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dcpv – giorno nove – roma – itália – você conhece viterbo? civita? como se faz um bom azeite?

15/11/2011

Giorno Nove – Roma – Itália – Você conhece Viterbo? Civita? Como se faz um bom azeite?

Acordamos mais uma vez com um tremendo sol. Estava um frio danado, mas o sol atenuava tudo.

Partimos cedo pra fazer um bate-volta bem diferente.

Antes de  mais nada, vou apresentar o nosso guia (e uma indicação do Eymard): o Alessandro Barnaba, que nos mostrou as alternativas pro tour de dia inteiro que pretendíamos fazer com ele.

Acabei escolhendo conhecer Viterbo, a cidade dos Papas; Civita di Bagnoregio, a cidade que está desaparecendo (e que é lindíssima) e de quebra, veríamos como é feito o legítimo azeite italiano.

Bom, vamos fazer o mais fácil e começarmos do começo. A primeira parada foi em Viterbo.

Após 1:30 hs e com o carro do Alessandro, chegamos a cidade conhecida pela sua arquitetura medieval e por ter sido o lar de alguns papas durante uma pequena cisão na Igreja.

Ela é toda cercada por muralhas.

Adentramos e passamos pela igreja de Santa Rosa in Viterbo, padroeira duma das maiores festas da região. A Daniella, uma guia local também nos acompanhou …

… e nos contou que todo 3/setembro, cem pessoas (conhecidos como facchini) regidas por um “maestro” transportam a imagem da Santa pelo centro da cidade. É a famosa La Macchina di Santa Rosa.

Isto seria corriqueiro, a não ser por um pequeno detalhe: a imagem dela está no topo duma torre de uns 30 metros de altura, pesando 5 toneladas e é deslocada por todos estes homens, na mais pura demonstração de força, equilíbrio e fé.

É claro que neste período a cidade se transforma numa grande festa e aparecem pessoas de tudo o que é lugar.

Continuamos passeando pelo bonito centro medieval …

… e chegamos ao local onde se realizou o primeiro Conclave Papal.

É claro que o lugar não é uma Capela Sistina, mas mesmo assim, é muito curioso saber que a palavra deriva de “com chave”, ou seja, passaram a chave na porta da sala e os votantes só sairiam de lá após a escolha do papa ter sido deliberada.

Restou observarmos o  belíssimo visual da região e …

… da área contígua ao salão.

Demos também uma entrada no Duomo e vimos o túmulo do único papa enterrado lá.

Andamos mais um pouquinho e …

… fizemos um legítimo pitstop no restaurande do grande Gianluca, um italiano adorador de Floripa!

Ele nos ofereceu, além dum ótimo papo, …

… um bom vinho branco da região, …

… queijos das mais variados formatos , …

… e bruschettas com um incrível …

 … azeite de primeira prensa.

Aproveitamos pra comprar algun vinhos do próprio Gianluca, queijos e salames …

 do 3DC Gradi (Tredici Gradi), uma loja /restaurante  …

… que deixamos na nossa wish list, porque certamente voltaremos. 

Sem contar que tudo lá tem procedência e origem, além da chancela do Slow Food.

Nos despedimos da Daniella e rumamos pruma cidadezinha (100 hab?) vizinha, chamada Civita di Bagnoregio (pra quem se lembra, foi uma das locações da novela Esperança).

E por que conhecer?

Porque esta cidadezinha corre o risco de desaparecer. Ela é feita totalmente de material arenítico que se desintegra de acordo com ação do vento.

E também porque ela fica no topo duma montanha e o seu único meio de comunicação com o mundo exterior é uma longa ponte onde só passam pessoas.

A subida é bastante cansativa …

… mas quando se chega lá em cima, a recompensa chega.

Seja através da vista que se tem, …

… seja através de toda a ambientação que te transporta pra Idade Média.

O silêncio é sepulcral e você fica pensando a toda hora se “é verdade que está aqui!”.

Taí um ótimo bate-volta romano.

Ainda fomos brindados com uma luz tão incrível no por do sol que não tive como escapar de um pequeno foto-blog:

Continuamos passeando pelas belas paisagens da região …

…com predominantes plantações de azeitonas e uvas.

E aí tivemos um tremendo bonus no tour.

O Alessandro nos levou à casa dos pais dele …

… e após, a um frantoio …

… que é o lugar onde se faz azeite.

É isto mesmo! Iríamos acompanhar como se faz um azeite e passo-a-passo.

Chegamos ao frantoio após percorremos estradas maravilhosas e com um tremendo poente.

Ficamos surpresos ao ver um barracão pequeno.

A mãe e o pai do Alessandro, a D Mirella e o Sr Alberto (o da esquerda), nos acompanharam e fizeram o meio de campo da visita.

Iniciamos tudo vendo caixas e caixas de azeitonas colhidas fresquinhas.

Note que nesta região, quase todo mundo tem oliveiras no seu quintal e faz o seu próprio azeite. Basta colher as azeitonas e reservar um horário no frantoio pra que ele seja processado.

Pra começar, as azeitonas são jogadas numa espécie de caçamba, …

 … e são transportadas e lavadas mecanicamente numa esteira.

Aí acontece a limpeza e separação das folhas e o próximo passo é serem esmagadas (sim, com caroço e tudo).

Forma-se uma pasta que é colocada em círculos sobrepostos(como se fossem filtros), …

… empilhados numa máquina …

… para serem espremidos com força sucessivamente maior até que todo líquido existente nas pastas deixe de existir.

