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dcpv – giorno diece – Itália – Toscana – Comida pantragruélica com o maior açougueiro do mundo!

09/10/2017

Giorno diece – Itália – Toscana – Comida pantagruélica com o maior açougueiro do mundo!

Hoje estaríamos por conta do Dario Cecchini.

Afinal de contas, consegui fazer uma reserva pra comermos na famosa Officina della Bistecca.

Lá pelas 12:00 hs, pegamos o carro e rumamos pra Panzano in Chianti.

Aproveitamos pra conhecer o centro histórico, …

… já que não conseguimos na semana passada.

Ele é bem pequeno, …

…. é charmoso …

… com uma cara daquelas cidadezinhas paradas no tempo.

Ou seja, é muito interessante.

Saímos correndo pra chegar a tempo no Dario. E chegamos.

O lugar é muito italiano e é praticamente uma ONU se alimentando de carnes.

Aí você pergunta o que a Dé comeu?

Pois não é que eles têm uma versão veggie do almoço?

Composta de legumes frescos servidos com o sal deles, chamado de Profumo del Chianti, pappa al pomodoro (não podia faltar), caponata di verdure, fritatta de due uova, …

… fagioli all’olio, …

… formaggi del pastore e pere forti…

… e claro, Caprese.

Ou seja, tudo bom, mas em grande quantidade.

Já nós os carnívoros (eu, a Regina e o Mingão), começamos com Chianti crudo, …

… rosbife reale, …

… costata alla Fiorentina,…

… bistecca panzanese …

… e a famosa bistecca Fiorentina. Ufa!

Deu pra entender o pantagruélico? 😀

Ainda tínhamos a nossa disposição, os mesmos legumes frescos, fagioli e patate al cartoccio.

Puxa, foi um verdadeiro tour de force!

Talvez o maior problema foi o vinho, um Chianti não tão digno da fama do grande Dario Cecchini, um verdadeiro “pane allo zucchero”. 🙂

Mas de qualquer forma, foram 3 horas de pura diversão …

… e muita comilança.

Ainda tivemos tempo de visitar o The Chianti Sculpture Park.

A ideia é muito legal.

Você percorre uma trilha de um pouco mais de 1 km …

… e vê mais de 25 obras de arte moderna.

Este merece um fotoblog:

Acabamos achando tudo um pouco cansativo …

… pois realmente estávamos enfastiados por causa do almoço, …

… mas se você tiver um tempo livre por aqui, vale a pena vir.

Chegamos na nossa villa,…

… a tempo de recepcionar a primeira parte da família que veio nos visitar, Sr Antonio, Katia, Luiz, Bia, Fernando, Luma e João.

Todos diretamente do Brasil pra La Pietrina.

Fiz uma macarronada das boas, …

… tomamos proseccos e biancos do Antinori …

… e finalmente fomos dormir o merecido sono dos justos.

Arrivederci, que amanhã temos excursão e pra sempre bela Firenze! 🙂

Acompanhe os outros dias desta verdadeira epopéia:

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dcpv – giorno sei – itália – toscana – siena e monteriggioni, a maior e menor, são belíssimas.

05/10/2017

Giorno sei – Italia – Toscana – Siena e Monteriggioni, a maior e a menor, são belíssimas.

O dia toscano amanheceu belamente.

O sol estava a pino quando resolvemos pegar a estrada pra rever Siena.

Da nossa villa em Impruneta, …

… até lá, foi quase uma hora de puro prazer.

Chegamos, conseguimos estacionar …

… e descobrimos uma grande coisa.

Existem escadas rolantes que te levam lá pra cima sem qualquer esforço.

E de repente, você vislumbra uma maravilha.

A Piazza del Campo, …

… onde acontece o famoso Palio, duas vezes ao ano.

Para quem não sabe, o Palio é uma corrida de cavalos que se passa justamente no leito carroçável desta belíssima praça.

Deve ser um maravilha assistir a uma dessas corridas.

Ficamos mais um tempo, …

… demos (nós e os Marques de Paula) uma volta pela redondeza …

… e resolvemos almoçar.

Foi um pequeno drama, já que os dois lugares que escolhemos estavam cheios e não tínhamos feito reserva (conselho: faça sempre que possível).

