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dcpv – a última flor do lazio.

número 373
10/12/2013

A última flor do Lazio.

“Heranças do Império Romano estão presentes por toda a capital do Lazio, eternizadas em grandes monumentos como o Coliseu e também à mesa. É o caso do queijo pecorino que arremata o bucatini à matriciana, o espaguete à carbonara e o tonnarelli com queijo e pimenta”.

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É claro que a capital do Lazio é a grande e querida Roma.

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Sendo assim, eu não teria como deixar passar batido o livro desta região da coleção Folha Cozinhas da Itália.

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Afinal de contas, comer algumas coisinhas de lá significa reviver os ótimos momentos que sempre passamos na cidade eterna.

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Vamos lá, então, as receitas simples e saborosas da região do Lazio.

Entradas – Salada de catalônia e Camarões dourados.

Esta insalata di puntarelle é singela e bastante representativa da culinária laziana.

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Limpe bem 500g de catalônia, descartando a parte de baixo que é mais branca e dura. Corte as folhas em quatro partes, no sentido do comprimento e depois em tiras de 0,5 cm. Deixe de molho em água por 30 minutos.

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Escorra, enxugue bem e coloque numa saladeira. Num pilão, soque 1 dente de alho e 3 filés de anchovas lavados e sem espinhas.

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Numa molheira, misture azeite, vinagre de vinho tinto, sal e pimenta a gosto. Adicione a mistura de alho e anchova e mexa bem.

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Sirva a catalônia regada com o molho.

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Já pros camarões, os mazzancolle dorate, basta enfarinhar 1 kg de camarões-pistola limpos e sem casca e fritá-los no azeite, de ambos os lados, até que fiquem dourados.

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Regue com ½ copo de vinho branco e tempere com sal e pimenta a gosto. Deixe no fogo até o caldo reduzir pela metade.

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Pulverize os camarões com suco de ½ limão siciliano e sirva acompanhado com gomos de limão.

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Olha, a mistura do amargo da catalônia com a doçura dos camarões resultou perfeita.

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Assim como tomar o vinho branco Alabariño Pionero 2011 Espanha que foi “mediterrâneo, medimarâneo, manorlando, oramobobom”..

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Principais – Saltimbocca à Romana e Tonnarelli com queijo e pimenta.

Esta saltimbocca alla romana é facílima de ser feita.

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Pra fazê-la, basta aquecer 50 g de manteiga e dourar 8 escalopes de vitela dos dois lados, além de temperar com sal.

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Regue com meio cálice de vinho branco e cozinhe por mais 5 minutos. Distribua pelos pratos e, sobre cada bife, coloque uma fatia de presunto cru e uma folha de sálvia.

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Já pro Tonnarelli cacio e pepe, cozinhe a massa em água fervente abundante com sal. Quando estiver al dente, escorra, reservando uma concha da água de cozimento.

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Coloque a massa na travessa de servir e tempere com 100g de pecorino ralado diluído na água reservada e pimenta-do-reino moída na hora a gosto.

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Pronto, verdadeira comfort food pra todos.

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Ainda mais com o acompanhamento do vinho tinto Malbec Newen 2010 que foi “novo, nemvem, que não tem, veeeeenha”.

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Sobremesa – Pavê de Limão

Esta zuppa dolce al limone também é muito simples e deliciosa (que novidade!).

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Dissolva 1 colher de sopa de farinha de trigo em ½ copo de água, junte 150g de açúcar, 4 gemas e suco de 1 limão siciliano e leve ao fogo baixo, mexendo sempre até engrossar.

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Nuns copos, alterne camadas de biscoito champagne e creme, finalizando com este.

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Leve para gelar. E gelados e muito gostosos foram servidos.

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Eis a opinião dos verdadeiros soldados romanos:
Comida simples, de ingredientes e fantástica. Viva a Itália. (Edu)
Obra prima!!! Michelangello, Fellini, Di Sica e Eduardo Luz. (Mingão)
Meu irmãozinho, você é f… (Deo)

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“O legado histórico e cultural do Império Romano é que conduz a mesa típica do Lázio. Dos banquetes intermináveis ficou a fartura no prato”.

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Esta coleção e a comida italiana são mesmo imperdíveis.

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Arrivederci.

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dcpv – roma – itália – giorno undici – cantem conosco: arrivederci, roma.

17/11/2011

Giorno Undici – Roma – Itália – Cantem conosco: arrivederci Roma.

Este seria o último dia da nossa giornata.

Ele foi quase que todo dedicado às compras, e como vimos alguns lugares legais, acho que vale a pena listá-los.

Vamos as lojas e lugares de compras:

Campo de Fiori: super-turístico, mas tem uma feira-livre muito boa (funciona todos os dias, exceto aos domingos), …

… uma padaria incrível, a Forno Campo de’Fiori, …

… uma loja de alimentos excelente, a Roscioli …

… e vários lugares pra comer, como o  Obikà.

# Na Via della Croce: tem 2 ótimas lojas de alimentos, a Focacci e a Fratelli Fabbi.

# A padoca Panetteria Romana, que fica no Trastevere. Experimente os pães de pistache e não se arrependerá.

# O sorvete na Giolitti. Não importa a temperatura exterior, simplesmente experimente.

# A Castroni, na via Flavinia. Antigona e faz você se arrepender de não ter levado 8 malas grandes (como se isto fosse possível!).

Aproveitamos um tempinho pra irmos conhecer e almoçar na pizzaria que o sócio indicou: a Al Leoncino.

É um programaço. O lugar é antiquissimo (que novidade!) e muito bem cuidado pela Nonna.

