Posts Tagged 'toscana'

dcpv – de veneza à toscana, não há nada igual.

número 420
09/06/2015

De Veneza à Toscana, não há nada igual.

Eu sempre quiz fazer uma viagem que incluísse, no mesmo roteiro, tanto a Toscana, quanto Veneza.

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Nós quase fizemos isso quando fomos pra cidade aquática e logo após, para Florença.

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Tecnicamente Florença fica na Toscana, mas apesar de belíssima, ela é uma cidade grande e não nos remete ao bucolismo daquela região.

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Aproveitei este insight e bolei um menu com uma mistura de receitas destes lugares.

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E, vocês verão, ficou muito típico e bacana.

Entrada – Linguiça Ensopada com Feijão Branco

Esta Salsicce all Ucclelletto vem diretamente da Toscana.

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Taí uma receita pra comer até com um lanchinho a noite.

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Fure 8 linguiças de porco (eu preferi cortá-las) e refogue-as no azeite com dois dentes de alho socados e algumas folhas de sálvia.

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Assim que as linguiças estiverem douradas, junte 500 g de tomate maduro picado, tempere com sal e pimenta a gosto e cozinhe por mais 10 minutos.

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Adicione 300g de feijão branco cozido (pode ser em lata), espere aquecer bem e sirva.

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Ficou realmente simples e delicioso.

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Ainda tivemos um upgrade ao optar pelo vinho tinto francês Villa Chavin Merlot Reserve que foi “facioli, cassoulento, bolaños, fazzulo

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Principal – Massa fresca com molho de anchovas.

Bigoli in salsa d’acciughe. Esta seria a receita escolhida do Vêneto.

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A Dé fez o macarrão mais uma vez.

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E eu optei pelo cabelo de anjo em vez do bigoli.

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O molho é muito simples (e supersaboroso). Aqueça um fio de azeite e refogue 3 cebolas grandes cortadas em fatias finas até ficarem transparentes.

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Aumente o fogo, acrescente 150g de anchovas com o azeite da sua conserva e mexa até o pescado se desfazer.

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Abaixe o fogo novamente, confira se o molho está homogêneo, tempere com pimenta e retire do fogo.

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Cozinhe a massa em água abundante até ficar al dente, escorra e coloque-a na panela do molho.

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Aqueça por mais 2 minutos, sacudindo a panela para que o molho se espalhe pelo macarrão, salpique salsinha picada e sirva.

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Olha, é mais uma daquelas receitas pra se guardar no fundo do coração.

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Resultou ainda melhor com a experiência que fizemos ao tomar um champagne Moet Chandon Frizz que por ser demisec foi “leviana, gelosa, icecube, felomenal” (este champagne é aquele que foi feito pra ser tomado com pedras de gelo).

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Sobremesa – Pudim de arroz ao leite

Eu vivo arrumando trabalho pra Dé. Afinal de contas, este Budino di riso al latte da região do Vêneto é até que um pouco complicado de se fazer (especialmente em se tratando de uma receita italiana).

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Inicie hidratando 100g de uvas-passas em água morna, deixando escorrer e secar.

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Em fogo baixo, aqueça 1 litro de leite e acrescente 1 fava de baunilha. Antes do leite ferver, adicione 150 g de arroz para risoto e sem parar de mexer, cozinhe por 15 minutos.

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Acrescente uma pitada de sal e 70g de açucar e deixe cozinhar por mais 10 minutos. Incorpore as passas, 100g de amêndoas em lâminas e raspas de um limão siciliano.

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Mantenha em repouso por 5  minutos e distribua em forminhas untadas com manteiga.

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Leve ao forno praquecido a 200°C por 3 minutos, desenforme e sirva quente ou frio. O resultado ficou muito bom e o doce lembra bastante um panetone feito de arroz.

