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dia dodici – italia – toscana – um giro pela terra do pio II, pienza.

02/08/2016

Dia dodici – Itália – ToscanaUm giro pela terra do pio II, Pienza..

Dia de troca de hotel é dia perdido, certo?

Nem sempre.

Acordamos cedo pois tínhamos que ir pra Montalcino.

Melhor, iríamos para o Castello Banfi.

A expectativa era grande, apesar de já conhecermos o hotel quando de nossa outra viagem pra Toscana.

Foi um trajeto de 1,5 hora …

… em rodovias muito boas, …

… apesar de algumas obras …

… e perto do meio dia, chegamos.

Castello Banfi continua impactante.

Ah, jogamos com a possibilidade dos dois quartos estarem liberados, mas somente o nosso estava livre.

Era um quarto bastante grande e extremamente confortável.

Então, colocamos em ação o plano B.

É sempre bom ter um, né?

Resolvemos passear um pouco e revisitar Pienza.

Pra variar, o caminho é uma belezura …

.. e você cansa de ver paisagens que são tipicamente toscanas.

Manja aquelas fotos de calendário?

Chegamos lá …

… vendo uma coisa inédita nesta viagem: chuva!

Caiu pouco, …

… mas o suficiente pra nos abrigarmos no primeiro restaurante aberto que vimos.

Era o Ristorante Il Rossellino.

Tudo bem que eles até relutaram pra nós atender, mas finalmente conseguimos. 🙂

E tudo foi muito bom.

Pedimos 3 entradas: uma de vários tipos de pecorino (Pienza é a terra deles), …

… outra de frios …

… e mais uma com uma tremenda salada de erva doce, o famoso finocchio.

Pra harmonizar e na terra deles, um Super Toscano do Biondi Santi.

Como principais, a Lourdes escolheu um gnocchi com molho de pecorino, …

… a Dé, um trofie com pesto, …

… o Eymard, um talharim com ragu, …

… e eu, um vero hambúrguer de Chianina.

Todos os pratos muito bons e que nos fizeram entender que dificilmente você erra na comida por aqui.

Aproveitamos o pós almoço (e o sol) pra dar uma volta por Pienza.

Esta cidade tem esse nome porque foi a cidade natal de um dos maiores papas do Renascimento, Pio II.

Ele tentou transformá-la numa espécie de centro de artes.

Mas conseguiu fazer com que fosse uma das poucas cidadezinhas planas …

… encantadoras …

… e fotogênicas da Toscana.

Esta vale o fotoblog:

Retornamos de lá e tínhamos uma reserva pra jantar no restaurante gastronômico do Banfi.

E ele tem o nível que se espera.

Optamos por não fazer o menu degustação e não nos arrependemos.

Cada casal pediu, como entrada, uma ótima mozzarella empanada.

Como principais, a Lourdes e a Dé pediram o mesmo prato, um rombo (o peixe!) com uma boa variação de frutos do mar.

Pra continuar no mesmo tema, eu e o Eymard fomos num misto de frutos do mar fritos que estavam demais.

Pra acompanhar tudo a altura, um Chardonnay Banfi 2015.

Olha, foi uma refeição daquelas inesquecíveis.

Assim como todo o cenário que o Banfi te proporciona.

Se de dia já é mágico, imagine a noite!

Arrivederci!

.

 

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dcpv – dia undici – itália – toscana – cidades-paradoxo.

31/07/2016

Dia undici – ItáliaToscana – Cidades-paradoxo.

Hoje foi dia de reflexão.

Porque o paradoxo existiu desde o começo da manhã.

Visitaríamos uma cidade menor, outra maior (pelo menos fisicamente).

E ao mesmo tempo, ambas bonitas.

Acordamos um pouco mais tarde (chegamos às 2 da matina do show) e planejamos ir até uma cidadezinha que fica perto do hotel, mas que não conhecemos.

É Certaldo (a terra da cebola).

E é o lugar com aquela descrição manjada “típica, medieval e encravada na colina”.

Tudo bem que chegar ao topo, onde fica Certaldo Alto não é fácil.

Mas depois de idas e vindas, com um visual de tirar o fôlego, chegamos e não nos arrependemos.

O impacto visual é imenso.

Tudo parece como uma Disney real …

… e, inclusive aproveitamos pra tomar alguns Aperol Spritz para dar um amainada no calor, que estava no limite do suportável.

