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dcpv – dia cuatro – santiago – chile – nada como visitar a concha y toro junto com don melchor

20/08/2011

Dia cuatro – Santiago – Chile – Nada como visitar a Concha y Toro junto com Don Melchor.

O dia amanheceu magnificamente.

Muito sol e com o frio bem comedido.

Tomamos o nosso café da manhã numa sala especial e …

… com cara de Philippe Starck.

Hoje iríamos conhecer a famosa vinícola e quase brazuca, Concha y Toro.

Ela fica a quase uma hora do centro de Santiago e com o tempo bom, a Cordilheira é a sua visível e onipresente companheira na ida pra lá.

Chegamos e optamos pelo tour completo.

Ele dá direito a visita costumeira com degustação de 2 vinhos (um Casillero del Diablo e um Dom Melchor), a taça de cristal, uma aula especial com experimentação de 4 vinhos Marques da Concha (uma linha Premium) com queijos e pães, além do acompanhamento da sommelier.

Iniciamos pontualmente as 11:00 hs com um passeio pela vinícola.

Vimos a magnífica casa dos Concha y Toro

… e as videiras pioneiras e antiquíssimas.

Também passamos pela cave …

…  e conhecemos a verdadeira história do Casillero del Diablo (pra quem não sabe, o lugar onde se guardavam os melhores vinhos e que pra evitar roubos, diziam pros pretensos ladrões que o Diabo morava lá).

Depois disso, fomos pra tal degustação especial num espaço dentra da loja, onde uma mesa estava elegantemente montada com 4 tipos de vinhos diferentes (Merlot, Carmenere, Syrah e Cabernet Sauvignon).

A idéia seria percebermos todas as características organolépticas de cada um deles. Deu tudo certo, com exceção da atuação do sr Antonio, que se comportou como o verdadeiro Don Melchor, alterando a ordem das coisas a bel prazer e divertindo todo mundo.

A Salomé, a sommelier achou muito engraçado assim como todos os presentes (nós quatro e mais um casal de paulistanos).

Finda a degustação dirigida (ah, ganhamos também a tábua em que os queijos estavam apoiados) …

… passamos pela lojinha pra detonar o dromedário.

Compramos um montão de coisas e voltamos pro hotel, pois precisávamos almoçar, ainda que levemente.

E escolhemos o Olivia, um restaurante ítalo/mediterrâneo.

Como precisávamos de rapidez (todo mundo estava cansado), pedimos saladas. Duas genovesas (pra D Vera e pro Don Melchor), …

… uma caprese (as mussarelas de búfala daqui não mugem como as do sex shop) pra Dé e …

pintxos de camarão e polvo pra mim (a foto não ficou legal). Água pra todos e tacinhas de Pinot Noir e de Sauvignon Blanc pra nós.

A comida foi corretíssima. E o lugar é uma belezura.

Voltamos pro hotel pra dar uma descansada (este slow travel está nos cansando! rsrsrs) e fomos nos preparar pra estréia da D Vera e do Sr Antonio na comida molecular. Será que eles gostarão?
Espero que todos nos perdoem por estarmos levando figuras tão queridas pro mau caminho!

Mas, ainda antes do jantar resolvemos dar uma explorada no hotel.

Passamos pelas lojas do térreo (Brooks Brothers, North Face, Bang Olufsen) e subimos até o 21º andar onde fica a piscina.

E dá só uma olhada no visual!

Ainda mais com esta conjunção perfeita do por do sol com a cordilheira.

Caramba! Que maravilha!

Pronto. Depois desta grande homenagem da mãe natureza, só nos restou aplaudir e ir conhecer o restaurante Sukalde do chefe Matias Palomo Reyes.

Tudo se inicia pelo slogan do lugar: el saber do sabor!

Achamos tudo muito simples prum restaurante dito de vanguarda, quase molecular, o que seria um ótimo sinal.

