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dcpv – giorno cinque – roma – itália – mamma mia na terra dela mesma.

12/11/2011

Giorno Cinque – Roma – Itália – Mamma Mia na terra dela mesma.

Parece brincadeira e coincidência, mas no mesmo no dia da renúncia do signore Berlusconi, o bungabunga, o sol continuou a brilhar.

Aproveitamos pra dormir um pouquinho mais (se anda muuuuito em Roma) e como iríamos ao teatro a tarde (e não era o de Marcello), subimos a pé pela Via del Corso (que se chama assim justamente por causa dos desfiles de carnaval que eram feitos nela) e entramos no Foro Romano.

Como o ingresso pro Coliseu (aquela beleza) vale também pro Forum e por dois dias, aproveitamos pra entrar e passear por uma autêntica aula de História.

Antes passamos pela Máquina de Escrever e pelo Capitolino, até seguirmos totalmente o passeio 3 do guia Roma – Roteiros pra você explorar a pé, intitulado o “Berço de Rômulo e Remo“.

Como escrito lá, “o antigo Forum era o centro político, econômico e religioso do Império Romano. Foi aqui dos seus púlpitos que figuras históricas como César falaram às massas, discutiram nos tribunais e moldaram o destino da Europa moderna“.

E não é que é exatamente isso?

Você anda pela Via Sacra e realmente se sente pisando no mesmo caminho dos imperadores triunfantes quando voltavam da guerra (é claro que violências à parte).

E vê a sigla SPQR (Senatus Populesque Romanus) e o antigo selo da República Romana em toda a parte.

Passa pelos famosos arcos de Settimio Severo e di Tito, …

… além de ver um tributo a Nero com direito a arvore genealógica (é, ele tinha mãe!) …

… a Casa das Virgens Vestais

… e fique pensando o tempo todo em “como foi que estes caras fizeram isto tudo naquela época?”.

Vê até rúculas selváticas floridas no meio de toda esta História. Será que o Nero gostava de rúcula? rs

Passamos também pelo Palatino, que tem uma vista linda da cidade, …

… circundamos o Coliseu …

… com a possibilidade de ver ângulos …

… diferentes …

… desta beldade …

… e cruzamos a Domus Aurea pra chegar ao teatro. Pra quem não sabe, a Domus Aurea é a mansão que o doido do Nero construiu do lado do Coliseu e num terreno onde ele optou por botar fogo pra fazer todo mundo sair de lá.

Pra ver a maluquice dele, basta ler este parágrafo do Guia: “o imperador Nero sucedeu a seu padrasto Cláudio aos 16 anos de idade, depois que a sua mãe, Agripina, envenenou o marido pra colocar o filho no poder. Mas ele foi mais do que ingrato e mandou matar a mãe com uma surra. Depois assassinou a esposa, encontrada com os membros amarrados e as veias cortadas dentro duma banheira. Ele se casou com a amante, mas matou-a a pontapés quando estava grávida”.

Ou seja, todos os romanos seriam suspeitos se ele tivesse sido morto, ao invés da suposto suicídio.

Finalmente chegamos ao Teatro Brancaccio. E pra ver a versão italiana do musical Mamma Mia!
Trocamos os ingressos reservados pela Internet e fomos almoçar numa trattoria próxima dali, a Monti.

Como não tínhamos reservado e não existiam mesas disponíveis, recebemos um “não” quando perguntamos se tinham algum lugar vago. Estávamos quase na rua quando o garçom veio nos avisar que uma senhora que estava sentada sozinha numa mesa pra quatro, dispôs de dois lugares.

Ela era da Estônia e pudemos conversar bastante. Disse que ficou com pena da gente, já que a comida da Monti é insuperável. E é mesmo!

Estávamos com pressa e a Dé pediu como entrada uma porção de fritos (flor de abobrinha, azeitonas e uma massa de milho) …

… e eu, um carpaccio de bacalhau.

Tomamos uma jarra de 1/2 litro dum Verdicchio e como principais, pedimos Fetuccine alla Bolonhesa pra Dé e …

… um tremendo espaguetti pra mim, que originalmente seria  com anchovas, mas que segundo o atendente, excepcionalmente seria com pulpitos. Bingo!

