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dcpv – dia set – paris – monet+giverny=maravilha.

27/07/2016

Dia set – Paris – Monet+Giverny=Maravilha.

O dia amanheceu nublado.

Tínhamos marcado um passeio com a Fernanda, que trabalha com o excelente blog Conexão Paris.

Iríamos conhecer Giverny.

E de um jeito totalmente diferente, de bicicleta.

O negocio todo inicia com o encontro com ela na Gare St Nazare.

De lá, pegamos um trem para Vernon …,

… alugamos as bikes …

… e fomos passear.

Primeiramente, demos uma conhecida na cidade, …

… que, por sinal, é bem bonita, …

… entramos na igreja (a Dé adorou) …

… e zarpamos pra Giverny.

O caminho todo, através duma ciclovia, é muito bonito.

E a chegada na belíssima cidadezinha é melhor ainda.

Com os tíquetes precomprados (não se esqueça disso, pois as filas são imensas) …

… entramos tranquilamente, …

… e quando fomos perceber estávamos nos jardins de Monet.

Que espetáculo!

Pensar que foi justamente ali, …

… e com uma alta fidedignidade, …

… que tudo aconteceu, …

… te deixa muito emocionado.

Impossível não tirar um montão de fotos bacanas …

… e mesmo com uma quantidade razoável de turistas, …

… o lugar te deixa extremamente encantado.

Sem contar, que com todas as informações que a Fernanda passou, nós ficamos mais interessados ainda em tudo.

Esta primeira parte dos jardins, a das Ninpheas, já valeria o passeio.

Mas o restante é tão belo quanto.

Segue o fotoblog:

Continuamos a visita pela casa dos Monet.

E ela não decepciona.

Lá você vê como era o dia-a-dia de Monet…

… e sua família.

Aproveitamos pra almoçar num lugar bastante típico, o Hotel Baudy.

Todos pedimos o menu formule, …

… composto de entradas, …

… principais (todos foram de confit de cannard)…

… e sobremesas diversas, …

… além dum bom Chablis.

Estávamos retornando pra pegar as bikes quando a Fernanda nos fez uma surpresa.

Fomos conhecer um pintor impressionista, o Hans …

… que nos mostrou a sua técnica impecável.

Daí pra frente, foi voltar o caminho para Vernon através da ciclovia …

… e ao chegarmos, ainda tomamos um Rosé com uma paisagem espetacular ao fundo.

Foi realmente um passeio inesquecível …

… e nós o recomendamos fortemente.

Como sempre, estávamos com o tempo bem curto pro jantar e o máximo que fizemos foi tomar banho, nos trocar e rumar para o KGB.

Calma, KGB é um restaurante (e dos bons) que fica próximo ao nosso hotel em Saint German de Pres.

E, pra jogar o barco nas pedras, resolvemos fazer o menu degustação.

São 10 pratos, pra nós os homens e 8, para as mulheres. As entradas vieram no formato de 4 pequenas porções.

Straciatella, caranguejo, cordeiro e uma sopa de cogumelos, tipo missô.

Tudo muito bom e bem temperado.

No meu caso e do Eymard, ainda veio um prato com tomates e enguia.

Continuando a de nós dois, uma massa al dente e muito bem condimentada.

A seguir e pra todos, um peixe …

… e pra finalizar, pombo. É, pombo está na moda em Paris (desculpem, mas a foto do pombo voou!).

Como sobremesas, dois cremes com sorvetes excelentes.

Tomamos, para acompanhar um champagne Louis Roderer ..

… e um Mersoult, ambos de primeira linha.

Enfim, foi uma refeição irrepreensível.

Caminhamos um pouco até o hotel …

… e fomos dormir já sonhando com a Toscana (e o Bocelli).

Au revoir e arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
dia un – Vale do Loire – Não há, ó gente, ó não, Loire como este, do sertão … francês.
dia deux – Vale do Loire – Chateau de Villandry, este lugar é um espetáculo!
 jour troix – França – Vale do Loire – A mulherada fazendo a diferença em Chenonceau.
dia catre – França – Vale do Loire/Paris – Esta rota é um espetáculo.
Dia cinq – Paris – O dia de turistas serem turistas.
dia six – Vinhoteando pela cidade luz.

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MONETizando o dcpv.

número 370
12/11/2013

MONETizando o dcpv.

