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dcpv – santiago do chile – bocanáriz, olhos e ouvidos; puerto … fuy!

06/08/2013

Santiago do Chile Bocanáriz, olhos e ouvidos; Puerto … Fuy!

Nota do editor: nós tivemos um problema com o cartão da nossa máquina fotográfica e acho que perdemos as fotos dos dois primeiros dias desta viagem. O jeito foi apelar pros amigos e utilizar as fotos que tanto a Márcia/Vianney como o casal Lourdes/Eymard tiraram. Portanto, não reparem se o post resultar um tanto quanto remendado. Podem ter certeza que não foi o vinho! 🙂

E lá fomos nós pro Chile de novo.

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Quer dizer, pra Santiago do Chile e com destino a Mendoza, na Argentina.

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Mais uma vez, o grupo dos vinháticos se encontraria pra desvendar os segredos de Baco.

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Como não existe vôo direto pra esta cidade da Argentina e ninguém de nós pensou em fazer uma conexão que incluísse Buenos Aires, resolvemos passar uma noite (e consequentemente, um dia) na nossa queridinha Santiago.

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O vôo foi tranquilo (apesar de ser muito cedo, as 7:10 da matina) e nos encontramos com a Lourdes e o Eymard no aeroporto de Guarulhos.

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Chegamos ao hotel W (bom como sempre) por volta das 13:00 hs,…

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… com tempo suficiente pra darmos uma olhada em tudo (apelei pras fotos do site do hotel), …

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… brindarmos com espumante e cones de batata frita  (estas fotos realmente desapareceram) e zarparmos diretamente pro Bocanáriz, um wine bar esperto, onde encontraríamos a Márcia e o Vianney.

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O Bocanáriz (conhecemos também no nosso encontro anterior) é o que podemos chamar de lugar perfeito pra se bater um papo, comer coisinhas e tomar ótimos vinhos.

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Ele é despojado e ao mesmo tempo, bastante aconchegante.

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Resolvemos fazer o indicado pra estas ocasiões: tapear bastante e tomar alguns vôos.

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Bom, tapeamos com batatas bravas, …

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empanaditas de carne, …

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bruschettas de presunto crudo, brochettes de muçarelas de búfala, …

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ceviche, …

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salada de quinua e camarões, …

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… enfim, somente pratos gostosos.

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E os tais vôos de vinhos, são na verdade, experimentações temáticas que versam sobre agrupamentos. Por exemplo, se experimenta 3 tipos de vinhos que são ícones do Chile, ou mais 3 (são sempre 3) que venham da cordilheira marinha e assim por diante.

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Todos tomaram um tipo de vôo e assim, conversamos praticamente a tarde inteira. Ainda experimentamos uma garrafa dum Cinsault que não agradou muito (tinha um gosto de argila muito forte), …

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… acompanhado de tartar de salmão e um trio de queijos com doces, por sinal, muito bons.

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Encerramos a sessão vespertina, com um assortimento de mini-sobremesas e a degustação dum vinho de sobremesa Errazuriz, uma singela homenagem a Márcia e ao Vianney.

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Voltamos de taxi pro hotel e ainda tivemos tempo de dar uma olhada no mercado gourmet/restaurante que fica no subsolo, o Coquinaria. Eis mais uma lugar fantástico.

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E como só agora vimos o quarto com mais profundidade, aproveitamos pra nos preparar pro jantar que seria no restaurante Puerto Fuy. Ele é um lugar clássico, quase que um Rubayat chileno.

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E melhor, especializado em frutos do mar das profundezas do Oceano Pacífico. O menu é ótimo e conciso.
As mulheres, a Márcia, a Lourdes e a Dé pediram a trilogia de Côngrio.

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O Vianney escolheu um risoto de centolla (com esta apresentação exótica), …

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… o Eymard, o Turbot com abobrinha e abóbora

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… e eu, Ravioli de locos com espuma de champanhe.

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Todos os pratos estavam perfeitos e muito saborosos. Já que abusamos de frutos do mar, tomamos dois vinhos brancos. Dois Sauvignon Blanc, um Matetic  e outro, um ótimo Leyda.
Obviamente, pulamos as sobremesas e constatamos o também óbvio de que a qualidade dos ingredientes impera por aqui.
Esperamos que em Mendoza também, pois amanhã (e com o grupo completo, já que a Madá e o Álvaro se juntam a nós) a viagem realmente começa de verdade.

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Que venha Mendoza, e que não venha em forma do Jorge, o ex-craque do Palestra.

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Adiós.

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dcpv – sexiésimo dia – chile – de volta pro aconchego, ops, santiago

28/10/2012

Sexiésimo diaChileDe volta pro aconchego, ops, pra Santiago.

Era dia de sair do sonho lapostóllico.

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E as casitas, as nossas moradias temporárias, necessitam de uma melhor explica/explanação.

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Você não imagina o quão reconfortante é chegar no seu quarto e ter a visão que elas te proporcionam.

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A sala de dormir (podemos chamá-la assim) é espaçosa e agradável.

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Ela tem vista de todo o vale.

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É espetacular.

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E ainda mais quando se tem a oportunidade de ver um nascer-do-sol sensacional como este.

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Fomos tomar café, o derradeiro café …

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… e nos prepararmos pra volta pra Santiago.

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Enquanto a Márcia e o Vianney e a Madá e o Álvaro voltariam pro Rio, nós e os sócios ainda ficaríamos mais uma noite em Santiago.

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E desta vez, experimentando o The Aubrey, um hotel boutique pequeno e que fica ao lado da La Chascona, a casa do Neruda .

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Antes de conhecer o hotel, fizemos o caminho de volta do Vale do Colchágua, vendo paisagens bacanas …

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…  e em apenas duas horas (um tremendo upgrade em relação ao tempo gasto na ida).

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Deixamos os casais no aeroporto, nos despedimos dos mais novos velhos e bons amigos, …

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… e fomos conhecer o hotel.

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Ele é bem bacana (claro que não comparável ao W Santiago), …

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… com bons toques de modernidade …

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… e uma administração pessoal do seu presente dono.

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Estávamos com fome e fomos procurar um restaurante.

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O problema é que esquecemos completamente que aqui no Chile também seria um domingo de eleições. Ou seja, quase tudo estaria fechado e pior, não se poderia tomar nenhuma bebida alcóolica.

