Posts Tagged 'restaurantes'

dcpv – miami V – esta casa já é nossa.

Miami VEsta casa já é nossa.

O restaurante Casa Tua é o que podemos chamar de oásis italiano em plena South Beach.

DSC00204

Afinal de contas, fica difícil pensar num lugar tão encravado no coração de Miami e ao mesmo tempo, tão respeitoso às tradições italianas de se alimentar.

DSC00329

Não é a toa que toda vez que viajamos pra cá, visitamos esta potência a fim de sentir o verdadeiro sabor da Bota.

DSC00044

Chegamos (o tempo estava chuvoso) e fomos alojados na parte externa da casa.

DSC00196

Antes tomamos duas flutes de champagne no bar (incrível a quantidade de brasileiros que já descobriram esta maravilha).

DSC00178

Optamos por dividir uma cremosa burrata …

DSC00184

… e pedimos os principais.

DSC00183

A Dé escolheu o risotto a parmegiana com trufas pretas …

DSC00189

… e eu, um talharim com ragu de cordeiro.

DSC00188

Ambos, maravilhosos.

DSC00187

É claro que não deixaríamos de pedir o melhor Tiramisu que comemos nas nossas vidas.

DSC00193

E ainda bem que não observamos nenhuma novidade: ele continua leve e saboroso, ou seja, maravilhoso.

DSC00181

Só nos restou, pedir os nossos expressos e constatar que o Casa Tua está não só na cidade errada, como no país errado.

DSC00198

Ou seria o certo?

DSC00077

PS  – Por falar em clássico, desta vez exagerámos e fomos 2 vezes ao Joe’s Stone Crab.

DSC00153

Pra quem gosta de patas enormes de caranguejo, este é o lugar pra se ir.

DSC00164

Bye.

.

dcpv – miami IV – comparando o barton g com o milos. restaurantes diferentes na cidade?

Miami IV – Comparando o Barton G com o Milos. Restaurantes diferentes na cidade?

Este post foi feito pra indicar novos lugares pra se comer em Miami.

DSC00089

Um deles, o Barton G, que se autointitula modestamente de “the Restaurant”.

DSC00006

Soa e parece ser uma pretensão. E é.

DSC00029

O lugar é bastante over.

DSC00024

Desde a decoração, até a apresentação bem esquisita dos pratos (alguns vem com garfos enormes, outros com peixes grandes em madeira).

DSC00023

Iniciamos o trabalho tomando duas flutes de champagne.

DSC00005

E logo fomos alojados na nossa mesa. Como percebemos que os pratos eram enormes, resolvemos pedir somente os principais, acompanhados dum ótimo vinho branco californiano.

DSC00012

A Dé escolheu uma massa trufada, um Strigoli que estava bom.

DSC00019

Eu resolvi dar mais uma chance ao salmão e obviamente me arrependi.

DSC00016

Foi mais uma apresentação estrambólica com um resultado ruim, com o peixe sendo escoltado por batatas insonsas, vagens crocantes e um molho de limão que não combinava nada com a comida.

DSC00015

Resumo da ópera bufa: nota 7.

O outro, o grego Milos é o que podemos chamar de formidável.

DSC00124

A decoração é super moderna e a comida acompanha o visual.

DSC00095

Muito azeite, muito fogo e muito vinho grego.

DSC00101

Ah! Nada de pratos quebrados (só quando o garçom tropeça).

DSC00104

Tomamos um espumante grego e …

DSC00098

… um Chardonnay da mesma nacionalidade.

DSC00113

Pedimos uma salada grega com tomates doces e tenros como se espera de uma; …

DSC00115

… um tzatziki fantastico formado por iogurte grego espesso e pepino; …

DSC00112

… um ceviche grego que estava muito bom (a Dé adorou) …

DSC00110

… e um carpaccio de polvo espetacular (eu adorei).

DSC00116

Encerramos a noite com uma baklava inesquecível.

DSC00122

Enfim, só faltou a vista dramática de Oia.

DSC00271

Resumo da tragédia grega: nota 9,9.

Demos 10 na outra visita que fizemos nesta mesma viagem.

DSC00277

E pudemos observar melhor todo o belo ambiente, …

DSC00091

… o balcão de peixes frescos …

DSC00273

… e os novos pratos que pedimos, …

DSC00286DSC00288

… além de repetirmos o melhor ceviche que comemos nas nossas vidas.

DSC00280

Portanto, estando em Miami, vá conhecer o Milos.

DSC00266

Bye.

 

dcpv – esquina mocotó – o encontro dos sabores brasileiros.

01/07/2013

Esquina Mocotó – O encontro dos sabores brasileiros.

Eis a definição de esquina no pai dos burros: canto exterior formado por dois planos que se cortam (e que podem ser ruas).

DSC06717

Agora imagine um restaurante que fica numa esquina, bem ao lado do famoso Mocotó e que tem por filosofia, mesclar sabores bem brasileiros com toques da gastronomia do país e melhor, extremamente, saborosa?

DSC06766

Pois é justamente o princípio do Esquina Mocotó, onde o chef Rodrigo Oliveira projetou e executou este modelo de culinária.
É claro que, por ser ao lado do sempre muvucado Mocotó, ou seja, na Vila Medeiros, tudo continua sendo longe pra caramba.

DSC06767

Mas é mais claro ainda, que toda esta caminhada até lá vale muito a pena, além de aumentar o apetite. 🙂

DSC06718

O lugar tem mais um upgrade: aceita reservas.

DSC06743

Marcamos pra conhecer justamente quando os Loguercio estariam por aqui (junto com o Gustavo).
Chegamos bem atrasados, mas a justificativa era da mais nobres: atravessamos um tremenda multidão, mais conhecida como Marcha para Jesus.

