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dcpv – almoço do dia ocho – espanha – país basco – mais um top 50 : martín berasategui.

adendo do dia 29/06/2011

Almoço do dia Ocho – Espanha – País Basco – Mais um top 50 :  Martín Berasategui.

Estando em San Sebastian, no País Basco, não tínhamos como não ir (desculpa aí, Riq) ao restaurante Berasategui, um dos melhores  do mundo, segundo a lista (discutível, eu sei) da revista Restaurant..

O lugar é muito bonito. Fica numa casa campestre com um salão bem grande, mesas bastantes espaçadas e muita categoria.

Após nos instalarmos, os garçons trouxeram os menus e ficaram esperando a resposta óbvia, após a nossa análise:  faremos “El Gran Menu Degustacion”, ou melhor, o greatest hits do Martín. E sairam visível e absolutamente satisfeitos com esta resolução.
A primeira grande dúvida foi qual vinho escolher pruma miscelânea deste tipo? É claro que passei esta pro sommelier que nos apresentou uma proposta de algumas taças pra harmonização.

Proposta aceita, daí pra frente foi puro deleite. A leitura da introdução do menu já é um prazer.

“Mis aperitivos son distintos segun el antojo del campo, el mar y las estaciones. Os propomgo dejaros seducir por los pequeños bocados con los que abriré vuestro apetito. Seductores, livianos y sobretodo sabrosos. Que sean el preámbulo de uma buena comida y uma mejor sobremesa”.

Listíssimos, começamos com um prato do menu de 1995, o Milhojas caramelizado de anguila ahumada, foie gras, cebolleta y manzana verde. E que mil folhas. Um tira-gosto leve com um ótimo contraste do doce com o salgado. Perfeito.

Na seqüência, um de 2011, o Atun y algas con pepino líquido y cebolleta a los frutos rojos e rábanos.

Mais uma surpresa, inclusive pra Dé que normalmente não gosta de atum. Só que este tartar estava muito bom, ainda mais com o tal pepino líquido realmente refrescando tudo.

O terceiro prato foi da safra de 2011 também, Ostras con pepino, fruta ácida, kafir e coco. Isto pra mim.

Porque a Dé que não é muito fã das ostras, recebeu um Caldo de chipirón salteado com su crujiente y ravioli cremoso relleno en su tinta. Ambos gostamos.

Eu mais ainda já que experimentei os dois …

… especialmente o frescor das ostras e a explosão do ravioli de lula quando da mordida.

Quarto prato com uma receita de 2009, Perlitas de Hinojo en crudo, en risotto y emulsionado.
Mais um pra lamber os beiços. E repare na plástica dos pratos do Martín (neste momento, já estávamos íntimos do chef) e no ponto perfeito (al dente) do arroz.

Diretamente do menu de 2011, nos foi servido um Huevo “Gorrotxategui” reposado en una ensalada liquida de tubérculos rojos e carpaccio de papada.

Quando eu perguntei o que era papada e o garçom respondeu mostrando o papo dele, a Dé deu uma estrilada. Mas o chef acertou de novo (tínhamos citado a restrição dela a carnes vermelhas) já que a tal era deliciosa e muito bem cozida, além do ótimo contraste com a salada líquida de vermelhos e a gema bem mole do ovo.

Próximo prato, o sexto. Ensalada tíbia de tuétanos de verdura con marisco, crema de lechuga de caserio y jugo yodado, da carta de 2001.

É praticamente uma odisséia completa. Não me falem que pratos bonitos e espanhóis não tem sabor, certo?

Descansamos um pouco, conversamos mais um pouco e estávamos prontos pra continuação do desfile. Que veio no formato de Mamia de algas con un consomé traslúcido de carabinero, de 2011.

 Ou seja, um tipo de lagostim ao dente com um caldo de legumes muito bem reduzido e temperado.

Como diria o Soup Nazi, neeeeeeext! Salmonetes con cristales de escamas comestibles, rabo e jugo de chocolate blanco com algas, uma novidade de 2009.

Este prato é emblemático pra não dizer outra coisa. Logo cedo, passamos pelo mercado de San Sebastian e vimos excelentes salmonetes nas bancas. Pela frescura destes, acho que acabamos de os comer.