E a a estoniana estava certo. Tudo esteve absolutamente perfeito.
Saímos correndo pra entrar no teatro e tudo bem que não pudemos tirar fotos, mas foi muito legal.
A adaptação de tudo, a platéia totalmente lotada, a passionalidade italiana. Enfim, assistir a Mamma Mia! com os diálogos e as músicas em italiano, foi puro divertimento.
Aconselho firmemente assistir a algum espetáculo pra sentir o verdadeiro clima do lugar.
Voltamos ao hotel a tempo de nos preparamos pro jantar. E num restaurante próximo da Piazza Navona. Era na Osteria dell’Antiquario.

Como o próprio nome induz, é um lugar antigo, o que não seria nenhuma novidade em se tratando de Roma.

E especialmente, e você verá, tudo é old fashion.

Iniciamos com duas taças de Prosecco e um menu bem eclético pra fazermos as escolhas.

A Dé, que está fazendo uma pós em Caprese, escolheu uma quente temperada com azeite e manjericão.

Eu fui de camarões com caponata e raspas de limão siciliano.

Tudo fresco e muito bem feito. Tomamos uma meia garrafa dum bianchetto e pedimos os principais (é, Mamma Mia! dá fome!): a Dé optou por um Agnolotti à Matriciana e …

.. eu, por um Fetuccine ao ragu de lagosta, com a carcaça da própria adornando o prato.

Excelentes e com uma apresentação mais do que antigona.

O que resultou numa comida reparadora, de memória e muito saborosa.

Passamos direto pelas sobremesas, e devido a quantidade de comida digerida, resolvemos voltar a pé pro hotel.

Estava bastante frio, mas mesmo assim foi bacana passar pela Piazza Navona …

… e pelo Pantheon iluminados pela luz da lua …

… até ultrapassarmos a multidão de pessoas que ainda se aninhavam na região da Piazza da Spagna e …

… que se confraternizavam pelo término da era ítalo-bungabunganiana.

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.

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dcpv – giorno cuatro – roma – itália – a biga moderna

11/11/2011

Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.

Incrível; mais um dia de sol em pleno outono romano.

Os próprios italianos estão surpresos com tanto calor pra esta época do ano.

E seria um dia totalmente dedicado à Roma antiga.

Pela manhã, um passeio pelo nosso queridinho Coliseu.

Tudo bem que o Pantheon é mais bem conservado. Mas, eu não sei exatamente o que o Coliseu tem pra nos deixar tão atraídos por ele?

Chegamos cedo e com o ingresso comprado pela internet (faça por que vale a pena furar aquela fila toda).

O resto é o de sempre.

Aquela opulência …

… aquela onipresença, …

… aquela história, …

… enfim, tudo te deixa curioso o suficiente pra pesquisar e verificar como era realmente a utilização daquele monumento pro que ele foi projetado.

Vimos até uma interação entre as pessoas da nossa época, dita turistas, com os temíveis gladiadores fumantes! 🙂

Todos sabemos que ele, o Colosseum, serviu pruma série de coisas não muito sérias, inclusive, pra tal politica do Pão&Circo, mas que impressiona; ah, impressiona.

Além dele ser extremamente fotogênico.

Tentamos entrar no Fórum Romano, mas adiamos pra amanhã (o ingresso do Coliseu vale pro Fórum e pro Palatino também e por dois dias), pois tinhamos que almoçar antes do nosso tour da tarde.

No caminho, verificamos a expansão do Império Romano …

… e passamos pelo pai dos supermercados (o do Trajano), …

Resolvemos subir até a Piazza Venezia e o monumento a Vittorio Emanuele (a famosa máquina de escrever, segundo os italianos).

E ali perto, escolhemos mais uma enoteca, desta vez a Corsi.

Mais um lugar italianíssimo com poucos turistas e muitos locais.

Simples, como a maioria delas, mas com comida de qualidade.

Pedimos uma lasagna de alcachofra pra Dé e …

bacalhau com batatas e tomates pra mim, …

… além duma jarra de vinho branco da casa (de Lazio) e curtimos a vista da rua já que estávamos praticamente nela.

Deu vontade de comer um pouco de açúcar. Optamos por uma fatia da torta da Nonna, uma massa saborosa com um creme maravilhoso e um gosto acentuado de limão.

E, no horário, fomos andar nas tais bigas. São bem modernas.

Na verdade, são Segway. Contratamos um passeio na Rome by Segway Tours com um guia que comentaria tudo em inglês, mas que por sermos somente eu e a Dé, optamos por comentários em italiano mesmo.

Fizemos a tal adaptação de 10 minutos (já tínhamos experiência do tour em Madri) e partimos pra seguir o roteiro pré-determinado.

