Posts Tagged 'thermomix'

dcpv – molhos, molhos e mais molhos.

número 372
03/12/2013

Molhos, molhos e mais molhos.

Hoje seria dia de estrear oficialmente o novo brinquedo (presente da Dé).

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E, consequentemente, eu teria que bolar um menu que fosse o mais prático/rápido possível.

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Como tinha comprado ingredientes de responsa (camarões e filé de lombo) no sex shop, a idéia seria dar uma incrementada neles com molhos especiais, tirados do livro coringa daqui de casa, o 365 Receitas Fáceis Com Azeite de Oliva Espanhol.

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Vamos lá, então, a comida “molhada” e gostosa de bons ingredientes.

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Entrada – Camarões lagostins cozidos no champanhe com molho Newburg.

Os camarões eram de procedência.

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Eles foram fritos inicialmente …

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… e cozidos em champanhe.

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O molho é feito todo em banho-maria e em dois estágios. No primeiro, você mistura farinha de trigo, creme de leite e azeite e cozinha.

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No segundo, você junta 3 gemas de ovo e 2 colheres de jerez. Tudo isso mexendo bastante com um fuet e sem deixar ferver.

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Depois é só servir os camarões sobre uma cama de rúcula e deixar o molho a parte.

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Resultou muito bom …

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… e ainda mais, quando tomamos o vinho branco austríaco Müller, que foi “financeiro, pudo, nota 7“.

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Principal – Bife de lombo com molho de mel e mostarda e Purê de batatas.

É claro que o purê foi feito no Thermomix.

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Fácil de fazer e extremamente saboroso (ainda mais com a adição dum bom punhado de noz moscada ralada).

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Já o bife foi simplesmente frito, …

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…  numa frigideira quente …

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… e até dourar bem (não se esqueça que é uma carne de porco).

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E o molho foi executado da seguinte maneira: coloque num processador ½ xícara de azeite, 4 colheres de sopa de mostarda, 3 colheres de sopa de mel, 1 cebola pequena cortada em pequenos pedaços e 1 colher de sopa de gengibre.

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Processe até se transformar numa pasta.

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Olha, ficou muito bom e continuamos tomando o branco austríaco.

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Sobremesa – Rabanada com vinho do Porto.

Bom, rabanada é rabanada em qualquer lugar. E cada um tem a sua receita, ainda mais nesta época de festas de final de ano.

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A sacada desta é que você tem que fazer uma redução numa quantidade de vinho do Porto (pelo menos até a metade do volume) e utilizá-la, junto com o açúcar de confeiteiro na montagem final do prato …

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… que, mais uma vez, ficou muito bom.

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Eis a opinião dos Tommys:
Noite molhada e excelente. Uma pena que o nosso diretor financeiro não compareceu. (Edu)
Você não sabe o que você perdeu, financeiro. (Mingão)

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Pronto! Jogamos (eu e o Mingão, pois o Deo faltou mais uma vez) bastante e já estamos craques na máquina.

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E comemos bastante e bem.

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Neste esporte, já somos craques há um tempão.

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Bye.

.

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dcpv – vorwek, mas pode me chamar de thermomix ou ainda de bimby.

número 326
14/08/2012

Vorwek, mas pode me chamar de Thermomix ou ainda de Bimby.

E não é que após aquela aula espetacular que o seu Maurizio ministrou pra nós, eu tive o presságio que estava subutilizando o meu robot, o Bimby (nome estranho, né?).

Pra quem não conhece, ele é quase que um liquidificador só que com altos upgrades.

Afinal de contas, não é qualquer eletrodoméstico que pesa, aquece, cozinha no vapor, faz massas e muitas outras cositas mas.

E como eu tinha que ser muito prático neste noite, já que chegaria bem tarde, não encontrei outra solução pro menu de hoje que não fosse reutilizar esta máquina sensacional e que certamente, produz o melhor purê de batatas que nós comemos em nossas vidas, né Mingão?