E esta sacada das escamas bem crocantes e semelhantes a um torresmo de peixe pareceu incrível (se bem que comemos a mesma coisa no Mugaritz. Quem nasceu primeiro: o peixe ou a escama? 🙂 )

Prontíssimos pra nosso nono prato que no caso da Dé foi Lenguado a la plancha con guindilla liquida y morro de pescado ahumado, do menu de 2010.

Linguado é covardia em se tratando da Dé e defumado (o do Martín é especial), melhor ainda!

O meu, de 2009, foi Pichón de Araiz hecho en asador con un hueso de pasta fresca cubierta con setas al cebollino, pequeños toques de uma crema trufada, um sucesso de 2009.

 Absolutamente perfeito. Carne e trufa em conjunção.

Fomos diretamente pro décimo prato. E era uma sobremesa de 2010. Coco helado con ron granizado, lascas de zanahoria, brochazo de remolacha.

Imagine a sinfonia digestiva: coco, cenoura e beterraba. Como a Dé disse, uma paleta de cores e de sabores.

Pra finalizar o nosso passeio basco, diretamente do menu de 2010, um Chocolate y miel de acacia con café amargo irlandés.

Todo mundo sabe que eu não sou fã de chocolate, mas neste caso eu capitulei ao Martín. Foi o gran finale dos gran finales.

A nossa experiência, o nosso transe estava chegando ao fim. Tudo bem que ainda nos mandaram um árvore de guloseimas, mas definitivamente, estávamos encantados com tudo.

Pra quem pensa que eu tenho uma memória de elefante, eles te dão ao final da refeição um menu impresso e personalizado (no caso, um com os meus pratos e outro com os da Dé) com tudo o que você experimentou por lá. É uma tremenda recordação!

E voltando ao parágrafo inicial, certamente ninguém está entre os melhores do mundo por acaso. O negócio é ver, sentir e comprovar.

De preferência, ao vivo e em cores e sabores!

Martín Berasategui
Loidi Kalea, 4 Lasarte-Oria (Gipuzkoa)
Valor – exatos 216 Euros/pessoa.

Acompanhe os dias anteriores da viagem:
Dia Uno – Espanha – La Rioja – Marques de Riscal, o hotel.
Dia Dos – Espanha – La Rioja – Museu do Vinho e cidadezinhas bacanas
Dia Tres – Espanha – La Rioja – Bodegas maravilhosas e arquitetura não menos
Dia Cuatro – Espanha e França – La Rioja e Bordeaux – Final de semana em Martillac
Jour Cinc – France – Bordeaux – Passeando e entrando no mundo dos Premieres Grands Crus
Dia Sei – França e Espanha – País Basco – Você sabe o que é euskera? Pintxo você sabe, né?
Dia Siete – Espanha – País Basco – Guggem..heim?
Adendo do dia siete – Espanha – País Basco – Restaurante Mugaritz
Dia Ocho – Espanha – País Basco – San Sebastian do Rio de Janeiro?

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dcpv – dia ocho – espanha – país basco – san sebastian do rio de janeiro?

28/06/11

Dia ocho – Espanha – País Basco – San Sebastian do Rio de Janeiro?

Este foi o primeiro dia passado totalmente em San Sebastian, a famosa Donostia em Euskera, a enigmática língua dos bascos.

O dia amanheceu broncolhaço. Muita garoa e uma temperatura bem mais baixa do que o habitual (algo em torno dos 18ºC).

Tínhamos programado passear pelo centro e depois disso, conhecer algumas cidades praianas próximas.

Com este tempo, mudamos os planos e fizemos a coisa mais viável turisticamente falando.

Entramos no onibus double-deck da Bus Turistikoa que faz o drop on/ drop off pelos pontos turísticos da cidade.

Como ele é providencialmente coberto, quebrou o maior galho.

Passeamos por tudo o que foi lugar e …

… marcamos de voltar a tarde pra descobrir o Peine del Viento.

Antes, conhecemos o Mercado de La Bretxa. É um lugar antigão, muito bonito e com tantos produtos bacanas que vale um pequeno fotoblog:

E ainda tínhamos algumas outras obras de arte pra comer no almoço lá no Martín Berasategui (desculpem, mas esta aventura gastronômica será contada separadamente no próximo post).

Voltamos do almoço e embarcamos novamente no Bus Turistikoa.