O óleo que sobra (joga-se a água fora) é bastante escuro, …

… mas ele passa por filtros e vai clareando até chegar a esta cor verde maravilhosa.

Justamente neste espaço nos foi perguntado se queríamos experimentar algumas bruschettas?
Eu olhei pra Dé e começamos a dar risadas.

Esta situação seria praticamente um sonho de consumo da Dé, já que ela é uma adoradora incondicional dos azeites.

Quando falamos sim, do nada surgiram pão, vinho e daí a pouquíssimo tempo estávamos comendo a bruschetta com o azeite mais fresco que jamais comeremos, pois o azeite foi retirado da saída do filtro!

Um verdadeiro espetáculo.

Conversamos bastante com todos e ainda tivemos a oportunidade de ver uma outra sala onde o processo para obtenção é totalmente mecanizado.

Segundo os pais do Alessandro, o “olio” obtido através do processo anterior é mais autêntico e se obtém um produto com mais personalidade (o que não quer dizer que este é pior, ainda mais com esta matéria-prima!).

Pronto! A curiosidade estava saciada e a nossa fome também, se bem que eu acho que repetiríamos esta experiência por tantas vezes quantas fossem possíveis.

Voltamos ao hotel com a rapidez necessária, já que tínhamos um dos poucos jantares romanos ditos gastro-chiques.

E era na Glass Hostaria.

Um lugar que realmente nos fez viajar na viagem. Ele é praticamente um estranho na fauna romana.

Vejamos porque:

Ele é modernoso (apesar de ficar no Trastevere); tem uma comida contemporânea (apesar de estar em Roma) e você consegue conversar/avistar a sua chef (que pra variar veio conversar conosco e perguntou sobre o Alex Atala).

Chegamos no horário (desta vez estávamos mais pra ingleses que pra brasileiros) e fomos alojados numa excelente mesa.

Dali tínhamos excelentes vistas do restaurante.

Analisamos o menu e resolvemos jogar o barco nas pedras. Comeríamos trufas brancas. Mas, antes vieram uns amuses.

Escolhemos o vinho (mais um botezinho nas rochas), um branco do Gaja, o Rossij-Bass 2010 de grandes lembranças, né sócios? Como sempre, excepcional.

E uma entrada com Cured white fish, sichuan pepper, edamame, green apple and horseradish granita (não precisa nem dizer que nos confundiram com americanos. Será que eu comi tanto? rs) um tanto quanto maluca pra cidade. O garçom nos disse que tinha acabado, mas ante a nossa cara de desilusão, a chef Cristina Bowerman se apiedou e nos mandou o prato.

Como principais, os tais pratos trufados e brancamente: um risotto with 60’months aged Parmesian Cheese, butter from Isigny, whit truffle que estava demais, segundo a Dé.

Eu pedi Seafood Rossini (uma homenagem a nossa cunhada), na verdade, vieiras que misturavam foie gras com trufas. Um must.

A Dé queria passar a sobremesa, mas eu não permiti. Então escolhemos uma saborosa Sopa de Café com Leite Condensado.

Resumo da batalha de gladiadores: o Glass te faz viajar pra fora de Roma, mas não sei se é exatamente isto o que se quer quando se está por lá.

A comida é muito boa, o atendimento é excelente, o ambiente é estiloso, mas cadê o meu Carbonara, o teu Matriciana, a nossa Bruschetta, o nosso azeite?

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.
Giorno cinque – Roma – Itália – Mamma mia na terra dela mesma.
Giorno Sei – Roma – Itália – Ben (o) Hur(so) amico.
Giorno Sette – Roma – Itália – Campo de Fiori, frutas, legumes e verduras, além de queijos e massas.
Giorno Otto – Roma – Italia – Io sono un po’ ubriaca.

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dcpv – giorno otto – roma – italia – io sono un po’ ubriaca.

14/11/2011

Giorno Otto – Roma – Itália – Io sono un po’ ubriaca.

Parece que estamos passando as férias no deserto do Atacama, em vez de Roma.

Pelo menos no período em que estamos na cidade eterna. Sol, sol e sol.
Devido a reserva pra visitarmos a Galleria Borghese, tivemos que sair bem cedo do hotel.

E andamos bastante, pois tínhamos que chegar lá as 9:00 hs, já que todas as visitas são agendadas (você pode ficar somente duas horas lá dentro).

Corremos bastante e ao menos, tivemos a oportunidade de ver toda a Scalinata completamente vazia.

Chegamos no horário (apesar do sol, estava um tremendo frio) e entramos.

O impacto é imenso.

Toda a casa, a Villa Borghese é muito grande e impressionante. Ela foi construída em 1612 pra ser a propriedade romana da riquíssima família homônima.

É claro que não deixam tirar fotos, mas como compramos postais com as obras mais impactantes, vou me permitir criar um cenário por aqui “emprestando” algumas do site oficial.
Começamos a visita (alugue um audio tour que vale a pena) com as masterpieces do gênio Bernini: o Davi, uma pretensa resposta ao do Michelangelo, o rapto da Perséfone e Apolo e Dafne. Reparem nos detalhes das esculturas que foram feitas totalmente em granito.

Também vimos a obra-prima de Antonio Canova, uma escultura de Paolina, irmã de Napoleão. Este trabalho causou um grande escândalo, visto que ela visivelmente posou peladona (imaginem o bafafá naquela época).

Complementamos tudo com a pinacoteca que contém Caravaggio, Rubens, Rafael e outos menos votados.

