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dcpv – estivemos na osteria francescana, o melhor restaurante do mundo

Nota da redação – Este post foi publicado no final de 2008.
E é o relato de um almoço inesquecível que fizemos na Osteria Francescana, o restaurante que acabou de ser eleito como o nº 1 do mundo.
Tudo bem que já faz um tempinho, mas já dá pra perceber que o Massimo Bottura chegaria lá.
Deliciem-se!

stupendo
31/10/08

Massimo Bottura, Osteria Francescana, Modena, Itália

Já faz um tempinho (05/01/08 ) que eu e a Dé fomos a um jantar especial no espaço DOM.
O Alex Atala convidou o Massimo Bottura pra mostrar o porque dele ser um dos expoentes da nova cozinha italiana.  Muito simpático, ele veio à nossa mesa e eu aproveitei pra dizer que iríamos conhecer a casa dele, a Osteria Francescana em Modena, no final de 2008 (isto tudo no meu parco italiano, prego!).

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Pois bem , o tempo passou e chegou a hora de irmos pra Emilia Romagna. Mandei um e-mail pra fazer a reserva e o próprio Massimo me respondeu, dizendo que estaria nos esperando.
Como sempre (eita, Primeiro Mundo!) deu tudo muito certo. No dia 31/10, precisamente as 13:30 hs, eu e a Dé desembarcamos do nosso carro alugado pra almoçar com o Massimo (sem trocadilho!).

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O restaurante é discreto, elegante e bastante pequeno. Estávamos pensando no que pedir quando o Massimo apareceu, se apresentou, conversou sobre o Alex e nos perguntou se não queríamos experimentar o tasting menu? E ainda salientou se gostaríamos à avant-garde ou seja, com todas as inovações !

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Resposta instantânea e simultânea: sim ! E lá fomos nós, nos aventurarmos (inclusive nos vinhos!) na cozinha estrelada da Osteria Francescana.

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Folheando o menu, a Dé descobriu um prato que se chamava 5 versões do Parmegiano Reggiano. O chef não só achou interessante a escolha como nos disse que ele seria o último da nossa degustação!
Começamos com um tempurá de peixe (anchovinhas) com sorvete de roti! Um escândalo de bom !

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Logo após, um peixe levemente defumado, mas o mais interessante foi que, quando os garçons retiraram a tampa do prato, um fumaça altamente defumada invadiu as nossas narinas e deixou uma sensação muito estranha e interessante. Até o vinho pareceu ser defumado !

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Pra limpar o palato defumado, uns belos grissinis.

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A seguir, um creme de bacalhau com pele de peixe frita (parece um torresmo), espinafre com óleo essencial (?) e pomodorini temperado. Bem bonito, né ?

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O próximo prato é interessantíssimo. Um brodo suave de peixe com cubos concentrados de moluscos, crustáceos e peixe. Quando você os morde, eles explodem na boca liberando uma intensa concentração de sabores. O de moluscos é especial. Ainda acompanhava um salgadinho que a Dé chamou de Ibis de camarão. Pra quem não lembra (ou nunca viu!), Ibis era a marca daqueles salgadinhos baratinhos que mais pareciam isopor!
E a harmonização com o vinho foi espetacular, pois quando tomado junto com a comida, o vinho absorveu o sabor dos cubos. Se ao contrário, um pedaço de pão fosse comido, o vinho voltava ao seu buquê natural. Tudo sensacional !

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Um risottino foi servido, pois não somos de ferro. Este foi feito com água de ostras, nero de sépia e caviar. Risottaço !

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Logo depois (ufa!), um robalo envolvido em pancetta com espuma de salsinha e purê de tupinambor (não tenho a mínima idéia do que é !).

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Pra limpar o palato, um colherzinha dum creme de alho poró com trufas.

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E, finalmente, a piece de la resistence. Parmegiano Reggiano apresentado em 5 formatos: um creme feito com um de 20 meses, uma pasta com um de 24 meses, um chantilly feito com um de 36 meses, uma espuma com um de 48 meses e a crosta, utilizando um parmegiano de 50 meses de maturação!!

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Olha! É maravilhoso e você come como se estivesse degustando aquela comida que a mamma fez especialmente pra você! Ave, Massimo!
Ressalte-se que todos os pratos eram acompanhados por vinhos que harmonizavam perfeitamente. E surpresa, a minha teoria sobre comida boa teve uma evolução: normalmente, eu digo que comida boa não engorda. Agora, aproveitei pra complementar dizendo que comida boa neutraliza o vinho já que bebemos bastante e saímos completamente sãos de lá, a ponto de dirigir tranquilamente de Modena a Bologna !