Que por sinal, seria descer pela Via del Foro Imperiale e chegar ao Coliseu (olha ele aí de novo).

Como já tínhamos feito a visita interna pela manhã, a complementação das informações foi primordial.

Ficamos sabendo dum montão de coisas que o guia Ferdinando nos informou. Inclusive que, já naquela época as super-produções existiam a ponto de todos os espetáculos terem uma direção perfeita; leões entravam na arena na hora correta e até cenários selvagens eram montados lá dentro. It’s showtime!

Depois disso, passamos pelo Arco de Constantino

… e num bonus do guia, subimos toda a colina do Aventino onde além de termos a oportunidade de apreciar uma das mais belas vistas de toda a cidade, …

… ainda nos foi mostrado um segredo bem guardado.

Na embaixada de Malta existe um buraco no portão, o famoso olho mágico. Quando você olha através dele …

… tem um grande surpresa ao ver um jardim com um carramanchão perfeito em que centralizada, se vislumbra ao fundo, a cúpula da Basilica de São Pedro. Lindo! (Eu juro que ela está lá no fim da foto! rs)

Voltamos pro roteiro original, passando pelo Circo Máximo (o autódromo de fórmula 1 das bigas), …

… pelo Capitolino e seus Musei Capitolini, …

… e pela imagem símbolo da cidade, a Loba amamentando os gêmeos Rômulo e Remo; …

…subimos ao monte pra ter uma visão perfeita de todo o Forum Romano,…

… com tudo o que se pode imaginar.

3 horas depois, voltamos ao ponto inicial, satisfeitos com tudo o que nos foi passado.

Achamos o tour extraordinário. Ele é obrigatório pra quem está em Roma e quer entender a ascenção e queda dum grande Império.

Voltamos ao hotel e tínhamos resolvido trocar o restaurante reservado (escolhi o hyppado Dal Bolognese), quando pedi pra concierge cancelar a da outra enoteca que iríamos.

Ela não só me demoveu da idéia (o Dal Bolognese é overpriced, disse ela) como nos intimou a ir a Cavour 313.

E foi a nossa sorte.

O lugar é muito bom e pra variar, só trabalha com ótimos ingredientes.

Resultado? Comemos salumi e fromaggi com uma qualidade imensa.

Mussarela de búfala, lardo (uma das coisas mais gordurosas que experimentei na vida), salames, vários tipos de queijo …

…com destaque pra mussarela defumada e …

… pro excelente vinho branco Malvasia Rumon de Lazio. Foi uma verdadeira festa italiana.

Que como tal teria que acabar com uma ótima sobremesa: um tiramisu de lavanda com uma cobertura de chocolate branco. Um “spetaccolo”.

Pronto! Tivemos mais um dia romano típico.

E deu pra imaginar como é que seriam as corridas no Circo Máximo se os gladiadores usassem Segways em vez de bigas.

Será que o Da Vinci já não tinho antevisto a criação destes bichinhos?

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.

 

dcpv – giorno tre – roma – itália – aquarela do brasile nos jardins do vaticano.

10/11/2011

Giorno tre – Roma – Itália -Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.

Inverno em Roma? Se for assim, tá bom demais.

A temperatura está mais do que agradável, chegando em alguns momentos a lembrar pleno verão.

Acordamos cedo já que iríamos visitar 3 países: oVaticano, a Itália e o Brasil.

A Itália, obviamente porque estamos nela; o Vaticano, porque todo mundo sabe que é o menor país do mundo (e está contido na Bota) e o Brasil… bem, esta é uma outra história.

Começamos o dia indo de táxi pra terra do Papa.

Reservei uma visita guiada pelos Jardins do Vaticano. E como é que ela funciona? Vamos lá.

Entrei no site do Rome Vaticano Museum e fiz o pagamento pela Internet. Quando chegamos à entrada do Museu, tínhamos um lugar especial tanto pra trocar o voucher pelos bilhetes (que também dá direito a visitas no Museu e consequentemente na Capela Sistina), como pra aguardar pela guia. O nosso tour seria em espanhol e notamos a presença de somente mais um simpático casal de espanhóis genuínos, provenientes das Astúrias.

No horário, as 10:00 hs, iniciamos o nosso tour praticamente privado.

E o passeio é incrível.

Você entra de cabeça no mundo interno do Vaticano .

