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dcpv – piemonte – dia sei – fomos pra ne-i-ve.

27/11/14

PiemonteDia sei – Fomos pra Ne-i-ve.

O dia amanheceu nebuloso.

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E úmido.

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Estávamos um pouco livres, pois o nosso roteiro indicava apenas que conheceríamos Neive, uma cidade bem pequena e muito bonita.

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Como mudança de planos, optamos por ir pra Alba antes do almoço.

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E não nos arrependemos, já que Alba é bem bacana também.

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Andamos pelo centro histórico todo, …

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… passamos pelo Duomo …

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… e por várias igrejas, …

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… além de toparmos com muitas construções antigas …

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… e interessantes.

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Incrível como a história passou por aqui …

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… e se instalou tão naturalmente.

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Como tínhamos um pouco de tempo antes da reserva pro almoço, …

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… decidimos conhecer a filial do melhor sex shop do mundo, o Eataly, que fica ao lado cidade, em Monticello D’Alba.

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A loja é bastante modernosa, …

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… muito menor que a de Turim, ..

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… mas também muito interessante.

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Ali você também encontra tudo o que precisa pra fazer a sua vida mais feliz.

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Pronto, era hora do almoço.

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E resolvemos retornar ao restaurante La Luna nel Pozzo, em Neive, cujo proprietário é o Dr Césare.

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Da outra vez, ficamos entusiasmados com a eloquência e a capacidade que ele tem de elevar a sua cidade e os produtos que compõe as suas refeições. E desta vez não foi diferente.

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Chegamos ao restaurante e lá estava o Dr Césare a postos, pronto a nos mostrar tudo o que é feito em Ne-i-ve (é deste jeito e falando separadamente que ele se refere a sua cidade).

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Demos uma boa olhada no menu e no lugar, …

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… enquanto o Dr Césare nos oferecia flutes dum espumante feito em Ne-i-ve.

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Fomos frugais nos pedidos: as mulheres pediram simples polentas com muita trufa branca …

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… enquanto nós, fomos de Tonato, non tonato uma mistura interessante de coelho com vitela.

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Tudo muito bem feito e melhor ainda acompanhado por vinhos de Ne-i-ve.

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Como principais, todos pediram um risotto com fondutta de queijo e trufas brancas, muitas trufas brancas.

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Pra harmonizar um vinho tinto indicado pelo próprio Dr Césare. Só poderia ser de Ne-i-ve.

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Pra não deixar passar batido, o Eymard pediu uma sobremesa, um bolo de chocolate com sorvete de baunilha …

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… e nós 3 (exceto a Lourdes) mais três cafés expressos servidos nestas charmosas xícaras.

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Pronto! Tínhamos repetido um dos melhores programas da nossa outra viagem ao Piemonte, e melhor, com o nível de tudo sendo mantido a todo momento.

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Aproveitamos que estávamos lá e desta vez fomos conhecer melhor Neive (Ne-i-ve).

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E a cidade é mesmo tão bonitinha e aconchegante que vale a pena mostrar um pequeno fotoblog com os melhores momentos.

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Ainda tentamos passear por Mango, mais uma cidade pequena da região, com o seu museu a céu aberto, mas a única coisa que conseguimos foi ver muuuuuita neblina.

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Voltamos ao hotel pra dar uma descansada e retornar pra Ne-i-ve, pois jantaríamos lá.

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Não, não repetiríamos a casa do Dr Césare, mas sim iríamos a um restaurante desconhecido, o La Contea.

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Antes disso, aproveitamos todo o mistério noturno do lugar e fomos fazer uma happy hour numa enoteca (não marquei o nome) …

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Tomamos um bianchetto, o Arneis Roeiro e rumamos pro restaurante.

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Que é velho, muito velho!

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E bastante charmoso.

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Não preciso nem dizer que só nos quatro estávamos lá.

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E que foi uma das melhores e mais divertidas refeições de toda a viagem.

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O atendimento, feito pelo JeanLuca e pela Daniela foi espetacular.

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Como estávamos sem muita fome, escolhemos degustar o melhor grissini da viagem …

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… e optar por pratos principais com trufas.

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As damas escolheram gnocchi …

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… e nós, tagliatelle.

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Todos impecavelmente bem feitos.

