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dcpv – D.O.C.P. – denominação de origem controlada do paladar

número 316
05/05/2015

D.O.C.P. – Denominação de Origem Controlada do Paladar.

Volto a insistir com o Paladar. Que nada mais é do que o excelente suplemento de gastronomia que vem encartado no Estadão todas as quintas-feiras.

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E quando li uma matéria da Patricia Ferraz (não é corporativismo! rs) sobre pratos com indicação de origem, não resisti.

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Tive que, por obrigação, refazer todas as receitas que ela indicou.
Como mote, todas elas são clássicas e estão ou deveriam estar num livro imperdível, Genius Recipes, da Kristen Miglore, que acaba de ser lançado nos Estados Unidos.

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Vamos lá então, ao D.O.C.P.

Entrada – Molho de tomate, cebola e manteiga da Marcella Hazan.

Eu sempre quis fazer um macarrão com molho como entrada. E esta receita revolucionária (você que gosta de molhos vermelhos, tem que fazê-la) me propiciou esta feito.

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A Dé providenciou a massa feita em casa.

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O molho é feito da seguinte maneira:
1 – Ponha 70g de manteiga sem sal numa panela.

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2 – Adicione 2 latas de tomates pelados italianos, 1 cebola média descascada e cortada ao meio e sal a gosto.

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3 – Cozinhe por 45 minutos em fogo baixo.

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É só isso e fica uma delícia.

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Bastou juntar o macarrão, finalizar com parmesão e correr para o “abbraccio”!!

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Acompanhamos esta maravilha com o tinto Pinotage False Bay 2012 que foi “verdadeiro, true, verité, vero”.

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Principal – Gratin de Arroz com abobrinha da Julia Child.

Como a Patricia escreveu, é um arroz de forno. Metido, diferente, mas um arroz de forno.
Ainda mais com a grife Julia Child (lembram do filme Julie&Julia?).

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Comece ralando 900g de abobrinhas no ralo grosso. Transfira-as para uma peneira, com uma vasilha embaixo, ponha 2 colheres de chá de sal e deixe escorrer por alguns minutos para drenar. Importante: reserve o líquido.

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Misture o líquido reservado da abobrinha com leite até completar 590ml e reserve. Faça 90g de arroz branco (eu fiz um Basmati).

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Refogue 160g de cebola bem picada numa frigideira no azeite até começar a dourar. Adicione 2 dentes de alho grandes picados finamente e a abobrinha. Mexa por 5 minutos.

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Polvilhe 2 colheres de sopa de farinha de trigo, deixe cozinhar por mais 2 minutos e tire do fogo. Aqueça o suco de abobrinha e adicione aos poucos, a panela com as abobrinhas refogadas.
Tire a panela do fogo, junte o arroz cozido e 60g de queijo parmesão ralado.

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Unte um refratário, espalhe nele o arroz com as abobrinhas, polvilhe duas colheres de queijo parmesão e leve ao forno por meia hora.

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Segui o conselho da Julia e servi este magnífico arroz de forno com costeletas de vitela.

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“Una meraviglia”!

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Tomamos mais um tinto, o Garnacha GG 2013 que achamos “consuelo, jeitoso, jeitoso, bündchen, long dong“.

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Sobremesa – Bolo de Chocolate da Nigella Lawson.

“Esqueça as caras e bocas que a Nigella faz enquanto cozinha, com grandes decotes e ar sensual, já pronta para receber as visitas. E dê uma chance a este bolo de chocolate dela: é um escândalo – no melhor sentido”.

Patrícia, concordo com você. Este bolo é escandaloso (e foi a Dé que fez). Comece untando uma forma retangular e forre com papel manteiga.

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Bata 225g de manteiga com 375g de açúcar na batedeira, adicione 2 ovos grandes batidos e uma colher de chá de baunilha e bata apenas para misturar.

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Derreta 100g de chocolate meio amargo em banho-maria, espere amornar e adicione à mistura de manteiga.

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Ponha 250ml de água para ferver. Misture 200g de farinha de trigo com 1 colher de chá de fermento químico e adicione delicadamente a manteiga e a água, uma colherada a cada vez, alternando.

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Despeje a massa na forma.

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Asse o bolo por meia hora em fogo médio. O bolo deve estar com a superfície firme, mas com o interior macio, ainda esponjoso.

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Desenforme quando estiver frio e coma o mais rapidamente possível. É um verdadeiro escândalo (comemos muuuuuuito!).

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Eis a opinião dos clássicos:
Clássico é clássico. Tudo gg! (Edu)
Special one. (Mingão)
A longdong dinner! Marvellous! (Deo)

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Como vocês já sabem, sou um verdadeiro fão do Paladar. E a cada dia, a surpresa positiva é maior.

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Acreditem que parei de assinar o Estadão, mas praticamente obrigo a Flora a passar na banca de jornais toda quinta, só pra ver (e ler e degustar) todas as maravilhas que lá aparecem.

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Vida longa ao Paladar (e que nunca se transforme naquele arremedo de suplemento de gastronomia de uma página que é o Comida da Folha).

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Auguri.

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dcpv – voou? nadou? grelhou!

Número 399
15/09/2014

Voou? Nadou? Grelhou!

Eu tenho uma edição antiga do Paladar (5 a 11/08/2010) que guardo com devoção.

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Nela são apresentadas 101 receitas para fazer na sua grelha.

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E como estamos reformando a nossa cozinha, apelei pra churrasqueira.

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“Aqui estão ideias grelhadas que valem a pena experimentar. A grande maioria leva pouco tempo de preparo. Algumas tem ingredientes comuns e oferecem poucas surpresas. Mas fiz questão de apresentar também sugestões com ingredientes pouco usuais na churrasqueira que surpreendem em sabor e textura. Você vai acabar querendo colocar qualquer coisa na grelha. É só começar”.

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É assim que o famoso Mark Bittman apresenta as suas sugestões. Vamos à elas!

Entradas: Tomates com Mussarela e Guacamole grelhado.

As descrições das receitas são as seguintes: Tomates com Mussarela.

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Grelhe tomates bem maduros até que estourem.

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Borrife azeite, tempere com sal e pimenta …

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… e sirva com mussarela …

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… e pão grelhado.

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É uma bruschetta grelhada incrível.

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Guacamole grelhado:

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Corte o abacate ao meio, tire o caroço …

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… toste ligeiramente e retire a polpa.

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Grelhe uma cebola roxa cortada ao meio. Pique, junte ao abacate, adicione tomates, limão e alho picado.