Vamos lá, então, desvendar os segredos desta máquina maravilhosa.

Bebidinha. – Granizado de Champanhe.

E não é que o Bimby faz coquetéis? Este, por exemplo, é uma mistura de limão com o líquido que consagrou os Loguercio, o espumante.

Coloque no copo do Bimby, 4 limões com casca e partidos em 4 e 500g de champanhe (não estranhe. Todas as medidas são em peso devido a facilidade da trapizomba ter uma balança interna). Pressione o botão turbo 8 vezes.

Coe tudo prum jarro e reserve.

Coloque 800 g de gelo, 200 g de açúcar, a limonada de champanhe e bata uns segundos na veloc 5 até ouvir mudar o barulho das pedras de gelo.

Sirva.

Como dissemos todos, da pra tomar aos baldes.

Entrada – Creme de Ervilhas

Uma sopinha vai sempre bem, né?

Coloque  1 kg de ervilhas (podem ser congeladas), 200 g de cebolas, 1 dente de alho, sal, uma pitada de açúcar, cubra com água e programe 30 min, temp 100, vel 1.

Adicione 20 g de folhas de coentro e bata na veloc 7 durante 1 min ou até que o creme esteja aveludado.

Junte 30 g de manteiga e bata um pouco na veloc 3.

Sirva em taças e enfeite com um fio de freme de leite.

Acompanhamos com uma pasta de atum, especiarias, legumes …

… e torradas.

Não precisa nem dizer que a Dé adorou este creme acoentrado. Eis uma bela entrada!

Tomamos o vinho branco brasileiro Chardonnay Da’divas 2011 que foi “jilozado, rodado, bundentro, espetáquila”, segundo os robóticos, nós mesmos.

Principal – Chilli com carne e purê de batatas.

Como eu citei anteriormente, este purê é de comer ajoelhado.

E, nesta maravilha tecnológica, é muita fácil de fazer.

Coloque 1 kg de batatas descascadas e cortadas em pedaços, 400 g de leite, sal e pimenta quanto baste, no copo.
Programe 30 min, temp 90, vel 1.

Quando terminar, adicione 50 gr de manteiga e triture 20 seg na veloc 3.

Prontíssimo! O purê mais macio e aerado que você já experimentou.

Já pro Chilli, coloque 50 gr de azeite no copo e programe 3 min, temp Varoma (é a usada pra cozinhar no vapor) e veloc 2.

Em seguida, coloque 1 cebola, 1 dente de alho e 1 pimentão vermelho e pique por 10 seg na veloc 5.

Adicione 200 gr de tomate e pique tudo por 20 seg, veloc 7. Refogue 7 min, temp 100, veloc 2.

Adicione 500 g de carne moída (usei filé por causa da Dé), 1 caldo de carne, 1 colher de café de cominho, 1 pimenta picada e programe 10 min, temp 100, veloc 1.

Finalmente, incorpore 500 g de feijão preto cozido e temperado e programe 5 min, temp 100, veloc colher inversa.

Aí é só servir esta maravilha ao quadrado (feijão mais purê) …

… nos mais diferentes formatos.

Acompanhamos com o vinho tinto Beronia Crianza Rioja 2008 que se apresentou “casadinho, bimbônico, didi mocó colesterol sonrisal, esperanza” segundo nós, os eletro e domésticos.

Sobremesa – Arroz Doce

Este é um prato tipicísssimo de Portugal.

E um doce muito gostoso.

Coloque no copo 1 litro de leite, 130 g de arroz, 1 casca de limão, 1 pau de canela, 1 pitada de sal e programe 50 min, temp 90 e veloc colher inversa.

Quando terminar, junte 150 g de açúcar e 4 gemas batidas em fio e programe mais 10 minutos na mesma condição.

Coloque em recipientes e leve à geladeira.

Sirva polvilhando canela e finalize maçaricando açúcar.

