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dcpv – dia XI e l’ultimo – itália – em roma, literalmente como os romanos.

11/09/2019 (vivido em 14/06/2018)

Dia XI e l’ultimo – ItáliaEm Roma, literalmente como os romanos.

Deixamos este último dia desta inesquecível viagem pra curtir como os romanos.

E como turistas também, que realmente somos.

Ou seja, não teríamos nenhum tour ou nenhuma coisa muito específica pra fazer.

E também faríamos as nossas comprinhas costumeiras de última hora.

Tudo bem que a globalização já tirou aquela coisa de que não se consegue achar bons produtos italianos em SP.

Mas, ainda é muito legal comprar queijos, salames, frutas, verduras e pizzas (???) por aqui.

Opa, calma que vou explicar melhor.

Acordamos um pouco mais tarde, …

… não tomamos o apenas regular café da manhã do hotel …

… e demos um upgrade indo direto pro Caffé Roscioli,..

… que fica perto do Campo dei Fiori.

Olha, foi muito bom.

Pedimos dois tremendos capuccinos, …

… um sanduba com mortadela, …

… um bomboloni …

…e finalizamos com expressos curtíssimos.

Comemos tudo de pé e com um monte de romanos.  Até a Hande nós encontramos.

Dali fomos fazer a feira.

Eu disse que ela está um pouco descaracterizada e é verdade.

Mas a parte referente a produtos frescos continua imbatível.

Resultado? Compramos cerejas, …

… tomatinhos, alho, (vejam só estes ruibarbos!) …

… favas, …

… limão siciliano e alcaparras.

Logo ali na esquina, está a padoca Forno que é uma daquelas instituições romanas.

Compramos um pão romano, uma inesquecível pizza bianca com mortadela e a Dé não resistiu e comeu uns moranguinhos.

Aproveitamos que estávamos perto e …

… demos mais uma olhada no Arco degli Acetari.

Que lugar …

… sensacional!

Voltamos ao hotel pra descarregar tudo …

… e resolvemos dar uma incrementada cultural no dia.

Já que o belíssimo Chiostro del Bramante fica bem ao lado.

Taí mais um lugar imperdível na cidade eterna.

E pra dar um up, …

… se é que isso seria possível, …

… tinha uma exposição do gênio e pintor inglês William_Turner.

O cara era um visionário …

… que já pelos idos de 1800 …

… pintava coisas em aquarela …

… que, certamente, …

… prenunciavam o Impressionismo.

Que o digam Monet, Rothko e quetais.

Olha foi uma aula de técnica e de cultura.

Além do mais, o bar que existe no segundo andar do Chiostro é uma beleza.

É claro que os Aperol Spritz não nos escaparam.

Como era hora do almoço, aproveitamos pra confirmar a reserva numa outra instituição romana, o Armando al Pantheon.

Como era ao lado, nos abastecemos de salumi, formaggio e olio…

… na L’Antica Salumeria.

Como lerê, uma passada básica …

… no belíssimo Pantheon …

… mais uma obra do Adriano, o verdadeiro Imperador.

Chegamos ao Armando e estava lotado.

Mais uma vez eu digo: recomenda-se fazer uma reserva.

E olha que além de nós, alguém também famoso esteve por aqui.

O lugar é clássico e a comida, imperdível.

A Dé escolheu um spaghetti verde, com um molho à base de limão.

Maritou, como dizem os italianos, com um ótimo Bianchetto.

E eu, já que estávamos numa instituição, instituí.

Pedi um bucatini ao cacio e pepe de babar. De babar!

Dois expressos depois e estávamos prontos pra voltar pro hotel.

Só não contávamos com a chuva torrencial.

Que cá pra nós, aumentou ainda mais a beleza de Roma.

Compramos um providencial guarda-chuva e fomos dar uma geral no nosso belíssimo hotel.

Dali partimos pra Piazza del Popollo.

A ideia seria andar pela zona comercial e continuar com algumas comprinhas.

É claro que a passada pela Piazza di Spagna era obrigatória.

Só não contávamos com a volta do sol, que deu um toque todo especial a tudo….

… e a chegada pelo lado oposto, acabou evidenciando a beleza da Piazza …

… ser sem ofuscada pela magnífica Scalinata …

… e pela Barcaccia.

Continuamos pela vil dei Condotti …

… (incrível como tem gente que compra na Louis Vuitton) …

… e chegamos à nova La Rinascente.

Tudo é incrível, …

… mas o último andar supera os limites.

Lá fica o Food Hall.

Sim, um monte de coisas pra serem compradas e degustadas.

Compramos azeites, pastas, molhos, …

… e decidimos encerrar esta parte do dia com duas flutes dum bom Champagne francês.

A ocasião merecia.

Cansados, optamos por pegar um táxi e retornar com as muambas pro hotel.

Pensam que o dia acabou? Nananinaná.

Ainda tínhamos que cumprir o planejado desde o projeto da viagem.

A importação de pizzas da nossa pizzaria favorita.

Da Baffetto é um daqueles lugares ame-o ou deixe-o.

Não precisa nem dizer que nós amamos (até o Al Pacino trabalha lá).

Quase tudo é desorganizado, com um serviço meio caótico, mas a pizza é inesquecível.

Tanto que numa reunião de família decidimos repetir o plano de 5 anos atrás.

Sim, esta seria a segunda vez que levaríamos pizzas romanas pra comer na grande Ferracci di Vasconcelli e tudo deu certo.

Comemos a nossa margherita lá mesmo, tomamos um bom bianchetto em copos “esquisitos” …

… e falamos pro Paulo, o garçom que queríamos duas pra levar pro Brasil.