Saímos de lá, passamos pela excelente lojinha …

… e aproveitamos o embalo pra emendar o passeio 16 do guia, Luxos e ossos descarnados, que “evoca o horror e o glamour da chique Via Veneto, com suas criptas lúgubres e as riquezas da Galleria Borghese“.

Acabamos descendo toda a Via Veneto, …

… com inclusive, uma passagem pelo hotel que ficamos na nossa outra viagem pra cá, o Boscolo.

Ah! Também vimos um daqueles protestos violentos italianos (cheio de velhinhos transviados) …

… e a pedinte (uma falsa idosa) que vivia nos implorando uma esmola e que quando acabava o “serviço” saia linda e garbosa; ainda era a mesma da nossa viagem em 2007.

Voltamos ao hotel e presenciamos mais um casamento (fato frequente nas nossas viagens), desta vez na Fontana della Barcaccia.

Aproveitamos pra dar um refresh tomando um chá e um capuccino no Antico Caffè Greco.

… além de comer um soberbo canoli.

Rumamos galhardamente pro Campo de Fiori.

Justamente pra escolher onde almoçar e foi fácil. Eu tinha visto no Frommer’s o restaurante  Da Pancrazio e daí a optar por ele, foi tranquilo.

Se você quiser um lugar histórico, antiquissimo, com um atendimento impecável …

… e uma cenografia que te leva pro passado; …

… este é o lugar.

Pedimos comidas tipicamente romanas. A Dé iniciou com uma (mais uma) Caprese. Ela jurou que foi a melhor muçarela que ela comeu aqui em Roma.

Eu fui de salada de pão com aliche. “Tipici e buono“.

Tomamos duas taças de vinho tinto e pedimos os principais. Uns ravioli de carciofi pra Dé ..

… e Saltimboca alla Romana pra mim.

Estavam simplesmente ótimos.

Na mesa ao nosso lado, almoçavam 4 italianos. Eram provavelmente pai, mãe (já idosos) e 2 filhos. Eles estavam comendo há um tempão (e bebendo também).

A senhora, que parecia a mãe do Giaaaaaani no filme Almoço de Ferragosto (se não assistiu, veja porque é demais), levantou pra ir ao banheiro, deu uma leve cambaleada, olhou pra nós e disse: io sono un po’ ubriaca!”

Demos, todos, muitas risadas e pensamos em como Roma e os romanos são divertidos.

Andamos mais um pouco, até chegarmos a Mondello Ótica onde conseguimos encontrar as nossas queridinhas armações belgas de óculos da marca theo.

Ainda demos mais umas voltas comerciais (Blue Sand pra Re; (ethic) pra Dé) …

… e fomos jantar em mais uma vinoteca, a Il Chianti.

Ela faz parte o nosso imaginário desde 2007.

E tudo continua (graças!) do mesmo jeito.

Pedimos uma garrafa dum Chianti Superior Reserva Banfi (pra matar as saudades) …

…. um Strozzapetti com muito pomodoro (como a Dé gosta e por incrível que pareça, difícil de encontrar em Roma) …

… e Coniglio (coelho) com batatas e molho de azeitonas pretas pra mim.

Tudo ótimo (como sempre).

Dá vontade de voltar mais um montão de vezes.

Sem contar que ela fica bem ao lado da Fontana di Trevi, …

… o que é certeza de encantamento (paquistaneses tiradores de foto e vendedores de rosas à parte).

Voltamos a pé (e com um bruta frio pro hotel).

Não deu nem pra ficarmos um pouco “altos” (un po’ ubriacos).

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.
Giorno cinque – Roma – Itália – Mamma mia na terra dela mesma.
Giorno Sei – Roma – Itália – Ben (o) Hur(so) amico.
Giorno Sette – Roma – Itália – Campo de Fiori, frutas, legumes e verduras, além de queijos e massas.

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dcpv – giorno sette – roma – itália – campo de fiori, frutas, legumes e verduras, além de queijos e massas.

13/11/2011

Giorno Sette – Roma – Itália – Campo de Fiori, frutas, verduras e legumes, além de queijos e das massas.

Vamos lá com a mesma ladainha: foi mais um belo dia de sol. Acordamos um pouco mais tarde, já que planejamos andar muuuuito.

Tomamos um lauto e bom café da manhã e zarpamos pro passeio número 11 do guia Roma – Roteiros pra explorar a cidade a pé.

Desta vez nos baseamos no intitulado “A morte em cada esquina“.

O prefácio dele é o seguinte: “ao lado da história cristã de Roma corre uma outra, de escândalos, horrores e injustiças que é revelada neste passeio por palácios e pizzas, ops, piazzas”. 🙂

E veja que qualquer semelhança não é mera coincidência, ja que naquele tempo, “os ricos e poderosos viviam na impunidade e a justiça muitas vezes dependia apenas do dinheiro. Príncipes, papas e aristocratas ricos costumavam ser cruéis, gananciosos e corruptos.”

Bom, o tour se inicia pelo Campo dei Fiori. E melhor, pela feira que acontece lá toda manhã (exceto aos domingos).

São produtos e mais produtos da mais alta qualidade.

Flores, óbvio, …

… frutas, …

… verduras,  legumes, …

… sofritos, …

… tomates …

… e outras coisas apimentadas.

Depois deste banho de cultura gastronômica, retornamos ao passeio.