E como a idéia era jogar o barco nas “piedras”, todos optamos pelo menu-degustação de seis tempos.

Quer dizer, sete porque este amuse chegou rapidamente.

O primeiro prato foi Ostiones rosados patagónicos com papas nativas e textura de hinojo. A textura e o sabor desta vieiras cor de rosa eram sensacionais.

Ah! Optamos pelo menu harmonizado de vinhos. Ou seja um vinho pra cada prato (bendito seja o taxi).

O segundo, Langostino austral em quinoa negra e bisque de Merquen. Podemos dizer o mesmo do lagostim quanto a frescura e sabor.

Mais um vinho, desta vez o ótimo Morandé Carmenere.

O terceiro, El Caldillo de Neruda … Caldillo de congrio com velos de letras (homenagem especial a Drix e a Isla Negra onde iremos amanhã). Duas verdadeiras obras-primas reunidas: o poema do Neruda e o do Martim. Este prato foi o resumo da noite. Só o formato poético dele já valeria a visita.

Afinal de contas, foram muitos detalhes que não poderiam passar desapercebidos: as letras esculpidas em batata e cenoura; o poema impresso num chip enorme de batata; o congrio fresco, macio e saboroso; o caldillo perfeito e ultra saboroso!

Se parássemos por aqui, estaríamos mais do que felizes.
O quarto, Plateada de Motes e setas, papas nativas confitadas e salsa de vino. Uma carne muito saborosa. Mas depois do Congrio …

A Dé recebeu um atum no lugar da carne. É claro que eu também comi!

E fomos ao vinho, um perfeito Malbec JBouchon Reserva 2006.

O quinto seria uma sobremesa muito bem bolada. Um caldo espesso duma fruta vermelha patagônica com um tronco de mandioca e mousse de chocolate.

O sexto e último, huevos de desayuno. Tivemos um certo receio antes de provarmos essa. Afinal de contas, já tínhamos tomado 5 vinhos e comido um montão de coisas. Será que aguentaríamos?
Mas a surpresa foi total e a aprovação, geral. Os ovos feitos dum creme levíssimo de coco e uma esfera de manga eram uma delícia. E os brioches de canela acompanhavam muito bem.

Ainda recebemos de “regalo”, uma dose dum vinho groselhal rosé muito bom. Se gostamos?
Adoramos e completamente.

Nos divertimos muito, conversamos bastante, demos muitas risadas e principalmente, comemos bem.

A questão toda é que não importa o formato, mas sim, se a entrega do esperado foi cumprida.

E neste caso, palmas pro Matias que soube transformar tão bem idéias criativas em pratos admiráveis. Sem contar que ele próprio apareceu na mesa pra conversar conosco e dizer como gostava do Brasil e dos seus amigos brasileiros (Atala, incluso).

Enfim, como diria o nosso amigo, o Benito de Paula do acordeão de Valpa, o jantar foi “impecable“.

Hasta.

Siga os dias anteriores desta viagem:
dia primero – santiago – chi-chi-chi-le-le-le. viva chile.
dia dos – chile – santiago – o museu que está na moda. e na neve.
tercero dia – chile – santiago – casas del bosque, a verdadeira viña del mar

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dcpv – tercero dia – chile – santiago – casas del bosque, a verdadeira viña del mar

19/08/2011

Tercero dia – ChileSantiago – Casas del Bosque, a verdadeira viña del mar.

Todos dizem que após a tempestade vem a bonança.

Pois foi o que aconteceu em Santiago do Chile. Após a tempestade (de neve), veio a bonança (do sol).

E foi com ele e com a cordilheira nos observando que acordamos.

Já no café da manhã (por sinal, muito bom), iniciamos o que seria uma minimicroConVnVenção com a tripulante Mari Pelo Mundo Campos, que estava no hotel e que iria visitar o Valle Nevado. Marcamos de fazer uma happy hour à noitinha.