O cara deu risada, mas depois entendeu a maluquice.

Pronto, com as pizzas ainda quentes na mão, estávamos indo pro hotel, …

… quando passamos na frente da Cul de Sac, a nossa enoteca preferida.

É claro que a Dé concordou e perto da meia noite …

… estávamos lá curtindo as nossas duas últimas taças dum buoníssimo bianchetto.

Ufa! Que dia, que noite, que viagem!

Tudo correu perfeitamente …

… e nos divertimos como nunca.

Se bem que no nosso caso, vir pra Itália é quase como passear na casa da Nona.

Não tem como não gostar!

O resto foi acordar bem cedo, …

…em mais um dia maravilhoso, …

… pegar um voo diurno, …

… e curtir muito …

… com o bom astral da Alitalia …

… e com a verdadeira aula de geografia …

… que a janelinha nos oferecia.

Nunca gostei tanto de um voo diurno.

Arrivederci, Itália (esta é a pizza, já pronta na Nova Toscana) …

… e que venha a Puglia. E a Sicília. E Roma …

Arrivederci!

Acompanhe o que aconteceu nos outros dias desta magnífica viagem:
dia I – Itália – Caserta – Iniciando a Costiera Amalfitana com história!
dia II – Itália – Costiera Amalfitana – Maiori e Minori, tem nome mais bacana pra colocar em cidades? De quebra, Ravello e Positano.
dia III – Itália – Costiera Amalfitana – Tarantella do crioulo doido: templos gregos, mozzarella de búfala e vinhos.
Dia IV – A Costiera Amalfitana – Almocamos em Capri e jantamos em Positano. Sempre com a companhia dos Faraglioni. Plus, a Gruta Azul.
dias V e VI – Itália – Costa Amalfitana/Roma – Tudo icônico:  bate e volta para Ostia Antica, Segway noturno e pizza na Da Baffetto.
Dia VII – Itália – Roma – Tour pelo centro e pelo bairro do diabo, o -Ttrastevere
dia VIII – Itália – Roma alternativa: Mercado de Testaccio.
dia IX – Itália – Roma – Mais um bate e volta: Frascati, aquela dos vinhos. Ah, tem o Mercato Centrale.
dia X – Itália – Roma – Mais um bate e volta: caramba, eu não sabia que Tivoli (Villas Adriana e D’Este) era tão bacana.

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dcpv – dia X – itália – roma – mais uma bate e volta: caramba, eu não sabia que tivoli (villas adriana e d’este) era tão bacana!

09/09/2019 (vivido em 13/06/2018)

Dia X – Itália – Roma – Mais um bate e volta: caramba, eu não sabia que Tivoli (Villas Adriana e D’Este) era tão bacana!

Hoje o dia seria de surpresa total.

Queria conhecer Tivoli (e as Villas Adriana e D’Este) em alto estilo.

Para tanto, cotei alguns tours com guia e transporte privativo.

Confesso que levei um susto com os preços, coisa de 700€!

Parti pra outra coisa mais light.

E acabei caindo no queridinho Get Your Guide.

Fiz a reserva pagando cerca de 70€ por cabeça e pronto.

As 10:00 hs estávamos no escritório da empresa (fica em Termini) pra iniciar a nossa aventura.

Chegamos lá e percebemos que o grupo era bem eclético.

Formado por 3 mexicanas, 1 canadense, 1 australiana, 1 americana, 1 italiana e 10 indianos além de nós dois, ítalo-brasileiros. Sim, a maioria era de indianos.

Como o tour não poderia ser em indiano, acabou sendo em inglês mesmo e num ônibus.

O caminho de Roma até Tivoli é relativamente curto.

Foi o suficiente pra nossa ótima guia passar as informações necessárias sobre os lugares que visitaríamos.

Chegamos na Villa Adriana meia hora depois.

E, pra variar, o lugar é espetacular.

São ruínas da mansão feita pelo Imperador Adriano, no século I, …

… e que acabam por te mostrar como seria viver naquela época sendo um verdadeiro imperador.

A megalomania dele está estampada em tudo.

Mas a inteligência e a cultura também.

Como ele era praticamente um arquiteto (o Pantheon também foi obra dele) …

… e viajante, gostava muito de incorporar os seus conhecimentos às suas construções.

Portanto, a Villa Adriana toda é muito organizada …

… com setores muito bem definidos e …

… confortáveis.

Até uma tremenda academia, …

… ele tinha.

Fora as piscinas …

… com toda a ormanentação ….

… que as tornam super charmosas.

Saímos de lá um pouco molhados …

… (choveu um pouco) …

… mas, felizes por adquirir tantos conhecimentos.

O tour ainda incluía um almoço.

Confesso que não tínhamos grandes expectativas, se bem que estávamos na Itália.

Aproveitamos pra conhecer …

… o centro charmoso de Tivoli …

… e comer na Trattoria del Falcone.

Iniciamos com uma pasta a carbonara (al dente e muito boa) …

… e continuamos com um excelente penne al sugo.

Enfim, foi muito bom e divertido.

Dali, fomos para a Villa D’Este que é muito próxima do centro histórico.

E o lugar todo é estrepitoso.

Começa que a construção em si já é um espetáculo.

São várias salas com afrescos …

… muito bem pintados por grandes artistas.

Mas quando se chega aos jardins …

… aí você vê vê como o Cadeal D’Este era pra lá de megalômano também.

Só o barulho da água correndo …

.. já seria o suficiente pra despertar a curiosidade.

Mas as imagens, como diria o Datena, são fortes!

Pra cada lado que você olha, …

… se vê …

… e se degustam …

… vistas de tirar o fôlego.