Antes, conhecemos a tremenda padoca, a Campo de’ Fiori, …

… onde percebemos o cuidado que eles tem com a higiene e com os nosso amigos de 4 patas. 🙂

Na sequência, passamos pelo Palazzo Farnese, a atual Embaixada da França (que por sinal paga a simbólica bagatela de 1€ por cada 99 anos de aluguel. Uma pechincha!).

Próximos dali estão a Igreja de Santa Maria dell’Orazione e Morte e a Via Giulia, uma rua com os mais belos “palazzi” da cidade.

Vimos mais um belo lugar, o Palazzo Spada

… e adentramos ao Gheto Judaico.

Como sempre, as histórias sobre segregação são sempre muito tristes. E neste caso também, já que até um muro foi erguido pra isolá-los em 1559. Somente em 1888 é que esta muralha foi derrubada.

O que não impediu a Via de Portico d’Otttavia se transformar numa das atrações gastronômicas de Roma.

A alcachofra à Judia servida por aqui é de perder a cabeça.

Demos uma desviada e aproveitamos pra ver os templos de Jupiter e Juno, erguidos pelo imperador Augusto em 23 a.C, para a sua irmã Ottavia.

Passamos também pelo Teatro di Marcello e…

… voltamos ao roteiro original, ou seja, atravessamos a ponte Fabricio …

… pra adentrarmos a Isola Tiberina, uma versão “povera” da Ile de St Louis.

Este tour acaba aqui, mas como estávamos no Trastevere, aproveitamos pra fazer um pedaço do tour 6 intitulado “O bairro do Diabo“.

E por que esta denominação? Porque o Trastevere (que significa atrás do Tibre) tem a fama de ser um lugar estranho e de diversão garantida …

… com ruas que homenageiam os visitantes ilustres, …

… com as suas casas com heras, …

…  restaurantes e janelas festivas …

… e até docerias excelentes como a Panetteria Roamana onde compramos vários docinhos de pistache, biscoitos champanhe e canolis.

Voltamos ao Campo dei Fiori  pra “secarmos” um pouquinho mais a feira …

… e pra almoçar num velho conhecido, o bar especializado em muçarelas, o Obiká.

Ele fica bem numa esquina da piazza e nos sentamos pra apreciar a paisagem.

A Dé escolheu uma Salada com burrata

… e eu, uma muçarela defumada de búfala com  mortadela.

Ficamos um bom tempo vendo o tempo passar numa versão romana (taí o dolce far niente) …

… e resolvemos fazer algumas comprinhas.

Pra isso, voltamos ao hotel e fomos caçar alguns lugares na região da Piazza di Spagna.

Antes, uma breve Happy Hour no próprio hotel …

… com direito a tomar uma birra Moretti (tudo na faixa!).

Depois desta movimentação (estávamos pregados e certamente batemos o nosso recorde hoje), resolvemos conhecer uma enoteca novinha, a Palatium, que fica na região do hotel.

O lugar é bacanésimo (brevemente seremos especialistas em enotecas romanas) e, mesmo sem reserva, conseguimos uma mesa.

Pedimos uma ótima degustação de salumi e fromage (todos DOP e com certificação da região do Lazio), …

… duas taças de vinho branco do Lazio (claro!) …

… e realmente merecíamos uma boa noite de sono.

Incrivel, mas estudar História neste formato, cansa bastante e pasmem, emagrece!

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.
Giorno cinque – Roma – Itália – Mamma mia na terra dela mesma.
Giorno Sei – Roma – Itália – Ben (o) Hur(so) amico.

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dcpv – giorno sei – roma – itália – Ben (o) Hur(so) amico.

12/11/2011

Giorno Sei –  Roma – Itália – Ben (o) Hur(so) amico.

Parece incrível e redundante, mas tivemos mais um belo amanhecer. Muito sol e até um calorzinho que não estava nas previsões.

Como tínhamos um espetáculo épico marcado pra tarde, aproveitamos pra fazer um passeio curto (assim como um bom expresso).
E foi no novo (pros padrões romanos, já que foi inaugurado há 2 anos) museu Maxxi.

Incrível como os romanos menosprezam o novo. Fomos de taxi e quando disse que queríamos ir até o museu, o motorista disse não saber o que e onde era. Como eu tinha me informado, passei o endereço pra ele e lá fomos nós pela histórica Via Flaminia.

Chegamos e a impressão inicial é marcante. Você não espera ver um prédio tão impactante e moderno numa cidade em que a unidade de tempo pra atrações turísticas é medida em séculos.

Tudo impressiona.

A parte externa, onde a afamada arquiteta Zaha Hadid conseguiu transformar concreto em curvas, …

… vidro em espelho …

… e a maluca parte interna com divisões incríveis, …

… além de junções de paredes com placas de ferro …

… e barras de cano vermelhas cruzando todo o espaço.

E claro que como em todo museu deste formato (vide Guggenheim), a grande atração é o prédio. Portanto, a coleção ficou prum segundo plano e tratamos de voltar a pé pro hotel.

O caminho todo foi interessante, já que passamos por um bairro de vizinhança e do dia-a-dia romano.

Vimos vários carros do Mr Bean, …

… uma feira tipicamente italiana, …

… um sex shop fantástico, o Castroni, …

… e chegamos a tempo de nos trocar, pegar um taxi e ir pra nova Fiera Roma.

Pra quem não conhece, é um tipo de Anhembi dos romanos.

E é longe, bem longe. Fica perto do aeroporto.

Nós fomos até lá pra assistir ao espetáculo Ben Hur. Comprei as entradas pelo Ticket One e ao chegarmos, troquei o voucher pelos ingressos.

