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dcpv – dalva e dito do alex, drix, sueli, jorge, lourdes, eymard, dé e edu.

09/12/2011

Dalva e Dito do Alex, DrixSueli, Jorge, Lourdes, Eymard, Dé e Edu.

Mais um complemento do ISBFV. Saímos no sábado a noite dispostos a referendar a nova e ótima pizzaria do amigo, Juscelino Piselli Pereira, a MareMonti.
Até tentamos, mas devido a espera de mais de uma hora e ao insandecimento dos presentes, resolvemos atravessar a rua e ir ao Dalva e Dito, a casa de comida brasileira do Atala.

Não esperamos quase nada e estávamos abrigados na nossa mesa retangular. Estavam lá a Drix, a Lourdes, o Eymard, a Sueli, o Jorge, além da Dé e eu.

O lugar é extremamente agradável, o serviço mais ainda …

… e o menu é altamento apetitoso.

Tomamos um bom vinho tinto Dolcetto d’Alba Renato Ratti 2010 e escolhemos praticamente todas as vertentes do cardápio.

A Sueli foi de moqueca capixaba, arroz branco e pirão,

… e o Jorge se esbaldou no polvo com arroz molhado (que eu conheço muito bem).

A Lourdes foi frugal e de Saladinha da Dalva (alface, tomate, cebola, palmito, cenoura, rabanete e ovo caipira cozido), …

… assim como a Dé, que pediu um caldinho de feijão …

e uma tapioca de queijo.

O sócio foi de galeto de televisão de cachorro com risoto caseiro (aquele antigo da mamãe) …

… e eu, de carne-de-sol com mandioca cozida e manteiga de garrafa (receita do Rodrigo/Mocotó).

A grande surpresa da noite foi a Drix ver no cardápio o prato dos sonhos dela: Bife à milanesa com salada de batata.
Não preciso nem dizer o que foi que ela pediu, né?

E surpresa maior foi quando o próprio Alex Atala se aproximou de mim e perguntou: você é o Edu do dcpv? (brincadeirinha!! rs)
Na verdade, ele perguntou se estávamos gostando de tudo (por sinal, tudo estava maravilhoso) e gentilmente nos convidou à visitar a sua Ferrari, aquela cozinha espetacular.

Voltamos extasiados e aproveitamos pra escolher as sobremesas (só eu e o Eymard pedimos): excelentes Pudim de leite (generoso, porque tenho trauma de infância. Esta é a descrição do menu que o sócio certamente concordou) e ..

… e um Romeu e Julieta invocado (goiabada cascão, queijo fresco, Catupiry, creme de goiaba e sorbet de goiaba).

Dividimos irmanamente com muitas colheres, pagamos a conta e fomos pra casa pensando como a vida é bela e felicidade até existe (pode assobiar aquela música do Roberto Carlos pra acompanhar).

Ah! Uma informação pra registro: o Alex faz uma galinhada famosa lá no Dalva e Dito, todo sábado, das 24:00 hs até as 3:00hs em que você pode comer a vontade pagando somente R$ 39,00 e ainda se esbaldar de dançar ao som do Nereu (ex-trio Mocotó).

Deve ser muito boa e prometemos dar um passada lá pra dar o nosso parecer!!
Hasta.

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isbfv – e la nave (nesse caso la van) vá! (by Eymard)

8 a 10/12/12

E la nave (nesse caso La Van) ! (by Eymard)

Esse ISB foi a síntese!

Começou antes de começar e acabou antes de acabar. Explico: Todos estivemos juntos no trajeto de ida e volta de Van entre a “praia” e a Grande Ferraz e na execução (no sentido mais literal da palavra) dos pratos!

Antes e depois o grupo foi disperso.

Lourdes compartilhou, na sexta, com Regina e Mingão os prazeres da mesa com os Luz no restaurante português Tasca da Esquina. Cheguei ao apagar (literalmente) das luzes, mas a tempo de saborear a sobremesa, dar boas risadas e … bloquear  a capacidade matemática do nosso mestre calculator Edu. O efeito passou, mas não tão rapidamente.

Depois, nova dispersão com Déo, abandonando a Van. Mingão e Regina, fugindo para os bailes da vida. Eu e Lourdes a comemorar o aniversário de pessoa muito especial. Mas a síntese foi perfeita!

A Van deslizou entre SP e FV com impecável serviço de bordo. Cavas Freixenet bem geladinhas. Sem frango e sem farofa. Ao som das top Five e das incríveis piadas do Déo. Desculpem mas as piadas são impublicáveis.

Os grands chefs cederam seus lugares para os “improváveis” chefs Jorge, Eymard e Adriana.

Aprendi a amassar os bifes (que já estavam cortados) de modo a estraçalhar a carne. Em seguida, em frigideira bem quente com fio de azeite e dentes de alho, uma sapecada rápida apenas para selar a carne. Depois, tudo em uma panela com molho de tomates – já previamente preparado pelo chef Edu – e bastante rúcula para dar crocância ao molho. Modestamente, ficou um espetáculo.

A massa foi preparada por todos. Aos pares. Aos ímpares. Nunca imaginei que seria tão fácil fazer um macarrão de qualidade e gosto incomparáveis. Prometi repetir a dose em casa. Promessa para 2012 ainda não cumprida.

Tudo pronto, linha de montagem para os pratos. Mulheres à mesa e os homens ralando na cozinha.

Com a entrada, serviu-se um vinho branco Gran Reserva G. Rosa Etchart 2009 que foi “favo de mel, branquíssimo, estrambólico, exuberante, modesto, pear, fresco, ácido, lichioso, goiaboso

Com a massa e seus variados molhos (me servi de todos e, desculpe, não resisti e repeti), serviu-se um vinho tinto Cabernet Sauvignon Lazuli 2003 que foi “azulberante, bobolino, red, suficiente, mineiríssimo, blue velvet, rosso, tinha que ser chileno, ameixoso, saquinho de leite“.

Depois, para fechar com chave de ouro, a sobremesa já devidamente preparada pela Dé e que foi nota 1000 e, nas palavras de todos: Bendita seja!

A tarde passou gostosamente. Sem qualquer incidente ou perturbação. Todos concentrados no momento. Momento eternizado pelas fotos mas, especialmente, marcado na lembrança de cada um. A velocidade, de que falou Sueli. A simbiose poética de que falou Adriana. A comunhão, de que falou Edu.

Crianças no jardim de infância. Fiquei imaginando o que teria passado na cabeça de Flora, a competente assistente dos Luz, ao ver aqueles marmanjos rindo como crianças e fazendo aquela bagunça na cozinha.

Cumprida a prazerosa tarefa … rumo de volta a SP. Na Van, que não sendo amarela era meio cor de rosa, novas do Top Five. Quem se lembra da musica de maior sucesso de Claudia Barroso? E agora as 5 top Five….

