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dcpv – jour quatre – frança – alsácia – eu prefiro mesmo as curvas das estradas alsacianas.

14/12/2019 (vivido em 07/12/2018)

Jour quatre – França – Alsácia – Eu prefiro mesmo as curvas das estradas alsacianas.

É, bem que eu tentei conhecer as cidadezinhas que compõe a região de vinho da Alsácia num só dia.

Claro que foi impossível, já que é muito difícil vê-las tão rapidamente.

Cada uma tem a sua particularidade e são tão bonitinhas, …

… que fica impossível correr.

Acabei, então, sacrificando uma reserva que tínhamos no restô do Villa Lalique (mesmo porque menu degustação cansa! 😄)…

… pra conhecer as que não conseguimos ver e rever as que gostamos mais.

No caso, Riquewihr (e com homenagem especial à Marcie).

Mas vamos começar pelo princípio. 😄

Acordamos cedo, …

… tomamos um cafezão próximo do hotel …

… e zarpamos pro Chateau Haut Koenigsbourg.

Ele fica a quase uma hora de Strasbourg …

… e é uma mini cidade.

E muito interessante.

É uma fortaleza bem situada em cima duma montanha …

… e tem tantos detalhes …

… e é tão grande …

… que você precisará de pelo menos umas três horas …

… pra conhecer uma parte das suas atrações.

O bom é que tem que seguir um circuito …

… o que torna tudo muito fácil,…

… até de ser entendido.

Segue o mais que obrigatório fotoblog:

Como tínhamos que ir pra Riquewihr, …

… optamos pelo drive thru …

…e retornamos pra cidade que achamos mais bonita até agora.

Antes e como fica pertíssimo, …

… passamos pela sua prima Unawihr que é minúscula …

… mas nos proporciona chegar a Riquewihr pela parte de cima, …

… ou seja, totalmente não turística e …

… com estradas no meio das videiras.

Na verdade, tínhamos visto Riquewihr (este nome é bem legal, né?) somente a noite, …

… com a iluminação especial de Natal …

… mas deu pra perceber que ela é imperdível.

Fazendo uma comparação, ela é quase uma San Gimignano alsaciana.

Tem somente uma rua principal e é toda cheia de charme.

Cada detalhe te faz prestar atenção no local …

… e tirar um montão de fotos bacanas.

E as vielas transversais …

… também são dignas de cenários cinematográficos.

Ah, o mercado Natal tem bancas …

… com produtores locais …

… e é claro que aproveitamos pra comprar uns queijinhos saborizados.

Como estaríamos por lá na hora do almoço, …

… aproveitei pra fazer uma reserva no Brendelstub.

Ele é o segundo restô do chef Jean-Luc Brendel.

A intenção é fazer uma cozinha mais leve e mais barata do que o restaurante estrelado dele …

… com um jeitão medieval …

… e ele cumpre facilmente esta promessa.

A Dé pediu gnocchi de espinafre como entrada …

… e uma torta, que na verdade era uma pizza fina de munster, que nada mais é do que o queijo mais famoso da Alsacia.

Eu fui do menu do dia que constava duma degustação da tal pizza …

… e dois tremendos nacos dum presunto muito bem cozido com uma batata perfeita!

Tomamos um Cremant pra começar …

… e, óbvio, Riesling do Marcel Deiss pra terminar.

Saímos meio que correndo (que novidade!) …

… já que a programação era intensa.

Próxima parada: Maison Trimbach, …

… um dos produtores mais famosos dos famosos vinhos alsacianos.

Experimentamos um Riesling espetacular (sempre eles) e fizemos a importação pra grande FV.

Caraca, como os vinhos Alsacianos são baratos!

Perto dali fica o centro de Ribeauvillé …

… mais uma cidadezinha muito bonita, …

… charmosa …

… e elegante.

O tempo urgia (não nos esqueçamos que anoitece por volta das 16:30) …

… e partimos pra próxima parada.

Vinhos! Brancos! Domaine Marcel Deiss.