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Este guacamole é bem diferentão e ainda dei um toque de coentro.

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Pra upgradear, tomamos um vinho tinto, o Zinfandel Niles que foi “rio, amazonis, sanfranciscus, tiétes“, segundo os chamuscados, nós mesmos.

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Principal – Bife de 6 minutos (talvez 4).

Salgue os bifes …

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… e grelhe-os rapidamente.

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Cubra com queijo fresco, …

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… cebola roxa cortada em rodelas muito finas (se quiser, grelhe-as antes) …

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… e caldo de limão grelhado.

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Absolutamente perfeito.

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É claro que pra Dé teria que fazer uma outra receita. E fiz o frango com parmesão.

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Bata os bifes de frango bem fino.

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Cubra com fatias de tomate, mussarela e parmesão; …

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… enrole e prenda com um palito e grelhe por alguns minutos de cada lado (daí o 6, talvez 4).

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Quer saber? Não ficou tão bom quanto a carne.

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Tomamos mais um vinho tinto, o Teliani Valley Georgia 2011 que foi “pestebuda, on my mind, sofia, stoikowichy“, segundo os bombeirinhos.

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Sobremesa – Doce de batata-doce e caçarola à italiana (by D Vera).

Com o advento da reforma da cozinha, os doces da nossa segunda pastissieur, a D Vera, estão imperando por aqui.

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Desta vez, servi doce de batata-doce misturado com o vermouth (ou seria um quinado?) Punta y Més que deixou tudo com um gostinho de Biotônico Fontoura …

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… e a legítima caçarola italiana, que se parece bastante com uma queijadinha da Bota.

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Eis a opinião dos queimadinhos:
Grelhamos quase tudo! E mesmo com o frio reinante, a comida esteve quente! (Edu)
Que guacamole! Que beleza. (Mingão)
Chama o bombeiro. (Déo)

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Bom, foi isso!

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Aproveite a sua churrasqueira e faça as experiências que Mr Bittman indicou.

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Grelhe tudo o que puder e nos mande quais foram os ingredientes/receitas que mais caíram bem.

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Até.

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dcpv – pão nosso de cada dia

número 370
26/11/2013

Pão Nosso de cada dia.

Quem passa por aqui, sabe do nosso apreço pelo suplemento Paladar do Estadão.

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E mais ainda pelas críticas de restaurantes, que poderíamos chamar tranquilamente de crônicas, que o Luiz Américo Camargo faz por lá.

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Pois foi através da edição de 21 a 27/12/2013 que fiquei sabendo da publicação do Luiz Américo, o Pão Nosso, Receitas caseiras com fermento natural (selo Panelinha, Cia das Letras).

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“A idéia inicial era apenas ensinar as pessoas a cultivar em casa o fermento natural, o levain. Mas aí ele resolveu dar também receitas de pães – integral, branco, de centeio, aveia e mel … E receitas para acompanhar o pão – manteiga, rillette, ragu … E para aproveitar as sobras de pão, a rabanada salgada”.

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Como esta receita, a da rabanada, estava disponível no suplemento (ainda não tinha comprado o livro), aproveitei o embalo e criei um menu com ela como entrada e outras receitas do livreto Coleção Gourmet Paladar – Italiana.

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Vamos lá, então, ao menu especial do/pro Luiz Américo Camargo.

Entrada – Rabanada salgada

Corte seis fatias de pão, que não podem ser muito finas (devem ter pelo menos 1 cm de espessura).

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Num prato fundo, bata 1 ovo, junte 1 xícara de chá de leite, tempere com sal, pimenta-do-reino e de noz-moscada e misture bem.

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Mergulhe o pão no prato de leite e ovo. Se o pão estiver muito duro, deixe uns instantes a mais para amolecer.

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Em seguida, passe as fatias para uma frigideira. Doure-as num pouco de manteiga, dos dois lados por pouco tempo.

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Transfira as fatias para um refratário. Cubra-as com queijo parmesão em lascas e leve ao forno pré-aquecido para derreter.

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Retire do forno e sirva ainda quente, com os frios da sua preferência.

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Ficou muito boa com o acompanhamento do vinho branco Sauvignon Blanc Erumir 2010 que foi “erudito, miomau, deodato, pimballesco“.

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Principal – Risoto de espinafre e limão e Filés picantes.

Este risoto é simples e surpreendente.

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É claro que é feito no formato usual (manteiga, cebola, vinho, caldo de legumes) …

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… e ao final, você junta espinafre picado e suco de limão siciliano.

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Sirva com raspas de limão.

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Já os filés são feitos da seguinte maneira: aqueça um pouco de óleo numa frigideira grande. Quando estiver bem quente, adicione bifes de filé mignon e frite por cerca de dois minutos de cada lado, se quiser mal passado ou 3 minutos, se preferir ao ponto.

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Retire os bifes, tempere com sal e pimenta e mantenha aquecidos. Adicione 2 colheres de sopa de aceto balsâmico, 75 ml de vinho tinto e 4 colheres de sopa de caldo de carne na frigideira e deixe ferver durante 30 segundos, raspando para extrair todos os resíduos do fundo da panela.

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Adicione 2 dentes de alho picados e 1 colher de chá de sementes de erva-doce e misture bem com 1 colher de sopa de purê de tomate e ½ colher de chá de pimenta calabresa seca. Deixe o molho ferver até reduzir a uma textura de xarope. Tempere com sal e pimenta.

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Coloque os bifes nos pratos, despeje o molho sobre eles e enfeite com salsinha picada.

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Eles, os bifes e o risoto formaram uma dupla perfeita.

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Aproveitamos e tomamos o vinho tinto Malbec Triuno 2011 que se apresentou “único, suicida, ténico, frutuoso“, segundo os padeiros de plantão.

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Sobremesa – Pudim de Panetone.

Melhor não comer demais no jantar, porque vai querer repetir esta deliciosa sobremesa”.

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É isto mesmo! Repetimos!

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Pra fazer o pudim, unte uma forma refratária. Passe geléia (escolha o sabor) em fatias de panetone e corte-as em triângulos. Disponha estes pedaços na travessa em camadas sobrepostas.

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Coloque 250ml de leite e 250ml de creme de leite numa panela e deixe ferver em fogo baixo.

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Enquanto isso, bata 2 ovos, 1 gema e 50g de açúcar mascavo numa tigela até ficar cremoso e aerado. Adicione lentamente o leite quente e despeje cuidadosamente sobre o panetone. Polvilhe um pouco de açúcar.

