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dcpv – Itália – Toscana – Giorno nove – Certaldo, uma cidade pra se conhecer em camadas.

08/10/2017

Itália – Toscana – Giorno noveCertaldo, uma cidade pra se conhecer em camadas.

Esta Toscana sempre nos surpreende.

O dia amanheceu parcialmente nublado e com um pouquinho de frio.

Isto não nos desestimulou a pegar o carro e dar uma “bella” passeada.

O nosso destino seria Certaldo.

Ela é conhecida por ser a terra de Giovanni Boccaccio …

… e da cebola, que é parecida com a nossa, mas tem um sabor mais acentuado.

E a cidade é muito bacana e, porque não dizer, diferente! 🙂

Começa que existe a cidade baixa e mais nova, …

… onde se pega um trenzinho …

… pra ir pra cidade alta, a mais antiga, …

… bonita …

… e histórica.

Na verdade, Certaldo tem somente uma rua.

Mas tudo é bastante encantador.

A única coisa que não contávamos era que uma feira estava acontecendo, …

… o que atraiu uma multidão de italianos para o local,…

… já que lá não é um destino conhecido por turistas.

De qualquer forma, caminhar por Certaldo é um verdadeiro prazer.

Todos os cantos são muito fotogênicos …

… e daí, pra se encantar é muito rápido.

Almoçamos por lá mesmo, numa vinoteca e bem frugalmente. Bruschettas de pomodoro, de queijo com geleia de cebola (óbvio), uma tábua de queijos e salames …

… além de duas boas taças de mais um Vernaccia.

Caminhamos mais um pouco, …

… descemos pelo trenzinho …

… e resolvemos dar uma passada numa feira em Scandicci, cidade grande próxima de Impruneta.

Como estava tudo muito cheio, optamos por ir pra nossa villa, a La Pietrina e curtir mais um belo por do sol.

Que “bella” Toscana!

Ainda deu tempo de reunir a turma …

… e fazer um risoto como manda o figurino.

Comecei fritando um bacon toscano de primeiríssima linha …

… e depois adicionei cebola de Certaldo.

Deixei curtir um pouco e adicionei arroz arbóreo.

Aí foi só juntar o caldo, mais conhecido como brodo e finalizar com parmeggiano reggiano 24 meses e burro local (a manteiga! 🙂 ).

Ficou uma verdadeira beleza, assim como este por do sol  …

… ainda mais acompanhado de grandes amigos.

Enfim, uma cena perfeita!

Grazie per tutti.

Arrivederci.

.

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dcpv – Itália – Toscana – Giorno otto – Em Impruneta, como os imprunetanos!

07/10/2017

Itália – Toscana – Giorno ottoEm Impruneta, como os imprunetanos.

Acordamos com um objetivo simples, dentro deste tour mensal pela Toscana.

Iríamos aproveitar o dia em Impruneta, a nossa cidade.

Não contávamos com um problema no sistema de aquecimento da água da nossa villa, mas mesmo assim curtimos muito.

Passamos na casa dos Marques de Paula, deixamos o carro e fomos a pé pro centro desta cidade da terracota.

Já sabíamos de antemão que uma feira livre, o famoso mercatto, estava acontecendo por lá.

A cidade é bem bacana.

A sua rua principal é bonita …

… e, de repente, chegamos à Piazza.

Tudo é muito fotogênico (até o Mingão ficou bem 🙂 ), …

… ainda mais com o ajuda desta tremenda luz solar.

A feira é incrível.

Tudo o que você possa imaginar é vendido por lá (comida, roupas, bugigangas, etc)

Não compramos muita coisa (pelo menos neste dia), …

…, mas quando chegamos na barraca da rotisseria tivemos um click.

Porque não aproveitar, levar algumas coisas e fazer um belo almoço na nossa villa? Perfeito!

Compramos dois frangos assados, polenta e batatas fritas, berinjela a parmeggiana, linguiça …

… e só faltava complementar com uma boa pasta.

Fomos pra casa …

… e a esbórnia toscana começou.

Pra iniciar, refrescantes Aperol Spritz.

Tem drink mais fotogênico do que este?

Ainda mais com esta paisagem.

Tivemos direito a uma recarga.

E aí, bebemos um bom bianchetto, um legítimo Vernaccia de San Gimignano.

É, estávamos felizes.

Continuamos com a parte gastronômica. E como menos é mais (ê, Fogaça! 🙂 ), um simples molho com pomodorini e muita depuração, se transformou numa iguaria.

Ainda mais acompanhado de ervas do nosso horto …

… e parmeggiano reggiano DOC 24 meses.