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Eis a opinião dos mais do que italianinhos:
Que comida! Cche comida! (Edu)
Beatifull moment!!! Espetáculo. (Mingão)
Cosa che qui! Espetáquila! (Deo)

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“Destino quase obrigatório dos turistas que desembarcam na Itália, o Vêneto exibe uma culinária tão sedutora quanto os canais e as famosas gôndolas da sua capital, Veneza”.

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“Não são apenas as paisagens românticas difundidas no cinema que atraem turistas para a Toscana. A região também embriaga os sentidos pelos aromas e sabores de sua cozinha”.

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Me diz se eu fiz certo ou não de juntar estas duas belezuras?

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Arrivederci.

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dcpv – toscana e copa: tudo (ou nada) a ver!

número 392
15/07/2014

Toscana e Copa: tudo (ou nada) a ver!

Finda a saudosa Copa do Mundo (parabéns Alemanha) e já sofrendo de depressão pós bons jogos de futebol, fica sempre uma dúvida sobre o que fazer numa fria terça a noite?

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Comida alemã? Nananinaná. Teria que ser alguma coisa bem prazerosa.

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Aí caímos numa categoria que não tem erro: cozinha italiana. E pra ter menos erro ainda, culinária da Toscana.

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Vamos lá, então aos prazeres das terças.

Entrada – Acquacotta.

Numa tradução meio livre, poderíamos chamar esta receita de água cozida. Na verdade, esta Sopa de Vegetais à Toscana é muito interessante.

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Para fazê-la, basta lavar e cortar um pé de chicória em tiras.

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Pique dois dentes de alho e corte 300g de tomates italianos grosseiramente.

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Ferva 1,5 litros de água e junte a chicória, o tomate, o alho e tempere com sal e pimenta a gosto. Cozinhe em fogo médio com a panela destampada por um pouco menos de 2 horas.

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Minutos antes de retirar do fogo, acrescente 4 ovos batidos.

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Enquanto isso, doure fatias de pão italiano no forno e disponha-as em cumbucas.

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Despeje o caldo por cima e sirva com parmesão ralado.

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Isto é o que podemos chamar de uma água cozida deliciosa.

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Ainda mais acompanhada dum tinto , o Bonarda Las Perdices que foi “rota 66, torelo, james dean, consciente”.

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Principal – Risotto al Chianti.

É claro que se falando em cozinha italiana e especialmente a toscana, teríamos que fatalmente cair num risotto. E este é bem característico.

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Pra fazê-lo, refogue levemente em fogo médio, 4 gomos de lingüiça sem a pele e 2 cebolas-roxas médias picadas.

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Quando o refogado estiver dourado e macio, acrescente 400g de arroz arbório.

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Toste o arroz por 2 minutos, acrescente 1 taça de vinho Chianti e deixe evaporar. Vá acrescentando caldo de carne fervente aos poucos, sem parar de mexer, até os grãos ficarem al dente.

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Pra dar um gosto especial, acrescentei sementes de erva-doce e erva-doce in natura cortada com o descascador de vegetais. Olha, ficou muito bom mesmo.

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Harmonizamos com um vinho tinto L’Apparita Castelo di Ama Itália 2008 que achamos “herbáceo, poveríssimo, causesco, arlequim”.

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Sobremesa – Schiacciata alla Fiorentina.

Este bolo à moda Florentina é tradicional e especial.
Dilua 15g de fermento biológico fresco em ½ copo de água morna e misture à 250g de farinha de trigo, mexendo até ficar homogêneo. Cubra a vasilha com um pano de prato e deixe fermentar por cerca de 1 hora.

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Acrescente 1 ovo, 150g de açúcar, suco e raspas de 1 laranja, 3 gotas de essência de baunilha, 4 colheres de sopa de azeite e sove energicamente por alguns minutos.

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Disponha numa assadeira retangular (30×35 cm) untada e enfarinhada (a massa deve ficar com dois cm de altura) e deixe em repouso por mais 1 hora.

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Asse em forno preaquecido a 180°C por uns 20 minutos, até que a superfície fique dourada.

