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dcpv – da cachaça pro vinho – veggie e tariano

número 404
09/12/14

dcpv – Veggie e tariano.

“Que tal ser vegetariano, pelo menos de vez em quando?”
É com esta pergunta que inicia o prefácio do livro “Comidinhas francesas vegetarianas” da Valérie Lhomme (editora Alaúde) que os sócios deram pra Dé.

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Afinal de contas, eles, a Lourdes e o Eymard sabem muito bem que a Dé é uma adoradora de coisas vegetarianas.

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Veja bem, ela não é caxias, mas quando pode, coloca uns legumes na alimentação daqui de casa (e também não gosta nada de carne vermelha).

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Daí pra escolher receitas que formariam um menu foi muito rápido.

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Vamos lá, então, saborear estes pratos veggies tão maravilhosos (xiiiiiiii!).

Entrada – Creme de abóbora com leite de coco.

Taí uma daquelas receitas pra entrar nas habituées daqui de casa.
Numa panela grande, frite com azeite duas cebolas pequenas picadas.

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Adicione 1,5kg de abóbora menina cortada em cubos e refogue por 5 minutos.

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Despeje 1 xícara de chá de caldo de legumes.
Junte uma pitada de canela em pó, outra de pimenta da jamaica e tempere com sal e pimenta do reino.

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Tampe a panela e deixe cozinhar por 15 minutos ou até a abóbora ficar macia.
Coloque 1 1/4 de xícara de chá de leite de coco. reaqueça o creme sem deixar ferver.

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Sirva em cumbucas, despejando um pouco de leite de coco.

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Aproveitei e dei uma decorada com lâminas de amêndoas tostadas. Ficou bom mesmo!

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É claro que aproveitamos a oportunidade pra tomar uma cava Freixenet que foi “flexco, freixa ligeira, brutal, invocable”, segundo os macrobióticos, nós mesmos.

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Principal – Risoto de legumes verdes.

E lá vou eu fazer risoto novamente. E este é totalmente veggie.

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Pra variar, é feito no mesmo formato de sempre. Inicia fritando cebola, …

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… juntando o arroz, …

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… adicionando vinho branco e logo após a evaporação, caldo de legumes (feito em casa).

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Após 10 minutos, coloque legumes verdes junto com  o arroz (ervilhas frescas, ervilhas tortas, edamame e pontas de aspargos).

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Aí é só esperar o arroz ficar al dente (mais 8 minutos) e finalizar com manteiga e queijo parmegiano ralado.

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Ficou bem verde e vegetariano, ou seja, bom.

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Tomamos um vinho tinto italiano, o Negroamaro Roccamora2011 que foi “falso, cruzada, escolástico, inominável”, segundo os adoradores de legumes, nós mesmos.

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Sobremesa – Pudim de paçoca.

Desta vez, a D Vera não mostrou sinergia com o menu (e o Deo e o Mingão adoraram).

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Este pudim de paçoca tinha calorias saltando pelo ar, mas serviu pra dar energia (e muito açúcar) pra todos.

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Pra variar, estava uma delícia.

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Eis a opinião dos senhores verdes:
Veggie é bom?Ate que é, mas … (Edu)
Eu sou veggie. (Mingão)
I’m Vegas!!! (Deo)

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“Seja um vegetariano convicto (o que não é o nosso caso) ou apenas um apreciador da riqueza de sabores e texturas das frutas (aí, sim), este livro é para você”.

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É isto mesmo. Dar uma desopilada de vez em quando, faz muito bem.

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Afinal de contas, o tal detox está mais do que na moda!

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Bye.

.

 

 

 

 

dcpv – da cachaça pro vinho – jour treize et dernier- montmartre+amelie+cozinha vegan+passeio no marais+apê=Paris.

vive la france
16/02/10

dcpv – jour treize et dernier – Montmartre+Amelie+Cozinha Vegan+Passeio no Marais+Apê= Paris 

Último dia em Paris.

E fomos pra Montmartre pra Re nos guiar no passeio que ela mais gostou (e com o utilíssimo Guia Conexão Paris da Lina na mão) .

Detalhe (viu EmíliaArnaldo): gostamos muito também.

Primeira parada: o célebre Moulin Rouge.

Não fomos ao show, mas não tinha como não registrar a personalidade marcante do lugar.

E já que o assunto era moinho, fomos tomar café no Des 2 Moulins, aquele onde a Amélie trabalhava.

A fachada é a mesmíssima e o bar também.

O problema é que você fica procurando o restante. A tabacaria, os personagens, o “mala” com o gravador. E não acha.

Pelo menos o duende estava por lá (tinha acabado de chegar de viagem!! rs)

Continuamos caminhando pelo bairro e entendemos o porque do parisiense comum gostar de passar um dia turistando por lá.

Subimos e tivemos vistas estonteantes da belíssima dupla Sacré Coeur/Paris.

