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dcpv – dia quinto – itália – piemonte – visitando uma vinícola e uma grapperia piemontesas. ah, já viu como se abre uma forma de parmigiano?

06/02/2021 (vivido em 14/11/2019)

Dia quinto – ItáliaPiemonte – Visitando uma vinícola e uma grapperia piemontesas. Ah, já viu como se abre uma forma de parmigiano?

Acordamos e vimos que o tempo tinha mudado.

Depois de dois dias inesperados de muito sol …

… ele prometia ser bem broncolhão.

E não é que era verdade?

Giuseppe marcou a saída do passeio pras 10:45.

Ou seja, tomamos o café um pouco mais tarde e …

… no horário previsto estávamos no ônibus …

… pra sair pra conhecer a vinícola Ascheri.

Ela fica em Bra e …

… é uma daquelas que se destacam …

… por, além de fazer um vinho de qualidade, …

… cuidar bastante do seu visual e …

… das suas instalações.

Ficamos muito surpresos.

Mesmo porque, se arquitetonicamente eles não são exatamente um primor …

… tudo é muito bonito e …

… com um jeitão mais cosmopolita do que a média.

Chegamos lá e pra variar, um dos herdeiros (o da esquerda) …

… também chamado Giuseppe, nos recebeu.

O circuito era mais ou menos aquele de sempre (como diria a nossa filha).

Vimos o local de recepção das uvas, …

… os tanques onde o mosto é formado, …

… os barris de carvalho, …

… o repouso dos vinhos de acordo com o estabelecido pelas normas e …

… a cave onde eles ficam já dentro das garrafas.

Note o esmero com que tudo foi construído, …

… com, inclusive, uma sala de projeção onde assistimos à história …

… do lugar (o Barrichello trabalhou lá? 🙂 ).

Encontramos também o dono do pedaço!

Finalmente, chegamos à degustação …

… que fica justamente na lojinha.

Experimentamos pelo menos uns 5 tipos diferentes de vinhos, …

… compramos alguns muito bons e fomos almoçar no próprio restô deles.

Nos serviram uma comida muito simples (como toda boa italiana) …

… num ambiente pra lá de agradável (esta turma é ótima) e com um resultado surpreendente.

Iniciamos os trabalhos com queijos e salames da melhor qualidade.

Louve-se a gostosura da linguiça de Bra que é servida crua e é muito saborosa (a Dé não gostou muito! Hahaha).

Tomamos vinhos branco e tinto da casa que acompanharam também um spaghetti bem al dente.

Tudo estava ótimo e …

… uma parte do grupo optou por dar uma olhada no hotel deles.

Foi muito divertido e …

… percebemos mais uma vez que a Ascheri está entrando com tudo …

… no ramo do turismo enogastronômico.

Ainda tínhamos marcado uma visita a Marolo, uma destilaria de grappa..

O processo todo de fabricação é muito interessante, …

… pois se assemelha muito ao da nossa cachaça …

… só que com o produto final muito mais nobre.

Toda a linha de produção é muito antiga.

A matéria prima utilizada é justamente o bagaço das uvas que são usadas pra se fazer os vinhos.

É um tal de destilação daqui, …

… destilação dali, …

… ao final se chega a um produto com quase 80% de álcool …

… que será devidamente misturado à água desmineralizada e …

… terá que ter entre 38 e 60% de graduação alcoólica.

Aí é só colocar em barris de carvalho e …

… aguardar o tempo necessário para a sua comercialização.

Demos uma passada na boa lojinha, mas não compramos nada …

… porque não nos damos bem com este tipo de bebida.

Começou a chover e …

… aproveitamos a proximidade pra dar uma passada …

… numa excelente loja de queijos, a Giolito.

A ideia deles é transformar queijos de qualidade …

… em varietais melhores ainda e …

… com personalidade.

E eles conseguem.

A visita foi muito interessante.

Além de obtermos muitas informações curiosas, …

… tivemos o prazer de ver o proprietário abrir …

… uma daquelas belíssimas formas de Parmigiano Reggiano (elas pesam em torno de 35kg).

Esta sequência merece o fotoblog (vejam a técnica dele):

Compramos um montão de queijos (especialmente pedaços deste “fresquinho”), …

… retornamos pro hotel, …

… porque havia previsão de neve, …

… a primeira do ano na região.