DSC06723

E nos surpreendemos com tudo. Com a modernidade da decoração, com a cozinha bem a vista e na entrada do restaurante e com o excelente treinamento da brigada.

DSC06746

Enquanto escolhíamos os pratos, pedimos umas entradinhas pra distrair os nossos estômagos. Uma delas eram os icônicos dadinhos de tapioca ,…

DSC06727

… e a outra, originalmente denominada a Porcaria, formada de terrine da casa, embutidos da família Cinque, presunto Salamanca, porco na lata, dadinhos de porco e conserva de cebolas. Simplesmente perfeitas.

DSC06726

Pra acompanhar, uma garrafa dum espumante nacional, o Cave Geisse Brut.

DSC06725

Como principais, os garotos, o Gustavo e a Re (que dividiu com a Dé) foram de carne-de-sol com baião de dois sertanejo.

DSC06734

A Lourdes escolheu  copa lombo, purê de grão-de-bico e cenoura braseada.

DSC06738

O Eymard foi de bisteca de porco e palmito pupunha fresco assado na casca.

DSC06736

Eu ousei (e não me arrependi) ao pedir uma suculenta barriga de porco, favas, legumes e folhas.

DSC06740

Tudo muito bom e temperado na medida certa.

DSC06741

Tivemos um arroubo que acarretou no, talvez, único desacerto desta refeição. Seguimos uma indicação do atendente e pedimos um vinho tinto mineiro (sim, senhores) Syrah Primeira Estrada 2010 que não agradou muito.

DSC06732

Em compensação, fizemos quase que uma verdadeira degustação de sobremesas. Pedimos Cajá Manga – purê de manga com baunilha baiana, sorbet de cajá e coco crocante, …

DSC06761

Umbuzada Panacota – o clássico italiano na nossa versão, …

DSC06752

Chocolate e leite – musse de chocolate caramelo amanteigado e sorvete de leite, …

DSC06751

Goiaba, goiaba e goiabada – sorbet de goiaba branca, goiaba confit e goiabada com vinho

DSC06756

… e o clássico e fantástico sorvete de rapadura.

DSC06758

Resumo da ópera, ou melhor do samba: o Esquina Mocotó é um lugar que veio pra ficar.

DSC06764

É praticamente uma evolução do Mocotó e do próprio Rodrigo.

DSC06749

É mesmo um encontro de sabores.

DSC06730

Inté.

.

dcpv – … de um povo heróico bra.do …

algum sábado de maio

… De um povo heróico bra.do …

Estava eu assistindo ao Todo Seu, o programa da titio Ronnie Von, quando vi alguns pratos interessantes apresentados por um chef convidado.
Fiquei curioso em saber daonde ele era, mas nada. Até que no final do programa, o titio informou que era o Pedro Vita, do restaurante bra.do.

de celular 358

Fiquei com esta informação na cabeça e aproveitei que o sócio estaria por aqui pra conhecermos o lugar. Ele fica num sobrado na gastronômica rua Joaquim Antunes, em Pinheiros, mais precisamente no nº 381.

de celular 378

E melhor, dá pra se fazer reservas que funcionam no site Restorando. Pois em pleno domingão, estávamos lá as 13:00 hs, para experimentar a comida do bra.do (xiiiiii).

de celular 351de celular 352

Sentamos numa mesa na área externa do simpático casarão e começamos a observar todo o interessante entorno.
O Eymard (pra variar) já estava lá e aproveitamos que ele estava experimentando o cleriquot e pedimos uma jarra.

de celular 350

O menu é muito eclético e contém muitas opções.
Iniciamos escolhendo duas entradas pra dividirmos. Uma, a crostata de queijos com nozes

de celular 355

… e a outra, um prosciutto

de celular 356

… com pão com tomate.

de celular 357

A conversa rolava solta enquanto os principais chegavam. Costelinhas com melaço pro Eymard, …

de celular 361

Sopa de peixe indiana, a Korma pra Dé …

de celular 360

…  e Polvo com batatas (pra variar) pra mim.

de celular 364

Todos muito bons e com uma apresentação perfeita (o serviço é impecável e as louças são muito bacanas).

de celular 367

Estando com o formigão Eymard, seria impossível pular as sobremesas. Ele escolheu Crumble de Maçã com sorvete de doce de leite e…

de celular 372

… nós, prosaicas bolas de sorvete de doce de leite e de iogurte.

de celular 374

Olha, o bra.do mostrou ser um local pra chamar de seu e onde é possível se fazer uma ótima refeição com preços justos.
E não será preciso ao menos cantar o Hino Nacional.

de celular 371

Bye.

DSC06627

Em tempo, o grande Evandro Barreto, o nosso querido Dodô, acabou de lançar o seu livro, o Na Mesa Cabe o Mundo, a primeira produção da nova editora do conglomerado Conexão Paris.
Nele estão contidas as mais belas crônicas sobre, essencialmente, gastronomia e bem-viver, seja em Paris, seja nos bares da vida.
Caso você queira comprar, entre aqui e aproveite. Você (literalmente) se deliciará!

DSC06628

.

dcpv – dia ses – cidade do cabo – dobrando o cabo da boa esperança

16/03/2013

Dia Ses – Cidade do Cabo  – Dobrando o Cabo da Boa Esperança.

Hoje faríamos mais uma tentativa de subir de bondinho até a Table Mountain.

DSC02133

E a coisa prometia já que o tempo estava excelente e praticamente não tinha vento.

DSC02010

Tomamos um café básico e rápido, aguardamos a nossa guia, a Lúcia, chegar e rumamos pro nosso objetivo inicial.

