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dcpv – dia I – 2 dias na região vinícola de carmelo, uruguai.

13/10/2016

Dia I2 dias na região vinícola de Carmelo, Uruguai

É, o grupo estava afiado.

Afinal de contas, já tínhamos nos divertido muito anteriormente tanto no Chile (Vale do Colchágua), como na Argentina (em Mendoza).

E desta vez, nos juntamos na vinícola Narbona.

Nós, a Dé e eu, viemos de Montevidéu de carro (quase 3 horas de viagem) e os amigos cariocas (Madá, Álvaro, Marcia e Vianney) de Buquebus e carro, via BsAs.

Chegamos primeiro e fomos alocados num quarto enorme …

… com vista pras videiras …

… e que tem o nome da uva icônica daqui, a Tannat.

Pra não dizer que tudo estava maravilhoso, o banheiro era muito velho e com móveis, digamos, não muito contemporâneos. 🙂

Aproveitamos, enquanto o pessoal não chegava, pra ir almoçar.

E experimentando um ótimo Tannat Narbona Roble 2012 …

… com o acompanhamento de um ojo de bife com chimichurri pra mim …

… e frango com polenta pra Dé.

Tudo estava muito caprichado e autêntico.

O pessoal chegou e aproveitamos pra matar a saudade, tomando um bom Pinot Noir, também da Narbona.

Descansamos um pouco, …

… olhamos uma parte da vinícola …

… e fomos nos preparar pro primeiro jantar do grupo.

Que foi no próprio restaurante da Narbona.

Não precisa dizer que tudo foi extremamente divertido e saboroso.

Como o menu era o mesmo do almoço, tivemos algumas repetições.

Comemos ojo de bife, …

… salada (pra Dé, óbvio), cordeiro, …

… canelone e ravioli, …

… além de experimentarmos e aprovarmos o vinho top do lugar, o Tannat Luz de Luna 2012.

Gostamos de tudo, conversamos muito (tínhamos mesmo que matar as saudades) e fomos dormir, vendo um céu estrelado.

Acordamos com um maravilhoso sol.

Tomamos o ótimo café da manhã do hotel …

… e aproveitamos pra ir conhecer a bodega.

Existe uma parte antiga e uma nova e moderna (segue o fotoblog).

Quando percebemos já era hora do almoço, …

… que seria numa vinícola próxima, a  CampoTinto.

Aproveitamos que no meio do caminho e dentro do complexo Narbona, existe o Porto Camacho e fizemos uma visita.

O Porto é muito bacana, …

… além de ter uma bonita loja de produtos Narbona (conservas, queijos, etc) …

… e um restaurante casual chamado Basta Pedro que é bastante simpático.

Prometemos voltar.

Seguimos para a  CampoTinto, onde tivemos uma breve explanação da sua produção bastante artesanal de vinhos.

São somente 15000 garrafas feitas anualmente, …

… sendo que a maioria é utilizada no próprio restaurante.

O enólogo Daniel nos explicou tudo …

… e, inclusive, experimentamos vinhos que estavam descansando em barricas de carvalho.

O Tannat 2016 estava muito bom.

Dali, seguimos para o almoço.

O restaurante é muito simpático …

…  e você tem duas opções de entradas, principais e sobremesas.

Acabamos escolhendo tudo. Bruschettas …

… e bolinhos de chicória.

Gnocchi …

… e peito de frango.

Flan com dulce de leche (taí, Eymard) …

… e creme brulée.

Tomamos um Tannat 2012 e assim conseguimos escolher quais vinhos compraríamos.

Nos despedimos com pesar …

… e, ufa, fomos nos preparar prum picnic que contratamos na Narbona.

Ele seria feito próximo as videiras …

… e a atração maior deveria ser o por do sol.

Andamos cerca de dez minutos e chegamos ao local.

Estava tudo preparado. Sanduíches, queijos, doces e vinhos.

Somando-se a conversa agradável, foi o que podemos considerar um programaço.

E o sol não nos decepcionou.

Tiramos várias fotos do seu por e continuamos a conversa até o escurecer.