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Paradoxo dos paradoxos, tivemos que seguir a Lei Seca em plena Santiago.

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Por sorte (ou azar, você verá) o famoso restô Como Agua para Chocolate estava aberto.

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Conseguimos uma mesa (me parece que normalmente os chilenos não saem pra almoçar aos domingos, daí a maioria deles não funcionar) e fomos passar pela pretensa culinária afrodisíaca do lugar.

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Apesar de ser um pouco fake, tudo é bem bonito …

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… e temático.

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Mas a comida, sinceramente, ficou a desejar.

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Tudo bem que tivemos que tomar cerveja sem álcool…

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Pedimos uma entrada com camarões e machas num molho de 3 queijos.

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Como principais, a Lourdes pediu um peixe, …

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… a Dé um péssimo Côngrio, …

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…. o Eymard um mediano atum ,…

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… e eu, um péssimo macarrão com frutos do mar.

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Inclusive, tinha alguns fios que nem cozidos estavam.

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Fomos insistentes e pedimos sobremesas.

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Foi mais uma burrada. O tal pudim de 3 lêches e…

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… o Como agua para chocolate eram muito ruins.

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Só nos restou perceber todo o engraçado do entorno. Dá pra imaginar o único restaurante da região cheio e com brasileiros querendo furar a fila de espera de qualquer jeito?

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Voltamos ao quarto, demos uma boa dormida (slow travel, minha gente) e fomos conhecer o Parque Metropolitano.

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Se bem que com o calor reinante (quase 35ºC), …

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… demos somente uma voltinha, o suficiente pra ver belíssimas vegetações …

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… e flores.

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Retornamos ao hotel e nos livramos definitivamente da lei seca…

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… tomando um (a calhar) Cremant de Loire. 

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Tudo isto pra nos prepararmos pra conhecer o restaurante Arola, que fica no hotel Ritz Carlton.

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Já tivemos ótimas experiências por lá, especialmente no de Paris.

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E cá pra nós, chegar a um Ritz Carlton é outra coisa.

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O restaurante é um daqueles moderninhos e com mobília chique.

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Como já conhecíamos o sistema, fomos logo escolhendo tanto o vinho, como os tapas quentes e frios. O vinho branco foi um Chardonnay E.Q. Matetic 2011.

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Antes dos pratos, o tradicional pan com tomate foi servido.

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E melhor, no modelo monte você mesmo.

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Logo em seguida vieram os tapas frios: aspargos empanados ,

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carpaccio de cogumelos, …

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carpaccio de cerdo

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… e centolla e cangrejo.

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E os tapas quentes: as legítimas batatas bravas,

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pulpo (ai, pulpito), …

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croquetes de jamon

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… e empanadas de atum.

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Todos perfeitos e no formato pra compartilhamento total.

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Tomamos mais um vinho branco, o Chardonnay Sol del Sol 2009. Mais um excelente.

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E pedimos uma degustaçào de 4 sobremesas (não se esqueçam que estávamos com muita fome): espuma de crema Catalunha, …

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7 formas de chocolate, …

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chocolate branco

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… e torta de maçã .

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Como era o nosso último jantar desta viagem, resolvemos homenagear a Márcia e o Vianney, tomando um Late Harvest Erasmo, …

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.. e também ao som dos Ramones, homenageamos a Madá e o Álvaro. One, two, three, four… I Wanna be sedated.

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Voltamos ao The Aubrey pra dormirmos o sono dos justos, acordar cedo pra arrumar as malas e partirmos.

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Tivemos tempo de experimentar o bom café de manhã…

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… e pronto!

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Continuo insistindo que o Chile, um país próximo a nós, ainda é (apesar do aumento considerável do fluxo), pouco visitado pelos brasileiros.

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Suas montanhas, seus desertos, suas geleiras, suas ilhas, mesmo a sua capital deveriam ser explorados mais costumeiramente por nós.

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E no nosso caso, ainda tivemos uma ótima experiência com um grupo que certamente veio pra ficar.

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Foi (mais uma) excelente viagem.

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Adiós.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Unésimo dia – Santiago – Chile – Início promissor e gastronômico (Coquinaria+Osaka)
Segundésimo dia – Santiago – Chile – Visitando a Concha y Toro mais uma vez, além de passear de bicicleta pela cidade.
Triésimo dia – Santiago – Chile – Isto é que é uma dobradinha ao quadrado. La Chascona/Bocanáriz e Almaviva/Boragó.
Quatriésimo dia – Colcha e água? Casa Lapostolle.
Quinquésimo dia – Chile – Vale do Colchágua – Conhecendo a Neyen e a Lapostolle como se deve.

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DCPV – triésimo dia – santiago – chile – isto é que é uma dobradinha ao quadrado: la chascona/bocanáriz e vinícola almaviva/boragó.

25/10/2012

Triésimo diaSantiagoChileIsto é que é uma  dobradinha ao quadrado: La Chascona/Bocanáriz e Vinícola Almaviva/Boragó.

Era dia da turma toda se juntar. Os casais Marcia/Vianney e Madá/Álvaro chegaram tarde da noite  de ontem e nos encontraríamos nesta manhã.

Na verdade, a Márcia e o Vianney fariam o tour a casa do Neruda, a La Chascona conosco, enquanto a Madá e o Álvaro se juntariam ao grupo no almoço no wine bar Bocanáriz.

Acordamos cedo e fomos tomar mais um bom café da manhã no hotel.

Saímos de van, pra passarmos pelo hotel da Márcia e irmos todos pra La Chascona (que significa a descabelada).

Pra quem não sabe, a casa de Pablo Neruda tem este nome por causa dos cabelos da sua inicialmente amante e, posteriormente mulher, Matilda Urrutia.

Ela foi construída em 1953, e após a sua separação, Pablito (que tinha como nome original Neftali Ricardo Reys Basoalto) e Matilda viveram lá até 1973, ano da sua morte.

Esta casa é fisicamente muito interessante, já que é toda labiríntica e cheia de detalhes em cada canto.

E foi nesta lojinha que praticamente começou esta formação de grupos pela internet (daí veio o célebre post, teorema de neruda : mar + terra = céu), né Drix?

É um local com personalidade e que representa tudo aquilo que imaginamos da formação multicultural do gênio Neruda.