“Em 1883, Claude Monet e sua mulher, Alice, se instalam definitivamente em Giverny com os 8 filhos. O pintor dedica-se então a criar um ambiente harmonioso como a atmosfera dos seus quadros e a oferecer almoços memoráveis a seus amigos famosos, como Clemenceau, Renoir e Cézanne.”

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É assim que se inicia o texto da contracapa do livro À mesa com Monet (texto de Claire Joyes – editora Sextante).

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E não é que justamente 130 anos depois a Re foi parar justamente em Giverny e obviamente ficou maravilhada. Eis o depoimento (e as fotos) dela:

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Andar por Giverny é como andar dentro dos quadros do Monet e é absolutamente impressionante (e impressionista).

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Sim, ele era (e é) Genial, mas faz você pensar “quem não seria genial num lugar como esse???”. Cheguei até a cometer a blasfêmia de falar pros meus pais que até mesmo o PP – um pintor que trabalha as vezes em casa – seria genial em Giverny.

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Dei sorte no dia que resolvi visitar a antiga casa do Monet. Ele amanheceu chuvoso e meio cinza, então não tinha muita gente, tanto que tenho fotos da famosa ponte sem ninguém e no meio da tarde. No fim acabou abrindo um sol maravilhoso que transformou tudo com aquela iluminação linda!!! Vale a pena dar um pulo lá se estiver na época certa de visitação; é um passeio diferente de se fazer.

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Boa esta nossa filhinha, né?
Pronto! Estava mais do que montado o menu desta noite.

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Comeremos somente o que o Monet e sua confraria gostavam.

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Cá pra nós, espero que esta nossa confraria também goste muito de tudo!

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Voilá!

Entradas – Sopa de alho-poró e batata e Tomates recheados .

Esta sopa, a soupe aux poireaux et pommes de terre, é muito fácil de fazer (e ainda bem que o clima deu uma virada).

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Aqueça 50 g de manteiga e frite ligeiramente 3 alhos-porós grandes em fatias (só a parte branca).

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Nesse meio-tempo, esquente um litro de água com sal. Um pouco antes de ferver, acrescente o alho-poró.

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Tampe a panela, reduza o fogo e cozinhe lentamente durante 45 minutos. Junte 4 batatas fatiadas, tampe e cozinhe mais 20 minutos. Adicione mais 75g de manteiga e sirva.

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Já pros tomates, os tomates farcies, corte a parte de cima de 6 deles, retire toda a polpa e aqueça-as em fogo alto.

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Depois de ferver por 3 minutos, passe pela peneira e leve de volta ao fogo com um bouquet garni. Adicione sal e pimenta e deixe apurar por 15 minutos.

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Remova o bouquet e acrescente 125g de farinha de pão (pão de forma ralado) embebida em 250ml de caldo de galinha. Cozinhe por mais 3 minutos.

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Refogue em óleo quente, 125g de bacon moído, 1 ramo de salsinha, 1 dente de alho picado e 2 cebolas picadas. Quando dourar, acrescente a mistura de pão. Mexa bem e adicione 2 gemas pra dar liga.

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Recheie os tomates com esta mistura e leve para assar, no forno médio, em uma travessa refratária untada com manteiga.

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Olha, esta entrada tem cara de comida que um gênio como Monet gostaria de degustar.

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Assim como o nosso conhecido e queridinho vinho branco Chardonnay Jacobs Creek 2012 que foi “coca-cola, nespresso, espetáquila, crica”, segundo os impressionistas, nós mesmos.

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Principal – Frango a moda do Périgord

Franguinho trivial, o poulet a la périgourdine do Monet.

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Para fazê-lo, basta refogar pedaços de frango na manteiga até dourarem. Retire o frango e reserve.

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Ponha 3 cebolas roxas picadas e 3 inteiras na frigideira. Quando começarem a dourar, junte o frango e 300 ml de caldo de frango. Tempere com sal e pimenta.

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Cozinhe em fogo brando, mexendo de vez em quando pra que tudo cozinhe uniformemente.

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Assim que o molho engrossar , adicione 125ml de vinho branco. Sirva quente.

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E servi com um arroz de salsinha que Monet aprovaria (não parece o jardim dele?) .

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Assim como faria uma tela com este magnífico prato.

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Pra acompanhar e seguindo uma dica do pintor francês, tomamos um tinto espetacular, o Ortas Côtes du Rhône 2009 que se mostrou “rolê, belê, cotê du monet, espetaculê“.

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Sobremesa – Bolo de chocolate.