Dali, zarpamos pruma cidade considerada grande, mas não menos bonita.

Esta se chama Volterra.

Ela é muito antiga …

… e totalmente medieval.

Como toda cidade da Toscana, você não pode circular de automóvel pelo seu centro histórico (fique de olho na placa com um círculo vermelho indicando zona de tráfego controlado).

Mas encontramos um estacionamento e chegamos a tempo de cumprir a nossa reserva para o almoço, que seria no restaurante Il Sacco Fiorentino.

Escolhemos almoçar no terraço, ….

… já que o sol continuava a pino.

Pedimos um ótimo vinho branco do Antinori …

… e resolvemos dividir duas saladas: uma de atum …

… e outra de muzzarellini com milho. Ambas perfeitas.

Como principais, a Lourdes pediu gnochette, …

… a Dé um tortellini …

… e eu e o Eymard, dividimos um pici ao calcio e pepe …

… e cinghiale, o famoso javali.

Estavam ótimos.

Como sobremesa, pedimos o biscoito representante desta região, o cantuccini acompanhado de vin santo.

Aproveitamos após o almoço, pra dar umas voltas por esta bonita cidade (que redundância) …

… e comprar algumas coisinhas, …

… além de ter o prazer de passear ..

…. e conversar sem ter um plano muito bem definido.

Flanar também é muito bom na Toscana!

Retornamos ao hotel e tínhamos uma reserva pra jantar no restaurante Bel Soggiorno.

Pra sorte nossa e por mais paradoxal que seja, ele fica na, talvez, mais bela cidade toscana (ufa, é difícil escolher).

San Gimignano é realmente bonita, …

… está sempre movimentada …

… e tem uma aura “particolare”.

Além do mais, a chamada Manhatan toscana, tem em suas torres representantes lídimas do seu charme.

Como estávamos sem muita fome, pedimos um burrata pra dividir pra nós quatro.

Enquanto isso escolhemos um vinho branco vernaccia, típico da cidade, pra beber.

Como principais, a Lourdes continuou testando os risotos e desta vez foi um de funghi com açafrão.

A Dé pediu um bacalhau muito bom e estiloso.

O Eymard arriscou num galeto que estava bastante crocante e saboroso.

Eu acabei não me dando muito bem, pois o meu maialino (um porquinho) estava bastante gorduroso e com um sabor meio estranho.

Nos despedimos de “Sangimi” com um bom champanhe …

… e uma previsivel pannacota.

O restante foi caminharmos mais uma vez pela cidade …

… e perceber que, realmente, ela é imperdível pra quem está visitando esta região italiana (especialmente a sorveteria do Sr Dondoli).

Arrivederci.

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dcpv – dia diece – itália – toscana – e não é que chegou o dia do Bocelli?

30/07/2016

Dia diece – Itália – ToscanaE não  é que chegou o dia do Bocelli?

Era hoje o dia de ver o show do Andrea Bocelli.

Tudo começou da seguinte maneira: o Eymard viu que teria o show dele no dia 30 de julho, conseguiu os ingressos através da Teresa Perez e me mandou um e-mail perguntando se queríamos ir?

Olhamos, eu e a Dé, um para o outro e topamos na hora.

Pronto, estava criado o motivo da viagem.

Daí pra frente foi esticar um pouco antes pra França, …

… aprofundar a estadia na Toscana …

… e o show estava devidamente encaixado no nosso tour.

Portanto, acordamos cedo e fomos aproveitar a manhã toscana.

Pegamos o carro e chegamos em Colle di Val d’Elsa.

A cidade, pra variar, é bem bacana …

… e fica no alto duma colina (que novidade!).

Passeamos bastante, …

… apesar do calor reinante , …

… e resolvemos seguir em frente …

… pra revermos uma das nossas queridinhas, …

…  a belíssima Monteriggioni.

Esta é verdadeiramente um exemplo de tudo o que uma cidadezinha toscana deve ser.

É pequena no tamanho certo, …

… é todinha murada …

… é super conservada, …

… ou seja, o lugar perfeito pra tomar um aperitivo, …

… como os Aperol Spritz que pedimos.

Sem contar que a Dé retornou (esta é a terceira vez) numa loja de bijuterias finas (a Lourdes a acompanhou), …

… lugar perfeito para comprinhas e pra dar uma descansada também.

Próxima parada?

Em Castellina in Chianti, mais precisamente no restaurante Albergaccio di Castelllina …

… lugar mais do que indicado pra fazermos uma ótima refeição.