Passeia pelas alamedas onde, segundo a guia, João Paulo II andava e se exercitava. Detalhe: como os italianos, passionais que são, adoram este Papa, ao mesmo tempo que veladamente, “criticam” o comportamento “muito discreto e sem paixão” do atual.

Conhece os presentes que os Papas receberam durante o seu papado. Você sabia que tanto a Virgem de Fátima, como o altar originais estão lá …

… numa bem parecida capela?

Andamos muito (o passeio dura aprox 2 horas) e vimos um montão de coisas bonitas e interessantes.

As casas de repouso e meditação papais, …

… os jardins bacanas …

… as inúmeras fontes …

… com plantas exóticas …

… e diagramaçoes perfeitas …

… além de, num arroubo da guia, conhecermos o dia-a-dia do minúsculo país (são uns 1000 habitantes) …

… com direito a ver a parte administrativa, …

…  os Correios, …

…  a estação de trem (tem uma lá dentro!), o posto de gasolina…

…  e até os fundos da Basílica de São Pedro.

Aproveitamos o ingresso pra dar mais uma visitada aos Museus do Vaticano.

Devido a caminhada matinal, decidimos fazer o trajeto mais curto com destino final na Capela Sistina.

Passamos pelos corredores luxuosos, …

… pelos aposentos do Rafael , …

… com o seu talento incontestável …

… e finalmente chegamos a cereja do bolo, a Sistina.

Sim, eu sei que não se pode tirar fotos, mas como ninguém respeitava o que o guarda italiano gritava (era uma esculhambacione!), …

… nós também registramos o momento, com direito a Adão e Eva, Criação, Juízo Final e outros menos votados. A guia também nos deu uma dica que eu gostaria de dividir com todos: se você estiver cansado e quiser economizar um bom tempo, saia da Capela Sistina pelo lado direito dos fundos dela.

Por esta porta, você descerá alguns degraus duma interessante escada e estará ao lado da Basílica de São Pedro.

Caso saia pela esquerda, terá que andar todo o caminho, da entrada do museu até a Basílica acompanhando o perímetro do Estado. Ou seja, é longe pacas.

Estando ao lado, adentramos à Basílica. E fizemos um breve greatest hits: Pietá, obra-prima do Michelangelo, …

… a cúpula, outra obra-prima de Michelangelo

… e o Baldaquino de Bernini.

Além de observarmos a grandiosidade de absolutamente tudo.

Saímos meio que correndo e de táxi, pois ainda teríamos que almoçar antes de visitarmos o Brasil.

E escolhemos a Enoteca Cul de Sac que fica próximo da Piazza Navona.

É um lugar bem rústico, como a maioria das enotecas (aguardem que farei um resumo das “n” que visitamos).

Pedimos um prato misto de salumi e fromaggi (que a Dé não gostou muito já que não tinha salame, só presunto e copa), …

… duas taças dum bom vinho branco de Frascati, …

… uma Fonduta de Queijo

… e uma pasta com brocoli e queijo.

Tudo muito bom, além do pão que era cinematográfico …

… e ainda aproveitamos pra ver um pedaço do tour 13 do Guia, o Estátuas de rua e pedras de Roma, um resumo da localização das famosas estátuas-falantes, obras-de-arte que são portadoras de protestos da população romana. Vimos este Pasquino:

Não precisa nem dizer que o Bunga-bunga está na boca delas (com cacófato mesmo).
E chegou a hora do Brasil. Mais precisamente, da Embaixada Brasileira.

Foi através do Guia Itália da Abril (no qual modestamente contribuimos com a nossa experiência no passeio da trilogia da execução do parmeggiano, aceto e presunto de Parma) que eu descobri esta dica que a Embaixada fazia passeios gratuitos pelo famoso Palácio Pamphilj.
É fácil de reservar. Basta entrar no site e escolher a data (sempre as quintas).

Uma pena que não pudemos tirar fotos (ô, Embaixada, até no Museo do Vaticano é possível!), mas mesmo assim o lugar é imperdível.
Passeamos por 7 salas, sendo uma delas um imenso e lindo salão de concertos projetado por Borromini; inclusive, numa outra pequena sala onde foram descobertos lindos afrescos pintados no teto, afrescos estes que estavam escondidos sobre o forro.

Enfim, se estiver por Roma, aproveite e vá conhecer a sede propria da representação brasileira na capital italiana (é, estamos “podendo” por lá).

Caminhamos de volta pro hotel, passando por inúmeros obeliscos (como tem um monte deles por aqui!) …

… e resolvemos ir jantar próximo ao hotel, numa cantina turisticona e bem conhecida, a Otello alla Concordia.