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Espere esfriar e polvilhe açúcar de confeiteiro (dei uma enfrescalhada e coloquei o Giglio, o símbolo de Florença.)

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Eis a opinião dos italianinhos:
Perfeita = noite de hoje. (Edu)
Voltamos a perfeição. (Mingão)
Estupenda simples luxuriosa noite !!! (Deo)

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Pronto! Pra variar, gostamos demais destes exemplos da chamada culinária povera (pobre???) desta região italiana.

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Eles, os italianos, podem não ser mais tão bons no futebol, mas em questão de culinária, eles são os maiores.

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Ai que saudades da Toscana.

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Arrivederci.

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dcpv – castiglion del ferracci di vasconcelli

número 358
23/07/2013

Castiglion del Ferracci di Vasconcelli.

Como sempre, as viagens continuam influenciando os menus aqui no dcpv.

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E no caso deste último e marcante tour pela Toscana, as experiências tiveram peso.

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Aproveitei que o Mingão estava doidinho pra fazer a sopa de abóbora dele e deixei a entrada por sua conta.

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O restante foi tirado duma aula de culinária que fizemos no belíssimo hotel Il Falconiere, localizado próximo a Cortona, a terra da Frances Mayes.

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Vamos lá, então, às receitas toscano/botucatuenses.

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Entrada – Sopa de Abóbora do Mingão.

Já que o chef Domingos queria cozinhar, então ele ficará com a palavra, ou melhor, a receita:

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Ingredientes : 1 litro e meio de caldo de frango, 1 kilo de abóbora japonesa, 3 maçãs vermelhas descascadas, 2 colheres de gengibre ralado, 1 cebola grande picada, 1 colher de manteiga.

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Modo de fazer: dourar a cebola na manteiga, acrescentar a maçã, a abóbora e refogar por 10 minutos sempre mexendo.
Juntar o caldo de frango deixar ferver e abaixar o fogo, cozinhando por 25 minutos.

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Retirar do fogo, bater com o mixer e acrescentar o gengibre. Temperar.
Ficou uma delícia!

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Tomamos um vinho tinto, o Cabernet Sauvignon Familia Bianchi 2011 que abrilhantou este aveludado néctar. Nós o achamos “surpreendente, exquisito, titular, soberbo”.

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Primo – Pici.

Este pici é um macarrão típico da Toscana.

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E extremamente curioso, já que a sua massa é feita somente com água e farinha.

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Misturados na proporção 1:1, amassados e descansados por 20 minutos. Aí é só abrir e enrolar.

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Sim, mais uma tipicidade dele é ser enrolado com a mão como se fossem espaguetes, só que um pouco mais “gordinhos”.

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E o acompanhamento ideal é um molho de tomates bem encorpado e com a utilização de bastantes ervas.

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Ficou realmente delicioso.

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Ainda mais com um vinho branco também encorpado (?!?!), o Chardonnay Jacobs Creek 2012 que foi “de casa, da casa, companheirão, idem”.

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Secondo – Linguado enrolado em abobrinha.

A receita original foi feita com um turbot, que devido a falta, foi substituído (e a altura) por um belo linguado.

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O processo de execução é o seguinte: pique um dente de alho e ervas diversas, …

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… junte com pão velho italiano batido e …

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… deposite sobre fatias de peixe que foram temperadas com sal e pimenta. Coloque este peixe sobre fatias bem finas de abobrinha, …

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… enrole e feche com um galho de alecrim (só usei alguns).

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Aí é só dar uma selada numa frigideira com um pouco de azeite, colocar um pouco de vinho branco e levar ao forno médio por 15 minutos.

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Sirva com um molho feito com uma base de tomates e algum tipo de frutos do mar (usei camarões e vôngoles).

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Olha, ficou muito bom mesmo!

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Sobremesa – Sorvete de creme.

Devo confessar que por estar atrasado, apelei. Peguei um pote de sorvete Quibuono (mais conhecido como Kibon) e servi simplesmente com uma farinha de amaretto e de cantuccini.

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Taí uma sobremesa simples e gostosa.