Hoje o dia seria de pacotaço: iríamos pro litoral, mais precisamente pra Viña del Mar e Valparaiso.

E como no caminho, passaríamos pelo Valle de Casablanca, porque não incluir uma visita à alguma vinicola?

Foi o que fizemos. E com a empresa Enotour, especializada neste tipo de passeio.
Saímos no horário, “surpreendentemente no horário, para brasileiros” segundo o motorista Luiz. Já o guia Rodrigo chegou um pouco atrasado. São os paradoxos!

As estradas são impecáveis e a cada avanço da kilometragem, nos eram mostradas características geográficas totalmente diferentes.
O trecho inicial é eminentemente frutífero.

Vimos muitos laranjais, limoeiros, ameixas, obviamente chilenas, entre outras coisas, além das estrelas, as amendoeiras totalmente floridas.

Mais alguns km e uma clara diminuição de altitude, adentramos ao Valle de Casablanca propriamente dito.

Muitas videiras, num lugar famoso por produzir vinhos brancos de altíssima qualidade.

As condições geográficas são as ideais com um solo bastante sofrido e uma variação diária de temperatura muito grande.

Passamos pela Veramonte, …

… pela Indómita e …

… chegamos a Casas del Bosque.

Não foi por coincidência que tomamos um Sauvignon Blanc de lá no jantar de ontem a noite no Aqui está Coco. O lugar é bastante bucólico e passa a sensação de que eles levam a sério este negócio de ser biodinâmico.

É claro que o tour tem tudo aquilo que a Re classifica como um visita-tipo (e não, tipo uma visita!) a qualquer vinícola do mundo: …

…  colheita manual, o esmagamento das uvas, …

…, o armazenamento em tonéis de aço …

… e de carvalho francês, …

… além do engarrafamento.

E a degustação que é fantástica, pois além de experimentarmos 3 vinhos, …

… ainda tivemos a oportunidade de verificar o que os enólogos sempre encontram neles e nós nunca achamos! 🙂 .

Ele colocaram os ingredientes (pimentas do reino e verde, morangos, cravo, laranja, limão, grapefruit, etc) em taças e o princípio é comparar o virtual com o real.

Sensacional e pra fazer em casa.

Passamos na lojinha, compramos mais alguns exemplares pra encher o dromedário e rumamos pra Viña del Mar.

E aí o cenário mudou novamente.

Agora, além da possibilidade de vermos o mar, percebemos grandes plantações de eucaliptos e uma planta especial, o aromo, esta amarelinha que anuncia a chegada da primavera.

Passamos pelo centro, …

… pelo cassino antigão, …

… pelo minimoal (quase um Nelson Ned) e …

… fomos almoçar num restaurante turisticaço localizado no castelo do Club Unión Árabe

… que tem como handicap ser de frente pro mar.

As pedidas foram as esperadas: um tremendo prato de frutos do mar como entrada (machas, locos, camarões, polvo, peixes, etc).

Tomamos um bianchetto, o Leyda Reserva

… e como estávamos um pouco sem fome, pedimos duas merluzas pra dividirmos. Uma com molho de/e camarões e …

… outra, com molho de mariscos e tremendas batatas fritas.

Competentes, mas não maravilhosas. Enquanto isso, “secávamos” insistentemente a centolla que os nossos vizinhos estavam comendo!

Pedimos mais uma meia garrafa do Sauvignon Blanc da Concha y Toro, já antevendo o passeio de amanhã, …

… e incorremos num grande erro: insistimos em sorvetes pra sobremesa. Não importava o sabor (se de baunilha, chocolate, chirimoya, etc): tudo era uma bomba!

Ao menos participamos duma nova miniConVnVenção: os Pellicanos estavam por aqui.

Né, Marcie e Ciro?

Depois deste festim, rumamos pra Valparaiso, a Santos chilena.

Tão antiga e tão charmosa quanto, Valpa foi uma cidade muito importante e os resquícios estão em cada lugar.