Mais cantinona, impossível.

Aproveitamos pra entrar no clima e pedir flores de abobrinhas fritas pra Dé …

… e uma bruschetta alla Otello com salumi (este salumi a Dé gostou porque continha mortadela e italiana 🙂 ) pra mim.

Tudo escoltado por um bem ruinzinho vinho branco da casa.

Como principais, um fetuccine ao sugo di involtine pra Dé …

… e um spaghetti ao vôngole pra mim. Quase chorei, de tão bom!

Só nos restou  voltar pro hotel e descansar porque amanhã a dose é dupla e de Coliseu.

Que venham os leões. Mas que venham em forma de fotos e de História.

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma –  Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.

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dcpv – giorno due – roma – itália – a primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.

09/11/2011

Giorno due – Roma – Itália – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.

Utilizei como base desta viagem a publicação da PubliFolha, Guia de Passeios Roma roteiros pra você explorar a cidade a pé.

Mesmo porque o princípio de qualquer viagem pra lá e caminhar e caminhar muito.

E pra inaugurar o nosso tour, escolhemos o roteiro 23, coincidentemente denominado A estrada que leva a Roma.

Veja a descrição deste capítulo: entre em Roma pelo Norte e percorra a antiga Via Flamínia, seguindo os mesmos passos dos mercadores pagãos e peregrinos exaustos da viagem”.

Pra quem não sabe a Via Flamínia nada mais é do que Via del Corso, denominada desta forma devido aos desfiles ou “corse” que aconteciam nela durante o carnaval romano.

Portanto, o roteiro começa na Porta del Popolo, o famoso portão norte de Roma decorado com colunas e estátuas e projetado pelo Bernini em homenagem ao papa Alexandre VII para receber a rainha Cristina da Suécia.

Ao atravessá-lo, você adentra na Piazza del Popolo, uma praça enorme e cheia de igrejas.

A Santa Maria del Popolo está aqui. Ela é um verdadeiro tesouro já que temos capelas desenhadas por Rafael, pinturas de Caravaggio e mais um montão de obras de arte no seu interior.

As gêmeas (mas nem tanto. Sabe que é muito legal fazer o jogo dos sete erros entre elas?) Santas Marias dei Miracoli  e in Montesanto também estão aqui.

Passamos então por toda a Via del Corso, onde nos sentimos como os mercadores, ou seja, com uma vontade danada de comprar nas lojas bacanas que existem por lá.

Cruzamos com a Via Del Condotti e encontramos um mercadinho simples e sem pretensão. Veja pelas fotos:

  

Entramos na Piazza Augusto Imperatore, justamente pra ver o Mausoléu do mesmo que foi construído em 26 a.C. …

… e o Museu Ara Pacis, ou Altar da Paz, onde estava acontecendo uma ótima exposição sobre Audrey Hepburn. É a globalização!

Continuamos, atravessando o Rio Tibre, através da Ponte Cavour (ah, se os rios paulistanos fossem assim!), …

… até encontrar o megalômano Palazzo di Giustizia, mais conhecido jocosamente como Palazzaccio, devido a quantidade enorme de blocos de granito que o compõe.

O bicho é tão pesado que está afundando!

Voltamos pela ponte Umberto I (mais conhecida como Humbero Primo) e começaríamos um outro tour, o 19, o Roma Romântica.

Antes e devido ao calor e ao sol escaldante (pra estação vigente, claro?), tomamos ótimos e refrescantes sorvetes no Giolitti.

E como a recomendação também óbvia seria completar o percurso com a iluminação noturna, entramos só em algumas atrações e prometemos retornar hoje a noite mesmo, pra fazer tudo na ordem e com a atmosfera corretas.

De qualquer maneira, passamos no Pantheon, o monumento mais bem conservado de Roma e uma verdadeira obra-prima da engenharia (sem corporativismo) visto que el foi construído entre 27 e 25 a.C , …

… na crawdeada e mais famosa fonte de Roma, a Fontana di Trevi

… e voltamos pro hotel …

… pra almoçar ali pertinho na Antica Enoteca.

É um lugar antigo (daaaaam) e com vinhos espetaculares (mais daaaaam ainda).

Pedimos pratos básicos: uma polenta com salsiccia pra Dé, …

… gnocchi com basilico e pomodoro pra mim …

… e taças de Montepulciano e Gavi de Gavi pra nós.