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Eis a opinião dos ítalos-caipiras:
Perfeito. De cabo a rabo! (Edu)
The best!!! Top one. (Mingão)
De rabo a cabo! Nunca dantes corneado! (Deo)

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Bom, é isto aí! Certamente você não sairá duma aula de culinária na Toscana sem a perspectiva de reproduzi-la em quase que sua totalidade.

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São tantos sabores e tantos truques que aliados a simplicidade, te fazem querer dividir estas informações com todo mundo.

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Ainda mais que ainda tivemos, nesta mesma noite, a preciosa colaboração do prof Domenica, além do anizete da D Anina!! 🙂

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Arrivederci.

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dcpv – toscana di vasconcelli

número 352
11/06/2013

Toscana de Vasconcelli.

Viajar pra Toscana tem muitas vantagens.

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E uma delas é justamente a quantidade de ingredientes e de idéias que retornam junto com você.

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Esta região italiana é tão bacana e com características tão particulares que dificilmente você voltará do jeito que você foi.

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Ainda mais depois das duas aulas de culinária que fizemos (uma em Cortona …

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… e outra em Montalcino).

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Pois foi me baseando justamente nestes ensinamentos que surgiu o menu deste noite.

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Vamos lá, então, ver o que que a Toscana tem!

Entrada – Sopa de Piselli.

Esta foi fácil. As piselli, as ervilhas, estavam no saquinho que trouxemos direto de Cortona.

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E com um ingrediente deste quilate, bastou seguir a receita que constava no próprio pacote pra se obter um prato saboroso e reconfortante. É claro que foi super-fácil fazer tudo.

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Fritei uma cebola cortada finamente em duas colheres de azeite …

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… e coloquei o pacote de ervilhas junto com 1,5 litros dum genuíno caldo de legumes.

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Aí foi só esperar meia hora até que tudo estivesse bem cozido, temperar e servir.

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Pra dar um incrementada, acompanhamos com um ótimo prato de salumi e formagio.

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Pra não perder a oportunidade, tomamos uns Spritz Aperol …

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… e a consequente flute da Cava Freixenet. Os achamos “little king, frescati, dr Osires, Florindo”.

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Principal – Spaghetti ao Sugo.

Também aprendemos a fazer o vero molho ao sugo. E o mais interessante é que ele é muito mais simples do que se pode imaginar.

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Na verdade, o que importa realmente é a qualidade e a variedade dos tomates. É claro que estamos longe de ser a Itália, mas com criatividade se consegue um bom resultado.

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Neste caso, usei tomates maduros, uma lata de tomate pelado e alguns tomates-cereja que trouxemos de Milão.

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Pra transformá-los num excelente molho, basta cortá-los em pedaços grandes (lembrem-se de deixar pele e semente), temperá-los com sal, pimenta e azeite …

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…e colocá-los numa frigideira quente.

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Refogue-os por uns 10 minutos, tempere e enquanto isso, cozinhe o spaghetti conforme as instruções do pacote.

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Junte a massa ao molho e sirva.

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Como sempre, simples e delicioso.

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E como não poderíamos cometer uma heresia, tomamos o excelente vinho italiano Casa Vasari Valdichiana 2010 , que foi “celebration, cássio, mariesco, mariesco”, segundo os tifosi, nós mesmos.

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Sobremesa – Cantuccini com Vin Santo.

Já que a tônica seria a Toscana, nada mais representativo do que comer o biscoito típico de lá, o cantuccini.

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E no formato mais do que conhecido, ou seja, molhando-o no Vin Santo.

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Se tiver oportunidade, experimente porque é muito gostoso.

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Eis o que os oriundi acharam de tudo:
15 minutos pra fazer, duas horas para degustar! (Edu)
Na chácara de Dios, não deixou pedra sobre pedra. (Mingão)
Achei um espetáquila. (Deo)

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É claro que a aura de tudo imperou.

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Afinal de contas, a viagem ainda está bastante recente e as emoções afloram abundantemente.