Experimentamos mais alguns “biancowgen”, …

… no caso eles são especialistas em fazer assemblages …

… e nos apaixonamos por um mais redondo e sem aqueles nuances adocicados que uma boa parte dos brancos alsacianos apresentam.

Certamente aumentamos o nosso déficit da balança comercial. 😂

E, mais uma vez, como estávamos bem perto, fomos conhecer mais uma daquelas cidadezinhas charmosas.

Bergheim é a tal.

A cidade é bem diferente das demais …

… por ser um pouco mais rústica e menos cenográfica.

E pra combinar com este clima, estava rolando um Mercado de Natal Medieval …

… com tudo o que é tipo de produto e comida …

… além de fogueiras das mais diferentes espécies …

… e, pasmem, até passeios de pôneis. Demais.

Bom, já estava escuro pra caramba …

… e apesar de ainda ter mais algumas cidades pra conhecer, optamos por voltar pro hotel.

É, estávamos bem cansados!

Tanto que em vez de sair (tudo bem que estava chovendo bem forte) optamos por comer no bar do Sofitel e, tomando, pra variar um pouco, uns Puillys.

A Dé escolheu um prato típico da região, um omeletê!

E eu fui mais radical e alsaciano! Pedi um hamburguê com batatá frrrrritá!

Tudo “absolument délicieux”!

Só nos restou subir os quatro andares que nos separavam da nossa querida caminha.

Au revoir!

Veja os outros dias desta viagem:
jour Un – França – Alsácia – O primeiro chucrute e o primeiro riesling alsaciano a gente nunca esquece. Ainda mais passando pela Champagne.
jour Deux – França – Alsácia – A verdadeira Disney.
jour Trois – França – Alsácia – Andando e conhecendo a Strasbourg roots.

.

dcpv – jour deux – frança – alsácia – a verdadeira disney.

07/12/20195 (vivido em 05/12/2018)

Jour deux – França – Alsácia – A verdadeira Disney.

Incrível!

Hoje seria dia de passear pela rota dos vinhos alsacianos.

O programa seria intenso pois a ideia era conhecer Colmar e todas as cidade que gravitam em torno dela …

… além de algumas vinícolas importantes.

Ah, os Riesling alsacianos; são muito minerais e totalmente diferentes do que você imagina dum vinho branco.

No caso deles, são ame-os ou deixe-os. No nosso caso, amamos muuuuuuuito!

Mas vamos começar do princípio.

Devido a overdose de comida ontem, …

… optamos por tomar um leve café da manhã no próprio quarto …

… e zarpamos pra vinícola Domaine Zind Humbrecht.

Ela fica bem pertinho de Colmar e é muito conceituada.

Chegamos com meia hora adiantados (que surpresa!) …

… então, aproveitamos pra conhecer uma bela cidadezinha que fica ao lado.

Ela se chama Thurkhan e é bonita mesmo.

Toda murada e com vistas belíssimas do seu rio  …

… confrontando com a luz do sol …

… e as folhas remanescentes do outono.

Voltamos rapidamente e estávamos prontos pro tour.

Que não aconteceu! 🙂

Após trocar uma serie de e-mails, o nosso contato, o Frédéric, faltou e um substituto nos acompanhou.

E foram mais de 10 vinhos, um após outro …

… (alguns maravilhosos), tanto que chegou um momento em que eu e a Dé começamos a dar muitas risadas.

Resultado? Não fizemos o tour usual, compramos algumas garrafas e zarpamos pra conhecer Eguisheim.

Taí outra cidadezinha bacana e muito disneyriana.

Ela é toda circular e com casinhas …

… que, certamente, inspiraram o pessoal da Disneylândia.

Tudo é muito cute cute e você fica horas observando os detalhes …

… além de fotografar de todos os ângulos possiveis.

Fizemos um montão de coisas, …

… compramos muitas balas …

… e quando percebemos, tínhamos que ir pra vizinha Colmar …

… onde almoçaríamos.

Aí surgiu um drama.