As fotos são bacanas …

… mas não representam metade da beleza de tudo.

Segue o mais que necessário e obrigatório fotoblog.

Ufa, foi sensacional e inesquecível.

Deu pra perceber que recomendamos fortemente este bate e volta pra Tivoli.

A volta foi tranquila …

… e logo estávamos perambulando por Roma.

Um ótimo sorvete do Giolitti e estávamos prontos pra jantar bem.

Este dia merecia um grand finale.

E foi o que fizemos.

Fomos a pé até o L’Arcangelo …

… só pra descobrir porque o seu chef foi denominado o rei do supli.

E na verdade, encontramos uma cozinha de primeira categoria.

O lugar todo é muito bacana e foi uma grande sacada colocar carrinhos miniatura na mesa.

Brinquei muuuuito. Hahaha

Mas a comida não era brincadeira.

Iniciamos pedindo uma salada de vegetais com guanciale e pão torrado (fresquissima e crocante) e os óbvios supli, bolinhos que poderiam ser descritos como uma mistura de coxinha e croquete de batatas.

Ótimos, tanto que esquecemos de tirar fotos! Hahaha

Harmonizamos, ainda mais depois da aula de ontem, com um boliccini rosé.

Como principais, a Dé foi no peixe do dia com vegetais ligeiramente cozidos e um molho com base em limões que estava muito bom.

Eu, escolhi um prato do dia, um linguini al dente com um tipo de ova de peixe.

Bom e marítimo, que combinou muito bem com o bianchetto da casa.

Terminamos com uma especialidade italiana, o expresso forte e curto.

Sensacional.

Só nos restou chamar um táxi (estava chovendo muito) e dormir o sono dos justos.

Ah, Roma é muito linda também com chuva. Que novidade!

Arrivederci.

Acompanhe o que aconteceu nos outros dias desta magnífica viagem:
dia I – Itália – Caserta – Iniciando a Costiera Amalfitana com história!
dia II – Itália – Costiera Amalfitana – Maiori e Minori, tem nome mais bacana pra colocar em cidades? De quebra, Ravello e Positano.
dia III – Itália – Costiera Amalfitana – Tarantella do crioulo doido: templos gregos, mozzarella de búfala e vinhos.
Dia IV – A Costiera Amalfitana – Almocamos em Capri e jantamos em Positano. Sempre com a companhia dos Faraglioni. Plus, a Gruta Azul.
dias V e VI – Itália – Costa Amalfitana/Roma – Tudo icônico:  bate e volta para Ostia Antica, Segway noturno e pizza na Da Baffetto.
Dia VII – Itália – Roma – Tour pelo centro e pelo bairro do diabo, o -Ttrastevere
dia VIII – Itália – Roma alternativa: Mercado de Testaccio.
dia IX – Itália – Roma – Mais um bate e volta: Frascati, aquela dos vinhos. Ah, tem o Mercato Centrale.

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dcpv – dia IX – itália – roma – mais um bate e volta: frascati, aquela dos vinhos. ah, tem o mercato centrale.

074/09/2019 (vivido em 12/06/2019)

Dia IX – Itália – RomaMais um bate e volta: Frascati, aquela dos vinhos. Ah, tem o Mercato Centrale.

Aproveitando que já conhecemos bastante os lerês de Roma, …

… resolvemos descobrir bons bate-voltas da cidade.

Como já tínhamos ido pra Viterbo e Civita di Bagnoreggio em outra viagem …

… pesquisei e encontrei outros.

Um foi Ostia Antica, …

… uma cidade preservada e muito interessante.

Hoje fomos pra Frascati.

Sim, pra quem gosta de vinhos, Frascati é um local um tanto quanto discutível.

Temos no Brasil a imagem de que os vinhos desta região são muito comerciais e sem muita qualidade, mas não é bem assim.

Existem muitos DOCG sendo feitos por lá.

Com isso em mente, fechei um tour com a Old Frascati Wine Tours pra conhecer a cidade e uma vinícola em meio dia.

O encontro com o guia seria na própria estação da cidade.

Nas instruções constavam todos os dados, …

… inclusive, que seria necessário chegar um pouco mais cedo em Termini …

… e prestar bastante atenção no painel informativo das partidas, …

…pois elas costumam ser atualizadas a cada minuto e as plataformas são imensas.

Não precisa nem dizer que perdemos o trem e o tour, né? (ainda bem que não tínhamos pago nada)😀

E como sempre, um plano B entrou em ação …

… já que o próximo trem partiria somente duas horas depois.

Foi assim que resolvemos um problema na internet do nosso celular …

… e também visitamos o novo Mercato Centrale Roma.

O lugar é sensacional e serviu pra marcamos almoço por lá na volta.

Com tudo organizado, pegamos o trem desta vez na hora certa …

… e fomos finalmente para Frascati.

A cidade fica a somente meia hora de trem de Roma …

… e logo, logo aportamos por lá.

Ela é surpreendentemente charmosa …

… com ruazinhas bonitas …

… e alguns lugares muito bacanas.

Exemplos disso, são a Catedral …

… e a Villa Aldebrandini.

Ainda tentamos tomar um legítimo Frascati e conseguimos.

Tudo bem que ele era bem meia boca, mas cumprimos com o nosso objetivo. Hahaha

Demos uma corridinha e pegamos, desta vez, sem perder, o trem da volta.

Mais meia hora duma viagem tranquila e confortável …

… e estávamos prontos pra experimentar as iguarias italianas do Mercato Centrale Roma.

Primeiro, deixa eu explicar como é o lugar: todo transado, …

… moderníssimo …

… e com vários estabelecimentos com pedigree.