Acabamos optando por comer num daqueles restaurantes que ficam na própria Piazza del Campo.

Não podemos dizer que foi uma maravilha, mas também não foi decepcionante.

Comemos bruschettas, …

… massas …

… mais pastas …

… salada (adivinhem pra quem?) ….

… frango …

… e pedimos uma jarra dum vinho tinto da casa que era bem ruinzinho.

Prometemos jamais pedir vinho da casa, apesar de eles serem italianos. 😄

Aproveitamos que estávamos abastecidos …

… e continuamos circulando pela belíssima cidade.

A ideia foi circundar a região do Duomo …

… e vê-lo pela frente.

É uma construção extremamente imponente …

… e impactante.

Tudo te remete a grandiosidade.

Pegamos o caminho de volta pro estacionamento …

… com a ajuda das escadas rolantes …

… e zarpamos pruma cidadezinha charmosíssima.

Monteriggioni é o nome deste encanto.

E aí aconteceu um grande imprevisto.

O aplicativo Waze nos jogou numa estrada de terra totalmente selvagem …

… e pior, afirmando que estávamos chegando ao nosso destino, quando na verdade estávamos perdidos.

Tivemos que voltar tudo, …

… mas o prazer de rever Monteriggioni foi muito maior.

Taí um lugar marcante.

E pra melhorar, se é que isso seria possível, …

… além de todo o charme do lugar, …

… ainda vimos mais um belíssimo por do sol.

Só pra situar, Monteriggioni é tão pequena …

… que você não demora mais do que dez minutos pra conhecê-la inteiramente.

Acontece que ela é tão charmosa ..

… que se tem vontade de morar lá.

Ainda descobrimos um estabelecimento, o La Cerchia, …

… que corta frios e queijos na hora, …

… além de, pra variar, ter ótimos vinhos (os copos, nem tanto 🙂 ).

Ou seja, Monteriggioni+vinhos+queijos+frios=paraíso.

Voltamos pra casa felizes …

… e constatamos que tanto a maior …

… como, provavelmente, a menor cidade da Toscana são de “togliere il cappello”.

Ai (suspiros!) …

Arrivederci.

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dcpv – mingão e rita lobo – tudo a ver

Número 407
13/01/2015

Mingão e Rita Lobo – Tudo a ver.

O Mingão apareceu por aqui numa destas terças da vida dizendo que tinha feito uma receita incrível de peixe no final de semana.

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Eu fiquei com isto na cabeça e por conta de falta de ideia do que fazer, resolvi perguntar pra ele, através do whatsapp, como se fazia?
Resultado? Teremos por aqui a primeira receita feita através desta tecnologia.

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E pra complementar, dei uma pesquisada no site Cozinha Prática, da Rita Lobo, até encontrar alguns pratos que se encaixariam com este calor saárico reinante nestes dias (e noites).

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Vamos lá, então, a este encontro inusual e bacana!

Entrada – Gaspacho

Esta receita é da Rita Lobo. E é tão fácil de fazer, quanto se encaixa neste clima veranesco.

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Para fazer, basta liquidificar 200ml de suco de tomate e 1 fatia de pão amanhecido.

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Enquanto isso, corte em pedaços meio pepino japonês e 1 rodela de pimentão vermelho. Coloque no liquidificador.

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Adicione um dente de alho descascado, ½ colher de sopa de vinagre de vinho tinto, ½ colher de sopa de azeite e bata por 2 minutos, até formar uma sopa lisa. Tempere com sal e pimenta do reino.

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Deixe gelar e sirva. Ficou realmente delicioso e combinando muito com a temperatura vigente.

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Pra melhorar, tomamos um bom espumante, o Prosecco Fantinel Extra Dry, que achamos “fresco, uvanel, balde“.

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Principal – Peixe no forno com farofa.

Como eu já citei lá em cima, esta eu peguei com o Mingão e através do watsapp:
Mandei a seguinte mensagem pra ele: fala, Dr. Estou procurando receitas e lembrei do seu peixe. Como é mesmo?
Ele respondeu: é só misturar farinha de rosca, mais ou menos 200g com 100g de queijo parmesão ralado e raspas de limão.

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O peixe é temperado antes (com sal e pimenta).