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Asse o pudim em banho-maria num forno preaquecido a 180°C durante 25 minutos, ou até que o creme fique firme.

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Aí é só comer!

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Eis o que os fãs do Luiz Américo Camargo acharam de tudo:

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De cabo a rabo, um espetáculo! O cabo e o rabo foram demais. (Edu)
Que comida!! Uno spetaculo! (Mingão)
Sensacional! (nunca usei este adjetivo). (Deo)

Pronto! Tá na cara que só pela amostra da rabanada, o livro Pão Nosso é imperdível.

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Prometo comprá-lo (em tempo, a Dé me deu o livro de presente e ele é sensacional), quem sabe conseguir um autógrafo para a posteridade e fazer uma outra noite por aqui só com receitas dele

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Promessa é dívida.

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Até.

Olha só, comida light no dcpv.

13/08/2013
número 360

Olha só, comida light no dcpv.

Já faz um bom tempo que eu venho adiando a execução deste tipo de menu; um light.

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E olhando a minha biblioteca de livros gastronômicos, topei com este mini-livro, quase uma agendinha da Coleção Gourmet Paladar.

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É claro que todo esta movimentação teria como resultado fazer uma homenagem pra minha querida esposinha, a Dé.

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Então, escolhi algumas receitas e deixei que a opção final fosse dela.
Vamos lá, apreciar a deliciosa comida light do Paladar (o melhor suplemento de gastronomia do Brasil, quiçá do mundo).

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Entrada – Sopa de pimentão e gengibre.

Esta sopa é igual aos argentinos, ou você ama ou odeia!! 🙂
E pode ter certeza que você amará.

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Para fazê-la, basta cozinhar 4 pimentões vermelhos divididos em duas partes, uma cebola roxa cortada e 2 dentes de alho não descascados, …

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… numa assadeira antiaderente, num forno pré-aquecido a 200ºC por 40 minutos.

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Enquanto isso, refogue 5 cm de gengibre ralado, 1 colher de chá de sementes de cominho em pó e 1 colher de chá de sementes de coentro em pó por 5 minutos.

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Adicione 1 batata grande picada, mexa bem e tempere.

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Despeje 1 litro de caldo de legumes e cozinhe lentamente por 30 minutos. Descasque os dentes de alho e amasse até obter um purê. Adicione a cebola e o alho à mistura da batata.
Tire a pele dos pimentões e coloque todos eles, menos o de uma metade, à sopa.

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Cozinhe lentamente por 5 minutos. Bata a sopa num processador até obter um creme liso. Ponha de volta na panela, reaqueça e sirva, guarnecendo com o meio pimentão reservado cortado em tiras e o queijo cremoso.

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Olha, certamente é “ame”!

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Optamos por tomar um vinho tinto Finca La Valona 2010 que foi “chocolate, campari, valioso, valoroso”, segundo os magrinhos, nós mesmos.

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Principal – Risoto de Salmão

Esta escolha por parte da Dé foi covardia. Ela é uma risotóloga emérita (e olha que a outra opção seria um ceviche!).

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Este risoto não tem muito segredo, não. É feito no formato de sempre (cebola frita, arroz, vinho branco, caldo de legumes).

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Após 18minutos, acrescente queijo cremoso, salmão defumado cortado em pedacinhos e cebolinha, dill e salsinha picados.

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Aí  é só servir e se deliciar.

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Pra diferenciar, tomamos um vinho branco Chardonnay Reserva Gran Tarapacá que foi “H2O, tarapalá, parapapapapá, legal paca”, segundo os esbeltinhos de plantão.

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Sobremesa – Anéis de abacaxi assados com canela.

Mais uma fácil de fazer e com um resultado surpreendente.

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Corte um abacaxi pequeno e descascado, sem o miolo, em fatias de 1cm e seque cada anel com papel toalha. Coloque 50g de açúcar mascavo, uma colher de chá de canela e uma pitada de pimenta malagueta em pó num saquinho plástico e misture bem. Coloque alguns dos anéis de abacaxi no saco e sacuda bem até ficarem besuntados, e em seguida, ponha numa assadeira forrada com papel alumínio.

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Polvilhe com açúcar e asse em forno pré-aquecido a 200°C por 20 minutos.

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Sirva com um pouco de sorvete.

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Taí mais uma delícia.

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Eis a opinião dos magros e esbeltos:
Light? Diet? Achei gostoso e tomara que não engorde muito. (Edu)
Dona Nina! Anisete, por favor. (Mingão)
Mingão esponja e saco-sem-fundo; a comida, espetacular! (Deo)

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O Paladar traz para você o que há de melhor e mais completo no mundo da gastronomia. E a Coleção Gourmet Paladar foi criada com este conceito: receitas sofisticadas, muito fáceis de fazer, num formato inovador. Um prazer na hora de preparar e servir”.

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Bingo! E a Dé adorou mais que todos nós, os fominhas.

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Bye.

dcpv – prato do dia do paladar

número 350
07/05/2013

Prato do dia do Paladar

Como todos que passam por aqui sabem, sou um tremendo fã do suplemento Paladar do Estadão.

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E não é que a coluna Prato do dia, feita pela editora do Paladar, a Patricia Ferraz, conseguiu agregar mais valor ainda a nossa santa leitura das quintas- feiras? (valeu pelos pratos marilynianos, sócios.)

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Deixa eu explicar como ela é: contém normalmente uma boa receita que é apresentada de uma maneira original (com fotos dos ingredientes) …

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… e ainda por cima indica, uma harmonização de vinhos dada pelo hubber especialista Luiz Horta.

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Ou seja, é praticamente obrigatório o ato de recortar e guardar todas as colunas para a posteridade.

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Vamos lá, então, as receitas simples e bacanas da coluna Prato do dia do Paladar.

Entrada – Ajo Blanco

Esta é uma daquelas sopas frias que devem ser feitas em qualquer hora.

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E pra fazer é uma moleza.

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Basta branquear uma xícara de amêndoas (coloque-as na água fervente por 1 minuto, tire, seque bem e tire a pele).

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Deixe 4 fatias de pão de forma de molho em água até que a amoleça.

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Bata as amêndoas e o pão no processador. Junte 3 dentes de alho, 6 colheres de sopa de azeite, 2 colheres de sopa de vinagre de jerez e sal.

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Adicione 3 xícaras de água aos poucos, batendo até obter um líquido fino. Leve a geladeira.

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Aí é só servir em tigelas individuais e decorar com azeite, uvas e pimenta.

