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dcpv – da cachaça pro vinho – savourez le québec

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número 289
12/04/11

Savourez le Québec

A Dé ganhou um calendário de presente do Valtinho.

Ele, por motivos particulares, vai constantemente ao Canadá e sabedor das nossas aventuras gastronômicas, nos trouxe além de sementes de manjericão thai (eles tem um gosto acentuado de limão), uma “folhinha” muito bacana. E olha que folhinha tem tudo a ver com o Canadá.

Quem produziu este belo exemplar foi uma rede concorrente nossa, a IGA. 🙂

Todos os meses são representados com uma foto dum prato (que vou tentar reproduzir) e melhor, com as receitas deles.

Além do tremendo charme de estarem todas escritas em francês, as receitas vem agrupadas na página central, picotadas pra que você as destaque e utilize com facilidade.

Não precisa nem dizer que este menu estava gritando pra mim: Fais-moi!

E “J’ai fait“.

Allez.

Août – Bleuets du Québec

“Source reconnue d’antioxydants, la répoutation du bleuet n’est plus à faire. Célébrez l’éte en dégustant cette aux accents du Québec!”.

Fala a verdade; só esta explicação já te deixa com vontade de experimentar, né? Ainda mais que é anti-oxidante! rs

Blueberry, vinho branco, água com gás Perrier (faça com ela!), suco de cramberry e hortelã.

Refrescante e com os sabores de Quebec.

Janvier – Trilogie de Crevettes, avocat et mangue.

“Pêchée das les eaux froides de l’estuaire du Saint-Laurent, la crevette nordique offre une saveur plus délicate et une teneur en ómega-3 plus importante que les autres crevettes. Un aliment noble à servir avec fierté en toute occasion!”

Tirando o fierté (alguma coisa como orgulho), eu compreendi tudo.

Faça um purê com abacate maduro, coentro e suco de 2 limões.

Coloque num bowl, os camarões cortados e levemente cozidos junto com manga cortada em cubos e suco de limão pra terminar de cozinhar e marinar.

Monte tudo numa taça com o purê por baixo, …

… os camarões  e a manga por cima …

… e finalize com coentro e camarão inteiro.

Realmente delicioso e todo mundo, sem exceção, aprovou (a Dé carimbou).

Mars – Verdures avec Effiloché de Canard confit et vinaigrette crêmeuse à l’orange.

“Reoutée das le monde entier, l’entreprise Canards du Lac Brome est reconnue pour son savoir-faire familial inégalé depuis 1912. Résultat: une chair plus savoureuse et plus faible ne gras … véritablement le nec plus ultra du canard. Un incontournable!”

Putz, esta é um pouquinho mais difícil. Mas “incontournable”, “savoir-faire” e “nec plus extra” são demais, né não?
Na verdade, toda esta pompa é pra indicar uma ótima salada de verdes.

Formada por aspargos, ervihas tortas e em grãos, espinafres, cebolinhas e ciboulettes.

Alguns crus, outros ligeiramente cozidos (aspargos, ervilhas tortas e espinafres).

Com o acréscimo dum molho de iogurte, azeite (huile d’olive), suco de laranja, aceto balsâmico, mel e zest de laranja além de sal e pimenta. Este molho é especial.

Desfie o pato confitado e frito (Lourdes?, sócio?) e monte cada uma das belas cumbuquinhas.

Esta entrada aparenta ser francesa moderna, ou seja, é verdadeiramente canadense (puxa, deu saudade da confreirinha, da Fabrícia e do Mohamed).

Na verdade, tomamos a Sangria neste momento. E ela foi “Pilot, canadeno, quebecleza, parfumesco” segundo os apreciadores de maple, nós mesmos.

Mai – Risotto aus Asperges et chips de Prosciutto.

“Tendres et exquises, les premières asperges québécoises se pointent le bout du nez dès le début du mois de mai. Peu caloriques, elles sont une vraie mine d’antioxydants et ajountent une touche de grâce et d’élégance à la présentacion de vos plats”.

A Dé gostou muito de saber que os aspargos, que ela adora, são “peu” calóricos.

E eu confirmo que utilizá-los realmente dá uma graça e muito mais elegância a um prato.

Ainda mais neste risotto que não tem segredo algum, a não ser o cuidado ao fazê-lo e deixar o arroz bem al dente.

