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quimet & quimet e os enlatados no dcpv.

número 345
12/03/2013

Quimet & Quimet e os enlatados no dcpv.

Faz um bom tempo que estou querendo fazer uma noite “quimetiana” aqui no dcpv.

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E o que seria exatamente isso?

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Pra quem não sabe, o Quimet & Quimet é um bar localizado em Barcelona (que estava no nosso roteiro, mas que infelizmente, não conhecemos) que tem por princípio, utilizar ingredientes enlatados pra fazer os seus tapas, seus petiscos.

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E dizem que todos são absolutamente imperdíveis.

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Pois como tenho a mania de comprar enlatados nos mais diferentes lugares e das mais variadas procedências, só me restou escolhê-los aqui na minha despensa.

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Machas, sardinhas, salmão defumado, pulpo, torrone, foie gras; enfim, foi uma verdadeira limpa e o resultado foi formidável.

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Acompanhe a nossa noite enlatada/envasada.

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Vamos lá.

Entrada – Tapitas variados.

Percebam que não teremos muitas receitas. A maioria dos petiscos foram criados a partir de bons ingredientes.

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Iniciamos com um simples pão italiano torrado, …

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… patê de foie gras e ciboulette picada.

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Continuamos com uma fritada de sardinhas.

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Simples ovos misturados, temperados e fritos junto com sardinhas em lata.

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Mais um? Pedaços cortados dum salmão defumado chileno, com cream cheese e dill.

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Finalmente, machas (moluscos chilenos) à parmegiana.

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Comprei um pacote que além dos frutos do mar, continha o molho de parmesão e as conchas.

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Aí foi só gratinar no forno e comer.

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A entrada ficou muito simétrica …

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…  convidativa…

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… e saborosa.

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É claro que pra acompanhar e permanecer no clima espanhol, tomamos um tinto de verano (H2O, gotas de conhaque, limão, muito gelo e vinho tinto de procedência, ou seja, o português e alentejano Mariana Herdade Rocim 2010 ).

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O achamos “saco, quasímodo, merravilhoso, fresquíssimo”.

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Principal – Risoto de polvo.

Risotólogos que somos, não pensamos duas vezes (eu e a Dé) em fazer um arroz arbóreo cremoso acompanhado do nosso polvo carnudo.

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O processo foi o mesmo de todos os risotos.

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A única diferença foi colocar o polvo já ao final e um pouco das folhas de erva doce.

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Desde já, podemos chamar este prato de antológico.

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Cremoso, saboroso, marítimo, al dente; é o mínimo que podemos dizer pra descrever esta verdadeira maravilha culinária.

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Pra dar um toque de brasilidade, tomamos um vinho branco Chardonnay Da’divas Lídio Carraro 2011 que foi “divino, pulpolesco, marinheiro, cicoso“, segundo os homens de lata, nós mesmos.

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Sobremesa – Sorvete de Torrone.

Este é mais um daqueles da série misture um sorvete de creme com alguma coisa gostosa e obterá uma coisa mais gostosa ainda.

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Neste caso, simplesmente bati o sorvete de creme com um torrone espanhol com muitas amêndoas tostadas.

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É chover no molhado, mas ficou muito bom.

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Eis a opinião dos robôs:
Rondando a cidade, …, de bar em bar! (Edu)
Petiscos fabulosos! (Deo)
É da lata! (Mingão)

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Resumo da ópera: só por esta amostra, ficou a certeza de que o Quimet & Quimet deve ser realmente imperdível.

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Afinal de contas, se algum produto foi enlatado, certamente deve significar que ele tem uma qualidade superior, certo?

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Xiii, teremos que voltar pra Barcelona!
Hasta.

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dcpv – barcelona – espanha – a fúria ferrazense

número 312
10/01/2012

BarcelonaEspanhaA Fúria Ferrazense

Como é de praxe, toda reunião logo após o nosso retorno de alguma viagem é calcada no que poderíamos chamar de “excesso de bagagem”.

E desta vez não seria diferente.

Afinal de contas, ninguém passa inúmeras vezes por estabelecimentos consagrados (vide Fargas e La Pineda) ou mesmo por La Boqueria sem agregar um peso valioso às coisas adquiridas.

Então, só me restou transformar tudo numa verdadeira taverna, com os respectivos tapas.

Vamos lá!

Bebidinhas – Tinto de Verano

Começamos os trabalhos tomando belíssimos Tintos de Verano, que por ser inverno na Península Ibérica, não vimos nem a cor e muito menos o cheiro.

Tapas – Variados

Iniciei tudo por uma receita clássica: batatas bravas.

Cozinhei um pouco as batatas, tirei a pele e cortei em pedaços irregulares.

Depois fritei em azeite quente.

O molho, o grande segredo, foi feito com tomates pelados, muita páprica picante e um pouquinho de vinagre.

Juntei os dois e tínhamos um legítimo representante da culinária catalã. Vimos inúmeras apresentações e interpretações deste prato lá em Barcelona.

Assim como as tortillas também de batatas. Pra fazer, basta cortá-las em finas fatias e fritá-las lentamente em azeite junto com cebolas cortadas também em fatias.

Quando começarem a ficar crocantes, adicione ovos batidos o suficiente pra fazer como uma torta.

Tempere com sal e pimenta do reino e faça o malabarismo de virá-la pra que fique tostada uniformemente.

Parece uma pizza de batatas e ovos.

Abri também um pacote de anchovas frescas temperadas,

 uma lata de pimientos de piquillo, …

…e machas que estavam deliciosas.

Não poderia faltar o pa amb tomaquet, mais conhecido como pão com tomate.

Utilizei pão italiano torrado (quase uma heresia!! rs), …

… tomates doces e ligeiramente batidos, …

… azeite e flor de sal, além de acompanhar com presunto de Parma e queijo Manchego.

Uma delícia.

Pra completar, uma receita que a Dé adorou: ovos esfarelados. Ovos cozidos, …

… amassados com um garfo …

… e adicionados a uma pasta de aliche e alho.

Simples e muito bom, como as tapas devem ser.

Não poderíamos deixar de tomar uma boa cava, a Segura Viudas Lavit que foi “esburacada, segura peão, messiânica, loco abreu”, segundo os espanholitos, nós mesmos.