Eis a opinião dos cibernéticos:

Tudo rápido. Saboroso. Enfim, bimbático. (Edu)
Espetáquila! (Deo)
Grande bimbada. (Mingão)

Bom, foi isso.

É certo que esta maquininha, o Bimby ainda vai  dar o que falar aqui em casa.

Ela consegue ser prática e ao mesmo tempo, gera refeições de altíssima qualidade.

Recomendo firmemente que todos dêem uma boa bimbada.

Inté.

.

dcpv – visita a uma cozinha doméstica e profissional, ou como se divertir muito numa verdadeira aula gastronômica.

30/06/2012

Visita a uma cozinha doméstica e profissional, ou como se divertir muito numa verdadeira aula gastronômica.

Quando o Luiz Américo Camargo me ligou e falou sobre a possibilidade de participarmos (a Dé e eu) duma visita a cozinha do seu Maurizio Remmert, fiquei entusiasmado.

Afinal de contas não é todo dia que se tem contato com técnicas tão sofisticadas, curiosas e ainda mais, com o aval da melhor publicação sobre gastronomia do Brasil, o Paladar.

É claro que topamos e ficamos no aguardo da chegada da data. Seria no sábado, 30/06 e obviamente, na cozinha do apartamento do seu Maurizio.

Pois as 13:20 (horário marcado), estávamos lá. Fomos recepcionados pelo Luiz Américo, que nos levou onde o seu Maurizio nos aguardava.

Ele nos contou, com toda a sua boapracice, como construiu este verdadeiro sonho de consumo de qualquer gourmand.

E também nos mostrou a sua Ferrari. Este bólido não é propriamente um automóvel, mas uma maravilhosa máquina de cortar frios Berkel, que além de fatiar perfeitamente, é um elemento decorativo fantástico (muito mais impressionante do que uma KitchenAid vermelha! rs)

Demos uma boa olhada em tudo enquanto o Luiz Américo explicava pra todos o princípio desta visita, que faz parte do 6º Paladar – Cozinha do Brasil e iniciamos propriamente esta verdadeira aula de cultura gastronômica.

Começamos experimentando deliciosas verduras desidratadas (todas cortadas finamente e colocadas num desidratador por aprox 10 hs)…

… além da salumeria milimetricamente cortada na Ferrari.

Ah! Comemos o nosso cardápio (sim, ele era comestível e tinha, digamos, um gosto de hóstia).

Tomamos um champagne, o Larmandier-Bernier, que caiu muito bem com o calor reinante.

A próxima amostra seria uma pizza. Mas como? Pizza?

Isto mesmo. Uma pizza com uma massa muito leve e grossa, além duma cobertura com tomates muito frescos e uma mozzarella bastante saborosa.

Ah! O professor nos ensinou a fazer uma água de fumaça, que acrescentada à massa, daria o sabor de lenha dum pseudo forno movido a ela (note que a pizza foi assada num forno combinado e a massa, feita num Thermomix, o famoso Bimby)

Louve-se que o seu Maurizio provou ser um verdadeiro mestre. Não economizou em nos mostrar todos os segredos, …

… e, inclusive, preparou na nossa frente, o Creme de Cherne que seria servido em seguida.

Caldo e carne do peixe são triturados num Thermomix (acho que agora eu vou aprender a usar o meu), junto com batata, azeite, tomate concassé, alho e finalizado com uma porção generosa de coentro.

Uma verdadeira delícia, …

… ainda mais acrescida a harmonização do vinho branco italiano, o Mandrarossa Urra di Mare 2011 Sicilia.

Neste momento, o mestre nos levou pra conhecer a cozinha fisicamente.

E é incrível. Ele tem equipamentos de altíssima tecnologia (fornos combinados, …

… placas cerâmicas, grelhas, …

Pacojet, …

… e até geladeiras …

… e fogões! 🙂

Mas o mais bacana é que ele os utiliza pra obter uma comida saudável e ultrasaborosa.