DSC01948

Estranhamos quando vimos a quantidade de carros se dirigindo pra lá e constatamos que a fila existente era enorme. Coisa de umas três horas. Abortamos novamente a subida e fomos fazer o tour do dia.

DSC01950

A idéia seria visitarmos dois oceanos num dia só.

DSC02050

Começamos pelo Atlântico. E com a praia de Camps Bay, …

DSC01955

… que nos traz uma boa recordação desde as nossas outras viagens pra cá.

DSC01953

Continuamos o caminho, com a intenção de ver a ilha das focas em Hout Bay.

DSC01991

Nos contentamos com estas que estavam no Porto, ….

DSC01970

… dada a quantidade absurda de turistas querendo fazer a mesma coisa (é, a Cidade do Cabo está bombando!).

DSC01971

De qualquer forma, no caminho pro Cabo da Boa Esperança, andamos pela Chapman’s Peak Drive, …

SONY DSC

… com razão considerada uma das estradas mais bonitas do mundo.

DSC01984

São muitos penhascos, …

SONY DSC

… vistas impressionantes, …

SONY DSC

… e a sensação de que a natureza, com a ajuda significativa do homem, é pródiga e bela.

SONY DSC

Continuamos um pouco mais pelo Atlântico e finalmente chegamos ao Cabo da Boa Esperança.

DSC01996

O parque por si só é muito bonito e organizado (incrível como aparentemente sobraram muitas melhorias com o advento da Copa do Mundo).

DSC02024

E a vista que se tem daquelas praias bravias e maravilhosas são estonteantes.

SONY DSC

Chegamos primeiro ao famoso marco do encontro dos dois oceanos …

DSC02036

… e é claro que fizemos aquela foto clássica.

DSC02032

O lugar tem realmente um magnetismo diferente …

SONY DSC

… e saber de tudo o que aconteceu por lá na época dos descobrimentos, cria um certo fascínio.

DSC02038

Tudo bem que há uma discussão sobre em que ponto os oceanos realmente se encontram (dizem que a cerca de 70 km dali), …

DSC02011

… mas a mística do local permanece.

DSC02051

Demos a volta, ainda pelo Atlântico, pra pegar o funicular e subir até o Cape Point.

SONY DSC

A fila estava imensa, mas agüentamos bravamente.

SONY DSC

E após um curto passeio, chegamos a mais um local mítico.

DSC02063

Ventava muito (daí se percebe como era duro os descobridores atravessarem este ponto no caminho pras Índias).

SONY DSCDSC02053

E a aura de tudo  permanecia.

SONY DSC

Continuamos o nosso trajeto, agora pelo oceano Índico.

DSC02082

Iríamos conhecer a curiosa colônia dos pingüins em Boulders Beach.

SONY DSC

E aproveitamos pra almoçar lá mesmo, no restaurante Seaforth.

DSC02103

Como esta refeição estava incluída no pacote, desconfiamos.

DSC02100

E com razão, já que tudo foi muito razoável, …

DSC02089

… com exceção do vinho branco Chardonnay (sem Carvalho) De Wetshof 2012 que não decepcionou.

DSC02087

A D Vera e o Sr Antonio pediram razoáveis camarões empanados, …

DSC02093

… enquanto a Dé continuou o seu périplo marinho através dos peixes

DSC02090

… e eu, chafurdei num imenso prato de frutos do mar, onde a melhor coisa foram as lulas e as batatas fritas (como se percebe, todos foram variações do mesmo tema).

DSC02097

Enfim, já comemos melhor.

DSC02096

Continuamos o passeio, indo, finalmente, visitar os pingüins.

DSC02118

Ninguém conseguiu explicar o porque deste bichinhos estabelecerem uma colônia bem neste lugar?

SONY DSC

Teoricamente, a temperatura da água não ajuda, o local é mais quente do que eles necessitam, mas mesmo assim eles continuam lá …

DSC02120

…e aos montes.

DSC02116

E é muito engraçado ficar observando os hábitos destes pequenos garçons.

DSC02127

Retornamos ao hotel, já que estava próximo da hora de jantar.

DSC01740

E desta vez acabei acatando uma sugestâo do pessoal do próprio hotel. Acontece que o restaurante que queríamos experimentar, o The Test Kitchen não tinha reserva pros próximos 3 meses. Então nos sugeriram o Pigalle.

DSC02170DSC02169

Chegamos lá e assustamos. O lugar é certamente um dos mais cafonas que vimos até hoje. E com música ao vivo (pode colocar I Will Survive como trilha sonora do relato).

DSC02173

Nos sentimos como participantes do programa Almoço com as Estrelas (remember Lolita e Ayrton Rodrigues).
Fomos levados à nossa mesa que era bem longe da pista de dança (é isto mesmo). E escolhemos o que nos cabia: a Dé foi numa salada Grega; eu, num Salmão Teryaki e os meus sogros inovaram pedindo camarão King com fritas.

DSC02167

Todos corretos e imensos. No final, até que gostamos bastante de tudo, mesmo porque (e pra variar) o serviço foi fantástico. Mas o lugar … 🙂

DSC02178

SeeU.

Leia sobre os outros dias desta viagem:
Dia een – África do Sul – Johannesburgo, a terra do ouro. E da saída pela direita …
Dia twee – África do Sul – Dando uma de Noé no Kruger Park
Dia drie – África do Sul – Kruger park – Acho que vimos uns gatinhos… e outros bichos.
Dia vier – Kruger/Cape Town – África do Sul – Parecia ser mais um dia Seinfeld. Mas não foi.
Dia vyf – Cidade do Cabo – Fazendo o próprio city tour.

.

dcpv – miami – florida – dia tres – wynwood, quando grafite é puro encantamento.

06/07/2012

Miami – Florida Dia tres – Wynwood, quando grafite é puro encantamento.