Este gateau au chocolat é levíssimo.

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A Dé, a nossa patisseur, o fez do seguinte modo: pese 2 ovos com casca. Utilize quantidades de manteiga, chocolate e de açúcar equivalentes a esse peso.

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Derreta o chocolate numa panela com 2 colheres de sopa de água. Retire do fogo e incorpore a manteiga, mexendo bem até obter uma mistura bem lisa. Deixe esfriar.

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Ligue o forno em temperatura branda. Separe as gemas das claras, bata as gemas e acrescente à mistura.

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Depois adicione o açúcar e 2 colheres de farinha de trigo.

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Bata as claras em neve firme e incorpore a mistura. Derrame a massa numa forma de 20 cm, bem untada com manteiga e asse por 20 minutos.

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Servi bem quentinho com uma bola de sorvete de creme.

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Uma delícia monetiana!

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Eis a opinião dos impressionistas e impressionados:
Giverny é aqui! Monet sabia das coisas. (Edu)
A França é nossa. Viva Monet! (Mingão)
Est ce qui vous voulez mangé? Vièn … ici! (Deo)

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“Monet não cozinhava, mas gostava que os pratos fossem preparados com maestria. Há relatos que o gênio impressionista ficava de ótimo humor diante da perspectiva de uma boa refeição”.

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Pois é, espero que o grande Monet fique satisfeito com este jantar!

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Nós, pelo menos, ficamos com um ótimo humor.

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Até.

dcpv – à mesa com monet.giverny é aqui.

número 275
30/11/10

À mesa com Monet. Giverny é aqui.

Sempre fomos fãs do Claude Monet.

Adoramos quando vimos as obras de arte que ele pintou em/sobre Giverny.

Mas também (confesso!) nunca nos interessamos o suficiente pra pesquisar sobre a sua história, os seus hábitos, enfim, as suas manias.

E quando me deparei com o livro À mesa com Monet (editora Sextante) no setor de gastronomia duma livraria famosa, pensei comigo mesmo: esta aí a oportunidade de repararmos este erro.

Saber que “em 1883, Claude Monet e sua mulher, Alice, se instalaram definitivamente em Giverny com os oito filhos (é, acho que ele fazia mais coisas além de pintar e comer bem. ops) foi muito interessante.”

 

Mais ainda que ” Monet não cozinhava, mas gostava que os pratos fossem preparados com maestria. Há relatos de que o gênio impressionista ficava de ótimo humor diante da perspectiva de uma boa refeição, porém era preciso ter cautela nos dias em que ele estava descontente com as suas pinturas“.

E muito mais ainda que ” as receitas deste livro foram originalmente adaptadas pelo famoso chef Joël Robuchon a partir dos cadernos pessoais de Monet“.

Portanto, só me restou escolher algumas delas pra fazer um menu completamente monetiano.
Espero “impressionar” os presentes, especialmente a minha Alice. Voilá!

Entradas – Ovos rechedaos a moda de Berry/ Cebolas brancas recheadas

” O jardim harmoniosamente florido criava uma sinfonia natural. A decoração e a apurada disposição da bela casa do pintor proporcionaram-me uma intensa emoção (palavras do Robuchon quando conheceu a casa em Giverny).

Este ovos por algum motivo lembram Monet (seriam as cores?).
São ovos cozidos cortados ao meio em que as gemas são retiradas, esmagadas e misturadas com salsa, cebola e alho picados além de temperadas com sal e pimenta.

Acrescente creme de leite fresco e recheie as claras cozidas com esta pasta.

Unte uma forma refratária, arrume os ovos e leve ao forno brando, por 20 minutos até dourar.

Já pras cebolas, corte uma tampa de cada uma delas (eu achei mais Monet usar algumas roxas).

Branquei-as em água fervente por meia hora. Escorra e deixe esfriar.
Retire o miolo deixando as cebolas com 1 cm de espessura. Recheie-as com uma mistura de carne de porco moída, cibolette, ervas e queijo suiço ralado.

Coloque-as numa forma untada e leve ao forno em temperatura média até dourar.

Polvilhe mais um pouco de queijo.

Ambas formaram uma delícia ajardinada.

Ferraz de Vasconcelos se transportou pra França e tivemos a nítida impressão de que alguém estava querendo pintar/experimentar este prato.

Pra melhorar ainda mais, tomamos o tinto sul-africano Glen Carlou 2003 Paarl que nos impressionou muito. Foi “honesto, oranjenet, frutuoso, limítrofe“. 