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Para o espanhóis da Andaluzia (os donos da receita) ajo blanco pede batatas assadas como acompanhamento“.

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Quem sou eu pra não seguir a dica?

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Ficou uma delícia.

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E esperto que sou, harmonizei, seguindo a dica do Luiz Horta, com um vinho branco português Alvarinho Deu La Deu que foi “deu, já deu, the best, bestial”.

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Principal – Espaguete com Feta e Frango com Laranja

Na verdade, estas receitas foram apresentadas em duas colunas de diferentes Paladares. A do Frango com laranja é da figurinha carimbada por aqui, a Rita Lobo.

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Inicie fatiando 3 unidades de laranja Baía e esprema o suco de outras duas.

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Enquanto isso, tempere 5 colheres de sopa de geléia de laranja (xiiiii!) com sal e pimenta-do-reino.

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Num refratário disponha fatias de laranja e regue com suco. Coloque as coxas de frango (usei algumas sobrecoxas também) de valete. Levante a pele com as mãos e espalhe metade da geléia de laranja.

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Volte a pele pro lugar e espalhe a geléia restante.

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Acrescente mais um pouco de pimenta e espalhe 10 dentes de alho com casca. Coloque uma fatia de laranja e um ramo de alecrim  entre cada coxa de frango.

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Leve ao forno pré-aquecido (200ºC) para assar por 20 minutos.
Reduza pra 180ºC e deixe assar por 50 minutos ou até que esteja douradinho.

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Retire do forno e sirva de imediato.

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Já o espaguete é uma receita do Benny Novak, chef e sócio de vários ótimos restaurantes de SP (210 Dinner, Ici Bistrô, Tappo). É muito simples e proporcionalmente saboroso.

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Pra fazer basta cozinhar um pacote de espaguete em 4 litros d’água.

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Corte 220 g de queijo feta em cubos e ponha na tigela que vai servir a massa.

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Pique ciboulette (2 colheres de sopa) e junte ao queijo.

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Espalhe pimenta calabresa (1 colher de sopa) sobre o queijo, adicione 1/2 xícara de azeite, mexa e reserve.

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Escorra a massa, ponha na tigela com o queijo. Misture bem e sirva.

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Junto com o frango, este prato do dia se transformou num prato de ouro.

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Seguimos mais uma dica do Luiz Horta e servimos o tinto italiano Casa Vasari Valdachiana Toscana 2010, que achamos “corredor, ê toscana, tiririco, bestial II“.

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Sobremesa – Frozen de Iogurte de Manga.

Esta receita é do porquinho Jamie Oliver e foi testada e aprovada pelo excelente  repórter José Orenstein. “Além de muito fácil outra vantagem é que ela pode ser preparada alguns dias antes e guardada no freezer até meia hora antes de ir pra mesa”.

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Para fazer, bata 500g de manga em pedaços no processador de alimentos com 250g de iogurte natural, suco de 1 limão, 1 punhado de hortelã fresca e 2 colheres de sopa de mel. Coloque a mistura no freezer, assim que estiver lisa e homogênea. Deixe no freezer até meia hora antes de servir.

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Retire do freezer, espere amolecer e divida em taças. Rale chocolate amargo a gosto e sirva imediatamente.
O Orenstein sabe mesmo das coisas.

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Eis a opinião dos paladaristas:
Foi a verdadeira re-volta dos sabores e dos paladares. (Edu)
Digno de tricentésimo quinquagésimo encontro maravilhoso.(Mingão)
Perfeita! No final um pouco mais doce, caia bem! (Deo)

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Bom pessoal, ainda bem que o nosso Paladar sempre apresenta novidades mais do que agradáveis.

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Além de nos atualizar em tudo o que é assunto sobre gastronomia, ele ainda é capaz de nos surpreender com receitas rápidas e saborosas como estas que compõe a coluna Prato do dia da Patricia Ferraz.

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Ah, este Paladar.

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dcpv – … and happy new year.

01/01/2013

… and Happy New Year.

Mais um almoço de início de ano aqui em casa. E com a presença ilustre dos nossos pais.

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A D. Anina, a D. Vera e o Sr Antônio (escoltados pela Inete) vieram até a sede pra fazer a primeira refeição deste ano que promete.

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Eu fiquei na dúvida do que fazer, já que a Re tambêm estaria por aqui.

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Pensei: porque não escolher receitas dentre as que foram apresentadas pelos dois suplementos dos maiores jornais de SP, o Comida (da Folha) e o Paladar (do Estadão) nas edições pré-Natal?

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Todos que passam por aqui, sabem da minha predileção pela qualidade superior das matérias do Paladar. Só que neste caso, as receitas teoricamente manjadas de comidas universais natalinas do Comida venceram as brasileiras e com ingredientes não tão ortodoxos do Paladar.

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Vamos lá, então, ao almoço de Ano Novo da família em plena sede do dcpv.
Pra diferenciar, optei por fazer pratos pra serem colocados na mesa e cada um se serviria.

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Portanto, nada de pratos montados e de refeição fragmentada.

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Como acompanhamentos, fiz Batatas douradas ao alho. Basta descascar 800g de batata Asterix (o Gaulês), …

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…  cortá-las em gomos e cozinhá-las por 15 minutos em água fervente.

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Pré-aqueça o forno a 200ºC. Coloque 3 colheres de azeite numa assadeira e deixe-a no forno por 5 minutos. Coloque as batatas na assadeira e cubra-as com azeite.
Asse por 40 minutos e jogue ramos de alecrim e dentes de alho.

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Asse por mais 30 minutos ou até que as batatas estejam douradas.

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Finalize, temperando com flor de sal. Resulta muito crocante por fora e macia por dentro.

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Mais um acompanhamento foi um purê de feijão branco. Em vez  de cozinhar os feijões, optei pela praticidade e abri duas latas deles já cozidos. Coloquei na minha Bimby e só dei uma chacoalhada pra fazer o tal purê, além de temperar.
Pra dar um upgrade, refoguei 1/2 cebola cortada em manteiga …

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…  fritei bacon na minha trapizomba de microondas, …

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… além refogar um pouco de alecrim em manteiga.

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Na hora de servir, coloquei o bacon, a cebola e a manteiga por cima do purê. Ficou uma delícia.

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Mais um acompanhamento: brócolis no vapor, finalizado com lâminas de alho fritas no azeite que sobrou das batatas. Capisce?