Como esta …

… e esta…

… e mais esta. É claro que conseguimos desviar dos “espertos” que queriam nos colocar pulseirinhas do “Senhor de Sacré Couer”, bichim!!

Continuamos o passeio pela linda praça turisticona, a Place du Tertre e …

… fomos um pouco além, até as últimas videiras de Paris, que inclusive, ainda rendem vinho e tudo o mais. Elas estavam sequinhas, sequinhas.

Aproveitamos pra almoçar lá mesmo e num restaurante ovo-lacto-vegetariano, o Au Grain de Folie.

Bom, restaurante é um pouco de força de expressão já que o lugar é minúsculo (dez lugares, 5 mesas de 2 pessoas) e os cargos de chef, atendente, caixa, lavador de pratos e sommelier são exercidos por somente uma pessoa. Eu não sei como não ela não fez um showzinho também!! rs

E incrível: a comida é excelente. Inclusive, vendem cestas básicas por lá.
A Dé que é adepta, queria trazer algumas pra Ferraz de Vasconcelos.

Os pratos são praticamente únicos com variação da porção central.

Todos comemos alface fresquíssima, feijão, arroz integral, legumes refogados e variamos os pratos com um creme de gengibre, um pão com queijo de cabra e uma torta.

Além do vinho da casa, que mesmo não sabendo a procedência, era muito bom.

Extremamente divertido e um programa familiar. Ainda mais com a aura de Montmartre.

Voltamos pra dar uma última passeada pelo nosso bairro, o Marais e aproveitamos (a Re estava se despedindo de Paris, do curso e da amiga Silvana) pra comermos/degustarmos 4 Millefeuilles do Lenôtre, eleito pela família o melhor doce de toda Paris.

Enfim, o dia acabou e esta viagem também, mas ficou a constatação de que alugar um apartamento é bom demais, pois se fica claro que você jamais será um dos locais, também fica claro que o mais perto que você pode chegar disso é alugando o tal.

Ainda mais numa região igual a que ficamos com movimento o tempo todo (inclusive nos finais de semana) e com os devidos lugares pra te enturmar da melhor forma.

Talvez o fato que mais nos marcou foi ficarmos viciados em comer a baguete da Aux Désirs de Manon que fica exatamente na saída do metrô St Paul  (a uma quadra do apê).

Pode parecer caipirice, mas trouxemos duas pra casa.
E esta nossa noite (a de quarta) em plena Ferraz de Vasconcelos ficou bem melhor com elas!

Au revoir, Paris! Até breve!

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dcpv – da cachaça pro vinho – 22º interbBlogs – gourmandise no dcpv

01/12/09
Número 238

dcpv – 22º interblogs – Gourmandise no dcpv

“Oi, Edu. Que bom que gostaram! Tentamos montar receitas com poucos ingredientes e de fácil execução, assim todos que lerem o seu blog poderão fazer em casa também. Imaginei que estaria calor na época da execução dos pratos, por isso pensamos em fazer um menu com coisinhas refrescantes”.

Foi assim que a Nina respondeu ao meu e-mail sobre as impressões deste 22º interblogs (quer saber o que é?).

E pela resposta dá pra imaginar o que foi que eu escrevi sobre o jantar!

Vamos ao princípio: em 16/09/08, convidei a Nina e o Marcel do excelente blog Gourmandise pra indicarem um menu pra nós. Tivemos algumas idéias (comida japonesa, utilização de um ingrediente comum a todas as receitas, etc) e de repente, já que a conversa versava sobre legumes; porque não fazer um menu veggie?

Daí foi um pulo pra eles pensarem em usar chá em todas as receitas, agregados a um conceito ovo-lácteo-vegetariano.

Pronto! O tempo passou (mais de um ano) e o menu foi enviado por eles. Ele tem uma simplicidade e um toque tão pessoal que só de ler, já dá pra imaginar como ele é bom!

Os pratos são de rápida confecção mesmo e utilizam chás e infusões.
Antes de mais nada, deixa eu definir a exata diferença entre este dois: Chás  – são compostos apenas por Camellia Sinensis em água quente. Infusões – quando são elaborados com flores, frutas, ervas e outros líquidos.

É claro que esta definição foi da Nina e que aproveitei (interblogs também é cultura!) pra aprender e divulgar pros meus pares!
Portanto, com este clima zen e com a característica de ter uma comida saudável, leve e saborosa; vamos ao 22º interblogs, o Gourmandise no dcpv (e consequente 22º capítulo do nosso livro).

Bebidinha – Mojito de Capim Santo.

Facílimo de fazer e refrescante : macere capim santo com açúcar e junte H2O limão. Coe e encha um copo com muito gelo. Pronto!

Antepasto – Tomates frescos e Cidreira.

Este prato é instigante pois o contraste dos legumes com o mel e a pimenta dedo-de-moça além da junção  do chá de cidreira, o tornam inesquecível.