Nao poderíamos retornar sem um enorme congestionamento que nos tirou do caminho e fez Regina quase perder literalmente o baile. Felizmente tudo foi resolvido com um corta caminho providencial.
Despedidas para Deo, que ficou no meio do caminho (e esqueceu todos os presentes que ganhou. Será que depois ele lembrou ou ainda estão a espera do próximo ISB para devolução?). Despedidas do casal Mingão e Regina que seguiram para um baile.

A noite é uma criança e nós não poderíamos perder tempo.

Tentativa, vã, de voltar à maravilhosa  pizzaria do grande Juscelino: a Maremonti que já tínhamos ido en petit comité! Teríamos que aguardar mais ou menos uma hora para obtermos uma mesa.  Sueli ameaçou ficar insandecida. Fomos rápidos e a solução valeu uma noite e tanto!
Bem em frente nada menos que  o Dalva e Dito.

Rumamos para lá e tivemos uma noite deliciosa finalizada com a presença do verdadeiro chef Atala. Descobri (pelo menos para mim foi uma surpresa) que aos sábados eles promovem uma galinhada depois da meia noite, com direito a se servir quantas vezes quiser diretamente das panelas. Tudo acompanhado de samba de verdade no salão do subsolo. Qualquer noite destas voltaremos lá, nao é mesmo Edu?

Domingo, dia de partir. Deixamos a turma porque tínhamos compromisso assumido com uma outra amiga muito especial. Mas essa é outra história!

No fundo, no fundo, a mesa sempre está posta para celebrar! Nesse caso, celebrar um encontro que seria impossível sem a internet e improvável sem que tivéssemos encontrado algum equilíbrio na desarmonia de nossas experiências de vida. Há alguma coisa que transforma um simples encontro em acontecimento. Nao sei o que é! Mas sei que ele existe.

E la nave vá!

PS: Como escrevi esse post depois de ler os relatos de Edu, Sueli e Adriana, confesso que quase nao me senti em condições de contar a mesma história sob a minha perspectiva. Eles foram muito felizes ao transmitir as idéias sobre o que sentiram. Mas é certo que cada um vê e dá ao mesmo fato uma atenção diferente. Nesse ISB, ao contrario do primeiro, nao me senti sem tempo ou como no filme koyaanisqatsi. Ao contrario do segundo, não me senti exaurido. Ao contrario do de BH, nao senti qualquer urgência. Simplesmente a síntese do que houve de melhor em todos os demais.

PS2 – Esta foi a versão do sócio, do Eymard, sobre o ISBFV. Acho que foi a última, já que o Mingão ainda não se manifestou. Acredito que seria mais prudente não aguardar!! 🙂

Quer acompanhar as outras visões da saga?
Edu – 
 ISBFV. Ou Inter dos Sem Blogs na grande Ferraz de Vasconcelos
Sueli4º ISB – Grande Ferraz de Vasconcelos, que nos legou Dé e Edu.
Drix –  ISBFV – “eu acredito na amizade e a exerço” ou “(…)a vida é mutirão de todos, por todos remexida e temperada”

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dcpv – ISBFV – “eu acredito na amizade e a exerço” ou “(…)a vida é mutirão de todos, por todos remexida e temperada” (by Drix)

8 a 10/12/2011

“Eu acredito na amizade e a exerço” (Jorge Amado) ou “(…) a vida é mutirão de todos, por todos remexida e temperada.” (Guimarães Rosa)

Nosso grupo desafia até mesmo a professora que leciona as disciplinas “Redes Sociais” e “Gêneros Digitais”. Por ofício naveguei por chats, fóruns, blogs, Orkut, Facebook. Pelas mãos do Déo cheguei ao dcpv. Com carinho fui recebida por Edu, Mingão e Débora. Por prazer, fiquei. Por acaso – feliz acaso, nas palavras de Edu, no primeiro ISB – outros foram chegando: Eymard, Lourdes, Sueli, Jorge, Regina. Em julho de 2010 surgia, oficialmente e a partir da inveja de Eymard, Sueli e minha própria, o ISB: Inter dos Sem Blogs. Alguns mais extrovertidos, outros um pouco menos; uns cozinham, outros, não; muitos bebem, uma não; engenheiros, advogado, dentista, psicóloga, pedagoga, socióloga; paulistas, mineiros, carioca. Somos assim… diferentes.

Para cada encontro, um relato. Olhares distintos. Textos diferentes. Sentimentos comuns. De Neruda a Guimarães Rosa, iniciamos, em São Paulo, nossa travessia de sabores, saberes e amizades compartilhadas. Em Brasília, cumprindo o desejo de Niemeyer, fomos muito felizes. Em Belo Horizonte, “era dia comum e virou festa.” Era preciso manter neste post – síntese de todos os outros ISB – o estilo dos posts anteriores: citações, muitas citações, daí dois títulos se o editor assim o permitir. O ISB em Ferraz de Vasconcelos é a síntese de todos os outros ISBs, porque fechou um ciclo; síntese, porque estivemos todos juntos, o tempo todo; síntese, porque aconteceu onde tudo começou, ainda que virtualmente.

Introduzido o tema… (sim, isso foi só a introdução)

Sei que este é um blog gastronômico, que o “mote” dos encontros é a culinária, mas no ISBFV a comida, ainda que deliciosa, foi coadjuvante. O sorvete de parmesão, os ovos recheados e a salada caprese da entrada estavam deliciosos. A massa com molho de tomate com polpetinni acompanhada com o stracetti também (soube que o molho de abobrinhas estava divino, mas esse não experimentei). A crostatta di ricotta e pera com sorvete de baunilha uma maravilha. Mas a alegria, o carinho e a comunhão foram os atores principais.

A alegria

Talvez seja pleonasmo falar da alegria de um ISB. Ela está na essência de nossos encontros. Como definir o que aconteceu dentro daquela van, com seus brindes, as piadas do Déo, um GPS que insistia em apontar caminhos desconhecidos até mesmo pelos nativos, os memoráveis “Top 5” de Mingão, Edu e Déo, que aos poucos foram incorporados ao ISB?

E afinal, qual seria o Top 5 do ISB FV?
1. Claro que começaria com um mineiro: “amigo é coisa para se guardar. Debaixo de sete chaves, dentro do coração…”

2. Nossa faixa etária não deixaria Titãs de fora, afinal, “a gente não quer só comida, a gente quer a vida como a vida quer…”

3. E como somos contemporâneos, cantaríamos Gil: “Eu quero entrar na rede, promover um debate, juntar via Internet…”

4. E Vinícius nos lembraria como tudo isso começou: Há dias que eu não sei o que me passa. Eu abro o meu Neruda e apago o sol; misturo poesia com cachaça…”

5. Para finalizar, Gonzaguinha, com aquela que poderia ser a nossa trilha sonora oficial: “Viver e não ter a vergonha de ser feliz…”

Se muito se comeu, se muito se bebeu, se muito se cantou, se muito se falou naquele dia, alegria foi o que transbordou na casa de Edu, Débora e Renata.