 

Principal – Mexilhões com Ervas/ Filé de Linguado à Horly.

“Numa visita a casa de Monet, pensei como seria fascinante conhecer um dia os segredos culinários desta família e ter a alegria imensa de executá-los. Com a descoberta dos cadernos de receita de Monet, trabalhei com grande prazer para adaptá-las, tendo todo o cuidado pra que sua execução não apresentasse maiores dificuldades” (Joël Robuchon).

E já que a questão é adaptar, aproveitei a dica e adaptei a receita.
Como eu já tinha um vidro de belos mexilhões (grato Sueli e Jorge), não fiz a parte em que os mariscos estavam ainda em suas cascas. Só refoguei (na manteiga) cerefólio, azedinha, salsa picada e estragão.

Adicionei um pouco do caldo dos mexilhões, vinho branco e engrossei um pouquinho o molho.

Reaqueci os mexilhões no próprio molho e servi.

Já os filés são simplessíssimos.

Basta colocá-los numa vinha d’alhos (50 ml de óleo, suco de 1 limão, 4 colheres de sopa de salsa picada e 1 cebola em rodelas finas), temperar com sal e pimenta e deixá-los na geladeira por 2 horas.

Escorra estes filés, passe-os em farinha de trigo e frite-os em óleo quente até tostarem.

O resultado plástico do prato é digno de Monet.

E o gastronômico também, pois a mistura do molho do marisco ao linguado empanado transformou tudo numa obra de arte marinha.

Aproveitamos pra tomar um belo branco, o italiano Trebbiano d’Abruzzo DOC 2008 La Valentina, que foi “duca, guzzo, trés bon, sincero“.

Sobremesa – Pão de Ló a Claude Monet com Creme de Café Moka

“Para saber mais do artista e por meio da sua generosa cozinha, descobrir a sua personalidade, li muito e assim conheci um gigante, um homem bom que superou todas as dificuldades da vida. Seus amigos contam que ele era um bom garfo, sem deixar de ser um fino gourmet com algumas manias, porém.”

Este pão de ló(?) é uma receita estranha. Ele tem quase que uma textura dum mantecal.
São 2 gemas e 100 g de açúcar batidos até a mistura ficar espessa e clara.

Peneire 200 g de farinha de trigo sobre esta mistura, incorporando cuidadosamente com uma colher. Aos poucos adicione outros 50 g de farinha e acrescente 125 g de manteiga. Misture bem e por fim, acrescente 3 colheres de sopa de rum.
Coloque numa forma untada e asse por ~20 minutos até que uma faca espetada no bolo saia limpa.

Já o creme é feito de 6 gemas batidas com 150 g de farinha de trigo, 200 g de açúcar e 250 g de manteiga.
Derrame lentamente 100 ml de café bem forte. Cozinhe a mistura em fogo brando durante 10 minutos.

Ele pode ser usado pra rechear e cobrir o pão de ló ou servido como eu fiz.

Com direito a bolinhas decorativas.

Aproveitei a oportunidade e abri um legítimo Barolo Chinatto. Sendo simplista é praticamente uma mistura de vinho do Porto com Biotônico Fontoura, só que com o tremendo charme de ter vindo diretamente do Piemonte e de ser feito de legítimas uvas Barolo.

Eis os comentários dos impressionistas (e impressionados):
Giverny é aqui! Monet pra prefeito de FV. (Edu)
Obra prima! Um Monet dos sonhos. (Mingão)
Parla! Parla! Monet&Michelangelo são todos do mesmo time. (Deo)

Seja nos “eufs berrichons“. Ou nas “oignons blancs farcis“.

Ou nas “moules au vert“. Ou ainda nos “files de sole à la Horly

Ou no “genoise et Creme Moka“. Em qualquer uma destas receitas do Monet, adaptadas pelo Robuchon e editadas no livro À mesa com Monet você encontra o clima que reinava em Giverny e tem a mais absoluta certeza que ele, o gênio, realmente “só aceitava o foie gras da Alsácia, preferia as trufas do Périgord, adorava peixe sobretudo os brochets dos tanques dos seus jardins, tinha uma horta meticulosamente cuidada e uma paixão pelas ervas aromáticas, pelos temperos, legumes  e verduras do Midi”.

Por estas e outras é um livro pra ler, ver e comer.

Au revoir.

.


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