Retornamos ouvindo uma trilha sonora de peso que o DJ Álvaro nos brindou e cantando..

Imagine tudo isso ao som de Rolling Stones, Ramones e Talking Heads? Wild, wild, life!

Continuamos a conversa noite adentro com o devido acompanhamento de mais algumas garrafas de Tannat. Um espetáculo!

Depois disso, só subindo a escada e dormindo o sono dos justos.

Adiós.

Veja os outros dias desta viagem:
Uno – 1,5 dias em Montevidéu – O que fazer na capital uruguaia?

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dcpv – 1,5 dias em montevidéu – o que fazer na capital uruguaia?

11 e 12/10/2016

1,5 dias em Montevidéu – O que fazer na capital uruguaia?

Era mais um encontro do nosso grupo de vinhos.

E desta vez seria em Carmelo, no Uruguai, mais precisamente no hotel da vinícola Narbona.

Estávamos quase completos, já que a Lourdes e o Eymard não puderam comparecer devido a problemas particulares.

Mas a Marcia Lube e o Vianney, a Madá e o Álvaro e a Dé e eu estávamos a postos.

Se bem que inicialmente nós dividimos em dois grupos: enquanto os cariocas optaram por iniciar o tour por Buenos Aires, nós fomos pra Montevidéu.

O voo Latam era bem cedo e nos permitiu, chegar por volta do meio dia e ainda aproveitar um pouco da cidade.

Escolhemos (com a ajuda da Nati) o novo hotel Hyatt Centric Montevideo, que fica no bairro de Pocitos.

Ele é bem modernoso e os quartos são amplos …

… e com uma excelente vista.

Sabe que tenho que concordar com os uruguaios e achar que o Rio da Prata é mesmo o Oceano Atlântico!

Além do mais uma atração turística fica bem em frente ao hotel. O letreiro típico de Montevidéu é bastante curioso …

… e a passagem de turistas pra tirar uma foto …

… é praticamente obrigatória.

Aproveitamos pra conhecer a região …

… indo a pé até o shopping …

… que não tem muita coisa diferente dos shoppings da vida, mas que te permite tomar um sorvete Freddo de doce de leite …

… e ao mesmo tempo, conseguimos perceber como a região é tranquila e que a cidade foi feita pra se caminhar.

Aproveitamos pra jantar no restaurante do próprio hotel, o Plantado.

Na verdade, já tínhamos almoçado lá.

Este almoço foi no estilo buffet e comemos muito bem.

Sem contar que todo o ambiente do restaurante é praticamente perfeito. Ele tem uma cozinha à vista, …

… uma linda oliveira antiga no centro de tudo …

… e uma decoração maravilhosa.

Já a noite, se é que isso é possível, tudo fica mais bonito ainda.

E como estávamos sem muita fome, resolvemos pedir somente entradas.

A Dé escolheu uma tortilha de batatas com o acompanhamento duma saladinha de verdes …

… e eu, não resisti ao polvo feito na brasa.

Ambos perfeitos e mais ainda, acompanhados dum vinho branco nacional, o Viogner Garzon.

Melhor que tudo, só precisamos de um elevador pra estarmos no nosso confortável quarto.

Já no outro dia, pela manhã, fomos conhecer a Cidade Velha.

Pegamos um uber e fomos direto para a Plaza Independência.

Ela é o centro nevrálgico de Montevidéu e tem visual classudo e muito interessante.

Vimos o Palácio Salvo, a porta de entrada da cidade …

… e muitos outros prédios históricos.

Descemos pela rua Sarandi, …

… cruzamos com a praça da Matriz …

… e encontramos um oásis, o Café Brasilero.

Ele é histórico, já que existe desde 1877,…

… e a filosofia slow food dele é fantástica.

Vale tentar fazer a tradução literal do seu princípio. Ele é muito bacana (Desfrute a conversa, saboreie tua comida como se tivesse tempo, conte as gotas de café que te faltam, viva!).

Seguimos caminhando até o Mercado do Porto.

A ideia inicial seria almoçar no El Palenque, um assador de carnes famosíssimo. Chegamos lá, observamos bem e vimos que os pratos eram enormes (e cá pra nós, com tremenda cara de ser um daqueles restaurantes turisticões).