O carinho

Edu, para esse ISB, fez mais do que nos receber. Abriu sua cozinha para os leigos. O carinho com que passou o fogão para Jorge e Eymard fez do chef um professor. Acredito que só conseguimos ensinar alguma coisa a alguém quando demonstramos o prazer que aquele conhecimento nos proporciona. O resultado pode não vir na primeira aula, mas isso, ao professor não importa. Ele tem paciência. E não importou a Edu, “arriscar” nosso almoço, deixando que os alunos o preparassem. E os alunos não decepcionaram: o molho de abobrinha e os “bifinhos” foram aprovados por todos. Ponto para professor e alunos! Às vezes nos deparamos com alunos um pouco mais tímidos, que observam de longe, mas que também conseguem se deixar contagiar pelo prazer do conhecimento. Sinto que a cada ISB venho me aproximando do fogão. Mérito do professor, de seu carinho e sua “metodologia” de presentear seus alunos com máquinas de fazer macarrão!

O carinho esteve presente também em outros momentos, como na troca de presentes. Ali não havia amigos ocultos, só amigos declarados. Os presentes materializavam o carinho do pensar no outro, de preparar-se para o encontro. Muito carinho também no sorriso de Flora e Cleide, ao ver aquele grupo invadindo a cozinha e vestindo seus aventais, previamente selecionados pela Dé.

A comunhão

Está no dicionário…

Comunhão: ato ou efeito de comungar; ação de fazer alguma coisa em comum ou o efeito dessa ação.
Confraternização: com + fraternização.
Fraternização: fraternizar + ção
Fraternizar: unir-(se) como irmão

O dcpv começou da amizade de irmãos de sangue e de vida que, desafiando a correria do dia a dia, se confraternizam toda terça-feira. O ISB começou do desejo de confraternizar-se com novos amigos. O ISBFV selou a amizade, com uma confraternização em torno da mesa e da massa. Nada, nesse encontro, foi mais significativo para mim do que a massa preparada a vinte mãos. Um quilo de farinha de trigo 00, 10 ovos e 10 porções de amizade, misturados delicadamente, incorporando cada um dos ingredientes. Até a aluna tímida colocou a mão na massa, com a ajuda de Déo e sob o olhar atento e muito riso de todos os outros.

Esse foi nosso ISBFV: uma alegre e carinhosa comunhão de amigos. Assustei-me ao perceber que o relato desse ISB, síntese de todos os outros, ficara menor que os demais. Mas foi então que me lembrei de um provérbio chinês que diz: “Às vezes, as palavras mais significativas são aquelas que não são ditas”.

NR – Este foi o 3º relato sobre o encontro iessebeviano, o da Drix (os outros dois foram o meu e o da Sueli). Ainda restam o do Eymard e o do Mingão (que garantiu que vai escrever! rs). Aguardemmmmmmmm!

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4º ISB – Grande Ferraz de Vasconcelos, que nos legou Dé e Edu.

número 310
09 a 11/12/2011

4º ISB – Grande Ferraz de Vasconcelos, que nos legou Dé e Edu! (by Sueli)

É tarde, é tarde, tão tarde até que arde!  Ai, ai meu Deus! Alô, Adeus! É tarde, é tarde, é tarde!

E esse refrão nos acompanhou e nos atormentou até o final da noite de sábado…

Sim, sim, sim! Estávamos, TODOS, de alguma forma, atrasados. A começar por nós e Adriana, que devíamos ter chegado sexta-feira, mas só pudemos ir no sábado, depois de participarmos de festas em família. Mesmo Eymard, vítima do trânsito de Sampa, se atrasou para o jantar e só chegou para a sobremesa.  Só os Luz não perderam nada, nem se atrasaram.

É tarde! É tarde…

Sim, era tarde, (ou era muito cedo?) quando fomos dormir, depois de muita comida e bebida. Eu estava me sentindo o próprio Coelho Maluco: depois de acordar, milagrosamente, apenas 15 minutos do programado no celular, que não despertou, e pegar um voo que atrasou quase uma hora. Mas chegar a São Paulo com esse atraso, numa manhã de chuva, saindo de um Rio de Janeiro/Santos Dumont também com previsão de temporal, foi ganhar na loteria. Afinal de contas, depois de tanto planejamento, e-mails trocados, planos milimetricamente traçados e cronômetro ligado, seria uma grande frustração perder o começo da festa!

Adriana, que estava de molho no aeroporto nos esperando há uma hora – logo ela, a que mais temia chegar atrasada – saltou da cadeira quando nos viu. Mal nos cumprimentamos e zarpamos, por entre carrinhos e um mar de pernas nervosas, para pegar um taxi, que nos pareceu estar milhas de distância.

Os planos, a essa altura, já haviam sido parcialmente alterados e não sairíamos da casa do Edu e sim do hotel. A chuva em São Paulo estava fraquinha e colaborou, apesar do susto que o taxista nos deu, curtindo com a minha ansiedade e dizendo que levaríamos uns quarenta minutos para chegar ao hotel, onde Eymard e Lourdes nos aguardavam. Conseguimos fazer check-in antecipado e tiramos mais uma carga das costas.

Logo, adentrávamos à van vermelho sangue, onde só faltaram as sirenes… Embora o barulho, do lado de dentro, fosse grande. Quase na hora prevista, quase todos a bordo, partimos. Confabulações ao celular para pegar o Deo no meio do caminho. Surge um imprevisto: lugar de resgate modificado. Enquanto o esperávamos, degustamos o primeiro borbulhante rosé, geladinho, acompanhado de bem arranjados petiscos. A Dé pensou em tudo! Até na van, a apresentação era primorosa.

É tarde! É tarde…

Sim, era tarde, passava das 12:00 hs, quando o Deo chegou. Mais uma garrafinha aberta, mais um brinde – e é bom frisar que esse foi o nosso único encontro oficial no qual TODOS estiveram presentes e todo o tempo – e fomos para os braços da alegria, guiados por um atento, quase mudo, mas simpático motorista.

De repente a Dé fala: Não conheço esse caminho. Nunca andei por aqui. Que caminho é esse? E o motorista retruca: Segui o GPS. E Jorge logo emenda: Tinha uma placa indicando Ferraz de Vasconcelos. Sim, todos viram a placa, mas o melhor e mais rápido caminho não era aquele, segundo os habituées do pedaço.  Ah, os GPS! Ah, a algazarra que estava naquela van! Então, seja o que Deus quiser! E foi. E como foi!  A euforia reinava naquela van, com faixa etária dos 25 (essa era apenas uma, a Re, a filha dos Luz) aos 64, que mais parecia um ônibus de colegiais indo para o primeiro acampamento. Nem o congestionamento, os lugares desconhecidos e sinistros, o avançado da hora atrapalhavam a alegria e a cantoria.