Além do charme dos velhos funiculares, aqueles equipamentos que servem pra facilitar a subida aos morros.

Não precisa nem dizer que passeamos num, né?

E pra chegarmos ao mirante e termos um visão estonteante da baia.

Colorida e estonteante.

Até tiramos algumas foto em que o competente fotógrafo era um tocador de acordeon (ruinzinho, por sinal) que a cada obra-prima, falava: impecable! Reparem na ótima técnica dos pés cortados. 🙂

É claro que mais um bordão foi criado.
Retornamos pro hotel completamente “bodeados” e só nos restou uma bela cochilada.

De banho tomado, nos encontramos com a Mari. Tomamos um Pisco Green (grato pela cortesia) e aproveitamos pra conversar sobre o mundo da Bóia.
É claro que fizemos a famosa pose, só que neste caso, com copos Piscados.

Nos despedimos e fomos pra subsolo do hotel. Tínhamos uma reserva no Coquinaria , um restaurante anexo da homônima loja de gastronomia.

Que é um autêntico sex shop chileno. Lá tem  absolutamente tudo: massas, temperos, utensílios, vinhos, pães, etc.

Aproveitamos pra jantar mais levemente (ops).

Pedimos a trilogia de camarões (com vermicelli, bisque e creme brulée) pra D Vera, …

… um atum com crosta de especiarias e ninho de noodles pro Sr Antonio, …

… um gnocchi com molho de queijo (pra Dé) …

…  e Surf and Turf pra mim. É uma mistura de carne e camarão, com batatas fritas e maionese. Muito bom. (Gracias pela dica, Diogão dos Destemperados ).

Tomamos um syrah El Olivar Alto 2008 , onde aproveitamos um boa característica do lugar. Lá você escolhe o vinho da prateleira, paga o preço da gôndola, acrescentando somente 10 reais pela rolha.

Não dispensamos as sobremesas. Panacotta de mel, peras e sorvete de canela

Vulcão de chocolate com sorvete de café  …

… e Churros com calda de chocolate e de laranja que  pareciam mesmo Yin-yang .

Pronto! Estávamos completamente cansados e com vontade de dormir.
Só nos restou pegar o elevador e subir até o quarto, pra cair nos braços de Morfeu .

Hasta.

Siga os dias anteriores desta viagem:
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dia dos – chile – santiago – o museu que está na moda. e na neve.

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dcpv – dia dos – chile – santiago – o museu que está na moda. e na neve.

18/08/2011

Dia Dos – Chile – Santiago – O museu que está na moda. E na neve.

Você acredita em previsão do tempo?

Eu não acredito muito, mas por incrível que pareça ela funcionou desta vez. E melhor, com uma precisão suiça.

Há 10 dias que estávamos “filando” o Canal do Tempo a fim de programar os passeios (atire o primeiro floco de neve aquele que não faz isso quando está prestes a viajar?). E em todos os dias estava lá: quinta-feira, 18/08, chuva com neve. Neve?

Dei uma pesquisada e descobri que fazia um tempão (quase 5 anos) que, apesar da proximidade do Valle Nevado, não nevava na capital chilena.

Bom, acordamos até que tarde (8:00 hs) e fomos conhecer o café da manhã do W.

Farto e interessante num ambiente mais ainda.

Eu tinha pensado em conhecermos a cidade através do Turistik, o ônibus hop on/hop off. Eu e a Dé somos fãs incondicionais deste serviço, pois ele te dá uma posicionada fantástica sobre o lugar, além de possibilitar a visita a lugares bacanas e fora de mão.

Mas com a chuva que estava caindo, este plano foi (literalmente) por água abaixo.

Como tínhamos um plano B (uma visita a algum museu), tratamos de colocá-lo em prática.

Prestes a sair pra pegar um taxi, ouvimos uma senhora dizendo: incrível, está nevando!

E não é que estava mesmo!

