!! rs

O tempo estava se esgotando (estávamos como o Jack Bauer).

Voltamos ao hotel, descarregamos as compras, comemos alguma coisa rápida (uns sandubas)…

… e tentamos participar do inferno: adentrar na Lafayette.

Conseguimos as duras penas e na Maison, onde quase enfartamos com a quantidade de coisas a serem vistas em tão pouco tempo. Sabe aquele programas de tv que a pessoa tinha um tempo determinado pra pegar o máximo de coisas num supermercado? Pois éramos nós! 🙂 

Enfim, adquirimos somente mais algumas coisinhas e ponto final.

Taxi (coitado do japonês que fez das tripas coração pra conseguir colocar todas as malas no carro), aeroporto, tax-free, check-in, viagem tranqüila, free-shop (sim, senhores) e grande Ferraz de Vasconcelos.
Au revoir, França!

Até breve!! Mas antes vamos às trufas!
Arrivederce.

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dcpv – provence – treizième jour – a dura e pesada ida pra paris.

16/07/2010

Provence – Treizième Jour – A dura e pesada  ida pra Paris.

Dia de compensações. Enquanto era o nosso último dia em Nice, seria também o nosso primeiro em Paris.

Ou seja, um pouco de tristeza  e muita alegria.

Começamos aproveitando a bruma e dando uma boa andada pela Baie des Anges e pela Promenade des Anglais.

Fomos até Vieux Nice e aproveitamos pra tomar um belo café da manhã, vendo a montagem da feira-livre.

Mais um verdadeiro espetáculo de cores e sabores.

Aí foi voltar pro hotel, verificar o quão estranhas e atraentes são as praias niçoises e fazer a lição de casa.

Buscar a Re no hostel, entregar o carro (ligeiramente batido) na Europcar, nos despedirmos da Maria do GPS e fazer o checkin no aeroporto.

Tudo certo, menos que estouramos feio o peso das malas (7 garrafas de vinho, 5 azeites, um sem número de produtos derivados de lavanda e “n” sabonetes) e tivemos que pagar a maior grana pra Air France.

Conselho de amigo: ou faça um vôo com conexão  (e utilize obrigatoriamente as regras brasileiras de duas malas de 32 kg por pessoa, ou compre o estritamente  necessário pra não passar de 23 kg no único volume a que tem direito. Ou ainda tenha consciência que pagará 100 Euros por estouro. Buuuuum!).

Stress ultrapassado, restou-nos ganhar um tremendo almoço da Air France (um sanduba e uma água) pelo atraso do vôo e aquela dormida reparadora durante o próprio.
Chegamos em Paris e tivemos a plena certeza que foi um acerto dar uma paradinha por lá e melhor, num lugar onde se consegue definir  a sua prioridade.

A nossa seria reencontrar o Marais e turisticamente, ver como Paris é em pleno verão. O cumprimento desta missão ficaria pra amanhã.

Por hoje, sobraram:

1 – Conhecer o hotel Banke, uma belíssima dica da Lina do excelente Conexão Paris, que por estar em soft opening, tinha tarifas altamente vantajosas.

Afinal de contas, pagar 224 Euros de diária num quarto moderno, espaçoso e com sacadas geniais do Philippe Starck é uma verdadeira pechincha.

E o lugar é Starckiano ao extremo!

Demos uma breve passada pelas Galerias Lafayette (com tempo suficiente pra comprarmos a necessária mais uma mala) e fomos nos preparar pro jantar.

2 –  E seria no Jean (mais uma dica da Lina), que é bem próximo do hotel (ambos na região da Ópera).

O proprietário Jean-Frédéric Guidoni tem uma filosofia bastante interessante. Além de só utilizar os ingredientes mais frescos do mercado, ele não trabalha aos finais de semana (sábados e domingos) e na noite de sexta (ou seja, hoje),  faz menus-surpresa.

Escolhemos a fórmula mais simples, o menu du marché (entrada+prato+sobremesa) pra Re e pra Dé e um de 4 pratos pra mim.
O restaurante é bem bonitinho com a perfeita harmonização de tudo e com o ambiente extremamente agradável.

Logo de cara, uns amuses pra nos animar.

Entradinhas pra todos: um queijo de cabra com uma crosta crocante de pão pras meninas …

… e um sopona especial de legumes também crocantes e muito frescos pra mim.

Depois veio o meu prato de peixe, um bacalhau fresco com um molho crocante (de novo) espetacular,…

…. que se repetiria pra Dé (ela adorou!)  e um boeuf pra Re, que estava ao ponto e cheio de frescuras gostosas, como esta tuille crocante (again) de cenouras.

Eu recebi um prato inesperado e que demonstrou o quanto o chef queria nos surpreender: pombo!

E ao ponto. Os Correios não sentiram a falta dele. Estava uma delicia.
Sobremesas repetidas pra Dé e pra Re ( uma salada de frutas vermelhas com sorvete de baunilha ) e uma variação com chocolates pra mim.

Tudo perfeito e recomendo ferozmente pra quem tiver por aqui, experimentar a comida tradicional/de vanguarda (podemos considerá-la assim) do Jean.

Este merece a estrela do Michelin que tem.

3 – Daí pra frente, a sequencia parisiense comum: andar um pouco, conversar sobre a viagem e dormir o sono dos justos já que Paris te proporciona isto.

Ô cidade bacana, sô.

Ah! Só mais um detalhe simpático: o próprio dono do restaurante veio nos trazer uma dose dum conhaque especial de 20 anos.

A família toda agradeceu, bebeu e dormiu bem aquecida!
Saúde, ou melhor, santé!

E amanhã, o último dia da epopéia, fecharemos com chave de ouro!

Au revoir.

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