Sobremesa – Crema Catalana (de canela).

Esta “canelada” na crema foi por minha conta. Deixa eu explicar o porquê.

Peguei uma receita em que se pedia canela em pau pra utilizar no concepção do crema.

Como eu não tinha, usei em pó, só que com uma quantidade, digamos, exagerada.

Resultado? Inventei o Crema Canelana.

E ficou muito bom, com direito a maçarico e tudo o mais.

Eis a opinião dos adoradores do Messi:

Comida buena. E viva a España! (Edu)
Como diria Gaudi: petáculo! (Mingão)
Me “quedei” a los sabores simples e majestosos. (Deo)

Bom, parece que um novo tipo de efeméride está surgindo por aqui.

Aquela que  mostra que a cada vez que voltamos duma viagem, a influência gastronômica também nos acompanha (além do peso das malas), o que nos obriga a fazer uma degustação temática.

Hasta, si us plau!

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dcpv – gracias a españa (e as nossas malas)

Número 296
06/07/2011

Gracias a España (e as nossas malas)

Toda vez que voltamos de viagem, fazemos  um nham-nham aqui no dcpv com produtos trazidos do lugar.

E é claro que voltando da Espanha hoje de manhã, teria a obrigação de degustar alguns produtos oriundos desta grande gastronomia (a de Portugal também é imensa, Ameixa!! 🙂 )
Tivemos a oportunidade de experimentar as mais variadas vertentes da culinária espanhola. Fomos desde a comida tradicional da Rioja

… até a experimental basca. Inclusive, vimos o porque do Mugaritz e do Berasategui serem uns dos melhores restaurantes do mundo. Sim, eu sei que estes rankings são malucos e meio que inexplicáveis, mas se você experimentar a comida deles, certamente os colocará no topo de qualquer uma delas.

E o que ficou é que o espanhol é um ser movido a comida. Como alguém citou, o espanhol não come pra sua subexistência.

Ele come pra socializar.  Qualquer assunto é motivo pra se comer.

Certamente daí surgiu o ato de “picar”. De dar umas bicadinhas aqui e outras acolá.

E eles seguem isto à risca.
Pra continuar com este princípio, bolamos o Bar de Tapas dcpv. Um lugar onde apesar de não ter espanhóis (pelo contrário, somos eminentemente ítalos/ferrazenses), seguimos fielmente a cartilha deles.

Às picadas, então.

Bebidinhas – um sherry brandy, um Jerez. Pra esquentar literalmente.

Tapitas

Aproveitamos pra montar vários pratos com coisinhas pra lá de especiais.
Copas, …

… queijo Idiazábal, …

… azeitonas, o meu queridíssimo e interminável jamon Pata Negra (NR – este post demorou tanto pra ser publicado que o bichinho já acabou! rs), …

… queijo “muzariella” (mais conhecido como muçarela, né sócio?), …

… um foie de lotte espetacular (este, lembrança da viagem Provençana ), …

… e um “chalchichon” maravilhoso.
Tudo regado a dois néctares. Um, o azeite Marques de Grinon que tinha um sabor e uma cor sensacionais.

O outro, um vinho tinto espanhol Miros Ribeira del Duoro 2007. Ele foi “violet, toro, etc, miros porque kiros, muy bueno” segundo os El Cordobeses, nós todos (a Re estava por aqui).

A sobremesa foi improvisada.

Doces de abóbora com torrone espanhol e sorvete de carambola. Podemos chamar de postre tapeado.

E upgradeado pelo Amontillado Gran Barquero, um jerez daqueles que te obrigam a todo dia dar uma bicadinha.

O achamos “refluxado, bill clinton, nocello, amarettoso, beníssimo

Eis a opinião dos picadores:

No me puedo quedar. (Edu)

Usted, vene qüi. (Mingão)

Una vez un rui senor, com las claras de l’aurora. (Deo)

É isto! E hasta.

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dcpv – dia once – espanha – madrid – segway e a parada gay. simples rima?

01/07/2011

Dia once – Espanha – Madrid – Segway e a parada Gay. Simples rima?

Mais um dia de pleno sol em Madrid.
E mais um cheio de novidades.

Tomamos o nosso café da manhã hoteleiro e fomos até a Plaza de España.

Atravessamos o centro velho de Madrid; deu pra perceber que realmente os madrilenhos e os turistas dormem tarde e acordam muito tarde.
Tudo estava muito vazio, fedido e muito, mas muito sujo. E a tarde descobrimos o porque.

Por enquanto, tínhamos um compromisso: fazer um tour e consequentemente aprender a pilotar um Segway.

Pra quem não sabe, estes bichinhos, são aquelas trapizombas de duas rodas que pra pilotar, você tem que usar o próprio corpo (vejam que até consegui um grande patrocínio da Vandelay Industries).

Se você inclina pra frente, ele acelera; se inclina pra trás, ele breca. Além de utilizar o manete da mão esquerda pra mudar a direção. Fácil, não?

Até que é, mas pra pegar o jeitão, demora um pouquinho. E a desculpa pra aprender era dar uma volta dumas 3 horas pela região do Palácio Real.

Encontramos com o nosso guia e mais 5 companheiros de tour e outra surpresa: os 3 irlandeses do passeio de tapas de ontem também estavam nesse (são estes da esquerda).

Fizemos uns testes em plena Plaza de España (a Dé se saiu muito bem, já que é muuito equilibrada) e fomos até o escritório dele, que era ali pertinho, pra pegarmos os “bípedes” de todos.

Pronto! Estávamos a postos pra iniciar propriamente o passeio. Andamos, ou melhor, rodamos um pouco .

A primeira parada foi no Palácio Real.

Não deu nem pra ver direito, pois estávamos concentrados demais em não fazer nenhuma bobagem no volante (??) dos Segway. Mas deu pra perceber que os reis não eram bobos ao escolher o ponto dos seus palácios.

Continuamos o tour em torno do rio Manzanares (quando teremos isto em SP?) …

… e conhecemos a Ermida de Santo Antonio de la Florida , o lugar onde Goya mostrou todo o seu talento (e também está enterrado).