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Como sobremesa (e acompanhando o café), pequenos docinhos: gelatina de maracujá, pistache e wasabi; cheesecake; carolina explosiva; brownie de chocolate e ganache de chocolate.

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Neste solene momento, gostaríamos que todos que estivessem nos lendo, levantassem e batessem palmas. Por que este almoço foi digno deste gesto!
Vou até fazer o trocadilho de que o Massimo foi ele mesmo e pra finalizar, nos despedimos e tiramos a tradicional foto pra eternizarmos este delicioso momento.

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E quando achamos que tudo tinha acabado, o Massimo gentilmente nos ofertou um dos seus livros (Aceto Balsamico ) com a devida dedicatória.

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Foi ou não foi o máximo!

Ciao !

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dcpv – é vero, é gero.

número 355
18/06/2013

É vero, é Gero.

Mais uma vez apelei pra minha biblioteca gastronômica.

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Só que neste caso, a apelação foi deliberada.

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Já faz um bom tempo que eu vivo olhando pro livro Gero (do restaurante homônimo pertencente aos Fasano) com bons olhos.

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E olhe que ele é antigo aqui no pedaço. Desde 1998 está em casa e acredito que já executei (literalmente) várias de suas receitas.

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O time que criou este livro é fantástico. Luis Tripoli e Sergio Pagano nas fotos; o texto ficou por conta do Matinas Suzuki Jr e as receitas são do incrível Luciano Boseggia.

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É praticamente uma seleção e lendo/vendo a obra-prima não tive como não escolher (ops, conheço este bordão de algum lugar) um menu pra fazer nesta noite.

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Vamos lá, então, as receitas do Gero.

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Entradas – Bruschetta Mantovana e Tartar de salmone su ventaglio di zucchine.

É claro que as receitas são italianas e tradicionais.

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No caso desta bruschetta, basta grelhar 4 fatias de pão italiano dos dois lados. Esfregue alho num deles.

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Regue com azeite extravirgem e tempere com sal e pimenta do reino.

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Distribua patê de azeitona verde (by sex shop) sobre as fatias de pão, coloque fatias de muçarela por cima e gratine em forno alto até o queijo derreter.

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Retire do forno e distribua mortadela italiana por cima.

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Sim, ficou uma delícia.

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Já pro tartar, basta ferver abobrinhas em água e sal por 5 minutos e colocá-las numa vasilha com água e gelo. Reserve.

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Pique salmão (usei um defumado) e ciboulete bem fininho. Misture. Tempere com sal, pimenta do reino, limão e azeite.

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Distribua as abobrinhas cortadas em fatias bem finas nos pratos como se fosse um carpaccio.

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Coloque o salmão numa forma no meio do prato e desenforme.

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Enfeite com as pontas das cebolinhas sobre o salmão e distribua 1/2 tomate sem sementes, cortado em cubinhos.

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Regue com azeite extravirgem.

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É mais uma receita de bons ingredientes (que novidade) e perfeita.

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Tomamos um vinho branco, o Sauvignon Blanc Cosecha Tarapacá 2011 que achamos “natureba, pepperoso, caratapa, perfeito”.

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Principal – Risotto ao brie, bresaola e rucola.

Nada como trazer uma boa bresaola da Itália, né? Foi o fator determinante pra eu escolher este risoto, já que eles são especialidade do Boseggia.

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Como sempre, fazer é fácil (o difícil é acertar o ponto do arroz). Doure 1/2 cebola pequena picada, 200 de bresaola cortada em juliana e 50g de rúcula também cortada da mesma maneira em duas colheres de azeite.
Junte 380g de arroz arbóreo e refogue por alguns minutos.

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Adicione 1/2 xícara de vinho branco seco e deixe evaporar. Junte aos poucos, caldo de carne (feito em casa).

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Cozinhe por 16 ou 17 minutos, mexendo de vez em quando (a medida que o arroz for secando, coloque mais caldo). Junte mais 50g de rúcula e 200g de queijo brie sem casca.

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Retire do fogo. Acrescente 50g de manteiga e 2 colheres de sopa de parmesão ralado.

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Polvilhe com uma colher de salsinha picada. Misture bem e deixe descansar por 2 ou 3 minutos antes de servir.

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Como diria a Dé, resultou encantador (e al dente).

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Tomamos um bom tinto, o Cabernet Sauvignon/Malbec Goulart R que foi “NBA, de andrade, regina, porradício”.

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Sobremesa – Crema di mascarpone al cioccolato

Esta é simples demais (ainda mais que foi a Dé quem fez!! rs)

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Bata 4 gemas e 2/3 de xícara de açúcar de confeiteiro até obter um creme esbranquiçado. Misture aos poucos, 500g de mascarpone. Reserve.