Resultado? Fomos ao Jacinto, um lugarzinho mais aconchegante …

… e com uma comida bem comfort.

A Dé pediu um peito de frango com bacon e purê de batatas com azeite e manjericão que estava dos deuses.

Eu escolhi gnocchi de batatas com crosta de presunto de Parma e um molho de limão que não ficou atrás.

Tomamos duas taças do mesmo Viogner Garzon de ontem à noite e estávamos felizes.

Voltamos ao hotel, …

… e fomos aproveitar a tarde futebolisticamente.

Como? Indo ao lendário estádio Centenário …

… e conhecer o seu Museu do Futebol.

Olha, este passeio é bem diferente, mas nunca a expressão museu foi tão bem utilizada.

Tudo é muito velho …

… cheira, literalmente, a história.

Conhecer o campo é bastante curioso, …

… mas verdade é que ele é um Itaquerão de cem anos atrás.

No mais, foi muito legal conhecer memorabílias  que eu jamais imaginaria ver ….

… e as referências ao Maracanazzo são inevitáveis.

A visita foi uma curtição e logo estávamos de volta ao hotel pra conhecer a sua Deli. Aproveitamos pra comprar um bom azeite 33graus, …

… tomamos dois bons expressos e comemos um bom doce com o excelente doce de leite uruguaio.

Só faltava o jantar.

Escolhemos um lugar famoso e charmoso, o Francis Punta Carretas.

E não nos arrependemos.

Enfim, fica a sensação que Montevidéu é um lugar bacana pra se conhecer num final de semana (não muito mais do que isso).

A cidade é bem limpa, o povo é muito educado e sentimos segurança o tempo todo, …

… além da comida e do vinho nacional serem muito bons.

Ou seja, recomendamos. Adiós.

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dcpv – dia cinco e último – punta – “tranquijo” e sereno

    16/01/11
    Punta Dia Cinco e Último – “Tranquijo” e Sereno
     Sabe aqueles dias da viagem que você deixa pra não fazer nada ou quase nada?
    Pois foi esse domingão. A Dé queria levar a D. Vera pra fazer algumas comprinhas.
    Então aproveitamos pra fazer o programa regular deste pequeno tour:  acordar cedo, passear pela redondeza (deixa eu explicar mais uma vez: acho um tremendo charme além duma total e completa personalidade, as casas terem nome em vez de números aqui em Punta) e tomar um lauto café da manhã.

    Logo após, fizemos um passeio despretensioso pelo centro a fim de conhecermos o farol da região da Península e a singela Iglesia de la Candelaria (que parece com a Nossa Sra Aparecida aqui de Ferraz) ….

    … onde vimos o comprovado menor hotel do mundo!

    Seguimos em direção a La Barra pra procurar onde almoçar. Aproveitamos pra conhecer as casas maravilhosas da região do hotel L’Auberge  …

    … e pensamos em como seria legal morar numa rua com nomes de grandes poetas/escritores.

    Escolhemos a deli-café Baby Gouda, que fica em Manantiales .

    O lugar (mais uma dica da Carla Pernambuco) é bichogrilesco e porralocoso ao extremo.

    Fica praticamente de frente pro mar e tem uma aura daqueles restôs que você chama de seu.

    O calor estava insuportável  (44ºC, comprovados), …

    … aproveitamos pra sentar numa sombra e tomamos um excelente vinho branco Juanicó.

    Pedimos como entradas uma salada de verdes, …

    …  e um ceviche que estava ao ponto, ou seja, com bastante limão e o peixe bem fresco.

    Como principais, espaguette no wok (quase um Pad Thai) pra  Dé e pro Sr Antonio, …

    … ojo de bife pra D Vera …

    … e um espaguete com frutos do mar pra euzinho que estava de chorar.

    Trocamos a sobtremesa de lá por legítimos sorvetes do Freddo e melhor, …

    … com uma vista de tirar o fôlego, além da delícia comprovada daquele doce de leite! rs

    Fala a verdade se não é bonita?