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A Dé aproveitou o embalo e fez um tremendo arroz branco com um grande diferencial. Ela usou caldo de legumes em vez de água.
Como principal optei por um tabu aqui em casa: bacalhau.

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Passei dois dias dessalgando o bichinho.

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E escolhi fazê-lo confitado. Bastou dispor as postas de bacalhau dessalgado numa forma bem funda e colocar azeite suficiente pra quase cobrí-las (usei um litro).

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Coloquei em seguida 4 dentes de alho amassados com casca, 2 folhas de louro e a casca ralada de um limão (sem a parte branca). Levei ao forno em temperatura mínima (100ºC) por 2 horas.

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Deixei esfriar e levei a geladeira por mais duas horas. Depois coloquei num refratário com azeite e levei ao forno pra dourar.
Olha, o trauma desapareceu porque o peixe ficou um espetáculo.

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Como a Re não come bacalhau, comprei um Lombo temperado no sex shop, que assamos coberto com papel alumínio e regado com um bom caldo de legumes.

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Também ficou uma delícia.

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Servimos tudo ao mesmo tempo, junto com uma salada simples e a aprovação foi total.

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Como a praticidade estava imperando, comprei sorvetes da Haagen Daaz ; sabores doce de leite e baunilha.

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Com este último, utilizei uma receita duma outra edição do Comida onde a Carole Crema dava uma dica pra batê-lo com panetone até chegar num sabor equilibrado e colocá-lo na sorveteira (no caso, a minha Ferrari).

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Resultou estupendo e assim, finalizamos o nosso almoço, já que tínhamos uma escala de Ano Novo na capital inglesa.

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Ficam aqui, então, os nossos votos dum Feliz 2013 pra todos e desejamos que todas as refeições sejam aproveitadas como curtimos esta.

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Feliz Ano Novo.

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dcpv – grelhados do mark bittman

número 325
14/08/2012

Grelhados do Mark Bittman

Aqui estão idéias grelhadas (são 101) que valem a pena experimentar. A grande maioria leva pouco tempo de preparo. Algumas tem ingredientes comuns e oferecem poucas surpresas. Mas fiz questão de apresentar também sugestões com ingredientes pouco usuais na churrasqueira e que surpreendem pelo sabor e textura. Você vai acabar querendo colocar qualquer coisa na grelha. É só começar.” 

Esta é o texto de apresentação duma matéria do Paladar de exatamente há um ano (5 /08/11).

Sou fã incondicional do seu autor, o Mark Bittman, um americano que simplifica bastante o ato de cozinhar e, invariavelmente, resulta em coisas saborosas.

E como guardei esta página dupla nos meus alfarrábios, chegou a hora de aproveitar a churrasqueira pra fazer um menu com várias das indicações (são muitos mais isso do que receitas) do Mr Bittman.

Let’s go.

Iniciamos tudo, abrindo uma tremenda cava Segura Viudas, pra comemorar o retorno da Re.

Entradas :

1 – Erva-doce com laranja .

Corte fatias grossas de erva-doce, embeba em azeite e leve à grelha sob calor não muito forte.

Corte laranjas em rodelas largas e grelhe dos dois lados.

Faça um leito com rúcula num prato, distribua a erva-doce e as laranjas grelhadas e guarneça com folhas de erva-doce.

2 – Cenouras condimentadas

Tire a pele das cenouras (usei as mini) e passe numa mistura de cominho, sal, pimenta e acúcar mascavo.

Leve à grelha com fogo bem forte.

Retire-as do calor direto, mas deixe-as no fogo com a grelha coberta até que fiquem tenras.

3 – Beterraba e queijo de cabra

Pincele fatias de beterraba com azeite e grelhe lentamente até estarem levemente tostadas.

Sobre cada fatia ponha um pouco de queijo de cabra e algumas folhas verdes.

4 – Tomates com muçarela.

Grelhe tomates bem maduros até que estourem.

Borrife azeite, tempere com sal e pimenta e sirva com muçarela  e pão grelhado.

5 – Abobrinha

Tempere fatias de abobrinha com dill seco, iogurte, azeite e limão.

Grelhe lentamente.

Agora dá pra imaginar tudo junto?

É isto. Uma sinfonia de grelhados veggies que a Dé simplesmente adorou.

Ainda mais com as queridinhas beterrabas que ela tanto adora.

Acompanhamos isto tudo com um rosé brasileiro Da’divas 2010 que foi “leviano, rinsagem, H4O2, anticonstitucionalissimamente”.

Principais –

1 – Bisteca de cordeiro (pros carnívoros)

Os cortes da coxa são os melhores e mais baratos. Mas preferi umas legítimas costeletas.

Marine em iogurte, limão, cardamomo e hortelã.

Grelhe em fogo médio e tome cuidado pra não queimar.

2 – Vieiras com cebola (pros marítimos)

Grelhe fatias de cebola; leve ao processador com azeite e limão.

Grelhe as vieiras por 4 minutos; sirva com o molho de cebolas.

3 – Guarnição – Alface americana (pros terráqueos)

Corte o pé (de alface!! rs) em quatro, toste na grelha e misture com tomates-cereja grelhados no espetinho.

Não é a toa que o Bittman é o “cara”.

Este prato ficou uma delícia.

Não precisa nem dizer que eu e o Deo experimentamos tudo, enquanto a Re comeu o cordeiro e a Dé, as vieiras.

Tomamos um tinto leve (pra dar uma acoxambrada com a vieira), o português José de Sousa 2010, que  foi “photô, josé “quase” cuervo, muca, luso”.

Sobremesa –  Pera ou Maçã (et Figos)

Corte as frutas e grelhe.

Para servir, pincele uma mistura de iogurte, mel e cardamomo.

Simples e de acordo com as leis bittmanianas, o mais saboroso possível.

Eis o que os simplificados (com exceção do Mingão, que não pode comparecer), acharam das “grelheitas”:
Tudo o que é grelhado é bom! Viva a churrasqueira! (Edu)
Bah! Churrasquear assim é tri-legal!! (Deo)

Bom, é isso. O Mark citou que após esta experiência, você certamente tentará grelhar qualquer ingrediente.

Da minha parte, eu digo, sim.

Fazer misturas de bons produtos com temperos inusitados neste tipo de cocção é certeza de puro divertimento e grande prazer.
Vamos lá;  às churrasqueiras.

Hasta.

.

dcpv – visita a uma cozinha doméstica e profissional, ou como se divertir muito numa verdadeira aula gastronômica.