Subimos muito (e aí, todos já detiam o domínio dos seus monstrinhos) até que aportamos no Parque del Oeste onde …

… está o Templo de Debod, …

… uma doação dos egípcios aos espanhóis. Fantástico e aprovado pela própria deusa.

Daí pra frente foi só descer e descer até chegarmos ao ponto inicial do tour, o escritório e morada dos Segway, próximo a Plaza  de Espagna.
Eis um tour mais do que recomendado. Pegamos um taxi, tomamos um banho no hotel e fomos almoçar.
Escolhi o Estado Puro, o bar de tapas do estrelado chef Paco Roncero.

Este bar fica no hotel NH do Paseio de Prado e o conceito é transformar tapas tradicionais em alguma coisa mais gastronômica.

É claro que o objetivo foi mais do que alcançado.

Primeiro que o lugar é arquitetonicamente perfeito.

A Dé adorou a idéia da replicação da tiara tipicamente espanhola no teto.

Segundo que o lugar é muito divertido.

As mesas são compartilhadas e sentamos ao lado de 4 espanhóis (que pra variar queriam adivinhar qual a língua alienígina que falávamos).
E terceiro que o menu é fantástilco.

Além da apresentação de tudo. Escolhemos batatas bravas (boa esta idéia de fazer um buraco nelas e colocar o molho apimentado e a maionese), …

… aspargos em tempurá e gaspacho pra Dé …

…  salada de mussarela e abacate com molho de hortelã, …

… uma croqueta de jamon (guia 4quetas: 10), …

… um joelho de cerdo (este foi só pra mim e estava uma delícia, no ponto) e …

… uma caña e uma coca light.

Tudo muito bom e deixou um gosto de quero mais. Até a conta é típica , pois vem numa latinha de sardinha.

Voltamos de novo ao hotel (vá por nós, com esse calor é absolutamente necessário) e resolvemos ir a Calle Serrano.
Só que aproveitamos pra dar uma passada pelo Museo del Prado.

Umas duas horas depois e estávamos abastecidos de Rubens, El Greco, Goya e o indefectível Velasquez. Foi um banho de cultura, além do visita necessária na excelente loja.

Saímos e como tínhamos que passar pelo Parque del Retiro, subimos.
Ah! Podem contabilizar mais um casamento na nossa conta!

Só que não contávamos com o pessoal se preparando pra desfilar na Parada Gay.

E foi muito divertido. (Não é a cara do Francisco Cuoco?)

Ficamos mais de uma hora rodando e …

… vendo como eles (e todo o mundo) se divertem com estes eventos.

É cada figura! E cada bunda! 🙂

Incrível como temos a capacidade de sempre estar nos lugares onde acontecem estas efemérides fora do comum.

E mais ainda como a diversão é garantida.

Voltamos ao hotel sensivelmente bem humorados, …

… mas tão cansados …

… que não nos restou outra alternativa …

… a não ser conhecer o famoso bar dele, o Glass que tem boas vistas da cidade …

… e onde tínhamos direito a duas flutes de champanhe.

Além da necessidade de comermos sandubinhas de mussarela de búfala, tomate e basílico e de tomate quase desidratado e fuet.

Muito bons, guardadas as devidas proporções.

Com belas vistas do lindo skyline de Madrid, com suas cúpulas estranhas e …

… e uma carruagem que roda prum relógio, fomos dormir, tres andares “abajo”.

Esta é a Madrid que adoramos.

Hasta.

Acompanhe os outros dias da nossa viagem:

Dia Uno – Espanha – La Rioja – Marques de Riscal, o hotel.
Dia Dos – Espanha – La Rioja – Museu do Vinho e cidadezinhas bacanas
Dia Tres – Espanha – La Rioja – Bodegas maravilhosas e arquitetura não menos
Dia Cuatro – Espanha e França – La Rioja e Bordeaux – Final de semana em Martillac
Jour Cinc – France – Bordeaux – Passeando e entrando no mundo dos Premieres Grands Crus
Dia Sei – França e Espanha – País Basco – Você sabe o que é euskera? Pintxo você sabe, né?
Dia Siete – Espanha – País Basco – Guggem..heim?
Adendo do dia siete – Espanha – País Basco – Restaurante Mugaritz
Dia Ocho – Espanha – País Basco – San Sebastian do Rio de Janeiro?
Almoço do dia ocho – Espanha – País Basco – Mais um top 50. Martín Berasategui
Dia nueve – Espanha – Nós fomos as touradas de Madrid
Dia diez – Espanha – Madrid – Tour de tapas. Comestíveis, claro!
Almoço do dia diez – Espanha – Madrid – DiverXo. EXcelente e não é da XuXa.

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dcpv – da cachaça pro vinho – meeting no clos de tapas

04/02/11

dcpv – Meeting no Clos de Tapas

Tá lá na capa da Exame de 9/2/11: a volta dos IPOs.
IPO pra quem não sabe, significa “initial public offering” ou seja, primeira emissão pública de ações duma empresa de capital aberto.

E foi justamente por este motivo que marcamos uma reunião do conglomerado LoNgueluz em plena praia, aproveitando a ilustre presença do Sócio pela capital paulistana.
Como a sede da empresa ainda não está totalmente pronta (como demora pra fazer um projeto o tal Philippe Starck! rs), resolvemos fazer este convescote num restaurante (que novidade!).

Devido a boas informações (quentes e de alcova) escolhemos o Clos de Tapas (Rua Domingos Fernandes, 548 – Vila Nova Conceição – tel 30452154) pro evento. Todos presentes com exceção da Lourdes que não pode comparecer, mas enviou a procuração através do Eymard.
Moderno, intimista, aconchegante, é realmente tudo o que está descrito no projeto que acompanha o site ainda em construção (assim como a nossa sede).

Notícias alvissareiras: eles fazem reservas.
Chegamos e o Eymard já estava no bar, que fica no mezanino e é muito bonito.
Além da modernosa adega.

Descemos, nos sentamos e começamos a namorar o cardápio já que a ideia principal é experimentar o máximo possível de tapas (aquelas pequenas e deliciosas porções), além de tomarmos alguns ótimos coquetéis.

Entre um plano e outro (quanto custaria o lote de 1000 ações?), escolhemos uma boa parte do menu.