Era tudo o que queríamos (já viram isto? Pasta com raios de sol?).

O conjunto todo da obra, …

…. ou seja, pasta mais frango mais linguiça …

… mais vinho rosso …

… transformaram tudo num imenso prazer.

Foi uma tarde maravilhosa …

… que se transformou num tremendo por do sol.

Espetacular!

E que foi evoluindo a medida que o tempo passava.

Quando nos tocamos, já era 7 da noite e o céu nos dizia que era verdade, estávamos na Toscana.

Só nos restou tomar um Prosecco e comer uma pizza (xi, não tiramos fotos por  motivos óbvios!) …

… pra terminar o que poderíamos chamar de um dia perfeito.

Sono dos justos e felizes, é o que merecíamos.

Grazie per tutto!

Arrivederci.

dcpv – giorno sette – itália – toscana – eu prefiro as curvas das estradas de chianti.

06/10/2017

Itália – Toscana – Giorno sette – Eu prefiro as curvas das estradas de Chianti.

Olha, o dia amanheceu meio broncolhão.

Se bem que aqui na Toscana, bem na região do Chianti, até dias broncolhões são muito bem-vindos.

Zarpamos pra conhecer, primeiramente, a bela Castellina in Chianti.

A cidade é o que podemos chamar de “uma gracinha”.

Tudo é muito bacana …

… e, especialmente, você não pode deixar de passear pela passagem que fica encostada na muralha.

É bonito mesmo.

Ainda aproveitamos pra conhecer um pouco melhor as especialidades da região.

E como foi o processo? Simplesmente entramos na Cacio & Pepe e o seu dono, o Mássimo, nos deu uma aula.

É claro que tomamos um belíssimo Chianti DOCG …

… acompanhado duma tábua de queijos e frios com mimos como trufas brancas e negras.

Olha o Mássimo não foi o Bottura, mas foi o próprio. Dali, pela nossa programada excursão pelo Chianti, iríamos para Panzano in Chianti.

Tentamos reservar para almoçar na Officina Della Bistecca, mas sem chance.

O jeito foi passar lá e arriscar conseguir alguma coisa.

Antes de mais nada passeamos pela cidade (que é bem pequena e charmosa).

Logo depois visitamos o açougue do Dario Cecchini, …

… onde aproveitei pra tirar uma foto com o açougueiro/celebridade/fanfarrão.

Ele foi muito atencioso e quando falei que éramos do Brasil e fãs, ele ficou muito feliz.

Conseguimos lugares pra comer no MacDario, que dá bem pra imaginar o que é?

Escolhemos os cinco, com exceção da Dé, experimentar o prato que contém um ótimo hambúrguer, batatas fritas deliciosas, cebolas crocantes, tomates e folhas de salsão.

A Dé foi de veggie (oh!). Pequenas porções de papa al pomodoro, feijões brancos, caponata e batata frita .

Olha, estava tudo delicioso e a impressão, é que o ambiente te contagia.

Sem contar, que vimos um monte de Ferraris de todos os tipos no estacionamento.

Foi super-divertido e certamente, retornaremos pra comer o menu da Officina della Bistecca (já adianto que foi uma “bomba”! 🙂 )

Ainda demos uma passada na Badia a Passignano, uma das vinícolas dos Antinori …

… e um verdadeiro tesouro histórico.

Continuamos o trajeto pra finalizar em Greve in Chianti.

O lugar em si é muito charmoso …

… e a sua praça principal esconde tesouros …

… como a Antica Macelleria Falorni, que está lá desde 1806, …

… e a micro e ótima padaria Forno.

Só nos restou voltar pra casa fazendo as curvas das estradas do Chianti, a Chiantigiana, …

… onde cada curva, é uma foto inesquecível.

Ou melhor, uma imagem inesquecível, …

… já que as fotos não conseguem captar o que os olhos verdadeiramente veem.

Ainda demos uma passada no Coop …

… e compramos o nosso jantar preferido.

Comemos e nos divertimos na casa dos Marques de Paula, no centro de Impruneta.

É ou não é uma “dolce vita”?

Ô, se é!

Arrivederci.

.

dcpv – giorno sei – itália – toscana – siena e monteriggioni, a maior e menor, são belíssimas.

05/10/2017

Giorno sei – Italia – Toscana – Siena e Monteriggioni, a maior e a menor, são belíssimas.

O dia toscano amanheceu belamente.

O sol estava a pino quando resolvemos pegar a estrada pra rever Siena.

Da nossa villa em Impruneta, …

… até lá, foi quase uma hora de puro prazer.