Ou seja, pães especiais num lugar, vinhos no outro, fritos aqui, pizza acolá, …

… enfim, uma verdadeira festa.

Iniciamos a nossa com um talho duma pizza genuinamente romana, de mozzarella e batata. Uma delicia!

Procuramos um lugar pra sentar, …

… compramos duas taças dum bianchetto Grecco di Tufo …

… e a Dé escolheu uma salada montada pelo Beppe, do famosa queijaria Beppe i Suoi Formaggi …

… assim como eu fui num sanduba de porqueta espetacular.

Tudo ótimo e aí está um lugar pra se voltar várias vezes mesmo.

Voltamos pro hotel pra dar uma refrescada, …

… o calor estava de matar, …

… e para nos preparar pruma degustação de vinhos que eu acertei com o pessoal da Vino Roma.

A ideia toda é muito legal.

Éramos só eu e a Dé …

… e a Hande, nossa guia, nos mostraria 5 tipos de vinhos italianos dos mais diferentes …

… e naturais, …

… além da harmonização …

… e da modificação de sabores que os ótimos queijos,…

… salumi …

… e legumes …

… conseguem fazer nos vinhos.

Foi realmente uma noite inesquecível …

… onde aprendemos um monte de coisas interessantes …

… além do papo todo, …

… uma parte em inglês, outra em italiano, …

… que foi agradabilíssimo.

Ficou a certeza que duma próxima vez em Roma, …

… aproveitaremos ainda mais as informações que o conhecimento da Hande pode nos proporcionar.

Pra melhorar, se é que isso seria possível, …

… a Vino Roma fica ao lado do Coliseu.

Como todo übermodel que se preza, …

… ele se mostrou totalmente pra nós, …

… com uma iluminação fantástica …

… e com aquele charme todo que só ele tem.

Resolvemos andar até a máquina de escrever …

… e pegamos um táxi pro hotel, …

… porque estávamos pregados.

Caramba, como se anda em Roma!

Também, com esta beleza e esta história …

… é necessário caminhar o máximo possível mesmo.

Arrivederci.

Acompanhe o que aconteceu nos outros dias desta magnífica viagem:
dia I – Itália – Caserta – Iniciando a Costiera Amalfitana com história!
dia II – Itália – Costiera Amalfitana – Maiori e Minori, tem nome mais bacana pra colocar em cidades? De quebra, Ravello e Positano.
dia III – Itália – Costiera Amalfitana – Tarantella do crioulo doido: templos gregos, mozzarella de búfala e vinhos.
Dia IV – A Costiera Amalfitana – Almocamos em Capri e jantamos em Positano. Sempre com a companhia dos Faraglioni. Plus, a Gruta Azul.
dias V e VI – Itália – Costa Amalfitana/Roma – Tudo icônico:  bate e volta para Ostia Antica, Segway noturno e pizza na Da Baffetto.
Dia VII – Itália – Roma – Tour pelo centro e pelo bairro do diabo, o -Ttrastevere
dia VIII – Itália – Roma alternativa: Mercado de Testaccio.

 

dcpv – dia VIII – itália – roma alternativa: mercado de testaccio.

04/09/2019 (vivido em 11/06/2019)

Dia VIII –  ItáliaRoma alternativa: mercado de Testaccio. 

Hoje o passeio seria por uma região não muito conhecida por turistas.

Acertei um tour por Testaccio e Trastevere (de novo!) que a princípio seria gastronômico …

… mas que se transformou num saboroso passeio com conotação histórica.

Marcamos com o excelente guia Maurizio as 10:00 hs, em pleno Testaccio num café.

E como foi que chegamos nele?

O nosso conselheiro Marcello Britto indicou a Katie Parla como uma pessoa que dá excelente dicas gastronômicas de Roma.

Daí a chegar no seu blog e descobrir que ela faz tours específicos por Roma foi um passo.

Fechado o negócio (a resposta deles é imediata) …

… escolhemos o Testaccio por ser um local, digamos, trendy.

Iniciamos conversando com o Maurizio sobre as nossas preferências …

… e tomando um ótimo expresso.

Andamos pela região …

… enquanto ele nos informava que o bairro era originalmente local de matadouro de diversos animais.

Vimos varias macellerias, os açougues …

… e chegamos ao novo Mercatto do Testaccio.

São varios boxes especializados em tudo o que é bom.

Carnes (ops), …

… mel, …

… massas, …

…frutas, …

… legumes …

… fresquíssimos …

… e saborosos, …

… além de comidas prontas tipicamente romanas.

Ainda era muito cedo pra experimentar, …

… mas mesmo assim compramos algumas coisinhas.

Continuamos caminhando …

… pela atraente região …

… e o Maurizio nos mostrou o lugar onde era originalmente o matadouro.

É claro que ele foi desativado, …

… mas o que restou dele está sendo transformado …

… num bonito centro cultural.

Mais um bom exemplo de aproveitamento excepcional de áreas abandonadas (coisa que não fazemos).

Como complemento, visitamos um cemitério belíssimo.

Sim, belíssimo e nada tétrico …

… com varias curiosidades.

Algumas celebridades estão enterradas ali …

… e até uma pirâmide enorme foi construída pra ser o mausoléu, de, adivinhem, um milionário.

Ah, uma ótima curiosidade, é que o Monte Testaccio, …

… com os seus 35 m de altura …

… foi totalmente construído artificialmente com ânforas quebradas. …

… que eram usadas para transporte de óleo.

Ou seja, uma tremenda obra de engenharia feita com 53 milhões de ânforas.

Um espetáculo!