Antes de tudo, um excêntrico couvert, com um vidro de pickles feito na casa, pão, manteiga e uma massinha de pastel com uma creme de queijo num tubo.

Engraçado e gostoso.

Como petiscos coletivos, rosbife “ao bronze”  …

… e a graciosa caixa de batatas (são parecidas com aquelas de casamento).

Cada um pediu a sua entrada fria. A Dé foi de soba frio de alho negro e shitake, …

… eu do famoso tronco composto de folhas frescas, tubérculos, cogumelos, defumados 

…e o sócio de robalo em ceviche com a sua sopa fria de manjericão. Belíssimos e todos muito bons.

Nos principais, a Dé arriscou e pediu um excelente risotto de trigo e siri mole.

Tudo regado a um vinho branco chileno, o Leyda Sauvignon Blanc 2009 (era esse?).

Eu e o sócio pra demonstrarmos pros futuros acionistas que o “grupo está unido” escolhemos o mesmo prato: o saboroso e crocante leitão de leite, acerola, rabanete e diferentes cebolas.

Sobremesas? Não teve esquema algum. Cada um pediu a sua. A da Dé era uma delícia, o famoso extratos de chocolates.

A do Eymard também (e muito fotogênica); a uber famosa a Rolha e o Vinho.

A minha era bonita, pero … Tinha um gostinho de isopor, ou seja, de nada.
Era a pouco famosa iceberg de rosas, sorvete de graviola e lichia.

Resumo da reunião: foi um tremendo jantar e que deixou em aberto a possibilidade de voltarmos brevemente pra experimentarmos o restante e finalizarmos todos os detalhes pro lançamento das ações da LoNgueluz Inc.
Agora estamos bem próximos da data coquetel (que tal fazê-lo aqui?) com o consequente jantar no Piselli, heim sócio?
Aguardem as novidades.

Enquanto isso, aproveitem pra conhecer o Clos de Tapas.
É um lugar pra ver e ser visto, pra comer e ser …. Ôpa!

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dcpv – da cachaça pro vinho – 31º interblogs – margot cosas de la vida no dcpv

número 264
14/09/10

dcpv – 31º interblogs Margot cosas de la vida no dcpv

As vezes, a diferença das línguas é uma grande barreira. Nem sempre você consegue assimilar tudo o que esta barreira impõe.
Em outras oportunidades, ela aproxima as pessoas. E foi o que aconteceu neste caso.

A Margot do excelente blog  Margot cosas de la vida, sempre foi uma habituée do dcpv (e isto é recíproco). E ela tem uma condição geográfica excepcional: é espanhola e melhor, mora em Barcelona (todo mundo sabe que a Dé e eu morremos de amores por esta bela cidade!).

Só isto já seria mais do que motivo pra convidá-la pra participar dos interblogs (quer saber o que é?)
Adicione a extrema simpatia e o bom humor dela às receitas multi-coloridas que são exageradamente fotogênicas (a Dé adora!), com uma tremenda cara de saborosas e teremos o porque dela estar por aqui.

Voltemos à barreira linguística. Tudo começou em 08/06/09. Eu, entre outras coisas disse pra ela já que você é praticamente um ícone do dcpv, não gostaria de participar dos interblogs?”

Ela respondeu: “Cuentame que es eso de interblogs, muestrame una pagina… pero esas siglas que son? dcpv?”

Após alguns e-mails em que o meu português era entendido por ela; o espanhol dela por mim e uma série de “rsrsrs” da minha parte além de um monte de “jajajajaja” dela, deixamos engatilhado o roteiro do menu.

Inclusive, acabamos (eu e a Dé) sendo convidados prum concerto dela (ela é soprano) lá em Barcelona e no final de 2009.

Infelizmente não pudemos ir, mas já deixamos marcado um tour catalão pro ano que vem. Certamente passaremos bons momentos e daremos muitas risadas com ela.
O tempo passou e ela, original que é, nos enviou o menu final, a “herencia” culinária.

Poética e premonitória, ela o intitulou Mediterrani Ilum i Color. Consta de 5 tapas livianas y dos mas contundentes, como el atum e las carrilleras. He combinado varios ingredientes como son: carne y pescados, verduras y frutas. Para finalizar, esta locura de cocina en miniatura… Que mejor que este postre de fresas con cava llamado Un toque de Locura?”

Quer coisa mais instigante do que uma descrição destas, pra te deixar animado pra pintar? Como? Pintar?

Na verdade, estas receitas da Margot são praticamente aquarelas em que cada ingrediente é uma cor e você se sente um verdadeiro artista ao montar estas obrasprimas!

Às tapas, então! E não vamos deixar a diferença de línguas atrapalhar, mesmo porque são elas, as nossas línguas, que irão trabalhar bastante!

Bebidita – Aquecemos (literalmente) com uma variação do Whisky Sour, o Jerez Sour.

Tapa Uno – El Jardin de los Pensamientos.

“Es un bocado donde las flores son las protagonistas, como en los patios de Cordoba  llenos de flores y frescor”.

Corte avocado, pêssegos, marmelada e salmão defumado em pequenos cubos.

Faça um vinagrete com azeite, vinagre, sal e geleia de laranja.

Emulsione e misture ovas de salmão.
Monte colocando por baixo folhas mescladas de hortaliças, logo acima os ingredientes cortados em cubos e tempere com o vinagrete.

Decore com os pensamentos (no nosso caso, pétalas de rosas).
Margot, o nome foi muito bem dado. É um verdadeiro e saboroso jardim e ficamos pensando o quanto seria bom comermos esta tapita a noite inteira.

Tapa Dos – Pulpo a Sirena.

“Esta tapa nos transporta a dos lugares maravillosos Prades y Vigo.(Patatas de la comarca de Tarragona y el pulpo de Galicia)”.

Espete uma batata com um garfo e cozinhe. Tire a pele e corte em cubos grandes.

Espalhe pimentão em pó num pratinho.

Coloque o cubo de batata no centro, um pedaço de polvo cozido por cima …

…  e cogumelos (usei shitake salteado).

Tempere com Flor de Sal e um fio de azeite.