Os santiaguinos estavam entusiasmados com este volume de neve. Todo mundo fotografando e fazendo poses (até o pessoal simpaticíssimo da recepção do hotel).

É claro que nós também não ficaríamos atrás.

Curtimos muito a paisagem diferontona e encantadora da nevasca (foram mais de 4 horas seguidas).

Com todo este clima natalino e pret-a-porter, optamos por ir ao Museo de la Moda, um lugar modernoso e interessantíssimo.

A primeira surpresa quando se chega lá, são os carros enterrados no jardim.

E a surpresa se multiplica ao percebê-los envoltos em neve.

Gostamos muito quando soubemos que a mostra temporária teria como tema os anos 80.

E foi um revival total com representantes legítimos daquela época. O DeLorean  do filme De Volta pro Futuro

… junto com a jaqueta original do Michael J. Fox …

… e melhor, com uma trilha sonora fantástica com Duran Duran, David Bowie, Pretenders, Tears for Fears, Madona, Cindy Lauper e muitos outros menos votados.

Louve-se a idéia do curador de colocar a trilha com o nível sonoro perfeito e com o acompanhamento preciso de luzes estroboscópicas …

… e ambientações psicodélicas.

E a moda? A moda estava em tudo isso acima e nas criações do Gaultier, …

… do Mugler, …

… do Givenchy …

…e de muitos outros expoentes.

Como a neve continuava caindo, nós aproveitamos pra fazer uma visita como se deve.

Nos ativemos a detalhes de toda a coleção e não esquecemos de admirar o que seria a chamada mostra fixa de lá, ou seja, os ambientes originais da casa do Jorge Yarur Bascuñán, dono da própria Manufactura de Algodón.

Como a neve não desistia de cair, optamos pela facilidade de almoçar na garage do museu. O restaurante El Garage é todo muito bem “disenhado”.

A única opção para todos era o menu a preço fixo. Por sinal baratissimo; 6000 pesos chilenos (uns R$25,00) por cabeça com direito a entrada, principal e bebida (infelizmente, não alcoólica).

Escolhemos, os homens, como entrada tomates recheados com atum e ervas e as mulheres,…

… uma sopa de couve-flor muito bem temperada e como convinha, quentinha!

O restaurante estava cheio e os principais chegaram. Todos foram de risotto (não precisa nem dizer que o arroz estava um pouco passado) …

… com exceção da Dé que pediu uma salada com salmão defumado, alcachofras, favas, abobrinha e rabanete.

Tudo correto e fazendo bonito perante o custo. Passamos a sobremesa (estávamos nos preparando pra noite), tomamos 4 expressos e fomos caçar um taxi na chuva (a esta hora, a neve já tinha ido embora, mas a paisagem branquinha imperava).

Chegamos ao hotel e providenciamos particularmente a solução do banheiro devassável do quarto da D Vera e do Sr Antônio: como o pessoal da recepção nos disse que o único quarto que tinha porta no banheiro era o nosso, resolvemos tudo simplesmente trocando de quartos. Pronto, quem estava agora no quarto moderninho e prafrentex éramos nós.

E também estávamos prontos pra conhecer o restaurante Aquí Está Coco depois do incêndio que acabou com ele em 2009.

A última imagem que tivemos dele era a de uma casa meio antiga e com um menu em forma de jornal que você levava pra casa. Hoje, a coisa é totalmente diferente. O restaurante se transformou num lugar bastante moderno e muito bem projetado.

Chegamos lá e percebemos o Coco no próprio logo.

Internamente é muito agradável, confortável e com uma programação visual fantástica.

Só o tubarão estilizado que fica em cima do bar já valeria a visita.

Sentamos e confabulamos bastante pra fazer o pedido, pois o cardápio é bastante extenso e com muitas alternativas.
Escolhemos como entradas umas alcachofras empanadas com polenta e …

… um prato de mariscos sensacional.

