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dcpv – dia tres – barcelona – espanha – o dia em que comemos numa tinturaria.

05/01/2012

Dia Tres – Barcelona – Espanha – O dia em que comemos numa Tinturaria.

O dia amanheceu broncolhão. E praticamente, permaneceu inteiro deste jeito.

Hoje era dia dos Reis Magos aqui na Espanha.

O que significa muito, já que é o dia em que os espanhóis dão presentes pras crianças (em vez da noite de 24 de dezembro) se elas se comportaram bem durante o ano. Se não foram boazinhas, ganham somente carvão.
Voltaremos já, já a esta questão.

Começamos, então, tomando um bom café da manhã no próprio hotel.

Acordamos um pouco mais tarde devido ao horário que chegamos ontem, depois do espetáculo do “pulga” Messi.

Saímos andando pelo El Raval, o bairro chino mais invocado de Barna.

Passamos novamente pelo MACBA, …

… fomos conhecer a Carrer de Joaquín Costa, dica “outside” da Dri Setti. Achamos tudo interessante, mas meio barra pesada e pouco turístico.

Se bem que tanto a Biblioteca Sant Pau-Santa Creu, …

… como a região do Parque se mostraram muito bonitos.

Votamos à região das Ramblas, …

… passamos pelo Gran Teatre de Liceu e sua excelente lojinha …

… e decidimos visitar o Palau Güell (leia-se Gu-el), uma verdadeira obra-prima do Gaudi.

Ele foi totalmente recuperado durante 21 anos e agora é um passeio absolutamente imperdivel.

Você compra o ingresso, pega o seu áudio-guia e garante umas boas horas de puro divertimento e conhecimento.

Conhece como foi que o Gaudí, em 1885, conseguiu projetar um porão com lugar pros cavalos, praticamente uma garagem …

… além de ambientes personalizados …

.. e geniais.

Como a sala de encontros, …

… a de jogos, …

… o salão de festas …

… com o orgão (o instrumento) personalizado (preste atenção, porque ele toca em intervalos de tempo), …

… os quartos muito além do seu tempo …

… e o telhado com a marca registrada do gênio.

Note que todas estas belas chaminés são exaustores das inúmeras lareiras existentes no Palácio.

Dá pra imaginar quanto o Gaudí cobrou pelo projeto? rs

Pegamos um taxi e fomos almoçar numa lavanderia, mais conhecida como Tintoreria por aqui.

Esta historia é bem legal. Pra variar, fuçei no Santo Google e descobri um site, o Secrets of Barcelona com dicas de lugares bacanas na cidade.

Dentre eles, um duma lavanderia, a Dontell (sugestivo o nome, né?), que estava alocada na seção de restaurantes.
Achei meio louco e percebi que somente me cadastrando no site UrbanSecrets, eu conseguiria maiores detalhes.

Fiz o tal cadastro e me responderam que se eu fosse aceito no clube, poderia avançar e fazer reservas. Inclusive, teria que aguardar a aprovação da minha ficha (isto me pareceu meio que um pouco de “cascata”). Aprovação esta que foi definida no dia seguinte.

Pronto! Estava apto pra reservar qualquer um dos dois restaurantes “escondidos” (ontem fomos ao Chi-Ton, que tem como fachada uma loja de souvenires).

Feita a reserva, só nos restou descobrir como funcionava exatamente. Chegamos ao local e até o motorista do taxi estranhou que queríamos ir pra lá.

Descemos e percebemos que a Tintoreria propriamente dita é bem pequena e dá pistas sobre o que ela é de verdade.

O atendente demora a entender que turistas brasileiros conhecem o lugar (enquanto estávamos entrando, uma pessoa perguntou se a lavanderia estava aberta? rs)
Ao entrar, você tem um choque. O lugar é lindo com muita iluminação colorida (luzes azuis e rosa), …

… um belíssimo bar, uma decoração transada …

… e uma grande cozinha envidraçada. Tudo muito surpreendente.

Optamos mais uma vez pelo menu (isto aqui na Espanha, significa um valor fixo pra entrada, principal, sobremesa e normalmente taças de vinho e água) pelo valor de 20,5€.

E a comida esteve no nível de todo o mistério.