    Voltamos ao hotel, demos uma olhada na cansada feira de artesanato da praça Artigas …

    … e fomos jantar no restaurante do hotel Hotel Serena. Aí começou o nosso pequeno drama!

    De repente, o tempo mudou bruscamente (a temperatura caiu dos 44ºC pra 20ºC), o céu ficou muito nublado e começou a chover forte.

    Tanto que o pessoal do hotel ligou pra dizer que a nossa mesa que estava marcada pra ser lá fora (e de frente pra La Mansa) teve que ser transferida pra dentro do salão. Como marcamos bem na hora do por-do-sol, sobrou a frustação de sabermos que aquele sol esperado não estaria brilhando.
    Pra piorar mais um pouquinho, esqueci de colocar a bateria na câmera. Pronto, nem tinha como registrar o jantar que, se o tempo não nos permitiria admirar nenhum por do sol, certamente  a comida nos proporcionaria uma grande prazer.

    Improvisamos e usamos o celular como câmera. Estávamos comemorando com 4 taças de champanhe quando um estranho fenômeno aconteceu. Aquele céu totalmente cinzento se abriu somente numa estreita faixa do horizonte e o sol começou a aparecer.

    Começou timidamente, mas depois foi tomando corpo e resultou em colorações espetaculares. Aquele pedaço do céu ficou tingido dos mais diferentes tons de laranja,

    Enfim, uma noite pra não esquecermos jamais. Ainda mais pela comida que esteve absolutamente perfeita.
    Pedimos duas entradas pra compartilhar (o fenômeno Piemonte estava se manifestando, ou seja, estávamos empanturrados ): uma caprese …

    … e um trio de ceviches no ponto. Todos os peixes (salmão, linguado e brótola) frescos e muito bem temperados.

    Tomamos 2 vinhos Don Pascual: um tinto Cabernet Sauvignon e um branco Chardonnay.

    Os principais chegaram e em homenagem a grande matéria-prima de Punta, todos fomos de frutos do mar. A D Vera foi de peixe no vapor. Uma tremenda brótola cozida com limão.
    O Sr Antonio pediu o peixe com molho do chef. Muito bom e acompanhado dum arroz mais molhado ainda.
    A Dé pediu o linguado da casa e eu, pra variar, fui de polvo na brasa com um molho de azeite apimentado que estava digno do espetáculo do poente (não precisa nem dizer que as fotos ficaram uma eca!).

    Só nos restou pedir 2 taças de sorvete e terminarmos a viagem com o sabor mais marcante de toda a viagem na boca: a doçura e o equilíbrio do dulce de leche do Freddo (uau, será que vicia?).

    Pronto, quando o Diogão dos Destemperados nos indicou este lugar (“pra fazer um happy hour no bar da piscina pra ver o por do sol e depois espichar pra um jantar imperdível no Serena “), eu já tinha planejado tudo. Seria uma despedida em alto estilo com tudo o que a situação merece.
    A lei de Murphy deu o seu sinal e nós a aproveitamos pra garantir que mesmo quando as coisas parecem que não darão certo, cabe a você transformar tudo num acontecimento agradável.

    Tudo bem: a natureza colaborou muito, mas certamente tivemos um espetáculo tão diferente e único, que acho que dificilmente o repetiremos.
    Cá pra nós: é pra isso que viajamos, né?

    Hasta.

    Siga esta viagem toda através destes outros links:

    Dia uno – Encantados com o L’Incanto

    Dia dos – La table de dulce de leche

    Dia tres – Jose Ignacio, um lugar pra devanear

    Dia quatro – Rodando muito e encontrando bom vinho em Punta

    .

dcpv – dia quatro – rodando muito e encontrando bom vinho em punta del este.

Dia quatro Rodando muito e encontrando bom vinho em Punta del Este.

O dia amanheceu nublado. O que não nos impediu de dar uma boa caminhada pela praia Mansa.

Mais precisamente do Conrad até o Porto, passando pelas palafitas praianas de Punta.

Tentamos encontrar o efusivo mercado de peixes, mas só achamos umas raras e parcas caixinhas de pescados.

Voltamos pro hotel e planejamos o dia. Que bela bruma, não?