Acordamos com vontade de bichogrilar.

Quer dizer, acordamos tarde com vontade de ser naturalista e artístico.

Abdicamos da andada matinal (seria ressaca da Libertadores?) e resolvemos tomar café da manhã no próprio hotel.

Como era no W, o mínimo que podemos falar do café é que era trendy (este, o de Miami é um legítimo, com serviço eficiente e bacana, além de quartos espaçosos e com uma vista de tirar o fôlego).

Voltando ao tema principal, o nosso destino seria o Design District e Wynwood.

Fomos direto pro dito distrito do design. E olha, não sei se por causa do calor, ou das próprias lojas que estavam ou em reforma ou fechadas; achamos tudo muito bem mais ou menos.

Talvez funcione pros moradores, mas pra turistas, sei não!

Em compensação, Wynwood é puro encantamento.

Imagine quarteirões com grafites originais e de altíssima qualidade.

É praticamente um museu a céu aberto.

Pra variar, vale mais um fotoblog:

E quando vimos o Wynwood Kitchen & Bar, foi amor a primeira vista.

Começa que todos os muros altos do lugar são grafitados por artistas do mundo inteiro.

Pode incluir osgemeos aí.

O conjunto todo transforma o que teria tudo pra ser um lugar inóspito, uma maravilha cênica.

E claro que aproveitamos pra almoçar no restaurante que é porraloca, mas com uma comida fantástica.

O menu todo foi pensado pra se tapear.

E nós entramos de cabeça (e estômago) na brincadeira. Pedimos 4 tapas:

Caprese mexicana,…

Pico de Galo, …

Empanadas de Frijoles

… e scallops (mais conhecidos como vieiras) fresquíssimos com  polenta e tomates.

Absolutamente deliciosos e por incrível que pareça, com tamanhos perfeitos pra pessoas normais comerem.

Como o calor lá fora era senegalesco, pedimos um sangria de vinho branco pra nos refrescarmos.

Este é um lugar pra se ir várias vezes.

Voltamos ao hotel pra dar uma descansada e fazermos umas comprinhas. Arriscamos ir até a região da Collins Ave, mas aonde que achávamos vagas pra estacionar?

Aí tivemos a magnífica idéia de ir até downtown no Bayside Marketplace. Pra que?

Estava muito quente, o  lugar é um tanto quanto bagunçado (vale a vista da água) …

… e o mais bacana foi ver a AmericanAirlines Arena, palco do título dos Heats na NBA.

Já estávamos pensando em abortar qualquer tipo de comércio, quando passamos novamente na Collins e quase que por milagre (podemos comparar com o episódio da abertura do Mar Vermelho), uma vaga surgiu.

E bem ao lado da Armani Exchange.

Pronto! A diversão foi garantida (e a economia também). Complementamos com uma passada na Diesel e corremos pro hotel, pois tínhamos uma reserva pra jantar no Design District.

E justamente no Michaels Genuine Food&Drink.

Este é mais um restaurante cool (todo escuro, com gente bonita e tocando jazz) e com um princípio bem bacana: só trabalha com mercadorias frescas e de procedência. Ele tem um esquema muito interessante: oferece entradinhas pequenas, pratos de tamanho médio (pra pessoas normais, como nós) e outros bem grandes (pros fominhas de plantão).

É claro que escolhemos duas entradinhas, uma salada de verdes da casa pra Dé …

… e uma salada de farro, pra mim …

… além de uma burrata com vários tipos de tomates com gostos e cores muito diferentes e, adivinhem, um polvo assado acompanhado de tomates assados, feijão branco, azeitonas e rúcula. Mais mediterrâneo, impossível.

Taí mais um restaurante pra chamar de seu.

Sabe que depois de comer bem deste jeito, até o Design District ficou mais atraente?

Dali pra frente, retornamos ao hotel com a companhia de uma das coisas mais encantadoras que existem em Miami: o skyline colorido e hipnótico.

Até.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Dia uno – Orlando/Miami – Aqui não tem nada de Miami vice. Só Timão campeão.
Miami – Flórida – Dia dos – Vendo o Art Deco sobre duas rodas.

.

dcpv – dobradinha ítalo-peruana: Killa e Pomodori.

05  e 06/04/12

Dobradinha ítalo-peruana: Killa e Pomodori.

A Drix estaria em SP, depois de um tour uruguaio. Os Loguercio, também, pra passar a Páscoa. E nós, no embalo, demos uma escapada da grande FV.

Tudo isso pra fazermos uma pré-convenção do ISB brasiliense (uma pena a Sueli e o Jorge não estarem por aqui).
Com a Drix, todos fomos conhecer o restaurante Killa, um peruano (a culinária preferida dela, não sei por qual motivo? rs) que fica em Perdizes, totalmente deslocado do eixo dito gastronômico da cidade.

As famílias compareceram em peso (Guilheme, Gustavo e a Re também estavam) para recepcionar a mineirinha.
O Killa é bem pequeno. E aparentou ser muito autêntico, já que do cardápio constavam muitas receitas típicas peruanas.

Iniciamos os trabalhos gerando uma pequena confusão na casa: pedimos um cleriquot, que constava tanto do menu real como da internet, e o garçom nos disse que não sabia e nem tinha idéia do seria. Fiquei na dúvida e insisti um pouco, até que o outro garçom apareceu e disse que o barman faria a tal “sangria branca”, com uma cava.

Pedimos algumas entradas pra “entrarmos” no clima: papas a la huancaina (batatas cozidas servidas com salsa de aji amarelo), …

mini-causas de camarões, …

mini-causas ahumadas de salmão (causas, apesar do sócio-especialista, são bolinhos de batata recheados das mais variadas formas) …

… e ele, o pulpo crocante (flambado em pisco).