Quando vi que a nossa fileira era a X, fiquei decepcionado. Só que usando a lógica e os algarismos romanos, cheguei a óbvia conclusão que era a 10. 🙂

A idéia principal seria mostrar ao público um espetáculo antigo, romano, com um visual impressionante, boa música (a trilha foi composta por nada mais, nada menos do que Stewart Copelland, ex-Police) e o que nos atraiu bastante: uma corrida de bigas.

O lugar todo é imenso. São pelo menos 14 galpões iguais a este que entramos. E quase tudo foi entregue.

Porque quase? Porque faltou um pouco do calor humano da platéia.

Os lugares estavam ocupados em mais ou menos 10%. O que significou que os atores eram maioria em relação ao público.

E como não tinhamos almoçado, tivemos que apelar e comer alguns panini na lanchonete.
Mezza boca, sim senhores, mas a organização, a plasticidade e a beleza compensaram.

Voltamos pra região do hotel a tempo de tomarmos um legitimo chá inglês na Babington’s Tea Room, aos pés da Scalinatta da Piazza di Spagna.

O lugar é tradicionalíssimo (está lá desde 1892) e já foi palco de discussões de grandes ícones da literatura (Kytes, Shelley, Goethe) e da blogosfera mundiais (não citarei os nomes devido a modéstia).

Pedimos dois ótimos chás …

… e uma degustação de mini-doces.

Pra variar, encontramos mais uma brasileira trabalhando no lugar e ela nos prometeu facilidades pra importar alguns deles pra cidade co-irmã de Ferraci di Vasconcelli. Faremos esta ponte ítalo-brasileira.

Enquanto isso, planejamos o nosso jantar.

Que seria num restaurante próximo ao hotel (e dica do próprio), o AdHoc.

Pensamos em fazer um menu degustação de trufas brancas, pra matar as saudades piemontesas. Chegamos e fomos direto ao cardápio que indicava o tal menu. Perguntamos sobre ele e a dona nos disse que não seria possível, porque o tartufo tinha acabado.

Paciência! Partimos pro sacrifício e fomos pesquisar o menu. Antes de mais nada, frise-se que o lugar é muito bonito, super bem cuidado e homenageia as famílias visitantes.

Optamos por tomar duas taças dum tinto do Castelo di Ama e…

… escolhemos um mix de entradas (aspargos/carpaccio/mil folhas de batata e cogumelos). Perfeito!

Ah! Antes, nos foi oferecido um agrado do chef, uma polentinha verde.

A degustação de pães também foi incrível, ainda mais upgradeada por um excelente azeite toscano.

Quanto aos principais, a Dé escolheu um fresco Maltagliatti com Limão Siciliano …

… e eu, o melhor prato que comemos até agora, a Trilogia de Matriciana.
São 3 interpretações do chefe: uma, a tradicional, outra com cogumelos e a última, a grande revelação da noite; a com trufas negras, certamente das mais aromáticas que comemos até hoje.

A impressão era a melhor possível, especialmente após pedirmos mais duas taças dum bianchetto.

Com o nível de toda a refeição, não poderíamos deixar de experimentar alguma sobremesa: um tremendo Tiramisú.

Bom, foi isto. Imperdível e ainda ganhamos uma garrafa dum espumante dolci como presente.
Terminou mais um dia romano. Começou com a Zaha, continuou com o Ben Hur e finalizou com o AdHoc.

Semanticamente estranho; sensitivamente, exatamente o contrário.

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.
Giorno cinque – Roma – Itália – Mamma mia na terra dela mesma.

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dcpv – giorno cinque – roma – itália – mamma mia na terra dela mesma.

12/11/2011

Giorno Cinque – Roma – Itália – Mamma Mia na terra dela mesma.

Parece brincadeira e coincidência, mas no mesmo no dia da renúncia do signore Berlusconi, o bungabunga, o sol continuou a brilhar.

Aproveitamos pra dormir um pouquinho mais (se anda muuuuito em Roma) e como iríamos ao teatro a tarde (e não era o de Marcello), subimos a pé pela Via del Corso (que se chama assim justamente por causa dos desfiles de carnaval que eram feitos nela) e entramos no Foro Romano.

Como o ingresso pro Coliseu (aquela beleza) vale também pro Forum e por dois dias, aproveitamos pra entrar e passear por uma autêntica aula de História.

Antes passamos pela Máquina de Escrever e pelo Capitolino, até seguirmos totalmente o passeio 3 do guia Roma – Roteiros pra você explorar a pé, intitulado o “Berço de Rômulo e Remo“.

Como escrito lá, “o antigo Forum era o centro político, econômico e religioso do Império Romano. Foi aqui dos seus púlpitos que figuras históricas como César falaram às massas, discutiram nos tribunais e moldaram o destino da Europa moderna“.

E não é que é exatamente isso?

Você anda pela Via Sacra e realmente se sente pisando no mesmo caminho dos imperadores triunfantes quando voltavam da guerra (é claro que violências à parte).

E vê a sigla SPQR (Senatus Populesque Romanus) e o antigo selo da República Romana em toda a parte.

Passa pelos famosos arcos de Settimio Severo e di Tito, …

… além de ver um tributo a Nero com direito a arvore genealógica (é, ele tinha mãe!) …

… a Casa das Virgens Vestais

… e fique pensando o tempo todo em “como foi que estes caras fizeram isto tudo naquela época?”.