30/06/2012

Visita a uma cozinha doméstica e profissional, ou como se divertir muito numa verdadeira aula gastronômica.

Quando o Luiz Américo Camargo me ligou e falou sobre a possibilidade de participarmos (a Dé e eu) duma visita a cozinha do seu Maurizio Remmert, fiquei entusiasmado.

Afinal de contas não é todo dia que se tem contato com técnicas tão sofisticadas, curiosas e ainda mais, com o aval da melhor publicação sobre gastronomia do Brasil, o Paladar.

É claro que topamos e ficamos no aguardo da chegada da data. Seria no sábado, 30/06 e obviamente, na cozinha do apartamento do seu Maurizio.

Pois as 13:20 (horário marcado), estávamos lá. Fomos recepcionados pelo Luiz Américo, que nos levou onde o seu Maurizio nos aguardava.

Ele nos contou, com toda a sua boapracice, como construiu este verdadeiro sonho de consumo de qualquer gourmand.

E também nos mostrou a sua Ferrari. Este bólido não é propriamente um automóvel, mas uma maravilhosa máquina de cortar frios Berkel, que além de fatiar perfeitamente, é um elemento decorativo fantástico (muito mais impressionante do que uma KitchenAid vermelha! rs)

Demos uma boa olhada em tudo enquanto o Luiz Américo explicava pra todos o princípio desta visita, que faz parte do 6º Paladar – Cozinha do Brasil e iniciamos propriamente esta verdadeira aula de cultura gastronômica.

Começamos experimentando deliciosas verduras desidratadas (todas cortadas finamente e colocadas num desidratador por aprox 10 hs)…

… além da salumeria milimetricamente cortada na Ferrari.

Ah! Comemos o nosso cardápio (sim, ele era comestível e tinha, digamos, um gosto de hóstia).

Tomamos um champagne, o Larmandier-Bernier, que caiu muito bem com o calor reinante.

A próxima amostra seria uma pizza. Mas como? Pizza?

Isto mesmo. Uma pizza com uma massa muito leve e grossa, além duma cobertura com tomates muito frescos e uma mozzarella bastante saborosa.

Ah! O professor nos ensinou a fazer uma água de fumaça, que acrescentada à massa, daria o sabor de lenha dum pseudo forno movido a ela (note que a pizza foi assada num forno combinado e a massa, feita num Thermomix, o famoso Bimby)

Louve-se que o seu Maurizio provou ser um verdadeiro mestre. Não economizou em nos mostrar todos os segredos, …

… e, inclusive, preparou na nossa frente, o Creme de Cherne que seria servido em seguida.

Caldo e carne do peixe são triturados num Thermomix (acho que agora eu vou aprender a usar o meu), junto com batata, azeite, tomate concassé, alho e finalizado com uma porção generosa de coentro.

Uma verdadeira delícia, …

… ainda mais acrescida a harmonização do vinho branco italiano, o Mandrarossa Urra di Mare 2011 Sicilia.

Neste momento, o mestre nos levou pra conhecer a cozinha fisicamente.

E é incrível. Ele tem equipamentos de altíssima tecnologia (fornos combinados, …

… placas cerâmicas, grelhas, …

Pacojet, …

… e até geladeiras …

… e fogões! 🙂

Mas o mais bacana é que ele os utiliza pra obter uma comida saudável e ultrasaborosa.

Cá pra nós, ele tem o que podemos chamar de Disneylândia das cozinhas.

Sem contar que o quarto da famosa Raimunda, a auxiliar dele, foi transformado numa adega dos sonhos (foram vários os pedidos de casamento dos presentes. Ela recusou todos!).

Refeitos do nosso (positivo) choque, voltamos a nos sentar pra experimentar uma Pasta Freda com Pomodori e Cipolle.

Este foi mais um prato que o seu Maurizio (leia-se Mauritzio) fez questão de nos mostrar como se faz: no caso dele, as cebolas foram cozidas em baixa temperatura e juntadas a tomate concassé (eles foram salgados e amolecidos), azeitonas pretas, alcaparras, orégano fresco e massa italiana cozida e resfriada com água gelada (este detalhe é importante).

E após esta demonstração, partimos pra degustação propriamente dita.

Mais uma delícia italiana (puro corporativismo, nosso e dele).

Como principal (sim, ainda tínhamos um principal) um Salmão.

E num formato diferentão.

A parte mais nobre dele foi cozida a vácuo em baixa temperatura num termocirculador …

… e servida com uma quenelle de batata e rúcula, além dum caldo de cabeças de salmão defumadas (este a Dé simplesmente adorou).

Você consegue imaginar o quão saboroso resultou este prato? O salmão conservou todos os seus sabores e sumos e ainda por cima, foi finalizado com a chama dum maçarico.

Acompanhamos com um vinho branco especial, o italiano Fiorduva Costa d”Amalfi 2009.

A tarde estava terminando e nós continuávamos embasbacados com o entusiasmo do nosso anfitrião. Como não somos de ferro, esperávamos ansiosamente pelas sobremesas.

Com o auxílio do Pacojet, o seu Maurizio fez um sorbet de gengibre que deixou todo mundo maravilhado.

Esta máquina funciona como um daqueles processadores de mão, só que o resultado final é de uma cremosidade ímpar.

Pense em suco de uva branca, peras, gengibre e mel processados, congelados e transformados?

E pra dar um up, algumas gotas de Noilly Prat!

Como co-sobremesa, uma tartine de uva e goiaba.

Que são simples quadrados de massa folhada cobertos com duas fatias de goiaba vermelha, 2 bagas de uva branca cortadas ao meio levados ao forno até ficarem crocantes. Polvilhe açúcar orgânico e sirva.

O mais incrível é que o seu Maurizio ainda nos serviu um excelente vinho francês de sobremesa, um Sauternes.

Resumindo toda esta experiência e do alto das inúmeras aulas de culinária que fizemos até hoje, chegamos a conclusão que esta foi incomparável.

Primeiro, pelo entusiasmo que o seu Maurizio e sua equipe demonstraram. Foi simplesmente contagiante.

Segundo, pela oporgunidade de conhecer tantos equipamentos e melhor, a sua utilidade (a minha lista de presentes de aniversário certamente aumentou).

Terceiro, por experimentarmos uma comida saudável, saborosa e leve.

Finalmente, por conhecer pessoas tão bacanas (em especial, o Acácio e esposa) que tornaram esta tarde tão agradável.

Agradecemos, portanto, ao Luiz Américo Camargo (sem sombra de dúvida, o melhor crítico gastronômico do Brasil) e ao Paladar, um suplemento do Estadão que sou um fã contumaz.