Fomos primeiro ver a cult Mão do Afogado.

Que é uma obra do chileno Mario Irarrazabal, famosíssima em Punta. Ele pensou numa obra que significasse “a presença do homem na natureza”. Na verdade, todo mundo faz a associação a uma pessoa afogada!

Interessante e acredito que ninguém passe pelo balneário sem ao menos tirar um par de fotos por lá.

Seguimos para La Barra e no caminho fomos conhecer o Parque El Jagüell.  Quer dizer, demos uma passeadinha de carro pois o lugar é bem feinho e com umas estátuas super-bizarras de bichos em madeira e sem muito propósito.

Dali fomos pro Museo del Mar que fica ao lado do Museu dos Insetos, recém inaugurado. Ambos são muito bons  e por razões distintas.

O de insetos é arquitetonicamente esquisito já que é um galpão de madeira retangular parecido com um container.

E é interessante ao extremo pois contém a coleção completa de 3 malucos com tudo o que é tipo de besouro e …

… de todas as cores.

Até insetos carnavalescos nós vimos (provavelmente desfilaram pela Beija Flor).

Já o do Mar é estranho, pois ele leva a ferro e fogo o estereótipo do museu: coisas velhas em profusão.

Tudo bem que tem um montão de esqueletos de baleias, …

… vários exemplares (uma pena que empalhados) das galinhas do mangue, …

… cabeças de jacarés gigantes, …

… cavalos-marinhos vivíssimos …

… e até um fundo do mar espetacular e em 3D (ai, que saudades da Disney).

O problema mesmo foi o cheiro de mofo!
De qualquer maneira, é um combo Mar+Insetos muito interessante.

A partir daí, começou o nosso drama. Ou melhor, o meu pois tinha reservado um daqueles restaurantes escondidos que existem em Punta, o Lo de Miguel na Finca Narbona que é uma filial duma vinícola orgânica muito boa do Uruguai.

Rodei um montão e pra todos os lados de La Barra. E nada de encontrar a tal Finca. Fomos até ao novo hotel Fasano que, por sinal, é loooooonge demais de tudo.
É claro que se eu tivesse lido este post do mago Diogão dos Destemperados teria achado facilmente. Paciência, fica pra próxima.
Resultado: após termos passado meia hora da reserva, resolvemos deixar pra lá e comer no Fish Market, um botecão de frutos do mar em Manantiales.

E a escolha se mostrou correta: o lugar é despojadíssimo com um jeitão de lanchonete, mas com uma comida saborosa e extremamente competente. Louve-se uma trilha sonora de fazer inveja a muito lugar da moda.

Pedimos um pouco de cada: batatas fritas,…

… empanada, …

…. salada de abóbora, …

… sanduba de peixe, …

… bolinhos de arroz, …

…um peixinho frito e polenta assada (esta foi especialmente pra Dé).

Tudo no ponto correto, muito bem temperado e no tamanho certo.
Acompanhamos com um belo Leyda Sauvignon Blanc 2009.

Pra encerrar, traçamos 2 ótimos affogattos ….

… e um sorvete de frutillas.

Certamente o melhor custo x beneficio do tour.

Além daquela vibe de fazer você parecer um habituée da própria praia Bikini.

Voltamos, demos uma passaeada de bike na região do AWA e fomos nos preparar pro tour enológico na Bodega Alto de la Ballena.

Mais uma dicaça do Luiz Horta. Li no Paladar que ele está apaixonado pelos vinhos uruguaios, acabei entrando em contato e perguntei se ele conhecia alguma vinícola boa em Punta.

Ele não pestanejou e disse: Alto de la Ballena. Ainda me passou o site, aproveitei e reservei a visita pras 19:00 hs. E foi verdadeiramente emocionante.

Chegamos (fica a uns 30 km de Punta) surpreendentemente no horário e fomos recebidos pela Paula (proprietária ) e pela Maria, que trocou e-mails comigo quando da reserva.

Éramos só nos seis. E foi muito legal ver que pessoas apaixonadas por vinho, como a Paula e o marido dela, ainda conseguem fazer um grande produto com entusiasmo e aquele brilho nos olhos de quem ama aquilo que produz.