Era uma mostra do quão diferentes são os frutos do mar que gorjeiam, ops, nadam por aqui.

Foi um festival de polvo, machas, salmão, mariscos gigantes, ostiones, enfim, a nata da biodiversidade chilena.

Aproveitamos pra desvendar os segredos da Casas del Bosque (vinícola que visitaremos amanhã) ao pedirmos um Sauvignon Blanc super personalizado e com uma permanência marcante.

Ainda tivemos fôlego pra pedir os principais.

A D Vera foi de Salmão Terra e Mar, com aspargos grelhados, avelãs nativas e lagostim,

… coincidindo com o sabor especial do que pediu o Sr Antônio, um Turbot Mediterrâneo sobre azeitonas pretas e verdes e batata palha .

A Dé foi duma pseudo Moqueca de Centolla

… e eu, um Congrio com cebola roxa, tomate, pimenta amarela e coentro, acompanhado de batatas fritas.

Todos muito bem preparados e mostrando o fragrante profissionalismo da nova fase do Coco (o restaurante estava abarrotado).
Mais um vinho branco foi pedido, o Chardonnay Casa Silva 2010.

Caramba, ficamos num tremendo dilema: comíamos ou não as sobremesas? Não resistimos e fomos pro sacrifício. Um Pudim de coco

…  e um Milfolhas de doce de leite com sorvete de baunilha foram o complemento ideal pruma noite praticamente perfeita.

Só nos restou voltar pro hotel e termos a certeza de que o Coco achou o seu verdadeiro lugar. E olha que não era o coqueiro.

Hasta.

Veja o dia anterior desta viagem:

dia primero – santiago – chi-chi-chi-le-le-le. viva chile.

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dcpv – dia primero – chi-chi-chi-le-le-le. viva chile.

17/08/2011

Dia primero – Chi-chi-chi-le-le-le. Viva Chile.

O vôo da TAM sairia cedo de Cumbica, mais precisamente as 8:50hs. Chegamos no horário, mas um pequeno problema quase atrapalhou tudo: o RG do sr Antônio, meu sogro, era antigo e pior, dividido em duas partes.

A atendente da TAM nos advertiu que este fato poderia dar problema na alfândega do Chile e que se déssemos azar, poderíamos até ter que voltar de lá de Santiago mesmo.

Que este fato sirva de exemplo pra todos: verifiquem o seu documento de identidade ou faça como nós (eu e a Dé); leve o passaporte e além de evitar uma surpresa desagradável, ainda ganhará alguns carimbos a mais pra coleção.
No restante, o vôo foi tranquilo e chegamos a Santiago com um frio danado. E claro, sem nenhum problema com a aduana!

O nosso hotel, o W é uma verdadeira beleza. Moderno, hyppado, novinho, contemporâneo, enfim: perfeito.

Os quartos não ficam atrás. São moderníssimos e com o upgrade  que conseguimos, ainda tivemos a nossa disposição, varandas com vista direta pra Cordilheira dos Andes.

A única dica pra quem quer se hospedar por aqui é: pergunte sobre o banheiro, porque o de alguns quartos (no caso, o nosso) é totalmente devassável e isto pode não ser agradável, o que não foi o nosso caso, já que achamos bem bacana.

Pra melhorar, o hotel está situado numa zona nobre da cidade chamada Las Condes (quase que um Jardins chileno) e ele faz parte dum complexo que contém bons restaurantes (o Coquinaria é um exemplo), lojas de grife e uma filial da El Mundo del Vino que é fantástica. Tá na cara que o dromedário voltará completamente lotado.

Aproveitamos pra ir almoçar perto do hotel e num lugar tradicional aqui em Santiago, a Confiteria Torres.

Ela é uma filial da histórica sede de Centro.

Fomos sentando e percebendo a beleza do lugar.