Esta também é pra comer aos montes e sentir o gosto e o cheiro de maresia da BarcelonetaMargot, bingo!
Servi estas duas tapas conjuntamente. Ficaram bem bonitinhas, né não?

E tomamos um legítimo espumante brasileiro o Salton Demi-Sec que foi “p.q.p., que Boqueria, harmony, perfeito” segundo a bela e os belos guapos.

Tapa Tres – Passión.

“Esta tapa nos lleva a un Madrid moderno y excitante por la mezcla latina de sus gentes”.

Tire a pele do tamarillo (tomate japonês. Tem no sex shop) e corte em pedaços pequenos.

Dê umas pilonadas em alguns pistaches.

Faça um molho com maracujá, sal, vinagre e mel. Emulsione.

Monte numa colher com o tamarillo, o molho e os pistaches.

“Es una explosión de sabor y cosquilleo que te engancha a comer mas de una…”.
Correcto, Margot. Correcto! E é como comer um belo perfume!

Tapa Cuatro – Alejandria, moun amour.

“Esta mezcla me sublima, funde dos culturas como son Navarra (queso) y Salamanca (Ibérico). Resultando la combinación… una exquisita belleza y sabor”.

Fatie em lâminas finas um queijo Idiazábal (de cabra da região de Navarra). Procurei no sex shop e não encontrei. Comprei um “similar” bem firme que me permitisse fatiá-lo conforme descrito. Ledo engano! Não consegui e o jeito foi quebrar um galho com uma bela muçarela!! rs

Estire a fatia (como um caneloni) e coloque figo e presunto ibérico.

Enrole e tempere com um molho emulsionado de pistaches, sal, vinagre e azeite.

Decore com pétalas de flores e um ramo de tomilho limão.

Juntei as tapas 3 e 4 e acabou resultando nisso: (a fotógrafa gastronômica oficial do dcpv, a Dé, agradeceu).

Margot, quem seria esta Alejandria? A cidade?

Tapa Cinco – Caramelo a la Huerta.

“Esta tapa conjuga dos grandes ciudades con sus playas y su maravilloso pescado.Valencia y Alicante.”

Salteie abobrinha, cebola roxa, berinjela e pimentão vermelho cortados em cubos. Tempere e deixe esfriar.

Coloque numa forma e no forno por 5 minutos, linguado cortado em tiras com um fio de azeite por cima e temperado com sal.

Corte massa Phyllo com 10 cm de largura e enrole recheando com um pedaço de linguado e os legumes.

Dobre e feche cada lado com ciboulette. Finalize com um pistache (pra dar uma corzinha) e leve ao forno até a massa dourar.

Fica extremamente crocante e parece realmente uma bala. Mais mediterrãneo impossível, Margot!

Tapa  Seis –  Takai de atum

” Nos puede llevar tanto a Barcelona o Madrid lugares donde  la fusión oriental esta a la última moda culinaria”.

Corte atum fresco em cubos grandes. Marine-os por 3 horas com gengibre cortado em cubos pequenos, azeite e shoyu.

Seque-os e doure-os levemente (não se esqueça que o centro deles deve ficar cru!)

Frite camarão com as cabeças e cascas. Descasque e guarde as cabeças.
Coloque azeite numa frigideira com um pouco do marinado do atum e junte cabeças de camarões. Filtre o azeite e reserve.
Num espeto de madeira, coloque um cubo de atum, ervilhas cozidas, cogumelos, camarão frito e finalize com o azeite reservado e gergelim tostado.

Este é de chorar, Margot! A Dé estava quase desistindo e indo dormir, mas não resistiu também. Quanto ao resto do bando, estávamos loucos pra degustar o número 7.

A junção do 5 e do 6 também quedou-se muy hermosa!

Tomamos um tinto leve espanhol, o Bierzo Mencia Tilenus 2005 que foi “ultra-leve, baloon, delicado, dominesco” .

Tapa Siete – Máximo Placer

“Es el que nos provoca Castilla  con sus carnes, son adoradas  desde siempre por ricos y villanos”.

Pegue um músculo de vitela e frite numa panela com azeite por 15 minutos.

Junte alho poró, cenouras em rodelas, cebola em brunoise, louro, tomilho, pimenta, ras al hanout e cozinhe por mais 15 minutos.
Coloque um copo de vinho tinto da Rioja e deixe evaporar. Adicione pistaches, tâmaras e um pouco de água quente.

Deixe cozinhar por mais duas horas. Passado este tempo, retire o louro, o tomilho e triture tudo. Passe o molho no chinois e reserve.
Corte a carne em pedaços pequenos. Monte estes pedaços em aros e compacte muito bem.

Decore com cenouras, pistaches e pedaços de tâmaras. Sirva o molho em pequenas molheiras.
Mais um nome perfeito pra receita. Máximo prazer!

Foi exatamente o que tivemos ao comer uma carne tão macia que chegava a derreter na boca!

Tapa Ocho – Un toque de locura.

“Nos produce la mezcla de las fresas con el cava, fresas de San Pol de Mar (tierra de la gran chef Ruscalleda) y las cavas catalanas”.

Liquidifique 250 g de morangos junto com 3 colheres de açúcar e passe numa peneira resultando num purê fino e sem sementes.
Coloque 500 ml de cava pra ferver e junte agar-agar (vou confessar, usei gelatina sem sabor!), fervendo por 1 minuto.
Retire do fogo,  junte mais 3 colheres de açúcar e misture até dissolver.
Junte a cava com o purê de morangos e segundo a Margot “aqui dejamos volar nuestra imaginación”.

E foi o que eu fiz. Coloquei em copinhos de vodka e …

… em colheres de cerâmica.

Como não achei os Peta Zeta indicados pela Margot, improvisei com palitos de chocolate espanhol e o já famoso açúcar gay.

Um grand finale prum jantar voluptuoso e de personalidade.

Eis a opinião dos adoradores de tapas:

Deliciots espanhols! Que maravilhoso! Tudo! (Edu)
Uma noite em Barcelona! Maravilhosa
! (Mingão)
Perfecto! Hermoso! (Deo)

Margot, grato pela participação que certamente foi marcante ao extremo. Como sempre e desta vez mais ainda, os interblogs acrescentaram muito à nossa cultura gastronômica e sentimos sabores jamais experimentados.

