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dcpv – da cachaça pro vinho – provence – as janelas e as vistas delas

resumão

dcpv – Provence As janelas e as vistas delas.

Este é o último post sobre a nossa viagem à Provence (04 a 17/07/10).
E como uma das características marcantes dela foram as janelas, sejam vistas por fora ou por dentro, vou resumir todo o tour mostrando as mais marcantes.

O bebê não pode entrar? Ou sair? Esta foi tirada em Aix en Provence.

Já esta é uma vista do quarto do hotel Sofitel Vieux Port em Marseille. Inspiradora!

O cachorrinho (?) estava vendo o movimento turístico em Isle sur la Sorgue.

Agora, um monte delas em Tarascon.

Esta só poderia ser em Saint Remy de Provence.

E esta, totalmente camuflada em Roussillon.

Estas são irmãs-gêmeas em Vauvenargues (pertinho do castelo do Picasso).

Desconfio que esta já faz um bom tempo que não é aberta! (em Vauvenargues também)

Esta, em Valensole,  certamente não precisa de informações.

Esta é em Châteauneuf du Pape (só poderia ser!).

Hotel Mas des Herbes Blanches, em Joucas.  Vista de dentro pra fora …

… e de fora pra dentro.

Varanda/janela com alta tecnologia em Saint Saturnin-lès-Apt.

Esta é um simples acessório das flores. Em Ventimiglia, Itália.

A famosa, do Hotel Negresco, em Nice.

Esta é mais famosa ainda (pelo menos aqui no dcpv).

Bom, é isto!
Até a próxima viagem em que, acredito, teremos muitas outras  janelas que abrirão todos os nossos sentidos.
E mais sementes também, que conseguem trazer um pedaço da viagem pra casa.
No nosso caso foram os girassóis que agora estão em plena safra na grande FV.

Au revoir e arrivederci.

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dcpv – da cachaça pro vinho – provence – treizième jour – a dura e pesada ida pra paris.

16/07/2010

dcpv – Provence – Treizième Jour – A dura e pesada  ida pra Paris.

Dia de compensações. Enquanto era o nosso último dia em Nice, seria também o nosso primeiro em Paris.

Ou seja, um pouco de tristeza e muita alegria.

Começamos aproveitando a bruma e dando uma boa andada pela Baie des Anges e pela Promenade des Anglais.

Fomos até Vieux Nice e aproveitamos pra tomar um belo café da manhã, vendo a montagem da feira-livre.

Mais um verdadeiro espetáculo de cores e sabores.

Aí foi voltar pro hotel, verificar o quão estranhas e atraentes são as praias niçoises e fazer a lição de casa.

Buscar a Re no hostel, entregar o carro (ligeiramente batido) na Europcar, nos despedirmos da Maria do GPS e fazer o checkin no aeroporto.

Tudo certo, menos que estouramos feio o peso das malas (7 garrafas de vinho, 5 azeites, um sem número de produtos derivados de lavanda e “n” sabonetes) e tivemos que pagar a maior grana pra Air France.

Conselho de amigo: ou faça um vôo com conexão (e utilize obrigatoriamente as regras brasileiras de duas malas de 32 kg por pessoa, ou compre o estritamente necessário pra não passar de 23 kg no único volume a que tem direito. Ou ainda tenha consciência que pagará 100 Euros por estouro. Buuuuum!).

Stress ultrapassado, restou-nos ganhar um tremendo almoço da Air France (um sanduba e uma água) pelo atraso do vôo e aquela dormida reparadora durante o próprio.
Chegamos em Paris e tivemos a plena certeza que foi um acerto dar uma paradinha por lá e melhor, num lugar onde se consegue definir  a sua prioridade.

A nossa seria reencontrar o Marais e turisticamente, ver como Paris é em pleno verão. O cumprimento desta missão ficaria pra amanhã.

Por hoje, sobraram:

1 – Conhecer o hotel Banke, uma belíssima dica da Lina do excelente Conexão Paris, que por estar em soft opening, tinha tarifas altamente vantajosas.

Afinal de contas, pagar 224 Euros de diária num quarto moderno, espaçoso e com sacadas geniais do Philippe Starck é uma verdadeira pechincha.

E o lugar é Starckiano ao extremo!

Demos uma breve passada pelas Galerias Lafayette (com tempo suficiente pra comprarmos a necessária mais uma mala) e fomos nos preparar pro jantar.

2 –  E seria no Jean (mais uma dica da Lina), que é bem próximo do hotel (ambos na região da Ópera).

O proprietário Jean-Frédéric Guidoni tem uma filosofia bastante interessante. Além de só utilizar os ingredientes mais frescos do mercado, ele não trabalha aos finais de semana (sábados e domingos) e na noite de sexta (ou seja, hoje),  faz menus-surpresa.

Escolhemos a fórmula mais simples, o menu du marché (entrada+prato+sobremesa) pra Re e pra Dé e um de 4 pratos pra mim.
O restaurante é bem bonitinho com a perfeita harmonização de tudo e com o ambiente extremamente agradável.

Logo de cara, uns amuses pra nos animar.

Entradinhas pra todos: um queijo de cabra com uma crosta crocante de pão pras meninas …

… e um sopona especial de legumes também crocantes e muito frescos pra mim.

Depois veio o meu prato de peixe, um bacalhau fresco com um molho crocante (de novo) espetacular,…

…. que se repetiria pra Dé (ela adorou!) e um boeuf pra Re, que estava ao ponto e cheio de frescuras gostosas, como esta tuille crocante (again) de cenouras.

Eu recebi um prato inesperado e que demonstrou o quanto o chef queria nos surpreender: pombo!

E ao ponto. Os Correios não sentiram a falta dele. Estava uma delicia.
Sobremesas repetidas pra Dé e pra Re (uma salada de frutas vermelhas com sorvete de baunilha ) e uma variação com chocolates pra mim.

Tudo perfeito e recomendo ferozmente pra quem tiver por aqui, experimentar a comida tradicional/de vanguarda (podemos considerá-la assim) do Jean.

Este merece a estrela do Michelin que tem.

3 – Daí pra frente, a sequencia parisiense comum: andar um pouco, conversar sobre a viagem e dormir o sono dos justos já que Paris te proporciona isto.

Ô cidade bacana, sô.

Ah! Só mais um detalhe simpático: o próprio dono do restaurante veio nos trazer uma dose dum conhaque especial de 20 anos.

A família toda agradeceu, bebeu e dormiu bem aquecida!
Saúde, ou melhor, santé!

E amanhã, o último dia da epopeia, fecharemos com chave de ouro!

Au revoir.

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dcpv – da cachaça pro vinho – provence – douzième jour – fotoblogs: merecemos o nosso leão de ouro

15/07/2010

dcpv – Provence – Douzième Jour  – Fotoblogs: merecemos o nosso Leão de Ouro.

