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dcpv – outono in piedmonte

sem número
19/10/10

Outono in Piedmonte

Não precisa nem dizer que estamos naquela fase de “entrar no clima” pra viagem.

E nada melhor do que comprar livros gastronômicos sobre o lugar a ser visitado. Todos sabemos que a gastronomia é sempre acompanhada pela história, pelos costumes e dá o tom da personalidade dum povo.

Autumn in Piemonte, da Manuela Darling-Gansser é uma das poucas publicações sobre o fecundo norte da Itália (como é difícil encontrar muitas informações, mesmo na Internet, sobre a região).

E melhor, o livro todo é baseado em experiências pessoais dela no Piemonte. Dicas de restaurantes (especialmente em Turim), de vinícolas, de lugares a se visitar são frequentes e tem um jeitão de serem muito especiais (iremos em algumas brevemente. Prometo confirmar se são ou não?)

Apesar de ser em inglês, você consegue entender muita coisa e as fotos são especialmente bacanas.

A cada capítulo, a Manuela indica receitas que formarão vários cardápios genuinamente piemonteses.

Vamos então ao banho piemontês de imersão. Percebam que não é só um banho.

Bebidinhas e nota do autor.

Não tivermos bebidinhas pois neste jantar, participamos somente a Dé e eu. Digamos que foi um petit comité!

Entradas – Olive Fritte, Grissini com Prosciutto e Frittata Gialla e Verde.

Como no livro, não darei as medidas das receitas. Ora, estamos no Piemonte.
Pra olive, a azeitona, basta pegar algumas sem os caroços, recheá-la com anchovas, …

… passá-las no ovo e na farinha de rosca (feita com pão italiano velho) e fritá-las até dourarem.

                     

O grissini é muito mais difícil. 🙂

Comprei o tal (o famoso biskui) de alta qualidade no sex shop e enrolei um prosciutto nele.

Simples e piemontês.

Já para fazer a frittata você precisará de muuuita concentração.
Bata ovos até ficarem cremosos e frite-os numa frigideira com manteiga deixando-os bem fininhos (como se fossem panquecas).

Dê um “susto” em espinafres frescos e cortados.

Frite cebola e echalotas até ficarem transparentes. Adicione anchovas.

Coloque tudo num processador e junte atum  em lata a gosto.

                   

Monte a frittata como se fosse um wrap. Recheie com prosciutto, patê, espinafre e enrole.

Corte na diagonal e … pronto.
Esta entrada é rústica como se espera duma comida piemontesa. E saborosa como a mesma esperança!

Tomamos um Freixenet Cordon Negro que foi “brisa piemontesa, encorpado” segundo o casalzinho italiano, nós mesmos.

Principal – Sofilina e Patate Arrosto com Funghi porcini.

Estas batatas são corriqueiras na região de Alba (ainda bem).
Tire a pele e corte as batatas em 4.

Escolha uma forma que caiba todos os pedaços confortavelmente, coloque azeite de oliva e logo após as batatas.

Hidrate cogumelos porcini, guarde a água e adicione às batatas.

Junte 12 dentes de alho (capriche pois eles parecerão caramelos!) e 15 folhas de sálvia. Finalmente retorne com a água dos cogumelos e coloque um pouco de manteiga.
Asse no forno por uns 30 m inutos, mexendo a forma de vez em quando. Tempere com sal e pimenta somente na hora de servir.

Os alhos ficam tão macios e caramelizados que quase parecem chicletes.
Já os escalopinhos estão na imaginação de quem tenha ouvido falar na cozinha do Noroeste da Itália (pelo menos na minha! rs).
Bata os bifinhos até ficarem bem finos.

Passe a carne e na sequencia, em farinha de trigo, ovos batidos e pão italiano ralado grosseiramente.

Aqueça uma frigideira com azeite, coloque folhas de sálvia e frite os escalopinhos até ficarem dourados.

Faça uma bela saladinha de tomates e alguns verdes.

Com a junção das batatas formam um daqueles pratos inesquecíveis. Como diria o grande Juscelino “Piselli” Pereira (nosso guia piemontês): ma-ra-vi-lho-so!

Ainda mais com o tinto Barbera d’Asti Camp de Rouss Coppo 2006 que foi “potenza norttista, CG” segundo il enamorati! Este será degustado no lugar de origem!

Sobremesa – Pasteizinhos e Ossi di Morti

Pra esta, eu apelei. Iria fazer Baci della Mamma, ou melhor dizendo, beijos da mamãe.
O nome da receita é inspirador. Mas como não tivemos tempo, acabou ficando pra próxima. Quem sabe depois do próprio Piemonte?

De qualquer maneira, peguei dois pasteizinhos que a minha mãe faz (eles tem uma massa bem sequinha e são recheados com uma pasta de uva), que são viciativos e acrescentei uns ossi di morti by Sódoces do amigão Flavio Federico.

Frescurites à parte (geleinha de pimenta, aceto balsâmico de qualidade) e experimentamos um pouco da brisa piemontesa.

