Posts Tagged 'sicilia'

dcpv – cicília, sicília.

Número 402
18/11/2014

Cicília, Sicília.

Lá vamos nós apelar novamente para um lugar cercado de água por todos os lados.

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E desta vez (na verdade, mais uma vez) o local é a badalada Sícilia.

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“Na maior ilha do Mediterrâneo, as influências dos invasores históricos aparecem nos costumes, na notável arquitetura e também em sabores locais, como do atum com crostra de pistache, da cassata italiana e dos deliciosos canolis de ricota. Conheça essas e outras incríveis receitas sicilianas apresentadas no Coleção Folha Cozinhas da Itália”.

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É, nos conhecemos outras. Mas não menos fantásticas.

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Vamos a elas!

Entradas – Camarões gratinados e Fritada de queijo de cabra e ricota.

Este Gamberetti marinatti tem o mesmo principio de um ceviche. Compre camarões frescos, limpos e pequenos.

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Numa vasilha, coloque os camarões e cubra-os com suco de 1 e ½ laranja e 3 limões sicilianos.

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Junte 2 dentes de alho amassados e deixe marinar por 25 minutos.

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Como achei o resultado um pouco estranho, coloquei esta mistura numa panela e cozinhei por alguns minutos (até o camarão mudar de cor).

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Salpiquei sal e salsinha.

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Apesar do desvio, o resultado foi bastante interessante.

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Já a Frittata di caprino e ricotta, parece mais um grande omelete.

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Com um garfo, bata 4 ovos e acrescente 1 colher de sopa de pecorino, sal, pimenta calabresa moída e colheres de sopa de leite.

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Numa frigideira, aqueça duas colheres de azeite, coloque 100g de queijo de cabra e 100g de ricota, todos cortados em cubinhos.

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Deixe dourar por, ao menos, 10 minutos.

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Assim que os queijos começarem a dissolver, acrescente o ovo batido. De vez em quando, com uma espátula, desprenda a borda para que não queime (acabou dando uma ligeira queimadinha! Rs)

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Quando a omelete estiver bem cozida, macia somente no centro, vire-a para dourar do outro lado. Transfira e sirva.

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O conjunto das duas entradas ficou muito bom.

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Tomamos um rose para acompanhar, o rosé D’Azur, que foi “sweet rosé, como a cote, fleur de lune, lbv”.

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Principal – Espaguete com ricota e pecorino.

Este spaghetti com ricotta e pecorino é uma daquelas receitas italianas simples e que facilmente se transformam num clássico na sua casa.

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Cozinhe 500g de espaguete grano duro em água fervente até que fique al dente. Junte200g de ricota fresca amassada com garfo, 50g de parmesão ralado, 50g de manteiga em temperatura ambiente e pimenta calabresa moída a gosto, num bowl.

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Para amolecer a mistura, acrescente uma concha da água de cozimento do macarrão.

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Espalhe este molho numa travessa e coloque sobre ele a massa escorrida e bem quente.

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Mexa, salpique com queijo pecorino ralado e sirva imediatamente.

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Como todo prato clássico, o resultado foi fantástico.

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Pra melhorar, tomamos um vinho branco, o Sauvignon Blanc Antares 2012, que foi “quase quase, chardonnay blanc, incidente, pretender”.

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Sobremesa – Torta de framboesa e ricota.

Eis mais uma obra prima da nossa pastisseur, a D Vera.

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E por incrível que pareça, o tema ricota continuou em vigor.

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Esta torta, que mais parece um cheesecake, utiliza massa phyllo. E ficou excelente.

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Eis a opinião dos verdadeiros italianos:
Tudo muito bom, mas a pasta … (Edu)
Que macarrone, que comida, que sobremesa. (Mingão)
Delicia !!! (Deo)

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Pronto!
Parece brincadeira, mas apelar pra receitas italianas é certeza de sucesso e grande prazer.

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Esta Bota é realmente inesgotável.

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Arrivederci.

.

 

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dcpv – a sicília do jamie em 15 minutos

número 352
21/05/2013

A Sicília do Jamie em 15 minutos.