É tarde! É tarde…

Sim, era tarde, mas estávamos ali, na deliciosa e acolhedora casa dos Luz, onde as simpáticas e prestativas Flora e Cleide nos aguardavam e dariam suporte.

Todos para a cozinha. Edu, que com seu script na mão, começa a direção. Cada um se engalana no meio de um arsenal de aventais. Caçarolas no fogão. Começa a orquestração: Jorge dourando bacon; Eymard abrindo finamente bifes de mignon para o Stracetti; eu recheando ovos cozidos; Lourdes abrindo tomatinhos cereja; Mingão e Deo nos aperitivos; Dé e Regina na arrumação da mesa; Rê nos deixou, pois tinha um compromisso. Primeiro ato terminado. Cadê a Adriana??????????

Jorge assume outra frigideira de bacon, o cheiro que isso exala ao ser frito é inebriante; Eymard sela os Stracetti, os agrega ao molho que Jorge preparou com o bacon e os tomatinhos cereja; eu corto e monto massa filo em forminhas para fazer a base de uma entradinha; Mingão e Deo capricham nas caipiroscas de tudo quanto é sabor. Muito bom! Adriana observa, acha que sairá incólume do borralho. Dé e Regina terminam a arrumação da linda mesa. Segundo ato terminado e partimos para a auto-foto oficial, antes que as figuras ficassem irreconhecíveis. Hora do grand finale, onde TODOS participariam da elaboração da base do prato principal, que seria uma massa fresca.

É tarde! É tarde…

Sim, já se fazia bem tarde e ainda tivemos que esperar a chegada dos ovos que faltavam. Mas quem é que estava com pressa, naquela divertida aula, onde cada um de nós quebrou um ovo e colocou, literalmente, a mão na massa? Foi um tal de estende e puxa, e dobra, e corta, e apara e polvilha de dar inveja em qualquer italiano.

Dessa a Adriana não escapou, e gostou tanto que até ganhou de presente uma máquina, para executar, sozinha (?), a iguaria. Quem sabe dessa vez o fogão dela será inaugurado?

Diante do encantamento do Jorge, os Luz também nos presentearam com uma máquina de macarrão. Puro carinho! Só quero ver! Se isso der certo, comerei macarrão todos os dias. Minha vingança será maligna…

Massa pronta, linda, toda cortadinha sobre a bancada e Edu começa a montagem das entradas: Ovos recheados, Sorvete de parmesão em forminha de filo, Salada caprese. Todos à mesa. Brinde, fotos e a degustação começa…Hum! Bonito e gostoso.

Enquanto isso, lá nos bastidores, Flora e Cleide cozinhavam a massa e aqueciam os molhos. Entradinhas devoradas e “as meninas” permanecem à mesa papeando.  Edu foi finalizar e montar o prato principal, que os “meninos” ajudaram a servir. Voltaram com fumegantes, aromáticos e caprichados pratos da “nossa” massa, guarnecida por molho de abobrinha, molho vermelho com almôndegas – este o Edu já havia feito – e os Stracetti com molho de bacon, tomates-cereja e rúcula. Facílimo de fazer, como disse o Edu, como os moçoilos comprovaram e as moçoilas aprovaram. Tudo delicioso e com aquele sabor de trabalho e amizade compartilhados. Comida feita com amor e alegria, que alimenta a alma, muito antes de alimentar o corpo. E com direito a trilha sonora especialíssima.

Na sobremesa, chega à mesa uma linda e morninha Crostatta de ricota e pêra com chocolate fundido e nessa hora a Rê volta a se juntar a nós. (Foi isso mesmo Edu? Porque você trocou um dos molhos do macarrão e não sei se resolveu trocar também a sobremesa. Tinha sorvete? Acho que estava de cara muito cheia e não estou conseguindo me lembrar). Expresso, acompanhado pelos deliciosos doces de frutas cristalizadas trazidos diretamente das Minas Gerais, licores digestivos e muita preguiça… Ainda bem que não tínhamos que arrumar a cozinha!

É tarde! É tarde…

Sim, era tarde quando terminamos o banquete. Mais tarde ainda para Regina e Mingão, que retornariam para São Paulo e partiriam para Botucatu, onde um baile de formatura os esperava.

Uma volta de reconhecimento e apreciação pela agradabilíssima casa dos Luz e batemos em retirada, sob olhares admirados diante das gigantes helicônias , lamentavelmente já sem flor, que adornam a entrada e mal foram vistas na correria da chegada.

Sob os olhares atentos da Dé e o comando do Deo, pegamos o caminho de volta, passando pelo centro de FV e com GPS desligado. Seguro morreu de velho. Será? Em vão tomar o caminho certo. Em vão a pressa da Regina e a necessidade de chegar a tempo de se arrumar e fazer outra viagem, de mais duas horas, no sentido oposto de onde estávamos, pois pegamos um engarrafamento fenomenal depois de fazer um desvio fugindo de outro. Não tinha santo, era relaxar e esperar! O que parecia quase impossível foi aos poucos se resolvendo e, em meio a tensão, apreensão e muita alegria, ficamos livres daquele pesadelo. Retomamos o caminho, deixamos o Deo onde o pegamos e seguimos para São Paulo. Estávamos sofrendo pela Regina. Ninguém queria estar na pele dela. Como disse o Eymard: uma aflição silenciosa...  Bravo, Regina!

É tarde! É tarde…

Quase 21:00 hs quando chegamos ao hotel.  Combinamos sair para comer uma pizza. 22:00 hs e estávamos na porta da lindíssima, enorme e lotada Maremonti. Fila de espera de uma hora. Uma hora? Eu logo arrepiei. Detesto ficar em pé, no sereno, esperando ser atendida. Isso é tortura, não é divertimento! Olho ao redor. Inúmeros restaurantes e, do outro lado da rua, um em especial me atrai. Dalva e Dito, do meu queridinho Alex Atala, que eu ainda não conhecia. Sugiro irmos para lá e Edu e Eymard vão ver a possibilidade. Voltam com a afirmativa e, feliz da vida, atravesso a rua, ao lado de uma Adriana sonolenta e quase fora do ar. Esperamos um pouquinho para sermos acomodados, mas estávamos sentados em confortável sofá, dentro do restaurante, que é bem interessante e tem uma decoração muito agradável, com a cozinha aberta para o salão, típico dos grandes chefes que não têm medo de mostrar como se trabalha.