Tudo bem bom e reconfortante, além do piruá viciante que foi oferecido como snack.

Como principais, fizemos uma blitz no menu: foram 3 lomos saltados (um pra Drix, outro pro Gustavo e um, só carne e batata, pra Re), …

… um Tacu Tacu pra Lourdes (um pescado de peixe branco empanado em panko com feijão branco e bananas salteadas), …

… um Buenazo e pesto pro Guilherme (um filé de salmão acompanhado de espaguete e pesto de huacatay), …

… um de la patada, uma grande novidade pro sócio (magret de pato fatiado com salsa teryaki e tabule de quinua) …

… e uma chaufa pulenta pra nós, um prato derivado da influência chinesa no Peru. É uma comida a base de arroz salteado com camarão, lula e mexilhão, além dum curioso  tempero a base de kimchi, uma conserva coreana de acelga.

Pedimos uma recarga no cleriquot e enquanto isso, pensávamos nas sobremesas.

A maioria estava suspirando pelos homônimos limenhos. Foi aí que o garçom nos disse que eles tinham terminado, já que ” a saída tinha sido grande”. Resultado? Tivemos que nos contentar com pancakes rellenas (panqueca de maçã com doce de leite e sorvete de creme) …

… e dulces de Cecília (uma fraquinha degustação de supostos doces típicos limenhos).

Corta pra outra noite. O nosso grupo estava desfalcado da Drix (voltou pra BH) e da Re (estava com saudades da grande FV).

Resolvemos, de comum acordo, experimentar a comida do Pomodori, sobre a nova gestão do Diogo Silveira.

Fomos ao lugar certo; um italiano da gema. O salão é muito confortável e aconchegante.

Como era o jantar da sexta-feira Santa e todos tínhamos nos empanturrado de bacalhau, optamos por tomar um vinhozinho, comer uma “bella pasta” e conversar.

Quanto ao vinho, resolvemos tomar um Pinot Nero St Michael-Eppan, incrivelmente italiano e mais Pinot Noir, impossível.

Quanto as massas, o Gustavo escolheu Ravioli de cebola caramelada com fonduta de Grana Padano.

Já o Guilherme, disse que ia esconder de todos qual seria o seu prato. E conseguiu, porque eu não me lembro. (Lourdes?? A Lourdes já informou nos comentários abaixo que eram ótimos Ravioli ao molho bisque de lagosta e camarão. 🙂

A Lourdes foi de Ravioli cremoso de nata ao perfume de limão siciliano.

O Eymard bypassou o pato e optou por um frugal Gnocchi de batata ao molho de tomate italiano e pecorino trufado.

A Dé escolheu Trofie com pesto Genovês ao pomodoro e ricota de búfala.

Eu, Pici integral (estou na fase naturalista. rs) com cogumelos silvestres defumados na lenha.

Todas as massas estavam deliciosas e al dente, como manda o regulamento.
Ainda experimentamos sobremesas e num esquema maluco: foram 2 Tiramisus (um pro Gullhereme e um pra mim e pra Dé), …

… uma torta quente de banana com farofa de amendoas e sorvete de baunilha pro Gustavo, …

… um Merengue italiano, com frutas do bosque e sorvete de mascarpone pra Lourdes …

… e uma colher pro Eymard, que pitacou (afinal de contas, ele é o presidente) em todos os doces.

Tomamos uns cafés, planejamos os próximos passos franceses, comemos uns biscotti e aproveitamos pra marcar um “vapt-vupt” até a Reims paulistana.

Mas isto foi assunto prum outro post.

Au revoir.

.

dcpv – carnaval em camburizinho – desafio litorâneo: acqua x manacá.

Carnaval
18 a 22/02/12

Carnaval em Camburizinho – Desafio litôraneo: Acqua x Manacá

Fizemos uma maluquice.
Contradizendo uma das mais arraigadas tradições familiares, optamos por passar o Carnaval no litoral.

Mais precisamente no norte de SP, em Camburizinho e no hotel Villa Bebek.

É claro que fomos pegos bem no centro duma onda de otimismo.

Vai encher, mas talvez não muito“.
“Se demorar 3 horas, tá bom!”
“O hotel é bacana”.

Estas foram as frases-chaves ouvidas como mantras. Que se esvairam rapidamente, já que a ida demorou quase 6 horas! 🙂
Sobrou e graças, foi verdade, a do hotel.

Ele é muito bacana, com um jardim estonteante e quartos bastantes espaçosos.

Enfim, um hotel agradabilíssimo, o Villa Bebek, mesmo que não seja exatamente de frente pra praia.

Aproveitamos também a estada e a proximidade pra fazer um verdadeiro tira-teima.

Há muito tempo conhecemos o restaurante Manacá, que reina absoluto por estes lados. Sempre que podemos, fazemos uma visita à cozinha do Edinho Engel. Se bem que nas últimas vezes, sentimos que ele estava numa posição, digamos, um tanto quanto confortável.

Tudo bem que o incrível paisagismo continua por lá e que o clima todo é muito thai.

O problema é que o menu não muda nunca (pra alguns isto pode ser uma qualidade, mas quando vamos com a Re, o problema é achar algum prato que não sejam os medalhões de filé! rs).
E pra resolver esta questão, partimos pra fazer a verdadeira prova dos nove. E com quem?

Com o Acqua, localizado em Camburi (bem ao lado da praia de Camburizinho) e que tem como característica um belíssimo visual.
Ele fica num morro com uma vista incrível do mar.

 Bom, partindo deste raciocínio, resolvemos ir duas vezes em cada um deles (nossa, parecemos críticos! rsrs).