Até a próxima (e espero que seja breve).

.

dcpv – adriá by our own

13/12/2011
número 310

Adriá by our own.

Sou fã número 1 e inconteste do Paladar e das crônicas sobre restaurantes que o Luiz Américo Camargo publica por lá.

E em qualquer significado, seja no formato “sabor – essa iguaria não tem paladar; gosto, faculdade de apreciar belezas“; seja no formato caderno de jornal (vide Estadão as quintas-feiras).

Foi na quinta passada (8/12) que eu li a matéria das páginas centrais onde as repórteres Patrícia Ferraz, Janaína Fidalgo, Olívia Fraga e Lucineia Nunes (coadjuvadas pela Neusa, pelo ótimo Luiz Horta e pelo José Barattino, este, chef do restaurante do hotel Emiliano) reproduziram algumas das refeições do livro The Family Meal de autoria do não menos famoso Ferran Adriá.

Nele, ele indica as comidas que a brigada do extinto elBulli “traçava” nos intervalos dos inúmeros e exaustivos trabalhos (eu já encomendei o meu na Amazon.com).

Portanto, não espere muita comida molecular neste menu, já que toda vez que o Adriá é citado, a tal molecular vem atrás (sabe aquela história de aonde a vaca vai …)

Mas, pra não decepcionar os fãs dele e devido a exiguidade do cardápio, acrescentei uma legítima receita molecular ao menu.

Vamos lá, então.

Drink molecular – Caipirinha

Moléculas de Absolut com moléculas de limão = caipirinha molecular ! 🙂

Entradas – Gaspacho e Espuma de Maionese com Aspargos.

Parece um Gaspacho normal. Mas não é.

Existem alguns pulos do gato que valem a pena ser feitos já que o resultado é impressionante. Comece colocando um pouco de água numa panela e 3 dentes de alho descascados. Quando ferver, tire os alhos e jogue-os numa tigela com água e gelo.

Repita duas vezes o procedimento e leve ao liquidificador. Descasque e pique 2 cebolas, 60 g de pepino, 60 g de pimentão, 1 kg de tomates e junte ao alho no liquidificador.

Adicione 60 g de pão sem casca, 1/2 xícara de água, 1/2 xícara de azeite, 2 colheres de sopa de vinagre de Jerez e 1 colher de sopa de maionese.

Peneire e leve à geladeira.

Antes de servir, corte em cubos, 240g de pão branco sem casca e frite em duas xícaras de azeite.

Escorra, ponha sobre o gaspacho e seja feliz.

Quanto a espuma, misture 200 ml de óleo de girassol, 50 ml de azeite, 3 gemas, 2 ovos inteiros, 1 e 1/2 colher de chá de mostarda, 1 e 1/2 colher de chá de vinagre de Jerez, 1 e 1/2 colher de chá de sal num tigela e bata com um fuet até obter uma emulsão.

Peneire e encha o sifão utilizando um funil. Carregue a cápsula, sacuda bem (o sifão!) e mantenha aquecido em banho-maria a cerca de 65ºC.

Utilize aspargos em vidro (abusei um pouco e incluí baby-cenouras), salpique cascas de limão e folhas de hortelã.

Junte a maionese quente e …

… sirva imediatamente.

Ô entradinha bonita e gostosa, sô!

Tomamos, conforme indicado pelo Luiz Horta, uma taça de Jerez Fino Tio Pepe que foi “legal, … da bossa, josé macia, porresco” segundo os eletrónicos, nós mesmos.

Principal – Arroz negro

Inicie o processo todo pelo sofrito (calma, nada de sofrimento). Processe (procure o seu advogado!) uma cabeça de alho e refogue em duas colheres de chá de azeite numa frigideira até dourar. Adicione 1 e 1/3 xícara de cebola processada e frite um pouco.

Abaixe o fogo, junte 2 folhas de louro, um ramo de alecrim e outro de tomilho. Acrescente 190 g de purê de tomate, cozinhe por 30 min e tempere com sal e pimenta. Reserve.

Pra preparar a picada (será o fim?), triture 1 cabeça de alho, 1 colher de chá de açafrão, 2/3 de xícara de chá de salsinha, 2 colheres de sopa de azeite e 1 xícara de chá de avelã.

Já pro arroz, limpe 700 g de lula fresca (usei um pouquinho de polvo. Especialmente porque também sou filho de Deus! rs), corte em pedaços e frite em 1/3 de xícara de azeite até dourar.

Adicione o sofrito e cozinhe em fogo médio. Junte um pouco de água se grudar.
Ponha o arroz e refogue.

Coloque uma concha de caldo de peixe e mexa até absorver. Vá adicionando caldo suficiente até que o arroz cozinhe (o mesmo principio dum risotto) e a tinta de lula, até que escureça (o arroz!)

Adicione duas colheres da picada, cozinhe até o líquido ser absorvido e o arroz ficar macio.

Tempere com sal e sirva.

É uma delícia e com esta comida, até nós trabalhávamos de graça pro Ferran.

Seguimos o mestre Horta e tomamos um branco, o Douro Tons 2010 Portugal que foi “tchitchiliano, blanco, cores, mentolesco” segundo os neutrónicos, nós mesmos.

Sobremesa – Pão com chocolate.

Esta é a mais simples delas.

Basta levar ao forno seis fatias de pão italiano até dourar.

Enquanto isso rale chocolate 60% (eu só tinha o de 70%. rs)

Quando o pão estiver torrado, tire do forno e cubra cada fatia com o chocolate ralado, um fio de azeite e flor de Sal.

Legalzinho, mas também um pouco sem graça. Mesmo acompanhado dum bom conhaque.

Ainda bem que, assim como na experiência das meninas, nós tinhamos trazido um bom turrón espanhol de pistache. Este é dos bons!

Eis a opinião dos lavadores de pratos:

Ficamos “ferrados” por este banquete. Simplesmente “adriático”. (Edu)
Quero esse emprego, só pela refeição. (Mingão)
Eu também. (Deo)

Bom, esta experiência mostrou mais uma vez o porque do Paladar ser, certamente, a melhor publicação sobre gastronomia do Brasil (e é claro que o staff todo está no mesmo nível).

Afinal de contas, além de informar muito e bem, de ter um padrão estético incrível, ele te proporciona uma experiência como esta em que você pode se sentir, ao menos na hora da refeição, como um tripulante da nau elBulli, que espero conhecer quando da sua reinauguração (se bem que pelo que entendi, não será no mesmo formato anterior).