Incrível como eles conseguem tocar um negócio com tão poucas pessoas. Vimos o Nonno no caixa, a Nonna tirando os pedidos, dois pizzaiolos e mais ninguém. Isto numa sexta-feira, com a casa cheia.

Chegamos, fomos acomodados e a Nonna veio nos atender, perguntando qual pizza queríamos?

Como a intenção também era comparar, pedimos uma Margherita,…

… uma bruschetta de pomodorini

… e a Dé, adivinhem, uma caprese.

Tomamos um vinho branco Chardonnay Ville Ludos não muito qualificado e ficamos apreciando o ambiente.

A clientela é formada basicamente de romanos, o que já é um bom sinal e a pizza é excelente, um “pó” úmida no centro e crocante nas bordas.

Como tínhamos pressa, não pedimos sobremesa. Mas ainda conseguimos conversar com a Nonna, que ficou toda feliz quando dissemos que éramos do Brasil e portadores dum abração da familia Loguercio (além da merecida gorjeta que demos).

E abaixo, o devido resumo das enotecas que visitamos, já que estes lugares são bem legais pra tanto experimentar queijos, frios, comidas ligeiras, quanto pra provar bons vinhos em taças:
‘Gusto – um lugar muito bom que na verdade é mais do que uma enoteca.

Antica – esta é bem antigona mesmo, mas com uma comida de qualidade.

Cul de Sac – talvez a comida menos boa que experimentamos neste percurso. Ao menos, é bem perto da Baffetto. rs

Corsi – esta é tipicíssima e dependendo da mesa, você come quase que na rua.

Cavour 313 – os pratos de formaggio e salumi foram espetaculares.

Palatium – modernosa e com uma tábua de frios muito boa também.

Il Chianti – esta é imperdível e melhor, ao lado da Fontana di Trevi.

Pra finalizar, chegamos ao término da Operação Baffetto. Já no hotel, transformamos as duas caixas de papelão numa só pra armazenar as duas pizzas.

Daí pra frente, foi colocar na mala, passar pela alfândega, ligar pra Re, esperar anoitecer em Ferracci, esquentá-las no forno e comer em família.

Isto mesmo; pizzas da Baffetto sobrevivem muito bem a viagens transoceânicas.

A família toda agradece e já temos os planos montados pra fazer a mesma coisa com as Millefeuille do Lenotre.

Arrivederci.

Acompanhe todos os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.
Giorno cinque – Roma – Itália – Mamma mia na terra dela mesma.
Giorno Sei – Roma – Itália – Ben (o) Hur(so) amico.
Giorno Sette – Roma – Itália – Campo de Fiori, frutas, legumes e verduras, além de queijos e massas.
Giorno Otto – Roma – Italia – Io sono un po’ ubriaca.
Giorno Nove – Roma – Itália – Você conhece Viterbo? Civita? Como se faz um bom azeite?
Giorno Diece – Roma – Itália – Cozinhando no Trastevere; comendo pizza na Baffetto. Enfim, um dia perfeito.

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dcpv – giorno diece – roma – itália – cozinhando no trastevere; comendo pizza na Baffetto. enfim, um dia perfeito.

16/11/2011

Giorno Diece – Roma – Itália – Cozinhando no Trastevere; comendo pizza na Baffetto. Enfim, um dia perfeito.

Pronto, agora eu já posso dizer, mesmo porque amanhã é o último dia. Foram 10 dias consecutivos de sol a pino. Com frio, tá certo, mas muito sol.

E hoje tínhamos reservado um dos passeios mais esperados de todo o tour: uma genuína aula de culinária italiana. Mais precisamente, de culinária romana.

Zarpamos cedo pro Trastevere, no restaurante Le Fate, onde o chef Andrea nos esperava na porta.

É claro que reclamando do nosso pequeno atraso (incrível como os italianos são aparentemente mau humorados e ao mesmo tempo, muito divertidos).

Toda a turma estava sentada na mesa aguardando instruções pra começarmos. Instruções dadas, passamos pra execução dos trabalhos.
A idéia toda é voce aprender a fazer uma refeição completa e romana.

Na lista, flor de abobrinha frita e recheada; tagliolini com alcachofra; escalopini com pomodorini e rúcula e torta de ricota com pera.

Enfim, todo mundo trabalha bastante. Iniciamos pela sobremesa: enquanto uns faziam a massa, outros batiam a ricota e outros (no caso, eu e a Dé) descascavam as peras.

Mais um mis-en-place foi feito; o das flores de abobrinha (belas flores, não?)

Todas seriam recheadas (ops) ou com uma fatia de beringela e muçarela; …

… ou com prosciutto e a mesma muçarela.

E depois de passadas numa massa composta por farinha de trigo, água mineral com gás e cerveja; fritas.

Seriam acompanhadas por uma pasta napolitana de tomates frescos.

Até aqui, o grupo todo (que era formado por 2 neozelandeses, 2 ingleses, 6 americanos e 2 ferrazenses) se divertia muito.
É interessante ver como a gastronomia une as pessoas. Eu investiria neste tipo de turismo.

Continuamos a aula, aprendendo como se limpa uma alcachofra. E esta atividade foi feita por todos, já que faríamos um fetuccine com carciofi e porchetta.

Eis o passo-a-passo: retire as folhas externas até que só restem as de um tom verde-claro. Corte o cabo até sobrar aprox 10 cm e descasque-a totalmente até a (inclusive) base. Passe limão pra que não escureça.
Corte as folhas que sobraram pra que fiquem com um formato quase cônico. Parta ao meio e corte em pedaços. Deixe de molho em água com limão.