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Mas degustar a Toscana através de suas comidas, dos seus hábitos, dos seus maneirismos é um verdadeiro prazer.

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Incrível como comidas simples e feitas com a utilização de bons ingredientes, resultam em prazer total.

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É, como diz a Dé, a Itália é incomparável.

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E encantadora.

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Arrivederci.

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dcpv – sob o sol da toscana.

número 353
28/05/2013

Sob o sol da Toscana.

Você já leu o livro Sob O Sol Da Toscana, escrito pela Frances Mayes?

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Se sim, duvido que não tenha se interessado em, no mínimo, passar um bom tempinho por lá.

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E no máximo, fazer como ela e o companheiro Ed: passar cada seis meses do ano no “dolce far niente” (no caso deles, nem tanto!).

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Pois eu reli. Até por causa de uma lição de casa que utilizaremos brevemente (em tempo, esta noite aconteceu antes da nossa viagem pra lá).

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Não preciso nem dizer (somos supeitos) que tudo é absolutamente encantador.

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As situações, o clima, as paisagens, o povo, as comidas …

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E foi justamente por causa destas (cujas receitas constam no livro) que resolvi fazer uma noite toscana.

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Vamos lá, então.

Antipasti – Pimentões vermelhos derretidos com vinagre balsâmico e bruscheta de ervilhas e chalotas.

Vou aproveitar a proximidade com a Frances (quem sabe não fazemos uma refeição em Bramasole?) e descrever as receitas como estão, literalmente, no livro.

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Os pimentões são feitos assim: “Tire as sementes e corte em fatias quatro pimentões. Cozinhe em fogo baixo num pouco de azeite de oliva e ¼ de xícara de vinagre balsâmico até ficarem bem macios, por cerca de uma hora.

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Mexa de vez em quando. Os pimentões deveriam quase derreter. Tempere com sal e pimenta. Acrescente azeite e vinagre uma vez ou duas , se parecerem secos.”

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Já a bruschetta: “Pique quatro chalotas (usei cebolas). Debulhe ervilhas (usei congeladas) em quantidade suficiente pra encher uma xícara.

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Misture e refogue na manteiga até que as ervilhas estejam cozidas e as cebolas, murchas.

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Acrescente um pouco de hortelã picada, sal e pimenta. Bata rapidamente no processador de alimentos ou à mão e sirva colheradas em fatias de pão grelhadas regadas com azeite e esfregadas com um dente de alho”.

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Esta é uma entrada perfeita e que esperamos degustá-la ao vivo.

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Tão perfeita quanto a cava espanhola Freixenet que a acompanhou e que achamos “surpreendente, toscava, Demi Moore, the best”.

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Primi e secondo – Flan de alho e Frango com limão e manjericão.

O flan de alho é feito assim: “ Separe os dentes de uma grande cabeça de alho. Sem descascá-los, ponha os dentes em água fervente por cinco minutos. Esfrie e esprema os dentes de dentro das cascas. Amasse e esmague com um garfo e misture bem a duas xícaras de creme de leite.

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Leve o creme e o alho a uma fervura lenta numa panela. Acrescente um pouco de noz-moscada  ralada, sal e pimenta.

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Retire do fogo e acrescente 4 gemas de ovo, batendo bem. Derrame em forminhas individuais bem untadas. Asse em banho-maria a 175°C por 20 minutos ou até que estejam firmes. Deixe esfriar por uns 10 minutos até desenformar.”

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Já o frango é uma daquelas receitas simples e toscaníssimas: “ Numa tigela grande, misture ½ xícara de cebolas pequenas picadas e ½ xícara de folhas de manjericão. Acrescente o suco de 1 limão, sal e pimenta. Misture e esfregue os temperos em seis pedaços de frango, colocando-os num tabuleiro bem untado. Regue com um pouco de azeite de oliva. Asse, sem cobrir, a 175°C por cerca de 30 minutos. Guarneça com mais folhas de manjericão e fatias de limão”.