Portanto, faça este menu em casa também. Quem sabe o Ferran não chegue pra fazer uma visitinha e não traga alguma coisinha pra fazer um nham-nham? 🙂

Hasta.

.

dcpv – da cachaça pro vinho – paladar do brasil – a galinha crua e orgânica

có-có-có-có
31/07 e 01/08

dcpv – Paladar do Brasil – A galinha crua e orgânica.

Fomos ao Paladar do Brasil.
Quem nos acompanha, sabe que somos viciados no suplemento Paladar do Estadão, publicado todas as quintas-feiras.

Ele é certamente a melhor informação gastronômica do Brasil, especialmente comparado com um montão de pretensas revistas especializadas brazucas. E o Paladar promoveu mais uma vez o evento Paladar- Cozinha do Brasil onde chefs e pessoas ligadas à gastronomia realizam worshops, palestras e jantares versando sobre ingredientes brasileiríssimos.

Gente do calibre de Ana Soares, Mara Salles, Neide Rigo, Edinho Engel, Roberta Sudbrack, Carla Pernambuco, Alex Atala, Rodrigo Oliveira, Helena Rizzo, José Baratino, Janaina e Jefferson Rueda, Sergio Torres, Flavio Frederico e muitos outros mostrariam receitas, experiências e melhor, as suas genialidades. Até a Nina Horta estava conferindo tudo por lá.

É claro que não poderíanos (eu e a Dé) ver/estar em  absolutamente tudo. Então escolhemos 3 workshops e um maravilhoso jantar sobre perfumes (que relatei aqui) .

Começamos no sábado de manhã assistindo ao workshop Cozinha sem Vergonha: Galinha de Cabo a Rabo com o trio  Ana Soares (do Mesa3), Mara Salles (do restaurante Tordesilhas) e Neide Rigo (do excelente blog Come-se).

Foram mais de duas horas frenéticas com idéias não menos sobre tudo, eu disse absolutamente tudo, o que você pode fazer com uma galinha (pensando bem, quase tudo!! rs).

Elas encontraram utilidade, na verdade várias, pra todos os órgãos das penosas: aquilo, o traseiro da galinha cozido e num espeto com pimenta biquinho (qualquer semelhança não é mera coincidência),…

…  sangue talhado e cortado em fatias, …

…, colherinhas de milho (que a Mara fez) e com um angu e cristas fritas da ave,…

… moela costurada e com milho no seu interior (a Mara costurou uma a uma), …

… pele frita como torresmo, …

… uma  feijoadinha de pé-de-galinha e uma rede crocante de couve (a Neide que fez),…

… mais uns torresminhos de pele, só que agora com nós,…

… as tripas fritas,…

… o legítimo pérulito (os pés da galinha caramelizados numa mistura de temperos), …

… e um jeito bacana de fazer um frango assado com farofa,  mas só que sem o frango. Foi utilizado somente a pele pra dar o gosto.

Doces? Também tinha e um belo manjar de coco feito com o colágeno dos pés-das-galinhas.

E gemas dos ovos cozidas e servidas com canjiquinha que mais pareciam nuvens gemadas.

Enfim, uma verdadeira odisséia aos bípedes. Pra culminar, ainda recebemos um brinde com uma latinha contendo uma farofa e uma coxinha de galinha além dum saquinho que a Neide nos presenteou que tinha “titica” da galinha e que segundo ela, em se plantando, você terá a possibilidade de verificar o que ela comia  já que tudo o que está lá deve germinar. As minhas já foram plantadas! Depois conto o resultado.

A tarde, fomos ver a Helena Rizzo (do restaurante Maní) que falaria sobre sobre ingredientes em seu estado mais bruto. Por isso o worshop intitulava-se O Cru e o Cru.
E ela consegui o seu intento. Tudo foi muito rápido.

As receitas foram uma Salada de Abóbora e Pepino com Ovas de Tainha e  Leite de Castanhas-do-Pará e Raviolis de Cará e Bacalhau com emulsão de Bacuri e Azeitonas Pretas. Ela cumpriu o que prometeu, mas foi um contato meio, digamos, sem muita comunicação.
Enfim, foi cru!! rs

E o terceiro workshop foi no domingo de manhã. Só o título já era interessante: Quando o campo vai à mesa. O Jose Barattino, chef do restaurante do hotel emiliano contaria sobre a experiência que ele está tendo ao adotar nas refeições de lá, os produtos que o Dercílio Pupin, lider de 700 famílias que compõe a Família Orgânica, uma cooperativa de produtores de legumes e verduras orgânicas e biodinâmicas.

É um assunto pra lá de interessante já que além do fornecimento de ingredientes fresquíssimos, o Barattino também está experimentado “produtos do zero” ou seja, coisas ainda não utilizadas na gastronomia.

Um exemplo? Gavinhas de chuchu.
Sabe o que  são? São aquelas garrinhas que se encontram nas extremidades do chuchuzeiro e que nesta caso, foram incluídas na receita “Gavinhas de Chuchu, batata-doce assada em crosta de sal grosso e emulsão de castanha-do-Brasil“.

Outro exemplo? Raiz do Lírio-do-Brejo, que é parecida com o gengibre, mas que tem um gosto acentuado de flor, especialmente após ser cortada em pequenos cubos e levemente refogada.

E olhe que foi extremamente emocionante ver o Pupin dizer que todo mundo deveria pagar um pouco mais caro e comprar produtos orgânicos, pois neles, além da inexistência de agrotóxicos, você certamente encontra a energia e o carinho de quem o produziu!! Coisas de feng shui!! 🙂

Resumo de tudo: certamente saímos deste Paladar com a certeza que a gastronomia puramente brasileira tem um futuro promissor. Principalmente enquanto gente de quilate como a Ana, a Neide, a Mara, a Helena, o Barattino estiverem pesquisando e trabalhando com o amor que demonstraram.

Parabéns a todos!
E sorte nossa que por estarmos lá, conhecemos o mineirim Roninho, dono da Mercearia Paraopeba e que montou um quiosque no evento. Além dele ser uma simpatia, é um grande vendedor. Só pra ter uma ideia, ele nos vendeu doce de leite, fubá, batata, feijão, queijo, mandiopã, pimenta-biquinho e mais algumas galinhas de Angola de enfeites.
Tudo de qualidade. Pensando bem, foi quase como visitar um mini sex shop mineiro!! rs

Até.

.


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