O menu é eclético, bastante democrático e de comidas simples e palatáveis. Adriana quase não acreditou quando viu bife à milanesa com salada de batatas entre as opções. Era tudo o que ela mais queria!  É tudo o que ela mais adora! E ainda por cima assinado por Alex Atala. Tivemos um belíssimo jantar, com pratos que agradaram a todos e ainda fomos brindados com a presença e simpatia do Alex em nossa mesa, com direito a foto na cozinha e tudo. Regina nos ligou da festa, quase meia noite; haviam chegado bem e já estavam dançando. Ufa!

Felizes da vida, rumamos para o hotel, com os planos para o domingo traçados: Visita ao sex shop e almoço no KAÁ. Para os desavisados, o Sex shop é a Casa Santa Luzia.

Depois do café da manhã, durante o check-out, um telefonema para a Adriana quase encerra por ali sua festança. “Tia Querida” havia passado mal e estava na emergência de um hospital, com problemas para conseguir internação. Pesquisa nos horários de voos, argumentações e ela resolve ficar.  Afinal, Tia Querida havia tido apenas um mal estar, estava assistida e não seria a Adriana que mudaria o rumo das coisas.

Fizemos nossa excursão pelo fantástico Santa Luzia, compramos a farinha especial 00, para o Jorge confeccionar nossa massa e algumas outras delícias.  Despedimo-nos dos Loguercio, que tinham um compromisso em Campinas, fomos pegar a Rê para o almoço e partimos para o abraço. É, o KAÁ é assim como um grande abraço acolhedor, apesar de sua imensidão e foi uma grata surpresa para todos nós. O restaurante, além de lindo, tem uma comida simplesmente espetacular. O menu é vastíssimo e tentador. Cada um dos seis pratos que chegou à mesa nos fez suspirar, sem contar o couvert e as sobremesas, todas elas dos deuses.

Agora o refrão já não cabia mais. Pelo contrário, nos restava tempo, e a calma foi a nossa companheira de partida. O Coelho Maluco estava calminho e tranquilo. Voltamos ao apartamento para recuperar a bagagem e fomos conduzidos pelos nossos gentis anfitriões ao aeroporto. Terminava mais um dos nossos agradáveis e recompensadores encontros, com o desejo enorme que o próximo se concretize logo e seja tão completo e bom como o de Ferraz de Vasconcelos, que ficará tatuado na nossa memória sentimental.

Difícil explicar essa sinergia entre pessoas tão distintas, que quando estão juntas voltam a ser crianças e curtem, ingenuamente, o que a vida tem de melhor, numa relação desinteressada e autêntica.

Agradecer a acolhida e a generosidade de vocês, Dé e Edu, será sempre muito pouco. Vocês são incríveis! Embarcar em mais essa aventura louca, que muitos não compreendem, rumo ao totalmente desconhecido e inusitado, tem sido uma ótima viagem.

Precisamos realizar um ISB totalmente bolado, elaborado e conduzido pelo Jorge, Adriana e Eymard. Isso será o máximo!

Que chegue logo o próximo ISB, o único que não ficou agendado ao fim do encontro, mas que, se depender da nossa vontade, acontecerá, seja aonde for!

 N.R – Bom, esta foi a visão da Sueli sobre este encontro dos Sem Blogs, o já famoso ISB. No próximo sábado (ou talvez no outro 🙂 ) teremos a visão da Drix. Como diria o seo Sílvio, aguardeeeeeeeeeeeeem!
E Feliz Ano Novo pra todos!

 .

dcpv – ISBFV. Ou Inter dos Sem Blogs na grande Ferraz de Vasconcelos

09/12/2011
número 310

ISBFV . Ou Inter dos Sem Blogs na grande Ferraz de Vasconcelos

Tudo começou aqui. Aqui, na grande FV. Afinal de contas, foi através de várias conexões e do dcpv que todo este pessoal se conheceu.

A primeira reunião física aconteceu na casa de praia. Um jantar-almoço com tendências maratonísticas foi o prato principal. Aí percebemos que este grupo tinha química. Todos (Drix, Deo, Lourdes, Eymard, Sueli, Jorge, Regina, Mingão, Dé, eu, com a Re por perto) compareceram.

Aí marcamos o 2º em Brasília . Mais um big almoço/jantar na casa da Sueli e do Jorge, acompanhado de vários passeios/refeições na nossa capital federal, além de incursões pela casa dos Loguercio.

O terceiro foi mineirim, com direito a conhecer Inhotim e vários estabelecimentos “abastecedores do estômago e da alma”.

E este! O encontro que  não vou  numerar, pois este aqui na sede não poderia ter um número (eu acredito que ele será definido como único).

Acertamos tudo (vocês não imaginam a quantidade de emails hilários que trocamos) e lá estávamos nós todos (tivemos algumas baixas nos demais, como o Deo no 2º e no 3º, a Sueli e o Jorge no 3º, a Regina e o Mingão no 2º) pra fazermos de van o percurso praia/FV. Passamos por verdadeiros santuários!

Com direito a uma escala num concorrente de menor porte, o Extra, pra pegar o contador de piadas, o Deo (estou refletindo até agora naquela das louras e do onibus double deck! rs) e a serviço estrelado de bordo (cavas e salgadinhos).

Uma hora e meia depois, ou seja por volta das 13:00 hs, apresentaríamos a nossa verdadeira sede aos nossos amigos.

Como o tempo era exíguo, colocamos todo mundo pra trabalhar.

Enquanto o Jorge (grande Jorge) refogava os tomatinhos no bacon, o chef Eymard preparava os Stracetti, tanto moldando-os …

… como fritando os bifinhos…

… e reservando junto com os tomatinhos que a Lourdes cortou com esmero.

Ao mesmo tempo, a Sueli recheou os ovos com a pasta de atum …

… e fez as casquinhas de massa phyllo (eita, borralho!) …

… enquanto o Jorge (como trabalhou este garoto!) finalizava o molho de abobrinhas (que foram cortadas cirurgicamente pela Lourdes, fritas no bacon refogado e acrescidas de caldo de legumes).

O Deo e o Mingão ficaram incumbidos da especialidade deles: as bebidas. 🙂

A Dé, auxiliada pela Regina, se incumbia de, pra variar, montar a bela mesa.

A entrada era conhecida e composta de Ovos Recheados, …

Salada Caprese

… e Sorvete de Parmesão; estava praticamente pronta.

Era chegada a hora da comunhão e da expressão maior da união do grupo: todos faríamos a massa.

E num formato que aprendemos em Roma com o chef Andrea. Ou seja, você coloca a farinha numa bancada em forma de vulcão (a farinha, não a bancada! rs). Faz um buraco no centro (da farinha, não da bancada!), coloca os ovos (ui e um pra cada 100 g de farinha) e bate bastante com um garfo (como se fosse um omelete), …

… acrescentando a farinha do vulcão aos poucos, de maneira que a massa resulte bem aerada.