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Derreta 1/2 xícara de chocolate meio-amargo em banho-maria. Retire do fogo e acrescente 1 colher de sopa de creme de leite e um pouco de conhaque. Deixe esfriar.

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Distribua o creme de mascarpone em taças individuais e por cima coloque a mistura de chocolate.

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Leve à geladeira até a hora de servir. É chover no molhado, mas ficou muito bom.

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Eis a opinião dos “geradeiros” italianos:
GERAlmente, um grande jantar. É vero! (Edu)
Prestíssimo, perfeito! (Deo)
Belíssimo. (Mingão)

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“Se você quiser realmente saber como se descobre um grande restaurante, antes de pedir a entrada, divague sobre qualquer assunto, por cinco minutos, com o dono do estabelecimento. Se ele não te encantar nesses cinco minutos de prosa à toa, caia fora. Não confie em restaurantes com pratos nota dez e com donos carisma zero”.

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Acho que nem é preciso conversar com o Rogério pra constatar o óbvio!

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Bye.

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dcpv – segunda assembléia de final de ano: la cocotte

22/12/2012

Segunda assembléia de final de ano: La Cocotte.

E não é que fizemos uma nova assembléia de final de ano das Corporações LoNgueLuz?

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E pra variar foi na La Cocotte, um empreendimento com participação do Juscelino “Maravilhoso” Pereira (vide Piselli, Maremonti, Tre Bicchieri, Zena e outras casitas mas).

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Aproveitaríamos a oportunidade pra rever o que aconteceu em 2012 e fazer um planejamento pra 2013.
Pra melhorar, além da Lourdes e do Eymard, a Márcia e o Vianney estavam por aqui.

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Eles estão interessados em investir nas ações da LongueLuz, já que lançaremos o tão aguardado IPO em 2013.
Chegamos (pra variar) um pouco atrasados e fomos aproveitando pra mostrar o balancete do exercício.

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O projeto-Lapostolle foi um dos grandes alavancadores dos ótimos resultados deste ano.

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Enquanto isso, fomos pedindo umas terrines (de foie gras e canard) e canapés de salmão. Todos muito bons.

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A futura-acionista e sommelier Márcia escolheu o bom vinho tinto francês, o Chateau Camplong Corrieres 2009  Languedoc (foram 2 garrafas).

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Após a leitura da ata da reunião anterior, todos resolveram escolher os pratos: a Dé e o Vianney foram de Poisson a la Sauce Grenobloise, um Robalo ao molho de Champagne , …

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… a Lourdes e a Márcia foram de Cocotte de Crevettes a la Provençale, mais conhecido como uma panelinha de camarões crocantes, acompanhados de arroz basmati, …

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… o Eymard corporativou optando por Confit de Canard, uma coxa de pato confitada com risotto de baunilha ao perfume de menta …

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… e eu, segui o exemplo do sócio, escolhendo um Magret de Canard au Miel et Épices, um peito de pato com mel e especiarias acompanhado dum purê de batatas clássico.

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Todos absolutamente perfeitos e nos deixando a vontade pra estabelecer as metas (parece que uma reunião em Mendoza será inevitável) …

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… e pra escolher as sobremesas.

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Foram duas Millefeuilles à la Vanille com Coulis de Framboise (pro Eymard e pro Vianney), …

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… dois Gateau Mousse au Chocolat et praliné (pra Lourdes e pra Márcia) …

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… e um Creme Brulée à la vanille en cocotte pra mim.

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É claro que não abdicaríamos de tomar um cálice dum vinho de sobremesa chileno Gewürztraminer La Joya, em homenagem aos novos investidores (Márcia e Vianney) que nos brindaram com este portentoso aporte ao nosso conglomerado.

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Fechada a conversa e tomados os cafés, lavramos a ata da reunião e agora, basta seguir o planejamento pra este ano.

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Uma nova reunião já está marcada pro final de 2013, e novamente aqui no La Cocotte (quem sabe o Jusça também se transforme num acionista?).

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Esperamos, sinceramente que o mundo não acabe até lá.

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Um ótimo 2013 pra todos.

Bye.

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dcpv – um momento, ou melhor, un Attimo, per favore!

13/10/2012

Um momento, ou melhor, un Attimo, per favore!

Sábado a noite.
Momento (ops) de comer bem, né não?

E como os sócios estavam por aqui, pensamos em nos encontrar justamente na nova coqueluche paulistana: o restaurante Attimo.

Incrível como as coisas acontecem na praia paulistana. Já faz um tempinho que estou tentando fazer uma reserva, mas não consigo.