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É só passar em manteiga líquida e empanar bem na farinha e levar ao forno.

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Colocar bastante farofa na parte de cima porque fica uma delícia.

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Ah! Servi com um bom arroz basmati feito conforme manda a tradição, ou seja, somente com água fervente e finalizado com couve refogada.

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É simplesinho e gostosinho.

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Tá certo, Dr. Em ambas definições.

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Tomamos um bianchetto muito bom, o Sauvignon Blanc Santa Carolina 2014 que foi “éclair, sorvetoso, ferraz”.

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Sobremesa – Crocante de pêssego.

Mais uma da Rita Lobo (aquele programa dela, o Cozinha Prática do GNT é muito bom).

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Preaqueça o forno a 200°C. Passe os pêssegos em calda duma lata por uma peneira, lave bem em água corrente.

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Enquanto isso, numa tigela junte 50g de manteiga gelada, ½ xícara de chá de farinha de trigo e 3 colheres de sopa de açúcar demerara. Misture com a ponta dos dedos até formar uma farofa grossa.

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Transfira os pêssegos com a cavidade pra cima para um refratário e preencha com a farofa, levando pra assar por cerca de 20 minutos, até dourar.

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Sirva quente com sorvete de baunilha (feito em casa e de preferência, na Ferrari).

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Eis a opinião dos improvisadores:
Um luxo. O peixe estava sublime! (Edu)
Beleza, tudo ótimo! (Mingão)

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Pronto!

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Ficou provado mais uma vez que não é necessário ter um fio condutor pra que surja um menu inesquecível.

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Bastam boas receitas (e um pouco de química entre elas).

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Bye.

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dcpv – família, ê. família, a. família.

13 a 14/09/2014

Família, ê. Família, a. Família.

Se fosse definir a mim mesma com três palavras, certamente seriam família, amigos e Minas. Por isso estava tão feliz no sábado. Reuni família e amigos em torno da comida mineira.
Na família eles eram conhecidos como os amigos de São Paulo e Brasília. Ou os amigos do blog de gastronomia. Difícil, nesse caso, era explicar como cheguei a um blog de gastronomia. Eles conheciam minha família pelos casos que contava em nossos encontros ou nos textos que postava no blog.

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Este é o início de um depoimento que a Adriana, a Drix, deu no facebook pra explicar o que ela sentia quanto ao mais novo encontro desta nossa eclética turma.
E desta vez seria num final de semana em BH, iniciando num ótimo almoço mineiro e familiar.

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Chegamos todos juntos (a Dé, eu, a Regina e o Mingão de SP e a Lourdes e o Eymard de Brasília. Infelizmente, nem a Sueli e o Jorge e nem o Deo puderam comparecer).
Nos aboletamos nos nossos bons quartos no hotel Promenade Toscanini e fomos direto pro almoço.

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Chegamos e naturalmente nos enturmamos com a família da Drix.
E vimos os que pareciam personagens, tamanha a quantidade de informações e causos que tínhamos deles, irem aparecendo na nossa frente.

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O que falar da D. Cecília, a simpaticíssima mãe da Drix?
E da famosa tia Querida, que em alguns casos é justamente chamada de Tia Deliciosa?
E a Tia Celinha, uma figuraça daquelas carimbadas e que só carregam bom humor pra onde vão?

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Foi um verdadeiro desfilar de grandes pessoas e que fizeram com que tudo fosse mais do que especial, inesquecível.
É claro que a comida foi um dos elos de todo o encantamento.

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As moelas (ou seriam moelás?) que quase nenhum dos nossos previamente gostavam (com exceção deste que vos escreve), mas que todos comeram muito.
Até a Dé arriscou um pouquinho de pão com o encorpado molho que as acompanhava.

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E o saboroso pão de queijo? As linguicinhas?

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As mandiocas fritinhas, crocantes por fora e macias no seu interior?
Tudo estava absolutamente sensacional!

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Ainda mais acompanhados por uma boa invenção do nosso sommelier brasiliense que indicou um espumante rosé Luis Pato que sorvemos com muito prazer.

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A esta altura, todos éramos somente ouvidos para as histórias que a D. Cecília e a Tia Celinha contavam alternadamente e que nos davam tanto prazer, quanto a quantidade de risadas que dávamos.