O processo é o mesmo: cebola e alho fritos no azeite e na manteiga, com o acréscimo do arroz, do vinho branco e do caldo de galinha feito em casa  e bem quente.

Adicione os aspargos cortados em pedaços e guarde algumas pontas para a finalização.

Enquanto isso, leve ao forno fatias de presunto italiano cobertos com papel manteiga até que fiquem bem crocantes.

Pronto. Finalize o risotto com manteiga, parmesão e coloque os chips de prosciutto.

Perfeito, franco-canadense e espanhol, já que o presunto era um “lerrítimo” Pata Negra.

E o vinho também. Um tinto Roble Miros Ribera del Duoro 2007 que se mostrou “cotcha seca, draceiro, sorim, gambito“.

Avril – Sirop d’Erable du Québec

“Richesse du patrimoine historique québécois, le sirop d’érable est inimitable et sans égal. Sans colorant ni additifs, c’est un sucre naturel au goût unique auquel nul ne peut résister”.

E nós não resistimos a doçura diferente do maple.

Frutas (abacaxi, peras, ameixas, bananas) ligeiramente grelhadas no George Foreman e caramelizadas com uma mistura de maple, cravos, canela e gengibre.

Foram servidas com uma bola de sorvete de baunilha (ainda aquele do Vitor Hugo) e um “peu” de maple sirop.

Um verdadeiro espetáculo.

Eis a opinião das cavaleiros da guarda montada:

God bless the Canada! (Edu)
Que marravilha!!! O Canadá é aqui! (Mingão)
Je suis very deliciado! (Deo)

Relacionar o mês em que o produto está na sua plenitude com um calendário é mesmo uma grande ideia. Colocar receitas com estes produtos e indicar como utilizá-los é mais bacana ainda.

Camarão, queijos, pato, maple, aspargos, lagosta, morango, blueberry, legumes, cerveja, beterraba, cordeiro, enfim, tudo o que existe de melhor por lá está relacionado com estes meses de intensa e qualitativa produção (pode contar: são 12).

É o primeiro mundo, minha gente.

Au revoir!

.

dcpv – da cachaça pro vinho – 19º interblogs – soupe rouge/sopa vermelha no dcpv

número 227
18/08/09

dcpv – 19º interblogs – Soupe Rouge/Sopa Vermelha no DCPV

Quebec é uma das 10 províncias do Canadá e a maior, além de ser a segunda mais populosa. A maior cidade de Quebec é Montreal.

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Que é justamente onde vivem a Fabrícia, o Mohamed e a Elissa. Pra quem não sabe, a Fabrícia é a chef do blog-irmão Sopa Vermelha e é a nossa convidada deste interblogs ( quer saber o que é ?) Québécoise onde mostraremos receitas desta belíssima região da costa Leste do Canadá.

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É a segunda vez que ela participa. Na primeira, em 15/09/08, a influência do Mohamed foi total pois fizemos um grandioso menu tunisiano (é claro que ele é da Tunísia !!)

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E pra selar o princípio básico dos interblogs que é tornar este mundo virtual um pouco mais real, já nos encontramos com eles tanto no Canadá

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… quanto aqui, na grande Ferraz de Vasconcelos. Voltando ao tema, porque Québécoise?

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Ora, porque além de tudo, a província de Quebec é a sede da cidade de Quebec (lindíssima) que é a sua capital.
E a província tem características completamente diferentes do restante do Canadá: cerca de 60% da população é constituída de franceses e o francês é o único idioma oficial da província. A população é na sua maioria católica e até a arquitetura é francesa.

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Por falar francês, a Fabrícia passou todo o nosso contato me ensinando a língua gaulesa: soirée, pâté, poutine, chinois, boeuf, tarte, l’érable. Até poema ela me passou:

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Mon pays ce n’est pas en pays, c’est l’hiver…
Mon chemin ce n’est pas un chemin, ces’t la neige…

Gilles Vigneault

E tem mais. A Dé aproveitou pra decorar a mesa nas cores de Quebec, pois estávamos lançando o movimento Ferraz Livre, pensando em libertar-nos do jugo do restante da Zona Leste! rs

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Portanto, vamos ao nosso 19º interblogs (e consequente 19º capítulo do nosso futuro livro), a Soirée Québécoise!
Allez!

Apéritif – Caipirinhá de Maple Syrup

Simplesmente, uma pinga com mel canadense. Ou seja, Absolut LA Special (o Déo é que trouxe. Tem açaí e outras cositas ) e maple  syrup, já que estamos falando de Primeiro Mundo!