O lugar é absolutamente lindo. Planícies, lagos, montanhas e por-do-sol.

E que por-do-sol.

Iniciamos com a Paula nos mostrando  um parreiral de Syrah, …

… inclusive, com uvas próximas da colheita que seria feita em março (elas enviaram um e-mail avisando que a festa da Vindimia seria no dia 12/03).

Perguntei um montão de coisas e depois fomos pro lugar onde faríamos a degustação, tanto dos vinhos da bodega, como de queijos uruguaios e grissini (19,5 na cotação do Guia Óleoluz).

Tomamos um ótimo rosé, …

… um excelente cortado de cabernet franc, outro de tannat e merlot, um cabernet franc varietal diferentaço, um charmoso merlot e finalmente, um syrah potente.

A esta hora, a descontração era total e conversamos bastante sobre o mundo dos vinhos. A Paula nos deu altas dicas de como proceder pra produzir excelentes exemplares (é,sócio. Parece que pintou mais um negócio na LoNgueluz!)

E ainda tivemos um bônus track: um maravilhoso por-do-sol. Com direito a ouvir o som do vento e a comungar com todos numa paz absoluta.

Só nos restou comprar algumas garrafas e nos despedirmos dos nossos anfitriões (se quiserem experimentar, passem na D’olivino  que é o importador oficial dos vinhos Alto de la Ballena por aqui e procure pela Tatiana).

Terminamos a noite comendo churros do  Manolo (um clássico em Punta) …

… e dando uma passada pra faturar “algum” no Conrad.

That’s all, folks.

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dcpv – día dos – punta del este – la table de dulce de leche

13/01/2011

Dia Dos – Punta del Este – La Table de Dulce de Leche.

Acordamos com o sol a pino.  E isto as 7:30 de la matina.

Tínhamos planejado dar uma bela caminhada que foi devidamente adiada por motivo de força maior, ops, calor maior.

Tomamos um reforçado e ótimo café da manhã no hotel e rumamos pro Tambo el Sosiego.

Pra quem não sabe, é lá que o famoso doce de leite Lapataia (aquele da vaquinha) é feito.

O lugar é bem bacana com um restaurante legal, uma área de produção minúscula pra visitação, …

… vários animais, …

… hortas orgânicas (do tamanho da produção de dulce de leche), …

… e lojinha …

…, além dum montão de passageiros de cruzeiros.

 Que pareciam uma nuvem de gafanhotos destruindo tudo o que é doce de leite que viam pela frente.

Conseguimos escapar da invasão e fomos pra Casapueblo, o museu-hotel-stúdio que o grande artista uruguaio Carlos Páez Vilaró projetou e construiu.

Lembra daquela música “era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada” do grande Vinícius?  Pois dizem que ela foi feita na Casapueblo, justamente no período em que ele estava no exílio e morando junto com o amigo Villaró.

Realmente é um lugar marcante e que você tem que ir pelo menos uma vez na vida.
Ela tem muita semelhança com uma vila grega pois é toda branca e fica encravada nos penhascos.

Internamente, tem infinitas salas batizadas e ruas com vários nomes de amigos de Vilaró (alguns bem conhecidos por nós), …

… e muito níveis, escadas  e sacadas. Belísssimas sacadas.

Além das tremendas vistas do oceano (que na verdade é o Rio da Prata!)

Muitas obras de arte do proprietário estão expostas (e à venda) nas inúmeras lojinhas.

E quase todos os cantinhos são aprazíveis.

É um lugar mágico. E o Vilaró é um exemplo de tenacidade pois ele teve um filho envolvido num acidente de avião (aquele do time de rugby) e ele insistiu tanto que eles poderiam estar  vivos (o acidente foi na Cordilheira dos Andes) que mesmo após 3 meses do acontecido, ele conseguiu  convencer pessoas a continuar com o resgate e finalmente, rever o filho.

Demos mais uma volta pela ruta panorâmica (aquela em que parece que o carro vai mergulhar no oceano) …

… e resolvemos almoçar na Península, bem no centrão onde os restaurantes caça-turistas proliferam.