E foi o que fizemos.

Iniciamos dividindo irmanamente flores de abobrinha fritas e recheadas …

… e um bacalhau cozido em alta temperatura.

Além de uma Ferrari brut. Afinal de contas, estávamos na terra delas.

Como principais, a Lourdes experimentou o melhor risotto da viagem (até agora) , …

… a Dé escolheu um Spaghetti veggie com bastante molho ….

… e eu e o Eymard fomos no mesmo prato, uma codorna que estava divina.

Bebemos um vinho branco do Friulli …

… e dividimos um par de sobremesas que também estava muito bom.

Enfim, o Albergaccio di Castelllina vale mais do que a pena e é um restô pra ser visitado quando você estiver nessa região da Bota.

Saímos rapidamente, pois tínhamos que dar uma descansada pra nos preparar pro show do Bocelli.

Chegamos no teatro do Silenzio, na regiao rural da cidade de Lajatico e tudo impressiona.

A estrutura montada é incrível …

… e só uma pessoa visionária (sem piadinhas) como o Bocelli poderia pensar em fazer um show para 10000 pessoas …

… num lugar em que tudo tem que ser criado do zero.

Neste ano (este é o 11º), o tema seria o circo.

É o que nós vimos foi um espetáculo incrível …

… com as melhores vozes, …

… uma orquestra extraordinária, …

… com atrações de circo de primeira linha …

… e até elefantes verdadeiros!!!

Ah, com o Bocelli cantando e nos emocionando o tempo todo!

Foram duas horas inesquecíveis e certamente faremos um esforço pra assistirmos numa outra oportunidade.

A nossa alma vai agradecer (e os nossos sapatos também).

Por incrivel que pareça, ainda deu tempo de comer umas coisinhas no hotel …

… bebemorar …

… e contar elefantinhos para dormir.

Arrivederci.

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dcpv – dia nove – itália – toscana – fazendo uma aula de culinária … toscana!

29/08/2016

Dia Nove – Itália – ToscanaFazendo uma aula de culinária … Toscana.

Sol. Muito sol.

Agora dá pra entender o que a Frances Mayes queria dizer com sob o sol na Toscana.

Acordamos, tomamos um bom café da manhã no hotel …

… e zarpamos pra Siena.

É quase uma hora dirigindo em estradas confortáveis e com um ótimo visual.

Aproveitaríamos pra fazer, os quatro, uma aula de culinária na Scuola di Cucina di Lella.

Como curiosidade, eu e a Dé já tínhamos feito uma destas há 8 anos e que foi relatada aqui.

Chegar lá até que foi tranquilo.

E a aula foi mais ainda.

A ideia toda é você ajudar a Lella a executar um menu completo e logo após, degustar o produto final no formato de almoço.

Éramos em 10 (de várias nações) no total e a comunicação rolou tranquila (em italiano, inglês e até um pouquinho de português).

Como entrada fizemos um flan de pecorino com molho de pêras.

Este prato nos surpreendeu por, aparentemente, não ser uma coisa tão toscana, mas esta mistura do salgado do flan …

… com a doçura do molho de pêras, deixou tudo muito saboroso e italiano.

Para o segundo prato, cada um de nós preparou a própria massa, …

… que foi um pici, …

… uma pasta feita com farinha e água …

… e que foi moldada a mão. Uma verdadeira aula de culinária.

Como molho para acompanhar, um ragu de carne de porco moída …

… feito com uma base de legumes cortados finamente, vinho branco, caldo de carne e bastante tempo de fogão.

Já para o principal, aprendemos a fazer um Cinta Senese, uma carne que foi grelhada bastante …

… e que depois foi cortada finamente como se fosse um rosbife, …

… acompanhada de echalotas refogadas.

Finalizando, a sobremesa era Ricciarelli, um biscoito típico à base de amêndoas e essência de laranja.

Resumindo, depois de todos fazerem tudo, …

… a Lella e os seus ajudantes Lívia e Francisco …

… seviram todas as receitas numa sequência muito boa …

… de pratos tipicamente toscanos …

… e representantes legítimos da sua culinaria tão simples e peculiar.

Satisfeitos e felizes, saímos de lá …

… pra dar uma passada no centro nevrálgico de Siena, a Piazza del Campo.

O calor era saárico, as subidas fenomenais e de repente, esta beleza arquitetônica se descortina para nós.