Tudo bem que viajar slow é bacana. E é mesmo!

Mas que as vezes dá uma vontade danada do dia ter 36 horas, ah, isso dá!! rs

E o pior é quando o teu tempo naquele lugar está acabando e você tem a nítida certeza de que deveria ter ficado um pouquinho mais?

Isto aconteceu conosco em Nice.
Não só pela cidade, de grande influência italiana, mas também pela região que é bastante interessante.

Eu tinha programado pra conhecer Grasse (a terra dos perfumes), mas não deu tempo. Fica pra próxima.
Em compensação, fomos logo cedo caminhar pelo centro de Nice.

A zona comercial próxima ao hotel Negresco parece um pouco com o centro de São Paulo (rua Direita e adjacências).
A medida que se anda no sentido de Vieux Nice, a coisa toda vai clareando.

Quando se chega a Place Massena tudo já está mais bonito e charmoso.

tram (um sistema bastante interessante de transporte), as praças, os monumentos enfim, o conjunto todo cria um ambiente bastante harmônico.
Além das lojas gastronômicas de babar.

Vamos ao primeiro fotoblog do post. Ele é sobre a feirinha, o marché que existe em Vieux Nice:

Aproveitamos pra ir pegar a Re no hostel Saint Exupéry (salve o ar condicionado do carro!) e rumamos pra Cannes.

Cannes fica perto de Nice (ainda mais pela auto-estrada) e também causa a mesma impressão.

A princípio tudo parece muito velho. Muitas pessoas jogando boules (uma espécie de jogo de bocha e viciativo. Ainda mais regado a pastis) e com uma cara de antigona.

O grande divisor de águas é o Palacio, onde o glamour e as belas praias começam. E aí mais uma vez você entende o porque do lugar ser denominado Côte d’Azur.
Foi lá que recebemos o nosso Leão de Ouro. E é claro que entramos pela fila da esquerda.

Andamos bastante, comemos mais ou menos. Na verdade procuramos por uma dica do Lonely Planet, uma brasserie que pra se chegar lá era necessário tocar a campainha de uma porta fechada e onde constavam várias moradias. Sou só eu, ou às vezes parece que estes caras que escrevem os guias são uns gozadores?

Resolvemos voltar pra Nice pela costa. Foi um acerto e um erro.

Acerto porque a paisagem é incrível. Além de passarmos por Antibes e Cap d’Antibes, lugares de milionários com mansões e iates proporcionais às suas fortunas.

E um erro, pois a partir dum certo trecho, ficamos no meio dum congestionamento-monstro que quase acabou conosco.

Ainda bem que tínhamos reservado um jantar no restaurante do hotel, o Le Chantecler.

Chegamos no horário, 21:00 hs e ainda tivemos tempo de tomar uma taça dum belo champanhe rosé, no bar do hotel (viu, Beth e Dodô?).

Iniciamos mais uma farra gastronômica, escolhendo o formato que comeríamos.

A Re e a Dé foram à la carte e eu, o fominha, no degustação e foi uma das poucas vezes que todos ficamos completamente satisfeitos.
Segue um fotoblog (o segundo) dos pratos (infelizmente não anotei nada, mas dá pra intuir o que são, né?)

Sem contar as sobremesas cinematográficas.

E a estrela da noite: a maçã da Re. Parece uma maçã real, mas é uma casquinha crocante com uma mousse no seu interior e um puxa-puxa de maçã no centro. Digamos que é uma belíssima desconstrução da famosa maçã do amor.

Ainda deu tempo de fazermos um tour pelo museu, ops, hotel (mais um fotoblog, o terceiro).

Noite e dia completos, não estranhamos nadinha quando chegamos ao quarto e o locutor estava dizendo: the Lion’s goes to Light’s Family!

Congratulations! Mesmo porque amanhã é dia de Paris!

Au revoir.

dcpv – da cachaça pro vinho – provence – onzième jour – passando de um país pro outro

14/07/2010

dcpv – Provence – Onzième Jour – Passando de um país pra outro

Este dia foi um tanto quanto corrido (mais um! Slow??).

Estivemos na França, em Mônaco e na Itália. Voltamos pra França, passamos a noite em Mônaco e retornamos pra França!

Deixa eu explicar melhor este trânsito intenso.

Começamos o dia passeando pela Promenade des Anglais, um calçadão enorme em frente a Baie des Anges e que tem um alto astral imenso.

Dali fomos pegar a Re no hostel e rumamos pra Mônaco.
Optamos por ir pelas Corniches, que era certeza de grandes paisagens.

Passamos por Saint Jean Cap Ferrat, Beaulieu sur Mer e Eze.

Todas são cidades litorâneas e com as mesmas características: mar azul, paisagens dramáticas e uma vontade danada de ficar por lá.

Fizemos um tour bem legal pela fábrica de perfumes Fragonard em Eze. Ele é gratuito e nos foi mostrado como são feitos todos os produtos deles.
Passamos rapidamente pela lojinha e, absurdamente não compramos nada!

Seguimos pra Mônaco na tentativa de fazer o básico que é visitar o Palácio, o circuito de F1 e todas as demais coisas. Como estava tudo muito cheio, optamos por continuar no sentido da Itália.
Melhor, resolvermos almoçar na Itália, mais especificamente em Ventimiglia.

Que é mais uma daquelas cidades encravadas na montanha, só que neste caso com um praia bem bacana (não se esqueça que quando eu digo praia, leia-se muita pedra em vez de areia!).
Até os famosos cadeados enamorados nós encontramos por lá.

É claro que comemos num restaurante à beira-mar e aproveitando o que mais gostamos: pasta!!

A Dé foi de fusilli ao sugo, a Re de ravióli de nozes e eu de spaghetti com mariscos. Ah! Que mariscos!!

Tudo ao ponto e com destaque pra “frescosidade” dos  frutos do mar.

O garçom super-gente-boa (tínhamos passado do horário do almoço, mas ainda bem que estávamos na Itália!) estranhou quando pedimos uma Caprese e principalmente, quando dissemos que ela viesse antes dos pratos principais.
E se soltou totalmente quando soube que éramos brasileiros.

Pra variar, falou de futebol (Ronaldo, Gaúcho, Kaká, Peléeee) e virou íntimo quando dissemos que adorávamos a Itália.

Demos uma molhadinha nos pés na água do mar (o famoso batizado) e resolvemos nos aventurar e subir, de automóvel, até o Castelo.

Foi uma aventura, pois era extremamente alto e as ruas eram tão estreitas que mal cabiam um carro.
Chegamos até a passar por baixo de ameixeiras carregadas!

Se bem que as vistas estonteantes lá de cima valiam qualquer esforço,

Voltamos pra Nice pois tínhamos reservados ingressos pra assistir a mais um show.