Terminamos a visita e cruzamos o bairro Bellavista a pé …

… e por estarmos um pouco adiantados, optamos por dar mais uma passada, …

… agora com mais tempo pra conhecer os espaços …

… do Centro Cultural Gabriela Mistral, …

… um lugar realmente especial, …

… e com exposições gratuitas muito bacanas.

Era hora de ir ao BOCANÁRIZ, um wine bar muito aconchegante, localizado próximo a praça Mulato Gil y Castro e ao lado do GAM.

O lugar é muito bonito e bem bolado.

Esta lousa contendo todos os 300 rótulos chilenos que estão a disposição dos clientes dá mais charme ainda a tudo.

Quando chegamos, o nosso grupo realmente se completou com a junção da Madá e do Álvaro que já estavam nos esperando.

Todos pedimos taças dos mais diferentes vinhos (alguns bons, outros nem tanto) e então, um dos proprietários veio nos explicar a filosofia do estabelecimento e como tudo funciona.

Optamos por escolher vôos de degustação (5 escolheram o autoral constituído de um Chardonnay Gran Reserva Alto las Gredas, Pinot Noir Montsecano e Red Blend Rukumilla) …

… e 3, o biodinâmico, composto dum Sauvignon Blanc EQ Costal Matetic, Merlot Cuvée Alexandre Casa Lapostolle e Rede Blend Coyam Emiliana)…

… e por indicação do proprietário, algumas porções para tapear.

Ostras de border negro com pan de centeio, …

tartar de salmão tibio, queso de cabras y almendras 

morcilla grillada, betarraga y mermelada de mango y piña, …

bocaditos de mozzarella derretida com tomates y albahaca e …

carpaccio de corvina, algas y alcaparras.

Foi o suficiente pra voarmos pela diversificação e o charme do Bocanáriz .

Uma das donas e sommelieres, também veio a mesa nos informar tudo sobre os vinhos e aproveitou pra perguntar sobre a querida Mari Campos (valeu pela dica!). Este é um lugar pra ficar horas, talvez morar um pouco lá, né Álvaro?

Nos despedimos rapidamente da Madá e do Álvaro, porque tínhamos reservado uma visita ao ícone dos ícones, a vinícola Almaviva.

Passamos no hotel, pegamos a van e partimos pra Puente Alto.

Chegamos lá e nos surpreendemos com a beleza de tudo.

O lugar é especialmente bem tratado…

… e com paisagens estonteantes.

A nossa guia, a Adelaida, estava nos esperando e além de muito bem informada e apaixonada pelos vinhos produzidos na vinícola, também era muito bem humorada.

Ela nos contou rapidamente o objetivo da joint venture entre a francesa Baron Philippe de Rotschild e da chilena Concha y Toro, que foi criar um vinho de categoria superior, o Almaviva

… além de nos explicar que o nome representa a  cultura francesa (Conde de Almaviva, herói do Casamento de Fígaro)…

… e o símbolo, a cultura Mapuche (expressa a visão da terra e do cosmos).

Passamos pelas videiras onde pudemos verificar tipos diferentes de solo donde provêem as uvas Cabernet Sauvignon , …

… Merlot  …

… e Cabernet Franc.

Adentramos à construção estilosa e aí a explicação recaiu sobre as manjadas etapas pra se criar um vinho.

Só que neste caso, ficou patente a qualidade que eles colocam em cada uma delas.

Desde a colheita manual, …

… passando por todas as fases utilizando máquinas moderníssimas e …

… movimentação gravitacional …

… até o engarrafamento e …

… o armazenamento pra pra enviar para a venda.

Este lugar é o berço onde a safra de 2011 está descansando.

É claro que tínhamos uma degustação de um vinho 2009 que nos mostrou o que realmente esperamos quando se toma um Almaviva.

Todos apaixonados, …

… nos despedimos da Adelaida (por favor, nada a ver com a anã paraguaia) com algumas expressões que ela usou no tour inteiro: “Oh! Que rico!!!” ou Como vocês são simpáticos“.

Voltamos pro hotel …

… e como bateu uma fominha, aproveitamos o tempo pra dar uma olhada no skyline santiaguino …

…  a partir da visão da piscina que fica no último andar …

… e finalmente experimentamos uns cones interessantes de batatas fritas e de empanaditas , …

… com o devido acompanhamento de drinques das mais variadas cores e sabores.

Era chegada a hora do jantar e do que seria o verdadeiro happening do nossa estadia no Vale do Colchágua.

A Madá e o Álvaro se juntaram novamente ao grupo e fomos todos conhecer a comida endêmica, a cucina del fin del mundo, do Rodolfo Guzmán no ótimo restaurante Boragó.

É claro que todos optamos pelo menu degustação de 8 tempos com a devida harmonização de bebidas.

Então, como já estivemos aqui antes (a Madá e o Álvaro também) esperávamos algumas repetições dos pratos destas outras refeições.

Ledo engano.

Tudo foi absolutamente original e mostrando o que o Chile tem de melhor.
Iniciamos com uns amuses muito gostosos e diferentes tais como beterraba com purê de abóbora e coentro; …

batatinha desidratada recheada com cebolas picadas, …

… uma foggazza chilena e …

… um viciante mandiopã de lagostim e bergamota.

Foi servido um espumante rosé …

… e também os famosos pãezinhos quentes dentro dos saquinhos de padaria juntos com a terra/patê.

Próximo e primeiro efetivo prato: uma concha com ostras e peixe de roca em Ceviche, coberto com um tipo de azedinhas chilenas e flores comestíveis (ORILLAS DE qUINTAY).

Tomamos um vinho branco Sauvignon Blanc.

Mais um prato endêmico: uma cebolinha cozida no vapor, flores de ciboulette, um caldo concentrado de cebola caramelizada e o primeiro galho comestível (comi muuuuuuuuitos) (cEBOLLAS y queso fresco de vaca).

Outro prato mais do que endêmico, surpreendente: um caldo extremamente defumado de mariscos e servido duma forma nada ortodoxa, num ninho gravetos, com um pãozinho macio que parecia ser batata, um pão de queijo grudento, mas de excelente sabor (cURANTO).

Mais um e desta vez uma arraia. Sim, senhores, uma arraia com algas fritas, uma tronco de algas que mais pareciam cartilagens e um caldo bem concentrado (MANTA rAYA y algas de Tunquén).