Pra descer na ponta da praia de Ondarreta onde está localizado o emocionante Peine del Vento, de autoria do  Eduardo Chillida. Infelizmente não pudemos visitar o Museo Chillida-Leku que está temporariamente fechado devido a problemas com o governo.

A idéia toda é fazer com que as características do mar daqui (muito bravo) e do tempo (muito vento) sejam os motores da obra de arte, …

.. que são estes aros de ferro encrustados nas pedras.

Caso aconteçam fortes movimentações destes acidentes naturais, você verá a água do mar passar por eles e ouvirá o zunido do vento, ou seja, verá e ouvirá o vento ser penteado.

Bacana e poético, né?

Demos mais uma passeada pela praia, …

… vimos alguns belos castelos …

… e demos mais uma passadinha pela Parte Vieja, o lugar mais vibrante da cidade.
Voltamos ao hotel pra nos prepararmos pro jantar (sim, a gastronomia por aqui é realmente muito boa e portanto, come-se muito e bem nestas plagas).

Desta vez, escolhi meio que por simpatia o restaurante Mirador de Ulía.

San Sebastian é corcoveada por 2 montes: o Igueldo e o Ulía, onde se encontra o restaurante.

Gostei bastante da localização do lugar e é claro que também do fato dele ter ganho a sua primeira estrela no Michelin. Só o caminho pra se chegar vale uma novela.

São alguns km de muitas curvas duma estrada estreita e cheia de charme.
Quando se aporta, bem no topo do Monte Ulía recebe-se a recompensa: esta vista maravilhosa.

Chegamos e fomos alojados na melhor mesa que fica exatamente no canto em que se tem uma visão completa da cidade e do mar.

E não é que após dois dias de céu nublado, acabamos vendo um lindo por-do-sol …

… com direito a vários tons de laranja, …

… e até aquele famoso buraco nas nuvens?

Embasbacados com a beleza do lugar e com a exuberância da natureza, recebemos os menus, olhamos um pro outro e falamos: outro menu-degustação? Não vai dar! rsrs

Afinal de contas, vínhamos de um de 18 pratos no Mugaritz na noite anterior e um de 11 no Berasategui no almoço de hoje.
Portanto, pedimos à la carte. A Dé escolheu como entrada o tradicional e atualizado prato de fritos de la casa. Camarões, croquetas (guia 4quetas: 10), vegetais: estava tudo lá.

Eu fui tradicional ao extremo e pedi algo que ainda não tinha experimentado: o famoso jamon Joselito (nada a ver com o sem-noção), a Ferrari dos presuntos espanhóis.

O problema é que o chef quis mostrar serviço e nos mandou dois amuses que não estavam no programa. Uma gelatina de atum com espuma de alho poró

… e um falso ovo com toucinho e batata frita.

Ambos deliciosos, mas totalmente fora dos nossos planos. 🙂
Pedimos um copo de vinho pra cada um (branco pra Dé e tinto pra mim) …

… e continuamos dando uma de voyeur com o entorno .

Principais? Tínhamos que escolher e a Dé apelou pra merluza, a coringa de todas as horas. Esta veio com bombilla de cebolleta, arena de mejillón e alioli.

Eu comi um cochinillo asado con crema acida y canelón de calabaça y quínoa, um incrível leitãozinho pururucado.

Estávamos realmente no limite, mas mesmo assim pedimos uma mini-degustação de sorvetes como sobremesa pra nós dois.
E não é que o chef mais uma vez nos mandou um agradinho? Era um sorvete de rosas com uma farofa de textura de areia. Esquisito e bom, mas tínhamos passado da medida.

Foi quando os nossos 3 sorvetes chegaram. Baunilha, framboesa e iogurte eram os sabores e todos complementados com especiarias. Muito bom, mas …

Assim como muito bom foi ter pedido a conta e saber que ali embaixo, a uns 10 minutos ficava o nosso hotel e consequentemente, a nossa caminha.

Olha, foi uma noite incrível, numa local proporcional e melhor, numa cidade espetacular.

San Sebastian realmente é a meca dos  gastronômos e quem quer comer bem e atualizando-se, tem que incluí-la numa próxima viagem, não esquecendo da incrível semelhança geográfica com o nosso Rio de Janeiro.