Não teve como não aproveitarmos a oportunidade e tomar um champagne bem gelado pra agradecer tudo o que vida nos proporcionou.

Voltamos para o estacionamento da cidade e para o hotel.

Fizemos uma pequena mudança nos planos e optamos por tomar um banho, pra dar uma refrescada (a temperatura passou de 35ºC hoje) e partir pra jantar em San Gimignano.

Pedimos uma dica pra pessoal do hotel e ela nos indicou o San Martino 26.

Que fica na rua San Martino, 26! Daaaaaaaammmmm!

O lugar é bem bacana e chega a beirar a um kitsch chic.

A Dé e a Lourdes dividiram uma “la caprese” como entrada, que tinha como particularidade o sorvete de queijo pecorino.

O Eymard foi de “il bacalà, mantecato, in tempurá e lo strudel”.

Eu, escolhi “carpaccio di manzo, di maiale, di anatra affumicata” que mais parecia um jogo da velha saboroso!

Tomamos um Sauvignon Blanc “spetchialle” (como diria o Eymard) …

… e partimos para os principais.

A Dé e a Lourdes novamente dividiram um prato, o “il riso violane nano, peperone giallo, semi di sésamo e burrata”.

O Eymard escolheu “la pasta fresca al ragu crudo, sofrito di yogurt e crema di latte”.

Eu, louco que sou, fui de “gli spaghetti alle vongole, arancia e latte di mandorle”. Tudo muito bom, com exceção do risotto que, pra variar, estava levemente passado! rs.

Harmonizamos com um ótimo Chardonnay do Friulli.

Enfim, foi uma comida excelente e que nos deixou muito felizes.

Quer dizer, nem tanto. Ainda aproveitamos pra passear …

…. nesta magnífica cidade e além de curtir o visual, …

… tomarmos um sorvetinho do Dondoli, um verdadeiro campeão dos gelatos.

É, San Gimignano é mesmo uma cidadezinha especial …

… e muito fotogênica.

Que venga lo Bocelli!

Arrivederci.

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dcpv – dia huit/otto – paris/florença – taí uma rota bacana.

28/07/2016

Dia huit/otto – Paris/Florença Taí um rota bacana.

Dia de troca de hotel em viagem é perdido, certo?

Com troca de país é pior ainda, certo?

É mesmo. 🙂 Hoje não fizemos muita coisa.

Saímos cedo do hotel em Paris, fomos pro CDG …

… esperamos um bom tempo na sala VIP …

… e fizemos um ótimo voo pra Florença.

Foram 1,5 hs de puro prazer com direito a ver os Alpes e as plantações dos ótimos ingredientes que consumimos.

Daí, foi aguentar a complicação do pessoal que alugamos os nossos carros (ê, Europcar!)  e em poucos momentos, estarmos curtindo os ares toscanos.

Sabe que nunca tínhamos percebido o quão perto a Toscana é de Paris? O caminho do aeroporto de Florença até o o hotel Villasanpaolo também foi tranquilo.

E só tivemos tempo de ver o nosso bom quarto , …

… com direito à vista pra San Gimignano, a Manhatan toscana …

…  e fomos bebericar e comeriscar no restaurante do hotel.

Iniciamos tudo tomando um legítimo Champagne, acompanhado de bruschettas (italianas, off course!).

Continuamos com um espumante da casa, um Franciacorta …

… aproveitamos o por do sol …

… e a belíssima iluminação, …

…  pra ficarmos por lá mesmo e jantar.

Ainda mais com este céu!

Pedimos às seguintes coisas: como entradas e para dividirmos, excelentes flores de abobrinhas recheadas com ricota.

Como principais, a Lourdes,um Risotto, que infelizmente não estava al dente, …

… a Dé uma massa, que infelizmente também não estava al dente , …

… e eu e o Eymard, dividimos uma Bisteca Fiorentina que estava no ponto (e muito mal focada! 🙂 ).

Tomamos um vinho tinto da região, indicado pelo Antônio, o nosso atendente e sommelier, que casou muito bem com a Bisteca.

No mais foi conversarmos mais um pouco, fazermos nossos planos toscanos e dormir o nosso justíssimo sono.

Que venha o Bocelli!

Arrivederci!

