Posts Tagged 'risotto'

dcpv – risotto com feijoada.

sábado (dia de feijoada)
27/08/2011

Risotto com feijoada.

Teve um período em que andei fissurado em fazer um risotto de feijoada.

Cheguei, inclusive, a participar dum livro virtual duma promoção do filme “Estômago” (muito bom, por sinal) com uma receita dele (acho que foi o modelo 2009).

E toda vez que a minha sogra, a expert em vinhos D. Vera faz uma, nós sempre trazemos sobras (se é que podemos chamar um montão, disso) pra que eu continue com os meus experimentos.

Como quinta passada foi aniversário do sogrão, aproveitei pra fazer uma cara de cientista maluco e aprimorar o meu sonho.

Desta vez, optei por um tratamento diferenciado. Enquanto nas outras vezes eu queria fazer um risotto de feijoada (e que invariavelmente se transformava  numa pseudogororoba), nesta, eu preferi aprimorar o conceito e servir um risotto com feijoada (e pertences).

Comecei incrementando uma farofa com cebolinha da horta e linguiça defumada espanhola (direto de Mercado de San Miguel em Madrid) cortada em pedacinhos e frita na manteiga.

É claro que usei a minha farinha de mandioca amarela (by Feira do Guará). Percebam que utilizei somente ingredientes de qualidade e importados.

Também cortei couve não muito fina e refoguei com  bacon, tudo no azeite.

Desfiei as únicas carnes oficiais feijoadísticas aprovadas pelas mulheres daqui de casa (a Re também deu o ar da graça ):  paio e carne-seca.

E fiz um risotto básico com arroz arbóreo, cebola, caldo de carne, vinho branco, um pouquinho do caldinho da feijoada e manteiga pra finalizar. Que fique claro: nada de parmesão.

A Dé fez um molhaço bem apimentado e eu cortei uma laranja em cubinhos.

Prontíssimo: risotto com feijoada, modelo 2011.

Aguardem o do ano que vem! Pensando bem, quem sabe eu ainda não faça um 2011/modelo 2012?

Até.

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dcpv – a procura do risotto perfeito

D2 do risotto?
26/06/10

A procura do risotto perfeito.

Tem coisa pior do que procurar uma coisa perfeita? Acho que pior do que isso é tentar fazer a tal coisa.

Pois foi exatamente o que eu fiz. Aproveitei que os caros amigões EmíliaArnaldo estariam por aqui e os convidei pra atestarem se este risotto seria realmente “o perfeito”.

Na verdade, já tinha feito dois deles (um de ricota defumada e agrião; outra de legumes, o primavera) num jantar anterior, mas como utilizei um arroz que não foi o arbóreo (um violane nano), o resultado foi um tanto quanto irregular. Traduzindo: eles ficaram bem esquisitões e um pouco passados (apesar da Emília e do Arnaldo insistirem que estavam bons! rs )

É claro que não faria só o risotto senão o jantar seria frugal demais.

Petiscamos com um creme de queijo de cabra, páprica doce (um presente marroquino deles) e sementes de nigella; salsão, baby-cenoura; azeite e flor de sal.

Pra variar, eles tiveram uma bela premonição e nos presentearam com um jogo de mesa (guardanapos, jogos americanos, saleiro, pimenteiro e porta-guardanapos) que a Dé, querida esposa/produtora, simplesmente adorou.

E imaginem que ela estava muito tristinha por não ter trazido uns daqueles bacanas que temos lá na sede. Impressionante! 🙂

Iniciamos o tasting bebendo um Catena Chardonnay 2009 e entrei na trilha do risotto perfeito.

Através de bruschettas de tomates e …

… uma salada de rúculas, figos frescos, queijo de cabra e molho de tomate fresco e frio.

Tudo excelente e ainda mais acompanhado dum rosé, o Palo Alto Reserva 2008.

Era chegada a hora.
Pausa pra explicação: pensei num montão de ingredientes que comporiam o risotto. Aspargos, presunto de Parma, frutos do mar, tomates, enfim, alternativas às pencas.
E resolvi pelo óbvio: segui o princípio da comida italiana e fiz o corriqueiro risotto à Milanesa. Na verdade pensei em inventar e fazer um à Istambulesa (com cúrcuma no lugar do açafrão), mas ainda bem que perguntei pro Arnaldo e ele me disse (na verdade foi a Emília) que não gostava muito do gosto deste tempero.

Portanto e com tudo decidido, parti pra execução. 18 minutos depois (frite acebola, o arroz, coloque vinho, bla, bla, bla) e pronto! Al dente, cremoso e, digamos,  perfeito!

Ainda mais acompanhado duma bela perna de leitoa assada (by sex shop).

Crocante, macia e saborosa!

E praticamente um complemento do tinto italiano Barbera D’Alba Gianni Gagliano La Matta .

Que noite! (mais uma).
A companhia sempre agradável da Emília e do Arnaldo com uma conversa muito interessante e com aquela sensação de que realmente nos conhecemos há muito mais tempo do que parece. (eu já falei sobre isso?)

Comemos uns docinhos (by sex shop. Quando será que eles vão nos patrocinar? ) e terminamos tudo muito cedo (por volta da 1:00 ) pois a Emília , pasmem, teria que trabalhar em pleno sábado de manhã!

Todo mundo adorou, mas eu ainda continuo com a saga. Acho que o tal risotto poderia ter ficado um pouquinho mais al dente e com uma cremosidade mais acentuada.
Perfeccionismo? Talvez, mas acho que já fiz alguns melhores.

E a Emília e o Arnaldo continuam convidados pra experimentar o risotto perfeito. Aceitam?

Até o próximo.