Buen provecho !

Acompanhe os dias anteriores da viagem:
Dia Uno – Espanha – La Rioja – Marques de Riscal, o hotel.
Dia Dos – Espanha – La Rioja – Museu do Vinho e cidadezinhas bacanas
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Dia Sei – França e Espanha – País Basco – Você sabe o que é euskera? Pintxo você sabe, né?
Dia Siete – Espanha – País Basco – Guggem..heim?
Adendo do dia siete – Espanha – País Basco – Restaurante Mugaritz

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dcpv – jantar do dia siete – país basco – restaurante mugaritz

noite de 27/06/2011

Jantar do dia siete – País Basco – Restaurante Mugaritz

Fomos jantar no Mugaritz, considerado o 3º melhor restaurante do mundo. Você já ouviu falar?

Se não (ou se sim) prepare-se pruma experiência totalmente sensorial.
Começa que pra achar o lugar você tem que ser de circo. Nem endereço completo tem. Você coloca as coordenadas no GPS, sai de San Sebastian e uns 20 minutos depois está lá, numa casa de campo bacana e muito bonita localizada em Errenteria.

Chegamos e fomos recepcionados pelo Rafa Costa, …

… um carioca que é sub-chef do Andoni Luis Aduriz, o afamado chef basco.

Ele nos mostrou a cozinha (e que cozinha. Tem cara de centro cirúrgico, né não?) com absolutamente tudo…

… e todos que a compõe.
Pronto, começou o que chamamos (a Dé concordou e comeu quase tudo) de uma viagem à DisneyWorld da gastronomia.

Iniciamos tudo liricamente e recebendo dois cartões com envelopes.

Num estava escrito: 150 min…Sométete. E internamente: 150 minutos para sentir, imaginar, rememorar, descubrir. 150 minutos para contemplación.
No outro: 150 min … rebélate. E no cartão: 150 minutos para incomodarte, alterarte, impacientarte. 150 minutos para padecer.

Estávamos prontos pra contemplar e padecer na experiência mugarística.
Pra equilibrar tudo só poderíamos tomar champanhe …

… e um vinho branco d’Equilibrista. Redundância e acerto total.

Vamos pela ordem:

prato 1 – cerveja de legumes tostados e tapa de azeitonas. A azeitona era feijão e a cerveja era um caldo legumoso com espuma. Surpreendente e instigante.

prato 2 – pedras comestíveis. Parecia uma pedra, tinha textura exterior de pedra, …

… mas eram batatas cozidas à precisão. Um verdadeiro purê com casquinha!

prato 3 – placa fina de caramelo com praliné e corais de crustáceo. Uma finíssima e crocante casquinha doce com sabor daquele coral vermelho da vieira. Já comeram?

prato 4 – focaccia de amido com purê concentrado de tomate. Crocante e viciante.

prato 5 – muçarela (ou mussarela, ou mozzarella, viu sócio?)  caseira com o seu soro emulsionado em chá defumado. Um prato estranho, pois o queijo parecia um chiclé e o molho era bastante gorduroso. Se comemos? Claro que sim.

Até aqui não tínhamos usado nem garfo, nem faca.

prato 6 – este se chama: Shhhh … !Muérdete la lengua! É um ninho bem fino de cebola e carne cortados na mesmíssima espessura.

Inclusive, foi feito um suspense pelo atendente sobre qual seria a carne?
Como comemos tudo, a Dé pode colocar no currículo dela que experimentou e gostou de língua bovina.

prato 7 – sopa no pilão com especiarias, sementes, caldo de peixe e ervas frescas. Esta também é muito legal: eles te trazem socadores, …

… pilões com gergelim, pimentas, esepeciarias variadas, …

… e você mexe com vigor até que tudo libere aroma. Aí o atendente coloca ervas frescas da horta do próprio restaurante …

… e o caldo.

Está pronta a sopa. É uma experiência muito legal e facílima de se reproduzir em casa!

prato 8 – noodles de carne com extrato de arraitxikis e arroz pipoca. O macarrão carnoso japonês é servido com um molhinho herbáceo junto daquele arroz que foi frito e parece mesmo uma pipoca. Bastante saboroso e estranho ao mesmo tempo.

prato 9 – ragu de alcachofras e tutano servido num pão de kuzu.