Acompanhamos com um Pinot Noir Montsecano (o segundo da degustação do BOCANÁRIZ) que foi um dos melhores vinhos da noite.

Próximo e último prato salgado: um frango orgânico assado no formato campestre, ou seja, sobre as brasas de gravetos

e servidos com um creme do alimento dele (pOLLO ORGANICO AL RESCOLDO,topinambur y alpiste).

Este ótimo prato foi harmonizado com um excelente vinho tinto Carignan Vigno Gillmore 2009.

Dessert’s time: pra limpar papilas gustativas, um sorvete de leite orgânico com um disco de queijo de cabra e molho de  pepino (PASTEL DE YOGUR pAJARITO).

Nos preparamos com um Late Harvest Muscat Tabali 2010.

A sobremesa principal é bonita, pero, indescritível.

Um sorvete, frutas secas, cacau chileno e muita conversa (eSPINO CHILENO DE CHACABUCO).

Encerramos com um cerveja Stout chilena (há quem não gostou, mas eu adorei), …

… a marca registrado do restaurante, o fRÍO glacial, onde todo mundo soltou fumaça pelos orifícios (do ROSTO! rs) …

… cafés, chás e a “dolorossa”.

Pronto! Era hora de ir embora, …

… arrumar as malas e “go to” Vale do Colchágua.

Hasta mañana.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Unésimo dia – Santiago – Chile – Início promissor e gastronômico (Coquinaria+Osaka)
Segundésimo dia – Santiago – Chile – Visitando a Concha y Toro mais uma vez, além de passear de bicicleta pela cidade.

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dcpv – triésimo dia – santiago – chile – isto é que é uma dobradinha ao quadrado: la chascona/bocanáriz e vinícola Almaviva/Boragó.

25/10/2012

Triésimo diaSantiago ChileIsto é que é uma  dobradinha ao quadrado: La Chascona/Bocanáriz e Vinícola Almaviva/Boragó.

Era dia da turma toda se juntar. Os casais Marcia/Vianney  e Madá/Álvaro chegaram tarde da noite  de ontem e nos encontraríamos nesta manhã.

Na verdade, a Márcia e o Vianney fariam o tour a casa do Neruda, a La Chascona conosco, enquanto a Madá e o Álvaro se juntariam ao grupo no almoço no wine bar Bocanáriz.

Acordamos cedo e fomos tomar mais um bom café da manhã no hotel.

Saímos de van, pra passarmos pelo hotel da Márcia e irmos todos pra La Chascona (que significa a descabelada).

Pra quem não sabe, a casa de Pablo Neruda tem este nome por causa dos cabelos da sua inicialmente amante e, posteriormente mulher, Matilda Urrutia.

Ela foi construída em 1953, e após a sua separação, Pablito (que tinha como nome original Neftali Ricardo Reys Basoalto) e Matilda viveram lá até 1973, ano da sua morte.

Esta casa é fisicamente muito interessante, já que é toda labiríntica e cheia de detalhes em cada canto.

E foi nesta lojinha que praticamente começou esta formação de grupos pela internet (daí veio o célebre post, teorema de neruda : mar + terra = céu), né Drix?

É um local com personalidade e que representa tudo aquilo que imaginamos da formação multicultural do gênio Neruda.

Terminamos a visita e cruzamos o bairro Bellavista a pé …

… e por estarmos um pouco adiantados, optamos por dar mais uma passada, …

… agora com mais tempo pra conhecer os espaços …

… do Centro Cultural Gabriela Mistral, …

… um lugar realmente especial, …

… e com exposições gratuitas muito bacanas.

Era hora de ir ao BOCANÁRIZ, um wine bar muito aconchegante, localizado próximo a praça Mulato Gil y Castro e ao lado do GAM.

O lugar é muito bonito e bem bolado.

Esta lousa contendo todos os 300 rótulos chilenos que estão a disposição dos clientes dá mais charme ainda a tudo.

Quando chegamos, o nosso grupo realmente se completou com a junção da Madá e do Álvaro que já estavam nos esperando.

Todos pedimos taças dos mais diferentes vinhos (alguns bons, outros nem tanto) e então, um dos proprietários veio nos explicar a filosofia do estabelecimento e como tudo funciona.

Optamos por escolher vôos de degustação (5 escolheram o autoral constituído de um Chardonnay Gran Reserva Alto las Gredas, Pinot Noir Montsecano e Red Blend Rukumilla) …

… e 3, o biodinâmico, composto dum Sauvignon Blanc EQ Costal Matetic, Merlot Cuvée Alexandre Casa Lapostolle e Rede Blend Coyam Emiliana)…

… e por indicação do proprietário, algumas porções para tapear.

Ostras de border negro com pan de centeio, …

… tartar de salmão tibio, queso de cabras y almendras …

… morcilla grillada, betarraga y mermelada de mango y piña, …

… bocaditos de mozzarella derretida com tomates y albahaca e …

… carpaccio de corvina, algas y alcaparras.

Foi o suficiente pra voarmos pela diversificação e o charme do Bocanáriz .

Uma das donas e sommelieres, também veio a mesa nos informar tudo sobre os vinhos e aproveitou pra perguntar sobre a querida Mari Campos (valeu pela dica!). Este é um lugar pra ficar horas, talvez morar um pouco lá, né Álvaro?

Nos despedimos da Madá e do Álvaro rápidamente, porque tínhamos reservado uma visita ao ícone dos ícones, a vinícola Almaviva.

Passamos no hotel, pegamos a van e partimos pra Puente Alto.

Chegamos lá e nos surpreendemos com a beleza de tudo.

O lugar é especialmente bem tratado…

… e com paisagens estonteantes.

A nossa guia, a Adelaida, estava nos esperando e além de muito bem informada e apaixonada pelos vinhos produzidos na vinícola, também era muito bem humorada.

Ela nos contou rapidamente o objetivo da joint venture entre a francesa Baron Philippe de Rotschild e da chilena Concha y Toro, que foi criar um vinho de categoria superior, o Almaviva

… além de nos explicar que o nome representa a  cultura francesa (Conde de Almaviva, herói do Casamento de Fígaro)…

… e o símbolo, a cultura Mapuche (expressa a visão da terra e do cosmos).