Segue, como manda a tradição, as nossas flores virtuais. Com as cores espanholas!

“Hay muchas cosas en la vida que nos dan placer. Una de ellas es la comida. Hoy me he dejado llevar por el contraste de sabores”.

Margot, a tua missão foi mais do que cumprida!

PS – Eu me enganei no último interblogs quando anunciei que o próximo (este que acabei de postar) seria o da Lu Betenson do Rosmarino e Outros Temperos.  E agora sim, é verdade. Fizemos o tal no último sábado (18/09).
O local foi o mesmo: na praia, com um menu praiano e com a presença da Lu e do Mike, o esposo dela além da Marcie e do Ciro Pellicano e da Regina e do Mingão. Aguardem a publicação do post!

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dcpv – da cachaça pro vinho – ninguém La Tasca…

a nega é minha…
07/11/09

dcpv – Ninguém La Tasca…

Fomos conhecer o restaurante La Tasca, cocina al carbón.

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A idéia prum sábado à tarde, só eu e a Dé, seria tapear à vontade.

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Chegamos lá e nos surpreendemos com um ambiente extremamente tabernoso …

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… com cartazes de touradas…

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… leques, enfim, tudo com cara daqueles bares de tapas em plenas Ramblas.
Sabe aquela teoria do Riq, o Ricardo Freire do excelente ViajenaViagem, de que cada ida a um restaurante é uma pequena viagem? Pois bem, estávamos na Espanha!

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Os chefs e sócios Miréia Vila Garcia e Mário Augusto Ott são bastantes atenciosos e conseguiram o intento deles que seria transformar o La Tasca num lugar descontraído e bastante espanhol  .

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Começamos tudo com um couvertzinho básico (ou seria bássssico!). Azeitonas, tomates, sardinhas e espinafre com grão de bico.

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Estava muito bom e nós com tanta fome que a foto só foi batida após comermos!

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Uma sangria pra acompanhar e a resolução: …

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… pediríamos 4 tapas.

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Jamon Pata Negra

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Queso Manchego

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Tortilla de Patatas

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… e Chistorra a La Sidra (linguiça espanhola cozida na sidra). Todas foram merecidamente escritas com letras maiúsculas e em vermelho, tamanho o sabor.

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Já estávamos satisfeitos, mas não sairíamos de lá sem provar a paella. Afinal de contas, não é em qualquer lugar que ela é feita no forno à lenha e em que neste processo é formado o tal socorrat ou seja, a caramelização do legítimo arroz bomba.

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Pedimos à Marinera (lula, camarões, mexilhões, peixe, lagostim e frango) e pra uma pessoa (dê uma chorada que eles fazem,).

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Comemos bastante (e dá-lhe sangria!!) e continuamos esperando tudo acabar pra caminharmos até a Barceloneta, ôpa, a praia do Ibirapuera.

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Já que lá  futuramente será um delivery, também fizemos o nosso. Pedimos pra embrulhar as tapas, a paella (tudo o que sobrou, óbvio) e enquanto isso, experimentamos um excelente Helado de Turrón com amêndoas. Perfeito.

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Pronto! Comemos muito bem, nos sentimos na Espanha e ainda estávamos levando comidinha pra casa.
Por falar nisso, fiz a seguinte receita no domingo a noite: peguei a paella que levei pra casa e dividi ao meio após adicionar um ovo. Esquentei uma frigideira com azeite e coloquei uma metade, uma camada de queijo ( pode ser o Manchego) e a outra metade. Esperei dourar de um lado, virei e dourei do outro. Ficou um arroz crocante, saboroso e revigorante.
Se eu fosse a Miréia e o Mário, colocava este prato no cardápio do La Tasca.

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Adiós.

dcpv – da cachaça pro vinho – 21º interblogs – dadivosa apagando tudo no dcpv

número 236
10/11/09

dcpv – 21º interblogs – Dadivosa apagando tudo no DCPV

Começamos a nossa conversa em 16/09/2008.
É, há mais de um ano, convidei a Dadivosa pra indicar um menu pros interbBlogs (quer saber o que é?) e ela escolheu como tema a comida das vovós.

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E como era a Dadivosa, a excelente escritora e cozinheira do delicioso blog culinário Dadivosa, é lógico que esta comida das vovós não seria antiga e muito menos, cheirando a naftalina!

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Seria um menu de comidas das casas-das-vovós, um menu emotivo onde, certamente, todos nos recordaríamos daquelas comidas que só elas sabiam preparar e que habitam o nosso imaginário..

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Acertados os detalhes (“rufem os tambores, toquem as trombetas! Pode anunciar que eu aceitei! disse a  a Dadivosa), seria somente uma questão de tempo.
Corta a cena. Quase um ano depois,a Dadivosa vai trabalhar na Espanha, mais precisamente em Madrid.

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Volto a entrar em contato e agora, pra discutirmos efetivamente sobre a realização do IB. Daí pra frente, a transição de comida da casa-das-avós pra tapas e pintxos espanhóis foi um pulo.

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Apesar de gostarmos muito das avós, gostamos muito também de tapear ibéricamente. E cá pra nós, duvido que as abuelitas espanholas não façam tapas e pintxos memoráveis. Portanto, só mudamos a nacionalidade das avós: de brasileiras pra espanholas.

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Bueno, muy bueno! Será um Inter Bluegues!
E evoluindo mais ainda, a Dadivosa nos mandou um pacote com piquillos, pimentóns em pó, açafrão, chocolate e um cartão, que me permito transcrever: “aqui vão algumas coisinhas pra “nossa” noite de tapas&pintxos… espero que vocês gostem. Divirtam-se muito…”

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Portanto, estava montada a festa espanhola no dcpv, a festa espanhola da Dadivosa no dcpv.
Vamos a ela. Olé!

Abrindo os trabalhos: Picoteo

Picoteos são belisquetes. E nada melhor do que azeitonas verdes e pretas (by sex shop, correcto?) pra picotear.

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Além dos tomates com segredo (que segundo a Dadivosa “vê-se que estão desnudos, escancarados para o mundo, expostos, indefesos e devassáveis, prontos pra receber na carne viva, os dentes daquele que intentar desvendar os seus segredos“.