Esta também vale uma explicação: a Re é super-fã do Mika.
E ele se apresentaria em Mônaco, fazendo  parte dum festival de verão com um  elenco excelente (Stevie Wonder, Erika Badhu, Norah Jones e mais um montão de feras).
Eu já tinha feito uma reserva pra mim e pra Dé prum jantar no L’Aromate.
Mas surgiu a ideia de acompanharmos a Re pois certamente seria muito interessante assistirmos a um concerto no Monte-Carlo Sporting. Sem contar o entusiasmo que a Dé demonstrou em substituirmos um menu degustação por um espetáculo sem comida!! 🙂
Lá fomos nós, preparados pra assistir a um show, provavelmente num estádio e com o calor costumeiro. A Re bem que tentou me alertar que estava escrito no convite que era obrigatório um traje elegante. Teimoso (imagine, estamos numa praia!), fui de bermuda e chinelo.
Quanto mais perto chegávamos do lugar, mais aumentava a minha expectativa em ser barrado, pois quase todo mundo estava de paletó; a maioria de camisa e todos de sapatos!
A Dé e a Re estavam praticamente dentro do dress code  (ambas de calça jeans e shorts respectivamente). Estávamos na fila de entrada e já comecei a pensar no plano B (irmos passear enquanto a Re via o show?).
Resultado: entramos normalmente apesar de alguns olhares, digamos, um pouco atravessados (se bem que continuo achando que estavam é com inveja pois suavam muito e alguns tiraram os paletós e amarraram na cintura!! rs) e certamente, assistimos a um dos melhores senão o melhor show de nossas vidas.
O lugar é incrivelmente pequeno (tinha, no máximo, 1500 pessoas) e lindo. Uma espécie de anfiteatro moderno todo  espelhado, com teto retrátil e com aberturas nas laterais que te possibilitavam ver o mar e o skyline de Mônaco. Não precisa nem dizer que o céu estava totalmente estrelado.
E o Mika é sensacional. Canta muito e tem uma presença de cena incrível. Ficamos praticamente junto ao palco e nos divertimos muito já que a atmosfera era a de um show num barzinho.
Se bem que se estando em Mônaco, a própria platéia já seria um espetáculo. Roupas extravagantes, barbies e kens, plásticas bem e mal feitas;  Ferraris e Smarts, enfim tudo se juntava e transformava o espetáculo num verdadeiro happening.
As fotos? Ficam pra próxima pois mais uma vez a nossa câmera foi confiscada.

Voltamos pro nosso país, a França, satisfeitíssimos e com a certeza de que morar no Primeiro Mundo é muito bom.

Ah! Pra completar o dia da reunião do Conselho de Segurança da ONU, mais algumas informações: o Mika é libanês e cantou em inglês e francês.

Wonderful world!

Bye! E amanhã receberemos o nosso tão aguardado Leão de Ouro.

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dcpv – da cachaça pro vinho – provence – dixième jour – o mundo cor-de-rosa em nice

13/07/2010

dcpv – Provence – Dixième Jour  –  O mundo cor-de-rosa em Nice

Último dia na genuína Provence. Pelo menos, naquela em que estamos acostumados a associar com o nome.

Melhor dizendo, última manhã.

E pra terminar com chave de ouro, nada melhor do que uma boa feira, ou um marché, como eles denominam por aqui.

As feiras provençais são naturalmente encantadoras. E numa cidadezinha pequenininha, mais ainda.
Fomos à de Saint Saturnin les Apt que fica um pouco pra cima de Joucas (uns 10 km) e aproveitamos pra tomar o café da manhã por lá.

Só que chegamos depois das 10:00 hs e segundo as regras francesas, passou deste horário, só almoço! rs (mais uma vez a filosofia do Soup Nazi atacou!)
Resultado: compramos uns pães numa boulangerie e pedimos um capuccino num barzinho bem no melê da feira.  Até que foi uma bela substituição.
O restante é aquela história de sempre: frutas saborosas,…

… queijos mais ainda, …

… sabonetes cheirosos (com um vendedor com uma tremenda lábia),…

… “coisinhas” pra prender os cabelos, …

… chapéus vistosos, …

… comidinhas fantásticas, …

… e toalhas de mesa enormes. Toalhas de mesas enormes?
É, a Re e a Dé conseguiram comprar uma toalha imensa com os seus respectivos guardanapos. E vou confessar: é muito bonita!

Passeamos bastante por lá, resolvemos subir mais um pouquinho e dar uma checada numa região pródiga em lavandas e muitos outros tipos de flores.

Fomos pra Lagarde d’Apt . O lugar é pequeno mesmo (somente 27 habitantes), mas a imensidão das plantações é impressionante.

Vistas de tirar o fôlego com kms e mais kms de campos  floridos.

Voltamos, fizemos um checkout rápido no hotel porque tínhamos um almoço marcado com a Rachel Verano (escritora fantástica especializada em turismo e dona do blog Viajar bem e barato. Como eu já disse é a Peter Mayle melhorada) e o Marco Pomarico, o esposo dela e grande fotógrafo, lá em Aix en Provence.

Era no Le Deux Garçons, um bistrô onde Cézanne batia ponto costumeiramente.

Atrasamos um pouquinho e eles também se bem que, no caso deles não vale pois moram bem perto dali.
Conversamos bastante (eles são muito legais) e aproveitamos pra comer os pratos favoritos do Cézanne:

Salmão, creme de queijo de cabra, spaghetti ao pesto, salada de camarões e um beauf et frites.

A comida foi competente. O papo foi fantástico já que aproveitamos pra absorver toda a experiência turística deles (acompanhe o blog dela) além de matarmos a curiosidade já que só nos conhecíamos virtualmente. E olha que ela já participou ativamente dos planejamentos das nossas viagens.

Foi uma daquelas conversas prazerosas.
Quanto ao restaurante, além da aura de se saber que o Cézanne esteve por lá, ficamos com a sensação que o bom mesmo deveria ser o pastis.

Saímos atrasadões de Aix, não sem antes tomarmos um sorvete de despedida e tirarmos uma foto de registro do delicioso encontro.

Quase 3 horas depois, chegamos a Nice.

E ao hotel Negresco, famosíssimo e com a expectativa de encontrar mais um museu do que um lugar de descanso.

Foi justamente o que aconteceu.

Pra se ter uma ideia, o nosso quarto ficava no quarto andar que é a ala do Napoleão. Vários objetos da época dele decoravam o hall do elevador.

E o nosso corredor tinha uma exposição especial só com obras originais do Salvador Dali. Fantástico.

O quarto propriamente dito é confortável e, digamos, meio rococó. Hahaha

E os banheiros então? Você sente um verdadeiro imperador utilizando um trono dourado!!