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Parecia brincadeira, mas elas eram ainda melhores do que tudo aquilo que a Drix nos descrevia.
Em algum momento, teríamos que almoçar. E que almoço!

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Feijão tropeiro, lombinho, …

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Mais um montão de reminiscências deliciosas (assim como a comida) e estávamos prontos pra encarar a mesa de doces. Queijo da Serra da Canastra, doces de leite e de goiaba. Hummmmmm!

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Olha, foi difícil nos tirar de lá. Mesmo porque a esta hora já éramos da família, éramos os “mesmos” que vão sempre a estes encontros que realmente podemos chamar de familiares.

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O que sobrou no restante deste dia, quase noite?

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Irmos a Taberna Baltazar tomar litros e mais litros de água, além de comer bolinhos de bacalhau e uma batata frita.

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No domingo pela manhã, tomamos café com a presença ilustre do Riq e do Nick (VnV) e com exatamente um dos ídolos das matriarcas da família da Drix, o Giovanne do vôlei (vou pedir pra Drix contar a história do mundial da Argentina. Esta também é muito boa).

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Logo depois, demos uma inevitável passada no sex shop mineiro, o Verdemar

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… e fomos conhecer o Mercado Central de BH.

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Aproveitamos pra experimentar (e não aprovar, com exceção do Mingão) o prato típico dos bares de lá: fígado acebolado com jiló.

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Dali, rumamos pro almoço, que foi no restaurante A Favorita. Ainda estávamos com a festa de sábado nos nossos cérebros (e estômagos) e resolvemos experimentar somente o couvert e pratos principais.

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Risotto de cogumelos frescos, azeite trufado e queijo pecorino, …

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… Lombo de bacalhau com cebolada, tomates e azeite picual, …

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… Spaghetti com frutos do mar, …

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… Linguado ao molho cremoso de ostras com alho poró  …

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… e Ravioli com mozzarella de búfala, tomate e manjericão.

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Estes foram os pratos corretos que pedimos, além dum vinho branco argentino, o Torrontés Colomés.

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Pra adocicar tudo, duas sobremesas e sete colheres. Um canudo de mascarpone com sorvete de baunilha e calda de frutas vermelhas…

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… e uma Mousse de chocolate com tudo de chocolate.

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Daí pra frente, só a correria de chegar em tempo no aeroporto e embarcar de volta pros nossos lugares de origem.

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Sábado, em volta da mesa mineira, estávamos todos: família e amigos. “Os mesmos” dessa vida, acrescidos “dos mesmos” de vidas passadas, como disse Débora. Não comi moela, mandioca frita ou o feijão tropeiro. Mas alimentei minh’alma de alegria.

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É Drix, nós nos alimentamos de todas as formas.

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E espero que não demoremos tanto tempo pra ter estas recargas de felicidade.

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Inté o próximo ISB.

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dcpv – o dia em que eles fizeram (quase) tudo.

número 394
29/07/2014

O dia em que eles fizeram (quase) tudo.

Olha, manter esta confraria é muito divertido. Mas dá um belo trabalho.

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Afinal de contas, ter praticamente que rotineiramente pesquisar um menu e executá-lo, quase que uma vez por semana é, digamos, um pouco estressante.

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Tudo bem que após estas fases, o fato de encontrar com o Deo e com o Mingão e juntos, comermos tudo (não esquecendo do maravilhoso acompanhamento da Dé) dá uma satisfação e um prazer imensos.

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E nós (eu e a Dé) vivemos dizendo que seria interessante quando os dois, o Deo e o Mingão, assumissem as rédeas.

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Foi o que aconteceu. Um, o Mingão, se responsabilizou por fazer uma entrada enquanto o outro, o Deo, cuidaria do prato principal. Já pra sobremesa, eu daria um jeito, afinal de contas, ninguém é de ferro! J

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Vamos lá, então, ver o que aconteceu nesta inversão de papéis.

Entrada – Sopa Thai.

O Mingão, experiente que é, escolheu uma sopa e daquelas fumegantes pra ser a sua entrada.

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Este prato é muito saboroso e combinou perfeitamente com o clima invernal que estamos vivendo. Pra fazê-lo, basta fritar filés de peito de frango junto com cebolas e alhos cortados.