Vê até rúculas selváticas floridas no meio de toda esta História. Será que o Nero gostava de rúcula? rs

Passamos também pelo Palatino, que tem uma vista linda da cidade, …

… circundamos o Coliseu …

… com a possibilidade de ver ângulos …

… diferentes …

… desta beldade …

… e cruzamos a Domus Aurea pra chegar ao teatro. Pra quem não sabe, a Domus Aurea é a mansão que o doido do Nero construiu do lado do Coliseu e num terreno onde ele optou por botar fogo pra fazer todo mundo sair de lá.

Pra ver a maluquice dele, basta ler este parágrafo do Guia: “o imperador Nero sucedeu a seu padrasto Cláudio aos 16 anos de idade, depois que a sua mãe, Agripina, envenenou o marido pra colocar o filho no poder. Mas ele foi mais do que ingrato e mandou matar a mãe com uma surra. Depois assassinou a esposa, encontrada com os membros amarrados e as veias cortadas dentro duma banheira. Ele se casou com a amante, mas matou-a a pontapés quando estava grávida”.

Ou seja, todos os romanos seriam suspeitos se ele tivesse sido morto, ao invés da suposto suicídio.

Finalmente chegamos ao Teatro Brancaccio. E pra ver a versão italiana do musical Mamma Mia!
Trocamos os ingressos reservados pela Internet e fomos almoçar numa trattoria próxima dali, a Monti.

Como não tínhamos reservado e não existiam mesas disponíveis, recebemos um “não” quando perguntamos se tinham algum lugar vago. Estávamos quase na rua quando o garçom veio nos avisar que uma senhora que estava sentada sozinha numa mesa pra quatro, dispôs de dois lugares.

Ela era da Estônia e pudemos conversar bastante. Disse que ficou com pena da gente, já que a comida da Monti é insuperável. E é mesmo!

Estávamos com pressa e a Dé pediu como entrada uma porção de fritos (flor de abobrinha, azeitonas e uma massa de milho) …

… e eu, um carpaccio de bacalhau.

Tomamos uma jarra de 1/2 litro dum Verdicchio e como principais, pedimos Fetuccine alla Bolonhesa pra Dé e …

… um tremendo espaguetti pra mim, que originalmente seria  com anchovas, mas que segundo o atendente, excepcionalmente seria com pulpitos. Bingo!

E a a estoniana estava certo. Tudo esteve absolutamente perfeito.
Saímos correndo pra entrar no teatro e tudo bem que não pudemos tirar fotos, mas foi muito legal.
A adaptação de tudo, a platéia totalmente lotada, a passionalidade italiana. Enfim, assistir a Mamma Mia! com os diálogos e as músicas em italiano, foi puro divertimento.
Aconselho firmemente assistir a algum espetáculo pra sentir o verdadeiro clima do lugar.
Voltamos ao hotel a tempo de nos preparamos pro jantar. E num restaurante próximo da Piazza Navona. Era na Osteria dell’Antiquario.

Como o próprio nome induz, é um lugar antigo, o que não seria nenhuma novidade em se tratando de Roma.

E especialmente, e você verá, tudo é old fashion.

Iniciamos com duas taças de Prosecco e um menu bem eclético pra fazermos as escolhas.

A Dé, que está fazendo uma pós em Caprese, escolheu uma quente temperada com azeite e manjericão.

Eu fui de camarões com caponata e raspas de limão siciliano.

Tudo fresco e muito bem feito. Tomamos uma meia garrafa dum bianchetto e pedimos os principais (é, Mamma Mia! dá fome!): a Dé optou por um Agnolotti à Matriciana e …

.. eu, por um Fetuccine ao ragu de lagosta, com a carcaça da própria adornando o prato.

Excelentes e com uma apresentação mais do que antigona.

O que resultou numa comida reparadora, de memória e muito saborosa.

Passamos direto pelas sobremesas, e devido a quantidade de comida digerida, resolvemos voltar a pé pro hotel.

Estava bastante frio, mas mesmo assim foi bacana passar pela Piazza Navona …

… e pelo Pantheon iluminados pela luz da lua …

… até ultrapassarmos a multidão de pessoas que ainda se aninhavam na região da Piazza da Spagna e …

… que se confraternizavam pelo término da era ítalo-bungabunganiana.

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.

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dcpv – giorno cuatro – roma – itália – a biga moderna

11/11/2011

Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.

Incrível; mais um dia de sol em pleno outono romano.

Os próprios italianos estão surpresos com tanto calor pra esta época do ano.

E seria um dia totalmente dedicado à Roma antiga.

Pela manhã, um passeio pelo nosso queridinho Coliseu.

Tudo bem que o Pantheon é mais bem conservado. Mas, eu não sei exatamente o que o Coliseu tem pra nos deixar tão atraídos por ele?

Chegamos cedo e com o ingresso comprado pela internet (faça por que vale a pena furar aquela fila toda).

O resto é o de sempre.

Aquela opulência …

… aquela onipresença, …

… aquela história, …

… enfim, tudo te deixa curioso o suficiente pra pesquisar e verificar como era realmente a utilização daquele monumento pro que ele foi projetado.

Vimos até uma interação entre as pessoas da nossa época, dita turistas, com os temíveis gladiadores fumantes! 🙂

Todos sabemos que ele, o Colosseum, serviu pruma série de coisas não muito sérias, inclusive, pra tal politica do Pão&Circo, mas que impressiona; ah, impressiona.

Além dele ser extremamente fotogênico.

Tentamos entrar no Fórum Romano, mas adiamos pra amanhã (o ingresso do Coliseu vale pro Fórum e pro Palatino também e por dois dias), pois tinhamos que almoçar antes do nosso tour da tarde.