De lá, fomos pra o Trastevere.

O calor era senegalesco, …

… mas mesmo assim, podemos perceber a diferente …

… e também bonita arquitetura particular de lá.

Atravessamos todo o bairro, …

… vendo construções lindíssimas…

… passando por um biscoitifício bem antigo …

… e, óbvio, fazendo mais algumas comprinhas.

Andamos mais um pouco …

… e finalmente encontramos um oásis.

Foi ali que tomamos Aperol Spritz à vontade.

Dois pra cada um.

Uma beleza!

Nos despedimos do Maurizio agradecendo pelo tour espetacular.

Continuamos voltando em direção ao hotel …

… e resolvemos almoçar numa pizzaria recomendada por todos.

Emma é um lugar moderno …

… e prima pela utilização dos melhores ingredientes italianos.

Pedimos uma margherita, que estranhamente na Itália não tem manjericão …

… e duas flutes dum boliccini rosé Franciacorta.

Perto dali e aproveitando mais uma dica do Maurizio, …

… tomamos um excelente gelatto na Fata Morgana.

Eis mais um lugar pra ir quando se está em Roma.

Voltamos pro hotel sobre uma verdadeira canícula (agradável por estarmos em Roma) …

… e aproveitamos pra dar uma descansada.

Na verdade foi uma boa siesta …

… e só sobrou tempo pra dar uma volta pela região …

… e ir jantar.

Antes de mais nada, tomamos mais um Aperolzinho pra abrir o apetite. 😀

E então, chegamos a afamada Salumeria Rosciolli.

É claro que é absolutamente necessário fazer reserva, …

… e faça, pois não irá se arrepender.

O lugar é realmente maravilhoso, …

… típico …

… e a comida é proporcionalmente maravilhosa.

Resolvemos experimentar as entradas famosas do lugar e não nos arrependemos.

Flores de abobrinha tenras e fritas,…

… burrata de búfala com pomodorini …

… e a estrepitosa mortadela feita na casa com parmegiano ralado.

A Dé mortadelóloga que é, aprovou completamente.

Tomamos duas taças dum bianchetto da Sicília …

… e como brinde, ainda recebemos biscoitos pra serem embebidos em chocolate fondente.

Absolutamente perfeitos …

… e a Salumeria Rosciolli faz jus à fama que ela tem.

Este é mesmo um lugar a ser conhecido na cidade eterna. É terníssimo!

Voltamos contentes pro hotel …

… e pensando: será que um dia teremos uma comida com tanta tradição como a italiana?

Arrivederci.

Acompanhe o que aconteceu nos outros dias desta magnífica viagem:
dia I – Itália – Caserta – Iniciando a Costiera Amalfitana com história!
dia II – Itália – Costiera Amalfitana – Maiori e Minori, tem nome mais bacana pra colocar em cidades? De quebra, Ravello e Positano.
dia III – Itália – Costiera Amalfitana – Tarantella do crioulo doido: templos gregos, mozzarella de búfala e vinhos.
Dia IV – A Costiera Amalfitana – Almocamos em Capri e jantamos em Positano. Sempre com a companhia dos Faraglioni. Plus, a Gruta Azul.
dias V e VI – Itália – Costa Amalfitana/Roma – Tudo icônico:  bate e volta para Ostia Antica, Segway noturno e pizza na Da Baffetto.
Dia VII – Itália – Roma – Tour pelo centro e pelo bairro do diabo, o -Ttrastevere/.

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dcpv – a última flor do lazio.

número 373
10/12/2013

A última flor do Lazio.

“Heranças do Império Romano estão presentes por toda a capital do Lazio, eternizadas em grandes monumentos como o Coliseu e também à mesa. É o caso do queijo pecorino que arremata o bucatini à matriciana, o espaguete à carbonara e o tonnarelli com queijo e pimenta”.

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É claro que a capital do Lazio é a grande e querida Roma.

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Sendo assim, eu não teria como deixar passar batido o livro desta região da coleção Folha Cozinhas da Itália.

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Afinal de contas, comer algumas coisinhas de lá significa reviver os ótimos momentos que sempre passamos na cidade eterna.

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Vamos lá, então, as receitas simples e saborosas da região do Lazio.

Entradas – Salada de catalônia e Camarões dourados.

Esta insalata di puntarelle é singela e bastante representativa da culinária laziana.

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Limpe bem 500g de catalônia, descartando a parte de baixo que é mais branca e dura. Corte as folhas em quatro partes, no sentido do comprimento e depois em tiras de 0,5 cm. Deixe de molho em água por 30 minutos.

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Escorra, enxugue bem e coloque numa saladeira. Num pilão, soque 1 dente de alho e 3 filés de anchovas lavados e sem espinhas.

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Numa molheira, misture azeite, vinagre de vinho tinto, sal e pimenta a gosto. Adicione a mistura de alho e anchova e mexa bem.

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Sirva a catalônia regada com o molho.

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Já pros camarões, os mazzancolle dorate, basta enfarinhar 1 kg de camarões-pistola limpos e sem casca e fritá-los no azeite, de ambos os lados, até que fiquem dourados.

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Regue com ½ copo de vinho branco e tempere com sal e pimenta a gosto. Deixe no fogo até o caldo reduzir pela metade.

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Pulverize os camarões com suco de ½ limão siciliano e sirva acompanhado com gomos de limão.

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Olha, a mistura do amargo da catalônia com a doçura dos camarões resultou perfeita.

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Assim como tomar o vinho branco Alabariño Pionero 2011 Espanha que foi “mediterrâneo, medimarâneo, manorlando, oramobobom”..