Cá pra nós, ele tem o que podemos chamar de Disneylândia das cozinhas.

Sem contar que o quarto da famosa Raimunda, a auxiliar dele, foi transformado numa adega dos sonhos (foram vários os pedidos de casamento dos presentes. Ela recusou todos!).

Refeitos do nosso (positivo) choque, voltamos a nos sentar pra experimentar uma Pasta Freda com Pomodori e Cipolle.

Este foi mais um prato que o seu Maurizio (leia-se Mauritzio) fez questão de nos mostrar como se faz: no caso dele, as cebolas foram cozidas em baixa temperatura e juntadas a tomate concassé (eles foram salgados e amolecidos), azeitonas pretas, alcaparras, orégano fresco e massa italiana cozida e resfriada com água gelada (este detalhe é importante).

E após esta demonstração, partimos pra degustação propriamente dita.

Mais uma delícia italiana (puro corporativismo, nosso e dele).

Como principal (sim, ainda tínhamos um principal) um Salmão.

E num formato diferentão.

A parte mais nobre dele foi cozida a vácuo em baixa temperatura num termocirculador …

… e servida com uma quenelle de batata e rúcula, além dum caldo de cabeças de salmão defumadas (este a Dé simplesmente adorou).

Você consegue imaginar o quão saboroso resultou este prato? O salmão conservou todos os seus sabores e sumos e ainda por cima, foi finalizado com a chama dum maçarico.

Acompanhamos com um vinho branco especial, o italiano Fiorduva Costa d”Amalfi 2009.

A tarde estava terminando e nós continuávamos embasbacados com o entusiasmo do nosso anfitrião. Como não somos de ferro, esperávamos ansiosamente pelas sobremesas.

Com o auxílio do Pacojet, o seu Maurizio fez um sorbet de gengibre que deixou todo mundo maravilhado.

Esta máquina funciona como um daqueles processadores de mão, só que o resultado final é de uma cremosidade ímpar.

Pense em suco de uva branca, peras, gengibre e mel processados, congelados e transformados?

E pra dar um up, algumas gotas de Noilly Prat!

Como co-sobremesa, uma tartine de uva e goiaba.

Que são simples quadrados de massa folhada cobertos com duas fatias de goiaba vermelha, 2 bagas de uva branca cortadas ao meio levados ao forno até ficarem crocantes. Polvilhe açúcar orgânico e sirva.

O mais incrível é que o seu Maurizio ainda nos serviu um excelente vinho francês de sobremesa, um Sauternes.

Resumindo toda esta experiência e do alto das inúmeras aulas de culinária que fizemos até hoje, chegamos a conclusão que esta foi incomparável.

Primeiro, pelo entusiasmo que o seu Maurizio e sua equipe demonstraram. Foi simplesmente contagiante.

Segundo, pela oporgunidade de conhecer tantos equipamentos e melhor, a sua utilidade (a minha lista de presentes de aniversário certamente aumentou).

Terceiro, por experimentarmos uma comida saudável, saborosa e leve.

Finalmente, por conhecer pessoas tão bacanas (em especial, o Acácio e esposa) que tornaram esta tarde tão agradável.

Agradecemos, portanto, ao Luiz Américo Camargo (sem sombra de dúvida, o melhor crítico gastronômico do Brasil) e ao Paladar, um suplemento do Estadão que sou um fã contumaz.

Até a próxima (e espero que seja breve).

.

bimbando no dcpv

número 280
04/01/11

Bimbando no dcpv.

De tecnologia alemã, a Bimby reune num único aparelho todos os pequenos eletrodomésticos de cozinha: ela (?) pica, rala, bate, amassa, mói, tritura, emulsiona, pulveriza, pesa e cozinha de forma saudável sem saturação de gorduras, pois possui temperaturas controladas entre os 37 e 100ºC. Foi assim que se tornou conhecida como a “cozinha mais pequena do mundo“.