No caminho, verificamos a expansão do Império Romano …

… e passamos pelo pai dos supermercados (o do Trajano), …

Resolvemos subir até a Piazza Venezia e o monumento a Vittorio Emanuele (a famosa máquina de escrever, segundo os italianos).

E ali perto, escolhemos mais uma enoteca, desta vez a Corsi.

Mais um lugar italianíssimo com poucos turistas e muitos locais.

Simples, como a maioria delas, mas com comida de qualidade.

Pedimos uma lasagna de alcachofra pra Dé e …

bacalhau com batatas e tomates pra mim, …

… além duma jarra de vinho branco da casa (de Lazio) e curtimos a vista da rua já que estávamos praticamente nela.

Deu vontade de comer um pouco de açúcar. Optamos por uma fatia da torta da Nonna, uma massa saborosa com um creme maravilhoso e um gosto acentuado de limão.

E, no horário, fomos andar nas tais bigas. São bem modernas.

Na verdade, são Segway. Contratamos um passeio na Rome by Segway Tours com um guia que comentaria tudo em inglês, mas que por sermos somente eu e a Dé, optamos por comentários em italiano mesmo.

Fizemos a tal adaptação de 10 minutos (já tínhamos experiência do tour em Madri) e partimos pra seguir o roteiro pré-determinado.

Que por sinal, seria descer pela Via del Foro Imperiale e chegar ao Coliseu (olha ele aí de novo).

Como já tínhamos feito a visita interna pela manhã, a complementação das informações foi primordial.

Ficamos sabendo dum montão de coisas que o guia Ferdinando nos informou. Inclusive que, já naquela época as super-produções existiam a ponto de todos os espetáculos terem uma direção perfeita; leões entravam na arena na hora correta e até cenários selvagens eram montados lá dentro. It’s showtime!

Depois disso, passamos pelo Arco de Constantino

… e num bonus do guia, subimos toda a colina do Aventino onde além de termos a oportunidade de apreciar uma das mais belas vistas de toda a cidade, …

… ainda nos foi mostrado um segredo bem guardado.

Na embaixada de Malta existe um buraco no portão, o famoso olho mágico. Quando você olha através dele …

… tem um grande surpresa ao ver um jardim com um carramanchão perfeito em que centralizada, se vislumbra ao fundo, a cúpula da Basilica de São Pedro. Lindo! (Eu juro que ela está lá no fim da foto! rs)

Voltamos pro roteiro original, passando pelo Circo Máximo (o autódromo de fórmula 1 das bigas), …

… pelo Capitolino e seus Musei Capitolini, …

… e pela imagem símbolo da cidade, a Loba amamentando os gêmeos Rômulo e Remo; …

…subimos ao monte pra ter uma visão perfeita de todo o Forum Romano,…

… com tudo o que se pode imaginar.

3 horas depois, voltamos ao ponto inicial, satisfeitos com tudo o que nos foi passado.

Achamos o tour extraordinário. Ele é obrigatório pra quem está em Roma e quer entender a ascenção e queda dum grande Império.

Voltamos ao hotel e tínhamos resolvido trocar o restaurante reservado (escolhi o hyppado Dal Bolognese), quando pedi pra concierge cancelar a da outra enoteca que iríamos.

Ela não só me demoveu da idéia (o Dal Bolognese é overpriced, disse ela) como nos intimou a ir a Cavour 313.

E foi a nossa sorte.

O lugar é muito bom e pra variar, só trabalha com ótimos ingredientes.

Resultado? Comemos salumi e fromaggi com uma qualidade imensa.

Mussarela de búfala, lardo (uma das coisas mais gordurosas que experimentei na vida), salames, vários tipos de queijo …

…com destaque pra mussarela defumada e …

… pro excelente vinho branco Malvasia Rumon de Lazio. Foi uma verdadeira festa italiana.

Que como tal teria que acabar com uma ótima sobremesa: um tiramisu de lavanda com uma cobertura de chocolate branco. Um “spetaccolo”.

Pronto! Tivemos mais um dia romano típico.

E deu pra imaginar como é que seriam as corridas no Circo Máximo se os gladiadores usassem Segways em vez de bigas.

Será que o Da Vinci já não tinho antevisto a criação destes bichinhos?

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.

 

dcpv – giorno tre – roma – itália – aquarela do brasile nos jardins do vaticano.

10/11/2011

Giorno tre – Roma – Itália -Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.

Inverno em Roma? Se for assim, tá bom demais.

A temperatura está mais do que agradável, chegando em alguns momentos a lembrar pleno verão.

Acordamos cedo já que iríamos visitar 3 países: oVaticano, a Itália e o Brasil.

A Itália, obviamente porque estamos nela; o Vaticano, porque todo mundo sabe que é o menor país do mundo (e está contido na Bota) e o Brasil… bem, esta é uma outra história.

Começamos o dia indo de táxi pra terra do Papa.

Reservei uma visita guiada pelos Jardins do Vaticano. E como é que ela funciona? Vamos lá.

Entrei no site do Rome Vaticano Museum e fiz o pagamento pela Internet. Quando chegamos à entrada do Museu, tínhamos um lugar especial tanto pra trocar o voucher pelos bilhetes (que também dá direito a visitas no Museu e consequentemente na Capela Sistina), como pra aguardar pela guia. O nosso tour seria em espanhol e notamos a presença de somente mais um simpático casal de espanhóis genuínos, provenientes das Astúrias.