Chegamos, conseguimos estacionar …

… e descobrimos uma grande coisa.

Existem escadas rolantes que te levam lá pra cima sem qualquer esforço.

E de repente, você vislumbra uma maravilha.

A Piazza del Campo, …

… onde acontece o famoso Palio, duas vezes ao ano.

Para quem não sabe, o Palio é uma corrida de cavalos que se passa justamente no leito carroçável desta belíssima praça.

Deve ser um maravilha assistir a uma dessas corridas.

Ficamos mais um tempo, …

… demos (nós e os Marques de Paula) uma volta pela redondeza …

… e resolvemos almoçar.

Foi um pequeno drama, já que os dois lugares que escolhemos estavam cheios e não tínhamos feito reserva (conselho: faça sempre que possível).

Acabamos optando por comer num daqueles restaurantes que ficam na própria Piazza del Campo.

Não podemos dizer que foi uma maravilha, mas também não foi decepcionante.

Comemos bruschettas, …

… massas …

… mais pastas …

… salada (adivinhem pra quem?) ….

… frango …

… e pedimos uma jarra dum vinho tinto da casa que era bem ruinzinho.

Prometemos jamais pedir vinho da casa, apesar de eles serem italianos. 😄

Aproveitamos que estávamos abastecidos …

… e continuamos circulando pela belíssima cidade.

A ideia foi circundar a região do Duomo …

… e vê-lo pela frente.

É uma construção extremamente imponente …

… e impactante.

Tudo te remete a grandiosidade.

Pegamos o caminho de volta pro estacionamento …

… com a ajuda das escadas rolantes …

… e zarpamos pruma cidadezinha charmosíssima.

Monteriggioni é o nome deste encanto.

E aí aconteceu um grande imprevisto.

O aplicativo Waze nos jogou numa estrada de terra totalmente selvagem …

… e pior, afirmando que estávamos chegando ao nosso destino, quando na verdade estávamos perdidos.

Tivemos que voltar tudo, …

… mas o prazer de rever Monteriggioni foi muito maior.

Taí um lugar marcante.

E pra melhorar, se é que isso seria possível, …

… além de todo o charme do lugar, …

… ainda vimos mais um belíssimo por do sol.

Só pra situar, Monteriggioni é tão pequena …

… que você não demora mais do que dez minutos pra conhecê-la inteiramente.

Acontece que ela é tão charmosa ..

… que se tem vontade de morar lá.

Ainda descobrimos um estabelecimento, o La Cerchia, …

… que corta frios e queijos na hora, …

… além de, pra variar, ter ótimos vinhos (os copos, nem tanto 🙂 ).

Ou seja, Monteriggioni+vinhos+queijos+frios=paraíso.

Voltamos pra casa felizes …

… e constatamos que tanto a maior …

… como, provavelmente, a menor cidade da Toscana são de “togliere il cappello”.

Ai (suspiros!) …

Arrivederci.

.

dcpv – giorno cinque – itália – san gimignano, a verdadeira manhattan toscana e porque não dizer, uma über model

04/10/2017

Giorno cinque – Itália San Gimignano, a verdadeira Manhattan toscana e por que não dizer, uma übermodel.

Você sabe o que é uma übermodel, né?

Pois San Gimignano é a verdadeira übermodel das cidades toscanas.

É incrível como ela é bonita em todos os seus ângulos.

E olha que nem precisa ser um super fotógrafo para conseguir as melhores fotos.

Basta ter as condições climáticas ideais e um pouco, só um pouco, de boa vontade.

Acordamos tarde (ritmo toscano e devido aos Marques de Paula), tomamos uma ótimo café e …

… rumamos pra Manhattan Toscana.

E por que Manhattan Toscana?

Porque San Gimignano é reconhecida pelas suas altas e charmosas torres, …

… comparadas aos belos arranha-céus da famosa região nova-iorquina.

Cá pra nós, San Gimignano é muito mais bonita.

É claro que foi difícil encontrar lugar nos estacionamentos.

Afinal de contas, uma horda de turistas, assim como nós, estava disposta a ganhar seu dia tendo visões que gratificam estar vivo.

E a agradecer por cada momento que se passa por aqui,

Fizemos o circuito normal que todo turista que se espreme faz.

Entramos pela porta principal, onde não se vê nenhuma das torres, …

… subimos a rua principal, …

… e chegando próximo da Piazza della Cisterna, …

… você começa a ter a visão delas .

São esplendorosas e extremamente fotogênicas.

Ainda mais com este céu azul.

E estando na Piazza, você fica sem respiração ao presenciar tamanha beleza.