É claro que quando isso não acontecia, aproveitávamos ou dos próprios serviços do hotel, …

… ou do restaurante/doceria Framboesa que tem comidinhas muito boas e saborosas.

Vamos ao “contest”.

Primeira visita ao Manacá: jantar de sábado de Carnaval.

O restaurante continua lindo e lotado.

Fomos pedindo o couvert que é muito bom e formado de abobrinhas fritas, bolas de ricota com pesto de salsinha, pasta de azeitona preta e pães fresquinhos. Além duma saladinha verde, um costume antes do prato.

Tomamos um ótimo vinho branco chileno e partimos pro pedido.

A Re foi de nhoque romano de semolina trufado ao cremede gorgonzola.

Já a Dé, de arroz de bacalhau com banana assada.

E eu, que novidade, de risoto de polvo e agrião.

Sobremesa? Nem pensar.

Score : nota 9,0

Primeira visita ao Acqua : almoço de domingo de Carnaval.

O lugar é muito bonito mesmo.

E a comida náo fica atrás. O cardápio é bastante variado e a escolha foi difícil.

A Re escolheu um risoto brasileiro com linguiça, couve, mandioca e farofa de banana. Uma delícia.

A Dé foi de robalo com crosta de castanha sobre creme de vatapá e vinagrete de gengibre 

… e eu, de pescada branca em crosta de fubá com creme de queijo e agrião e batatas coradas.

Tudo muito bom e pulamos as sobremesas. Na verdade, deixamos pra próxima visita.

Score : nota 9

Segunda visita ao Manacá: almoço da segunda de Carnaval.

Fazia muito calor neste dia.

E como conhecíamos o menu (diga-se tamanho dos pratos), optamos por pedir duas entradas e dois principais.

A Re e a Dé dividiram uma ótima casquinha de siri.

E eu, mariscos ao molho de vinho branco.

Excelentes e carnudos mariscos.

Como principais, eu e a Dé dividimos um saborosa (e melhor, com pimenta)  Peixe Caiçara.

A Re foi nos indefectíveis Medalhões de Filé ao Molho de Poivre Vert e Musseline de Batatas.

Tomamos uma garrafa e meia de vinho branco (um neozelândes e a metade, chileno)

Ainda topamos uma sobremesa muito boa, a Mousse Cítrica com Caramelo de Limão Siciliano e Renda de Amêndoas.

Score: 9.5, ou seja, foi uma refeição quase perfeita.

Segunda visita ao Acqua: almoço de terça de Carnaval.

Seria a grande chance do Acqua superar o Manacá no nosso desafio.

E aproveitamos que o tempo não estava muito católico pra alimentar bem o nosso estômago. A vista, mesmo com o tempo nublado, é imbatível.

E o calor continuou inclemente.

A Re pediu um peito de frango recheado com presunto de cru e muçarela, acompanhado de penne na manteiga de sálvia (originalmente seriam gnocchi, mas estavam em “falta”). Além do mais, o resultado deste prato foi bem fraquinho.

A Dé pediu a especialidade dela; linguado sobre creme de açafrão com risotto de aspargos frescos.

E eu, um linguine alla provenzale (que estava em “falta” também, e portanto, se transformou num fetuccine) com camarões, lulas, alho assado e brocolis.

Pra variar, pedimos um vinho branco, um Luigi Bosca Chardonnay que devido a “falta” (era a terceira da refeição), foi substituido por um competente Chardonnay Carmen 2010.

Experimentamos uma sobremesa, a mousse de queijo com calda de goiaba e farofa de castanha de caju.

Score: 8,5, por causa das “faltas” e do frango.

Resumo da Ópera: vitória do Manacá, com o placar de 18,5 a 17,5.
Louve-se que os serviços dos dois são excelentes.

Portanto, o que restou foi saber que é muito bom ter 2 restaurantes deste nível num lugar só.

Sem contar a possibilidade de obter um tremendo upgrade …

… como ver um por-do-sol como esse, …

… além da belissima praia, claro?

Vá a Camburi/Camburizinho e não se arrependerá (menos no Carnaval! 🙂 )

Bye.

.

dcpv – giorno cinque – roma – itália – mamma mia na terra dela mesma.

12/11/2011

Giorno Cinque – Roma – Itália – Mamma Mia na terra dela mesma.

Parece brincadeira e coincidência, mas no mesmo no dia da renúncia do signore Berlusconi, o bungabunga, o sol continuou a brilhar.

Aproveitamos pra dormir um pouquinho mais (se anda muuuuito em Roma) e como iríamos ao teatro a tarde (e não era o de Marcello), subimos a pé pela Via del Corso (que se chama assim justamente por causa dos desfiles de carnaval que eram feitos nela) e entramos no Foro Romano.

Como o ingresso pro Coliseu (aquela beleza) vale também pro Forum e por dois dias, aproveitamos pra entrar e passear por uma autêntica aula de História.

Antes passamos pela Máquina de Escrever e pelo Capitolino, até seguirmos totalmente o passeio 3 do guia Roma – Roteiros pra você explorar a pé, intitulado o “Berço de Rômulo e Remo“.

Como escrito lá, “o antigo Forum era o centro político, econômico e religioso do Império Romano. Foi aqui dos seus púlpitos que figuras históricas como César falaram às massas, discutiram nos tribunais e moldaram o destino da Europa moderna“.

E não é que é exatamente isso?

Você anda pela Via Sacra e realmente se sente pisando no mesmo caminho dos imperadores triunfantes quando voltavam da guerra (é claro que violências à parte).

E vê a sigla SPQR (Senatus Populesque Romanus) e o antigo selo da República Romana em toda a parte.

Passa pelos famosos arcos de Settimio Severo e di Tito, …

… além de ver um tributo a Nero com direito a arvore genealógica (é, ele tinha mãe!) …

… a Casa das Virgens Vestais

… e fique pensando o tempo todo em “como foi que estes caras fizeram isto tudo naquela época?”.