Dentro do mote, pedimos além do couvert, muitos pratos tradicionais: como entradas, sopas (creme de zapallo, consomé de ave e jugo de carne) pra todos …

… e machas à parmegiana pra mim. Machas são moluscos retirados manualmente do mar e apresentam as cores rosa e laranja quando cozidos. Se parecem com mexilhões e estas estavam deliciosas.

Como estávamos baseando os nossos pedidos nos frutos do mar chilenos (locos, picorocos, polvo, machas, etc), tomamos um vinho branco Sauvignon Blanc Errazuriz (louve-se que a carta de vinhos oferecida em todos os restaurantes que fomos era totalmente chilena).

Como principais, a D Vera foi de Pescado Mediterrâneo, que é um saboroso peixe branco a la plancha, com camarones, pulpo y locos ao peperoncino, acompanhado de purê de palta, o nosso famoso abacate.

O sr Antônio radicalizou na tradição e pediu o famoso Lomo a lo pobre composto dum bifão, batata frita, dois “zoiudos” e cebola frita. Qualquer semelhança não é mera coincidência.

A Dé poetizou e foi de Congrio com salsa de picorocos e echalotas ao creme (este a Drix comeria). Um prato totalmente excelente.

Eu finalizei com Arroz chilote de Misiá Maria, um arroz bastante molhado com pedaços tenros de polvo (olha ele aí!) e bastante açafrão. Um prato instigante (um outro modo de dizer que é mais ou menos) e muito saboroso.

Pagamos a conta e observamos que o bar merece uma visita mais demorada.

Demos uma volta pela região do hotel que é arquitetonicamente surpreendente e resolvemos dar uma descansada.

Quer dizer, resolvemos deixar a D Vera e o sr Antônio relaxando e fomos conhecer melhor a área comum do hotel.

As soluções encontradas pra decoração são incríveis. O hotel todo parece ter saído duma revista especializada.

Experimentamos o nosso primeiro Pisco Sour (guia Vagaluzes: 10) e subimos pro quarto pra tomar um banho rápido, já que tínhamos reservas feitas no restaurante principal do hotel, o Osaka.

Eu apostei nele e não me arrependi.

Tudo começou com a filosofia do estabelecimento: uma comida fusion asiática e peruana com ingredientes puramente chilenos.
O ambiente é charmoso e intimista.

Estudamos o enorme cardápio e optamos por tapear a vontade.

Escolhemos quatro delas: tacutan (mini empanadas de massa phyllo recheadas de tacu-tacu com molho vietnamita) …

spring rolls (estes eu não preciso explicar), …

passion schrimp (camarões com molho de maracujá e amendoim além do ragu de pimentão)  …

… e a vedete da noite, os incendiários mariscos (literalmente) ao fogo.

Ainda escolhemos 3 causas que não tem nada a ver com o metier do Eymard. Causas são pratos típicamente peruanos que tem como base purês de batatas acompanhados das mais variadas coberturas. No nosso caso, foram de chicharron, centolla e camarones.

Tomamos um vinho branco Sauvignon Blanc EQ 2010 da bodega Matetic, uma vinícola que visitaremos no domingo.

Aproveitamos o embalo e pedimos sobremesas no famoso esquema 4×4 (ou seja, todo mundo iria experimentar tudo).

Turron Osaka, cremoso torronezinho de amendoim com base de chocolate e pannacotta de lúcuma com leite de tigre e gergelim; …

trio de creme brulèe, de chá verde, de chicha morada y algorrobina; …

sashimi de pina, servido com sorbet de limão e tapioca tai e a degustaçào de suspiros limeños, com aromas de hierba luisa e chicha morada, de lúcuma com café e lichia com pisco sour.

Enfim, um beleza mais gostosa do que a outra.
Tomamos dois cafés mais dois justificados chás verdes e fomos dormir o sono dos justos e dos cansados.

Até que não foi decepcionante para um primeiro meio dia de viagem, né não?

Hasta.