Neste momento aconteceram várias coisas ao mesmo tempo: enquanto alguns cortavam tomatinhos, outros refogavam as peras, outros fritavam as porchettas, outros (no caso, eu) fritavam os bifinhos, outros limpavam as rúculas ou seja a preparação toda estava em curso.

Faltava o ponto alto da aula: aprender a fazer a legítima pasta italiana.

A receita como sempre é muito simples; pra cada 100 g de farinha, 1 ovo.
O formato de execucão é um pouco diferente do nosso. Você faz um buraco no meio de, por exemplo, 1 kg de farinha e joga lá dentro os respectivos 10 ovos e um pouquinho de sal.
Com um garfo, enquanto bate os ovos (pra incluir ar e deixá-los mais leves), vai acrescentando a farinha da borda aos poucos.

Quando toda a farinha estiver misturada aos ovos, aí entrarão em ação os instrumentos ideais: as mãos.
Após sovar bastante, a massa estará pronta pra ir pra máquina.

Foram montadas duas delas e cada casal fez um pedaço. Modéstia a parte e com o know how da Dé, fizemos sucesso.
Daí pra frente o processo é quase que o mesmo. Passa-se a massa na máquina na posição 1 até que ela tenha uma textura boa e logo após (aí temos uma novidade), vá direto pra posição 6.

Corte-a em pedaços do tamanho do macarrão e passe novamente na máquina com o formato que escolher.

Agora é deixar descansar um pouco e um outro pulo do gato é colocar bastante semolina no macarrão já pronto.

Daí pra frente era só finalizar as receitas. A alcachofra foi frita junto com a porchetta e alguns dentes de alho inteiros.

Os bifinhos foram adicionados aos tomatinhos refogados e finalizados com bastante rúcula.

Fomos todos nos lavar (dá pra imaginar o estado de cada um, né?) e sentar a mesa pra comermos a nossa lição de casa.

O chef Andrea fritou as flores (que na verdade eram de abóbora) e a esposa dele, a Erica, ajudou a organizar tudo.
Quase todos optaram pela harmonização de vinhos do Lazio proposta por ele e um ótimo espumante Malvasia Frascati foi servido (este abaixo é o da sobremesa).

As flores estavam muito saborosas e gostamos mais da que continha prosciutto.

Neste momento, todo mundo foi pra cozinha de novo, já que era hora de cozinhar a nossa pasta.
A água salgada estava fervendo e o chef colocou o macarrão por apenas 30 segundos. À massa que estava fresquíssima, se juntaram as alcachofras e a porchetta.

E o secondo ótimo prato foi montado pelo chef e servido.

Absolutamente delicioso e mais al dente, impossível.

Chegou a vez do Stracetti. E ele veio no melhor estilo italiano; em travessas.
A Dé  não comeu nada, mas conseguiu disfarçar. Não foi o caso do restante da mesa, eu inclusive, que praticamente devorou este prato tão tipico.

Chegou a hora da sobremesa e praticamente das despedidas. Foi aí que o casal de Washingtons DC nos perguntou sobre a viagem e qual teria sido o highlight dela?

Pensamos bastante e indicamos o passeio pra Viterbo/Civita e a descoberta do processo de feitura do azeite. Passamos o email do Alessandro e comemos a excelente torta de peras. Que veio com uma surpresa: em pratos individuais com o respectivo nome de cada um dos participantes. Muito simpático e além de tudo, aproveitei pra comer a Dé! :).

Esta aula é um programa a ser feito por quem gosta de gastronomia italiana, já que você põe literalmente a mão na massa e desfruta de 5 horas de puro divertimento e novos conhecimentos, além de ter certeza que a Itália, especialmente Roma, é o lugar mais gastronômico do mundo, né Andrea?

Como já eram 15:30 hs, o negócio foi pegar um taxi e voltar pra região do hotel, onde faríamos algumas pesquisas de compras.

É claro que as coisas por aqui são muito caras, especialmente as de grife. Mas mais incrível é a quantidade de pessoas, especialmente as asiáticas, dispostas a gastar o seu rico dinheirinho em brands como LV, Gucci, Valentino, Prada e outros menos votadas.

Nós sempre optamos (a menos que estejamos em Miami) por procurar marcas locais e/ou que não tenham representação no Brasil. E aí concentramos esforços em achar coisas muito interessantes. Todo este prólogo pra dizer que a temporada de compras, especialmente as de alimentos estava aberta.

Dado este giro, nos preparamos pro jantar que seria de gala.
E que lugar mais indicado estando em Roma do que a pizzaria Baffetto?

Nos arrumamos e partimos a pé pra nossa empreitada. Mesmo porque é deste jeito que se conhece Roma.
Vimos o Pantheon …

… e a Piazza Navona iluminados pela última vez nesta viagem, além de passarmos pelo Palazzo Madama onde o superMario mostraria os seus planos pra enterrar a era do bunga-bunga na Itália.  Finalmente, chegamos a Via Del Governo Vecchio.

Pra variar, tinha fila pra entrar. E estávamos ao lado dum casal de coreanos.

Não precisa nem dizer que sentamos juntos na mesma mesa. E nos divertimos muito, apesar de um não ter nem idéia de como se comunicar na língua do outro. Tivemos mais uma surpresa: os próprios sra e sr Bafetto estavam “on the house”.

Os pedidos foram os mais corriqueiros possíveis: uma Margherita pra Dé (que jurou que desta vez comeria inteirinha) …

… e eu inovei pedindo uma de Salame, que nada mais era do que uma Margherita com o acréscimo de exatas 8 fatias de um embutido bastante apimentado.