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Depois que aqueles estiverem corados, junte 1 maçã grande descascada e cortada em pedaços pequenos.

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Deixe tudo refogar e acrescente caldo de galinha o suficiente pra formar uma grande sopa. Coloque um pouco de curry, pimenta dedo-de-moça e tempere com sal e pimenta.

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Deixe apurar e coloque um pouco de manjericão cortado.

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Quando for servir, coloque um pouco de leite de coco por cima (diretamente da garrafinha) e aproveite este sabor incrível.

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É lógico que com um acepipe destes, só poderíamos acompanhar com um legítimo champagne Laurent-Perrier Brut que foi “original, também amam, brutal, moi aussie“.

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Principal – Camarões ao limão.

Esta foi o Deo que escolheu e executou.

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São camarões limpos, temperados com Fondor e passados em farinha de trigo.

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Logo após, são fritos em azeite.

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Enquanto isso, frite também lâminas de alho no azeite e reserve.

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Volte tudo (camarões e alho) para uma frigideira com pouco azeite e finalize adicionando um pouco de suco de limão.

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Como acompanhamento, fiz um tremendo purê na Bimby, com um toque de noz moscada.

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Ficou simplesmente perfeito.

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Tomamos um vinho branco, o Sauvignon Blanc Lagarde que foi “a la gordaça, a la petit, alagardaça, a la creveux“.

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Sobremesa – Romeu e Julieta DOP.

Devemos esta sobremesa a Drix.

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Afinal de contas, foi ela que trouxe todos os ingredientes (queijo de Minas e goiabada cascão) diretamente de BH.

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O meu trabalho foi somente cortar os dois …

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… e servir esta maravilha.

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Eis a opinião dos cozinheiros:
Nada como ser a rainha da Inglaterra. Tudo parfait! (Edu)
Assassinaram os camarões. (Mingão)
Se sinto gratificante! (Deo)

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Bom, foi isso.

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A comida esteve impecável e este formato parece que veio para ficar.

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Mesmo porque já marcamos pra que uma vez por mês a nossa reunião aconteça deste jeito.

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Vamos aguardar a próxima.

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Inté.

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dcpv – 3º isbh – conexão xaparis, a vingança final

15/03/11

3º ISBH – Conexão Xaparis, a vingança final.

Último dia em Belô (que me desculpem os mineiros, mas eu tinha que dizer isso).
Último dia dum encontro duma turma bacana, divertida, harmoniosa e muito, mas muito entrosada. Volto a dizer que parece mesmo que fomos muito íntimos em algum lugar do passado (uau, isto ainda vai dar um bom filme e do Woody).

Acordamos até que cedo depois daquela esbórnia butequística e fomos tomar café no hotel contando com a presença ilustre da nossa coordenadora turística, a Drix. Louve-se que ela se esforçou ao máximo pra que tudo acontecesse da melhor maneira possível.
E nós aproveitamos pra ficar “garradim” a ela, sô!

Esta manhã seria corrida, pois iríamos fazer um big citytour terminando com almoço de despedida com convidado ilustre e tudo o mais.

A van chegou no horário (eu tô falando que o trem era organizado) e zarpamos pro Belvedere.

Tudo pra ter uma vista imperdível de toda BH e …

… tirarmos mais uma foto oficial do nosso grupo.

E não é que um urubu que escolheu a cabeça da Regina, a mão da Lourdes e o meu braço pra fazer o “serviço” deixou tudo mais engraçado ainda? Dizem que dá sorte, né?

Passamos rapidamente pela famosa rua que quando sobe, desce; quando desce, sobe …

… e  pelo centro da cidade com direito a devaneio pela Praça da Liberdade, …

… a obervação de obras do grande (e redondinho) Niemeyer  e …

… rumamos pra região da Pampulha, onde além de vermos rapidamente o quão bacana é o entorno, …

… visitamos a Igreja São Francisco de Assis projetada pelo (oh, que novidade) Niemeyer.

Estávamos atrasados pro almoço no sensacional Restaurante Xapuri, …

…. um representante legítimo da genuína comida mineira.

É claro que fizemos questão de conhecer pessoalmenten a D. Nelsa, a grande dama da culinária mineirim e proprietária deste lugar tão aconchegante.