No horário, as 10:00 hs, iniciamos o nosso tour praticamente privado.

E o passeio é incrível.

Você entra de cabeça no mundo interno do Vaticano .

Passeia pelas alamedas onde, segundo a guia, João Paulo II andava e se exercitava. Detalhe: como os italianos, passionais que são, adoram este Papa, ao mesmo tempo que veladamente, “criticam” o comportamento “muito discreto e sem paixão” do atual.

Conhece os presentes que os Papas receberam durante o seu papado. Você sabia que tanto a Virgem de Fátima, como o altar originais estão lá …

… numa bem parecida capela?

Andamos muito (o passeio dura aprox 2 horas) e vimos um montão de coisas bonitas e interessantes.

As casas de repouso e meditação papais, …

… os jardins bacanas …

… as inúmeras fontes …

… com plantas exóticas …

… e diagramaçoes perfeitas …

… além de, num arroubo da guia, conhecermos o dia-a-dia do minúsculo país (são uns 1000 habitantes) …

… com direito a ver a parte administrativa, …

…  os Correios, …

…  a estação de trem (tem uma lá dentro!), o posto de gasolina…

…  e até os fundos da Basílica de São Pedro.

Aproveitamos o ingresso pra dar mais uma visitada aos Museus do Vaticano.

Devido a caminhada matinal, decidimos fazer o trajeto mais curto com destino final na Capela Sistina.

Passamos pelos corredores luxuosos, …

… pelos aposentos do Rafael , …

… com o seu talento incontestável …

… e finalmente chegamos a cereja do bolo, a Sistina.

Sim, eu sei que não se pode tirar fotos, mas como ninguém respeitava o que o guarda italiano gritava (era uma esculhambacione!), …

… nós também registramos o momento, com direito a Adão e Eva, Criação, Juízo Final e outros menos votados. A guia também nos deu uma dica que eu gostaria de dividir com todos: se você estiver cansado e quiser economizar um bom tempo, saia da Capela Sistina pelo lado direito dos fundos dela.

Por esta porta, você descerá alguns degraus duma interessante escada e estará ao lado da Basílica de São Pedro.

Caso saia pela esquerda, terá que andar todo o caminho, da entrada do museu até a Basílica acompanhando o perímetro do Estado. Ou seja, é longe pacas.

Estando ao lado, adentramos à Basílica. E fizemos um breve greatest hits: Pietá, obra-prima do Michelangelo, …

… a cúpula, outra obra-prima de Michelangelo

… e o Baldaquino de Bernini.

Além de observarmos a grandiosidade de absolutamente tudo.

Saímos meio que correndo e de táxi, pois ainda teríamos que almoçar antes de visitarmos o Brasil.

E escolhemos a Enoteca Cul de Sac que fica próximo da Piazza Navona.

É um lugar bem rústico, como a maioria das enotecas (aguardem que farei um resumo das “n” que visitamos).

Pedimos um prato misto de salumi e fromaggi (que a Dé não gostou muito já que não tinha salame, só presunto e copa), …

… duas taças dum bom vinho branco de Frascati, …

… uma Fonduta de Queijo

… e uma pasta com brocoli e queijo.

Tudo muito bom, além do pão que era cinematográfico …

… e ainda aproveitamos pra ver um pedaço do tour 13 do Guia, o Estátuas de rua e pedras de Roma, um resumo da localização das famosas estátuas-falantes, obras-de-arte que são portadoras de protestos da população romana. Vimos este Pasquino:

Não precisa nem dizer que o Bunga-bunga está na boca delas (com cacófato mesmo).
E chegou a hora do Brasil. Mais precisamente, da Embaixada Brasileira.

Foi através do Guia Itália da Abril (no qual modestamente contribuimos com a nossa experiência no passeio da trilogia da execução do parmeggiano, aceto e presunto de Parma) que eu descobri esta dica que a Embaixada fazia passeios gratuitos pelo famoso Palácio Pamphilj.
É fácil de reservar. Basta entrar no site e escolher a data (sempre as quintas).

Uma pena que não pudemos tirar fotos (ô, Embaixada, até no Museo do Vaticano é possível!), mas mesmo assim o lugar é imperdível.
Passeamos por 7 salas, sendo uma delas um imenso e lindo salão de concertos projetado por Borromini; inclusive, numa outra pequena sala onde foram descobertos lindos afrescos pintados no teto, afrescos estes que estavam escondidos sobre o forro.

Enfim, se estiver por Roma, aproveite e vá conhecer a sede propria da representação brasileira na capital italiana (é, estamos “podendo” por lá).

Caminhamos de volta pro hotel, passando por inúmeros obeliscos (como tem um monte deles por aqui!) …

… e resolvemos ir jantar próximo ao hotel, numa cantina turisticona e bem conhecida, a Otello alla Concordia.

Mais cantinona, impossível.

Aproveitamos pra entrar no clima e pedir flores de abobrinhas fritas pra Dé …

… e uma bruschetta alla Otello com salumi (este salumi a Dé gostou porque continha mortadela e italiana 🙂 ) pra mim.

Tudo escoltado por um bem ruinzinho vinho branco da casa.

Como principais, um fetuccine ao sugo di involtine pra Dé …

… e um spaghetti ao vôngole pra mim. Quase chorei, de tão bom!

Só nos restou  voltar pro hotel e descansar porque amanhã a dose é dupla e de Coliseu.

Que venham os leões. Mas que venham em forma de fotos e de História.

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma –  Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.

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