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Me diz se tomates-cereja pelados, gelados e envolvidos numa marinada de vodka (é claro que usei a Absolut Vanilia), vinagre de cidra, açúcar, raspas de limão siciliano, sal e pimenta do reino não merecem uma descrição dessas?

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E é a mais pura verdade! Tomates embebidos em caipiroska!

Limpando a serpentina – Trio de sopas frias

3 shots de sopinhas frias. Foi essa a opção da Dadivosa.
Começamos com o indefectível Gazpacho.Dizem que ele é como escova de dentes, trazeiro e molho de tomate: cada um com seu cada qual“. É isso mesmo, são inúmeras as receitas e cada um tem plena consciência que a sua é a melhor.

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Uma bela mistura de tomate maduro, pão velho, vinagre de jerez, azeite, água mineral gelada e sal. Além de todo o frescor que ele representa.
Já a segunda sopa, o Ajo Blanco tem uma característica hilariante: é tida como a prima branquela do Gazpacho.

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É feita de amêndoas, pão branco sem casca, água gelada, azeite de oliva, alho, vinagre de jerez e sal.
E a terceira é um Gazpacho de Melocoton (adoro este nome que dão ao pêssego!) com virutas de jamon.

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Refogue 1 chalota e a parte branca dum alho poró. Adicione 1 l de caldo de galinha (feito em casa), junte 4 pêssegos bem maduros, sem casca, em cubos e cozinhe por 10 minutos. Bata tudo no liquidificador, coe e leve a geladeira.

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Enfeite com virutas que são fatias de presunto cru fritas em fogo baixo até ficarem secas e crocantes.

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Olha! Todas são deliciosas, mas a mais gostosa foi a Ajo Blanco porque tem uma suavidade que tinha tudo a ver pra contrapor ao apagão que se anunciava (e que nós sequer imaginávamos!).

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Tapas e Pintxos

Chegamos à parte principal. Primeiro vamos definir o que é um tapa e que é um pintxo:
Tapas são petiscos. Provenientes de tapeo, de tapear a fome.
Pintxos são canapés geralmente espetados em palitos. Derivam de pinchar, espetar.

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Dada a aula, prossigamos: a Dadivosa me mandou uma lista extensa das tais tapas/pintxos. E resolvi fazer todas pois a ocasião merecia e elas são muito gostosas além de serem fáceis de fazer. Vamos contar “rrrrruntossss”.

uno – Pimientos de Piquilo Rellenos de Brandade

Esta foi moleza. Os pimientos, ela mandou pelo correio. E são ma-ra-vi-jo-sos !

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A brandade é uma receita da Elvira que a própria Dadivosa fez no blog.

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Os dois juntos (a brandade recheando o pimiento) formam um conjunto marcante com o amargozinho defumado do pimiento se contrapondo à cremosidade da brandade.

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dos – Patatas Bravas

São batatas sem casca, cortadas em cubos e cozidas rapidamente em água e sal. Espere que esfriem e deixe-as por 1 hora na geladeira (este é o pulo do gato da Dadivosa!)

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Depois é só fritar em azeite (tem que ser azeite), salpicar sal, levar à mesa e acompanhar com aioli e um molho apimentado de tomate (alho, cebola, tomates pelados, sal, pimentões picante e dulce).

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Ficaram perfeitamente crocantes. Cheguei a conclusão que fiz pouco, pois sumiram rapidamente dos nossos pratos!

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tres – Rolinhos de Bacon com queijo de cabra e marmelada.

Quadradinhos de massa filo com uma fatia de marmelada, uma de bacon e um pouco de queijo de cabra.

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Ao forno, um pouco de azeite e à boca!!
É um dos preferidos da Dadivosa. Nosso também! Foi a grande surpresa da noite com a doçura da marmelada sendo abrandada pelo sabor característico do bacon.

cuatro – Pintxo de Tortilla

Esta receita vem no folheto que acompanha o legítimo açafrão (perceba o pistilo) que a Dadivosa nos mandou.

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Batatas cortadas em fatias finas (usei a mandolina) e cozidas no azeite em baixa temperatura, quase confitadas. Junte cebolas, sal apiloado com o açafrão …

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… e ovos batidos.

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Tentei servir como um pintxo, mas o apagão impediu. De qualquer maneira, ficou perfeita e macia!

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cinco – Pantumaca

“É comum comer no café da manhã, mas pra mim não tem hora para essa iguaria” escreveu a Dadivosa.

Na verdade o pan con tomate é uma presença constante aqui em casa desde que fomos pra Barcelona. E mostrou o porque, já que pegar um pão italiano, esfregar metade dum tomate nele, regar com um bom azeite e salpicar Flor de Sal (xô pra lá, proibição!) é de uma simplicidade incrível, né?

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seis – Tostada de Solomillo com Brie

Mais uma simples (qual não foi até agora?) receita: fatias tostadas de pão italiano; escalopinhos de filé mignon (usei de lombo) fritos e temperados com sal e pimenta e uma fatia de queijo brie sobre a carne.

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Onde o menos é mais! Pronto, tudo certo pra tapearmos e pintxarmos.
Tudo certo? Faltou combinarmos com as “otoridades”, pois foi exatamente nesta hora que tudo ficou mais claro. Ou melhor, escuro!!

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Sim, senhores! Estávamos com um legítimo apagão em andamento e sem perspectiva alguma que a luz (na casa dos Luz) retornasse.
Resolvemos, como D Quixote de La Mancha, enfrentarmos os moinhos e servir as tapas em pratos montados e com luz de velas.

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Ficaram bonitos, né não? Apesar da iluminação, que foi feita pela lanterna de emergência daqui de casa.

Postre – Crema Catalana.

Meu coração sempre vai estar com o pudim de leite” disse a Dadivosa. Mas no final se rendeu a tipicíssima Crema Catalana. 

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Um mingauzinho feito com leite integral, gemas de ovos, açúcar, raspas de limão siciliano, maizena e levado à geladeira em ramequins (esta sobremesa foi feita pela Dé).