E desta vez foi a mesma coisa. Liguei pela manhã e a atendente me respondeu que eles fazem reserva, sim (que bom!); mas que as mesmas são feitas parcialmente, somente até as 20:00 hs (que ruim!) e que estavam esgotadas (que pior!).
Resolvemos ir mesmo assim, já que ela informou que se chegássemos por volta das mesmas 20:00hs, não haveria problema.

Afinal de contas queríamos saber o que realmente seria esta cozinha ítalo-caipira do Jeferson Rueda (ex-Pomodori).

Chegamos no horário indicado e, surpresa, já não existiam mais mesas no salão interno.

Resolvemos que mesmo com o frio reinante, ficaríamos na área externa. Ou jantaríamos lá mesmo, ou aguardaríamos que alguém não aparecesse.
Enquanto torcíamos, chamamos uma garrafa dum Prosecco Bisol Valdobbiadene pra dar uma (literal) esquentada.

Escolhemos os nossos pratos no diversificado cardápio e resolvemos dividir 2 entradas, cada um pedir a sua massa e finalizar com duas sobremesas.

Afinal de contas, todos queríamos saber o que existe por trás desta idéia tão simples, mas genial de misturar a culinária legitimamente italiana com os nossos princípios caipiras.

Esqueci de falar sobre o lugar: ele é ao mesmo tempo aconchegante com toques retrôs e muito, mas muito, confortável.

Os maiores destaques são a belíssima adega …

… e a cozinha aparente.

É claro que conseguimos a nossa abrigada mesa. Foi questão de instantes (ops).
O couvert foi servido e é muito bom.

Uma mini-canja, …

… tomates belamente defumados e aromatizados, …

… manteiga, presunto e os mais variados pães.

Como entradas, nós pedimos uma Salada Caprese – releitura do chef …

… com as incríveis variações de combinações entre tomate, muzzarella e manjericão, …

… e os Loguercio, a Pamonha com Codeguim e Fondutta de Taleggio DOP.

Todas excelentes e mostrando na prática o que seria a tal experiência ítalo-caipira.

Mais um momento (ops) e escolhemos o vinho italiano que acompanharia os “piattos principais”, um tinto Braccale Jacopo Biondi Santi.

As pastas (ou seriam macarrões?) chegaram. Pra Lourdes, Ravioli surpresa de galinha caipira e quiabo ao leve molho de assado.

A Dé, escolheu Ravioli cremoso de nata ao perfume de limão siciliano e papa al pomodoro.

Já pro Eymard, Tortellini de carne assada ao leve creme de ervilhas frescas e presunto San Daniele.

Pra mim, uma Rabada, polenta e agrião em forma de macarrão, que mais parece uma lasanha bem temperada.

Todos os pratos estavam muito bons e com um apreciável apuro de molhos.

É claro que não pensamos nem um instante (ops) em pedir sobremesas, uai!
Apesar de ter Pudim de Leite no menu, a Lourdes e o Eymard foram de Canolli e Canudinho, com recheio de ricota, doce de leite aerado e mousse de coco, …

… e nós, Pavê de Romeu e Julieta, creme de catupiry, pão de ló, goiaba em 6 texturas (fresca, suco, goiabada, cremosa, sorbet e telha).

Olha, por alguns momentos (ops) esquecemos que estávamos em SP e nos transportamos simultaneamente pros interiores tanto da  Itália, quanto do nossa Minas Gerais.

É isto, quando você quiser dar um tempo (ops) e comer muito bem, vá ao Attimo. Este será o seu momento (ops de novo)!

Inté e ciao. Ou seria, ciao e inté?

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dcpv – restaurante chef Vivi. nós vimos.

21/09/2012

Restaurante Chef Vivi. Nós vimos.

Quando li pela primeira vez o nome do restaurante, o Chef Vivi, achei um pouco estranho. Foi numa das excelentes crônicas (eu nunca chamo de críticas) do grande Luiz Américo Camargo, no badalado caderno de gastronomia do Estadão, o Paladar.

Afinal de contas, soa um pouco como uma daquelas pensões antigas (eu, por exemplo, morei um tempinho na Irene, quando estudava em São Carlos). Mas os elogios do Luiz Américo tanto à comida, como ao estilo, deixaram na memória uma boa referência.
Comprei a Veja Gastronomia na semana passada (só assim mesmo pra levar a publicação pra casa) e dentre todos os premiados, estava lá a Viviane Gonçalves como chef revelação.

Junte-se tudo isso com um encontro marcado com os ótimos Lu Betenson e Mike e pronto; tínhamos motivo pra conhecer a casa. E neste caso, chamar de casa o restaurante é mais do que justificado.