Daí pra frente foi um tal de todos baterem, …

todos sovarem, …

… todos modelarem e todos cortarem os Tagliolinni na máquina manual …

… que foi servido com o molho do Jorge, o de Abobrinhas e com um outro, especialmente pedido pela Dé e pela Drix, o de Tomate com Polpetinni.

Os bifinhos foram finalizados pelo chef Eymard, com o acréscimo dum maço de minirúculas.

Estávamos prontos pra comemorar tudo!

Entradas, …

pratos principais, …

vinhos espumante, bianco e rosso

… e a sobremesa.

A Crostatta di Ricotta e Pera que estava deliciosa (foi feita magistralmente pela Dé na véspera) …

… e servida com sorvete de baunilha e a marca registrada do dcpv, o indefectível açúcar gay.

A esta  hora, próximo das 17:30 hs, já estávamos nos despedindo de toda esta tarde inesquecível.

Trocamos alguns presentes, demos muitas risadas (mas muitas mesmo), nos despedimos da sede (todos prometeram voltar) …

… permanecemos felizes e tivemos um pouco mais de tempo pra planejar o restante do final de semana que incluiria uma visita ao sex shop no domingo pela manhã; um jantar no Dalva e Dito (com direito a tour pela cozinha chefiado pelo próprio Alex) no sábado a noite …

… e um almoço no domingo no belo e saboroso KAÁ (uma ótima dica da Sueli), …

… além de recordar o jantar de boas-vindas que tivemos no Tasca da Esquina e onde, perdi por alguns momentos os meus poderes matemáticos.

Mas estas aventuras são pra outros posts.

Saudações iessebevianas.

PS – Este é apenas o primeiro capítulo e a introdução pros posts que se seguirão, sempre aos sábados e respectivamente com o ponto de vista pessoal da Sueli, da Drix, do Chef Eymard e do Mingão, que mais uma vez se predispôs a mostrar o seu talento.
Até lá.

.

dcpv – 3° isb em bh – não fui, não vi, não comi, não curti, mas adorei tudo!

13 a 15/03/11

3º ISB em BH – Não fui, não vi, não comi, não curti, mas ADOREI tudo! (by Sueli)

Nota do Redator – E não é que fizemos mais um ISB, também conhecido como Inter dos Sem Blogs?
Desta vez foi em BH com a chancela da ultra-organizada Drix. E como gostamos de inovar, este primeiro post foi escrito pela Sueli, justamente uma componente do casal (junte o grande Jorge) que não pode comparecer.
Divirtam-se com o depoimento de quem não estava lá. E na sequência com os relatos dos que participaram desta festa, Eymard, Drix, Mingão (sim, senhores. Ele prometeu escrever) e os meus 3 posts, escritos pra cada um dos dias que passamos na terra dos butecos.  Eles serão publicados semanalmente.
Vamos lá! Deixa cair … OVB.
 

E não poderia ser diferente, pois a gente planeja muito esses encontros.  São tantos e-mails trocados… tantos ajustes de onde ir, que voo pegar, que hotel ficar, o que vamos fazer?… que fica difícil, mesmo não estando presente, não  ter idéia do que está rolando.

     

Mas a vida nem sempre nos reserva só certezas e alegrias. Acidentes de percurso nos fizeram  desistir desse encontro tão longamente planejado.
No 2º ISB, em Brasília, faltaram Mingão e Regina. No 3º faltamos nós.  No próximo, se Deus quiser, estaremos todos juntos.

      

Sei muito bem que estar com essa turma teria sido um bálsamo para o meu desgaste físico e emocional, mas a prudência e o equilíbrio falaram mais alto. Não era hora e sei que muitos outros encontros virão. Aliás, o próximo já está agendado e planejado para dezembro.
Eita mundo véio sem porteira! Trem bão, sô!

           

A capacidade de aglutinação e integração dessa turma é fantástica e eu, mesmo aqui de longe,  estava o tempo todo com eles.
Como não vê-los e sentí-los andando no meio das gôndolas de delícias, nas degustações e aquisições do Verdemar?  O Verdemar é um sex-shop que tem em BH e que, desde o nosso primeiro encontro, faz o maior sucesso entre nós com seu fantástico queijo da canastra, revistas gastronômicas e sacolas personalizadas com os quais Adriana nos presenteia. 

Ó, Minas Gerais!
Como não sabe-los à mesa do Vecchio Sogno, um italianíssimo, indicado pela Adriana para o jantar da sexta, e onde, com certeza, ela degustou uma massinha básica? E brindou com Coca. Normal, por favor!

     

Como não estar com eles naquela van, às 8h45, e passar às 9h, pela PUC para pegar a Adriana, que já tinha dado aula,  rumo ao Inhotim?
Como não caminhar ao lado deles em meio àquela natureza exuberante e obras de arte tão instigantes do Inhotim?

Como não estar na ronda, meio “fracassada” e tardia dos “butecos” mineiros, no sábado à noite? Adriana avisou, avisou e avisou: Não pode fazer ronda de “buteco” tarde Mas eles saíram tarde. E iam querer o quê? Pense? Mesmo assim adoraram tudo. Adoraram a companhia, adoraram os causos e cantos… E que cantos! Cantos que a Adriana não sabia ou desconhecia completamente. 

     

Como não andar com eles, no domingo pela manhã, pelas ruas da capital das Minas Gerais e admirar suas belezas, guiados pela paixão e ternura de uma filha da terra?

Como não me ver envolvida pela graça da Pampulha e saber que estavam apreciando as maravilhas do Xapuri?

     

Como não me sentir presente em cada brinde que ergueram para comemorar mais essa oportunidade de estar juntos?
Como não sentir a alegria, a energia e o carinho que vem desse grupo tão especial? Carinho esse que nos chegou em forma de mimos diversos, mandados pela Adriana e entregues pessoalmente pela Lourdes e o Eymard. 

Então, mesmo não tendo ido ao 3º ISB, mas embalada pela enorme onda do Verdemar, já que em BH não tem mar, pelas músicas cantadas na “ronda de botecos”, pelos belos horizontes que se descortinam em Inhotim, pelas águas da Lagoa da Pampulha, pela grande afeição que tenho por cada um dos membros deste grupo, digo que ADOREI tudo isso que perdi.
O que vem aí pela frente é meio surpresa também para mim e sei que me deleitarei em cada linha de texto, em cada foto, em cada programa, pois essa turma é só alegria e felicidade. Na companhia deles, salsicha é melhor que foie-gras.

Há! Há! Há!  Que venha Ferraz de Vasconcelos!