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outra dobradinha – cevicheria la mar e galeria chocolate

lá vem o bucho de novo
15/08/09

Outra dobradinha – Cevicheria La Mar e Galeria Chocolate

É, pra quem não gostava de dobradinha, nós já começamos a exagerar. Primeiro foi esta! E foi excelente.

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Apesar de não gostarmos da original, aquela do boi, continuamos procurando por outras no formato Tappo/Sódoces. E achamos uma semelhante !

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Iniciamos por uma dica do grande professor Michel : Vá na Galeria Chocolate. O Diego Lozano é fera!

E é mesmo. Da vitrine se vê tudo o que é feito lá dentro!

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E as  melhores especialistas em chocolate que eu conheço, a Dé e a Re, aprovaram.

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Pedi um brigadeiro de colher de chá verde. Só eu mesmo, já que não gosto muito de chocolate, pra pedir chá verde numa (outra) joalheria de  chocolates.

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A Dé foi de pão de mel com laranja e flor de sal.

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Já a Re fez um pedido coletivo: uma degustação com 6 tipos de bombons feitos pelo Diego.

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Com caramelo; com curry e whisky; defumado; com flor de sal; com priprioca. Um espetáculo.

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Sem contar que o lugar é lindíssimo. Gostando ou não de chocolates, vá visitar e você não se arrependerá. E, tem, mais, adorei todos os bombons.

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Pra completar a nova dobradinha, uma visitinha ( estávamos devendo essa pois já conhecíamos a de Santiago do Chile) à Cevicheria La Mar,  do grande chef peruano Gastón Acurio e sócio do Alexandre Miki, dono do Shimo.

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Além do que é um belo treino, já que iremos ao Peru brevemente e veremos se o padrão da matriz segue o das filiais. Por enquanto, o que podemos dizer é que a de São Paulo é muuuuiiito melhor que a de Santiago ( e olha que gostamos muito da chilena)

Chegamos bem cedo, 20:30 hs ( dica da hostess que nos disse por telefone que neste horário não teríamos problema. Gracias, ela estava certa!)

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Começamos os trabalhos com um belo couvert. Mandiocas crocantes com várias pastas cheias de ajis, rocotos, etc.

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E um belo pisco sour, off course!

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Optamos por pedir duas entradas degustação. Uma de cebiches. E são quatro : clássico, de robalo estilo clássico, leche de tigre natural; nikei, de atum do Atlânico em leche de tigre nikei; elegante, pescado e mariscos em emulsão de leche de tigre e miraflores, misto em cremosa de leche de tigre amarelo.

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Uma delícia e com variações interessantes sobre o prato mais típico do Peru. 

A outra, as famosas causas. Que são purês de batatas recheados com vários ingredientes.
Foram 5 : criolla, coberta  de escabeche  de pescada a la criolla; antigua, manjubas crocantes e tartara huancaina com salsa criolla; al olivo de polvo en suave creme de azeitonas pretas; nikey de atum e abacate, rocoto e huancaina; coctel com uma adaptação de coquetel de camarões.Tudo muito lindo e excepcionalmente delicioso. Além de quente ! (vocês me entendem, né?)

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Como já tínhamos ido a Galeria Chocolate à tarde, paramos por aí e resolvemos pedir uma sobremesa. Suspiro Limeño. Ou seja, doce de leite aerado com chantilly canelado.
Comemos tudinho!!

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Saímos às 22:00 hs com o lugar bombando e gente saindo pelo ladrão.

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E com uma certeza: tem um montão de coisas no cardápio que dá vontade de experimentar (peixes, arrozes, etc). Certamente voltaremos mais vezes.

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Incrível como os dois lugares da dobradinha  tem a mesma característica: aproveitar os vários formatos de apresentação ( chocolates/ ceviches/causas) e te levar pra viajar imediatamente. Se a Suiça é a terra do chocolate e o Peru, a do ceviche; conseguimos viajar pros dois no mesmo dia. E em Sao Paulo.

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Ô praia gostosa !

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