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Dá pra imaginar o sabor do frango junto com o flan?

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Tudo bem que o flan não enformou, mas mesmo assim ficou uma delícia.

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Tomamos um vinho tinto toscano, o Casa Vasari 2010 que foi “ipon, ari poter, os the púlice, nílon”.

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Dolci – Peras em creme de requeijão cremoso

“Descasque e corte em fatias seis peras médias e arrume numa forma untada. Salpique uma colher de chá de açúcar. Bata em creme, quatro colheres de sopa de manteiga e ½ xícara de açúcar até que fique fofo. Sempre batendo, adicione um ovo e 2/3 de xícara de requeijão cremoso. Por último, acrescente duas colheres de sopa de farinha de trigo e misture bem.  Espalhe sobre as frutas com uma colher. Leve ao forno a 175°C, sem assar demais , por cerca de 20 minutos”

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Esta torta tem que ser feita na sua casa. É só o que podemos falar!

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Eis o que os etruscos acharam deste menu:
La Bella Toscana. Nos aguarde! (Edu)
Frances Delicias Mayes. (Mingão)
Espetaquiloso! Top 10! (Deo)

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“Poderíamos nos sentar como velhos camponeses junto à lareira, tostando fatias de pão com azeite, tomando um Chianti jovem. Depois de salas repletas de pendentes renascentistas e estradinhas empoeiradas desde Umbertide, preparo pequenas enguias fritas com alho e sálvia. À sombra da figueira, onde dois gatos se enrodilharam, não sentimos calor. Já contei: a pomba arrulha 60 vezes por minuto. A muralha etrusca acima da casa é do século VIII a.C.. Podemos conversar. Temos todo o tempo do mundo.”

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É isso aí, Frances. Temos todo o tempo do mundo! Ainda mais, na Toscana!

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Arrivederci.

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dcpv – nono giorno toscano-milanese: uma ponte imaginária.

07/06/2013

Nono  giorno toscano-milanese: uma ponte imaginária. 

Hoje seria o dia do grande contraste.

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Passaríamos a manhã na Toscana, mais precisamente em Montalcino, …

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… e depois, nos deslocaríamos até Milão, onde ficaríamos até domingo (hoje é sexta).

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Começando do princípio, fomos pra Montalcino logo cedo.

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Pra dar uma boa olhada na cidade …

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… e pra curtir a feira livre.

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Nada melhor do que fazer umas comprinhas pra nos abastecer pra viagem milanesa.

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Ainda deu tempo de “babar” mais uma vez na Fortezza

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… e tomar uma taça de Poggio alla Mura.

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Por volta das 12:00hs, zarpamos pra Milâo.

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O caminho é longo e são quase 4 horas de carro; pior, numa auto-estrada.

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Sabe que mesmo assim foi divertido? (claro que a companhia ajudou muito).

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Demos somente uma parada num Auto Grill pra abastecer o carro (a comida ficou por conta dos mimos do Castiglion del Bosco) …

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… e por volta das 16:30 hs chegamos ao Armani Hotel.

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Falar que é bacana é constatar o óbvio.

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Os quartos são modernos, espaçosos …

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… e caso você sofra de sonambulismo, …

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… tem a opção de explorar a mega-loja com quatro andares que fica logo abaixo do hotel. Haja Euros !

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Tivemos um princípio de stress ao perceber que teríamos que entregar o carro alugado. Mas deu tudo certo.

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Na volta, passamos no famoso Panzerotti do Luini (as filas são imensas) …

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… e experimentamos um (maravilhoso) de queijo e presunto.

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Passamos também na superloja la Rinascente …

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… e subimos até o último andar, onde tomamos duas flutes de champanhe, …

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… aproveitamos a qualidade da happy hour …

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… e da vista da cobertura do esplêndido Duomo.

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Como estava no caminho, demos  uma volta no Quadrilátero da Moda, …

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… percebermos a beleza de tudo (somos fãs de Milão) …

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… e voltamos pra curtir o hotel.