A vista do quarto também é um espetáculo, dando a sensação de estar dentro do mar azul. Agora dá pra entender o porque da Côte d’Azur.

Saímos correndo (ai, slow!) já que tínhamos ingresso pro show da Pink.
E chegamos estressados, pois não conseguíamos lugar pra estacionar. É, até pra espetáculos o estacionamento é difícil por aqui.
Pelo menos, o por-do-sol compensava!

Conseguimos um lugar a kms do Palais Nikaïa e apesar do nosso pequeno atraso, ainda esperamos quase uma hora pro começo do show.
Apesar da nossa câmera ter sido confiscada na entrada (o que certamente impediu os registros), o show foi imperdível.
Alta tecnologia com a mais alta performance. A mulher entrou no palco através dum guindaste duns 40 m e terminou voando sobre a platéia.

Mais uma vez a experiência de assistirmos a um espetáculo durante uma viagem foi marcante.

A Pink fez o nosso mundo mais cor-de-rosa ainda!.

Arrivederci.
Amanhã iremos pra Itália e daremos quase que uma volta ao  mundo!!

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dcpv – da cachaça pro vinho – provence – neuvième jour – o novo castelo do papa

12/07/2010

dcpv – Provence – Neuvième Jour  – O Novo Castelo do Papa.

Quando eu vi que Chateauneuf du Pape era perto de Avignon, não pensei duas vezes em incluir uma visita à cidade no nosso roteiro.

E hoje era o dia!

Antes disso, conhecemos o Musée de la Lavande, que fica em Coustellet e que além de informações interessantes sobre a bela e perfumada flor, ainda tem a melhor loja com produtos derivados dela e que é de fazer você pensar em jogar a tua franquia de malas nas pedras. Cremes, sementes culinárias, sabonetes, shampoos, sachês; eles tem até pés de lavandas!

E lá você fica sabendo que as lavandas originais tem uma flor em cada ramo e as lavandins (que são as mais abundantes) tem mais do que uma.

Aproveitamos e demos mais uma paquerada em Isle sur la Sorgue já que a Re ainda não conhecia (bela desculpa!)

É realmente um lugar agradável e bonito.

Definitivamente caiu nas graças da família. É candidato sério a ser a sede provençal do dcpv. A Dé indicou! rs

Até que seria bem fácil viver por lá, né não? Quem sabe até aprenderíamos a jogar Boules, a quase bocha.

De lá, rumamos direto pra Chateauneuf.

Meia hora depois, estávamos numa área com uma paisagem surpreendente e com uma quantidade absurda de vinhedos/vinícolas conhecidas.

No caminho, conhecemos o Bernard Castelain, um grande chocolatier e que tem uma variada loja gourmand.

Compramos algumas coisinhas (chocolates, vinhos, doces) e fomos definitivamente pra Chateauneuf du Pape, que foi denominada desta maneira por ser justamente o lugar onde o Papa (que tinha se mudado pra Avignon) ia nos seus dias de lazer tomar uns vinhozinhos da melhor qualidade.

Começamos passeando pelo centro da vila, que como todas na Provence, era muito bonita, com lugares fantásticos e extremamente vinhática.

Resolvemos almoçar por lá mesmo, no restaurante La Mule du Pape que oferecia uma comida simples, que neste caso não é pouca coisa.

Tomamos um rosé provençal e providencialmente refrescante.

Comemos saladas, omeletes, …

… e uma formule (pra mim) com uma salada de batatas como entrada, …

… e carne de porco e moules (de novo!) com um denso molho atomatado. Terra e mar em plena harmonia!!

Passamos ainda pelo Musée du Vin, meio meiaboca, mas mesmo assim interessante e voltamos pra nossa região.

Antes de voltarmos, conhecemos o marco zero da cidade, o verdadeiro Castelo Novo do Papa. Não está tão novo assim, mas …

Próxima parada?

Ménerbes, retratada tão bem pelo Peter Mayle e próxima ao Le Musée du Tire-Bouchon, o famoso Saca-Rolhas.

Taí uma visita curiosa, instrutiva e bacana.

Às vezes, sacana.
São vários tipos de saca-rolhas expostos cronologicamente  e esclarecendo a evolução deste tão precioso apetrecho.

O tour ainda dá direito a conhecer a vinícola e como os vinhos são envasados, além da passagem pela cave onde eles repousam.
Impossível não comprar alguns deles.

Voltamos por Bonnieux (eu juro que tentei achar a placa do filme Um Bom Ano (A Good Year)).
Quem assistiu e leu o livro, concorda comigo que o filme, apesar das imagens fantásticas, resultou numa bomba! O Russel Crowe está mais canastrão do que nunca!

Informamos a Maria (a voz portuguesa do GPS) que queríamos ir ao hotel por um caminho turístico e ela nos brindou com mais uma verdadeira demonstração da pujança provençal.

Após andarmos embrenhados no mato por uns 30 minutos, nos vimos no meio de um montão de árvores bonitas.

Era um tremendo cerejal!

É claro que tiramos um  montão de fotos e mais claro que ainda que aproveitamos pra pedir emprestado um  montão de cerejas e … comemos todas.

Doces ao extremo e com a sensação de que o proibido é mais gostoso mesmo.

Chegamos ao hotel, nos trocamos (ei, tomamos banho também) e fomos jantar em Gordes.

Mais uma vez a história das reservas se repetiu. Não tínhamos feito e após perambularmos por alguns restaurantes, conseguimos uma mesinha no Le Provençal, quase uma pizzaria.

O curioso é que o lugar é de um asiático (daí a transgressão das regras) e ele te obriga a pedir pelo menos um prato pra cada adulto.

Duas pizzas e uma tremenda salada depois, estávamos saciados e prontos pra dormir …

… ao som dos cigarras (eu já falei do barulho altíssimo que elas fazem?) e com um céu lindíssimo.

Dia perfeito.
Na verdade, faltou visitar o Museu da Taça de Cristal se ele existisse (taí uma boa ideia prum novo negócio, sócio) já que tínhamos ido no de Vinhos e no de Saca Rolhas!

Au revoir.
Amanhã passamos por Aix en Provence, almoçamos com a Rachel Verano e o Marco e chegamos a Nice. É dia de show da Pink.

Uhu!!

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dcpv – da cachaça pro vinho – viagens gastronômicas através do estômago

número 263
17/08/10

dcpv – Viagens Gastronômicas através do estômago

Este livro editado pela National Geographic é muito bom. Ele parece, a princípio, um daqueles que estão aos montes nas livrarias que mais são resenhas mal feitas do que qualquer outra coisa.

Mas Viagens Gastronômicas, 500 lugares extraordinários pra comer no mundo todo  acaba sendo muito mais uma referência pra consulta de regiões pronde você certamente gostaria de viajar!
São dicas bacanas de lugares e mais ainda, com algumas boas receitas incluídas.