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E uma caipiroska (by Mingão) de morcoti com ameixa. Espetáculo.

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Entrée – Poutine

Já vou adiantando que as receitas são enormes (parece que a onda da Odete está pegando! rs). Caso as queira na íntegra, é só pedir pra mim ou pra Fabrícia!
Voltemos à Poutine, um dos pratos mais tradicionais da província de Quebec. E Poutine é simplesmente batata frita …

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… molho grave (caldo de carne, suco de limão siciliano, mostarda Dijon, açúcar mascavo, amido de milho, sal e pimenta) e queijo de Minas em cubos. Este queijo foi uma adaptação da Fabrícia, já que até onde eu saiba, não existem tantos mineiros assim no Canadá.

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Levados ao forno e nesta ordem, montados em pequenos refratários.

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Uma grande surpresa pois a junção do molho com a batata frita acabou transformando tudo numa pseudo-torta! Puxa, este comentário pareceu uma tese de doutorado!

Premier Plat- Pâté Chinois 

Estou aqui me matando de dúvida. Não sei se escolho o pâté ou a Tourtière?” Foi isso o que a Fabrícia escreveu. E eu acabei optando pelos dois, pois ambos mereciam ser devidamente degustados pelos quebequenses ferrazenses.

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Na verdade, o Pâté Chinois é uma versão de purê de batatas com carne moída. Alguns dizem que ele é chamado de Chinois por causa dos trabalhadores asiáticos da ferrovia pancanadiense no final do século XIX. Outros, devido aos canadenses terem ido trabalhar na China no mesmo período.
Monte num pirex (marinex, qualquer ex segundo a Fabrícia) carne moída refogada …

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… queijo de Minas cortado, creme de milho…

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… e purê de batatas. Polvilhe páprika por cima.

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Uma delícia, pois o creme de milho dá liga a carne moída e ao queijo e a torta fica firme com a carne por baixo e bastante temperada.

Deuxiéme plat – Tourtière du Lac Saint Jean

Esta Tourtière é típica da região do Lac Saint Jean, uma das mais bonitas de lá. Segundo a Fabrícia é um prato tradicional de Natal ou Ano Novo e é uma mistura de barreado com uma sopona sólida!
Carnes de porco, frango e boi misturadas a batata e cebola e colocadas numa panela forrada com a massa.

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Depois coloque caldo de frango e direto pro forno. Muito forno …. 7 horas de forno!!
E o resultado é este:

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Uma torta grossa com um recheio extremamente macio e saboroso. Todo mundo adorou!

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E as duas tortas (se é que podemos chamá-las assim!) juntas formam um prato pra justificadamente fazer com que a província de Quebec queira se separar do restante do Canadá.

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Pra acompanhar todos estes pratos, um Vin Blanc Sauvignon Blanc De los Man 2004 que foi “defumado, rouge de los blancs, man duro, tinto gay” segundo os conaisseurs, nós mesmos.

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Plat de résistence – Boeuf à la Bière

“Quando provei pela primeira vez o boeuf à la bière da região Basses-Laurentides (20 minutos de Montreal) fiquei encantada. Tudo cozido no forno com cenouras…  chega a desmanchar na boca”.
Fabrícia acertou em cheio mais uma vez. Na escolha do prato e na descrição.

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Essa carne realmente desmancha na boca. É um tremendo picadão com carne de boi em cubos, cebolas, alho, açúcar mascavo, cerveja branca, caldo de carne, cenoura, salsinha, tomilho, louro, mostarda e azeite.
E ela indicava “acompanhar com purê de tupinambor“. Tupinambor? Não tinha a mínima ideia do que seria exatamente e justamente por este fato, substituí por inhame. Ficou muito bom e bonito!

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Volto a dizer: a carne desmancha na boca. Mesmo!

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Tomamos um Vin Rouge, o Malbec Cumbres Andinas 2005 Chile, que foi “ cc, chileno-canadense, memória curta, frutas encorpadas”.

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Dessert – Tarte à l’érable

Sirop d’érable. Ou melhor, maple syrup.

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Como a própria Fabrícia disse “muitas sobremesas poderiam fechar com chave de ouro essa noite gorda. Mas acredito que a clássica Tarte à l’érable não poderia ficar de fora”.
Portanto, com vocês a Torta de Maple Syrup!
Uma bela massa de torta, assada separadamente e coberta por um gostoso recheio de maple. Vai à geladeira e pronto!