Vê até rúculas selváticas floridas no meio de toda esta História. Será que o Nero gostava de rúcula? rs

Passamos também pelo Palatino, que tem uma vista linda da cidade, …

… circundamos o Coliseu …

… com a possibilidade de ver ângulos …

… diferentes …

… desta beldade …

… e cruzamos a Domus Aurea pra chegar ao teatro. Pra quem não sabe, a Domus Aurea é a mansão que o doido do Nero construiu do lado do Coliseu e num terreno onde ele optou por botar fogo pra fazer todo mundo sair de lá.

Pra ver a maluquice dele, basta ler este parágrafo do Guia: “o imperador Nero sucedeu a seu padrasto Cláudio aos 16 anos de idade, depois que a sua mãe, Agripina, envenenou o marido pra colocar o filho no poder. Mas ele foi mais do que ingrato e mandou matar a mãe com uma surra. Depois assassinou a esposa, encontrada com os membros amarrados e as veias cortadas dentro duma banheira. Ele se casou com a amante, mas matou-a a pontapés quando estava grávida”.

Ou seja, todos os romanos seriam suspeitos se ele tivesse sido morto, ao invés da suposto suicídio.

Finalmente chegamos ao Teatro Brancaccio. E pra ver a versão italiana do musical Mamma Mia!
Trocamos os ingressos reservados pela Internet e fomos almoçar numa trattoria próxima dali, a Monti.

Como não tínhamos reservado e não existiam mesas disponíveis, recebemos um “não” quando perguntamos se tinham algum lugar vago. Estávamos quase na rua quando o garçom veio nos avisar que uma senhora que estava sentada sozinha numa mesa pra quatro, dispôs de dois lugares.

Ela era da Estônia e pudemos conversar bastante. Disse que ficou com pena da gente, já que a comida da Monti é insuperável. E é mesmo!

Estávamos com pressa e a Dé pediu como entrada uma porção de fritos (flor de abobrinha, azeitonas e uma massa de milho) …

… e eu, um carpaccio de bacalhau.

Tomamos uma jarra de 1/2 litro dum Verdicchio e como principais, pedimos Fetuccine alla Bolonhesa pra Dé e …

… um tremendo espaguetti pra mim, que originalmente seria  com anchovas, mas que segundo o atendente, excepcionalmente seria com pulpitos. Bingo!

E a a estoniana estava certo. Tudo esteve absolutamente perfeito.
Saímos correndo pra entrar no teatro e tudo bem que não pudemos tirar fotos, mas foi muito legal.
A adaptação de tudo, a platéia totalmente lotada, a passionalidade italiana. Enfim, assistir a Mamma Mia! com os diálogos e as músicas em italiano, foi puro divertimento.
Aconselho firmemente assistir a algum espetáculo pra sentir o verdadeiro clima do lugar.
Voltamos ao hotel a tempo de nos preparamos pro jantar. E num restaurante próximo da Piazza Navona. Era na Osteria dell’Antiquario.

Como o próprio nome induz, é um lugar antigo, o que não seria nenhuma novidade em se tratando de Roma.

E especialmente, e você verá, tudo é old fashion.

Iniciamos com duas taças de Prosecco e um menu bem eclético pra fazermos as escolhas.

A Dé, que está fazendo uma pós em Caprese, escolheu uma quente temperada com azeite e manjericão.

Eu fui de camarões com caponata e raspas de limão siciliano.

Tudo fresco e muito bem feito. Tomamos uma meia garrafa dum bianchetto e pedimos os principais (é, Mamma Mia! dá fome!): a Dé optou por um Agnolotti à Matriciana e …

.. eu, por um Fetuccine ao ragu de lagosta, com a carcaça da própria adornando o prato.

Excelentes e com uma apresentação mais do que antigona.

O que resultou numa comida reparadora, de memória e muito saborosa.

Passamos direto pelas sobremesas, e devido a quantidade de comida digerida, resolvemos voltar a pé pro hotel.

Estava bastante frio, mas mesmo assim foi bacana passar pela Piazza Navona …

… e pelo Pantheon iluminados pela luz da lua …

… até ultrapassarmos a multidão de pessoas que ainda se aninhavam na região da Piazza da Spagna e …

… que se confraternizavam pelo término da era ítalo-bungabunganiana.

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.

.

dcpv – adriá by our own

13/12/2011
número 310

Adriá by our own.

Sou fã número 1 e inconteste do Paladar e das crônicas sobre restaurantes que o Luiz Américo Camargo publica por lá.

E em qualquer significado, seja no formato “sabor – essa iguaria não tem paladar; gosto, faculdade de apreciar belezas“; seja no formato caderno de jornal (vide Estadão as quintas-feiras).

Foi na quinta passada (8/12) que eu li a matéria das páginas centrais onde as repórteres Patrícia Ferraz, Janaína Fidalgo, Olívia Fraga e Lucineia Nunes (coadjuvadas pela Neusa, pelo ótimo Luiz Horta e pelo José Barattino, este, chef do restaurante do hotel Emiliano) reproduziram algumas das refeições do livro The Family Meal de autoria do não menos famoso Ferran Adriá.

Nele, ele indica as comidas que a brigada do extinto elBulli “traçava” nos intervalos dos inúmeros e exaustivos trabalhos (eu já encomendei o meu na Amazon.com).

Portanto, não espere muita comida molecular neste menu, já que toda vez que o Adriá é citado, a tal molecular vem atrás (sabe aquela história de aonde a vaca vai …)

Mas, pra não decepcionar os fãs dele e devido a exiguidade do cardápio, acrescentei uma legítima receita molecular ao menu.