Partindo deste princípio resolvi simplesmente copiar os textos e reproduzir alguns pratos só pra sentirmos o clima. Espero não ser processado por isto!! rsrs

Vamos lá, viajar e comer um pouquinho!

Índia – Chaat em Mumbaiao sair do trabalho ou da escola, na praia ou no parque, os habitantes de Mumbai (pros saudosistas, Bombaim) lancham a comida de rua mais famosa da cidade.

As calçadas de Mumbai, capital financeira da Índia e a maior e mais movimentada cidade do país, são lugares cativantes. Abra caminho por dentistas de rua, os limpadores de orelha, os engraxates e os barbeiros e você encontrará uma grande variedade de doces e aperitivos (chaat) à venda nos carrinhos e barracas da beirada da rua. Salgados e crocantes, doces e azedos, os chaats são feitos com bolinhos de grão de bico frito, arroz inflado, gengibre ou pasteizinhos de batata cobertos com iogurte, cebola e especiarias. Canções populares tem sido escritas sobre a comida de rua da cidade – seu único desafio é escolher entre as centenas de porções picantes a venda.
Precisa se refrescar? Tente um lassi. Essa bebida de iogurte pode ser doce ou com uma pitada de sal – muito boa pra refrescar a garganta depois de todas estas pimentas.

Receita – Lassi de Manga.

Coloque uma manga fatiada, 3 xícaras de iogurte natural, 1 xícara de leite, 1/2 xícara de açúcar, cardamomo em pó a gosto e bata num liquidificador até ficar homogêneo.  Para servir, coloque gelo até a metade dum copo e complete com o lassi.

Espanha – Mercat de la Boqueriano calçadão de Barcelona, las Ramblas, está a entrada pro templo da gastronomia.

O Mercat St. Josep, conhecido como Mercat de la Boqueria (aí está um sex shop com pedigree), é o coração da cidade e um dos mercados mais famosos da Europa. Para quem vai pela primeira vez a experiência é inesquecível (e é mesmo!): as cores, o barulho, a agitação e a dimensão do mercado são surpreendentes.
Mais de 30000 tipos de comida são vendidos ali de especialidades locais, como pimientos de padrón, bacalhau, salame fuet, a pratos  incomuns como ovos de emu e avestruz
(comemos até insetos por lá!). Carnes e charcutarias, peixes e mariscos, nozes, vegetais e frutas secas, chocolates, flores, pães, queijos – há de tudo no mercado. E a qualidade é excelente – muitos chefs estrelados no Michelin compram produtos lá.
E quando se fala em Barcelona, quem esteve por lá sabe, se fala em Pa amb tomàquet. Pão grelhado com tomates é a marca registrada de Barcelona. É servido sozinho ou como entrada. Anchovas, vegetais assados, salame, presunto ou outras carnes curadas podem acompanhar.

Modo de fazer – Toste um pão velho até ficar bem dourado. Passe alho nele e esfregue a metade dum tomate cuidando pra que o pão fique bastante úmido. Coloque um legítimo azeite de oliva e salpique um pouquinho de flor de Sal. Cuidado, é altamente  viciante!

França – Sabores da Provence Luberon, no centro da Provence, é famosa por causa dos vilarejos no topo das colinas, da paisagem bucólica e dos sabores da culinária.

Numa tarde de verão, sente-se no terraço do Café  de France, no topo duma colina em Lacoste. Enquanto observa fazendas tranquilas, vinhedos e matas que se estendem até o vilarejo vizinho de Bonnieux, respire o ar quente, carregado de aromas inebriantes da Provence: ervas selvagens misturadas com alfazema, rosa e madressilva e talvez um pouco de melões maduros ou figos secando. Explore os mercados locais e seus sentidos serão dominados  pelo aroma dos tomates holandeses, manjericão, ramos de alho, buquês de flores selvagens recém-arrancadas, boules de queijo de cabra e contêineres de azeitonas dos agricultores locais que colheram as safras no auge do amadurecimento. (A Provence é isto mesmo! Somos testemunhas!)

Amêndoas torradas com ervas (estranhamente, não comemos nenhuma destas por lá!)

Coloque 2 xícaras de amêndoas em uma vasilha, cubra com água e deixe descansar por 20 minutos. Escorra e acrescente sal, pimenta do reino e 2/3 de xícara de ervas da provence. Misture bastante e deixe descansar por uma hora.

Aqueça o forno a 180ºC. Cubra o fundo duma travessa com papel vegetal e espalhe as amêndoas. Asse de 15 a 20 minutos até que elas fiquem secas e crocantes. Deixe esfriar e sirva. Os sabores provençais estarão definitivamente na sua boca.

Tailândia – Damnoem SaduakExperimente as cores e os sabores do mercado flutuante mais concorrido da Tailândia

Carregada de mamão verde e guirlandas de orquídeas, uma sampana desliza na água logo que amanhece, sem querer ondular as águas calmas do klong (canal). Um cão late, um passarinho canta e donas de casa entram uma a uma nos pontões que ladeiam o canal pra pechinchar produtos com os vendedores nos barcos. Minutos depois, uma flotilha inteira rema pelo canal labiríntico rumo ao mercado. Localizado a cerca de 100 km a oeste de Bangcoc, o Damnoen Saduak é o ponto de encontro dos habitantes locais, de visitantes em busca de boa comida e de mulheres do interior que vendem produtos de seus pomares e jardins. Rapidamente, cozinhas flutuantes enchem o ar de fragrâncias e fumaça com o chiado do óleo fritando nas woks. Capim-limão, coentro, limão, gengibre, tamarindo e muito leite de côco. 

Receita – Salada Tailandesa de Pepino

Coloque numa panela 225 ml de vinagre, 1/4 de colher de chá de sal, 2 colheres de sopa de açúcar e cozinhe em fogo baixo até que se dissolvam e o molho engrosse ligeiramente. Deixe esfriar.
Lave 2 pepinos e corte em quatro longitudinalmente. Fatie-os bem fino e coloque-os numa travessa com 2 echalotas, 1 pimenta dedo-de-moça e 1/2 pimentão vermelho, todos cortados finamente.

Ao servir, misture o molho e tempere com amendoim e coentro picado.

Tentamos tomar um vinho tinto brazuca, o Tannat Torcello 2005 que todos definimos como “intragável”.