Escolhemos um até que conhecido, o Virazon.

Sentamos na parte aberta e de frente pro mar.

Tomamos um clericot (praticamente uma sangria adocicada com vinho branco) e comemos muito bem.

A D Vera e o Sr Antonio pediram camarões; um arroz com eles e …

… eles ao alho e óleo.

A Dé foi de brótola com batatas, um peixe branco e exclusivo daqui que caiu nas graças da família.

Eu, pra variar, testei  os mexilhões uruguaios e à provençal. Absolutamente deliciosos.

Sobremesa? Sorvetes do Freddo. E no Freddo.

Dulce de Leche em profusão.

 Voltamos ao hotel, demos uma descansada e nos preparamos pra faturar um montão de grana.

Fomos ao Conrad (ooô, oô, ooô!).

 E a D Vera e o Sr Antonio conseguiram o milagre de ver o seu investimento multiplicado por 60% em apenas 5 minutos! (Sim, este painel é do Vilaró.)

Tudo bem que eles jogaram U$5, mas imaginem se fossem U$500.000 ? 🙂

Saímos correndo pois tínhamos reservado uma “table” no Table de Jean Paul. Esta também foi uma bela dica do Diogo Destemperados.

Este restaurante é pertinho do hotel e é o novo endereço do afamado chef Jean Paul Bondoux (dono também do La Bourgogne e único Relais&Chateaux de Punta).

Reservei pras 20:30 hs. Cedo, muuuuito cedo pros padrões puntísticos. Tão cedo que tivemos a impressão que todo este belo restaurante trabalhou somente pra nós.

O lugar é a expressão de Punta: sofisticado e despojado; rústico e chique; metido e simples. Escolhemos comer na parte externa, pois estava bem quente e a brisa ajudava bastante. Além do dia estar claro, claríssimo (maravilha, o sol se põe as 21:00 hs! )

Couvert corretíssimo com pães quentinhos e um belo trio de tomates temperados, maionese caseira   e caviar de beringelas.

Também serviram um azeite especial, o Punta Lobos, feito por aqui mesmo em Maldonado. Apimentado e fresco, acompanhou muito bem  todo o nosso nham-nham.

Como entradas, um mix de quesos e …

… um de salumi. Ambos misturando produtos das tables francesas e uruguaias.

O menu do Table é bastante conciso e com sotaque eminentemente francês. Apenas 2 pratos de peixes, que o a D Vera e o Sr Antonio escolheram, o peixe do dia com legumes e manteiga de manjericão ( o dela, um linguado e o dele, uma brótola); …

… um peito de frango com arroz de limão pra Dé (numa apresentação bacanésima) e …

… um bifão de cordeiro com batatas e tomate confitado  pra mim.

Todos os pratos estavam excelentes, porém bem grandes (me pareceram com influências mallmannianas).
O sommelier (muito bom assim como todo o staff) resolveu a equação quase insolúvel  nos propondo um Pinot Noir neozelandês Vicar’s Choice que fluiu  bem com tudo, tendo, inclusive, contado com a participação ativa da D Vera na brincadeira.

Ficamos mais um tempão admirando a lua e todo o entorno do restaurante.

Frise-se que a decoração das mesas era muito original com a farta utilização de luz negra pra evidenciar a beleza de tudo.

Só nos restou ir embora com a certeza que o Table é verdadeiramente uma mesa pra chamar de sua. Valeu, Diogão!
Até amanhã,  quando exploraremos o lado mais selvagem de Punta, Jose Ignacio.  E retornaremos ao Conrad com a intenção clara de quebrar a banca novamente.

Nos aguarde, Amaury! (ooô, oô, ooô)

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dcpv – día uno – punta del este – encantados com o l’incanto

12/01/11

Día Uno – Punta del Este Encantados com o L`Incanto.

Voo tranqüilo da TAM pra Montevideo.

 O stress (como o usual) foi protagonizado pelo pessoal da PF brazuca que resolveu trabalhar no esquema baiano, ou seja, beeem devagarinho e acarretando num congestionamento monstro na hora do embarque. Nossa Senhora das Copas do Mundo que nos ajude.