E no nosso caso especificamente, vimos pela primeira vez pessoalmente, a Lina do Conexão Paris, aquele blog maravilhoso que tanto ajuda a todos os que queiram saber tudo sobre a nossa cidade, a cidade-luz (as dicas e os guias dela foram preponderantes pro sucesso de todas as nossas viagens pra lá).

Com toda esta turma fantástica iniciamos o que seria um verdadeiro tour pela gastronomia mineira, aquela que você espera saborear quando está por lá.

Torresmos em profusão, …

… couves e ora-pro-nobis refogadas…

… carnes de porco que mais pareciam estar dançando can-can (alguma coisa a ver com Paris?), …

… pratos bonitos e saborosos. Era a representação do verdadeiro Espírito de Minas.

Era de verdade,  uma reencarnação dos banquetes coloniais e por incrível que pareça, o melhor ainda estava por vir: as sobremesas.

Todas oferecidas com grande variedade e num ambiente separado com direito a escolha individual. São doces e mais doces.

Cocadas, pés-de-moleque, brevidades, compotas de tudo o que é tipo, …

… enfim, um verdadeiro (doce) deleite.

Chegamos ao final da nossa maratona mineira. Despedidas, promessas e daí pra frente, seria ir direto pro aeroporto, embarcar e voar enquanto o Timão tomava na cabeça no campeonato paulista (oh! que novidade).

No mais é agradecer a Drix pela recepção fantástica e deixar em aberto aquilo tudo que ela, mineira orgulhosa que é, queria nos mostrar.
Por sinal, nos mostrou todos os graus da mineiridade.

Certamente ficamos encantados com tudo e aproveitaremos a próxima pra conhecermos intimamente os outros “trocentos” botecos que não vimos desta vez.

Quem sabe com o time completo, né Sueli e Jorge?

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dcpv – ISB BH – Era dia comum e virou festa. A gente põe nas coisas as cores que tem por dentro.

13 a 15/03/11

ISB BH: “Era dia comum e virou festa. A gente põe nas coisas as cores que tem por dentro

N.R. – Lá vamos nós pra mais um capítulo da novela ISB BH, ou melhor, ISBH, ou melhor ainda, o Inter dos Sem Blogs realizado em Belo Horizonte. Se na semana passada tivemos a visão lírica do Eymard, nesta, teremos a liriquíssima da mineira das mineiras, a Drix (também conhecida como Adriana).
Afinal de contas, não é qualquer um que consegue impunemente posar pruma foto oficial intitulada: Mineiridade ao triplo – Mineirinho, Mineira e Mineirão. 🙂

Da cachaça pro vinho. De Brasília para Pampulha. Do horizonte imenso para o belo horizonte… Assim terminei meu texto sobre nosso ISB em Brasília, dando um viva ao ISB BH. E ele, finalmente, chegou!

Mania de mineiro: construir capitais…

A transferência da sede do governo de Minas Gerais de Ouro Preto para Belo Horizonte não aconteceu sem conflitos. Mas em tempos de República, Ouro Preto representava um passado colonial. Era necessária a construção de símbolos que pudessem legitimar o novo regime. Belo Horizonte, considerada por muitos a primeira cidade planejada do país, teve no ideal positivista – ordem e progresso – a inspiração para seu traçado. Uma avenida – a do Contorno – funcionava como limite entre o centro administrativo e as chácaras. Em forma de elipse se aproximava do contorno de Paris, ainda que sua grande inspiração tenha sido La Plata, na Argentina, inaugurada alguns anos antes. Na zona urbana, o rígido quadriculado de ruas e avenidas diagonais. Para o Estado laico uma sede localizada, geograficamente, acima da Igreja Matriz. A arquitetura eclética com a presença de elementos neoclássicos, como o Palácio da Liberdade e as Secretárias ao seu entorno, simbolizava o rompimento com a arquitetura colonial. Para uma nova era, uma nova capital. Assim surgiu Belo Horizonte, naquele 12 de dezembro de 1897, cidade para ser “lida” e sentida em suas mais diversas dimensões.