Começa, e isto é maravilhoso neste deserto paulistano, que eles aceitam reservas e em qualquer horário. Ufa, poder reservar um restaurante as 21:00hs duma sexta sem qualquer limitação é um feito e tanto.
Chegamos 10 minutos adiantados (thanks, trânsito) e a Lu e o Mike já estavam nos esperando do lado de fora do restaurante.

O Chef Vivi fica na Vila Madalena (Rua dos Girassóis, 833) e obviamente, numa antiga residência pequena e repaginada. É um salão não muito grande e muito, mas muito, aconchegante.
Fomos levados à nossa mesa e surpreendidos pela qualidade de todos os detalhes.

As cadeiras são muito confortáveis, as louças e copos muito apropriados e o menu é um caso a parte.

Ele não é fixo, pois a filosofia da chef é a de utilizar os melhores ingredientes existentes no mercado. Neste dia, 21/09/12, nos foi oferecido como couvert, uma seleção de pães orgânicos com uma manteiga de mix de ervas, 4 opções de entrada (consommé de cogumelos, polvo, pupunha e abóbora) e 4 opções de principais (cherne, camarões, pato e linguini), além duma degustação de mini-sobremesas.

Dá pra perceber que a idéia é muito boa.
Conversamos bastante, enquanto experimentávamos os excelentes pães e a Lu, nossa sommeliere, escolhia um vinho branco neozelandês, o Sauvignon Blanc Isabel 2010 Marlborough SA. Excelente!

As entradas chegaram. A Lu foi de Abóbora ao forno, eringui salteado, mousse de queijo de cabra e brotos orgânicos. Ela achou uma “combinação de diferentes texturas e sabores que ficou muito harmoniosa e gostosa: abóbora macia por dentro e crocante por fora, cogumelos saborosos, folhas verdes dando frescor ao prato e a mousse de queijo de cabra o toque perfeito para dar personalidade ao conjunto  “.

A Dé escolheu a Pupunha em fitas, sálvia na manteiga, tomate marcado e figo ao forno. Imagine só; pupunha, figo e tomate num prato só? Não foi a toa o que ela disse sobre o prato: do jeitinho que eu gosto. Marcante, fresco, doce e muito bem temperado.

O Mike e eu (que surpresa!) optamos pelo Polvo grelhado, purê de batata, berinjela tostada e azeite trufado. O Mike achou que “a entrada com o polvo estava saborosa, bem apresentada e do tamanho certo pra abrir o apetite” e eu, absolutamente perfeito. Polvo no ponto, purê cremoso e rústico, além do tempero que a berinjela e o azeite deram a tudo.

Matamos as saudades e os principais chegaram.
A nossa sommeliére resolveu a equação quase insolúvel (harmonizar com camarão, cherne, pato e cordeiro). Eureka, ela disse. Solta um Pinot Noir, também neozelandês, o Sileni Hawke’s Bay 2011. Bota excelente nisso.

Adorei o magret de pato, que veio no ponto ideal e casou muito bem com as especiarias” . Isto foi o que a Lu achou do Magret de Pato ao forno, arroz vermelho salteado, redução de laranja com especiarias e brotos (neste momento, os sócios foram reverenciados).

Peixe e beterraba. Aspargos e abobrinha. É adorável!”. A Dé descreveu desta maneira o Filet de Cherne ao forno, beterraba ao forno, aspargos, abobrinha, cebola roxa e molho cítrico.

Já o Mike, usou um artifício legal que a própria chef sugeriu. Caso você queira carne vermelha, ela te dá a chance de optar por costeletas de cordeiro em alguns dos pratos principais. Ele achou o prato dele “também com apresentação impecável. O cordeiro estava perfeito e o purê de batatas, por mais trivial que fosse, casava muito bem com tudo”.

Eu estava como os surfistas, ou seja, em pleno mar. Comi Camarões salteados, creme de mandioquinha, minicenouras e mini alho poró orgânico. Tudo absolutamente perfeito com os mini legumes crocantes e saborosos, um purê cremoso e camarões al dente.

Era chegada a hora da sobremesa e da grande revelação. As sobremesas (uma pra cada casal) eram formadas por uma degustação de miniaturas de Creme brulée, pavê de amêndoas, mousse de chocolate belga, compota de frutas vermelhas com creme cítrico e quenelle de sorvete.

Tudo muito bom e aí a revelação surgiu. Ficamos um tempo tentando descobrir qual seria o sabor do sorvete? O Mike cravou graviola!
Não precisa nem dizer que o nosso gourmand acertou na cabeça.