Chegamos (a Dé, eu, a D. Vera e o Sr Antonio, meus sogros) em Montevideo e fomos pegar a Captiva alugada da Europcar. Sossegado e demorado também.

Com o tempo muito bom (um tremendo sol), rumamos pra Punta . São uns 140 km (quase duas horas) de puro prazer pois a paisagem é bacana e a excelente estrada também ajuda bastante.

Por volta das 16:00 hs estávamos fazendo checkin no bonito e cheiroso AWA boutique +  design hotel.

Quartos espaçosos com móveis de grife, obras de arte, …

…  um lounge ao lado do restaurante e da piscina bastante agradável  além um staff pra lá de amistoso são alguns dos predicados do estabelecimento.

Estávamos com fome e resolvemos fazer uma boquinha no restaurante do hotel mesmo. Como a cozinha tinha fechado, só nos restou comer alguns pratinhos corriqueiros.

Os meus sogros foram de milanesa de lomo com fritas.

A Dé de sanduíche de pão árabe com salmão, abacate e dill. Taí uma mistura bem criativa.

Eu de chivito, o famoso sanduba mata-fome uruguaio com bife, ovo, bacon e otras cositas menos votadas. Além das ótimas papas fritas.

Tudo dentro da normalidade,ou seja, muito bom. Enquanto a D Vera e o Sr Antonio descansavam um pouco, eu e a Dé aproveitamos  pra reconhecer a área do hotel.

Fomos dar uma caminhada pela região e chegamos até a praia La Brava. Foi uma andada tranqüila com direito a altos visuais…

… e uma passada por bairros com casas bonitas e com nomes. Esta é uma particularidade bacana e lírica em Punta: as casas não tem números; cada uma tem o seu nome e conseqüente personalidade. Qual nome você daria pra sua casa?

Inclusive, acredito que a família Federico ( Sódoces) aportou por lá. 

As 20:30 hs (horário cedíssimo pra ferveção puntística), chegamos ao restaurante L’Incanto (uma dica comum da república dos gaúchos, representada pelo Diogão Destemperados e pela Carla Carlota Pernambuco).

Frise-se que o sol se põe por volta das 21:00hs, horário muito conveniente pra quem gosta de ver o por dele (nós mesmos) e pra turistada (nós mesmos, again!)

O lugar é bacanésimo com uma decoração ao mesmo tempo despojada e chic (coisa rotineira em Punta).

Cadeiras de grife se misturam a madeira de demolição além das muito bem sacadas aberturas no teto .

Confesso que ao ver o menu, pensei que seria a maior roubada. Afinal de contas ele continha tudo o que você possa imaginar. Comida italiana, japonesa, uruguaia, francesa e até caipirinhas!

Mas a medida que as coisas foram chegando, percebemos que a finalidade da casa é fazer com que você volte mais vezes pra experimentar tudo.

Começamos devorando o couvert e pedindo umas bruschettas de tomate e uma salada de rúcula com parmesão. Absolutamente perfeitos.

Enquanto isso, uma garrafa dum Juan Carrau Chardonnay 2009 foi aberta e era tão boa que até a D Vera bebeu a parte dela (coisa rara).

Como principais, duas brótolas alle erbe pros meus sogros com batatas com ervas e tomatinhos confitados. Uma beleza! (NR – Brótola é um peixe branco oceânico característico dos mares azuiis-celestes).

A Dé pediu uns saborosos ravioli verdi com um molho noisette e sálvia frita,

Eu, um tagliatele ao ragu de carne verdadeiramente vero.

Uns sorvetinhos (dulce de leche, pistache e creme) selaram a noite com chave de ouro. Além do limoncello, uma simpática cortesia da casa.

Este primeiro dia (e o da viagem) terminou com um passeio de carro pela orla e também com o nosso primeiro contato com o famoso Conrad (ooô, oo, ooô, … ).

Amanhã entraremos lá no cassino com o pensamento numa vitória.

 Quem sabe uns 1000 Pesos (ou melhor, 100 Reais?) 🙂 .

Hasta,

.


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