Tomamos mais umas taças de vinho com a Lourdes e o Eymard e …

… fomos nos preparar pro jantar.

Surpresa das surpresas, a neve começou a cair e tudo ficou absolutamente lindo.

O jantar todo foi muito bom, …

… mas o assunto neve predominou.

Comemos uma salada de picles com atum, …

…. gnocchi com molho de queijo, …

… coelho com ratatouille e …

… bavaroise de albicoca.

Tudo muito bom, …

… inclusive, pegamos as nossas maravilhosas colaturas di alici (influência do Giuseppe), …

… mas queríamos ver a neve ao vivo e molhada!

Encantador é a verdadeira palavra pra descrever o acontecimento.

Até amanhã, quando esperamos acordar e ver tudo nevado.

Oxalá!

Veja os outros desta viagem glutona:
Dia primo – Itália – Milao/Piemonte – Em busca da trufa branca,o fungo perfeita!
Dia secondo – Itália – Piemonte – O verdadeiro giro com Giuseppe.
Dia terzo – Itália – Piemonte – Barolo, a terra dos Barolos.
Dia quarto – Itália – Piemonte – Em busca da trufa perdida. Ou melhor, do tartufo achado.

.

dcpv – dia dos – chile – santiago – o museu que está na moda. e na neve.

18/08/2011

Dia Dos – Chile – Santiago – O museu que está na moda. E na neve.

Você acredita em previsão do tempo?

Eu não acredito muito, mas por incrível que pareça ela funcionou desta vez. E melhor, com uma precisão suiça.

Há 10 dias que estávamos “filando” o Canal do Tempo a fim de programar os passeios (atire o primeiro floco de neve aquele que não faz isso quando está prestes a viajar?). E em todos os dias estava lá: quinta-feira, 18/08, chuva com neve. Neve?

Dei uma pesquisada e descobri que fazia um tempão (quase 5 anos) que, apesar da proximidade do Valle Nevado, não nevava na capital chilena.

Bom, acordamos até que tarde (8:00 hs) e fomos conhecer o café da manhã do W.

Farto e interessante num ambiente mais ainda.

Eu tinha pensado em conhecermos a cidade através do Turistik, o ônibus hop on/hop off. Eu e a Dé somos fãs incondicionais deste serviço, pois ele te dá uma posicionada fantástica sobre o lugar, além de possibilitar a visita a lugares bacanas e fora de mão.

Mas com a chuva que estava caindo, este plano foi (literalmente) por água abaixo.

Como tínhamos um plano B (uma visita a algum museu), tratamos de colocá-lo em prática.

Prestes a sair pra pegar um taxi, ouvimos uma senhora dizendo: incrível, está nevando!

E não é que estava mesmo!

Os santiaguinos estavam entusiasmados com este volume de neve. Todo mundo fotografando e fazendo poses (até o pessoal simpaticíssimo da recepção do hotel).

É claro que nós também não ficaríamos atrás.

Curtimos muito a paisagem diferontona e encantadora da nevasca (foram mais de 4 horas seguidas).

Com todo este clima natalino e pret-a-porter, optamos por ir ao Museo de la Moda, um lugar modernoso e interessantíssimo.

A primeira surpresa quando se chega lá, são os carros enterrados no jardim.

E a surpresa se multiplica ao percebê-los envoltos em neve.

Gostamos muito quando soubemos que a mostra temporária teria como tema os anos 80.

E foi um revival total com representantes legítimos daquela época. O DeLorean  do filme De Volta pro Futuro

… junto com a jaqueta original do Michael J. Fox …

… e melhor, com uma trilha sonora fantástica com Duran Duran, David Bowie, Pretenders, Tears for Fears, Madona, Cindy Lauper e muitos outros menos votados.

Louve-se a ideia do curador de colocar a trilha com o nível sonoro perfeito, com o acompanhamento preciso de luzes estroboscópicas …

… e ambientações psicodélicas.

E a moda? A moda estava em tudo isso acima e nas criações do Gaultier, …

… do Mugler, …

… do Givenchy …

…e de muitos outros expoentes.