Tomamos meia garrafa dum Brunello Banfi (sempre ele) …

… e enquanto nos preparávamos pra comer a melhor pizza do mundo (na modesta opinião da família, Re inclusa), dava pra prestar atenção em tudo.

Na satisfação de todos que estavam por lá, na cara de bravo dos pizzaiolos (por sinal os mesmos quando viemos em 2007), …

… na “malandragem” dos garçons que são bem treinados pra representarem o mau humor dos romanos (ou será que nem precisam de treinamento? rs), do respeito que os clientes tem às regras da casa (todos esperam fora da pizzaria e em fila) …

… das piadas que acontecem (imagine que um cliente foi entrando direto, sem esperar no lado de fora. O organizador do salão, uma figuraça, gritou: due minutini! E mandou o sujeito sair. O cliente simplesmente disse: buonasera. E todo mundo caiu na gargalhada! Mas não pensem que ele foi embora. Quando olhamos de novo, lá estava ele na fila …)
Bom, as pizzas chegaram, nós as comemos e pedimos um Tiramisu,…

… enquanto iniciávamos a nossa grande empreitada. Iríamos importar as pizzas da Baffetto.

A nossa cliente número 1, a Re, fez a encomenda e não poderíamos privá-la deste prazer.
O primeiro passo foi pedir 2 Margheritas pra viagem e depois, bem, depois pensaríamos em como fazer pra levá-las pra Ferraci di Vasconcelli.

Bom, este é um problema pra amanhã. Depois eu conto se deu certo!
O único arrependimento foi não ter pedido um autógrafo pro sr Baffetto. Fica pra próxima.

Voltamos felizes pro hotel andando, com as pizzas na mão e com a Dé informando pra Re, via telefone, que a operação Baffetto estava em andamento.

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.
Giorno cinque – Roma – Itália – Mamma mia na terra dela mesma.
Giorno Sei – Roma – Itália – Ben (o) Hur(so) amico.
Giorno Sette – Roma – Itália – Campo de Fiori, frutas, legumes e verduras, além de queijos e massas.
Giorno Otto – Roma – Italia – Io sono un po’ ubriaca.
Giorno Nove – Roma – Itália – Você conhece Viterbo? Civita? Como se faz um bom azeite?

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dcpv – giorno nove – roma – itália – você conhece viterbo? civita? como se faz um bom azeite?

15/11/2011

Giorno Nove – Roma – Itália – Você conhece Viterbo? Civita? Como se faz um bom azeite?

Acordamos mais uma vez com um tremendo sol. Estava um frio danado, mas o sol atenuava tudo.

Partimos cedo pra fazer um bate-volta bem diferente.

Antes de  mais nada, vou apresentar o nosso guia (e uma indicação do Eymard): o Alessandro Barnaba, que nos mostrou as alternativas pro tour de dia inteiro que pretendíamos fazer com ele.

Acabei escolhendo conhecer Viterbo, a cidade dos Papas; Civita di Bagnoregio, a cidade que está desaparecendo (e que é lindíssima) e de quebra, veríamos como é feito o legítimo azeite italiano.

Bom, vamos fazer o mais fácil e começarmos do começo. A primeira parada foi em Viterbo.

Após 1:30 hs e com o carro do Alessandro, chegamos a cidade conhecida pela sua arquitetura medieval e por ter sido o lar de alguns papas durante uma pequena cisão na Igreja.

Ela é toda cercada por muralhas.

Adentramos e passamos pela igreja de Santa Rosa in Viterbo, padroeira duma das maiores festas da região. A Daniella, uma guia local também nos acompanhou …

… e nos contou que todo 3/setembro, cem pessoas (conhecidos como facchini) regidas por um “maestro” transportam a imagem da Santa pelo centro da cidade. É a famosa La Macchina di Santa Rosa.

Isto seria corriqueiro, a não ser por um pequeno detalhe: a imagem dela está no topo duma torre de uns 30 metros de altura, pesando 5 toneladas e é deslocada por todos estes homens, na mais pura demonstração de força, equilíbrio e fé.

É claro que neste período a cidade se transforma numa grande festa e aparecem pessoas de tudo o que é lugar.

Continuamos passeando pelo bonito centro medieval …

… e chegamos ao local onde se realizou o primeiro Conclave Papal.

É claro que o lugar não é uma Capela Sistina, mas mesmo assim, é muito curioso saber que a palavra deriva de “com chave”, ou seja, passaram a chave na porta da sala e os votantes só sairiam de lá após a escolha do papa ter sido deliberada.

Restou observarmos o  belíssimo visual da região e …

… da área contígua ao salão.

Demos também uma entrada no Duomo e vimos o túmulo do único papa enterrado lá.

Andamos mais um pouquinho e …

… fizemos um legítimo pitstop no restaurande do grande Gianluca, um italiano adorador de Floripa!

Ele nos ofereceu, além dum ótimo papo, …

… um bom vinho branco da região, …

… queijos das mais variados formatos , …

… e bruschettas com um incrível …

 … azeite de primeira prensa.

Aproveitamos pra comprar algun vinhos do próprio Gianluca, queijos e salames …

 do 3DC Gradi (Tredici Gradi), uma loja /restaurante  …

… que deixamos na nossa wish list, porque certamente voltaremos. 

Sem contar que tudo lá tem procedência e origem, além da chancela do Slow Food.

Nos despedimos da Daniella e rumamos pruma cidadezinha (100 hab?) vizinha, chamada Civita di Bagnoregio (pra quem se lembra, foi uma das locações da novela Esperança).