Como opções de entrada, uma salada com queijo de cabra caramelizado que a Dé e a Re escolheram …

… e um ótimo Steak Tartar pra mim.

Antes disso, um creminho de alho porró com bacon crocante que forrou os nossos estômagos.

Continuamos maravilhados com tudo e pensando como um empreendimento destes faria sucesso em SP?

Os principais foram Vieiras com aspargos (que a Dé escolheu) …

… e uma Vitela cozida e muito macia, com cebolinhas caramelizadas pra mim e pra Re.

A sobremesa foi única, um creme chocolate com farofa crocante e uma espuma de creme català. Perfeita.

Só nos restou pagar a conta e ir embora ainda estupefatos por toda a situação inusitada.

Voltamos a pé pro hotel, demos uma pequena descansada e saímos pra escarafunchar o Barri Gotic.

Passamos pela Plaça Villa de Madrid (um cemitério romano),…

… pela imponente Catedral del Pi, …

… onde se realizava uma simpática feira de produtos orgânicos.

Compramos algumas coisinhas, tais como um fideuá com cogumelos,…

… e nos perdemos por cada ruazinha gótica.

Até sorvetes de palito nós tomamos.

Este é o verdadeiro roteiro que você tem que cumprir quando estiver por aqui. Se deixar perder.

Permita-se não ter um traçado fixo e assim …

… descobrir que até o sol apareceu na hora dele se por.

Voltamos ao hotel pra descarregar as compras …

… e fomos pra Praça Catalunya, onde o corso dos Reis Magos passaria.

É quase que um desfile de Carnaval misturado com sábado de Aleluia, já que vários grupos mostram a sua versão da história dos Reis Magos (Balthazar, Gaspar e Melchior ) …

… e jogam balas pros inúmeros presentes.

Aproveitamos pra pegar algumas e curtir tudo, …

… até os sem-noção, os joselitos (não são os do jamón!), que apresentaram a história toda de uma maneira meio absurda, com música tecno ao fundo. Era uma rave dos Reis Magos! 🙂

O corso durou uns 40 minutos e ao término, todo mundo foi embora pra casa, especialmente as crianças que queriam ganhar os seus presentes o mais rápido possível.

Nós também voltamos, porque tínhamos uma reserva feita pro jantar na  Torre d’Alta Mar, um restaurante que fica a 75 metros de altura e exatamente numa parada do funicular que liga a Barceloneta a Montjuic.

Confesso que imaginava um lugar como o Terraço Itália (grande vista+comida razoável).
Ledo engano. A vista é mesmo maravilhosa, …

… são 360 graus de puro prazer e a comida não fica atrás.

Resolvemos pedir a la carte, porque a Re e a Dé estavam abrindo o bico. E mais ainda por causa do pequeno balanço que tudo apresentava (não se esqueça que estávamos bem acima do nível do mar. A Dé quase tomou um Dramin! rs).

Só eu pedi a entrada. Um magnífico polvo com salada de lentilhas e batatas.

Enquanto isso, tomávamos cava e um vinho branco Chardonnay Enate 2010.

A Re escolheu uma entrada como a comida da noite, o Wok de legumes e setas com trufas.

A Dé foi de linguado com um caldo de missó, queijo Idiazabal e cebolas

… e eu, de Bacalhau fresco com pimentões, chorizo picante e molho pil-pil.

Todos excelentes e na medida certa. Enquanto observávamos tudo, pedimos um sobremesa no esquema 3×1, o Abacaxi caramelizado com crumble de lima e espuma de crema catalana.

Saboroso e o suficiente pra nos reconfortar e querer dormir tranquilamente.

Descemos tudo o que subimos (agora pareciam 150 metros) e fomos pro hotel esperar pelo que os Reis Magos iriam nos trazer.

Se é que precisamos de mais algum presente, estando nos divertindo tanto em Barcelona!
Hasta.

Veja os outros dias da viagem:
Dia un – Barcelona – Espanha – Mercat de la Boqueria e Xocolateria Fargas; prazer em revê-los. Em todos os sentidos.
Dia dues – Barcelona – Espanha – O Barça passou como um Segway por cima do Osasuña.

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