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Devido ao cansaço, fizemos uma reserva no restaurante do próprio hotel.

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O Armani restaurante estava tomado por brasileiros. Nos sentimos na praia milanesa.

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É claro que o lugar é hyppado e extremamente bem decorado.

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O piso é iluminado internamente e te dá a sensação de estar flutuando.

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É, realmente, como você se sente ao experimentar a sua comida.

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Começamos recebendo um piccolo como presente, uma entrada de papa ao pomodoro e rocambole de Coelho.

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Pedimos um vinho branco, o Greco de Tufo Quintodecimo que funcionou perfeitamente com tudo.

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Como entrada, resolvemos dividir um tartar de caranguejo com maionese e ervas, tomate e azeitonas. Muito bom.

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E a noite seria de peixes. A Dé escolheu um Saint Peter empanado com abobrinhas

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… e eu, uma Perca com abobrinhas, maionese de água do mar e ratatouille.

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Tudo com muita qualidade.

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Tão bom que resolvemos experimentar uma sobremesa (no velho esquema 2×1). O Mil Folhas de limão siciliano com caramelo estava sensacional.

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E melhor com um cálice do Vin Santo Castelo di Ama (coincidentemente, a vinícola que visitamos ontem).

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Enfim foi realmente um jantar de gala, assim como toda coisa que sendo da grife Armani tem que ser.

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O negócio foi pegar o elevador, descer 3 andares e descansar, porque amanhã, Milano promete.

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Arrivederci.

Leia sobre os outros dias desta viagem:
Primo giorno toscano – De FV pra Toscana, ou melhor, Cortona.
Secondo giorno toscano – Voltando a Chianti e ao Castelo de Volpaia.
Terzo giorno toscano – Uma verdadeira puxada (curva) até Urbino.
Cuarto giorno – Sob o sol (e a chuva, e a tempestade e a cozinha) da Toscana.
Quinto giorno – Menu de cidades na Toscana.
Sesto giorno – Pitigliano, Bagno Vinoni, San Quirico, Buonconvento. Isto é Toscana?
Settimo giorno toscano – Happy birthday to you.
Ottavo giorno toscano – Castello di Ama, o piccolo Inhotim.

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dcpv – settimo giorno toscano – happy birthday to you.

05/06/2013

Settimo giorno toscano –  Happy birthday to you.

Mais um dia tipicamente toscano.

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Hoje aproveitaríamos pra fazer tudo o que a Toscana pode te propiciar, além de comemorar o níver da Dé.

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Começamos tomando o café da manhã do hotel  (e que hotel e café) e planejamos fazer passeios comuns, mas ao mesmo tempo com a verdadeira cara toscana .

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Fomos inicialmente pra verdadeira pirambeira que é Montepulciano.

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A cidade é uma verdadeira gracinha e encantadora.

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Andamos muito, …

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… curtimos tudo, …

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… compramos uns Nobiles …

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… e rumamos pra revisitar a terra do Pio II, Pienza.

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Que é uma verdadeira gracinha também (ai que saudades da Hebe!).

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E pra quem não sabe, a terra do Pecorino, aquele queijo delicioso.

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Passeamos bastante por lá (nada como o sol da Toscana) …

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… e pretendíamos almoçar em Montalcino, não fosse a pronta intervenção do Guia Visual: Estradas da Itália da PubliFolha.

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Lá tem um roteiro pela região da Crete Senesi que é descrita como uma das mais impressionantes da Itália: grandes morros erodidos pelo tempo, cultivados durante séculos e frequentemente atravessados por antigos peregrinos.

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E melhor, com uma taverna super-indicada, a Da Roberto que fica na cidadezinha de Montisi.

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Portanto, partimos de Pienza e meia hora depois estávamos falando com o próprio Roberto (é este na esquerda).

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Ele se apresenta como uma pessoa que não tem nem freezer, muito menos micro-ondas na sua cozinha .

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Ou seja, só trabalha com ingredientes frescos.