O lugar é charmoso e encontramos uma atendendente recifense que facilitou bastante o nosso pedido.

Tomamos dois expressos curtíssimos …

… e fomos explorar um pouco mais a região próxima ao hotel.

Pegamos mais uma horda de turistas na Scalinatta em pleno por do sol (que neste caso se deu as 17:30 hs) …

…  e fomos nos preparar pro tour romântico noturno que terminaria com uma visita a maravilhosa Pizzeria Baffetto. Banho tomado, nos arrumamos pra mais uma maratona romana.

O tour 19 inicia na Piazza di Spagna.

A explicação pra ele é veja o centro de Roma pelos olhos de diversos poetas e escritores que vieram pra cidade procurando inspiração artística e romance.

Pois é, nós nos inspiramos também. Além da Scalinatta, revimos a Fontana di Trevi …

… nos maravilhamos com as Colunas que dão a noção exata do tamanho do colossal Templo do Adriano (não é o do Timão! 🙂 ) …

… nos maravilhamos com a atmosfera do Pantheon iluminado, …

… passamos pela Piazza Navona (onde fica a Embaixada do Brasil. Eu tenho uma dica legal pra visitá-la)  …

… e finalmente chegamos a Pizzeria Baffetto.

Nós da “famiglia”, temos uma história de amor com este lugar. Da última vez que estivemos aqui (em 2007), fomos comer lá 3 vezes. E desta vez não seria diferente.

A fila estava imensa. A organização funciona da seguinte maneira: não fazem reservas, nem anotam o nome. Simplesmente se fica na fila e espera a sua vez do lado de fora.

Além disso, só aceita dinheiro e as mesas são comunitárias (sentamos juntos com 2 casais de italianos), além de terem umas outras regrinhas ditatoriais (tudo a ver com um Pizza’s Nazi. Neeeeeeext!).

A boa notícia é que as pizzas continuam espetaculares. São crocantes por fora e úmidas na medida certa, por dentro. Além do detalhe que é necessário e obrigatório comer usando as mãos e com o pedaço devidamente “emborcado”.

A Dé pediu uma Margherita, que é feita com somente com o molho e queijo (nada de manjericão como a nossa ) …

… e a diferença da minha, a Pomodorini, eram justamente os doces tomatinhos frios.

Acompanhamos com um Chianti Conte Serristori …

… e como sempre, não sobrou nada.

Só caminhar bastante pela bela e histórica Roma noturna. E consumista também.

Ci viedamo domani.
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dcpv – giorno uno – roma – itália – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.

08/11/2011

Giorno uno – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.

Iniciamos a nossa viagem com uma novidade. Como, por motivo de força maior, tivemos que adiar a da França pra abril/2012 (Borgonha, Champanhe e Paris), optamos, até por comodidade, por voltar a um lugar que gostamos muito, que já conhecíamos e que gostaríamos de retornar .

Roma! Foi o que veio à nossa mente logo de cara. E corremos pra reservar hotel, avião, passeios (aula de culinária, bate volta pra Viterbo, Segway, jardins do Vaticano, etc) e bolar um roteiro simples.

A TAM não voa direto pra Roma, então optamos pela Alitalia. E novidade, escolhemos o vôo das 3:00 da matina. Foi muito interessante ver o aeroporto de Cumbica complemente vazio. Tomara que na Copa tudo funcione deste jeito!

A intençáo seria passar o maior tempo dormindo e ao chegar por volta das 17:00 hs em Roma, aproveitar a noitinha tanto pra sair como pra adiantar a adaptação.

Ou seja, tentar aliviar o temido jetlag, que neste caso nem seria tão temido assim, já que a diferença é de somente 3 horas.
O vôo foi tranquilo. Atravessamos (acredito que pela primeira vez) o maravilhoso Deserto da Saara (o sol estava quente e queimou a nossa …) …

… com suas enigmáticas paisagens (precisamos ir pra lá!)…

… e as cidades totalmente isoladas.

Por incrivel que pareça, chegamos 45 minutos adiantados. O nosso transfer estava nos esperando e zarpamos pro hotel. Ainda deu tempo de vermos um autêntico ítalo-arco-íris, naquele que seria o nosso único dia chuvoso de todo o tour.

O The Inn at the Spanish Steps é muito bom porque além de pequeno, tem um staff pra lá de atencioso e fica num predio histórico com pedigree.