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Principais – Saltimbocca à Romana e Tonnarelli com queijo e pimenta.

Esta saltimbocca alla romana é facílima de ser feita.

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Pra fazê-la, basta aquecer 50 g de manteiga e dourar 8 escalopes de vitela dos dois lados, além de temperar com sal.

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Regue com meio cálice de vinho branco e cozinhe por mais 5 minutos. Distribua pelos pratos e, sobre cada bife, coloque uma fatia de presunto cru e uma folha de sálvia.

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Já pro Tonnarelli cacio e pepe, cozinhe a massa em água fervente abundante com sal. Quando estiver al dente, escorra, reservando uma concha da água de cozimento.

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Coloque a massa na travessa de servir e tempere com 100g de pecorino ralado diluído na água reservada e pimenta-do-reino moída na hora a gosto.

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Pronto, verdadeira comfort food pra todos.

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Ainda mais com o acompanhamento do vinho tinto Malbec Newen 2010 que foi “novo, nemvem, que não tem, veeeeenha”.

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Sobremesa – Pavê de Limão

Esta zuppa dolce al limone também é muito simples e deliciosa (que novidade!).

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Dissolva 1 colher de sopa de farinha de trigo em ½ copo de água, junte 150g de açúcar, 4 gemas e suco de 1 limão siciliano e leve ao fogo baixo, mexendo sempre até engrossar.

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Nuns copos, alterne camadas de biscoito champagne e creme, finalizando com este.

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Leve para gelar. E gelados e muito gostosos foram servidos.

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Eis a opinião dos verdadeiros soldados romanos:
Comida simples, de ingredientes e fantástica. Viva a Itália. (Edu)
Obra prima!!! Michelangello, Fellini, Di Sica e Eduardo Luz. (Mingão)
Meu irmãozinho, você é f… (Deo)

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“O legado histórico e cultural do Império Romano é que conduz a mesa típica do Lázio. Dos banquetes intermináveis ficou a fartura no prato”.

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Esta coleção e a comida italiana são mesmo imperdíveis.

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Arrivederci.

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dcpv – roma – itália – giorno undici – cantem conosco: arrivederci, roma.

17/11/2011

Giorno Undici – Roma – Itália – Cantem conosco: arrivederci Roma.

Este seria o último dia da nossa giornata.

Ele foi quase que todo dedicado às compras, e como vimos alguns lugares legais, acho que vale a pena listá-los.

Vamos as lojas e lugares de compras:

Campo de Fiori: super-turístico, mas tem uma feira-livre muito boa (funciona todos os dias, exceto aos domingos), …

… uma padaria incrível, a Forno Campo de’Fiori, …

… uma loja de alimentos excelente, a Roscioli …

… e vários lugares pra comer, como o  Obikà.

# Na Via della Croce: tem 2 ótimas lojas de alimentos, a Focacci e a Fratelli Fabbi.

# A padoca Panetteria Romana, que fica no Trastevere. Experimente os pães de pistache e não se arrependerá.

# O sorvete na Giolitti. Não importa a temperatura exterior, simplesmente experimente.

# A Castroni, na via Flavinia. Antigona e faz você se arrepender de não ter levado 8 malas grandes (como se isto fosse possível!).

Aproveitamos um tempinho pra irmos conhecer e almoçar na pizzaria que o sócio indicou: a Al Leoncino.

É um programaço. O lugar é antiquissimo (que novidade!) e muito bem cuidado pela Nonna.

Incrível como eles conseguem tocar um negócio com tão poucas pessoas. Vimos o Nonno no caixa, a Nonna tirando os pedidos, dois pizzaiolos e mais ninguém. Isto numa sexta-feira, com a casa cheia.

Chegamos, fomos acomodados e a Nonna veio nos atender, perguntando qual pizza queríamos?

Como a intenção também era comparar, pedimos uma Margherita,…

… uma bruschetta de pomodorini

… e a Dé, adivinhem, uma caprese.

Tomamos um vinho branco Chardonnay Ville Ludos não muito qualificado e ficamos apreciando o ambiente.

A clientela é formada basicamente de romanos, o que já é um bom sinal e a pizza é excelente, um “pó” úmida no centro e crocante nas bordas.

Como tínhamos pressa, não pedimos sobremesa. Mas ainda conseguimos conversar com a Nonna, que ficou toda feliz quando dissemos que éramos do Brasil e portadores dum abração da familia Loguercio (além da merecida gorjeta que demos).

E abaixo, o devido resumo das enotecas que visitamos, já que estes lugares são bem legais pra tanto experimentar queijos, frios, comidas ligeiras, quanto pra provar bons vinhos em taças:
‘Gusto – um lugar muito bom que na verdade é mais do que uma enoteca.

Antica – esta é bem antigona mesmo, mas com uma comida de qualidade.

Cul de Sac – talvez a comida menos boa que experimentamos neste percurso. Ao menos, é bem perto da Baffetto. rs

Corsi – esta é tipicíssima e dependendo da mesa, você come quase que na rua.

Cavour 313 – os pratos de formaggio e salumi foram espetaculares.

Palatium – modernosa e com uma tábua de frios muito boa também.

Il Chianti – esta é imperdível e melhor, ao lado da Fontana di Trevi.

Pra finalizar, chegamos ao término da Operação Baffetto. Já no hotel, transformamos as duas caixas de papelão numa só pra armazenar as duas pizzas.

Daí pra frente, foi colocar na mala, passar pela alfândega, ligar pra Re, esperar anoitecer em Ferracci, esquentá-las no forno e comer em família.

Isto mesmo; pizzas da Baffetto sobrevivem muito bem a viagens transoceânicas.