E por que conhecer?

Porque esta cidadezinha corre o risco de desaparecer. Ela é feita totalmente de material arenítico que se desintegra de acordo com ação do vento.

E também porque ela fica no topo duma montanha e o seu único meio de comunicação com o mundo exterior é uma longa ponte onde só passam pessoas.

A subida é bastante cansativa …

… mas quando se chega lá em cima, a recompensa chega.

Seja através da vista que se tem, …

… seja através de toda a ambientação que te transporta pra Idade Média.

O silêncio é sepulcral e você fica pensando a toda hora se “é verdade que está aqui!”.

Taí um ótimo bate-volta romano.

Ainda fomos brindados com uma luz tão incrível no por do sol que não tive como escapar de um pequeno foto-blog:

Continuamos passeando pelas belas paisagens da região …

…com predominantes plantações de azeitonas e uvas.

E aí tivemos um tremendo bonus no tour.

O Alessandro nos levou à casa dos pais dele …

… e após, a um frantoio …

… que é o lugar onde se faz azeite.

É isto mesmo! Iríamos acompanhar como se faz um azeite e passo-a-passo.

Chegamos ao frantoio após percorremos estradas maravilhosas e com um tremendo poente.

Ficamos surpresos ao ver um barracão pequeno.

A mãe e o pai do Alessandro, a D Mirella e o Sr Alberto (o da esquerda), nos acompanharam e fizeram o meio de campo da visita.

Iniciamos tudo vendo caixas e caixas de azeitonas colhidas fresquinhas.

Note que nesta região, quase todo mundo tem oliveiras no seu quintal e faz o seu próprio azeite. Basta colher as azeitonas e reservar um horário no frantoio pra que ele seja processado.

Pra começar, as azeitonas são jogadas numa espécie de caçamba, …

 … e são transportadas e lavadas mecanicamente numa esteira.

Aí acontece a limpeza e separação das folhas e o próximo passo é serem esmagadas (sim, com caroço e tudo).

Forma-se uma pasta que é colocada em círculos sobrepostos(como se fossem filtros), …

… empilhados numa máquina …

… para serem espremidos com força sucessivamente maior até que todo líquido existente nas pastas deixe de existir.

O óleo que sobra (joga-se a água fora) é bastante escuro, …

… mas ele passa por filtros e vai clareando até chegar a esta cor verde maravilhosa.

Justamente neste espaço nos foi perguntado se queríamos experimentar algumas bruschettas?
Eu olhei pra Dé e começamos a dar risadas.

Esta situação seria praticamente um sonho de consumo da Dé, já que ela é uma adoradora incondicional dos azeites.

Quando falamos sim, do nada surgiram pão, vinho e daí a pouquíssimo tempo estávamos comendo a bruschetta com o azeite mais fresco que jamais comeremos, pois o azeite foi retirado da saída do filtro!

Um verdadeiro espetáculo.

Conversamos bastante com todos e ainda tivemos a oportunidade de ver uma outra sala onde o processo para obtenção é totalmente mecanizado.

Segundo os pais do Alessandro, o “olio” obtido através do processo anterior é mais autêntico e se obtém um produto com mais personalidade (o que não quer dizer que este é pior, ainda mais com esta matéria-prima!).

Pronto! A curiosidade estava saciada e a nossa fome também, se bem que eu acho que repetiríamos esta experiência por tantas vezes quantas fossem possíveis.

Voltamos ao hotel com a rapidez necessária, já que tínhamos um dos poucos jantares romanos ditos gastro-chiques.

E era na Glass Hostaria.

Um lugar que realmente nos fez viajar na viagem. Ele é praticamente um estranho na fauna romana.

Vejamos porque:

Ele é modernoso (apesar de ficar no Trastevere); tem uma comida contemporânea (apesar de estar em Roma) e você consegue conversar/avistar a sua chef (que pra variar veio conversar conosco e perguntou sobre o Alex Atala).

Chegamos no horário (desta vez estávamos mais pra ingleses que pra brasileiros) e fomos alojados numa excelente mesa.

Dali tínhamos excelentes vistas do restaurante.

Analisamos o menu e resolvemos jogar o barco nas pedras. Comeríamos trufas brancas. Mas, antes vieram uns amuses.

Escolhemos o vinho (mais um botezinho nas rochas), um branco do Gaja, o Rossij-Bass 2010 de grandes lembranças, né sócios? Como sempre, excepcional.

E uma entrada com Cured white fish, sichuan pepper, edamame, green apple and horseradish granita (não precisa nem dizer que nos confundiram com americanos. Será que eu comi tanto? rs) um tanto quanto maluca pra cidade. O garçom nos disse que tinha acabado, mas ante a nossa cara de desilusão, a chef Cristina Bowerman se apiedou e nos mandou o prato.

Como principais, os tais pratos trufados e brancamente: um risotto with 60’months aged Parmesian Cheese, butter from Isigny, whit truffle que estava demais, segundo a Dé.

Eu pedi Seafood Rossini (uma homenagem a nossa cunhada), na verdade, vieiras que misturavam foie gras com trufas. Um must.

A Dé queria passar a sobremesa, mas eu não permiti. Então escolhemos uma saborosa Sopa de Café com Leite Condensado.

Resumo da batalha de gladiadores: o Glass te faz viajar pra fora de Roma, mas não sei se é exatamente isto o que se quer quando se está por lá.

A comida é muito boa, o atendimento é excelente, o ambiente é estiloso, mas cadê o meu Carbonara, o teu Matriciana, a nossa Bruschetta, o nosso azeite?