Acompanhe os outros dias desta viagem:
dia un – Vale do Loire – Não há, ó gente, ó não, Loire como este, do sertão … francês.
dia deux – Vale do Loire – Chateau de Villandry, este lugar é um espetáculo!
 jour troix – França – Vale do Loire – A mulherada fazendo a diferença em Chenonceau.
dia catre – França – Vale do Loire/Paris – Esta rota é um espetáculo.
Dia cinq – Paris – O dia de turistas serem turistas.
dia six – Vinhoteando pela cidade luz.

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dcpv – de veneza à toscana, não há nada igual.

número 420
09/06/2015

De Veneza à Toscana, não há nada igual.

Eu sempre quiz fazer uma viagem que incluísse, no mesmo roteiro, tanto a Toscana, quanto Veneza.

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Nós quase fizemos isso quando fomos pra cidade aquática e logo após, para Florença.

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Tecnicamente Florença fica na Toscana, mas apesar de belíssima, ela é uma cidade grande e não nos remete ao bucolismo daquela região.

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Aproveitei este insight e bolei um menu com uma mistura de receitas destes lugares.

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E, vocês verão, ficou muito típico e bacana.

Entrada – Linguiça Ensopada com Feijão Branco

Esta Salsicce all Ucclelletto vem diretamente da Toscana.

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Taí uma receita pra comer até com um lanchinho a noite.

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Fure 8 linguiças de porco (eu preferi cortá-las) e refogue-as no azeite com dois dentes de alho socados e algumas folhas de sálvia.

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Assim que as linguiças estiverem douradas, junte 500 g de tomate maduro picado, tempere com sal e pimenta a gosto e cozinhe por mais 10 minutos.

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Adicione 300g de feijão branco cozido (pode ser em lata), espere aquecer bem e sirva.

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Ficou realmente simples e delicioso.

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Ainda tivemos um upgrade ao optar pelo vinho tinto francês Villa Chavin Merlot Reserve que foi “facioli, cassoulento, bolaños, fazzulo

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Principal – Massa fresca com molho de anchovas.

Bigoli in salsa d’acciughe. Esta seria a receita escolhida do Vêneto.

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A Dé fez o macarrão mais uma vez.

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E eu optei pelo cabelo de anjo em vez do bigoli.

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O molho é muito simples (e supersaboroso). Aqueça um fio de azeite e refogue 3 cebolas grandes cortadas em fatias finas até ficarem transparentes.

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Aumente o fogo, acrescente 150g de anchovas com o azeite da sua conserva e mexa até o pescado se desfazer.

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Abaixe o fogo novamente, confira se o molho está homogêneo, tempere com pimenta e retire do fogo.

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Cozinhe a massa em água abundante até ficar al dente, escorra e coloque-a na panela do molho.

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Aqueça por mais 2 minutos, sacudindo a panela para que o molho se espalhe pelo macarrão, salpique salsinha picada e sirva.

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Olha, é mais uma daquelas receitas pra se guardar no fundo do coração.

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Resultou ainda melhor com a experiência que fizemos ao tomar um champagne Moet Chandon Frizz que por ser demisec foi “leviana, gelosa, icecube, felomenal” (este champagne é aquele que foi feito pra ser tomado com pedras de gelo).

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Sobremesa – Pudim de arroz ao leite

Eu vivo arrumando trabalho pra Dé. Afinal de contas, este Budino di riso al latte da região do Vêneto é até que um pouco complicado de se fazer (especialmente em se tratando de uma receita italiana).

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Inicie hidratando 100g de uvas-passas em água morna, deixando escorrer e secar.

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Em fogo baixo, aqueça 1 litro de leite e acrescente 1 fava de baunilha. Antes do leite ferver, adicione 150 g de arroz para risoto e sem parar de mexer, cozinhe por 15 minutos.

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Acrescente uma pitada de sal e 70g de açucar e deixe cozinhar por mais 10 minutos. Incorpore as passas, 100g de amêndoas em lâminas e raspas de um limão siciliano.

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Mantenha em repouso por 5  minutos e distribua em forminhas untadas com manteiga.

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Leve ao forno praquecido a 200°C por 3 minutos, desenforme e sirva quente ou frio. O resultado ficou muito bom e o doce lembra bastante um panetone feito de arroz.

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Eis a opinião dos mais do que italianinhos:
Que comida! Cche comida! (Edu)
Beatifull moment!!! Espetáculo. (Mingão)
Cosa che qui! Espetáquila! (Deo)

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“Destino quase obrigatório dos turistas que desembarcam na Itália, o Vêneto exibe uma culinária tão sedutora quanto os canais e as famosas gôndolas da sua capital, Veneza”.