Foi com esse português (mais luso que brasileiro) que eu fui apresentado a minha Bimby.
Na verdade, eu nem imaginava que a tal Bimby seria o Thermomix, o aparelho mais indicado/desejado por uma grande parte de tudo o que é  grande chef (e não estou falando de índios).

E claro que quem patrocinou este arroubo, esta aparente maravilha foi a minha mecenas, a Dé (e justamente no meu aniversário).

Por que aparente? Porque eu ainda não sei usar da melhor maneira (falando sério, quase de maneira nenhuma), mas já estou agendando o curso que é um complemento do equipamento é numerado (como uma MontBlanc) e que te identifica como proprietário até o final dos teus dias! rsrs

Como o livro de receitas que faz parte do pacote também é muito bom, aproveitei pra fazer um menu simples com algumas delas e verificar uma das características da (o) tal Bimby: a de que foi feita também pra quem não sabe cozinhar (viu, Beth, Drix e sócio?).

Ou melhor, a de que se alguém não sabe utilizá-la, mesmo assim consegue bons resultados.
Veremos!

Bebidinhas –  Simples Portônicas. Com vinho do Porto branco e tawny.

Petiscos – Patês de Fumados e de Abacate.

Estes patês são simplesmente os ingredientes colocados no copo do Thermomix e misturados.
O de Fumados (não precisa nem dizer que as receitas também estão em português luso) é uma mistura de 225 g de arenque defumado, 150 g de cream cheese, 1 dente de alho, 1 colher de sopa de margarina, suco de 1/2 limão e pimenta.

Neste caso, são triturados na velocidade 6-8 até ficar homogêneo.
Já o de abacate leva 2 deles maduros, 50 g de cebola, 1 dente de alho, 1 tomate maduro, sal e tabasco triturados por 15 seg na velocidade 6.

Após limpar as paredes do copo, coloque a “borboleta” e programe 30 segundos na velocidade 4.

Pausa pra explicação:

Bimby-balança – é isto mesmo. O copo já é uma balança em que você zera no momento que quiser. Portanto, a máquina te permite  colocar os ingredientes um a um e com o peso correto.

Bimby-processador – o bicho (a bicha?) tem várias velocidades e as pás da hélice que cortam mais do que as facas Ginsu (lembram?)

Entradas – Souflé de Brocolis e Queijo e Creme de Abobrinhas.

O souflé é feito da seguinte maneira (e nuns 10 minutos): coloque 100 g de queijo gruyére no copo e rale por 20 seg na velocidade 9. Reserve.

Prepare um molho bechamel com 500 g de leite, 50 g de farinha e 50 g de margarina, programando a (o) Bimby por 6 minutos, temp 90ºC  e na velocidade 5.
Quando parar, adicione o queijo, 4 gemas, 100 g de brocolis cozido e 50 g de milho cozido. Tempere e triture durante 5 seg na velocidade 5.

A seguir incorpore 100 de brocolis e 50 g de milho cozido, misture e reserve.

Bata 4 claras com algumas gotas de limão e sal programando por 4 minutos, velocidade 3.

Quando terminar, misture delicadamente as claras com o bechamel e coloque a massa nas formas untadas.

Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por 20 minutos e aumente a temperatura pra 200ºC por mais vinte minutos. Sirva de imediato.

Para o creme, coloque 3 unidades de alho poró (só a a parte branca), 2 dentes de alho no copo e pique por 6 segundos na velocidade 5.

Adicione 50 g de azeite e retorne por 3 minutos, na velocidade 2 e temperatura 100ºC.
Junte 700 ml de caldo de legumes, 700 g de abobrinhas descascadas, sal, pimenta e cebolinha e programe por 20 minutos, temperatura 90ºC, velocidade 1.

Termine, batendo a sopa na velocidade 7 pra deixá-la aveludada.