Passamos pelas videiras onde pudemos verificar tipos diferentes de solo donde provêem as uvas Cabernet Sauvignon , …

… Merlot  …

… e Cabernet Franc.

Adentramos à construção estilosa e aí a explicação recaiu sobre as manjadas etapas pra se criar um vinho.

Só que neste caso, ficou patente a qualidade que eles colocam em cada uma delas.

Desde a colheita manual, …

… passando por todas as fases utilizando máquinas moderníssimas e …

… movimentação gravitacional …

… até o engarrafamento e …

… o armazenamento pra pra enviar para a venda.

Este lugar é o berço onde a safra de 2011 está descansando.

É claro que tínhamos uma degustação de um vinho 2009 que nos mostrou o que realmente esperamos quando se toma um Almaviva.

Todos apaixonados, …

… nos despedimos da Adelaida (por favor, nada a ver com a anã paraguaia) com algumas expressões que ela usou no tour inteiro: “Oh! Que rico!!!” ou “Como vocês são simpáticos“.

Voltamos pro hotel …

… e como bateu uma fominha, aproveitamos o tempo pra dar uma olhada no skyline santiaguino …

…  a partir da visão da piscina que fica no último andar …

… e finalmente experimentamos uns cones interessantes de batatas fritas e de empanaditas , …

… com o devido acompanhamento de drinques das mais variadas cores e sabores.

Era chegada a hora do jantar e do que seria o verdadeiro happening do nossa estadia no Vale do Colchágua.

A Madá e o Álvaro se juntaram novamente ao grupo e fomos todos conhecer a comida endêmica, a cucina del fin del mundo, do Rodolfo Guzmán no ótimo restaurante Boragó.

É claro que todos optamos pelo menu degustação de 8 tempos com a devida harmonização de bebidas.

Então, como já estivemos aqui antes (a Madá e o Álvaro também) esperávamos algumas repetições dos pratos destas outras refeições.

Ledo engano.

Tudo foi absolutamente original e mostrando o que o Chile tem de melhor.
Iniciamos com uns amuses muito gostosos e diferentes tais como beterraba com purê de abóbora e coentro; …

… batatinha desidratada recheada com cebolas picadas, …

… uma foggazza chilena e …

… um viciante mandiopã de lagostim e bergamota.

Foi servido um espumante rosé …

… e também os famosos pãezinhos quentes dentro dos saquinhos de padaria juntos com a terra/patê.

Próximo e primeiro efetivo prato: uma concha com ostras e peixe de roca em Ceviche, coberto com um tipo de azedinhas chilenas e flores comestíveis (ORILLAS DE qUINTAY).

Tomamos um vinho branco Sauvignon Blanc.

Mais um prato endêmico: uma cebolinha cozida no vapor, flores de ciboulette, um caldo concentrado de cebola caramelizada e o primeiro galho comestível (comi muuuuuuuuitos) (cEBOLLAS y queso fresco de vaca).

Outro prato mais do que endêmico, surpreendente: um caldo extremamente defumado de mariscos e servido duma forma nada ortodoxa, num ninho gravetos, com um pãozinho macio que parecia ser batata, um pão de queijo grudento, mas de excelente sabor (cURANTO).

Mais um e desta vez uma arraia. Sim, senhores, uma arraia com algas fritas, uma tronco de algas que mais pareciam cartilagens e um caldo bem concentrado (MANTA rAYA y algas de Tunquén).

Acompanhamos com um Pinot Noir Montsecano (o segundo da degustação do BOCANÁRIZ) que foi um dos melhores vinhos da noite.

Próximo e último prato salgado: um frango orgânico assado no formato campestre, ou seja, sobre as brasas de gravetos …

… e servidos com um creme do alimento dele (pOLLO ORGANICO AL RESCOLDO,topinambur y alpiste).

Este ótimo prato foi harmonizado com um excelente vinho tinto Carignan Vigno Gillmore 2009.

Dessert’s time: pra limpar papilas gustativas, um sorvete de leite orgânico com um disco de queijo de cabra e molho de  pepino (PASTEL DE YOGUR pAJARITO).

Nos preparamos com um Late Harvest Muscat Tabali 2010.

A sobremesa principal é bonita, pero, indescritível.

Um sorvete, frutas secas, cacau chileno e muita conversa (eSPINO CHILENO DE CHACABUCO).

Encerramos com um cerveja Stout chilena (há quem não gostou, mas eu adorei), …

… a marca registrado do restaurante, o fRÍO glacial, onde todo mundo soltou fumaça pelos orifícios (do ROSTO! rs) …

… cafés, chás e a “dolorossa”.

Pronto! Era hora de ir embora, …

… arrumar as malas e aguardar pelo visita ao Vale do Colchágua.

Hasta mañana.

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dcpv – segundésimo dia – santiago – chile – visitando a concha y toro mais uma vez, além de passear de bicicleta pela cidade.

24/10/2012

Segundésimo diaSantiagoChileVisitando a Concha y Toro mais uma vez, além de passear de bicicleta pela cidade.

Acordamos até que tarde e tomamos um excelente café da manhã no hotel.

As 10:00 hs a van veio nos buscar pra fazermos um passeio pela vinícola chilena mais conhecida dos brazucas, a Concha y Toro.

Este passeio é tão bacana que até o caminho é encantador…

… já que a Cordilheira te persegue durante todo o trajeto.

Chegamos lá próximos do horário reservado (11:00hs) com tempo de apreciar todo o belo entorno.

Iríamos fazer o Tour Marques de Casa Concha que consta do passeio rotineiro, acrescentado duma degustação de 4 vinhos desta linha mais refinada da vinícola.

O tour é muito interessante.

Você faz um circuito a pé, …

… passando pela casa principal, …

… pelas parreiras, ..

.. pelo jardim de uvas, …

… com todas saboreando o sol e crescendo …

… e tomando vinho; …

… pela adega propriamente dita, …

… e tomando vinho, …

… e o ápice de tudo é quando o guia conta a história do porque do surgimento do lendário nome Casillero del Diablo.

Acontece que muita gente gostava de pedir emprestado (roubar seria outro sinônimo) o melhor vinho de Don Melchor (o big boss).

Ele, pra afugentar os intrusos, inventou que quem estava roubando tudo era o Coisa Ruim, o Demônio, o Diabo.

É claro que com este concorrente, todos os outros sumiram e além dos roubos serem interrompidos, surgiu o lendário vinho.