Onde conseguir estacionar, já que se a cidade é normalmente uma grande atração, …

… imagine com o seu mercado de Natal a pleno vapor? Foi difícil, mas conseguimos.

E rumamos direto pra Petite Venise.

Que na verdade, é pequena mesmo, quase uma minúscula Veneza, mas é muito fotogênica.

Todos os reflexos das casinhas coloridas na água identificam e caracterizam esta atração.

Aproveitamos a proximidade pra conhecer o mercado coberto da cidade.

Tudo bem, é bacana …

… mas também é bem pequeno.

Demoramos um pouco mais do que o normal, …

… mas o prazer foi total.

Como tínhamos que continuar com o nosso roteiro, saímos rapidamente de Colmar …

… pra Kaysersberg, onde visitaríamos um dos produtores mais conceituados de toda a Alsacia. O Domaine Weinbach é bastante diferentão.

Começa que ele fica num mosteiro muito antigo e com cara de mal assombrado.

E quando se entra nele, a sensação é que se está vivendo em 1900.

É claro que está sensação passa logo, pois quando se tem contato com a qualidade dos seus vinhos você passa a ser um grande admirador.

E a surpresa foi quando encontramos casualmente com o Ed, um dos donos, falando um bom português, já que ele morou 12 anos na praia.

Olha, o papo todo foi muito agradável, tanto que experimentamos muitos vinhos que acabaram em compras que serão muito bem curtidas em SP.

Como estávamos atrasados (pra variar), optamos por ir direto pra Riquewihr, …

… que é tida como uma das cidades mais bonitas de toda a região.

Foi fácil chegar lá, mas estacionar, não foi, não.

Quer dizer, achar o lugar até que  foi tranquilo. O problema foi pagar o estacionamento, já que a fila era imensa!

O jeito foi esperar mais de meia hora e ter como brinde a visão noturna da cidade com suas luzes de Natal …

… e a iluminação psicodélica da sua torre.

Incrível!

Mas gostamos tanto …

… que até mudamos a nossa programação (pulamos fora dum destes almoços estrelados) …

… pra podermos voltar daqui a dois dias.

Vale e muito.

Como estava muito escuro …

… (não se esqueça que nesta época do ano, escurece às 17:00), pensamos bem e voltamos pro hotel.

É isso, nem sempre dá pra se seguir o que foi programado, já que pensei visitar pelo menos mais duas vinícolas, três cidades e um castelo. Hahahaha.

Mesmo porque estávamos a quase uma hora do hotel, além do pequeno stress que ē passar pelo policiamento pois não é permitida a circulação de veículos por causa do Mercado de Natal.

Se por um lado é mala, por outro é uma maravilha, já que as ruas da região central estão totalmente vazias.

Tomamos um bom banho e saímos pra jantar.

E foi maravilhoso.

La Cloche à Fromage. é muito especial.

Antes de mais nada, cloche é aquela campânula de vidro que fica sobre os queijos.

E o restaurante, que também é uma loja, tem uma imensa protegendo os seus n queijos com os formatos e sabores inimagináveis pra nós, que somos praticamente acéfalos nesse quesito.

Já sabíamos o que queríamos.

A raclete é irrecusável.

Fornecida com batatas, …

… picles …

… e frios, …

… faz praticamente você se satisfazer com nada menos do que quantidades absurdas de queijo derretido.

E como funciona?

Eles têm um aparelho que de um lado fica um aquecedor e próximo a ele, um queijo espetado …

… que derrete a medida em que ele vai aquecendo.

E vc só se preocupa em degustar o queijo derretido e comê-lo.

Olha, é irresistível.

Você fica muito tempo comendo, …

… se divertindo e conversando sobre como uma coisa tão simples se transforma …

… num monumento gastronômico.

É, nós e o Michelin precisamos aprender muito sobre este assunto (já o pessoal do sr Walt, não!).

Au revoir!

Veja o primeiro dia desta viagem:
jour Un – França – Alsácia – O primeiro chucrute e o primeiro riesling alsaciano a gente nunca esquece. Ainda mais passando pela Champagne.

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