Neste, o ragu saboroso (e não é que a Dé também comeu tutano e nem sabia?) é servido num pão que tem a textura de pão de forma. Todos lamentamos ter que devolver uma boa parte do pão. As alcachofras foram devidamente comidas pela Dé.

prato 10 – sopa melosa de carne de caranguejo aromatizada com folhas de gerânio. Uma simples, saborosa e perfumada sopinha de galinha do mar.

prato 11 – merluza servida num molho “lechoso”. Esta foi uma daquelas encorpadas onde o molho parecia que tinha colágeno. Sabe aquele molho de rabada das boas? rs

prato 12 – texturas de peixe de rocha.

Um peixe macio servido com casquinhas dele fritas como se fossem torresminhos. Uma verdadeira delícia.

prato 13 – pedaço de carne com emulsão de carne assada. Já neste, a carne macia e suculenta, …

… ganha um upgrade com o acréscimo duma maionese de carne assada. É isto mesmo. Eu não estou delirando! 🙂

prato 13a – É claro que a Dé não comeu o prato acima. E como o Rafael já tinha pego as dicas, mandou pra ela um pescado com manteiga de cabra e talos crocantes de acelga. A Dé já estava abrindo o bico, mas comeu tudo (isto também é combinado no início do jantar. Se você estiver satisfeito, avise que eles não servem mais. Senão, só param quando você der o sinal).

prato 14 – armagnac de codornas. A Dé queria parar por aqui, mas o chefe nos mandou este prato (drink?).

Que na verdade é um copo aromatizado com conhaque e preenchido com um caldo das “penosas” que tem a cor e a densidade dum bom conhaque. Boa idéia, não?

prato 15 – este veio só pra mim.

Rabo de porco, folhas crocantes e tartar de sementes assadas. Simplesmente maravilhoso. São pedacinhos de porco crocantes e com um suco de carne saboroso.

A Dé ficou a espera das sobremesas. É com “s” mesmo já que eram 3.
prato 16 – a primeira sobremesa.
Este também não é exatamente o que parece. São nozes verdadeiras e falsas com sorvete de leite de cabra e gelatina de conhaque.

Se a idéia foi limpar o paladar como se fosse um sorbet; objetivo cumprido.

prato 17 – um creme bem frio (não é sorvete) de limão com nabo curtido em açúcar. Simples e delicioso.

prato 18 – cucurucho de flores e cravos.

Lindos e saborosos cucuruchos (que acredito ser algum tipo de pirulito basco).

Pronto. Foi incrível e por mais incrível que possa parecer, curtimos absolutamente tudo sem ter a aquela sensação do “não agüento mais nada!”.

Realmente é uma “viagem lisérgica” que qualquer pessoa que gosta de gastronomia tem que experimentar pelo menos uma vez na vida.

Nós já temos este carimbo no passaporte.

Agur.

AtençãoEu fiz um post mais condensado pro Diogão dos Destemperados sobre esta experiência.
E lá, as discussões foram bastantes acaloradas. Algumas pessoas desceram a lenha (especialmente pelo preço: 220 Euros per capta); a maioria escreveu a favor.

E você? O que acha?

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Dia Siete – Espanha – País Basco – Guggen … heim?
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dcpv – dia siete – espanha – país basco – guggen … heim?

27/06/2011

Dia siete – Espanha – País Basco – Guggen … heim?

Hoje era o dia de conhecer a obra-prima do arquiteto canadense Frank Gehry .

Por incrível que pareça, foi também o primeiro dia com tempo ruim da viagem.

O céu estava muito nublado e tivemos um decréscimo de 18 graus na temperatura.

Mas mesmo assim os planos iniciais se mantiveram.

Acordamos cedinho, tomamos um ótimo café da manhã no hotel e rumamos pra Bilbao (ou Bilbo, em Euskera, a língua basca) que fica a 80 km de Donostia (a popular San Sebastian).

E fomos direto pra tentar dar uma olhada no Guggenheim antes do nosso almoço, marcado pro restaurante do próprio museu.

Pegamos um chuvisco no caminho (optamos pela auto-estrada pedagiada) e chegamos em Bilbao por volta das 12:00 hs.