Todo mundo que passa por aqui sabe que eu não morro de amores pelo porquinho do Jamie Oliver.

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Mas sabe também que apesar dos maneirismos dele e da vontade de ter nascido na Itália, gosto bastante de alguns livros e de alguma coisa que ele faz na tv.

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E zapeando um dia destes no GNT, topei com um programa em que ele faz um menu quase completo (neste caso, entrada e primo) em apenas 15 minutos.

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Quer coisa mais conveniente prum dia em que você está numa tremenda correria e não consegue pensar em nada mais rápido do que isso? 🙂

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Pra melhorar um pouco mais, estas receitas eram italianas (que novidade!) e melhor, sicilianas.

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O único trabalho complementar que eu tive foi pegar o meu livrinho siciliano da Coleção Folha Cozinhas da Itália e escolher tanto o complemento da entrada, como a sobremesa.

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Vamos lá então cozinhar por 15 minutos junto com o pouco asséptico (esta foi politicamente correta, heim?) Jamie Oliver.

Entrada – Salada de Funcho e Hortelã e Fritos de Grão-de-Bico.

Estes fritos, os panelle, foram retirados do livro.

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Eles são formados por uma massa composta de 500g de farinha de grão de bico e 1,5 litros de água que foram muito bem incorporados, temperados com sal e pimenta e cozidos em fogo médio.

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Junte uma colher de sopa de salsinha picada e quando começar a ferver, mexa pra que não grude no fundo da panela.

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Derrame esta mistura sobre uma bancada de pedra molhada e rapidamente, espalhe-a com uma espátula até atingir cerca de 5 mm de espessura.

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Depois de fria, corte-a em losangos e frite em óleo bem quente.

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Ela foi servida junto com uma salada do Jamie Oliver muito diferentona e feita totalmente com o processador.

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Basta cortar em fatias finas, funcho, salsão, um ramo de hortelã …

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… e, pasmem, um limão siciliano inteiro.

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As fatias fininhas deste último darão um charme especial a tudo.

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Aí é só temperar tudo com azeite, vinagre de vinho tinto …

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… e servir junto com o frito.

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Espetacular! Assim como o vinho branco italiano Frascati San Marco 2011 que foi “little king, frescati, dr Osires, Florindo”.

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Principal – Linguini com Molho de Camarão e Pangrattato.

Estas duas são do Jamie Oliver.

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O Pangrattato é um pretenso substituto siciliano do parmesão.

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Para fazê-lo, basta processar duas fatias de pão italiano, dois dentes inteiros de alho e uma colher de sopa dum bom azeite …

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… e dourar na frigideira.

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Já pra pasta, faça o Linguini como descrito no pacote.

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Enquanto isso, comece o molho colocando pimenta calabresa seca a gosto numa frigideira junto com uma latinha pequena de anchovas (óleo incluso).

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Acrescente uma pitada de açafrão e junte camarões congelados.

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Coloque dois dentes de alho esmagados e uma pitada (ou duas?) de canela. Interessante, não?

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Adicione um vidro inteiro de passata de tomate e o suco de um limão.

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Junte a massa cozida e sirva bem quente …

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… junto com o Pangrattato.

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Ficou uma verdadeira delícia siciliana.

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Pra melhorar tomamos um outro ótimo tinto italiano, o Casa Vasari Valdichiana 2010, que foi “celebration, cássio, mariesco, mariesco”.

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Sobremesa – Gelatina de Melancia

Este Gelo di Mellone Rosso foi escolhido justamente por causa da quantidade de melancia existente na nossa geladeira.

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E ela é bem fácil de fazer. Dissolva 80g de amido de milho e 200g de açúcar em 1 litro de suco de melancia com um fouet, misturando bem pra não formar grumos.

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Leve a mistura ao fogo e, após a fervura, deixe cozinhar por cerca de 2 minutos.

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Retire do fogo, coloque em recipiente único e individual umedecido e, depois de frio, leve à geladeira.

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Desenforme e sirva como eu fiz, com lascas de chocolate, amêndoas e flores.