Inglaterra – Frutos do mar em PadstowUm pitoresco porto pesqueiro no sudoeste da Inglaterra forma o cenário perfeito pra aulas de culinária de frutos do mar.
Rick Stein, um dos chefs mais queridos da Grã-Bretanha, fundou sua aclamada Seafood School na cidade de Padstow Cornwall, para aumentar a confiança das pessoas no preparo de peixes e frutos do mar numa atmosfera descontraída. Entre degustações e discussões, você aprende o preparo básico de peixes e técnicas culinárias, além de como fazer pratos tão diversos como risotto nero e curry tailandês de frutos do mar. Se isso lhe parece trabalhoso demais, Rick Stein tem 3 restaurantes de peixe na cidade pra você escolher. Um deles é o Stein’s Fish&Chips, uma versão aprimorada do clássico britânico chippie, onde além de peixe e batatas fritas que você pode levar, há lula e rabo de tamboril.

Receita – Robalo Crocante

Tempere o peixe com sal e pimenta do reino.

Coloque os filés numa frigideira bem quente e frite até ficar levemente tostado. Transfira-os prum prato aquecido.

Junte na mesma frigideira, 4 colheres de sopa de azeite, 1 colher de sopa de alcaparras e frite até que fiquem crocantes. Acrescente suco de meio limão e 2 colheres de sopa de endro cortado bem fino. Mexa e coloque sobre o peixe.
Sirva com as batatas que a Flora faz toda santa segunda-feira!

Como diriam os ingleses (com aquele sotaque!): perfect!

Tomamos um vinho tinto Estrada Creek Zinfandel 2006 Califórnia que foi “perfumado, surfista, mamas&papas, deidi“.

África do Sul – Jantando na Cidade do CaboDizem que em Cape Town você pode comer em um lugar diferente todas as noites de um ano inteiro.

Pastéis franceses no café da manhã… barracudas nativas no almoço … chá inglês completo à tarde … e no jantar você ainda terá de escolher entre comida francesa, etíope ou malaia. Eis o verdadeiro dilema quando saímos pra comer na Cidade do Cabo. Inúmeros são os restaurantes com vista pro mar, desde o Blues, em Camps Bay (este nós conhecemos) e o Salt ao Mariner’s Wharf.

Receita – Bolinhos de Abóbora

Misture 3/4 de xícara de farinha comum, 1 colher de chá de fermento em pó, 1 colher de chá de canela e uma pitada de sal. Bata bem 2 ovos, misture-os com 1  1/2 xícara de abóbora cozida amassada e junte a mistura seca. Aqueça óleo suficiente pra cobrir o fundo duma frigideira e frite esta massa em colheradas.
Escorra em papel-toalha e salpique por cima uma mistura de 3 partes de açúcar cristal pra uma de canela. Fotogênicos e deliciosos.

Eis a opinião dos viajandões:

Que viagem! Gastronomia e sabores puros! (Edu)
Delícias em cascata! (Deo)
Adorn! Adorei! (Mingão)

Pronto, o passeio pelo mundo foi dado e este livro, o Viagens Gastronômicas tem realmente o dom de te levar pra qualquer lugar através da sua leitura e, principalmente, se você estiver degustando os sabores que ele te informa.
Portanto, leia e faça! E use-o como um Atlas gastronômico.

Uma marrrravilha.

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dcpv – da cachaça pro vinho – provence – huitième jour – a procura da lavanda perfeita junto com o pablo picasso.

11/07/2010

dcpv – Provence – Huitième Jour –  A procura da lavanda perfeita junto com o Pablo Picasso.

Mais um dia na bela Provence.

E este incorporaria definitivamente um quarto elemento à família, a Maria do GPS, a grande figura que sempre nos manda virar “na segunda na rotunda”. Pra quem não sabe, rotunda é uma rotatória.

O programa seria caçarmos as lavandas. Ou melhor, os campos de lavanda já que estamos em plena safra daquelas magnéticas flores.
Saímos cedo, mas antes tomamos café em Gordes.

E com um tempo pra passar no marchezinho e abastecermos os olhos com tomates de todos os tipos e cores, …

… vagens malucas, …

… pimentas ardidas e …

… a clara intenção de levar pelo menos uma destas cabeças de alho pra grande Ferraz de Vasconcelos.

Logo após, uma visita na mais manjada das localidades lavandísticas do pedaço: a Abbaye Notre-Dame de Sénanque, que fica bem perto de Gordes.

Ela é uma abadia bem bonita e um ponto turístico dos mais “crawdeados”.
Confesso que esperávamos um pouco mais das lavandas que não estavam totalmente roxas, mas a arquitetura do prédio é de impressionar.

Dali fomos pra Saignon. Dizem que a região próxima a ela é profícua nas flores típicas da Provence.

Achamos e elas eram bem bonitas, …

…, mas ainda não eram as que imaginávamos.

Enquanto isso, víamos substitutos à altura e tão encantadores quanto elas: os girassóis que também estão florindo nesta época em praticamente todos os cantos desta região.

Através duma dica da Rachel Verano, reservei pela internet entradas prum passeio guiado pelo Chateau de Vauvenargues.

Mais uma cidade bonitinha (a quantidade delas por aqui é inimaginável) e próxima a Aix (é, andamos bastante).
Ou seja, rodamos pra chuchu  e a Maria GPS quebrou altos galhos.

O Castelo é lindíssimo e tem uma particularidade: é do Pablo Picasso. Ele morou e criou um montão de obras por lá no período de 1959 a 1961,

Inicialmente fiquei bastante contrariado por não permitirem fotos, mas após ao final do tour, concordei.
Afinal de contas, é muito mais interessante prestar atenção em tudo o que  a guia fala (e neste caso,  o nosso tradutor simultâneo da marca Renata funcionou muito bem) do que perder alguma coisa com focos e enquadramentos).

Sobrou um registro fantástico de dados sobre o Pablito. A sua mais completa admiração por Cézanne; o seu processo criativo; a sua maluquice; o seu jeito de viver a vida da melhor maneira; a sua intensidade em tudo o que fazia e a certeza que jamais veremos/leremos alguma coisa sobre ele sem nos interessarmos muito mais.

Além da arquitetura do castelo que é admirável e de todas as obras de arte que ele criou e que estão por lá.
E tem mais: o banheiro é incrível (com medidas desproporcionais. Parece que você está num daqueles sonhos malucos) e conta com uma obra exclusiva, já que ele cismou com um revestimento de cimento que estava sendo feito e pintou sobre ele na hora da sua execução e antes da secagem. Ou seja, a parede vale milhões!

Comemos alguma coisa rapidamente por lá mesmo (paninis, água e cerveja) e resolvemos dar um pulo em Valensole.

Também era longe, mas queríamos ver a quantas andava  a verdadeira floração das lavandas.

Partimos pra lá com uma imagem montada e qual não foi a nossa surpresa ao avistarmos a dimensão de tudo.

São campos, campos e mais campos e tudo te deixa mais do que emocionado.

Resolvemos procurar por fazendas mais bem aparelhadas e nos embrenhamos pelas estradinhas (grato, Maria).

Fomos rapidamente recompensados pois avistamos plantações perfeitas e extremamente bem cuidadas.