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2º ISB – do desejo de niemeyer a realidade do isb*

2º ISB – Do desejo de Niemeyer a realidade do ISB*

Hi, gente fina.
Continua a novela, o capítulo-a-capítulo de tudo o que aconteceu no encontro dos without blogs, o 2º ISB, o Inter dos Sem Blogs.

A festa foi de arromba e todos os participantes se esbaldaram a valer.
Desta vez teremos a visão da prof Drix. Leiam, discutam e comentem.
Sabe como é: em sociedade, tudo se sabe.

Este post encerra a tetralogia do evento na visão dos participantes (veja a minhaa do Eymard e a da Sueli).
Aguardem que o próximo, o 3º será em BH e arredores. Ah! A sede do 4º também já foi escolhida: a grande e bela Ferraz de Vasconcelos.

 Hasta la vista, babies. (EduLight)

Do desejo de Niemeyer à realidade do ISB * (by Drix)

“Era um rabisco e pulsava.”  (Carlos Drummond de Andrade)  

Foi assim que tudo começou: do traço simples de Lúcio Costa. Era “inveja” e pulsava. :- ) Foi assim que tudo começou: do desejo dos sem blog de um dia sentar-se à mesa do DCPV.

“Brasília surgiu como uma flor do deserto, dentro das áreas e escalas que seu urbanista criou, vestida com as fantasias da minha arquitetura. E o velho cerrado cobriu-se de prédios e de gente, de ruídos, tristezas e alegrias”. (Oscar Niemeyer)  

A confraria DCPV surgiu da amizade que une Edu, Déo e Mingão, vestida do prazer de Edu em cozinhar. Cobre de alegria as terças-feiras de Ferraz de Vasconcelos e, eventualmente, os fins-de-semana de alguma outra cidade. Naquele feriado de 15 de novembro, cobriu de alegria Brasília.

“Os dois arquitetos não pensaram em construir beleza, seria fácil: eles ergueram o espanto inexplicado.” (Clarice Lispector)

Nenhum de nós pensava em conquistar novos amigos: seria fácil. Reconhecemos novas velhas amizades, conquistadas em outras infâncias, para o espanto inexplicado de alguns.

“Mas se ela nasce assim madura, sabei-o: é o tempo! O paridor de estrelas, cubos, alvoradas e cristais; é o tempo – que da estrutura dos metais criou as linhas do viver.” (Affonso Romano de Sant’Anna)  

E se a amizade nasce assim madura, sabei-o: é o tempo! O paridor de sentimentos como serenidade, sinceridade, tolerância, respeito às diferenças, cumplicidade;  é o tempo – que desses sentimentos criou as linhas do viver.

Sim, era o Homem, era finalmente, e definitivamente, o Homem. Viera para ficar. Tinha nos olhos a força de um propósito: permanecer, vencer as solidões e os horizontes, desbravar e criar, fundar e erguer. Suas mãos já não traziam outras armas que as do trabalho em paz. Sim, era finalmente o Homem: o Fundador. Trazia no rosto a antiga determinação dos bandeirantes, mas já não eram o ouro e os diamantes o objeto de sua cobiça. (Vinicius de Moraes e Antonio Carlos Jobim)

Há cinquenta anos eles vieram de vários lugares deste imenso país. Homens simples, que deixaram para trás mulher e filhos e chegaram ao planalto central com seus diferentes sotaques e culturas. Pés descalços, olhares atentos, esperança no futuro. Terra vermelha, trabalho duro. Admiração pelo presidente doutor que se mostrava igual nos momentos de cantoria (Eymard, “Peixe Vivo” certamente não faltava no repertorio do presidente seresteiro). Ao construírem seus palácios, com formas nunca antes vistas – por eles e por ministros e arquitetos estrangeiros, como André Malreaux e Le Corbusier -, apropriaram-se de sua história. Foram chamados candangos. Ganharam escultura de Bruno Giorgi. Cinquenta anos depois, nossa vez de tomar posse de nossa Capital, descobrir seus encantos surgidos do talento de Niemeyer, Lúcio Costa, Marianne Peretti , Ceschiatti, Bruno Giorgi, Athos Bulcão, Burle Marx e desses brasileiros anônimos. Como há cinqüenta anos, também chegamos de vários lugares desse imenso país. Mistura de sotaques e culturas – síntese do Brasil.

“No cimento de Brasília se resguarda maneiras de casa antiga de fazenda, de casa-grande de engenho, enfim, de casarona de alma fêmea (…) que guarda no jeito o feminino e o envolvimento de alpendre de Minas.” (João Cabral de Melo Neto)

Como na casa antiga de fazenda e na casa-grande de engenho a mesa foi posta, os amigos recebidos com carinho. Como no alpendre de Minas, a prosa se estendeu por todo o dia e toda a noite.

“Foi necessário muito mais que engenho, tenacidade e invenção. Foi necessário um milhão de metros cúbicos de concreto, e foram necessárias 100 mil toneladas de ferro redondo, e foram necessários milhares e milhares de sacos de cimento, e 500 mil metros cúbicos de areia, e dois mil quilômetros de fios. E um milhão de metros cúbicos de brita foi necessário, e quatrocentos quilômetros de laminados, e toneladas e toneladas de madeira foram necessárias. E 60 mil operários! Foram necessários 60 mil trabalhadores vindos de todos os cantos da imensa pátria, sobretudo do Norte! 60 mil candangos foram necessários para desbastar, cavar, estaquear, cortar, serrar, pregar, soldar, empurrar, cimentar, aplainar, polir, erguer as brancas empenas…” (Vinicius de    Moraes e Antonio Carlos Jobim) 

Foi necessário muito mais do que habilidade em picar alho poró e cebolas, lavar morangos, fazer molhos, dessalgar bacalhau. Foram necessárias várias medidas de arroz, incontáveis postas de bacalhau, muito alecrim. Foi necessária muita geléia e queijo brie. Foram necessários quilos e mais quilos de alho poró, dúzia de mini abóboras e peras, batatas e carnes, travessas de morango, folhas e folhas verdes, garrafas e garrafas e garrafas de vinho. E dois chefs, quatro ajudantes e dois observadores. Chefs e ajudantes foram necessários para comprar ingredientes e flores, picar pimentão, cebola e alho poró, temperar carne, limpar morangos, preparar massa, organizar louça na lavadora, servir o vinho, montar os pratos como verdadeiras obras de arte. Observadores foram necessários para … observar, claro!

Esse foi o cenário de nosso 2º ISB: Brasília, cidade de pilotis, super quadras, espaços livres, palácios e suas colunas únicas, prédios que flutuam em espelhos d’água, obras de arte expostas sob um enorme céu azul, utopia de igualdade. Como no primeiro encontro, o sentimento do 2º ISB foi de amizade, alegria pelo reencontro, prazer pela companhia e os momentos de prosa.