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E ele labuta sozinho. Cozinha, atende, indica, senta pra conversar, bate escanteio e cabeceia.

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O Da Roberto é um verdadeiro e genuíno slow food.

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Chegamos e vimos (literalmente) o menu.

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Escolhemos uma salada de vegetais (cenoura, feijões, queijo) que estava deliciosa.

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A Dé foi na massa com ragu de Chianina, que chegou bem antes do meu prato (lembre-se que o serviço é o próprio Roberto), …

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… e eu pedi uma costeleta de porco com legumes.

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Ambos espetaculares.

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Tomamos duas taças dum ótimo vinho Rosso da região, o I Bandi 2010 e tivemos que pedir a conta, pois tínhamos agendado uma aula de culinária Toscana no hotel as 16:00 hs.

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Corremos bastante, passamos rapidamente nas terra das trufas, San Giovanni d’Asso e …

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… no horário, estávamos a postos na cozinha do hotel.

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O chef e professor, o Ricardo, inicialmente nos levou ao orto (a horta deles) pra nos mostrar a qualidade dos ingredientes que eles plantam lá.

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Comemos morangos frescos, …

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… vimos todo o tipo de ervas, …

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… experimentamos o sabor suave das tenras ervilhas frescas, …

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… ou seja, concluímos o óbvio.

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Que eles tem um respeito imenso pela qualidade de tudo.

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E aí nos dirigimos pra cozinha onde além de aprendermos a fazer a verdadeira pasta …

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… e todas as suas variações, …

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… ainda nos foi mostrado como fazer o “vero” molho de tomates, …

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… com, inclusive, vários pulos do gato.

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Quer saber alguns? Por exemplo, nunca coloque o azeite pra temperar qualquer coisa antes do sal e vinagre.

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Quer outro? Sempre que for colocar uma erva fresca em qualquer preparação, amasse-a totalmente com as próprias mãos e aí corte.

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Ainda aprendemos a fazer um zabaione em 5 minutos (e que zabaione).

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Segue o fotoblog da aula (que foi, tecnicamente, a melhor que fizemos até hoje).

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E como toda aula feita por aqui, o jantar ficou por conta dela.

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Ainda aproveitamos pra conhecer as ruínas do castelo que deu nome ao Castiglion del Bosco.

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São incríveis.

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Assim como todo o ambiente …

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… e a piscina com borda infinita.

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Checamos também as limonaias.

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As 21:00 hs e após um estupendo por-do-sol (toscano, off course), fomos pra degustação da aula no restaurante principal.

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Iniciamos com um ótima Caprese (com os tomates temperados no formato correto, ou seja, primeiro com sal, logo após o aceto e finalizando com o azeite).

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A Dé aprovou e deu nota 10.

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Pedimos um Brunello de Montalcino 2008 da casa pra acompanhar tudo.

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Em seguida, nos foram servidas as massas que fizemos na aula.

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Capelettis, papardelles, farfalles; todas estavam lá e com molhos vermelho de tomates e branco com manteiga e sálvia.

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Mais uma delícia e todas al dente.

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Finalizamos com o zabaione servido com cantucci (receita da nona do Ricardo).

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Enfim, foi o coroamento duma aula inesquecível.

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Voltamos pro nosso quarto cantando a Patativa, ou melhor, a Tarantella, ou melhor ainda, o Parabéns pra Você.

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Arrivederci.

Leia sobre os outros dias desta viagem:
Primo giorno toscano – De FV pra Toscana, ou melhor, Cortona.
Secondo giorno toscano – Voltando a Chianti e ao Castelo de Volpaia.
Terzo giorno toscano – Uma verdadeira puxada (curva) até Urbino.
Cuarto giorno – Sob o sol (e a chuva, e a tempestade e a cozinha) da Toscana.
Quinto giorno – Menu de cidades na Toscana.
Sesto giorno – Pitigliano, Bagno Vinoni, San Quirico, Buonconvento. Isto é Toscana?

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