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.
Giorno cinque – Roma – Itália – Mamma mia na terra dela mesma.
Giorno Sei – Roma – Itália – Ben (o) Hur(so) amico.
Giorno Sette – Roma – Itália – Campo de Fiori, frutas, legumes e verduras, além de queijos e massas.
Giorno Otto – Roma – Italia – Io sono un po’ ubriaca.

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dcpv – giorno otto – roma – italia – io sono un po’ ubriaca.

14/11/2011

Giorno Otto – Roma – Itália – Io sono un po’ ubriaca.

Parece que estamos passando as férias no deserto do Atacama, em vez de Roma.

Pelo menos no período em que estamos na cidade eterna. Sol, sol e sol.
Devido a reserva pra visitarmos a Galleria Borghese, tivemos que sair bem cedo do hotel.

E andamos bastante, pois tínhamos que chegar lá as 9:00 hs, já que todas as visitas são agendadas (você pode ficar somente duas horas lá dentro).

Corremos bastante e ao menos, tivemos a oportunidade de ver toda a Scalinata completamente vazia.

Chegamos no horário (apesar do sol, estava um tremendo frio) e entramos.

O impacto é imenso.

Toda a casa, a Villa Borghese é muito grande e impressionante. Ela foi construída em 1612 pra ser a propriedade romana da riquíssima família homônima.

É claro que não deixam tirar fotos, mas como compramos postais com as obras mais impactantes, vou me permitir criar um cenário por aqui “emprestando” algumas do site oficial.
Começamos a visita (alugue um audio tour que vale a pena) com as masterpieces do gênio Bernini: o Davi, uma pretensa resposta ao do Michelangelo, o rapto da Perséfone e Apolo e Dafne. Reparem nos detalhes das esculturas que foram feitas totalmente em granito.

Também vimos a obra-prima de Antonio Canova, uma escultura de Paolina, irmã de Napoleão. Este trabalho causou um grande escândalo, visto que ela visivelmente posou peladona (imaginem o bafafá naquela época).

Complementamos tudo com a pinacoteca que contém Caravaggio, Rubens, Rafael e outos menos votados.

Saímos de lá, passamos pela excelente lojinha …

… e aproveitamos o embalo pra emendar o passeio 16 do guia, Luxos e ossos descarnados, que “evoca o horror e o glamour da chique Via Veneto, com suas criptas lúgubres e as riquezas da Galleria Borghese“.

Acabamos descendo toda a Via Veneto, …

… com inclusive, uma passagem pelo hotel que ficamos na nossa outra viagem pra cá, o Boscolo.

Ah! Também vimos um daqueles protestos violentos italianos (cheio de velhinhos transviados) …

… e a pedinte (uma falsa idosa) que vivia nos implorando uma esmola e que quando acabava o “serviço” saia linda e garbosa; ainda era a mesma da nossa viagem em 2007.

Voltamos ao hotel e presenciamos mais um casamento (fato frequente nas nossas viagens), desta vez na Fontana della Barcaccia.

Aproveitamos pra dar um refresh tomando um chá e um capuccino no Antico Caffè Greco.

… além de comer um soberbo canoli.

Rumamos galhardamente pro Campo de Fiori.

Justamente pra escolher onde almoçar e foi fácil. Eu tinha visto no Frommer’s o restaurante  Da Pancrazio e daí a optar por ele, foi tranquilo.

Se você quiser um lugar histórico, antiquissimo, com um atendimento impecável …

… e uma cenografia que te leva pro passado; …

… este é o lugar.

Pedimos comidas tipicamente romanas. A Dé iniciou com uma (mais uma) Caprese. Ela jurou que foi a melhor muçarela que ela comeu aqui em Roma.

Eu fui de salada de pão com aliche. “Tipici e buono“.

Tomamos duas taças de vinho tinto e pedimos os principais. Uns ravioli de carciofi pra Dé ..

… e Saltimboca alla Romana pra mim.

Estavam simplesmente ótimos.

Na mesa ao nosso lado, almoçavam 4 italianos. Eram provavelmente pai, mãe (já idosos) e 2 filhos. Eles estavam comendo há um tempão (e bebendo também).

A senhora, que parecia a mãe do Giaaaaaani no filme Almoço de Ferragosto (se não assistiu, veja porque é demais), levantou pra ir ao banheiro, deu uma leve cambaleada, olhou pra nós e disse: io sono un po’ ubriaca!”

Demos, todos, muitas risadas e pensamos em como Roma e os romanos são divertidos.

Andamos mais um pouco, até chegarmos a Mondello Ótica onde conseguimos encontrar as nossas queridinhas armações belgas de óculos da marca theo.

Ainda demos mais umas voltas comerciais (Blue Sand pra Re; (ethic) pra Dé) …

… e fomos jantar em mais uma vinoteca, a Il Chianti.

Ela faz parte o nosso imaginário desde 2007.

E tudo continua (graças!) do mesmo jeito.

Pedimos uma garrafa dum Chianti Superior Reserva Banfi (pra matar as saudades) …

…. um Strozzapetti com muito pomodoro (como a Dé gosta e por incrível que pareça, difícil de encontrar em Roma) …

… e Coniglio (coelho) com batatas e molho de azeitonas pretas pra mim.

Tudo ótimo (como sempre).

Dá vontade de voltar mais um montão de vezes.

Sem contar que ela fica bem ao lado da Fontana di Trevi, …

… o que é certeza de encantamento (paquistaneses tiradores de foto e vendedores de rosas à parte).