A cidade e seus lugares

Era preciso escolher alguns lugares da cidade para levar os amigos que chegavam de São Paulo e Brasília. As escolhas são sempre pessoais e nos remetem a lembranças e sentimentos. Foram minhas lembranças e meus sentimentos que escolheram a Serra do Curral, a Praça da Liberdade e Pampulha, para nosso “city tour” de domingo. Além disso, em fim de semana de “Comida di Buteco” eles, os botecos, não poderiam ficar de fora.

“Em volta dessas mesas, uma cidade”

A relação de Belo Horizonte com os bares vem desde os tempos de sua construção. Em volta de suas mesas a sociabilidade mineira se preserva. Ao longo de sua história, a cidade viu seus bares, cafés e botequins se multiplicarem com um traçado próprio que integra mesa e rua, forma que encontrou de dizer que ali todos são bem-vindos. Estava decidido: sábado seria o dia – ou a noite – dos botecos! Quem chega de fora logo descobre que em BH “buteco” não é um lugar, é um estado de espírito. Decoração, tira gosto e cerveja gelada são importantes, mas não são o mais importante. Provamos isso… Um não era o mais confortável, o outro não tinha o melhor tira-gosto, em outro a cerveja não estava tão gelada, mas nos três nos divertimos muito e brindamos, três vezes, com copo Lagoinha, como por aqui é conhecido o copo americano, referência e homenagem da cidade tradicional à sua zona boêmia; comunhão do sagrado e do profano. Brindes ao sentimento que une esse grupo tão especial e nos faz cruzar esse país pela alegria do reencontro.

Serra do Curral, Praça da Liberdade e Pampulha: dia de “city tour”!

Moldura natural de Belo Horizonte, a Serra do Curral foi escolhida, pela população, símbolo da cidade. É ela que nos ensina que força e delicadeza não se excluem.  No alto das Mangabeiras podemos sentir sua força que protege e sua delicadeza que abraça. É onde me sinto mais mineira; onde li e reli trechos do “Livro dos Prazeres” ou “Uma aprendizagem”, de Clarice Lispector; onde choro e sorrio assistindo ao Grupo Galpão; onde converso comigo mesma e com Deus; de onde não me canso de ver a cidade.

Contornando a praça da Liberdade, o Palácio da Liberdade e as Secretarias de Governo, prédios da época da fundação da cidade, o Edifício Niemeyer e a Biblioteca Pública, modernismo de Niemeyer, da década de 60 e o pós-moderno “Rainha da Sucata”, da década de 90. Diversos estilos arquitetônicos nos ensinando que é possível a harmonia entre diferentes. Na praça da Liberdade nos apropriamos dos espaços da cidade, transformando suas alamedas, fontes e coreto, em cenário para a banda, o teatro, as caminhadas, as manifestações políticas, o encontro de amigos, a descoberta do amor, a cumplicidade entre pais e filhos nas primeiras pedaladas no dia 25 de dezembro. Como aquela praça se enche de bicicletas a cada 25 de dezembro!

Com a Pampulha, Belo Horizonte tornou-se referência internacional da arquitetura moderna. O Complexo da Pampulha – um cassino (hoje Museu de Arte Moderna), um clube (o Iate Tênis Clube), um restaurante (a Casa do Baile), e uma capela (a Igreja de São Francisco), margeando um lago artificial – antecipou Brasília, unindo JK, Niemeyer, Portinari, Ceschiatti e Burle Marx. Na impossibilidade de visitar todos os prédios escolhi a Igrejinha. Das linhas ainda desconhecidas de Niemeyer, uma sucessão de abóbadas parabólicas, em uma alusão às montanhas de Minas Gerais. Painéis, azulejos e Via Sacra de Portinari. De Ceschiatti, a pia batismal e os painéis em bronze. De Burle Marx, os jardins, de onde foi possível ver de longe o Mineirão – em obras para a Copa – e o Mineirinho. Pampulha nos ensina que é possível ser moderno sem perder o jeito de interior.