Tudo bem que é localizado na via dei Condotti (sabe porque ela tem este nome? Por que ela era o ponto de passagem dos dutos de água) , bem no olho do furacão turístico, mas além de pertencemos à categoria, ele é bem próximo da maioria dos pontos turísticos romanos.

Scalinata di Spagna inclusa e no visual, já que conseguimos um upgrade e ficamos num quarto com vista pra própria e pra Condotti.

Fizemos o reconhecimento do quarto espaçoso, …

… desfizemos as malas (eis a vantagem de ficar a viagem inteira numa cidade só), ficamos surpresos com os “mimos” (grato, Sócios)  …

… e fomos jantar.

A idéia seria (até pela proximidade) repetir uma marcante experiência da nossa outra viagem pra cá em 2007: comer no ‘Gusto.

Ele é um complexo incrível localizado na Piazza Augusto Imperatore que contém restaurantes/pizzaria/bar/osteria/loja com um ambiente aconchegante …

… e com um pão fantástico (incrível como todos os pães daqui são muito bons).

A Dé impôs o desejo dela: frugalidade. Então pedimos uma tábua de fromaggi e salumi

… uma excelente Caprese di Bufala (uma das “n” que comemos), …

… um vinho branco Vermentino Jaldinu, 

… um legítmo Tiramisú

… e uma Torta di Mele (maçã pros íntimos) com Gelatto di Vanilla.

Tudo absolutamente perfeito, assim como a lua que saiu, logo após um grande período chuvoso, justamente pra nos dar as boas-vindas e anunciar o bom tempo.

É, a viagem promete e só está começando. O plano do vôo madrugador aparentemente deu certo.

Assim como acontecerá com as pesquisas constantes que serão feitas nas lojas da vizinhança.

Arrivederci.
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dcpv – cantem conosco: arrivederci …

novembro/2011

Cantem conosco : Arriverderci …

Ou seja; arrivederci.

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dcpv – eymard – una passegiatta pela itália

Una Passegiatta pela Itália.

O Edu me havia pedido um post comparando duas pizzarias históricas: a Da Michele, em Nápoles e a Baffetto, em Roma. Tentei cumprir a promessa. Infelizmente, a Baffetto funciona somente a partir das 18 horas e descobri isso tarde demais!
Então, para compensar, escrevo um post com uma passegiata pela Itália.

(I) Um napolitano que torna a Sorrento.

A escolha por começar a viagem pela região da Campânia não foi aleatória. Queria que a primeira visita dos meus filhos para a Itália começasse pela terra dos meus avós. Tudo pronto, embarcamos para Milão e de lá, um vôo doméstico de 1:30 até Napoli. Vôo tranqüilo. Tudo incrivelmente no horário. Desembarcamos e pegamos o carro rumo ao hotel para uma noite “a Napoli”.

Sempre me lembro da expressão “a primeira impressão é a que fica”. Nesse caso, procuro investir nessa idéia. Escolha do hotel: Grand Hotel Vesuvio. Um clássico em frente ao Castel Dell’Ovo.

Solicitei por e-mail que gostaria de quartos de frente e com vista para o Castelo (nunca deixo de solicitar cortesia para quartos com vista; upgrade de qualidade de quarto, etc.. Nem sempre consigo, mas quando há disponibilidade, há grande chance de lhe concederem).
Ao chegarmos ao hotel, nos sentimos como Angelina Jolie no filme “O Turista” ao chegar em Veneza e se hospedar no Hotel Danieli.

Um sóbrio cavalheiro nos acompanhou até os quartos e fez questão de “abrir” as janelas da sacada, com um sorriso napolitano no canto nos lábios. O visual era incrível e valeu todos os esforços para chegar até ali. Ficamos um tempo contemplando aquela paisagem antes de experimentarmos um belo spaghetti.

Bem, uma retificação: no nosso caso o armário não tinha os “mimos” recebidos pela Jolie no Hotel Danieli. Também nós não éramos Angelina e não estávamos em um filme embora tudo ao nosso redor parecesse um set de filmagem.
Acordamos e o visual da nossa janela era esse. Nada mal, heim!

Passegiata pelo centro de Napoli para chegar até a pizzeria Da Michele. O centro histórico de Napoli é mesmo um filme de Fellini. Depois de passear pelas vielas, com as tradicionais roupas penduradas e ver as nonas conversando nas varandas, chegamos lá.

Duas opções de pizzas: a margherita (com muzzarela) e a pomodoro (sem muzzarela). Tamanho único. Para beber? Refrigente ou birra. O lugar lembra a copa ou a cozinha de casa.