Voltamos a pé (e com um bruta frio pro hotel).

Não deu nem pra ficarmos um pouco “altos” (un po’ ubriacos).

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.
Giorno cinque – Roma – Itália – Mamma mia na terra dela mesma.
Giorno Sei – Roma – Itália – Ben (o) Hur(so) amico.
Giorno Sette – Roma – Itália – Campo de Fiori, frutas, legumes e verduras, além de queijos e massas.

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dcpv – giorno sette – roma – itália – campo de fiori, frutas, legumes e verduras, além de queijos e massas.

13/11/2011

Giorno Sette – Roma – Itália – Campo de Fiori, frutas, verduras e legumes, além de queijos e das massas.

Vamos lá com a mesma ladainha: foi mais um belo dia de sol. Acordamos um pouco mais tarde, já que planejamos andar muuuuito.

Tomamos um lauto e bom café da manhã e zarpamos pro passeio número 11 do guia Roma – Roteiros pra explorar a cidade a pé.

Desta vez nos baseamos no intitulado “A morte em cada esquina“.

O prefácio dele é o seguinte: “ao lado da história cristã de Roma corre uma outra, de escândalos, horrores e injustiças que é revelada neste passeio por palácios e pizzas, ops, piazzas”. 🙂

E veja que qualquer semelhança não é mera coincidência, ja que naquele tempo, “os ricos e poderosos viviam na impunidade e a justiça muitas vezes dependia apenas do dinheiro. Príncipes, papas e aristocratas ricos costumavam ser cruéis, gananciosos e corruptos.”

Bom, o tour se inicia pelo Campo dei Fiori. E melhor, pela feira que acontece lá toda manhã (exceto aos domingos).

São produtos e mais produtos da mais alta qualidade.

Flores, óbvio, …

… frutas, …

… verduras,  legumes, …

… sofritos, …

… tomates …

… e outras coisas apimentadas.

Depois deste banho de cultura gastronômica, retornamos ao passeio.

Antes, conhecemos a tremenda padoca, a Campo de’ Fiori, …

… onde percebemos o cuidado que eles tem com a higiene e com os nosso amigos de 4 patas. 🙂

Na sequência, passamos pelo Palazzo Farnese, a atual Embaixada da França (que por sinal paga a simbólica bagatela de 1€ por cada 99 anos de aluguel. Uma pechincha!).

Próximos dali estão a Igreja de Santa Maria dell’Orazione e Morte e a Via Giulia, uma rua com os mais belos “palazzi” da cidade.

Vimos mais um belo lugar, o Palazzo Spada

… e adentramos ao Gheto Judaico.

Como sempre, as histórias sobre segregação são sempre muito tristes. E neste caso também, já que até um muro foi erguido pra isolá-los em 1559. Somente em 1888 é que esta muralha foi derrubada.

O que não impediu a Via de Portico d’Otttavia se transformar numa das atrações gastronômicas de Roma.

A alcachofra à Judia servida por aqui é de perder a cabeça.

Demos uma desviada e aproveitamos pra ver os templos de Jupiter e Juno, erguidos pelo imperador Augusto em 23 a.C, para a sua irmã Ottavia.

Passamos também pelo Teatro di Marcello e…

… voltamos ao roteiro original, ou seja, atravessamos a ponte Fabricio …

… pra adentrarmos a Isola Tiberina, uma versão “povera” da Ile de St Louis.

Este tour acaba aqui, mas como estávamos no Trastevere, aproveitamos pra fazer um pedaço do tour 6 intitulado “O bairro do Diabo“.

E por que esta denominação? Porque o Trastevere (que significa atrás do Tibre) tem a fama de ser um lugar estranho e de diversão garantida …

… com ruas que homenageiam os visitantes ilustres, …

… com as suas casas com heras, …

…  restaurantes e janelas festivas …

… e até docerias excelentes como a Panetteria Roamana onde compramos vários docinhos de pistache, biscoitos champanhe e canolis.

Voltamos ao Campo dei Fiori  pra “secarmos” um pouquinho mais a feira …

… e pra almoçar num velho conhecido, o bar especializado em muçarelas, o Obiká.

Ele fica bem numa esquina da piazza e nos sentamos pra apreciar a paisagem.

A Dé escolheu uma Salada com burrata

… e eu, uma muçarela defumada de búfala com  mortadela.

Ficamos um bom tempo vendo o tempo passar numa versão romana (taí o dolce far niente) …

… e resolvemos fazer algumas comprinhas.

Pra isso, voltamos ao hotel e fomos caçar alguns lugares na região da Piazza di Spagna.

Antes, uma breve Happy Hour no próprio hotel …

… com direito a tomar uma birra Moretti (tudo na faixa!).

Depois desta movimentação (estávamos pregados e certamente batemos o nosso recorde hoje), resolvemos conhecer uma enoteca novinha, a Palatium, que fica na região do hotel.

O lugar é bacanésimo (brevemente seremos especialistas em enotecas romanas) e, mesmo sem reserva, conseguimos uma mesa.

Pedimos uma ótima degustação de salumi e fromage (todos DOP e com certificação da região do Lazio), …

… duas taças de vinho branco do Lazio (claro!) …

… e realmente merecíamos uma boa noite de sono.

Incrivel, mas estudar História neste formato, cansa bastante e pasmem, emagrece!

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.
Giorno cinque – Roma – Itália – Mamma mia na terra dela mesma.
Giorno Sei – Roma – Itália – Ben (o) Hur(so) amico.

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dcpv – giorno sei – roma – itália – Ben (o) Hur(so) amico.