Experimentamos mais um vinho (hic!) e nos preparamos pra degustação.

A  sommelier, um chilena bem mal-humorada, foi incumbida de nos mostrar as características de todos vinhos da linha Marques de Casa Concha; o Merlot, o Carmenere, o Syrah e o Cabernet Sauvignon.

Tudo acompanhado por uma tábua de queijos que mais parecia uma ótima entrada dum não menos restaurante.

Todos os sentidos foram devidamente aguçados: olfato, visão, paladar, tato e audição (e o hic também!).

Éramos onze pessoas e coincidência ou não, todos brasileiros. Rimos muito, ainda mais a medida que os vinhos faziam o devido efeito (efeito hic?).

Enfim, é um tour imperdível. E o melhor é que as taças de cristal, com o logo da vinícola estão incluídas no preço (36 U$ por pessoa).

Dá trabalho pra trazer pra casa, mas quando elas chegam sãs e salvas, tornam-se um verdadeiro troféu.

Aproveitamos que estávamos por lá e fizemos uma pequena degustação horizontal do ícone Don Melchor que é oferecida no bar.

Experimentamos tanto o de 1990 (apresentou personalidade, mas estava um pouco passado) e o 2009 (este absolutamente perfeito).

Como era o Dia Mundial da Tábua de Frios, pedimos mais uma.

Pra variar, voltamos correndo pro hotel, pra nos trocar e pegar um taxi até o escritório da La Bicicleta Verde.

Sim, iríamos fazer um city tour diferente pela cidade.

Chegamos um pouco atrasados, mas demos sorte porque o grupo era formado somente por nós.

O nosso guia, o Miguel, estava nos esperando e nos passou instruções rápidas. Em poucos minutos estávamos andando de magrela pela cidade de Santiago.

Começamos tudo passeando pelo Parque Florestal, …

… até chegarmos a  Plaza Itália.

Cruzamos alguns cafés literários, lugares onde se pode ler a vontade e criados a partir da super taxação dos livros no Chile.

Atravessamos o bairro alemão e chegamos ao Centro Cultural Gabriela Mistral, mais conhecido como GAM

… uma construção rústica e bacana …

… que gerou um ponto de encontro de toda a cultura santiaguina.

Como bônus, vimos uma monte de crianças vestidas a caracter pra fazer uma apresentação dum tipo de Festa das Nações.

Seguimos pelo trânsito que em alguns instantes causava alguns estresses, mas no geral, o divertimento foi total.

Cortamos o bairro Lastarria, …

… circundamos o Cerro Santa Lucia, …

… e chegamos ao Palácio de La Moneda, o lugar onde aconteceu toda aquela confusão Allende/Pinochet.

Como a frente estava interditada, passamos pelos guardas e ficamos na parte autorizada.

Com as explicaçóes do Miguel, ficou ainda mais fácil de achar a história do suicídio mais estranha ainda.

Retornamos ao tour, cruzando a Plaza de Armas e passando em frente do Museo Nacional de Bellas Artes

… e seu jardim particular.

Pronto! O tour terminou e recomendo fortemente fazer este passeio por que além de você conseguir sentir melhor o clima de toda a cidade, ainda obtém muitas informações sobre o dia-a-dia e a política atual dos chilenos.

Sem contar que o JuanPablo, o outro guia, ainda tira fotos e depois te envia por email.

É claro que teríamos que jantar num lugar bacana, já que você deve ter percebido que o nosso almoço foi somente umas tábuas de frios. Para isso, escolhi o BordeRio, um lugar temático.

Ou seja, lá existem um montão de restaurantes e o que a princípio, parece ser uma armadilha pra turistas, na verdade, se mostra um lugar pra ser conhecido.
Escolhi o La Pescaderia, um, obviamente, restaurante especializado nos espetaculares frutos do mar chilenos.

Chegamos lá e a nossa mesa especial era muito bem localizada (não se esqueça de fazer reservas pelo Restorando), apesar de todo o lugar estar um tanto quanto vazio. 🙂
Iniciamos pedindo um vinho branco Sauvignon Blanc Casa Silva 2011 e que seria o único da noite …

… (antes disso tínhamos tomado uma Cava Freixenet Natural no bar do hotel).

Pra esquentar os motores, o chef nos mandou um “caldinho de pescados“.

Resolvemos pedir 3 entradas para compartilharmos: empanadas de camarão com queijo de cabra,

…  pulpo com batatas (ôba) ,…

… e locos al pilpil.

Tudo muito bem temperado, com destaque pros locos, mariscos típicos do Chile que tinham um sabor surpreendente.

Como já estávamos satisfeitos, resolvemos dividir dois bons pratos principais:  Mariscos no Wok

… e Canelonni de Centolla, aquele caranguejão chileno .

A esta altura, estávamos cansados e com muita vontade de dormir, já que o dia foi intenso.

Só nos restou curtir o skyline de Santiago, visto através da varanda do nosso quarto do W Santiago.

Um espetáculo multi-colorido.

Adiós e hasta.

Veja o primeiro dia desta viagem:
Unésimo dia – Santiago – Chile – Início promissor e gastronômico (Coquinaria+Osaka)

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dcpv – dia cinco – chile – santiago – a terra cercada por água está preta=isla negra.

21/08/2011

Dia cinco – Chile – Santiago – A terra cercada por água está preta=Isla Negra.

Mais um dia de excursão. Quer dizer, de tour privado. Mas o negócio todo soava bem charmoso.

Afinal de contas, um passeio chamado Vinho, Poesia e Isla Negra não tem como dar errado, né não?

Ou seja, conheceríamos uma vinícola renomada, a Matetic e logo após, a casa de praia do Pablo Neruda em Isla Negra.

Tudo começou como sempre: num bom café da manhã no próprio hotel.

Pra variar, o dia amanheceu lindamente (o detalhe é que tivemos uma hora a menos pra dormir na noite passada devido a entrada do horário de verão) e pontualmente, 9:30, estávamos a postos na nossa van.

Partimos diretamente pro litoral e após uma hora de viagem, chegamos a vinícola Matetic.

E ela é encantandora, pois todo aquele papo de biodinâmica é realmente aplicado na produção.

Tudo se inicia pela localização já que ela fica em Lagunillas, ao lado do valle de Casablanca.