Basta fazer uma infusão com 2 saquinhos de cidreira, espremer os saquinhos e reservar. Antes disso, corte cebola em brunoise e deixe de molho em água fervente por 15 minutos.

Aí é só misturar o tomate sem pele e sem sementes também em brunoise (em bom português, em cubinhos), alho amassado, coentro e salsa picados, sal, mel, dedo-de-moça picada e juntar à infusão de cidreira.
Sirva com finas fatias de baguete torrada.

Iniciamos o serviço tomando uma bela água com gás saborizada com rodelas de laranja pera, hortelã e muito gelo (mais uma indicação deles).

Salada de pepino, queijo de cabra e hortelã.

Como a própria Nina disse, estes pratos são refrescantes e leves, compatíveis com o calor reinante. E são mesmo!
Uma salada de pepino japonês cortado em rodelas …

… queijo de cabra esfarelado …

… e um molho fotográfico ao extremo composto de azeite, vinagre de framboesa (uma delícia), mel, sal e folhas de hortelã branqueadas rapidamente pra logo após, frear a cocção através duma banho na água gelada.

  

Acabei montando os dois, tanto o antepasto como a entrada num prato só.
Foi aprovadíssimo e louve-se que a Dé já incorporou as duas receitas ao menu aqui de casa.

Continuamos com a água saborizada e abrimos um vinho branco com a uva indicada pelo Marcel, a Sauvignon Blanc, o De Los Man 2004 Chile, que foi “delicado, bicho grilo, insípido, que vinho?” segundo os animados ovo-lácteo-vegetarianos, nós mesmos.

Principal – Pasta alla Carbonara Veggie.

O primeiro prato que elaboramos pra este menu foi o principal, o Pasta alla Carbonara Veggie. No lugar do guanciale, usamos o LapSang Souchong, um chá preto chinês defumado. O aroma lembra muito o do bacon, mas o paladar é muito mais leve e já que a referência dele era italiana, achamos que seria plausível utilizar a mesma linha pros outros pratos”.

Parece simples, né não? E é, além de ser extremamente confortável e saboroso!
A grande sacada foi usar o chá como especiaria. Neste caso ele é triturado no almofariz.

No restante, é uma Pasta alla Carbonara comum só que com a utilização de ótimos ingredientes: gemas de ovos caipira ( veja a cor)…

… creme de leite fresco, Parmegiano Reggiano italiano, sal, pimenta e espaguete grano duro.

Todo mundo amou e comeu duas vezes. Inclusive a Dé que estava maravilhada com o sabor, a cremosidade e a delicadeza do prato.

Tomamos, seguindo uma pista do Marcel, um tinto italiano, o Colle Secco Montepulciano D’Abruzzo 2005 que além de ter uma bela e bojuda garrafa, foi “coadjuvante, italianaço, bello antonio potente, que vinho!” segundo os macrobióticos, nós mesmos.

Sobremesa – Panna cotta com Earl Grey.

A panna cotta é um clássico da confeitaria italiana, só recebeu um toque de Earl Grey (composto por chá preto e bergamota) para perfumar”.
Foi assim que a Nina indicou o princípio da receita que a Dé executou. E o doce ficou perfeito.

A Panna Cotta contém leite integral, creme de leite fresco, acúcar, gelatina incolor e a infusão (aprendi!) Earl Grey.

Ela ainda fez um Crème anglaise (leite integral, gema de ovo, açúcar e fava de baunilha).

Finalizei com uma farofinha de biscoito Amaretti (by sex shop) e que coroou esta magnífica noite ovo-láctea-vegetariana-italiana-infusionada.

Terminamos tomando (e o Marcel me permita desviar das indicações dele) um tremendo Anisete feito pela D. Anina. S-pe-ta-co-lo!!

Eis a opinião dos bichos-grilos:

Simples e uma super-produção. Ovo-lácteo-saboroso! (Edu)
Espetacular! Bela produção. (Mingão)
Majestoso ( simples e “amplo”). (Déo)

E aí vão as nossas famosas flores virtuais (eu juro que elas são ovo-lácteas-vegetarianas. rs)

Nina e Marcel, foi o maior prazer ter a participação de vocês aqui no dcpv e prazer maior ainda  verificar que o simples é cada vez mais delicioso desde que acompanhado de grandes ideias e ingredientes.
Como vocês podem, perceber, nós gostamos muito de tudo e espero que todos que estejam nos lendo tenham a oportunidade de reproduzir este menu em casa! Vão adorar!

Gratíssimo e até o próximo (semana que vem), que fechará o ano e será um mini Thanksgiving light (ôba, o que será isso?) indicado pela divertidíssima Cris do excelente From Our Home to Yours.

Abs a todos!

PS – Os capítulos 36º e 37º do nosso livro serão escritos pelos menus da Re e da Fran do Frango com Banana e do Vitor Hugo do Prato Fundo. Aguardem pois serão janeiro/fevereiro de 2011.

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