Vamos lá, então.

Drink molecular – Caipirinha

Moléculas de Absolut com moléculas de limão = caipirinha molecular ! 🙂

Entradas – Gaspacho e Espuma de Maionese com Aspargos.

Parece um Gaspacho normal. Mas não é.

Existem alguns pulos do gato que valem a pena ser feitos já que o resultado é impressionante. Comece colocando um pouco de água numa panela e 3 dentes de alho descascados. Quando ferver, tire os alhos e jogue-os numa tigela com água e gelo.

Repita duas vezes o procedimento e leve ao liquidificador. Descasque e pique 2 cebolas, 60 g de pepino, 60 g de pimentão, 1 kg de tomates e junte ao alho no liquidificador.

Adicione 60 g de pão sem casca, 1/2 xícara de água, 1/2 xícara de azeite, 2 colheres de sopa de vinagre de Jerez e 1 colher de sopa de maionese.

Peneire e leve à geladeira.

Antes de servir, corte em cubos, 240g de pão branco sem casca e frite em duas xícaras de azeite.

Escorra, ponha sobre o gaspacho e seja feliz.

Quanto a espuma, misture 200 ml de óleo de girassol, 50 ml de azeite, 3 gemas, 2 ovos inteiros, 1 e 1/2 colher de chá de mostarda, 1 e 1/2 colher de chá de vinagre de Jerez, 1 e 1/2 colher de chá de sal num tigela e bata com um fuet até obter uma emulsão.

Peneire e encha o sifão utilizando um funil. Carregue a cápsula, sacuda bem (o sifão!) e mantenha aquecido em banho-maria a cerca de 65ºC.

Utilize aspargos em vidro (abusei um pouco e incluí baby-cenouras), salpique cascas de limão e folhas de hortelã.

Junte a maionese quente e …

… sirva imediatamente.

Ô entradinha bonita e gostosa, sô!

Tomamos, conforme indicado pelo Luiz Horta, uma taça de Jerez Fino Tio Pepe que foi “legal, … da bossa, josé macia, porresco” segundo os eletrónicos, nós mesmos.

Principal – Arroz negro

Inicie o processo todo pelo sofrito (calma, nada de sofrimento). Processe (procure o seu advogado!) uma cabeça de alho e refogue em duas colheres de chá de azeite numa frigideira até dourar. Adicione 1 e 1/3 xícara de cebola processada e frite um pouco.

Abaixe o fogo, junte 2 folhas de louro, um ramo de alecrim e outro de tomilho. Acrescente 190 g de purê de tomate, cozinhe por 30 min e tempere com sal e pimenta. Reserve.

Pra preparar a picada (será o fim?), triture 1 cabeça de alho, 1 colher de chá de açafrão, 2/3 de xícara de chá de salsinha, 2 colheres de sopa de azeite e 1 xícara de chá de avelã.

Já pro arroz, limpe 700 g de lula fresca (usei um pouquinho de polvo. Especialmente porque também sou filho de Deus! rs), corte em pedaços e frite em 1/3 de xícara de azeite até dourar.

Adicione o sofrito e cozinhe em fogo médio. Junte um pouco de água se grudar.
Ponha o arroz e refogue.

Coloque uma concha de caldo de peixe e mexa até absorver. Vá adicionando caldo suficiente até que o arroz cozinhe (o mesmo principio dum risotto) e a tinta de lula, até que escureça (o arroz!)

Adicione duas colheres da picada, cozinhe até o líquido ser absorvido e o arroz ficar macio.

Tempere com sal e sirva.

É uma delícia e com esta comida, até nós trabalhávamos de graça pro Ferran.

Seguimos o mestre Horta e tomamos um branco, o Douro Tons 2010 Portugal que foi “tchitchiliano, blanco, cores, mentolesco” segundo os neutrónicos, nós mesmos.

Sobremesa – Pão com chocolate.

Esta é a mais simples delas.

Basta levar ao forno seis fatias de pão italiano até dourar.

Enquanto isso rale chocolate 60% (eu só tinha o de 70%. rs)

Quando o pão estiver torrado, tire do forno e cubra cada fatia com o chocolate ralado, um fio de azeite e flor de Sal.

Legalzinho, mas também um pouco sem graça. Mesmo acompanhado dum bom conhaque.

Ainda bem que, assim como na experiência das meninas, nós tinhamos trazido um bom turrón espanhol de pistache. Este é dos bons!

Eis a opinião dos lavadores de pratos:

Ficamos “ferrados” por este banquete. Simplesmente “adriático”. (Edu)
Quero esse emprego, só pela refeição. (Mingão)
Eu também. (Deo)

Bom, esta experiência mostrou mais uma vez o porque do Paladar ser, certamente, a melhor publicação sobre gastronomia do Brasil (e é claro que o staff todo está no mesmo nível).

Afinal de contas, além de informar muito e bem, de ter um padrão estético incrível, ele te proporciona uma experiência como esta em que você pode se sentir, ao menos na hora da refeição, como um tripulante da nau elBulli, que espero conhecer quando da sua reinauguração (se bem que pelo que entendi, não será no mesmo formato anterior).

Portanto, faça este menu em casa também. Quem sabe o Ferran não chegue pra fazer uma visitinha e não traga alguma coisinha pra fazer um nham-nham? 🙂

Hasta.

.


É só inserir o seu email, clicar no botão "Seguir" e a cada novo post publicado aqui, você receberá uma mensagem com o link. É fácil, qualquer criança brinca, qualquer criança se diverte! :)

Junte-se aos outros seguidores de 654

Comentários

Blog Stats

  • 1.448.714 hits
julho 2020
S T Q Q S S D
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Arquivos

Atualizações Twitter