E neste lugar a água não é abundante, o que acarreta na utilização de poços.

Eles realmente não usam nenhum tipo de fertilizante e se orientam pelas fases da lua.

Todo o projeto foi idealizado pra que a uva tenha os menores trajetos e interferências possíveis, desde a sua colheita manual até a chegada aos barris modernos de aço inox (com o necessário controle de temperatura).

Os barris de carvalho utilizados são franceces e o resultado final é um produto de altíssima qualidade.

Fizemos uma degustação com dois vinhos: um mineral Sauvignon Blanc e um espetacular assemblage de Syrah, Malbec e Cabernet Franc.

Inútil dizer que compramos estes e mais um sensacional e raro Gewustraminer além do premiado Syrah. Enfim, recomendo a visita e as compras!

Como estava muito cedo pro almoço no próprio e aparentemente bom restaurante da vinícola, decidimos (como o apoio do nosso guia que tinha alguns rompantes de Enéas, o ex-craque da Portuguesa, já que também desligava do nada e parava de falar! rs) andar mais um pouco e conhecermos o restaurante da Viña Indómita.

A decisão pareceu sábia, pois além de termos conhecido outra vinícola, ainda comemos muito bem.

Sentamos numa mesa de frente pros parreirais e …

… pedimos um Sauvignon Blanc Reserva da casa.

Enquanto isso, percebíamos a beleza do lugar.

Alem do couvert charmoso, …

… pedimos duas entradinhas pra compartilhar. Salada de figos secos grelhados com queijo de cabra,  …

… e rolinhos de palta, o famoso abacate com recheio de centolla, gengibre e beterraba.

Simplesmente perfeitas assim como todo  o ambiente.

Todos os principais foram pescados: Peixe de rocha a la Parrilla pra D Vera (puro corporativismo),..

Tilápia com Quinua pro sr Antonio, …

Congrio com espuma de cogumelos adivinha pra quem …

… e Polvo com risotto de tomate seco e “aire” de queijo de cabra adivinha pra quem?

Demos mais uma boa olhada em tudo e …

… estávamos mais do que satisfeitos e loucos pra alimentar a nossa alma em Isla Negra.

Portanto, pernas pra que te quero! Mais uma hora de van, mais uma hora (e parodiando o grande Ciro Pelicano) “calando” com o nosso guia e chegamos.

Vamos aos fatos: o que voce acharia dum cara que teve amantes, que achava que era capitão de vários navios em terra, que colecionava um montão de quinquilharias e que fazia odes a ingredientes culinários, vinhos e receitas?

Provavelmente, um maluco, certo?

Errado, porque neste caso estamos falando do grande gênio Pablito Neruda.

E eu e a Dé podemos nos considerar privilegiados, pois conseguimos visitar as 3 casas-museu dele: La Chascona em Santiago, La Sebastiana em Valparaiso e agora, Isla Negra.

O encantamento nesta última é surpreendente.

A visita começa (todas são guiadas) pela casa, que foi construída conjugada a uma cabana que já  existia quando Neruda comprou o terreno em 1948.

Ele demorou 5 anos pra iniciar a construção. A partir daí e morando com a sua querida Matilda, ele só fez aumentar a casa.

Ela tem o formato de navio e aí você percebe a fissura que Neruda tinha em ser um comandante.

Muitas coisas estão relacionadas com este assunto e ele chega a ter um barco (que nem fica na água, já que ele tinha medo do mar) só pra simular tal função.

As suas coleções (algumas bastantes esdrúxulas, outras muito interessantes) também estão lá. Seja a de carrancas, a de copos, a de cachimbos, a de navios em garrafas, a de conchas, enfim, tudo o que transformou este homem num verdadeito mito.

E o meu conselho final é o seguinte: deixe pra visitar este casa de Isla Negra após ver as outras duas, já que esta é a mais rústica, mas é certamente a mais representativa de todas, né, Drix?

Ali, ao ver os ambientes com as mais diferentes vistas do mar, você percebe o quanto Neruda foi apaixonante.

E também entende o porque dele querer e ser enterrado definitivamente lá e ao lado da Matilda.

Passamos na lojinha e fizemos o óbvio, o que a maioria  das pessoas fazem:  compram lembranças pra eternizar este momento.

Voltamos pro hotel, …

… demos mais uma passeada pela região próxima, …

… que é quase um Jardins

… e nos preparamos pra ir jantar.

O restaurante escolhido (com a indicação da concierge) foi a Tierra Noble, um assador de estilo localizado na Nueva Costanera.

Chegamos e fomos ajeitados  numa excelente mesa (ainda mais depois de nos apresentarmos como genuínos  brasileiros).

Realizamos um desejo de todos: comer um centolla na parrilla. E ela estava deliciosa.

Ainda mais muito bem acompanhada pelo Sauvignon Blanc Reserva Matetic, daquela mesma vinícola que fomos nesta manhã..

Como principais, resolvemos pedir 2 pratos: um bife de tiras de Wagyu pra D Vera e pro Sr Antonio …

… e Congrio pra mim e pra Dé, com as onipresentes batatas fritas.

Num arroubo, chamamos um Epu, o vinho tinto de segunda linha (se é que podemos denominá-lo assim) do famoso Almaviva. Não preciso nem dizer que o vinho estava maravilhoso, o peixe estava divino e que a carne estava razoável (acho que este wagyu foi alimentado com Pisco! E pior, não tínhamos percebido que eram costelas.).

4 cafes após e estávamos prontos pra dormir o sono dos justos. Amanhã é o último dia da viagem.

Vamos ver frutos do mar fresquinhos, fresquinhos! E Lápis-lazúli, cierto?

Hasta

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dcpv – dia cuatro – santiago – chile – nada como visitar a concha y toro junto com don melchor

20/08/2011

Dia cuatro – Santiago – Chile – Nada como visitar a Concha y Toro junto com Don Melchor.

O dia amanheceu magnificamente.

Muito sol e com o frio bem comedido.

Tomamos o nosso café da manhã numa sala especial e …

… com cara de Philippe Starck.

Hoje iríamos conhecer a famosa vinícola e quase brazuca, Concha y Toro.

Ela fica a quase uma hora do centro de Santiago e com o tempo bom, a Cordilheira é a sua visível e onipresente companheira na ida pra lá.

Chegamos e optamos pelo tour completo.