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“Não são apenas as paisagens românticas difundidas no cinema que atraem turistas para a Toscana. A região também embriaga os sentidos pelos aromas e sabores de sua cozinha”.

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Me diz se eu fiz certo ou não de juntar estas duas belezuras?

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Arrivederci.

.

 

dcpv – toscana e copa: tudo (ou nada) a ver!

número 392
15/07/2014

Toscana e Copa: tudo (ou nada) a ver!

Finda a saudosa Copa do Mundo (parabéns Alemanha) e já sofrendo de depressão pós bons jogos de futebol, fica sempre uma dúvida sobre o que fazer numa fria terça a noite?

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Comida alemã? Nananinaná. Teria que ser alguma coisa bem prazerosa.

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Aí caímos numa categoria que não tem erro: cozinha italiana. E pra ter menos erro ainda, culinária da Toscana.

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Vamos lá, então aos prazeres das terças.

Entrada – Acquacotta.

Numa tradução meio livre, poderíamos chamar esta receita de água cozida. Na verdade, esta Sopa de Vegetais à Toscana é muito interessante.

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Para fazê-la, basta lavar e cortar um pé de chicória em tiras.

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Pique dois dentes de alho e corte 300g de tomates italianos grosseiramente.

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Ferva 1,5 litros de água e junte a chicória, o tomate, o alho e tempere com sal e pimenta a gosto. Cozinhe em fogo médio com a panela destampada por um pouco menos de 2 horas.

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Minutos antes de retirar do fogo, acrescente 4 ovos batidos.

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Enquanto isso, doure fatias de pão italiano no forno e disponha-as em cumbucas.

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Despeje o caldo por cima e sirva com parmesão ralado.

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Isto é o que podemos chamar de uma água cozida deliciosa.

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Ainda mais acompanhada dum tinto , o Bonarda Las Perdices que foi “rota 66, torelo, james dean, consciente”.

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Principal – Risotto al Chianti.

É claro que se falando em cozinha italiana e especialmente a toscana, teríamos que fatalmente cair num risotto. E este é bem característico.

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Pra fazê-lo, refogue levemente em fogo médio, 4 gomos de lingüiça sem a pele e 2 cebolas-roxas médias picadas.

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Quando o refogado estiver dourado e macio, acrescente 400g de arroz arbório.

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Toste o arroz por 2 minutos, acrescente 1 taça de vinho Chianti e deixe evaporar. Vá acrescentando caldo de carne fervente aos poucos, sem parar de mexer, até os grãos ficarem al dente.

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Pra dar um gosto especial, acrescentei sementes de erva-doce e erva-doce in natura cortada com o descascador de vegetais. Olha, ficou muito bom mesmo.

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Harmonizamos com um vinho tinto L’Apparita Castelo di Ama Itália 2008 que achamos “herbáceo, poveríssimo, causesco, arlequim”.

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Sobremesa – Schiacciata alla Fiorentina.

Este bolo à moda Florentina é tradicional e especial.
Dilua 15g de fermento biológico fresco em ½ copo de água morna e misture à 250g de farinha de trigo, mexendo até ficar homogêneo. Cubra a vasilha com um pano de prato e deixe fermentar por cerca de 1 hora.

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Acrescente 1 ovo, 150g de açúcar, suco e raspas de 1 laranja, 3 gotas de essência de baunilha, 4 colheres de sopa de azeite e sove energicamente por alguns minutos.

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Disponha numa assadeira retangular (30×35 cm) untada e enfarinhada (a massa deve ficar com dois cm de altura) e deixe em repouso por mais 1 hora.

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Asse em forno preaquecido a 180°C por uns 20 minutos, até que a superfície fique dourada.

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Espere esfriar e polvilhe açúcar de confeiteiro (dei uma enfrescalhada e coloquei o Giglio, o símbolo de Florença.)

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Eis a opinião dos italianinhos:
Perfeita = noite de hoje. (Edu)
Voltamos a perfeição. (Mingão)
Estupenda simples luxuriosa noite !!! (Deo)

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Pronto! Pra variar, gostamos demais destes exemplos da chamada culinária povera (pobre???) desta região italiana.

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Eles, os italianos, podem não ser mais tão bons no futebol, mas em questão de culinária, eles são os maiores.

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Ai que saudades da Toscana.

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Arrivederci.

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