A família toda agradece e já temos os planos montados pra fazer a mesma coisa com as Millefeuille do Lenotre.

Arrivederci.

Acompanhe todos os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.
Giorno cinque – Roma – Itália – Mamma mia na terra dela mesma.
Giorno Sei – Roma – Itália – Ben (o) Hur(so) amico.
Giorno Sette – Roma – Itália – Campo de Fiori, frutas, legumes e verduras, além de queijos e massas.
Giorno Otto – Roma – Italia – Io sono un po’ ubriaca.
Giorno Nove – Roma – Itália – Você conhece Viterbo? Civita? Como se faz um bom azeite?
Giorno Diece – Roma – Itália – Cozinhando no Trastevere; comendo pizza na Baffetto. Enfim, um dia perfeito.

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dcpv – giorno diece – roma – itália – cozinhando no trastevere; comendo pizza na Baffetto. enfim, um dia perfeito.

16/11/2011

Giorno Diece – Roma – Itália – Cozinhando no Trastevere; comendo pizza na Baffetto. Enfim, um dia perfeito.

Pronto, agora eu já posso dizer, mesmo porque amanhã é o último dia. Foram 10 dias consecutivos de sol a pino. Com frio, tá certo, mas muito sol.

E hoje tínhamos reservado um dos passeios mais esperados de todo o tour: uma genuína aula de culinária italiana. Mais precisamente, de culinária romana.

Zarpamos cedo pro Trastevere, no restaurante Le Fate, onde o chef Andrea nos esperava na porta.

É claro que reclamando do nosso pequeno atraso (incrível como os italianos são aparentemente mau humorados e ao mesmo tempo, muito divertidos).

Toda a turma estava sentada na mesa aguardando instruções pra começarmos. Instruções dadas, passamos pra execução dos trabalhos.
A idéia toda é voce aprender a fazer uma refeição completa e romana.

Na lista, flor de abobrinha frita e recheada; tagliolini com alcachofra; escalopini com pomodorini e rúcula e torta de ricota com pera.

Enfim, todo mundo trabalha bastante. Iniciamos pela sobremesa: enquanto uns faziam a massa, outros batiam a ricota e outros (no caso, eu e a Dé) descascavam as peras.

Mais um mis-en-place foi feito; o das flores de abobrinha (belas flores, não?)

Todas seriam recheadas (ops) ou com uma fatia de beringela e muçarela; …

… ou com prosciutto e a mesma muçarela.

E depois de passadas numa massa composta por farinha de trigo, água mineral com gás e cerveja; fritas.

Seriam acompanhadas por uma pasta napolitana de tomates frescos.

Até aqui, o grupo todo (que era formado por 2 neozelandeses, 2 ingleses, 6 americanos e 2 ferrazenses) se divertia muito.
É interessante ver como a gastronomia une as pessoas. Eu investiria neste tipo de turismo.

Continuamos a aula, aprendendo como se limpa uma alcachofra. E esta atividade foi feita por todos, já que faríamos um fetuccine com carciofi e porchetta.

Eis o passo-a-passo: retire as folhas externas até que só restem as de um tom verde-claro. Corte o cabo até sobrar aprox 10 cm e descasque-a totalmente até a (inclusive) base. Passe limão pra que não escureça.
Corte as folhas que sobraram pra que fiquem com um formato quase cônico. Parta ao meio e corte em pedaços. Deixe de molho em água com limão.

Neste momento aconteceram várias coisas ao mesmo tempo: enquanto alguns cortavam tomatinhos, outros refogavam as peras, outros fritavam as porchettas, outros (no caso, eu) fritavam os bifinhos, outros limpavam as rúculas ou seja a preparação toda estava em curso.

Faltava o ponto alto da aula: aprender a fazer a legítima pasta italiana.

A receita como sempre é muito simples; pra cada 100 g de farinha, 1 ovo.
O formato de execucão é um pouco diferente do nosso. Você faz um buraco no meio de, por exemplo, 1 kg de farinha e joga lá dentro os respectivos 10 ovos e um pouquinho de sal.
Com um garfo, enquanto bate os ovos (pra incluir ar e deixá-los mais leves), vai acrescentando a farinha da borda aos poucos.

Quando toda a farinha estiver misturada aos ovos, aí entrarão em ação os instrumentos ideais: as mãos.
Após sovar bastante, a massa estará pronta pra ir pra máquina.

Foram montadas duas delas e cada casal fez um pedaço. Modéstia a parte e com o know how da Dé, fizemos sucesso.
Daí pra frente o processo é quase que o mesmo. Passa-se a massa na máquina na posição 1 até que ela tenha uma textura boa e logo após (aí temos uma novidade), vá direto pra posição 6.

Corte-a em pedaços do tamanho do macarrão e passe novamente na máquina com o formato que escolher.

Agora é deixar descansar um pouco e um outro pulo do gato é colocar bastante semolina no macarrão já pronto.

Daí pra frente era só finalizar as receitas. A alcachofra foi frita junto com a porchetta e alguns dentes de alho inteiros.

Os bifinhos foram adicionados aos tomatinhos refogados e finalizados com bastante rúcula.

Fomos todos nos lavar (dá pra imaginar o estado de cada um, né?) e sentar a mesa pra comermos a nossa lição de casa.

O chef Andrea fritou as flores (que na verdade eram de abóbora) e a esposa dele, a Erica, ajudou a organizar tudo.
Quase todos optaram pela harmonização de vinhos do Lazio proposta por ele e um ótimo espumante Malvasia Frascati foi servido (este abaixo é o da sobremesa).