Dizem que mineiro não perde trem. Começo a acreditar que, mais que isso, mineiro chega um dia antes. Ou melhor: cumpre o combinado :- ) Com isso, meus ISBs tiveram um bônus especial. Em São Paulo, o ótimo show de Jorge Drexler, na companhia de Edu, Dé e Renata. Em Brasília, na sexta-feira, almoço com Sueli e Jorge e jantar na casa de Lourdes, Eymard e Gustavo. No almoço de sexta-feira, o carinho de ser recebida com comidinha gostosa, preparada por Sueli, e picolé especial, de chocolate e menta, comprado por Jorge. No jantar, apesar de todas as preocupações com relação ao menu, tivemos “pasta ao dente com manteiga trufada derretida e trufas brancas” (devidamente copiado do comentário do Eymard). Piemonte esteve presente também na entrada: tâmaras de Piemonte acompanhavam o melão e presunto de Parma. Disse a Eymard que gosto de “comida simples”, mas de nada adiantou. Preocupado, preocupou Lourdes, que acabou encomendando um peru lindamente decorado. Diante da “comida simples”, repetida por todos, o peru ficou intocado. O almoço de sábado também foi delicioso: arroz com peixe e frutos do mar, no Coco Bambu, com a companhia de Gustavo.

No sábado à tarde esperamos por Edu e Dé na casa de Eymard e Lourdes. Queijos, vinhos e picolos docinhos; prosa boa. Mas era preciso voltar ao hotel. Tinha jogo do Corinthians… e do Atlético. Um tentava chegar ao topo… O outro tentava não cair :- ( Além disso, tínhamos uma reserva para o jantar na Trattoria Da Rosário.  Na tavola redonda, casos da viagem a Piemonte. Pedidos variados e sofisticados, de quem tem paladar apurado. Exceto o meu. Encorajada pela Dé, com seu jeitinho carinhoso, pedi massa a bolonhesa, afinal, gosto de comida simples. Após o jantar, tour noturno pela cidade. Brasília iluminada é ainda mais bonita!

Domingo, dia de city tour diurno. Por causa da chuva, foi dividido em duas etapas. A primeira, antes do almoço, com passeio pelo lago norte, passando pela UNB, visita ao Memorial JK. Depois do almoço, Congresso, Esplanada dos Ministérios, Praça dos Três Poderes, Torre de TV. O Palácio da Alvorada não entrou no city tour, pois ele era o vizinho mais próximo de nosso hotel.

Como no encontro em São Paulo, antecedendo o jantar oficial do ISB, um almoço, preparado por Sueli. Salada de folhas verdes com pêra, nozes e um molho delicioso, acompanhada de mini abóbora recheada com bacalhau;  arroz com bacalhau (que eu já conhecia e adoro) e algumas opções de sobremesa. Fiquei na panna cotta com geléia de frutas vermelhas (ainda me pergunto como teria ficado com geléia de laranja). Dessa vez não fiz café. Bebemos chá. Guardava minha participação para a torta: “bater os ovos” e “mexer o alho poró na panela”. Com minha habilidade na cozinha tenho que me concentrar em uma ou duas coisas apenas.

O jantar oficial foi montado a partir dos pratos preparados por Edu nas noites de interblogs. Depois de uma exaustiva pesquisa dos sem blog, as sugestões foram enviadas para Edu que chegou ao menu final. Que eu adorei! Começamos com queijo brie e geléia. Entrada: torta de alho poro (muito alho poró… como a cebola, em São Paulo), queijo a milanesa (posso dizer assim, Edu?) e salada de folhas verdes. Principal: brasato com batata assada com alho e alecrim. Desde o momento da definição do menu tinha dispensado o risoto. Todos aderiram a idéia, já que seria um exagero. Sobremesa deliciosa!!! Sopa de morango com sorvete de creme. 

Para finalizar a saga gastronômica em Brasília, água mineral com gás e natural, no bar da piscina do hotel, na segunda-feira pela manhã, antes de sairmos para o aeroporto. Bem, antes de minha primeira saída para o aeroporto. Depois de nos despedirmos de Dé e Edu, voltei com Sueli e Jorge para sua casa, a tempo de comer mais um pouquinho do arroz com bacalhau, antes de sair, pela segunda vez, para o aeroporto.

Mais uma vez tudo saiu perfeito. Rimos muito. Comemos muito. Beberam muito :- ) Mientras (adoro o mientras) observava, ao lado de Eymard, os preparativos na cozinha, perguntava-me: como Sueli e Edu fazem parecer tão fácil? Mas o ISB nasceu democrático, permitindo a participação de todos: chefs e leigos! Este é o espírito do ISB: o respeito às habilidades de cada um. Eymard e eu, por exemplo, observamos… e comemos.

E tudo o que comemos estava delicioso.  Tenho certeza de que todos os vinhos também. Mas pensei em fazer de meu registro do 2º ISB uma homenagem ao cenário e sentimento que une os atores desse encontro. Pensei em registrar em meu texto uma homenagem à Brasília, cidade que me conquistou nas aulas de História de Arquitetura e que me cativou por meio de seus candangos e das muitas histórias que me contaram durante minha pesquisa sobre sua construção. Pensei em registrar em meu texto meu carinho pelos amigos do ISB (incluídos Déo, Mingão e Regina, mesmo que ausentes em Brasília).

“A força de Brasília nasceu do simples gesto do homem que se apropria de um lugar: duas linhas que se cruzam em ângulo reto, ou seja, o próprio sinal da cruz” (Lúcio Costa)

A força do ISB nasceu do simples gesto do homem de crer no amor, na amizade, no afeto, e na gentileza e no bom humor como forma de realizá-lo. 

“Beleza bonita de ver nada existe como o azul sem manchas do céu do Planalto Central e o horizonte imenso aberto sugerindo mil direções. E eu nem quero saber se foi bebedeira louca ou lucidez”. (Toninho Horta e Fernando Brant)

Certeza, tenho duas: Brasília foi construída com espaço reservado para o céu e sim, foi bebedeira louca… mas com muita lucidez :- ) E se o horizonte imenso sugere mil direções, como que fazendo o caminho inverso da nossa arquitetura moderna, referência mundial, os ventos do ISB apontam para Pampulha. Da cachaça pro vinho. De Brasília para Pampulha. Do horizonte imenso para o belo horizonte desenhando pelas montanhas de Minas. Um brinde ao 3º ISB!

(*) O titulo faz referência à frase de Niemeyer: “Espero que Brasília seja uma cidade de homens felizes: homens que sintam a vida em toda sua plenitude, em toda sua fragilidade; homens que compreendam o valor das coisas simples e puras: um gesto, uma palavra de afeto e solidariedade.”

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