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Eis a opinião dos rápidos sicilianos:
15 minutos pra fazer, 2 horas pra degustar! (Edu)
Na chacara de Dios, não sobrou pedra sobre pedra! (Mingão)
Achei um espetáquila! (Deo)

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“Assim como na arquitetura, as artes e os costumes, a história da cozinha siciliana se confunde com seus invasores. Da convivência com diferentes povos ao longo dos séculos, essa ilha do sul da Itália herdou especiarias, ingredientes e receitas, o hábito saudável de cultivar e consumir vegetais e a paixão por doces e sorvetes”.

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Me diz se com tudo isso, não é pro Jamie Oliver querer se transformar em italiano e em apenas 15 minutos?

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Arrivederci.

.

dcpv – bis nos sabores da sicília

número 338
06/11/2012

Bis nos Sabores da Sicília.

Eu gosto muito do livro Sabores da Sicília. Tudo nele é encantador: as receitas, a história, os vinhos e a verdadeira prosa da autora, a obviamente italiana, Maria Montanarini, uma expert nesta ilha da Bota.

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“Maior ilha do Mediterrâneo e território carregado de história várias vezes milenar, onde atuaram fenícios, gregos, romanos, árabes, normandos e espanhóis (quiçá ferrazenses), a Sicília é famosa também pela excelência  dos seus pratos e inconfundíveis sabores.

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Uma italiana que muito bem conhece a ilha desde a infância e que mora no Brasil há seis décadas, Maria Montanarini, comprova isso com muitas receitas, algumas das quais que foram passadas pela sogra siciliana”

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E é com esta Maria que nós, eu e a Dé, graças a uma dica dos nossos novos amigos Clau e Gil, faremos uma aula de culinária típica  desta região (em tempo – já fizemos).

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Como um aperitivo (e relembrando, já que fiz uma outra noite memorável com receitas do mesmo livro), aproveitei a releitura do livro pra dar mais uma voltinha pela comida típica da Itália.

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Vamos lá, então, aproveitar os quitutes sicilianos.

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EntradasCenoura ao Marsala, Abóbora agridoce e Fritada de favas frescas.

O lema deste livro é “receita simples e saborosa”. E estas são exemplos delas.

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Pra Carote al Marsala, basta cortar 500g de cenouras lavadas, descascadas e cortadas em fatias grossas e reservar.

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Coloque numa panela, 4 colheres de sopa de azeite, aqueça e frite 2 dentes de alho cortados em lascas. Acrescente as cenouras, sal e pimenta.

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Cozinhe por 2 minutos, mexendo sempre.

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Junte 1 xícara de chá de vinho Marsala e continue cozinhando em fogo baixo com a panela tampada por mais 10 minutos.

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Depois de pronto, salpique salsinha e sirva.

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Já pra Cucuzza all’Auruduci, corte 1 kg de abóbora madura em fatias não muito finas.

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Numa frigideira anti-aderente, coloque 4 colheres de sopa de azeite, 1 dente de alho cortado em lascas, 1 ramo de hortelã picada, 1 ramo de salsinha picada, sal e pimenta.

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Frite aos poucos as fatias de abóbora. Misture 30 g de açúcar em 1/2 copo de vinho branco mais 4 colheres de sopa de vinagre branco e despeje sobre as fatias de abóbora na frigideira.

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Sirva colocando no prato as fatias como um carpaccio. Regue com o molho que sobrou na panela e enfeite com folhas de hortelã.

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E a Frittata’cchi Faviani, foi meio acoxambrada, porque eu não tinha favas por aqui. Usei feijão branco já cozido temperado com 1 dente de alho cortado em lascas e 10 folhas de manjericão fritos em 3 colheres de sopa de azeite.
Numa tigela, coloque 6 ovos, 100 de queijo pecorino ralado, sal e pimenta. Junte as favas, ops, os feijões e bata.

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Despeje tudo numa frigideira antiaderente e em fogo baixo, cozinhe até parecerem um omelete. Vire para fritá-la do outro lado.
Sirva quente ou fria.