As flores estavam muito saborosas e gostamos mais da que continha prosciutto.

Neste momento, todo mundo foi pra cozinha de novo, já que era hora de cozinhar a nossa pasta.
A água salgada estava fervendo e o chef colocou o macarrão por apenas 30 segundos. À massa que estava fresquíssima, se juntaram as alcachofras e a porchetta.

E o secondo ótimo prato foi montado pelo chef e servido.

Absolutamente delicioso e mais al dente, impossível.

Chegou a vez do Stracetti. E ele veio no melhor estilo italiano; em travessas.
A Dé  não comeu nada, mas conseguiu disfarçar. Não foi o caso do restante da mesa, eu inclusive, que praticamente devorou este prato tão tipico.

Chegou a hora da sobremesa e praticamente das despedidas. Foi aí que o casal de Washingtons DC nos perguntou sobre a viagem e qual teria sido o highlight dela?

Pensamos bastante e indicamos o passeio pra Viterbo/Civita e a descoberta do processo de feitura do azeite. Passamos o email do Alessandro e comemos a excelente torta de peras. Que veio com uma surpresa: em pratos individuais com o respectivo nome de cada um dos participantes. Muito simpático e além de tudo, aproveitei pra comer a Dé! :).

Esta aula é um programa a ser feito por quem gosta de gastronomia italiana, já que você põe literalmente a mão na massa e desfruta de 5 horas de puro divertimento e novos conhecimentos, além de ter certeza que a Itália, especialmente Roma, é o lugar mais gastronômico do mundo, né Andrea?

Como já eram 15:30 hs, o negócio foi pegar um taxi e voltar pra região do hotel, onde faríamos algumas pesquisas de compras.

É claro que as coisas por aqui são muito caras, especialmente as de grife. Mas mais incrível é a quantidade de pessoas, especialmente as asiáticas, dispostas a gastar o seu rico dinheirinho em brands como LV, Gucci, Valentino, Prada e outros menos votadas.

Nós sempre optamos (a menos que estejamos em Miami) por procurar marcas locais e/ou que não tenham representação no Brasil. E aí concentramos esforços em achar coisas muito interessantes. Todo este prólogo pra dizer que a temporada de compras, especialmente as de alimentos estava aberta.

Dado este giro, nos preparamos pro jantar que seria de gala.
E que lugar mais indicado estando em Roma do que a pizzaria Baffetto?

Nos arrumamos e partimos a pé pra nossa empreitada. Mesmo porque é deste jeito que se conhece Roma.
Vimos o Pantheon …

… e a Piazza Navona iluminados pela última vez nesta viagem, além de passarmos pelo Palazzo Madama onde o superMario mostraria os seus planos pra enterrar a era do bunga-bunga na Itália.  Finalmente, chegamos a Via Del Governo Vecchio.

Pra variar, tinha fila pra entrar. E estávamos ao lado dum casal de coreanos.

Não precisa nem dizer que sentamos juntos na mesma mesa. E nos divertimos muito, apesar de um não ter nem idéia de como se comunicar na língua do outro. Tivemos mais uma surpresa: os próprios sra e sr Bafetto estavam “on the house”.

Os pedidos foram os mais corriqueiros possíveis: uma Margherita pra Dé (que jurou que desta vez comeria inteirinha) …

… e eu inovei pedindo uma de Salame, que nada mais era do que uma Margherita com o acréscimo de exatas 8 fatias de um embutido bastante apimentado.

Tomamos meia garrafa dum Brunello Banfi (sempre ele) …

… e enquanto nos preparávamos pra comer a melhor pizza do mundo (na modesta opinião da família, Re inclusa), dava pra prestar atenção em tudo.

Na satisfação de todos que estavam por lá, na cara de bravo dos pizzaiolos (por sinal os mesmos quando viemos em 2007), …

… na “malandragem” dos garçons que são bem treinados pra representarem o mau humor dos romanos (ou será que nem precisam de treinamento? rs), do respeito que os clientes tem às regras da casa (todos esperam fora da pizzaria e em fila) …

… das piadas que acontecem (imagine que um cliente foi entrando direto, sem esperar no lado de fora. O organizador do salão, uma figuraça, gritou: due minutini! E mandou o sujeito sair. O cliente simplesmente disse: buonasera. E todo mundo caiu na gargalhada! Mas não pensem que ele foi embora. Quando olhamos de novo, lá estava ele na fila …)
Bom, as pizzas chegaram, nós as comemos e pedimos um Tiramisu,…

… enquanto iniciávamos a nossa grande empreitada. Iríamos importar as pizzas da Baffetto.

A nossa cliente número 1, a Re, fez a encomenda e não poderíamos privá-la deste prazer.
O primeiro passo foi pedir 2 Margheritas pra viagem e depois, bem, depois pensaríamos em como fazer pra levá-las pra Ferraci di Vasconcelli.

Bom, este é um problema pra amanhã. Depois eu conto se deu certo!
O único arrependimento foi não ter pedido um autógrafo pro sr Baffetto. Fica pra próxima.

Voltamos felizes pro hotel andando, com as pizzas na mão e com a Dé informando pra Re, via telefone, que a operação Baffetto estava em andamento.

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.
Giorno cinque – Roma – Itália – Mamma mia na terra dela mesma.
Giorno Sei – Roma – Itália – Ben (o) Hur(so) amico.
Giorno Sette – Roma – Itália – Campo de Fiori, frutas, legumes e verduras, além de queijos e massas.
Giorno Otto – Roma – Italia – Io sono un po’ ubriaca.
Giorno Nove – Roma – Itália – Você conhece Viterbo? Civita? Como se faz um bom azeite?

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