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Pra finalizar, tirei o maçarico da aposentadoria e dei uma queimada numa camada de açúcar cristal.
Sabe que o fogo do maçarico fica bem bonito num apagão?

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Um belo doce e a luz voltou! Pelo menos na grande Ferraz de Vasconcelos, o apagão iluminou-se perto das 23:00 hs.

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Aproveitamos pra enxergar os 2 vinhos tintos que tomamos:
Tinto Almara Reserva 2003 Navarra Espanha e Tinto Otazu Dimension Crianza 2003 Navarra

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… este último, como a Dadi  (já estávamos íntimos) disse, tomamos como um de “verano” ou seja, misturado com água mineral com gás e muito gelo (esqueci do limão siciliano. Acho que era a escuridão. Culpa do apagão! rs).
Danem-se os puristas, é muuuuito refrescante!

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Grande noite iluminada pela comida brilhante que a Dadivosa nos indicou.
Eis a opinião dos carvoeiros (aqueles que trabalham com capacetes com lanternas nas cabeças):

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Esta comida foi um verdadeiro blackout de sabores! (Edu)
Es un spectaculo de sabores que iluminou o apagão. (Mingão)
Maravilloso! Stupiendo! Perfecto! (Déo)

Gratíssimo Dadi pela dedicação, pelo tempo perdido (o nosso foi muito bem ganho), pelo pacotaço que nos enviou (pode estar certa que tudo será muito bem utilizado) e por ser o 21º capítulo do nosso livro sobre os inter bluegues, ôpa, blogs.

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Aqui vão as nossas famosas flores virtuais com as cores espanholas (vejam como a Dé caprichou na produção estilo Fúria e ao mesmo tempo, ficou furiosa com a falta de luz que impedia que víssemos toda a decoração).

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Rufem os tambores, toquem as trombetas, a Dadivosa passou (e apagou tudo) aqui no dcpv.

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Gracias e hasta!

PS – No próximo interblogs (que será neste mês mesmo) teremos a participação da Nina e do Marcel do gourmand blog Gourmandise indicando um menu vegan (na verdade, a Nina me corrigiu dizendo que é ovo-lácteo-vegetariano! Mil desculpas!! rsrs)  baseado em chás e infusões (você sabe a diferença?).
Ooooooooooooommmmmmmmm!!

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dcpv – da cachaça pro vinho – rw no dcpv é eñe

ma che rw, que nada!
12/09/09

dcpv – RW no DCPV é eñe.

Pra quem não sabe, RW ou Restaurante Week é um evento paulistano onde restaurantes (202 deles) oferecem refeições completas a preços módicos (R$ 27,50 no almoço e R$ 39,00 no jantar) e com este chamariz, a possibilidade de um montão de gente experimentar lugares completamente novos (e que antes eram proibitivos) e/ou fazer uma bela refeição “barata” em lugares conhecidos.

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Teria tudo pra dar certo! Mas normalmente não dá. E sabe porque? Porque a maioria dos donos de restaurantes  simplesmente ignoram que este período (2 semanas) seria um tremendo investimento em marketing direto e em vez de se esforçarem pra oferecer qualidade, fazem exatamente o contrário. Resultado: um montão de gente insatisfeita e reclamando aos 4 cantos (vide Que Bicho Me Mordeu…)

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Nós (eu e a Dé) resolvemos fazer a nossa RW.
Aproveitamos uma promoção do cartão Diners Club, o Diners Gourmet Experience e reservamos no eñe justamente no sábado (12/09). E porque o eñe?

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Porque gostamos bastante, sempre comemos bem por lá e os pratos são ao mesmo tempo, modernos e tradicionais.
O achamos tão injustiçado como foi o Mani há um tempo atrás.  E melhor, não participava da RW o que significaria  não ter filas.

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Começamos o almoço com o belo couvert. Pãezinhos, embutidos de origem e uma bela linguicinha apimentada.

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Pedimos uma taça de um vinho branco Esencia de Valdemar Viura e uma dum rosé Javier Asencio 2006 Navarrra. Notem que a carta toda é de vinhos espanhóis.

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Chegaram as nossas entradas. Coca de pan com tomate, um pão crocante com uma pasta de tomate bem temperada com azeite e sal (quase um pan con tomate estilizado)…

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… e um tartar de vieiras com coulis de beterraba que além de lindo e fotogênico, estava delicioso com um toque perfumado de limão siciliano nas vieiras.

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Deixa eu explicar um pouco mais sobre o restaurante: eñe (fala-se enhe) simplesmente significa o nosso nh.
É dos irmãos gêmeos Sergio e Javier Torres e a proposta é de se fazer alta gastronomia baseada em tapas. Ou seja, é um restaurante tipicamente espanhol (e modernoso) e o chef executivo é o Flavio Miyamura.

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Voltando ao almoço, a Dé pediu um Bacalao al pil-pil, uma posta respeitabilíssima de bacalhau com uma emulsão de azeite e alho e um levíssimo purê de batatas. Um prato muito leve e delicado. A Dé adorou e eu também se bem que não comi muito.

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Eu fui de Fideuá de Pescados y Gambas, uma paella feita de macarrão cabelo de anjo com frutos do mar que era super diferentão (o meu estilo!) com a massa crocante e escura devido a absorção de um belo caldo de peixe. Ainda acompanhava um aioli super bem feito.

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Aproveitamos a promoção do Diners (os pratos principais e as sobremesas do titular e do seu acompanhante saem pela metade do preço) e pedimos uma degustação de sobremesas.

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Cinco belos doces que serão apresentados pela nossa predileção (do bom pro ótimo): sorvete de chocolate, torta de chocolate quente, sorbet de tangerina e gengibre, turon helado de almendras e musse de crema catalana. Estes dois últimos merecem uma melhor explicação: o torrone parece uma paçoquinha upgradeada e a mousse, um mingau aerado de leite com canela. Divinos!

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Pronto, justiça seja feita! O eñe continua sendo um restaurante espetacular e com um menu mais do que agradável.
Uma boa ideia (e que ainda vamos fazer) é aproveitar as variações de tapas (quentes e frias) do cardápio e passar algumas horas “tapeando” e  experimentando a nueva cucina española!

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Vade retrum RW (pelo menos, neste formato)!

Hasta!

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