Como bônus, ainda toma um ótimo gelato no Dondoli,…

… que faz deste sorvete uma verdadeira obra de arte.

Resolvemos almoçar no extremo oposto da cidade, …

… o que nos obrigou a caminhar mais um pouco e descobrir mais alguns segredos desta bela modelo.

O almoço foi frugal e muito divertido.

Demos boas risadas tomando dois litros de um bianchetto feito com a uva icônica da região, a Vernaccia

… e comemos risotos, …

,.. papardelles, …

… lasanhas …

… e maialinos.

Retornamos pra Piazza e decidimos tomar uma saideira na enoteca Divinorum.

Sábia decisão.

O lugar é muito bacana …

… e sua parte externa tem uma das melhores vistas da região.

Aproveitamos pra tomar alguns Aperol Spritz …

…  e curtir cada vez mais a cidade.

Retornamos pelo lugar onde entramos…

… e conversamos muito sobre tudo o que acabamos de presenciar.

Foi um verdadeiro desfile de moda …

… onde a übermodel brilhou mais uma vez.

Como bônus, ainda chegamos na nossa villa, …

… a tempo de presenciar mais um daqueles pores do sol espetaculares …

… e que além de tirarem o fôlego, …

… te fazem agradecer por tudo (desculpem a redundância) o que você tem nesta vida.

Ainda tivemos tempo de tomar duas garrafas dum bom Chianti, …

… duas de um bom Vernaccia…

… além de cozinharmos pela primeira vez por aqui, …

… um ótimo fusilli com alho e peperoncini.

Taí mais um motivo pra agradecer. 🙂

Grazie e …

… arrivederci.

.

 

dcpv – giorno quattro – itália – florença – lindíssima, como sempre!

03/10/2017

Giorno quattro – ItáliaFlorença, lindíssima, como sempre!

Dizem que a maior loucura que se pode fazer é passear de carro por grandes cidades européias.

Nós contrariamos esta teoria.

Pois não é que fomos de automóvel para Florença?

Sim, eu sei que é proibido circular motorizado pelo centro histórico (multas chegarão! 🙂 ).

Mas foi muito confortável dirigir por 20 minutos de Impruneta, …

… onde fica a nossa villa, a La Pietrina, …

… e chegar no estacionamento da Estação Santa Maria Novella.

De lá, andamos uns 10 minutos e estávamos no que pra nós, os Luz, …

… é uma grande atração florentina.

Gelateria Santa Trinita tem sorvetes maravilhosos, especialmente os de pistache e gergelim preto.

Devidamente abastecidos,…

… pelo sorvete e …

… pela beleza das pontes …,

… rumamos pra Ponte Vecchio onde captamos a essência da capital do Renascimento.

Passeamos pelo centro, …

… (re)babamos na arquitetura maravilhosa …

… e chegamos na Piazza della Signoria, …

… um verdadeiro museu a céu aberto.

De lá rumamos para a cobertura da loja de deptos, a La Rinascente, onde além de tomar duas flutes de Ferrari, …

… se tem uma das melhores visões de Florença.

Como estava na hora do almoço, resolvemos degustar alguns vinhos.

E através do TheFork (muito bom este aplicativo de reserva de restaurantes) descobrimos a Enoteca Alessi.

Lá fizemos um vuelo de vinho bianco, …

… outro de rossos da Itália …

… e comemos uma buoníssima burrata.

Foi muito divertido, além da loja ser espetaculosa.

Inclusive, encontramos um conhecido nosso por lá, o Centellino (pra quem não conhece, é um dosador de vinhos).

É claro que tomamos um café expresso curtíssimo …

… sentados em frente ao imponente Duomo Florentino …

… e seguimos caminhando de volta para o estacionamento.

Antes de chegar, compramos algumas coisinhas básicas ( e imperdíveis :)) …

… tais como desodorizadores da Dr Vranjes …

… e perfumarias (os sabonetes são maravilhosos) na Officina Profumo Farmaceutica di Santa Maria Novella.

Mesmo que você não vá comprar nada, vá visitar este estabelecimento. Ele é lindo!

Pegamos o nosso carro e resolvemos conhecer a Piazzalle Michelangelo.

Dizem que de lá se tem a melhor vista de Florença.

E é a mais absoluta verdade.

Depois de ver cada um dos lugares individualmente,…

… (Florença é bem pequena e se vê quase tudo num dia, com a óbvia exceção dos museus), ter a visão de todos juntos é reconfortadora …

… e te dá a impressão de que tudo não passa de um belo Lego divino.

Voltamos pra casa felizes, ainda mais sabendo que esta não foi a última vez que veremos Florença nesta viagem.