Agora entendemos porque a Julia Roberts, em Comer Rezar Amar abandonou o garfo e a faca para comer a pizza com as mãos. O que faz a diferença dessa pizza é o molho. Eles produzem os tomates para a fabricação do molho, ali bem na região do Vesúvio. Ela não poderia ser mais simples, mais básica. Mas de tão boa chega a doer!
Nos despedimos da Da Michele com um até breve!

II -Torna a Sorrento.

Escolhida a cidade como base para a passegiata pela Costa, Sorrento, é uma cidade estratégica. Um pouco maior do que as demais da região, mas fácil para circular. O hotel Vesúvio é estrategicamente localizado na Piazza Tasso. E tem uma das mais belas vistas da baia de Napoli …

… e do Vesúvio.

Fomos jantar no Il Buco, indicação do maravilhoso guia “Itália: para comer e beber bem”, do Juscelino Piselli Pereira e do jornalista Gerardo Landulfo. O restaurante é uma beleza; comida e serviço impecáveis.

Nos sentamos do lado de fora, com direito a música napolitana (se bem que, depois da gorjeta, o sujeito desapareceu!!!).

O chef se propõe a apresentar a comida local, valorizando os ingredientes da região da Campânia e, mais do que isso, da região do Vesúvio. Para mim, o menu degustação. Uma variedade dos clássicos locais, todos a base de peixe ou frutos do mar.

Para a Lourdes, o menu OKm. Achamos a idéia desse menu muito legal. Todos, literalmente, todos os ingredientes eram locais, daí o Okm.

E, para os filhos, um Chateaubriand que veio numa panela e foi devidamente fatiado e servido.

III – Ravello com Domenico De Masi.

Ravello já abrigou de Wagner …

…a Domenico de Masi, passando por Forster, Gide, …

…Gore Vidal e tantos mais.

A cidade merece a classificação de voltar sempre e até ficar por um bom tempo. Marcamos almoço no terraço do Palazzo Sasso e que vista. O vinho? Um local Greco di Tufo.

IV – Capri com Gable e Loren.

Clark Gable chega à ilha e encontra Sophia Loren no filme “Começou em Nápoles – It started in Naples”. Não encontramos Clark, nem Sophia, mas a ilha estava lá, com poucas diferenças.

Você pode conhecer a ilha de diversas maneiras: alugando um barco; passeando com transporte público local; contratando um serviço de micro-onibus ou alugando um pitoresco taxi. Fomos de taxi com o Sr. Vincenzo.

Vincenzo nos apresentou a ilha, Capri e Anacapri e nos levou para almoçar no La Piazzetta. Peixe fresco e essa vista:

Descobrimos que a família que trabalha no restaurante é “vizinha de porta do Sr. Vincenzo” (eu estava certo de que o Sr. Vincenzo nos levaria na casa da cunhada – coisas de “napolitanos”). Um peixe fresco cozido com azeite, limão e pomodoro. O outro, um peixe grelhado. Tudo simples e de boa procedência. Precisa mais?

Sugiro uma visita ao Jardim de Augusto para ter certeza de que Deus existe!

E, no centro de Capri e Anacapri, lojas sofisticadas ao lado de pequenos comerciantes locais.

V – Roma para não romanos.

A idéia era ir na Baffetto para comparar com a pizza da Michelle. Os deuses napolitanos conspiraram e não conseguimos ir na pizzaria. No entanto, fomos na pizzeria Il Leoncino.

E deu para saber que de pizza os italianos entendem mesmo. Crocante. Com poucos ingredientes. Mas com um sabor incomparável. Se a Da Michelle encanta pelo molho; a da Il Leoncino encanta pela crocância da massa. Sugiro que peçam de entrada uma foccacia (que vem só a massa) e em separado, prosciutto, muzzarela de búfala, azeitonas verdes e pretas e pronto; você mesmo monta a sua pizza.

Sem a preciosa ajuda do conectado Marcello Brito nossa viagem não teria sido o sucesso que foi e em Roma, contratamos os serviços do Alessandro Barnaba (http://descubraroma.blogspot.com/) para um tour histórico. Recomendo.

Para terminar, é verdade, Sueli! Os Luz estão fazendo escola. Aprendemos com eles muitas coisas.
Uma delas foi brindar e tirar foto dos brindes. Mas ainda estamos engatinhando … no fraldário!

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