Tudo absolutamente perfeito com o souflé bem macio (se bem que ele deu uma arriada federal! rs)

Tomamos um vinho que não nos fez bimbar: um tinto espanhol Pagos del Galir Mencia 2005 que foi “bonafonte, recebidos, mensurável, fu e mal …”.

Explicações bimbísticas –

Bimby-panela elétrica – toda vez que é indicada uma temperatura significa que o Thermomix vai cozinhar o que estiver lá dentro nas mesmas condições. O copo se transforma numa panela em que a temperatura interna é absolutamente uniforme.

Principal – Bacalhau à Bras e Arroz Malandrinho de Tomate e Pimentão.

Esta bacalhau é uma verdadeira moleza de se fazer (ainda mais numa (num) Bimby).
Coloque no copo 400 g de cebola, 2 dentes de alho e pique por 6 seg na velocidade 5. Retire e reserve.

Coloque 100 gr de azeite (repare que todos os ingredientes são pesados) e programe 3 min, temp Varoma e vel 1.
Incorpore a cebola e programe 12 min, temp Varoma e vel colher inversa.

Adicione 300 g de bacalhau desfiado e programe mais 3 min nas mesmas características.

Junte 200 de batata-palha e programe mais 3 min.

Coloque tudo numa frigideira aquecida. Bata 5 ovos e misture .

Adicione azeitonas e salsinha picadas.

Pronto! Um legítimo Bacalhau à Bras.

Quanto ao arroz é praticamente um risottão bem úmido e com uma tremenda cara de sopão.

Vou salvá-los deste tédio de velocidades, programações, etc e dizer que a receita inclui ainda pimentão vermelho (sem casca e sementes) e tomates além de água.

O conjunto da obra é um espetáculo já que a junção do seco do bacalhau com o úmido do arroz impressiona muito.

Já o vinho (parece que esta noite não foi tão perfeita enologicamente), nem tanto. Arriscamos num francês meia-boca (antes já tínhamos jogado fora um Blosson Hill do tempo do Zorro), o tinto Cotes du Rhone 2001 Guinchay que foi “retrô, cotes du rosé, curuca du Rhone, chinfrois” segundo os bimbadores, nós mesmos.

Explicação –
Bimby-vaporizador – uma das coisas mais legais do Thermomix é justamente um acessório que te permite cozinhar os ingredientes no vapor. E é neste momento que usamos a temperatura Varoma.

Bimby-batedeira – quando se usa o acessório borboleta, o Thermomix se tranforma numa batedeira perfeita (as claras firmes do souflé foram um belo exemplo).

Sobremesa – Leite creme tropical.

Eis aqui o melhor custo x benefício da noite.
Veja se não é? Coloque 800 g de leite de coco, 200 g de leite, 200 g de açúcar, 6 gemas de ovo e 60 g de farinha no copo da Bimby e programe 9 min, temp 90ºC e vel 3.

Dá tempo de tomar uma taça de vinho, falar mal do Timão (também, com estas contratações), ver um pouco de tv, voltar a tempo de retirar o leite creme e colocá-lo em forminhas bonitinhas (a Dé escolheu bem?).

Deixe esfriar, polvilhe açúcar e maçarique!

Ficou realmente uma delícia!

Este é pra fazer, tendo ou não uma (um?) Bimby.

Eis a opinião dos vel 10, temp 100ºC e 2 horas:

Foi uma bimbada enrolada. E gostosa. Não foi? (Edu)
Thermoplus! Adorei. (Mingão)
Apesar do Bacco ruim, excelente comida. (Déo)

Bom, é isso.

O meu Thermomix, a minha Bimby já está na cozinha (ao lado da Ferrari!). Agora só me resta fazer o curso (prometo marcar em breve) e  logo depois, cozinhar com a utilização correta desta maravilha da culinária.

Se bem que eu fiquei preocupado, pois não percebi entre os predicados dela (dele?) refrigerar, microondar, mpdezar e ao menos, ter uma tvzinha de led  com blueray acoplados. 🙂

Paciência!

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