Tivemos um pequeno stress pra achar um lugar pra estacionar. Acabamos num shopping próximo ao museu e foi uma boa estratégia, já que aproveitamos tanto a ida …

… como a volta pra curtirmos a visão desta maravilha da arquitetura mundial.

Chegamos, …

… admiramos a obra do nosso queridinho  Anish Kapoor, …

… a aranha da Louise Bourgeois (ops), …

… e subimos pra curtirmos o famoso cachorrinho (cachorrão?) florido, o Puppy do Jeff Koons.

E ele é demais mesmo.

Como tínhamos quase uma hora pro almoço, resolvemos conhecer o acervo do museu.

Tudo bem que todo mundo diz que o Guggenheim é mais bacana visto como uma construção fora-de-série, do que um museu interessante.

E é claro que discordamos.

Existem obras de arte moderna muito bem boladas por lá como o labirinto (as fotos são proibidas, mas …), …

… as plásticas bexigonas …

… além do prédio ser internamente tão interessante quanto a sua parte exterior (placas de titânio à parte).

Quando você está lá dentro, tem a exata noção do quanto deve ter sido legal transformar este projeto em realidade (foram 5 anos de construção).

Esta uma hora passou bem rápido e tínhamos que nos alimentar fisicamente, depois da alma estar abastecida.

Ainda bem que reservamos antecipadamente uma mesa no restaurante do museu (a espera é imensa. Mande um email que eles respondem no outro dia).

A nossa mesa estava lá no espaço frankghérico, com suas divisórias onduladas vermelhas, …

… cadeiras assinadas …

… e um cardápio de madeira e curvo (e em Euskera ou Euskara).

Tudo isso pra te oferecer uma refeição bastante requintada e pros padrões daqui, muito barata. Vejam bem: são 28,50 Euros por pessoa com entrada, principal, sobremesa, água, uma garrafa de vinho (branco ou tinto) e cafezinho.

É uma pechincha, ainda mais pela qualidade de tudo. Todas as opções são tentadoras.

A Dé escolheu cebolietas glaseadas en su sugo, tomillo e musse de idiazabal. Uma tremenda espuma de queijo com cebolas muito macias.

Eu, uma ensalada de anchovas com pralinê de sementes e várias lechugas ou seja, uma salada com alfaces crocantes, não esquecendo das anchovas frescas (do tamanho de manjubinhas) e muito bem temperadas.

O vinho branco era da casa e um bom Verdejo Viña 65 2010.

Como principais uma Merluza ao horno, berenjena, tomate e albahaca com mojado de aceitunas negras pra Dé. Uma pintura!

Eu fui de chipirones a la antigua, crema de garbanzas y caldo de su coccion.

Melhor falando, lulas em su tinta com um purê de grão de bico.

Todos absolutamente perfeitos.
Como a sobremesa estava incluída, fomos pro sacrifício.

Um melocoton assado com tomillo oreado, crema de almendras y gelado de queso (pêssego, amêndoas e sorvete de queijo) pra mim …

… e leche, cacao, avellanas y … pra Dé.

A sobremesa era descrita assim mesmo com reticências. E elas eram, segundo a Dé, um ótimo sorvete de chocolate.

Dois cafés depois, a conta paga (inacreditáveis 58 Euros) e continuamos o tour pelo Guggenheim.

Primeiro, uma visita consumista à excelente lojinha. E depois mais um passeio ao redor do prédio mais vistoso que já vimos.

Ele mais parece uma destas modelos famosas fazendo poses …

…  e caras diferentes (inclusive, aproveitamos o clima).

Logo após, fomos dar umas voltinhas por Bilbao que tem cada vez mais projetos arquitetônicos diferentões e …

… modernosos.

Ainda sobrou tempo pra darmos uma breve passada na cidade de Gernika, …

… aquela mesma onde Picasso se inspirou pra pintar uma de suas obras mais famosas.

Chegamos ao hotel, nos arrumamos pra irmos jantar no Mugaritz do chef Andoni Luis Aduriz (e do brasileiro Rafa Costa).

Bom, este merece um post especial.

Não percam porque foi sensacional (18. Sim, 18 pratos).

Agur.

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dcpv – fomos pra …

junho/2011

Fomos pra …

                     …

… e pra …

Isto é o que podemos chamar duma bela variação do mesmo tema.

Hasta.


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