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Olhe; as três juntas formaram uma entrada daquelas. Cheirosa, saborosa e tipicíssima (e alaranjada! rs).

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Tomamos uma Cava espetacular, a Juvé y Camps Gran Nature 2008 que foi “frutada, sob o sol da Sicília, ramblática, camposa“.

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PrincipalMassa com molho de nozes e pinoli e Lingüiça no cartucho.

Cortados de qualquer jeito. É isto o que significa o malitagghiati. E ele, junto ccù Nuci e Pinoli formam a receita duma massa muito siciliana.

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Pra fazer a tal, coloque 500 g de farinha de trigo sobre a mesa e faça um buraco no meio. Coloque 4 ovos inteiros e uma pitada de sal.

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Misture tudo e trabalhe bem a massa. Abra com o rolo de macarrão, formando uma folha fina. Recorte e massa em tiras de 1 cm e depois corte em pedaços menores.

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Para o molho, leve ao forno 200 de nozes sem casca e 50g de pinoli até secarem bem. Bata no liqüidificador e reserve 1/2 xícara do que foi processado.

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Numa frigideira antiaderente, derreta 50 g de manteiga sem deixar escurecer. Acrescente as nozes e os pinoli moídos até adquirir gosto, mexendo sempre.
Pique bem 1 xícara de chá de folhas de manjericão e junte a mistura, adicionando também 1 dente de alho cortado em lascas.

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Espere secar e coloque 1/2 xícara de creme de leite. Cozinhe a massa em água e sal.

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Misture ao molho e sirva com  o restante das nozes e pinoli batidos, com queijo ralado. Uma delícia.

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Assim como o facílimo Cartocciu di Sasizza.

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É um daqueles famosos envelopes de papel alumínio contendo uma camada de cebolas cortadas em rodelas, uma de laranja também em rodelas e por cima, dois ou três pedaços de lingüiça fresca.

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Tudo fechadinho e colocado no forno por uns 20 minutos.

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Portanto, mal talhado com lingüiça pode te levar pro mau caminho.

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Tomamos um vinho rosé Regaleali Sicília que foi “groselhoso, arregalado, regaloso, regalo“, ou seja sem-graça e sem foto! rs

SobremesaSalada de frutas ao vinho Marsala

Esta Macedónia di fruta ccù Vinu Marsala é muito refrescante.

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Descasque pêras, pêssegos e laranjas e corte em cubos. Regue com suco de limão (siciliano, claro?)

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Corte fatias de abacaxi e melão em cubos. Misture morango com um pouco de açúcar.

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Junte tudo e regue com um pouco de conhaque e vinho Marsala (na proporção de 1 cálice para 2 copos). Prontíssimo e belíssima.

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Eis o que os rapazinhos acharam de tudo:
E nós pensando que na Sicília só tem limão! Uno spetacolo! (Edu)
Que Calábria que nada, eu quera a Cecília! (Mingão)
Adessso, siciliano-mos! (Deo)

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Só de ler as reminiscências que estão no livro da Maria você se deleita.

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Agora imagine ter a oportunidade de refazer todas estas receitas simples e ao mesmo tempo, tão confortáveis!

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Que venha logo esta aula.

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Ciao, bellos.

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dcpv – sabores da sicília nos jardins

16/11/2012

Sabores da Sicília nos Jardins.

“Como é possível verificar pela pequena amostra que representa minha família, os sicilianos sempre foram grandes gourmet. O segredo dessa particularidade parece residir no fato de que a família siciliana tem prazer de cozinhar para amigos e parentes”

Foi através dos nossos amigos Clau e Gil (nós fizemos a aula de panificação no Friccó com eles) que soubemos qua a D Maria Montanarini, autora do livro que contém este trecho acima, o Sabores da Sicília promove algumas aulas de culinária em seu apartamento nos Jardins, aqui na praia.

Basta você combinar um menu, e pronto. Foi o que nós fizemos.

Marcamos tudo prum sábado, 16/12 e no horário, estávamos os quatro, lá.
Cada um levou um vinho (eles um excelente espumante Pinot Chardonnay Batasiolo e nós, um vero branco siciliano Regaleali Tasca d’Almerita 2011).

