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dcpv – giorno otto – roma – italia – io sono un po’ ubriaca.

14/11/2011

Giorno Otto – Roma – Itália – Io sono un po’ ubriaca.

Parece que estamos passando as férias no deserto do Atacama, em vez de Roma.

Pelo menos no período em que estamos na cidade eterna. Sol, sol e sol.
Devido a reserva pra visitarmos a Galleria Borghese, tivemos que sair bem cedo do hotel.

E andamos bastante, pois tínhamos que chegar lá as 9:00 hs, já que todas as visitas são agendadas (você pode ficar somente duas horas lá dentro).

Corremos bastante e ao menos, tivemos a oportunidade de ver toda a Scalinata completamente vazia.

Chegamos no horário (apesar do sol, estava um tremendo frio) e entramos.

O impacto é imenso.

Toda a casa, a Villa Borghese é muito grande e impressionante. Ela foi construída em 1612 pra ser a propriedade romana da riquíssima família homônima.

É claro que não deixam tirar fotos, mas como compramos postais com as obras mais impactantes, vou me permitir criar um cenário por aqui “emprestando” algumas do site oficial.
Começamos a visita (alugue um audio tour que vale a pena) com as masterpieces do gênio Bernini: o Davi, uma pretensa resposta ao do Michelangelo, o rapto da Perséfone e Apolo e Dafne. Reparem nos detalhes das esculturas que foram feitas totalmente em granito.

Também vimos a obra-prima de Antonio Canova, uma escultura de Paolina, irmã de Napoleão. Este trabalho causou um grande escândalo, visto que ela visivelmente posou peladona (imaginem o bafafá naquela época).

Complementamos tudo com a pinacoteca que contém Caravaggio, Rubens, Rafael e outos menos votados.

Saímos de lá, passamos pela excelente lojinha …

… e aproveitamos o embalo pra emendar o passeio 16 do guia, Luxos e ossos descarnados, que “evoca o horror e o glamour da chique Via Veneto, com suas criptas lúgubres e as riquezas da Galleria Borghese“.

Acabamos descendo toda a Via Veneto, …

… com inclusive, uma passagem pelo hotel que ficamos na nossa outra viagem pra cá, o Boscolo.

Ah! Também vimos um daqueles protestos violentos italianos (cheio de velhinhos transviados) …

… e a pedinte (uma falsa idosa) que vivia nos implorando uma esmola e que quando acabava o “serviço” saia linda e garbosa; ainda era a mesma da nossa viagem em 2007.

Voltamos ao hotel e presenciamos mais um casamento (fato frequente nas nossas viagens), desta vez na Fontana della Barcaccia.

Aproveitamos pra dar um refresh tomando um chá e um capuccino no Antico Caffè Greco.

… além de comer um soberbo canoli.

Rumamos galhardamente pro Campo de Fiori.

Justamente pra escolher onde almoçar e foi fácil. Eu tinha visto no Frommer’s o restaurante  Da Pancrazio e daí a optar por ele, foi tranquilo.

Se você quiser um lugar histórico, antiquissimo, com um atendimento impecável …

… e uma cenografia que te leva pro passado; …

… este é o lugar.

Pedimos comidas tipicamente romanas. A Dé iniciou com uma (mais uma) Caprese. Ela jurou que foi a melhor muçarela que ela comeu aqui em Roma.

Eu fui de salada de pão com aliche. “Tipici e buono“.

Tomamos duas taças de vinho tinto e pedimos os principais. Uns ravioli de carciofi pra Dé ..

… e Saltimboca alla Romana pra mim.

Estavam simplesmente ótimos.

Na mesa ao nosso lado, almoçavam 4 italianos. Eram provavelmente pai, mãe (já idosos) e 2 filhos. Eles estavam comendo há um tempão (e bebendo também).

A senhora, que parecia a mãe do Giaaaaaani no filme Almoço de Ferragosto (se não assistiu, veja porque é demais), levantou pra ir ao banheiro, deu uma leve cambaleada, olhou pra nós e disse: io sono un po’ ubriaca!”

Demos, todos, muitas risadas e pensamos em como Roma e os romanos são divertidos.

Andamos mais um pouco, até chegarmos a Mondello Ótica onde conseguimos encontrar as nossas queridinhas armações belgas de óculos da marca theo.

Ainda demos mais umas voltas comerciais (Blue Sand pra Re; (ethic) pra Dé) …

… e fomos jantar em mais uma vinoteca, a Il Chianti.

Ela faz parte o nosso imaginário desde 2007.

E tudo continua (graças!) do mesmo jeito.

Pedimos uma garrafa dum Chianti Superior Reserva Banfi (pra matar as saudades) …

…. um Strozzapetti com muito pomodoro (como a Dé gosta e por incrível que pareça, difícil de encontrar em Roma) …

… e Coniglio (coelho) com batatas e molho de azeitonas pretas pra mim.

Tudo ótimo (como sempre).

Dá vontade de voltar mais um montão de vezes.

Sem contar que ela fica bem ao lado da Fontana di Trevi, …

… o que é certeza de encantamento (paquistaneses tiradores de foto e vendedores de rosas à parte).

Voltamos a pé (e com um bruta frio pro hotel).

Não deu nem pra ficarmos um pouco “altos” (un po’ ubriacos).

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.
Giorno cinque – Roma – Itália – Mamma mia na terra dela mesma.
Giorno Sei – Roma – Itália – Ben (o) Hur(so) amico.
Giorno Sette – Roma – Itália – Campo de Fiori, frutas, legumes e verduras, além de queijos e massas.

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