Resumo de tudo: foi uma noite divertida (como sempre, quando estamos com a Lu e o Mike) com uma comida espetacular e um clima dos melhores no ar.

Portanto, venham conhecer a comida da chef Vivi, que já fez muito sucesso na China (é isto mesmo) e que pretende mostrar uma gastronomia com personalidade. Isto realmente aconteceu no nosso caso.
Além do mais, ela tem uma qualidade absolutamente necessária neste ramo: está no restaurante. Coisa, por incrível que pareça, difícil de acontecer aqui na Paulicéia

Até!

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dcpv – dia seis – miami – flórida – será que o estádio do timão vai ser assim?

09/07/2012

Dia seis – Miami – Flórida – Será que o estádio do Timão vai ser assim?

O dia amanheceu nublado.

O que não impediu a nossa costumeira caminhada pela orla …

… e o nosso mais do que costumeiro café da manhã no Starbucks (desta vez, o da Lincoln Road).

Este tempo broncolhão veio bem a calhar. Deixa eu explicar o porque: tínhamos programado fazer compras e é claro que toda vez que está muito sol, bate aquela culpa por não estar aproveitando a praia. Portanto …

Só que antes delas (que seriam no ótimo Village at Merrick Park), resolvemos conhecer a nova arena de basebal do Marlins, o BallPark.

A visão que se tem do estádio da highway é avassaladora.

Ele é um prédio enorme com um tremendo “chapéu” que nada mais é do que a sua cobertura retrátil.

Imagine um telhado deste tamanho que se movimenta (são apenas 13 minutos pra fazer a movimentação)?

Pois vamos começar do princípio.

Chegamos e demos um volta em torno da arena. Infelizmente, não haveria jogos neste período.

Não vimos alma-viva (ele foi inaugurado em abril/12).

Descobrimos a loja autorizada e entramos. São milhares de produtos de altíssima qualidade e que você não tem como não comprar algumas coisinhas.

Como eu já sabia que existia um tour, perguntei pra caixa como funcionava.

Ela respodeu que iria iniciar um naquele momento e que seriam U$10 por pessoa.

Pagamos e iniciamos um passeio encantador. Porque parece que tudo que vimos foi pensado pra, especialmente, dar conforto e puro divertimento ao torcedor (coisa a que estamos acostumados por aqui, né? 🙂 ).

Começamos entrando pela área vip, onde além de se ter ótimos lugares, o ingresso dá direito a comidinhas e bebidinhas.

Dali passamos pro campo propriamente dito.

O home plate, …

… o banco de reservas, …

… com o devido lugar em que os jogadores colocam os seus tacos.

Visitamos os melhores e mais caros lugares (esta área com piscina é um pouco brega, mas …), …

… subimos pra ter uma visão completa do estádio (cabem 37000 pessoas nele), …

… fomos ao sexto andar e passeamos pelos locais onde as transmissões (tanto de radio como de tv) são feitas,…

… pra ter uma visão espetacular dos camarotes das lendas do time, …

… e terminar, admirando algumas obras de arte que estão a disposição de todos, no hall.

É mais um passeio imperdível, e nós ficamos pensando e torcendo pra que o Timão faça coisas parecidas no seu novo estádio (quem sabe um vedadeiro BallPark São Jorge?).

De lá, fomos ao shopping (que novidade!). Desta vez, ao classudo Village at Merrick Park, onde chegamos com fome e almoçando num italiano de classe, o Villagio.

A Dé pediu um Fusilli ao telefono

… e eu, um Linguini ao Vongole.

Ambos al dente e muito bons.

Demos mais uma voltinha, …

… compramos algumas coisas, …

… e eu aproveitei pra tirar várias fotos.

Este shopping também é muito fotogênico.

Já que estávamos por lá, demos uma volta pela região de Coral Gables, por sinal, muito bonita.

Fizemos um mini-roteiro pelas atrações de lá.

Fomos a Venetian Pool, …

… uma piscina pública de água natural, estilosa e charmosa, …

… a capela da Congregational Church ….

… e ao famoso e traicional hotel Biltmore (foi lá que os jogadores brazucas ficaram hospedados quando da Copa de 94).

Voltamos ao hotel com tempo de dar uma passeada na praia …

…e sentir o calor da água do mar.

Note que o céu abriu e o sol apareceu.

Pronto! Só faltava o jantar de despedida miamística que seria no restaurante  The Bazaar do novo hotel SLS  (quase nosso vizinho em SoBe).

Começa que o projeto dele é do gênio (as vezes, incompreendido) Philippe Starck.

Ou seja, é certeza dum ambiente grandiloquente e extravagante.