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Acompanhamos com um Barbaresco orgânico da casa, por sinal, muito bom.

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Num arroubo, pedimos uma degustação de queijos pra cada casal.

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E emendamos um outro Barbaresco da casa.

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Três expressos depois, nos foi oferecido um passeio pelos porões da casa.

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Mais um espetáculo…

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… onde não nos furtamos em acompanhar a quantidade de história …

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… e de tradição que estes lugares te proporcionam.

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É realmente uma viagem no tempo.

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Estávamos voltando pro hotel, quando cruzamos com um lugar, que imaginávamos ser uma enoteca e que parecia uma igreja.

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Na verdade, era um bar local onde tinha um montão de velhinhos jogando baralho e que parecia mais uma filial da igreja católica local.

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Pedimos mais um Barbaresco e descobrimos mais um segredo crucial piemontês: …

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… Barbaresco vai muito bem com cheetos! 🙂

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Depois de todo este divertimento e como estávamos perto do hotel, só nos restou voltar e dormir o sono dos justos.

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Não, juro que ninguém pensou em tomar uma saideira!

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Uau, que dia espetacular em Ne-i-ve!

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Arrivederci.

Veja os outros dias desta viagem:
dia uno – Chegando e reconhecendo o Piemonte
Dia due – Barolo, a cidade.
dia tre – Piemonte – Olha que nome legal de cidade: La Morra.
Dia cuatro – Uma trinca quase perfeita: Coppo, Piazza Duomo e Vietti.
dia cinque – Vendo as borbulhas de Asti e sexshopeando no Eataly.

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piemonte – quarto giorno – o mundo é um pisello.

01/11/10

Piemonte –  Quarto Giorno – O mundo é um Pisello.

O dia prometia.  Apesar do dilúvio que caia no Piemonte.

E quer saber duma coisa? Aprendemos a curtir tudo e gostamos de ver as coisas sobre um outro prisma.

Tomamos uma bela “colazzione” no próprio hotel e fomos passear de carro.

Meio que sem destino fomos pra Bra e pra Pollenzo.

Demos uma passada na Universidade do Slow Food onde vimos a beleza do lugar apesar de tudo estar fechado devido a um feriado italiano. Ficamos só na vontade de conhecer as instalações e a lojinha.

Voltamos ao hotel pois tínhamos agendado um almoço no Ristorante Bovio em La Morra.

O lugar é lindo e apesar das nuvens, deu pra ter uma bela idéia da beleza do lugar e de como seria uma vista de tudo com o tempo bom.

Como a qualidade da comida não é afetada pelo clima, mais uma vez comemos bem e muito.

Iniciamos tudo com os famosos grissini (cotação Gault Milluz : §§§§§), …

flor de abobrinha recheada,

… e mais uma carne cruda (estou me transformando num especialista pois não se esqueçam que tenho que comer a minha e a da Dé!).

Vinhos em  profusão: branco, tintos (Barolo e Barbaresco) e grappa.

Os italianos são tão tradicionais que todas as bebidas são daquela mesma região. E invariavelmente, da “casa”.

Seguiram-se ravioli com pesto e trufas,…

creme de cogumelos e fondutta com trufas, …

…, linguini na manteiga com trufas, …

cabrito com legumes e sem trufas! Só pra dar uma variada! 🙂

 

Como sobremesa, um bolo de cioccolatto fondant ao zabaione que estava espetacular (cotação 100 no Michelonguercio) com o recheio derretendo como se fosse um vulcão.

Tudo absolutamente no mesmo tom e nos confirmando aquilo que esperávamos: a comida tradicional daqui pode, a primeira vista, parecer que se está sempre experimentando variações do mesmo tema. Mas o que se percebe é que cada um tem o seu toque pessoal pra transformar qualquer coisa em inesquecível e irreproduzível.

Neste caso, fomos servidos pessoalmente pela filha do proprietario, o Sr Gian Bovio (que está um pouco adoentado e porisso não estava trabalhando). Foi a Alessandra mesmo que ralou as trufas brancas nos nossos pratos.
Eu tive a “manha” de contar quantas raladas que a dona deu nos nossos pratos: foram em média 50!! 50 raladas de trufas brancas em cada prato. Dá pra imaginar o valor dele em qualquer outro lugar do mundo?
Aproveite e veja a cara dos aparlemados (eu e o Eymard):

Nós todos (Eymard, Lourdes, Dé, eu e o Juscelino) cansamos de olhar um pro outro e soltarmos um voluntário “hummmmm”.