Como a neve continuava caindo, nós aproveitamos pra fazer uma visita como se deve.

Nos ativemos a detalhes de toda a coleção e não esquecemos de admirar o que seria a chamada mostra fixa de lá, ou seja, os ambientes originais da casa do Jorge Yarur Bascuñán, dono da própria Manufactura de Algodón.

Como a neve não desistia de cair, optamos pela facilidade de almoçar na garage do museu. O restaurante El Garage é todo muito bem “disenhado”.

A única opção para todos era o menu a preço fixo. Por sinal baratíssimo; 6000 pesos chilenos (uns R$25,00) por cabeça com direito a entrada, principal e bebida (infelizmente, não alcoólica).

Escolhemos, os homens, como entrada tomates recheados com atum e ervas e as mulheres,…

… uma sopa de couve-flor muito bem temperada e como convinha, quentinha!

O restaurante estava cheio e os principais chegaram. Todos foram de risotto (não precisa nem dizer que o arroz estava um pouco passado) …

… com exceção da Dé que pediu uma salada com salmão defumado, alcachofras, favas, abobrinha e rabanete.

Tudo correto e fazendo bonito perante o custo. Passamos a sobremesa (estávamos nos preparando pra noite), tomamos 4 expressos e fomos caçar um táxi na chuva (a esta hora, a neve já tinha ido embora, mas a paisagem branquinha imperava).

Chegamos ao hotel e providenciamos particularmente a solução do banheiro devassável do quarto da D Vera e do Sr Antônio: como o pessoal da recepção nos disse que o único quarto que tinha porta no banheiro era o nosso, resolvemos tudo simplesmente trocando de quartos. Pronto, quem estava agora no quarto moderninho e prafrentex éramos nós.

E também estávamos prontos pra conhecer o restaurante Aquí Está Coco depois do incêndio que acabou com ele em 2009.

A última imagem que tivemos dele era a de uma casa meio antiga e com um menu em forma de jornal que você levava pra casa. Hoje, a coisa é totalmente diferente. O restaurante se transformou num lugar bastante moderno e muito bem projetado.

Chegamos lá e percebemos o Coco no próprio logo.

Internamente é muito agradável, confortável e com uma programação visual fantástica.

Só o tubarão estilizado que fica em cima do bar já valeria a visita.

Sentamos e confabulamos bastante pra fazer o pedido, pois o cardápio é bastante extenso e com muitas alternativas.
Escolhemos como entradas umas alcachofras empanadas com polenta e …

… um prato de mariscos sensacional.

Era uma mostra do quão diferentes são os frutos do mar que gorjeiam, ops, nadam por aqui.

Foi um festival de polvo, machas, salmão, mariscos gigantes, ostiones, enfim, a nata da biodiversidade chilena.

Aproveitamos pra desvendar os segredos da Casas del Bosque (vinícola que visitaremos amanhã) ao pedirmos um Sauvignon Blanc super personalizado e com uma permanência marcante.

Ainda tivemos fôlego pra pedir os principais.

A D Vera foi de Salmão Terra e Mar, com aspargos grelhados, avelãs nativas e lagostim,

… coincidindo com o sabor especial do que pediu o Sr Antônio, um Turbot Mediterrâneo sobre azeitonas pretas e verdes e batata palha .

A Dé foi duma pseudo Moqueca de Centolla

… e eu, um Congrio com cebola roxa, tomate, pimenta amarela e coentro, acompanhado de batatas fritas.

Todos muito bem preparados e mostrando o fragrante profissionalismo da nova fase do Coco (o restaurante estava abarrotado).
Mais um vinho branco foi pedido, o Chardonnay Casa Silva 2010.

Caramba, ficamos num tremendo dilema: comíamos ou não as sobremesas? Não resistimos e fomos pro sacrifício. Um Pudim de coco

…  e um Milfolhas de doce de leite com sorvete de baunilha foram o complemento ideal pruma noite praticamente perfeita.

Só nos restou voltar pro hotel e termos a certeza de que o Coco achou o seu verdadeiro lugar. E olha que não era o coqueiro.

Hasta.

Veja o dia anterior desta viagem:

dia primero – santiago – chi-chi-chi-le-le-le. viva chile.

.


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