Até a tal clássica e lindíssima foto com a árvore no meio delas foi possível fazer.

E a da família também!
Fala a verdade, é ou não é o mais belo campo de lavandas e luzes?

Uma verdadeira covardia!
Deftig, schoon, skøn, kaunis, beau,  gyönyörû, indah, uruwashii, formosus, прекрасный, bello, zuri, vacker, enfim, belíssimo.

No caminho da volta, conhecemos brevemente Lacoste.
Chegamos, vimos e fomos embora, sem comprar nenhuma camiseta.

O nosso dia estava mais do que ganho e resolvemos ficar no hotel tomando um belo champanhe (na terra deles), comendo um queijo comprado na feira (uma especialidade deles) e assistindo a Espanha ser campeã do mundo de futebol (uma especialidade nossa).

Nada mal, né não?
Au revoir e até Chateauneuf du Pape.

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dcpv – da cachaça pro vinho – provence – septième jour – tomates verdes (e multicoloridos) fritos (e feitos de outras formas)

10/07/2010

dcpv – Provence – Septiéme Jour – Tomates verdes (e multicoloridos) fritos (e feitos de outras formas).

O dia prometia. Acordamos cedo, demos uma bela olhada na horta do chef que fica praticamente ao lado do nosso quarto no La Cabro d’Or e descobrimos que além de tudo crescer facilmente por lá (tomate, manjericão, tomilhos, etc) …

… ainda vimos um montão de coisas diferentes e gostosas. Quer um exemplo? Sauge ananas que mais parecia um manjericão abacaxizado.

E as flores então? Lindas e curiosas também. Por exemplo, a da alcachofra que a Dé adora!

Corremos um pouquinho, fizemos o checkout e partimos pra Avignon, a terra dos papas

Esta história é boa: em 1309, o papa Clemente VI colocou na cabeça que queria porque queria mudar o papado de Roma e escolheu Avignon.  É claro que além de querer, ele também tinha uma série de problemas com os romanos.

E ao se transferir pra Avignon, modificou toda a rotina da cidade além de construir um tremendo palácio.

Avignon se transformou na sede papal e ficou deste jeito por 70 anos, até que os cardeais italianos se rebelaram e aconteceu o que foi chamado de Cisma. A partir daí, os papas de cidade Provençal eram considerados anti-Papas.

Antes de conhecermos o Le Palais des Papes, paramos na estação do TGV, pois a Re estava vindo de Nice e passaríamos o final de semana juntos.

Vimos a bela francesa, a Re, matamos a saudade e aproveitamos pra ir conhecer a Pont du Gard (fica a uns 20 km de Avignon).

Ela é parte de um tremendo aqueduto que os romanos construíram durante 15 anos e em 50AC.
No meu caso, era uma fixação, pois desde a primeira vez que a vi, planejei que iríamos até lá.

E é linda! Que bela obra de engenharia!

Além do mais, a Pont du Gard fica num tremendo parque com várias sombras (mais do que necessárias com aquela “lua”), …

… muita gente passeando e nadando, …

… e ela, a ponte, impávida, bem no centro das atenções.

Voltamos pra Avignon pois tínhamos um almoço reservado no Restaurant Chistian Etienne.

A cidade estava em festa por causa dum festival de teatro. Cartazes por todos os lugares, apresentações no meio da rua, enfim, tudo muito curioso e divertido!

Chegamos ao restaurante no horário e caímos (eu e a Dé) matando no menu degustação de tomates (este a Dé aprovou!!).

Foram 7 pratos formando uma verdadeira sinfonia sobre este fantástico legume/fruta.

Veja, leia e babe (se você for um tomatólogo como nós) na sequência de 10 passos:
1 – Uns amuses  básicos: gaspacho, pão de forma com molho e palitos de tomate. O outro eu não lembro.

2 – Vinho branco provençal, óbvio.

3 – Um pãozinho que só poderia ser de tomate.

4 – Um royale de tomate St -Pierre, jus de céleri branche a la mente. Refrescante.

5 – Um traditionnel tartare de tomates en trois varietés: au basilic, salade d’eté à l’huile d’olive. Crus e saborosos.

6 – Um flan de seiche à l’encre, tomates “Olivettes” confites, écume de vinaigre de citron au basilic.

7 – Um belíssimo consommé de tomates “Marmande” au cumin, brunoise e legumes Provençaux. Que caldo!

8 –Bille d’agneau en croute de basilic, concassée de tomates “Coeur de boeuf”, émulsion au parmesian. Um croquetaço atomatado.

9 – Um caillé de chèvre aux Picholines, mousseux de tomate “Noire de crimée”, “tomato gressini”. Lindíssimo.

10 – E a sobremesa foi um biscuit tomate-thé matchá accompagné d’une salade de tomates cerises et fraises, sorbet tomate, praliné au sésame.
Incrível  como todos os tomates eram saborosos, doces e harmoniosos.

A Re pediu a la carte (ela não suporta tomates!! Pode?) mesmo assim se divertiu:  um lindo canon d’agneau roti a la sarriette, papeton d”aubergines, sauce poivron.

E uma dessert, a l’abricot et la canelle en différentes textures.

Cafezinhos, docinhos (é claro que o macaron era de tomate!) e a certeza de que independente do que acontecer daqui pra frente, esta foi uma das melhores refeições da viagem.

Depois do almoço e pra fazer a digestão, o famoso “quilo”, aproveitamos pra fugir do calor e fizemos um tour pelo Le Palais des Papes.

Taí um passeio instrutivo e divertido.

Através dum caminho obrigatório, você conhece todo o interior dele e as transformações pelas quais passou quando cada um dos papas morava lá.

Rumamos pra Joucas (perto de Gordes) no centro do Luberon, onde faríamos o checkin no Le Mas des Herbes Blanches.
Hotel bacana, quarto também e com uma varandinha que tinha uma tremenda vista particular pro vale.

Pra não perder tempo (olha o slow!!), demos um pulo em Roussillon.

E no caminho pra lá, o primeiro grande contato com as lavandas em flor. Era só um aperitivo!

Voltando a Rossillon, pra variar um pouco é uma cidadezinha totalmente diferente das que vimos até agora já que ela é toda alaranjada.

São vários tons de laranja e que, por causa da luz do final da tarde (eram 19:30 hs), as nuances eram mais acentuadas ainda.

Eis outro lugar imperdível por aqui.

Ainda deu tempo de tomarmos um belo banho (mais do que necessário) e jantarmos no restaurante estrelado do próprio hotel.