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dcpv – iniciando a fritura

número 256
08/06/10

Iniciando a Fritura

Eu já falei várias vezes sobre o Claudia Comida&Bebida, o suplemento mensal que acompanha a revista Claudia que a Dé assina.

Toda vez que a revista chega, dou uma bela olhada e via de regra, acho alguma matéria interessante. Normalmente elas tem um elo de ligação: a produção/criação da Fabiana Badra Eid.
A desta vez foi sobre frigideiras, denominada e com acerto, Frigideira, fiel escudeira.

Quem cozinha (como nós) sabe que ter algumas  boas frigideiras na cozinha é sinônimo de resultado com qualidade. E elas são verdadeiros coringas já que servem pra tudo: fritar, dourar, fazer risottos e até ensopados.
Os formatos e materiais delas são os mais diversos:  inox, quadrada, alumínio, redonda, rasas, ferro, com tampa, fundas, etc.

É claro que toda matéria da Fabiana além de boas informações, contém receitas das mais variadas.

Portanto, tinha material suficiente pra mais uma noite no DCPV. Vamos realizar uma bela “fritura”.

Bebidinha – Caipirinha Tri-legal

Caipirinha simples.

E Tri porque usamos 3 limões (siciliano, cravo e taiti).

Entrada – Ovo mexido com ervas frescas e torrada com tomate.

Mais uma daquelas receitas catalogadas nas categorias fáceis/saborosas. Fatias de pão italiano são pinceladas com azeite e arrumadas num assadeira.

Sobre cada fatia, coloque um quarto dum tomate, temperado com sal e pimenta. É, eu errei e coloquei uma fatia. Ficou bom do mesmo jeito!

Leve ao forno (180ºC) até o pão ficar crocante e o tomate macio. Deixe amornar e pressione o tomate pra que o suco vire um pequeno molho.

Ao mesmo tempo, misture ovos e  ervas que preferir numa tigela. Tempere com sal e pimenta.

Derreta manteiga numa frigideira anti-aderente, acrescente a mistura de ovos e frite em fogo baixo, mexendo sempre.

Taí: ovos mexidos com ervas frescas e torradas. Aproveitei uma nova “fornada” da sardinha em escabeche da D Vera pra fazer um purê com ela e…

… acrescentar um purê de batatas aerado e bem temperado.

Resultado final: uma belíssima entrada e que certamente participará da renovação do cardápio do nosso restaurante com temática de entradas (que beleza. Ainda nem abrimos o restô e já estou pensando na renovação do cardápio! rs) .

Tomamos um blanco, o Sendero Chardonnay Concha y Toro 2009 que foi “verde, granadilla, uva itália, dulcíssimo” segundo nós, os fritos.

Principal – Risotto de abóbora com bacon e sálvia

Um risotto aparentemente normal. E é mesmo! Só que com este frio, a característica principal deles que é de parecer uma sopona sólida foi ainda mais evidenciada.
Numa frigideira funda, aqueça o azeite e frite folhas de sálvia. Reserve.

Na mesma frigideira frite o bacon até dourar. Reserve também.

Refogue um pouco de cebola na mesmíssima frigideira (é uma ótima receita pra quem não gosta de lavar louças! rs) até ficar macia e acrescente abóbora japonesa em cubos e o arroz arbório.

Daí pra frente é o processo risotal: caldo quente, mexe, caldo quente, mexe e pronto.

Finalize com queijo ralado (Parmegianao Reggiano, per favore!) e sirva com a sálvia e o bacon.

São sabores e gostos reconfortantes e apesar de dizerem por aí que o risotto é um prato “manjado”, o prazer de comê-lo é sempre imenso.

Pra acompanhar um vinho tinto Quinta do Seival Miolo 2006 Brasil que disse “perfumado, caqui verde, lidiocarraresco, pesado” segundo os assados, nós mesmos. Assados pela frigideira, viu? rs

Sobremesa – Banana Dourada com Creme de Gergelim

Deixei a receita do creme de gergelim pra Flora fazer, pois eu chegaria um pouco mais tarde.

São 4 xícaras de creme de leite fresco e 4 colheres de sopa de suco de limão misturados e reservados em temperatura ambiente por 20 minutos ou até engrossar ligeiramente.
Junte 1 colher de sopa de gengibre ralado, 2 colheres de sopa de açúcar mascavo e com um fuet, bata até engrossar.
Não é difícil, né? E acabei fazendo o que nenhum cozinheiro deveria fazer: não experimentei!

Belo e fagueiro, fritei bananas-nanicas maduras cortadas ao meio até dourarem.

Aí foi só montar o prato com as bananas e o creme de gengibre.
Ugh! O creme estava passado e com um gosto extremamente azedo. Quase todos pulamos fora da sobremesa.

A Dé por motivos óbvios (dormindo!rs), eu e o Déo porque sentimos o gosto azedo. O Mingão foi a exceção pois tranformou o azedo num mero “azedinho”e ainda bisou os nossos!! rs

Veja a opinião dos cozidos:

Começo ótimo, final sofrível! Toamara que o Mingão não passe mal! (Edu)
Adorei a banana azedinha! (Mingão)
Tudo bom! But a dessert só o Mingão encarou e mandou ver nas sobras ! Haja! (Déo)

“É impossível viver com apenas uma em casa. Para cada tipo de preparo utilizo um  modelo de frigideira”. A especialista Bettina Orrico cunhou esta frase.

Eu não posso falar nada contra pois tenho um montão delas (as da WMF são o meu xodó) e cheguei, inclusive a trazer uma na mochila quando voltamos de Miami. Eu parecia uma tartaruga Ninja!

Cowabunga!!

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