Ele dá direito a visita costumeira com degustação de 2 vinhos (um Casillero del Diablo e um Dom Melchor), a taça de cristal, uma aula especial com experimentação de 4 vinhos Marques da Concha (uma linha Premium) com queijos e pães, além do acompanhamento da sommelier.

Iniciamos pontualmente as 11:00 hs com um passeio pela vinícola.

Vimos a magnífica casa dos Concha y Toro

… e as videiras pioneiras e antiquíssimas.

Também passamos pela cave …

…  e conhecemos a verdadeira história do Casillero del Diablo (pra quem não sabe, o lugar onde se guardavam os melhores vinhos e que pra evitar roubos, diziam pros pretensos ladrões que o Diabo morava lá).

Depois disso, fomos pra tal degustação especial num espaço dentra da loja, onde uma mesa estava elegantemente montada com 4 tipos de vinhos diferentes (Merlot, Carmenere, Syrah e Cabernet Sauvignon).

A idéia seria percebermos todas as características organolépticas de cada um deles. Deu tudo certo, com exceção da atuação do sr Antonio, que se comportou como o verdadeiro Don Melchor, alterando a ordem das coisas a bel prazer e divertindo todo mundo.

A Salomé, a sommelier achou muito engraçado assim como todos os presentes (nós quatro e mais um casal de paulistanos).

Finda a degustação dirigida (ah, ganhamos também a tábua em que os queijos estavam apoiados) …

… passamos pela lojinha pra detonar o dromedário.

Compramos um montão de coisas e voltamos pro hotel, pois precisávamos almoçar, ainda que levemente.

E escolhemos o Olivia, um restaurante ítalo/mediterrâneo.

Como precisávamos de rapidez (todo mundo estava cansado), pedimos saladas. Duas genovesas (pra D Vera e pro Don Melchor), …

… uma caprese (as mussarelas de búfala daqui não mugem como as do sex shop) pra Dé e …

pintxos de camarão e polvo pra mim (a foto não ficou legal). Água pra todos e tacinhas de Pinot Noir e de Sauvignon Blanc pra nós.

A comida foi corretíssima. E o lugar é uma belezura.

Voltamos pro hotel pra dar uma descansada (este slow travel está nos cansando! rsrsrs) e fomos nos preparar pra estréia da D Vera e do Sr Antonio na comida molecular. Será que eles gostarão?
Espero que todos nos perdoem por estarmos levando figuras tão queridas pro mau caminho!

Mas, ainda antes do jantar resolvemos dar uma explorada no hotel.

Passamos pelas lojas do térreo (Brooks Brothers, North Face, Bang Olufsen) e subimos até o 21º andar onde fica a piscina.

E dá só uma olhada no visual!

Ainda mais com esta conjunção perfeita do por do sol com a cordilheira.

Caramba! Que maravilha!

Pronto. Depois desta grande homenagem da mãe natureza, só nos restou aplaudir e ir conhecer o restaurante Sukalde do chefe Matias Palomo Reyes.

Tudo se inicia pelo slogan do lugar: el saber do sabor!

Achamos tudo muito simples prum restaurante dito de vanguarda, quase molecular, o que seria um ótimo sinal.

E como a idéia era jogar o barco nas “piedras”, todos optamos pelo menu-degustação de seis tempos.

Quer dizer, sete porque este amuse chegou rapidamente.

O primeiro prato foi Ostiones rosados patagónicos com papas nativas e textura de hinojo. A textura e o sabor desta vieiras cor de rosa eram sensacionais.

Ah! Optamos pelo menu harmonizado de vinhos. Ou seja um vinho pra cada prato (bendito seja o taxi).

O segundo, Langostino austral em quinoa negra e bisque de Merquen. Podemos dizer o mesmo do lagostim quanto a frescura e sabor.

Mais um vinho, desta vez o ótimo Morandé Carmenere.

O terceiro, El Caldillo de Neruda … Caldillo de congrio com velos de letras (homenagem especial a Drix e a Isla Negra onde iremos amanhã). Duas verdadeiras obras-primas reunidas: o poema do Neruda e o do Martim. Este prato foi o resumo da noite. Só o formato poético dele já valeria a visita.

Afinal de contas, foram muitos detalhes que não poderiam passar desapercebidos: as letras esculpidas em batata e cenoura; o poema impresso num chip enorme de batata; o congrio fresco, macio e saboroso; o caldillo perfeito e ultra saboroso!

Se parássemos por aqui, estaríamos mais do que felizes.
O quarto, Plateada de Motes e setas, papas nativas confitadas e salsa de vino. Uma carne muito saborosa. Mas depois do Congrio …

A Dé recebeu um atum no lugar da carne. É claro que eu também comi!

E fomos ao vinho, um perfeito Malbec JBouchon Reserva 2006.

O quinto seria uma sobremesa muito bem bolada. Um caldo espesso duma fruta vermelha patagônica com um tronco de mandioca e mousse de chocolate.

O sexto e último, huevos de desayuno. Tivemos um certo receio antes de provarmos essa. Afinal de contas, já tínhamos tomado 5 vinhos e comido um montão de coisas. Será que aguentaríamos?
Mas a surpresa foi total e a aprovação, geral. Os ovos feitos dum creme levíssimo de coco e uma esfera de manga eram uma delícia. E os brioches de canela acompanhavam muito bem.

Ainda recebemos de “regalo”, uma dose dum vinho groselhal rosé muito bom. Se gostamos?
Adoramos e completamente.

Nos divertimos muito, conversamos bastante, demos muitas risadas e principalmente, comemos bem.

A questão toda é que não importa o formato, mas sim, se a entrega do esperado foi cumprida.

E neste caso, palmas pro Matias que soube transformar tão bem idéias criativas em pratos admiráveis. Sem contar que ele próprio apareceu na mesa pra conversar conosco e dizer como gostava do Brasil e dos seus amigos brasileiros (Atala, incluso).

Enfim, como diria o nosso amigo, o Benito de Paula do acordeão de Valpa, o jantar foi “impecable“.

Hasta.

Siga os dias anteriores desta viagem:
dia primero – santiago – chi-chi-chi-le-le-le. viva chile.
dia dos – chile – santiago – o museu que está na moda. e na neve.
tercero dia – chile – santiago – casas del bosque, a verdadeira viña del mar

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