Desta vez, nada de menu degustação. Somente a bela vista do vale do Luberon, …

… uns amusesinhos excelentes, …

… um ótimo foie gras de entrada (tive que comer sozinho pois a Dé achou muito gordo!), …

… um belo vinho rosé da casa, uma carne com gnocchi pra Re (repare que vieram 2 nhoques!), …

… um peixe com tempurá pra Dé (o chef é oriental), …

… um Boeuf com bok shoy (???, legume chinês por aqui?) pra mim, …

… um carpaccio de ananás com sorvete de alecrim …

… e uma salada de frutas vermelhas e tomates (ei-los novamente) com sorvete de baunilha pra dividirmos no esquema 2 pra 3.
Se bem que a Re só experimentou o sorvete.

Pronto, dia terminado. Andamos uns 20 passos e estávamos na cama.
Amanhã iremos realmente às lavandas. Uau!

Au revoir.

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dcpv – da cachaça pro vinho – provence – sixième jour – o rato roeu a roupa do rei de arles

09/07/2010

dcpv – Provence – Sixième Jour  – O rato roeu a roupa do rei da Arles

Este dia foi dedicado a aprender sobre como foi a passagem dos romanos pela Provence.
E por isto mesmo, resolvemos conhecer um pouco mais de Arles, não esquecendo que ela faz parte da região de Camargue (nada a ver com camargo&camarguinho!).

Acordamos relativamente cedo (esta foi boa!) e aproveitamos pra tomar café em Les Baux de Provence (do ladinho do hotel).

Já que estávamos lá, entramos no Château des Baux, a parte mais alta, turística e inabitada de Les Baux onde além de conhecermos os hábitos originais dos moradores do antigo castelo,…

… ainda tivemos uma demonstração muito interessante de como eles utilizavam as catapultas (do jeito que a coisa anda por aqui, é bom saber como elas funcionam! rs)

Interessante ao extremo e a vista de 360° de todo Les Alpilles já valeria o esforço de subir aquele montão de degraus com aquele calor (quase 35ºC).
De lá partimos pra Arles.
Parentesis: quase ninguém recomenda conhecer a cidade. Dizem que ela é sem graça, grande (pros padrões da região) e suja. Grande (mas não muito) e um pouquinho suja, concordamos. Sem graça, nem pensar!

Afinal de contas, um lugar que tem uma arena romana destas …

… e um teatro antigo destes não pode ser considerada sem graça. Infelizmente não pudemos entrar pois eles estavam sendo preparados pra eventos festivos, mas deu pra perceber a grandiosidade e sentir o cheiro de História no ar.

Ainda por cima, conhecemos um restaurante como o L´atelier do Jean-Luc Rabanel que é uma beleza e que eu já tinha reservado pela internet através duma dica do Raphael Despirite, chef presente do excelente Marcel – jardins.

Chegamos lá no horário (às 13:00 hs) e pra fazer um menu-degustação. A Dé já sabia. 🙂

Ele, o Rabanel, tem o histórico de trabalhar com o melhor dos ingredientes frescos franceses. E duas merecidas estrelas do Michelin.

Olha, foi um verdadeira epopéia romana! (isto existe?).

Um tour de force que começou com um amuse espetacular, um cremão de queijo acompanhado dum biscuit defumado.

Daí pra frente, foi um desfilar do império romano.

Dez pratos e que após o término de tudo, euzinho já estava entregando os pontos (imagine a Dé!!).

Apesar que tudo estava  muito bom e extremamente fresco e saboroso. Foi um tal de alcachofras, tomates, aspargos, limões, peixes, ervas, molhos, caldos quentes e frios, enfim tudo o que caracteriza uma bela comida de autor.

As apresentações foram incríveis e através das fotos abaixo, dá pra imaginar o odor que este prato exalou, né não?

E quando esperávamos uma  sobremesa, vieram 3.

Detalhe: uma melhor do que a outra!

César faria o famoso sinal de positivo pra salvar o chef!
Foram 3 horas da mais pura degustação. Ainda bem que estamos na fase slow!

Fica uma reflexão: o grande problema deste tipo de refeição não é a qualidade e sim a quantidade de comida que é servida em qualquer menu-degustação. Podemos estar enganados, mas fica sempre a sensação de que se comeu um pouco (ou bem) mais do que se deveria. É por estas e outras que dificilmente os experimentamos a noite.
Não sei se vocês pensam igual, mas eu simplesmente não consigo devolver um prato (ainda mais bem feito e bonito) sem ter comido praticamente tudo!! rs

Por sorte, tivemos que estacionar o carro bem longe e ainda demos uma passeada pelo centro. No caminho de volta, conhecemos alguns locais que marcaram a vida de uma das figuras históricas da cidade: o mestre Van Gogh.

Aproveitamos que estávamos perto e seguimos pra Tarascon (~30 km), uma  cidade medieval (a Dé adora cidades desta época!!) e com bastante água ao redor.

Com direito a castelo do século XV, o Chateau de Tarascon e tudo o mais.

E como bônus, uma das mais belas visões da viagem até agora: girassóis floridos e a perder de vista.

Lindo e emocionante.

Voltamos a tempo de dar mais uma passadinha em Saint-Remy de Provence.
Compramos mais alguns chocolates no Joël Durand (pra nós e pra Rachel), conhecemos a incrível Le Petit Duc, onde são feitos biscoitos e confeitos com receitas originais da época da Renascença, da Roma Antiga, etc e …

…  demos mais uma bela curtida no centro a cidade que mais parece um cenário de conto de fadas.

E, pra variar, conhecemos mais algumas coisinhas sobre Nostradamus. Certamente, ao menos uma previsão ele acertou: o lugar que ele morou é espetacular. rs

Dizem que ele cresceu comendo chocolates e doces da mais alta qualidade!!

Voltamos pro hotel, demos um tapa no visual e fomos tentar jantar em Les Baux.

Tentar? É, já eram 21:00 hs e pros padrões franceses, apesar de ser sexta-feira, tarde demais.
Resultado: não achamos nenhum lugar aberto (lembra o que falei sobre reservar antecipadamente?) e a solução foi aplicar o plano B: fazer um picnic em pleno quarto.

Queijo comprado na feira; pizza e baguete compradas na boulangerie na entrada de Les Baux e vinho rosé comprado na própria vinícola.
Ou seja, tudo preparado prum grande momento com ótimos produtos.

Vida boa, viagem boa e amanhã, além de matarmos as saudades da Re (ela vem nos encontrar) ainda mudaremos de hotel.

Iremos pra Joucas, no Luberon. Entraremos literalmente nos livros do Peter Mayle!

Aguardem!

PS – Fica a constatação de que, pelo menos até agora, todos os chefs dos grandes restaurante que visitamos (PrévôtOustau de Baumanière L´atelier do Jean-Luc Rabanel) se encontravam no local e melhor, cozinhando.
Que isto sirva de exemplo pra alguns chefs brazucas que conhecem mais o estúdio da Ana Maria Braga do que a própria cozinha.

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