Com Nespresso e tudo o mais.

Eis a opinião dos colombinhos:

Ai, ai, aiai. Está chegando a hora! (Edu)
Envolvente! Italiano. (Dé)

“O Piemonte, literalmente “aos pés das montanhas” fica no longínquo noroeste da Itália. Mais exatamente ao oeste da França, ao norte da Suiça e ao leste das planícies da Lombardia e da cidade de Milão. Algumas das mais ricas e pitorescas terras férteis da Itália são encontradas por aqui e o resultado é uma série dos melhores produtos do mundo”.

“O outono é o período do ápice da viticultura piemontesa, a temporada dos cogumelos selvagens e das trufas, dos arrozais das terras do rio Pó e da chegada dos novos queijos das ricas montanhas verdejantes. Para os amantes da comida e do vinho italiano é o período perfeito pra experimentar as delícias da região”. (até que o meu inglês não está tão ruim?).

Caramba! Veremos tudo isto, sócio? Ou melhor, experimentaremos!

Arrivederci.

.

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piemonte – secondo giorno – andando muito em turim

Piemonte –  Secondo Giorno – Andando muito em Turim

Chegamos tarde demais ontem.
Tres horas da manhã não é um bom horário pra se ir dormir justamente no primeiro dia de viagem e logo após 11 hs de vôo.

Consequencia? Acordar tarde e ter que correr bastante pra conseguir sair às 10:30hs.

A Lourdes e o Eymard já estavam prontos. Tomamos um café rapidinho no Eataly (é claro que aproveitamos pra marcar uma visita nesta noite mesmo e de gala, pois iríamos jantar por lá além de fazermos algumas comprinhas ) .

Vale até um breve fotoblog pra mostrar a capacidade do lugar:

Dali fomos pro centro de Turim. E vou logo dizendo o que já desconfiávamos: a cidade é uma beleza e tem um charme único.

Várias edificações com uma arquitetura marcante e…

… demonstrando o porque dela ser conhecida como a Cidade dor Reis.

Aproveitamos o embalo e visitamos o Museu Egípcio.

É um dos melhores museus sobre o assunto no mundo e tem um trajeto fixo que te faz conhecer como era o (interessante) dia-a-dia dos faraós (e dos “fariseus” também).

Almoçamos no Caffè Torino, um estabelecimento tradicional da capital do Piemonte.

Capreses pras senhoras,…

vitelos tonatos pro senhores, …

…. macarrão com camarão e abobrinha pra Lourdes, …

…  e penne ao molho de ragu de lingüiça pra Dé.

Agnolotti ao ragu de vitela pro Eymard…

… além de maltagliati mar e monti pro Jacques Cousteau, euzinho.

Tomamos um tremendo Barbera  d’ Asti Renato Ratti 2009 e voltamos ao frio e pra chuva.

Ainda bem que Turim (assim como Bologna) é tida como uma das cidades  com a maior quantidade de calçadas protegidas da Itália.

São kms e mais kms de vitrines cobertas e seguras contra qualquer acidente geográfico.

Ainda conseguimos passar num supermercado e num shopping que são contíguos ao hotel e que ficam no Parco Lingotto.

Tomamos uma Viuvinha pra não perder o clima da viagem e nos prepararmos pra mais uma visita (conforme o prometido) ao verdadeiro sex shop.

Impressionante como o Eataly é tudo aquilo o que qualquer gastrônomo sonha.

Ótimos ingredientes com uma variedade infinita  e um visual que te deixa com vontade de consumir tudo o que vê. Sabe aquela propaganda da Heineken em que os homens entram num closet, se deparam com um montão de cerveja gelada e urram. Pois é isso! 🙂

Resolvemos jantar por lá mesmo. E o que parecia fácil, ou seja, comer uns fromaggi e uns salumi, se transformou num pesadelo já que o atendente do balcão nos avisou que a partir daquele horário, “solamente pani  e acqua“.
Demos um pulo na adega que fica no subsolo  (mais de 28000 garrafas), descobrimos uma sala de maturação de parmegiano, …

… outra de prosciutto,…

… mais uma de culatellos, …

… um restaurante pequenininho que ainda estava atendendo …

 … e  com o fato positivo de podermos escolher qualquer  vinho e o tomarmos pelo preço de venda na gôndola.

Brindamos e tomamos um sublime Dolcetto que compramos pela bagatela de 18 Euros. Comemos uma tábua de queijos DOP …

… além de dois hambúrgueres e …

… dois “buoníssimos” gnocchis .

Tudo esteve excelente com exceção dum tiozinho que estava ao nosso lado e que brigou tanto com a mulher dele que chegou a mandá-la “vaffanculo” a plenos pulmões.
Coisas de italianos, estes passionais. rs
Ah! Fechamos o estabelecimento (este foi um de tantos durante a viagem).

Até amanhã quando finalmente conheceremos o tão famoso Piemonte.

E as trufas brancas!

Ave.

.


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