Note como funciona tudo. Comecemos pela parte externa. Tem uma piscina muito bonita …

… cercada por saletas privativas bacanérrimas, …

… além de outra piscina que parece flutuar …

… e um tremendo pato (viu, sócio?).

Já o salão do restaurante é fenomenal, com um pé direito duplo (triplo??)…

… com mesas e cadeiras criativas, …

… mais um bar bacana (com micagens proporcionais) …

… e um  tremendo lustre imitando velas escorridas (figura onipresente em todo o ambiente).

A culinária também é excêntrica. O chef espanhol Jose Andres, além de fazer comidas (através de tapas) espanholas tradicionais, ousa bastante no menu apresentado como “Miami encontra o mundo“.

Pra abertura dos trabalhos, escolhemos dois copos duma cava muito boa …

… e um excelente pá amb tomaquet (o famoso pão com tomate).

Os pratos são pequenos e te permitem escolher alguns pra formar a refeição.

Resolvemos experimentar Baby japanese peaches, fresh burrata, hazelnuts e arugula, uma mistura bem doida (pêssego, burrata, nozes e rúcula) com um toque final de pasta de amendoim, …

… e  Not your everyday caprese com cherry tomatoes e liquid mozzarella, uma perfeita desconstrução duma Caprese com a surpresa da muçarela ser totalmente líquida.

Pra continuar os experimentos, pedimos duas taças dum Alvarinho espanhol e Smoked Oysters, ice smoked and apple mignonetes. Incrível o sabor de defumado que as ostras tinham.

A Dé pediu Empanaditas de bacalao, salt, honey.

Começa que as empanadas levíssimas são servidas num tenis de vidro. E que o recheio é tão leve e tão bacalhoso, que mais parece uma espuma do famoso peixe sem cabeça.

Não poderíamos deixar de pedir as sobremesas.

Uma Apple lime pie desconstruída (segundo o próprio staff, é o Jose’s Way)…

… e um Banana-mojito (um sorbet de mojito, mint e caramelized bananas) servida numa banana-molde congelada muito bacana.

Olha, foi mais uma experiência muito legal e certamente, até devido a extensão do eclético menu, um lugar pra se voltar continuamente.

Além de que fisicamente, o restaurante fica no caminho do bar, o que te dá a dimensão e a excentricidade da noite de Miami.

Como diz a Dé, a maioria da mulherada por aqui está fazendo com que o sobrenome de Miami seja lido de forma mais engraçada possível.

Hasta.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Dia uno – Orlando/Miami – Aqui não tem nada de Miami vice. Só Timão campeão.
Miami – Flórida – Dia dos – Vendo o Art Deco sobre duas rodas.
Dia tres – Miami – Wynwood, quando grafite é puro encantamento.
Dia cuatro – Miami – Florida – Casa minha, casa nossa, Casa Tua.
Dia cinco – Flórida – La Donna è mobile em Miami?

Extra! Extra! Extra!
Como vocês podem ver lá em cima (à direita), sou sócio da ABBV (Associação  Brasileira de Blogs de Viagem). E ela, como agregadora, quer saber a opinião de todos os que utilizam a ferramenta-blog pro planejamento da sua viagem.
Sendo assim, você pode nos ajudar muito! Basta clicar neste link e responder ao questionário montado em parceria com a Idealis. É rapidinho (eu demorei 3 minutos) e ao mesmo tempo muito importante.
Eu prometo que assim que os dados forem tabulados e divulgados, discorro sobre eles por aqui.

Gradecido.

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dcpv – oba, festival mexicano no Obá

19/07/2012

Oba, Festival Mexicano no Obá.

Nada como o mundo conspirar a favor, né?
Recebi um email da Anexo Comunicação, informando sobre um festival de “la Gastronomia Mexicana y del Tequila” que aconteceria do jantar de 19 ao almoço de 29 de Julho no restaurante Obá. (Inclusive, acontecerá um jantar-degustação especial segundo as instruções abaixo. Vá de taxi, certo?)

A apresentação impressiona: chiles, frijoles e milho; esses são alguns dos principais ingredientes da cozinha pré-hispânica do México, que aliadas às técnicas e costumes dos espanhóis, deram origem a gastronomia da região mexicana de Oaxaca (pronuncia-se  “uarráca”).

O chef convidado, o mexicano Alejandro Ruiz  (do restaurante Casa Oaxaca, localizado no hotel boutique de mesmo nome e na cidade homônima) é especialista em moles, combinação de diversos tipos de chiles, especiarias, ervas e nozes, tudo moído e que costumam ser servidos acompanhados de alguns tipos de carne.