12/11/2011

Giorno Sei –  Roma – Itália – Ben (o) Hur(so) amico.

Parece incrível e redundante, mas tivemos mais um belo amanhecer. Muito sol e até um calorzinho que não estava nas previsões.

Como tínhamos um espetáculo épico marcado pra tarde, aproveitamos pra fazer um passeio curto (assim como um bom expresso).
E foi no novo (pros padrões romanos, já que foi inaugurado há 2 anos) museu Maxxi.

Incrível como os romanos menosprezam o novo. Fomos de taxi e quando disse que queríamos ir até o museu, o motorista disse não saber o que e onde era. Como eu tinha me informado, passei o endereço pra ele e lá fomos nós pela histórica Via Flaminia.

Chegamos e a impressão inicial é marcante. Você não espera ver um prédio tão impactante e moderno numa cidade em que a unidade de tempo pra atrações turísticas é medida em séculos.

Tudo impressiona.

A parte externa, onde a afamada arquiteta Zaha Hadid conseguiu transformar concreto em curvas, …

… vidro em espelho …

… e a maluca parte interna com divisões incríveis, …

… além de junções de paredes com placas de ferro …

… e barras de cano vermelhas cruzando todo o espaço.

E claro que como em todo museu deste formato (vide Guggenheim), a grande atração é o prédio. Portanto, a coleção ficou prum segundo plano e tratamos de voltar a pé pro hotel.

O caminho todo foi interessante, já que passamos por um bairro de vizinhança e do dia-a-dia romano.

Vimos vários carros do Mr Bean, …

… uma feira tipicamente italiana, …

… um sex shop fantástico, o Castroni, …

… e chegamos a tempo de nos trocar, pegar um taxi e ir pra nova Fiera Roma.

Pra quem não conhece, é um tipo de Anhembi dos romanos.

E é longe, bem longe. Fica perto do aeroporto.

Nós fomos até lá pra assistir ao espetáculo Ben Hur. Comprei as entradas pelo Ticket One e ao chegarmos, troquei o voucher pelos ingressos.

Quando vi que a nossa fileira era a X, fiquei decepcionado. Só que usando a lógica e os algarismos romanos, cheguei a óbvia conclusão que era a 10. 🙂

A idéia principal seria mostrar ao público um espetáculo antigo, romano, com um visual impressionante, boa música (a trilha foi composta por nada mais, nada menos do que Stewart Copelland, ex-Police) e o que nos atraiu bastante: uma corrida de bigas.

O lugar todo é imenso. São pelo menos 14 galpões iguais a este que entramos. E quase tudo foi entregue.

Porque quase? Porque faltou um pouco do calor humano da platéia.

Os lugares estavam ocupados em mais ou menos 10%. O que significou que os atores eram maioria em relação ao público.

E como não tinhamos almoçado, tivemos que apelar e comer alguns panini na lanchonete.
Mezza boca, sim senhores, mas a organização, a plasticidade e a beleza compensaram.

Voltamos pra região do hotel a tempo de tomarmos um legitimo chá inglês na Babington’s Tea Room, aos pés da Scalinatta da Piazza di Spagna.

O lugar é tradicionalíssimo (está lá desde 1892) e já foi palco de discussões de grandes ícones da literatura (Kytes, Shelley, Goethe) e da blogosfera mundiais (não citarei os nomes devido a modéstia).

Pedimos dois ótimos chás …

… e uma degustação de mini-doces.

Pra variar, encontramos mais uma brasileira trabalhando no lugar e ela nos prometeu facilidades pra importar alguns deles pra cidade co-irmã de Ferraci di Vasconcelli. Faremos esta ponte ítalo-brasileira.

Enquanto isso, planejamos o nosso jantar.

Que seria num restaurante próximo ao hotel (e dica do próprio), o AdHoc.

Pensamos em fazer um menu degustação de trufas brancas, pra matar as saudades piemontesas. Chegamos e fomos direto ao cardápio que indicava o tal menu. Perguntamos sobre ele e a dona nos disse que não seria possível, porque o tartufo tinha acabado.

Paciência! Partimos pro sacrifício e fomos pesquisar o menu. Antes de mais nada, frise-se que o lugar é muito bonito, super bem cuidado e homenageia as famílias visitantes.

Optamos por tomar duas taças dum tinto do Castelo di Ama e…

… escolhemos um mix de entradas (aspargos/carpaccio/mil folhas de batata e cogumelos). Perfeito!

Ah! Antes, nos foi oferecido um agrado do chef, uma polentinha verde.

A degustação de pães também foi incrível, ainda mais upgradeada por um excelente azeite toscano.

Quanto aos principais, a Dé escolheu um fresco Maltagliatti com Limão Siciliano …

… e eu, o melhor prato que comemos até agora, a Trilogia de Matriciana.
São 3 interpretações do chefe: uma, a tradicional, outra com cogumelos e a última, a grande revelação da noite; a com trufas negras, certamente das mais aromáticas que comemos até hoje.

A impressão era a melhor possível, especialmente após pedirmos mais duas taças dum bianchetto.

Com o nível de toda a refeição, não poderíamos deixar de experimentar alguma sobremesa: um tremendo Tiramisú.

Bom, foi isto. Imperdível e ainda ganhamos uma garrafa dum espumante dolci como presente.
Terminou mais um dia romano. Começou com a Zaha, continuou com o Ben Hur e finalizou com o AdHoc.

Semanticamente estranho; sensitivamente, exatamente o contrário.

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.
Giorno cinque – Roma – Itália – Mamma mia na terra dela mesma.

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