Aproveitamos a proximidade e fomos conhecer o centro de Barolo.
Pra quem não sabe, Barolo é também uma bela cidadezinha.

Sim, uma cidade (além de ser o vinho dos reis ou o rei dos vinhos) e é claro que o Museu que existe por lá só poderia  ser sobre … vinhos.

Mais claro ainda que nós o visitaríamos, ainda mais sabendo que o arquiteto responsável pela cenografia é o mesmo do Museu Nacional do Cinema em Turim.

Toda o ciclo de criação do vinho é nos mostrado didaticamente e acompanhado de história.

Duma maneira pueril e singela, você vai se envolvendo com algumas instalações interativas e de repente, você está sentado numa sala de cinema assistindo a trechos da Festa de Babette, Sideways, Um Bom Ano e até do Jovem Frankenstein.

Tudo bem que da metade pro final o formato fica um pouco repetitivo (a Mônica e o Duto acharam o museu bem chatinho. 🙂 ), mas mesmo assim é um programa imperdível pra quem está por aqui.

Continuava chovendo, mas demos uma voltinha pela cidade e fizemos algumas compras. “Just singing in the rain”.

Além do que são kms e mais kms de videiras com as folhas apresentando as mais diferentes cores.

E atravessamos cidadezinhas com as mesmas características: produtoras de vinhos, pequenas e extremamente charmosas.

Voltamos pro hotel, nos arrumamos e tínhamos um programaço marcado. Adivinhem o que era?

Um jantar (a Dé e a Lourdes já estavam quase batendo pino! rs) e dos bons.
Fomos ao La luna nel pozzo, um restaurante bonitinho bem no centro da belíssima Neive. Desculpem os superlativos, mas eles são absolutamente obrigatórios por aqui.

Continuava chovendo pesado e com guarda-chuvas, chegamos ao local. É um estabelecimento muito acolhedor. Incrível como esta é uma característica dos lugares que fomos até agora pois todos são não muito grandes e tem uma personalidade dada pelo seu proprietário.

Que invariavelmente estão trabalhando. Foi o caso do Dr Cesare (um ex-médico), que nos atendeu do princípio ao fim do excelente jantar.
Começamos a maratona com uma galantine de queijo com um creminho estupendo (Lourdes e Eymard, vocês lembram?),…

… uma carne cruda com trufas (acho que nos transformaremos em vampiros tartufados. rs), …

… um excelente Tono non Tono, na verdade uma apresentação fantástica prum coelho e prum maialino cozidos e frios,…

… um gnocchi com trufas negras (só pra dar uma variada na cor do tubérculo! rs) e …

… umas costeletas de cordeiros cozidos à precisão pra nós todos …

… exceto a Dé, que se descolou de todo mundo e experimentou um bacalhau fresco com purê de batatas e ovas de salmão (se eu experimentei? É claro.)

Tudo perfeito (pra variar) além do acompanhamento de excelentes vinhos da região de Neive. Inclusive, cada um deles era descrito pessoalmente pelo Dr Cesare que ao final, dava uma suspirada e dizia qual a região em que ele era feito: Ne-i-ve! Assim mesmo, com todos os espaços e a exclamação.

Ao término deste verdadeira epopéia estávamos satisfeitos e conversando tanto e tão animadamente que o Dr Cesare veio sentar à nossa  mesa e nos oferecer uma grappa pessoal, com a grife do próprio restaurante.

Falamos até de política italiana e de repente, ele nos disse da saudade que sente da Bahia. Ele esteve pelo Brasil e adorou tudo o que viu por aqui. Principalmente, açaí.

O papo foi, como diria o Juscelino, maravilhoso e só nos restou voltar pro hotel e pensarmos todos juntos: o mundo é do tamanho de uma ervilha, ou melhor, um pisello. E se juntar mais que uma resulta em piselli!

Arriverderci, pois amanhã é dia de gênios. É dia de Coppo de Gaja (entenda como quiser).

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