Além disso, “as entradas, pratos e sobremesa traçam um panorama de sabores e ingredientes originais da gastronomia de Oaxaca, região riquíssima, que reune oito diferentes micro-climas e uma imensa variedade de receitas”. Daí são citados como ingredientes do menu “hoja santa, planta de perfume enigmático muito utilizada na região; huitlacoche, a “trufa” que cresce do milho; nopalitos, parte da palma (cacto) um dos vegetais mais queridos do México; cajeta, doce de leite mexicano preparado com leite de cabra” e por aí vai.

Adicionado à conspiração, também tinha acabado de ler sobre este festival no querido suplemento  Paladar do Estadão.
E pra jogar o sapo na água, os sócios estavam na praia, e acompanhados do Gustavo.

Pronto! Foi só ligar, reservar (graças a Deus, são feitas pra qualquer horário) e surpreendentemente (gracias também ao trânsito) chegar um pouco antes do horário.

O ambiente do Obá é uma festa. Multi-colorido, alegre, alto astral; é o mínimo que se pode dizer dele.

Sentamos numa mesa redonda (facilita a comunicação, né não?) e iniciamos pedindo um espumante, o italiano Rústico Nino Franco que servido bem gelado, certamente harmonizaria com qualquer uma das especialidades que pediríamos.

Olhamos bem o menu especial (a casa continua com o seu ótimo cardápio habitual caso você não seja fã da “lerrítima” cozinha mexicana) e resolvemos todos que pediríamos somente uma entradinha, já que os pratos principais eram tentadores.
Escolhemos (com muita lógica) a  um poquito de cada (cevichito com peixe marinado com limão e abacate, abacaxi, melancia, cebola, coentro e tomate e banhado com chamoy, uma calda de tamarindo, maracujá e flor de hibisco; guacamolito com abacate, coentro, limão para comer com topopos e salsita de molcajete, molho de tomates assados, alhos, cebola, pimentas e coentro).

É uma comida, que apesar dos diminutivos, é superlativa. Contém muitos sabores e, pasmem, perfume!
Claro que conversamos muito, pois além de sermos mestres no métier, o ambiente do restaurante te induz a isso.
Era chegada a hora dos principais.

Ladies first: a Lourdes e a Dé escolheram o mesmo prato, Pavo em mole negro ou seja, peru servido com mole negro, um dos molhos mais legendários e enigmáticos do México que mistura pimentas, especiarias e chocolate acompanhado de banana da terra e arroz. É um verdadeiro passeio mexicano.

O Gustavo foi de Mole amarillo de filete de res, um filé mignon servido com mole amarelo, preparado com chile amarelo (ops) da região e com aroma de canela, manjerona e cravo acompanhado de batatinhas, vagem e chuchu. Não precisa nem dizer que não sobrou nada.

Já o Eymard escolheu o Lechon em mole verde, leitoa em mole verde, o mole mais leve e fresco feito de folhas e especiarias, servido com feijão branco e rolinho de vegetais. A mãe dele ficou contente, já que ele raspou o prato! 🙂

Eu (pra variar) testei o Pulpo em hoja santa con arroz de huitlacoche, um polvo preparado com folha santa e servido com arroz da “trufa” do milho, dois perfumados ingredientes emblemáticos mexicanos. Estava simplesmente curioso e perfeito; o arroz bem molhado e o polvo, tenro.

Pedimos uma ajuda aos universitários pra harmonização (imagine a junção dum quase arco-íris de moles, polvo, leitoa, peru?) e aí surgiu da cartola um Pinot Noir Amayna 2008 Chile que conseguiu a façanha de quase se naturalizar mexicano.

Ficamos na dúvida quanto as sobremesas. E optamos pelo esquema 5 x 3 de 1. Ou seja, 5 colheres experimentando a  mesma em 3 porções da Natilla de cajeta, um creme caramelizado de baunilha e ovos, com cajeta, delicioso doce de leite mexicano preparado com leite de cabra. Também tinha uma caldinha de maracujá por cima. Absolutamente perfeito.

Mais conversas, mais risadas, 3 cafés e estávamos preparados pra ir embora. É claro que o Hugo Delgado (chef e proprietário do Obá) e o Alejandro Ruiz vieram até a nossa mesa pra saber como estava a comida e mais claro ainda que ficaram satisfeitos ao verem todos os pratos vazios.

Portanto, recomendo a todos que conheçam esta 7ª Semana da Gastronomia Mexicana no restaurante Obá (Rua Dr Melo Alves, 205 – tel 30864774). Você não se arrependerá e melhor, se surpreenderá com o sabor marcante de tudo o que irá experimentar.
Afinal de contas, um chef que diz que “a melhor maneira de conter uma praga, é comendo-a” merece esta chance.

Adiós.

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