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Esqueci de comprar o sorvete de creme pra seguir o que a Fabrícia indicou, mas usei groselhas, um mel de lavanda e e algumas sementes gastronômicas da própria, comprados lá mesmo, na província. Ficou bom, bom!

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Ainda mais acompanhado de um digestiff, a Pomme de Glace Original 2006 que eles mesmos, a Fabrícia e o Mohamed, nos trouxeram no final do ano passado.

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Eis a opinião dos mosqueteiros:

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Québécoise a la Ferrazeinsè !! (Edu)
Vive le Quebec culinaire! (Mingão)
Parfait! Merveilleuse. (Déo)

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Grato a Fabrícia, ao Mohamed e a filhinha deles, a Elissa (que ainda está na barriga da mamãe) pela brilhante participação e pela chance que nos deram de conhecer a bela província do Quebec através da sua culinária. E terminamos este 19º interblogs com o nosso presente virtual, as já tradicionais flores …

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… e desejando (ainda que um pouco atrasado), um feliz aniversário pra Fabrícia e muita saúde aos nossos bi-confrades franco-canadenses/tunisianos/brasileiros e papais.

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Au revoir!

PS – Mês que vem (setembro) teremos a cozinha chino (sim senhores, chinesa!) por aqui. Quem indica é a Lud, mestra em chinês e owner do excelente blog The Inner Life of Food.

Zài jiàn.

.

dcpv – da cachaça pro vinho – quebec – laurie raphael

Mais um (e último) dos posts velhinhos se é que podemos chamar de velho uma coisa que foi feita há seis meses!

 

tres jolie
22/07/08

dcpv – Quebec – Laurie Raphael

Este restaurante eu “pesquei” pelo Open Table. E acabei reservando após ouvir Ok’s tanto da Alexandra Forbes (do Boa Vida) como da Luciana Lancelotti (do Bistrô Pimenta). O Laurie Raphael (que tem o nome do próprio chef) é um restaurante moderno e modernoso e tem uma loja acoplada onde são vendidas quaisquer peças utilizadas nas refeições (copos, pratos especiais, talheres, etc) e temperos criados pelo próprio chef. Interessante, não?

A noite não prometia muito. Pelo menos no clima: estava chuvosa, fria e dava a impressão que seria melhor ter ficado em casa. O que no caso, seria o estiloso Chateau Frontenac em pleno centro de Quebec!
Rumamos ao Vieux Port e 10 minutos depois estávamos lá. Sem valet, tive que me virar pra achar um estacionamento. Na chuva!
Bom, entramos no restaurante e o mundo mudou. Tudo perfeito e o nosso único dilema seria escolher o que comer. A Dé e a Re resolveram pedir o menu convencional. Eu, curioso como sempre, escolhi a opção Chef-Chef onde o próprio Laurie Raphael escolhe o que você vai comer. Pura surpresa pro cliente, no caso, eu!

Vamos lá: começamos com as bebidas.
O indefectível Cosmo pra Re:

Um belo riesling Penfolds 2006 Austrália (com tampa rosqueada) pra mim e pra Dé:

Antes da pedida, um amuse bouche pra ir esquentando os motores.

A Dé pediu como entrada Tomatoes 5 way, um belo prato com 5 tipos de apresentação de tomates. Eu gostei muito!

A da Re foi num salmão lindo com guacamole e nirá . Uma beleza e eu também gostei muito!

Como principal, a Dé foi de Lobster, uma bela lagosta com espumas, abobrinhas e um pirulito que ninguém lembra mais o que era! Eu pra variar, gostei muito!

 

Já a Re foi de Lamb, milho e um purezinho sublime! Eu comi bastante e gostei demais!

O tal  menu Chef-Chef, que eu pedi,  veio com uma entrada de risotto frio, abacaxi, abobrinha, frango defumado e tempurá de flores de abobrinha. Boazinha!

Um principal formado por Salmão com molho de kinkã e um copinho com mostarda japonesa. Bonzinho também !

E uma sobremesa chamada surpresas de chocolate! Eu comi quase tudo, mas não gostei muito, não!

Antes disso, ainda nos mandaram um gift: um marshmallow com framboesas. Simplesinho e gostosinho!