Como eu devo ter dito algumas vezes neste post, Florença é realmente imperdível.

Ah, encontramos pela primeira vez nesta viagem com a Regina, o Mingão, a Gabi e o Fom, em plena Impruneta.

Foi um tremendo prazer ver pessoas tão queridas dividindo um sonho acalentado por tanto tempo.

Ainda bem que também teremos muitos encontros até o final do mês.

Arrivederci.

.

dcpv – giorno tre – itália – toscana – antinori, o visionário.

02/10/2017

Giorno tre – ItáliaToscana –  Antinori, o visionário.

E voltamos com o sol da Toscana.

Ele brilhou muito.

Sorte nossa, porque hoje faríamos uma visita ao Antinori nel Chianti Classico.

Tomamos o nosso café da manhã caseiro rapidamente e rumamos pra lá.

A chegada é impactante.

A arquitetura da vinícola é espetacular.

É o mínimo que podemos falar de uma obra tão bonita …

… e ao mesmo tempo, tão integrada com a natureza.

Fizemos a reserva do tour completo pela internet e chegamos no horário (ela fica bem perto da nossa casa).

Como optamos pelo passeio falado em italiano, ele foi privado, já que éramos só nós dois (eu e Dé) e a guia.

A recepção e a sala de espera não ficam atrás no quesito modernidade.

É tudo muito interessante.

Iniciamos o nosso espanto propriamente com um filme explicando toda a saga dos Antinori.

Eles estão no ramo de vinhos desde os idos de 1300 (são mais de 25 gerações).

E se tornaram num gigante deste mundo tão particular.

Logo depois (o filme dura uns 20 minutos) fomos pra cobertura do prédio, onde videiras estão plantadas e com o mesmo solo original.

O prédio foi construído enterrado numa colina original e é na sua cobertura que fica o restaurante onde almoçaremos.

E é lá também que fica a produção de vin santo.

Entramos no prédio propriamente dito e tivemos mais algumas surpresas.

Todo o lugar parece um laboratório e daqueles de ficção científica.

Os barris de carvalho húngaro (produto do próprio Antinori) repousam como se fossem bebês num berçário.

É simplesmente espetacular.

Faltava a degustação.

E ela veio à la grande.

Experimentamos um vinho branco, o Cervara, um Brunello, um Chianti, o Badia a Passignano e o icônico super Toscano, o Tignanello.

Não precisa nem dizer que adoramos tudo…

… mesmo porque a sala era toda envidraçada e ficava suspensa sobre o lugar onde os barris estavam descansando.

Um sonho!

Depois de curtir bastante todos os vinhos, …

… fomos pra cobertura almoçar (o prédio da vinícola está embaixo das videiras).

Iniciamos como entrada, com os ravioli al dente indicados pelo menu.

A Dé, que não come carne, escolheu um bacalhau como principal.

Eu fui de costeletas de cordeiro.

Tudo excelente e brilhante …

… além dos vinhos, que harmonizaram perfeitamente.

Foram mais três …

… mesmo porque o branco doce acompanhou …

… o prato de queijos italianos especiais.

Totalizamos quase cinco horas de puro prazer.

Recomendamos este passeio para todos que vão a região do Chianti na Toscana …

… especialmente aqueles que não gostam de vinho, se é que estas pessoas existem! 😄

Ah, aos que gostam, também!

Ainda demos uma obrigatória xeretada na ótima lojinha.

Aproveitamos a proximidade e passamos em Greve em Chianti …

… pra comprar alguns queijos e salames na famosa Antica Macelleria Falorni.

Eis outro lugar imperdível por aqui.

Também visitamos San Casciano di Val di Piesa.

É uma cidadezinha tranquila …

… onde aproveitamos pra tomar um gelato (estava muito calor) e conversar bastante, sentados num banco.

Nos sentimos verdadeiros locais.

E onde fica a hospedagem na nossa Villa Toscana?

Apareceu na comodidade de se chegar em casa …

… e ver um dos mais bonitos pores do sol das nossas vidas.

Tudo isso com uma trilha sonora escolhida pela Dé, onde “Fly Me to the Moon” (quer ouvir? Coloque o nome da música no Spotify) foi tocada de todas as formas maravilhosas possíveis.

Este é o nosso verdadeiro Sob o Sol da Toscana.

O resto foi terminar a noite em casa tomando um bom bianchetto (o mesmo ótimo Cervara do almoço ) …

… e entender o porque do Benigni ter dito que a vida é bela!

Viva a Itália e …

… arrivederci.

.

 


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