A cidade e seu entorno

Belo Horizonte, quase sempre, é cidade dormitório, para quem quer conhecer os encantos de Minas Gerais: suas cidades históricas – Ouro Preto, Mariana, Congonhas, Sabará, Tiradentes, São João del Rei -,  suas grutas – na região de Cordisburgo, Lagoa Santa e Sete Lagoas – e, mais recentemente, Inhotim. Confesso que fico com o coração dividido, quando recebo alguém que ainda não conhece Ouro Preto. Não sei quantas vezes já estive na cidade, mas ainda me emociono quando chego e vejo, do alto, seus telhados e igrejas. Certamente iremos lá no próximo ISB BH. Mas esta foi a vez de Inhotim. E foi ótimo! A excursão de van, o almoço na “tavola redonda”, encantamento, surpresa, espanto, questionamentos, beleza, natureza, sentimentos, sentidos… Tudo o que já foi dito aqui antes de mim…

A cidade e seus sabores

Muito se fala da comida mineira. E justamente aqui o ISB teria um formato diferente, consequência de uma cozinha que tem quadros no lugar do exaustor e de uma mineira que desafiou as aulas de “Educação para o lar” no colégio de freiras e não aprendeu a fritar um ovo.

Mas as “entradeiras”, como bem definiu Edu, seriam em minha casa. E assim foi. Sexta-feira, depois da excursão ao Verdemar, o primeiro brinde. Estava lançado oficialmente o ISB BH.

Para aquela noite, escolhi o Vecchio Sogno, sabor italiano preparado por um chef mineiro premiado e estrelado. Além disso, carne, certamente, estaria no cardápio de domingo. Massas para quase todos, vinho, coca-cola (adivinha para quem, não é Edu?) e um festival de sobremesas compartilhadas, como tem sido em todos os ISB.

Sábado é dia de boteco. Não para meu pai, que sempre afirmou que boêmio profissional sai de segunda a quinta. Mas pelo que presenciei, Edu, Mingão e Eymard estão longe de serem amadores. :- ) Nesse dia, o sabor foi do norte de Minas. Explico! Para 2011, o “Comida di Buteco” tinha como ingredientes obrigatórios, alimentos típicos do norte de Minas: carne de sol, peixes do São Francisco, pequi, feijão andu, requeijão escuro, buriti, seriguela, rapadura, sementes de coentro fresco, manteiga de garrafa. E no nosso “Comida di Buteco” particular, acrescentamos a tudo isso torresmo, lingüiça, caldo de feijão, mandioca, lombinho, pão com alho e filet com fritas (adivinha para quem?).

No domingo, para finalizar a saga gastronômica – afinal tudo começou por causa de um blog que fala de gastronomia – a comida mineira. E quando se fala em comida mineira, fala-se em Xapuri. Pedidos variados, com acompanhamentos compartilhados. Couve, taioba, torresmo e lingüiça na chapa não poderiam faltar. E não faltaram. E doces em calda. Muitos doces. E queijo, porque doce em calda se come com queijo… de Minas, claro!

A cidade, a saudade, o desejo de novos belos horizontes.

Foi delicioso receber amigos tão queridos em BH. Como escreveu Antônio Marcos Noronha, “era dia comum e virou festa”. Vivemos momentos de intensa alegria e amizade carinhosa que deixaram saudade. Mas há também a saudade do não vivido: compartilhar esses momentos com Sueli, Jorge e Déo; compartilhar os amigos com Carlos.

Sou mesmo uma apaixonada por Minas e a trago no coração. Como escreveu professor Aires da Matta Machado, “Minas é um estado, assim mesmo, com inicial minúscula”.  Sou mesmo uma apaixonada por Belo Horizonte e sei que tenho o perdão das outras cidades, pois muitos são os que são apaixonados por elas. Meu amor não lhes faz falta. Mas minha paixão não me cega. Sei que conheceram uma BH especial, que para meu privilegio faz parte de meu cotidiano. Mas quando nos distanciamos desses locais nos quais passei minha infância, minha adolescência e vivo minha vida adulta a cidade se transforma. Nas praças a alegria não é inerente às crianças, as ruas e praças não são tão arborizadas, a mesa não é tão farta. Por isso meu desejo de que a Serra do Curral estenda seu abraço acolhedor a todos, sem distinção. Que a cidade, traçada pelo ideal positivista, encontre no ideal de liberdade e igualdade dos inconfidentes sua inspiração para se tornar, a cada dia, uma cidade melhor: mais alegre e mais democrática; uma cidade de novos belos horizontes para todos.

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