A sobremesa da Dé e da Re foi Tudo sobre Maple. O grande destaque dela foi a cobertura que parecia (e era) um grande algodão doce de maple syrup.

Resultado: A Dé e a Re adoraram a comida delas. E eu também, pois comi mais a delas do que a minha!
Eu me arrependi de ter pedido o menu surpresa, pois comi risotto frio, salmão (o peixe que eu menos gosto) e chocolate (mais uma coisa que não sou muito fã). Cá pra nós, os poderes paranormais do chef não funcionaram muito bem já que em nenhum momento casaram com as minhas preferências! Hahaha
Pra mim, a noite continuou fria, chuvosa e sombria, a menos a companhia (a Dé e a Re) que era excelente.
Ah! O lugar, Quebec, também era bem bonitinho!

Au revoir!

.

dcpv – da cachaça pro vinho – montreal/ mercado (marché) jean talon

Belle
25/07/08

dcpv – Montreal/ Mercado (Marché) Jean Talon

Montreal é uma cidade bastante cosmopolita. Imagine um lugar onde se fala predominantemente francês; em que o autódromo de F-1 é numa ilha (a Ile de Notre Dame), onde você pega o seu carro alugado (como nós pegamos) e dá voltas no circuito que é de rua (e olha que a pista estava escorregadia!!). E melhor, um passeio totalmente gratis!

Onde existem restaurantes excelentes (Toque, Tru, Au Pied Couchon) e que, por uma das coincidências da vida, nós acabamos não indo em nenhum deles mas em compensação, aproveitamos pra comer um sanduíche de carne defumada num sujinho chamado Schwartz que é um espetáculo.

Ah! A Vila Olímpica também é imperdível.

E a Biodome, o ex-velódromo olímpico,  é um lugar fantástico que reproduz vários ecossistemas do mundo, inclusive a floresta amazônica e por incrível que pareça, onde  conseguimos ver pela primeira vez na vida um … mico leão dourado! Pô, esta é pra não esquecer.

O Jardim Botânico, que é ao lado da Vila, é uma ilha de tranquilidade onde você passa a não acreditar que aquilo tudo tem que ser recomposto ano a ano devido ao frio rigorosíssimo.

 

Tem também um mercado, o Jean Talon, que nos foi apresentado pela Fabrícia (do blog  Sopa Vermelha) e pelo seu esposo, o Mohamed.
Marcamos um encontro lá em Montreal através de e-mails e deu tudo certo. E como deu!


 A Fabrícia e o Mohamed

Vimos uma variedade imensa de frutas …

 

… belas e ….

 

… este pesseguinho tortinho aí de cima é uma delícia.
Também vimos e cheiramos ervas gastronômicas , cenouras roxas …

… cebolas (e que cebolas !!) e tomatinhos.

 

Passamos numa linguiçaria (existe este nome ?) de primeira.

Comemos, através das dicas dos dois, um belíssimo sanduíche de Merguéz (uma linguiça de carneiro muito boa e ardida) …

… com umas belas (e as melhores de lá, segundo o Mohamed) batatas fritas, que estavam crocantes e deliciosas.

Ainda aproveitamos pra fazer uma reunião “comercial”: a Fabrícia e o Mohamed nos entregaram uma “cesta básica tunisiana” contendo uma garrafa de vinho tinto tunisiano, temperos e especiarias, cuscus, dragées, chás e copos pros mesmos, etc.
Além disso tudo, um histórico completo sobre a Tunísia com 3 menus diferentes e 2 cds com a legítima música tunisiana.

Tudo isto pra compor o nosso interblogs que será feito em 10 de setembro (depois de amanhã). Um luxo só! Esperem e verão!

Resumindo: foi uma visita superagradável e mais agradável ainda foi ter conhecido este casal tão bem humorado e tão alto astral.
Esperamos retribuir esta acolhida quando eles estiverem por aqui no final do ano. Desde já, eles tem o título de confrades honorários do dcpv!


Mohamed (com a cesta básica), a Fabrícia, a Dé, eu e a Re.

E o Mohamed, se morasse por aqui, seria um dos nossos confrades pois ele é um “draga” igual a nós!
Pelo visto o  caldo está engrossando pois tanto o Mohamed como o Diogo (dos Destemperados que por sinal acabaram de lançar o excelente Guia Gastronômico de Porto Alegre) tem a nossa principal característica, são “fominhas” também (e apreciadores da boa gastronomia, é claro!)

Até depois de amanhã !

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