Só de conhecer pessoalmente a D Maria, já valeria a pena. Mas eis que ela é uma figuraça e daquelas carimbadas.

E o que seria uma aula de culinária siciliana, se transformou num verdadeiro happening.

Até o jeito dela ministrar a tal aula ê um tanto quanto não ortodoxo.

Imaginem que uma boa parte de tudo já estava pronto (santa praticidade, Batman) e que tivemos o trabalho de conversar muito e dar mais risadas ainda.

Voltemos ao menu (e vejam se eu não tenho razão?): o petisco inicial, as Azeitonas à Siciliana, as Alivi Scacciati ,tinha que estar pronto já que é um prato que necessita de tempo na geladeira pra apurar.

Ele é uma mistura de azeitonas, alcaparras, salsão, erva doce, azeite, pimenta vermelha, vinagre, sal e pimenta do reino.

Isto com um pãozinho, vai que é uma beleza!!!

Aproveitamos pra tomar o espumante Batasiolo neste momento.

Logo após, foi servido o primo piatto, o Talharim à Conca D’Oro, o Tagghiarini a Conca d’Oru, uma belíssima pasta composta …

… dum molho tipicamente siciliano (cebola, alho, alcaparra, tomate, salsão, azeitonas, pecorino).

Olha, o macarrão al dente com aquele molho tornou o prato inesquecível.

Na verdade, “inesquecibile. Cche meraviglia“, né, Gil?

Enquanto conversávamos mais um pouco (grato Clau e Gil pelas dicas venezianas), a D Maria aprontava mais uma obra-prima, Lulas Recheadas, Calamari Chini.

E esta nós acompanhamos o passo- a-passo, com inclusive, direito de aprender como limpar o molusco corretamente (a Clau colocou a mão na massa).

Depois de limpas, você as recheia com uma farofinha composta de tentáculos de lulas fritos, cebola, alho, alcaparra, vinho branco, pão amanhecido, aliche…

… e fecha tudo com um palito de dente.

Aí é só fritar as lulas em azeite com cebolas e alho cortados, um pouco de vinho branco e de molho de tomate concentrado.

A D Maria serviu esta “bellezza” junto com um cremoso purê de batatas.

E dá-lhe “vino bianco” Regaliali.

Chegou a hora da sobremesa (do dolci).

E nada mais siciliano do que um canoli … siciliano, mais conhecidos por lá, como Cannoli ccà Ricotta.

As casquinhas recheadas de ricota (farinha, chocolate, café, clara, açúcar,margarina, vinho Marsala e canela) já estavam prontas.

O recheio (ricota, açúcar, frutas cristalizadas, licor de laranja, uvas passas, cerejas, casca de laranja cristalizada) também.

Faltou o Marsala para bebermos, mas de verdade, ele não fez falta alguma. Os canoli estavam sensacionais e saborosíssimos.

Foi o happy end (grand finale?) duma tarde espetacular (spettacolare) que esperamos repetir brevemente.

Afinal de contas, aprender como viver alegre, saborosa e divertidamente com a D Maria foi um tremendo prazer (piacere).

Sem contar que a Dé teve a oportunidade de experimentar uma rara iguaria: doce de alcachofra (esqueci de dizer que a D Maria é uma especialista neste legume).

“É claro que as receitas já estão ganhando transformações. A cozinha está mais leve. Substitui-se a frigideira pelo forno. Já pode-se falar de cozinha siciliana moderna, com cruzamentos culturais, sensualidade, influências. É o fermento ativo dessa nova cozinha, que está pronta pra reinventar e substituir. Mas aqui o leitor poderá conhecer as receitas tradicionais. E, a medida que lê as receitas, vai também conhecendo um pouquinho a origem de algumas delas, em fatos que se misturam com a própria história da ilha”.

Isto tudo é a mais pura verdade.

Tchau (Ciao ou arrivederci).

PS – De quebra, obtivemos um autógrafo no meu mais do que usado livro.

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